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Evolução Histórica Das Políticas de Saúde: Evolução Da Medicina Previdenciária No Brasil

O documento aborda a evolução histórica das políticas de saúde no Brasil, destacando a transição de diferentes sistemas previdenciários e assistenciais até a implementação do SUS em 1988. Ele descreve os modelos de atenção à saúde, incluindo o modelo sanitarista e biomédico, e enfatiza a importância da universalidade e integralidade no acesso aos serviços de saúde. Além disso, discute a estrutura de financiamento e a participação da comunidade na gestão do SUS, conforme estabelecido pela Constituição Federal e leis correlatas.

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Evolução Histórica Das Políticas de Saúde: Evolução Da Medicina Previdenciária No Brasil

O documento aborda a evolução histórica das políticas de saúde no Brasil, destacando a transição de diferentes sistemas previdenciários e assistenciais até a implementação do SUS em 1988. Ele descreve os modelos de atenção à saúde, incluindo o modelo sanitarista e biomédico, e enfatiza a importância da universalidade e integralidade no acesso aos serviços de saúde. Além disso, discute a estrutura de financiamento e a participação da comunidade na gestão do SUS, conforme estabelecido pela Constituição Federal e leis correlatas.

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Evolução Histórica das Políticas de Saúde

Evolução da Medicina Previdenciária no Brasil

SUS (1988 – Atualidade)


INAMPS (1977-1993)
INPS (1966-1977)

IAPs (1933-1966) Lei nº 6.439/1977: instituiu o Sistema Nacional de


Previdência e Assistência Social (SINPAS). Assim, o INPS
CAPs (1923-1933) foi desdobrado em Instituto de Administração
Financeira da Previdência Social (IAPAS), Instituto
Nacional de Previdência Social (INPS) e Instituto
Nacional de Assistência Médica da Previdência Social
(INAMPS).

[Link] [Link]
Modelo Sanitarista
1.7 - Modelos de Atenção à Saúde Outro modelo de atenção à saúde ainda presente no Brasil é o sanitarista,
O modelo assistencial diz respeito ao modo como são organizadas, em dada caracterizado por campanhas e programas de saúde ambulatoriais verticais e fragmentados
sociedade, as ações de atenção à saúde que envolvem os aspectos tecnológicos e (programas de pré-natal, puericultura, tuberculose, hanseníase), com ênfase no atendimento
assistenciais. Nessa perspectiva, não há modelos certos ou errados ou receitas que, quando da demanda espontânea (ações pontuais), em detrimento da prevenção e da promoção da
seguidas, dão certo (SILVA JÚNIOR; ALVES, 2007). saúde. Esse modelo começou a se expandir a partir da década de 1930 e não valoriza os
princípios e as diretrizes da atenção básica e das redes de atenção à saúde.

Modelo Biomédico
O modelo biomédico (modelo médico assistencial privatista): é fortemente História Natural da Doença
associado ao diagnóstico e à terapêutica, em que não se consideram a complexidade do
processo de saúde e doença bem como as características singulares das pessoas e das
famílias, inseridas em um contexto socioeconômico, ambiental, político e cultural. Nesse
sentido, podemos destacar as seguintes características desse modelo que, infelizmente, ainda
é hegemônico no Brasil (PORTELLI, 2002; PAIM, 2008; FERTONANI et al., 2015)

Fonte: FONSECA; CORBO, 2007

[Link] [Link]
O SUS na Constituição Federal de 1988
Em síntese, a Seguridade Social compreende um conjunto
integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade,
destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à
assistência social (CF/88, art. 194). Conceito da Seguridade Social:

O art. 195 da CF/88 estabelece que a Seguridade Social seja


financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da
lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos estados,
do Distrito Federal (DF), dos municípios e das contribuições sociais.

