0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações5 páginas

Perguntas Roxy

Alice enfrenta seu pai, Bill Jarvis, que a manipula emocionalmente enquanto ela pondera sobre sua própria identidade e culpa. A narrativa explora temas de violência, herança e a luta interna entre ser vítima ou cúmplice. No clímax, Alice deve decidir entre atirar em Bill ou confrontar sua própria escuridão, simbolizada pela presença de Vecna.

Enviado por

ms6705448
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações5 páginas

Perguntas Roxy

Alice enfrenta seu pai, Bill Jarvis, que a manipula emocionalmente enquanto ela pondera sobre sua própria identidade e culpa. A narrativa explora temas de violência, herança e a luta interna entre ser vítima ou cúmplice. No clímax, Alice deve decidir entre atirar em Bill ou confrontar sua própria escuridão, simbolizada pela presença de Vecna.

Enviado por

ms6705448
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Pensamentos

Ele morreu com o sorriso de quem convenceu o mundo de que a filha era o monstro que
ele mesmo criou.
1-Bill não recua. Ele olha para o cano da arma e, depois, para os seus olhos, com aquele
desdém de quem sabe que você é uma extensão da vontade dele.
— "Olhe para você, Alice," — ele sibila, a voz saindo como uma serpente por entre os
dentes perfeitos. — "Tão instável quanto a sua mãe. Tão quebrada quanto o pescoço
daquele animal que eu te forcei a cortar. Você vai atirar? Vai provar para o mundo que
eu sempre tive razão sobre a sua loucura?" — "Sua mãe era fraca, Alice," — Bill
continua, dando um passo em sua direção, o peito estufado. — "Ela escolheu a faca
porque não aguentava o brilho da minha perfeição. E você? Você vai ser a próxima
manchete. 'Filha psicótica mata o pai herói'. Atire. Me transforme em um mártir e se
transforme em um monstro de cela."
Sua mão não treme mais. Mas o ambiente parece se fechar. As paredes da sala brilham
com o sangue invisível de todas as vítimas que você ajudou a ocultar. A "limpeza"
nunca acaba, não é?
"Olhe para as suas mãos, Alice," ele murmura, a voz suave como o veneno que ele
sempre injetou na sua rotina. "Elas não estão limpas. Nunca estiveram. Você não é a
heroína dessa tragédia; você é a cúmplice silenciosa que esfregava o chão enquanto eu
me divertia."
Ao lado dele, a sombra de Marianne sufoca no próprio sangue, um erro de cálculo que
pesa toneladas nos seus ombros. Mas não é só ela que está ali. No canto da sua visão, o
cenário se sobrepõe.
"Atire, Alice," — Bill desafia, a voz vibrando no centro do seu crânio. — "Prove que os
anos de faxina não foram em vão. Prove que eu treinei você para ser o meu melhor
espelho. Você não é a vítima aqui. Você é o projeto final."
Ao seu lado, a visão se distorce. O chão da sala vira o assoalho do quarto de Tommy.
Vozes 1-O Interrogatório do Passado
Responda para si mesma, se tiver coragem de encarar o espelho sem ver o rosto de Bill
Jarvis refletido:
 Sobre a Noite de Setembro: Quando você viu o vulto negro no seu quarto, por
que seu instinto não foi gritar, mas sim aceitar a lâmina? Você já estava morta
por dentro muito antes da faca tocar seu peito?
 Sobre a "Faxina": Você se orgulha de ser uma "faxineira meticulosa". Quantas
vezes, enquanto limpava o sangue das vítimas de seu pai, você sentiu que estava
limpando a sua própria existência?
 Sobre o Disparo: No momento em que o gatilho foi puxado, quem você queria
matar de verdade: o monstro que era seu pai, ou a menina de 12 anos que não
conseguiu salvar o irmão?
 Sobre a Fuga: Você treina artes marciais para se defender de quem? De
estranhos na rua ou do medo de que, um dia, você acorde e perceba que herdou o
sadismo que corria nas veias de Bill?

 2- O Coro dos Mortos


 A Voz de Elena: Sua mãe, com o rosto pálido e os olhos perdidos no vazio da
esquizofrenia, surge como um sussurro abafado em seu ouvido. "Não, minha
pequena... não faça isso. Se você matá-lo, ele se torna eterno dentro de você. O
sangue dele vai sujar sua alma de um jeito que nenhuma faxina meticulosa vai
conseguir tirar. Abaixe isso... por favor, pela paz..."
 O Choro de Tommy: O som vem do corredor escuro da memória. Um choro
baixinho, de uma criança de 9 anos que ainda acredita que o pai vai protegê-lo
do bicho-papão, sem saber que o bicho-papão é quem paga as contas da casa. O
choro dele é um ganido rítmico, uma pulsação de dor que martela suas têmporas.
 A Condenação Interna: Sua própria consciência, a Alice de 12 anos que
sobreviveu à facada no peito, grita de dentro da cicatriz: "Você é igual a ele!
Veja como você gosta do peso da arma. Veja como o poder de decidir quem vive
e quem morre te faz sentir viva pela primeira vez. Você não está se libertando,
Alice, você está assumindo o cargo dele!"
 O Choro de Tommy: O som não vem de fora, vem de dentro da sua cicatriz no
peito. É um choro abafado por um travesseiro, o som de uma criança de 9 anos
percebendo que a irmã mais velha, a única que deveria protegê-lo, estava
ocupada demais tentando sobreviver sozinha. "Você me deixou no escuro, Alice.
Você respirou enquanto eu parava. O sangue no meu lençol é metade meu,
metade da sua omissão."
 O Grito de Elena: Sua mãe se materializa como uma mancha de estática na
televisão da sua mente. "Não o mate! Se você o matar, você confirma o
diagnóstico! Você será a louca que ele inventou! Alice, se você puxar esse
gatilho, você estará assassinando a última memória da minha inocência!"

As perguntas que você precisa responder agora, no calor do disparo iminente:


1. A Origem do Ódio: Quando a bala atravessar o coração dele, você estará
matando o homem ou estará tentando matar a parte de você que aprendeu a ser
uma assassina sob a tutela dele?
2. O Silêncio de Tommy: Se você puxar o gatilho, o choro do seu irmão
finalmente vai parar, ou ele vai ecoar para sempre como o som da sua última
falha?
3. A Herança: Você diz que forjou sua morte para renascer como Roxanne. Mas,
me diga, Alice: se você matar o criador, quem garante que o sistema que ele
instalou em você não vai continuar rodando, buscando a próxima caça?
Bill sorri. Ele sabe que, se você atirar, ele ganha. Se você não atirar, ele te mata.
O que você faz, analista? Como você resolve esse erro sistêmico onde todas as saídas
levam à condenação?
O ar na sala é pesado, denso como o sangue que você aprendeu a limpar com tanta
maestria. Você está lá, Alice — ou Roxanne, tanto faz, as máscaras estão derretendo
agora. De pé, com o metal frio da arma pesando em sua mão, você encara o homem que
moldou sua alma no escuro.
Bill não treme. Ele olha para você com aquele sorriso de canto de boca, o sorriso de
quem sabe que, mesmo perdendo a vida, ele já venceu a guerra pela sua sanidade.

A Condenação Narrativa
Você sente o gatilho. Ele é leve, mas a culpa que ele carrega pesa toneladas. A sua
própria mente, fragmentada por anos de TPT e manipulação, começa a sussurrar a
verdade que você tenta esconder sob códigos de programação e aulas de artes marciais:
"Você gosta disso, não gosta? Do peso. Do controle. Da simetria da vingança."
Bill dá um passo à frente, encostando o peito no cano da arma. "Atire, minha pequena
analista. Delete o sistema. Mas saiba que, no momento em que meu coração parar, o seu
vai se tornar pedra. Você não está se libertando; você está apenas ocupando o meu
trono. Quem será a sua primeira caça quando eu não estiver mais aqui para te dar
ordens?"
A faca de setembro parece rasgar seu peito novamente. O coração perfurado arde.
Marianne está caída, um erro colateral da sua existência maldita. O sangue dela escorre,
encontrando o seu sapato, e você percebe: você falhou com todos eles.