As contribuições sociais, que fazem parte do financiamento da Seguridade Social:

[Link] [Link]
Pisos Salariais da Enfermagem
• Lei federal instituirá pisos salariais profissionais nacionais para o
As ações e os serviços públicos de saúde integram uma rede enfermeiro, o técnico de enfermagem, o auxiliar de enfermagem e a
regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. Vejamos, no parteira, a serem observados por pessoas jurídicas de direito público e
esquema a seguir, as diretrizes do SUS estabelecidas na CF/88: de direito privado (CF/88, art. 198, § 12).
• A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, até o final do
exercício financeiro em que for publicada a lei de que trata o parágrafo
anterior, elaborarão ou adequarão os respectivos planos de carreiras
de modo a atender aos pisos estabelecidos para cada categoria
profissional (CF/88, art. 198, § 13).
As instituições privadas poderão participar do SUS, de forma
complementar, segundo suas diretrizes, mediante contrato de direito público
ou convênio. Têm preferência as entidades filantrópicas e as sem fins
lucrativos (art. 199, § 1º).

[Link] [Link]
Em resumo, estão incluídas, no campo de atuação do SUS, as seguintes ações:
Lei nº 8.080/1990 e Modificações
Disposições Gerais do SUS (arts. 1º a 4º)

A Lei nº 8.080/1990 dispõe sobre as condições para:

[Link] [Link]
Determinantes e condicionantes:

Também fazem parte do SUS as instituições públicas federais,


estaduais e municipais de controle de qualidade, pesquisa e produção de
insumos, medicamentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de
equipamentos para saúde (art. 4º, § 1º).

[Link] [Link]
XI - conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos
da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios na prestação de
serviços de assistência à saúde da população;
XII - capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência;
e
XIII - organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de
meios para fins idênticos.
XIV - organização de atendimento público específico e especializado para
As ações e os serviços públicos de saúde e os serviços privados mulheres e vítimas de violência doméstica em geral, que garanta, entre
contratados ou conveniados que integram o SUS são desenvolvidos de acordo outros, atendimento, acompanhamento psicológico e cirurgias plásticas
com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição Federal e obedecem, reparadoras, em conformidade com a Lei nº 12.845, de 1º de agosto de 2013.
ainda, aos seguintes princípios (art. 7º):
I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de
assistência;
II - integralidade de assistência, entendida como um conjunto articulado e
contínuo de ações e de serviços preventivos e curativos, individuais e
coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do
sistema;
III - preservação da autonomia das pessoas em defesa de sua integridade
Equidade
física e moral;
IV - igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de
qualquer espécie;
V - direito à informação às pessoas assistidas sobre sua saúde;
VI - divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a
sua utilização pelo usuário;
VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a
alocação de recursos e a orientação programática;
VIII - participação da comunidade;
IX - descentralização político-administrativa, com direção única em cada
esfera de governo:
a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios;
b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde;
X - integração, em nível executivo, das ações de saúde, do meio ambiente e
do saneamento básico;

[Link] [Link]
Foram criadas comissões intersetoriais de âmbito nacional,
subordinadas ao Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos Ministérios e
pelos órgãos competentes e por entidades representativas da sociedade civil
(art. 12).
Essas comissões têm a finalidade de articular políticas e
programas de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas que não
fazem parte do âmbito do SUS (art. 12, parágrafo único).
A articulação das políticas e dos programas, a cargo das comissões
intersetoriais, abrangerá, em especial, as seguintes atividades (art. 13):

Fonte: [Link]/municipios-e-regionalizacao

O princípio da regionalização está intimamente ligado ao da hierarquização do


SUS. Vejamos a diferença entre eles no esquema a seguir:

Cada Comissão Permanente de Integração terá a finalidade de


propor prioridades, métodos e estratégias para a formação e a educação
continuada dos recursos humanos do SUS, assim como em relação à pesquisa
e à cooperação técnica entre essas instituições (art. 14, parágrafo único).

[Link] [Link]
Vigilância Sanitária

Subsistema de Saúde Indígena (arts. 19-A a 19-H)

Financiamento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena

Alimentação e nutrição

[Link] [Link]
O Relatório da CONITEC levará em consideração,
necessariamente:

São vedados, em todas as esferas de gestão do SUS (art. 19-T):


I - o pagamento, o ressarcimento ou o reembolso de
medicamento, produto e procedimento clínico ou cirúrgico experimental, ou
de uso não autorizado pela Anvisa;
II - a dispensação, o pagamento, o ressarcimento ou o reembolso
de medicamento e produto, nacional ou importado, sem registro na Anvisa.