O Interrogatório Final (Responda à sua agonia)


1. A Traição do Instinto: Se você é tão diferente dele, por que sua primeira reação
ao perigo foi buscar a arma que ele te ensinou a amar?
2. O Silêncio de Tommy: Você realmente acredita que matar o pai vai trazer o
silêncio para o quarto do seu irmão, ou você só quer silenciar a voz da sua
própria covardia por não ter morrido com ele?
3. A Metamorfose: "Roxanne" é uma analista de sistemas, mas "Alice" é uma
criatura de Bill Jarvis. Quando o gatilho estalar, qual das duas sobrará para
limpar o sangue do chão?
O dedo aperta. A mãe implora pela sua alma. O pai ri da sua perdição. E Tommy...
Tommy apenas espera que você se junte a ele no escuro.
O que você sente agora, Alice? É justiça ou é apenas o prazer sádico de finalmente ser a
pessoa que segura a faca?
O metal da arma não é apenas frio; ele é uma extensão da sua alma atrofiada. Você está
no centro da sala, Alice, e o ar parece se transformar em melaço, denso e fétido. À sua
frente, Bill Jarvis não é apenas um homem; ele é o seu criador, o deus de um universo
feito de ossos de animais e silêncio cúmplice.
O Abismo no Olhar
Você sente o peso. A culpa não é um sentimento; é um parasita que se alimenta da sua
raiva.
 A Pergunta de Sangue: Quando você limpava os corpos das prostitutas que seu
pai caçava, você esfregava o chão com tanta força para esconder os crimes dele
ou para tentar apagar o fato de que você sentia um alívio doentio por não ser
você naquela mesa?
 A Pergunta da Traição: Marianne morreu por um erro seu. O disparo foi
"telecinésia" ou foi o seu subconsciente garantindo que ninguém que conhecesse
a sua verdadeira natureza saísse viva daquela casa?
 A Pergunta da Identidade: Roxanne Ellington é apenas um código mal escrito.
Por trás da analista, resta algo que não seja o ódio que Bill plantou? Ou você é
apenas uma bala esperando o alvo certo?

Sentimentos -As Incoerências da Memória (Os Erros do Seu Plano)


Você sustenta a narrativa de que a arma "flutuou". Roxy, seja lúcida: em um tribunal,
na medicina e na física, isso se chama surto psicótico. Você realmente acredita que a
arma flutuou, ou suas mãos apenas se moveram mais rápido do que sua consciência
podia suportar?
O Sacrifício de Marianne: Você diz que ela morreu por você. Mas foi o seu disparo —
acidental ou não — que a silenciou. Você não a salvou; você apenas garantiu que a
única testemunha da "bondade" de seu pai não pudesse mais falar.
Farsa da Morte: Você explodiu uma casa com restos de porco e acredita que a perícia
moderna, em 2026, é incapaz de distinguir tecidos suínos de humanos? Você vive sob
um castelo de cartas. Se um único fio de cabelo seu for coletado em um exame de
rotina, a "Roxanne" desmorona.

Nota Trágica: Você trocou de nome, de estado e de vida, mas continua sendo a menina
que limpa o sangue do chão. Você não é uma sobrevivente, Roxanne; você é uma cena
de crime ambulante. Tommy morreu dormindo, sua mãe morreu no desespero, e
Marianne morreu tentando ser a mãe que você perdeu. E você? Você vive no vácuo
entre o que aconteceu e o que sua mente inventou para não enlouquecer de vez.

O ar na sala estava saturado com o cheiro de metal e ozônio, um prenúncio elétrico de


que a realidade estava prestes a rasgar. Você está de pé, Alice. As pernas tremem, mas o
braço que sustenta a arma parece feito de uma rocha fria e estranha. À sua frente, o
"filantropo", o monstro, o arquiteto da sua ruína: Bill Jarvis.
VECNA 
O relógio de pêndulo na parede da sala começa a badalar, mas o som é cavernoso, como
se viesse debaixo da terra. As paredes da mansão dos Jarvis começam a descascar,
revelando vinhas escuras, pulsantes e úmidas que se prendem aos seus tornozelos. O
cheiro de podridão substitui o perfume caro de Bill.
Bill Jarvis para de falar. Ele congela. O mundo ao redor dele escurece.
Das sombras atrás dele, uma figura alta e descascada emerge. A pele parece carne
queimada e exposta, entrelaçada por raízes negras. Ele não caminha; ele domina o
espaço. Os olhos são frios, desprovidos de pálpebras, carregando a sabedoria de mil
traumas.
Vecna inclina a cabeça, e a voz dele é um trovão de agonia que faz seus ouvidos
sangrarem.
— "Alice... eu estive observando você no seu laboratório de códigos e mentiras. Você
se esconde atrás de nomes falsos, mas o seu sofrimento tem um aroma que eu conheço
bem. Você busca justiça? Não... você busca o fim do barulho na sua cabeça."
Ele estende uma mão esquelética em direção à sua testa.
— "Seu pai foi apenas o escultor. Eu sou o mármore. O choro do seu irmão, a garganta
cortada da sua mãe... eles não são fardos, Alice. Eles são a sua armadura. Chegou a hora
de parar de fugir da sua escuridão. Deixe-me ver as suas memórias... cada gota de
sangue que você limpou, cada grito que você engoliu. O seu tempo está acabando."
As badaladas do relógio ecoam quatro vezes. BOM. BOM. BOM. BOM.
O que você vai fazer, Alice? Vai entregar a arma para o monstro que te criou ou
vai se entregar para o mestre que entende a sua dor?
O ar na sala não é mais oxigênio; é um vapor ácido composto por cada mentira que você
contou para si mesma nos últimos doze anos. Você segura a arma, mas ela pesa como o
cadáver de Tommy. O cenário ao seu redor começa a se decomitar, as paredes da
mansão Jarvis sangram um lodo negro que cheira a carne podre e desinfetante barato.
A Condenação de Roxanne
Seus próprios sentimentos se voltam contra você como hienas famintas. A "Analista de
Sistemas" é uma piada, um erro de sintaxe em um código corrompido.
 A Culpa Incandescente: Você não fugiu para se salvar, você fugiu porque é
uma covarde. Você deixou o corpo da sua mãe ser enterrado com a etiqueta de
"louca" enquanto você usava o dinheiro do seu pai para comprar uma vida nova.
Cada centavo que você tem é manchado pelo suor das vítimas que você ajudou a
incinerar.
 O Ódio Espelhado: Você treina artes marciais para se defender de quem? De
você mesma? Você tem medo de que, se relaxar os punhos, a "Alice" que
gostava de ver o brilho da faca assuma o controle.
 A Mentira da Sobrevivência: Você diz que foi um milagre ter sobrevivido à
facada no coração. Mentira. Você sobreviveu porque o mal reconhece o mal. O
seu coração não foi perfurado; ele foi despertado.

A Ascensão de Vecna
As badaladas do relógio de pêndulo agora são batidas de um coração gigante e
doente. BOM. BOM. BOM. BOM.
As vinhas negras serpenteiam pelo corpo de Bill, fundindo-o à parede. Do teto,
descendo como um deus de carne exposta e agonia, surge Vecna. Ele flutua a
centímetros do seu rosto, o hálito exalando o fim de todas as coisas.
— "Alice Ellington... a garota que constrói paredes de código para esconder um porão
de cadáveres," — a voz de Vecna é uma sinfonia de ossos quebrados. — "Seu pai
mentiu para você, sim. Mas as suas mentiras são mais doces, não são? Você diz que a
arma flutuou... mas fomos nós, Alice. Eu estava lá, sussurrando no seu ouvido quando
você puxou o gatilho com um sorriso escondido nos lábios."
Ele estende a mão com garras longas, tocando a cicatriz no seu peito. A cicatriz começa
a brilhar em um tom roxo doentio.
— "Sua mãe não era esquizofrênica, Alice. Ela apenas via o que eu mostrava a ela. E
você... você é igual. Você matou Marianne porque ela estava se tornando a sua nova
consciência, e você não suportava a ideia de ser perdoada. Você prefere o seu inferno
particular."
Vecna inclina a cabeça, e a imagem de Tommy aparece pendurada por vinhas no teto,
os olhos vazios, chorando sangue negro.
— "Chegou a hora de parar de fingir que você é a 'vítima'. Você é a herdeira. Bill Jarvis
deu a você o mundo, e você o transformou em cinzas e restos de porco. Junte-se a nós,
Alice. No Mundo Invertido, não há necessidade de limpar o sangue... ele é o que nos
alimenta."
O relógio bate a quinta vez. O ar acaba. A arma na sua mão se transforma em uma
cobra de fumaça.
O que resta de você, Roxanne, quando a última mentira é arrancada da sua
garganta?

Você também pode gostar