[Link] [Link]
De acordo com o art. 19-T, parágrafo único, são exceções às
vedações referidas acima (incluído pela Lei nº 14.312, de 2022):
I - medicamento e produto em que a indicação de uso seja distinta
daquela aprovada no registro na Anvisa, desde que seu uso tenha sido
recomendado pela Conitec, demonstradas as evidências científicas sobre a
eficácia, a acurácia, a efetividade e a segurança, e esteja padronizado em
protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde;
II - medicamento e produto recomendados pela Conitec e
adquiridos por intermédio de organismos multilaterais internacionais, para
uso em programas de saúde pública do Ministério da Saúde e suas entidades
vinculadas.
A participação complementar dos serviços privados será
formalizada mediante contrato ou convênio, observadas, a respeito, as
normas de direito público (art. 24, parágrafo único).
Com relação à participação complementar, as entidades
filantrópicas e as sem fins lucrativos terão preferência para participar do
SUS (art. 25).
Os servidores que legalmente acumulam 2 cargos ou empregos
poderão exercer suas atividades em mais de um estabelecimento do SUS.
Essa regra também se aplica aos servidores em regime de tempo integral,
com exceção dos ocupantes de cargos ou função de chefia, direção ou
assessoramento (art. 28, §§ 1º e 2º).

Os critérios e os valores para a remuneração de serviços e os


parâmetros de cobertura assistencial serão estabelecidos pela direção
nacional do SUS e aprovados pelo Conselho Nacional de Saúde (art. 26).

[Link] [Link]
Para estabelecer os valores a serem transferidos para os entes
federativos, é utilizada a combinação dos seguintes critérios, segundo análise
O SUS será financiado, nos termos do art. 195, com recursos do técnica de programas e projetos (art. 35):
orçamento da seguridade social, da União, dos estados, do Distrito Federal e
dos municípios, além de outras fontes. (CF/88, art. 198, § 1º).

São considerados de outras fontes os recursos para financiamento


do SUS (art. 32):

Sobre o planejamento e o orçamento no SUS, temos (arts. 36 a 38)

[Link] [Link]
Lei nº 8.142/1990
A Lei nº 8.142/1990 dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do
Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos
financeiros na área da saúde e dá outras providências.

A representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e Conferências


será paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos, ou seja, 50% dos
membros são representantes dos usuários e 50%, dos demais segmentos.

[Link] [Link]
De acordo com o art. 4º da Lei em estudo, para receberem os
recursos transferidos pela União, os Municípios, os Estados e o Distrito
Federal deverão contar com:

Os recursos do FNS serão alocados como (art. 2º):

Transferências de recursos da saúde:

[Link] [Link]
Resolução do CNS nº 453/2012 Decreto nº 7.508/2011
Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo,
ações e serviços de (art. 5º):

Atenção

As Regiões de Saúde serão referência para as transferências de


recursos entre os entes federativos (art. 6º).

[Link] [Link]
Para facilitar a memorização dos requisitos mínimos para instituir
uma Região de Saúde e as portas de entrada do SUS, vejamos o esquema
abaixo:

As Redes de Atenção à Saúde (RAS) estarão compreendidas no


âmbito de uma Região de Saúde, ou de várias delas, em consonância com
diretrizes pactuadas nas Comissões Intergestores (art. 7º).
Em síntese, a Rede de Atenção à Saúde é o conjunto de ações e
serviços de saúde articulados em níveis de complexidade crescente, com a
finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde (art. 2º, inciso
VI).
Para assegurar ao usuário o acesso universal, igualitário e ordenado às
ações e aos serviços de saúde do SUS, caberá ao entes federativos, além de outras
atribuições pactuadas pelas Comissões Intergestores (art. 13):

O acesso universal e igualitário às ações e aos serviços de saúde


será ordenado pela Atenção Primária à Saúde (APS) e deve ser fundado na
avaliação:

Ao usuário será assegurada a continuidade do cuidado em


saúde, em todas as suas modalidades, nos serviços, nos hospitais e em
outras unidades integrantes da rede de atenção da respectiva região (art. O Ministério da Saúde disporá sobre critérios, diretrizes,
12). procedimentos e demais medidas que auxiliem os entes federativos no
cumprimento dessas atribuições (art. 14).

[Link] [Link]
Atenção! O item acima foi atualizado, conforme explicação do esquema abaixo e está
disponível na aula "Atualizações da Lei 8.808/90 e Decreto 7.508/11" em nosso canal.

O acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica pressupõe,


CUMULATIVAMENTE (art. 28):
I - estar o usuário assistido por ações e serviços de saúde do SUS; II - ter o
medicamento sido prescrito por profissional de saúde, no exercício regular de suas funções no
SUS;
III - estar a prescrição em conformidade com a RENAME e os Protocolos
Clínicos e Diretrizes Terapêuticas ou com a relação específica complementar estadual,
• O planejamento da saúde, no âmbito estadual, deve ser realizado de maneira distrital ou municipal de medicamentos;
regionalizada, de acordo com as necessidades dos Municípios, considerando o IV - ter a dispensação ocorrido em unidades indicadas pela direção do
SUS.
estabelecimento de metas de saúde (art. 18). Verificamos que o acesso universal e igualitário à assistência farmacêutica
• A integralidade da assistência à saúde se inicia e se completa na Rede de Atenção à não pressupõe que a dispensação do medicamento ocorra por empresas/instituições que não
Saúde, mediante o referenciamento do usuário na rede regional e interestadual, sejam indicadas pela direção do SUS.
conforme pactuado nas Comissões Intergestores (art. 20).
O COAP é um acordo de colaboração firmado entre entes federativos:
Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão adotar relações
específicas e complementares de ações e serviços de saúde, em consonância com a
RENASES, respeitadas as responsabilidades dos entes pelo seu financiamento, de acordo
com o pactuado nas Comissões Intergestores (art. 24).
A cada 2 anos, o Ministério da Saúde deverá consolidar e publicar as
atualizações da RENASES, RENAME, do respectivo FTN e dos Protocolos Clínicos e Diretrizes
Terapêuticas.

O objeto do Contrato Organizativo de Ação Pública da Saúde é a organização


e a integração das ações e dos serviços de saúde, sob a responsabilidade dos
entes federativos em uma Região de Saúde, com a finalidade de garantir a integralidade
da assistência aos usuários (art. 34).

[Link] [Link]
Redes de Atenção à Saúde Em relação à organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS),
merece destaque:

A organização da atenção e da gestão do SUS expressa o cenário apresentado e


se caracteriza por uma intensa fragmentação de serviços, programas, ações e práticas
clínicas, demonstrado por:

[Link] [Link]
Os pontos de atenção à saúde são entendidos como espaços onde
se ofertam determinados serviços de saúde, por meio de uma produção
singular. São exemplos de pontos de atenção à saúde:

Os hospitais podem abrigar distintos pontos de atenção à saúde:

[Link] [Link]
A RAS é operacionalizada por meio da interação dos seus 3
elementos constitutivos: população/região de saúde definidas, estrutura
operacional e um sistema lógico de funcionamento determinado pelo modelo
de atenção à saúde.

[Link] [Link]
Propõem-se, a seguir, as diretrizes orientadoras para o processo
de implementação da RAS: Determinantes Sociais em Saúde
Segundo o art. 3º da Lei nº 8.080/1990, os níveis de saúde
expressam a organização social e econômica do País. Consta, nessa lei, que
os determinantes e condicionantes da saúde são, entre outros:

[Link] [Link]
Trabalho em Equipe no Educação em Saúde
Contexto da Saúde Coletiva é o processo educativo de construção de conhecimentos
em saúde que visa à apropriação temática pela população,
e não à profissionalização ou à carreira na saúde;

A Educação em potencializa o exercício do controle social sobre as políticas


Saúde e os serviços de saúde para que esses respondam às
(BRASIL, 2013a) necessidades da população;

deve contribuir para o incentivo à gestão social da saúde.


São atributos para identificar os tipos de equipes (PEDUZZI et al., 2020):

É necessário o
dialógica + emancipadora + criativa
desenvolvimento
de ações de
que contribua para a autonomia do
educação
usuário, no que diz respeito à sua
em saúde numa participativa
condição de sujeito de direitos e autor
perspectiva
de sua trajetória de saúde e doença; e
Além dessa tipologia, o trabalho em equipe é constituído por elementos-chave
e suas variações, os quais são (PEDUZZI et al.,2020): autonomia dos profissionais diante da possibilidade de reinventar modos de cuidado
mais humanizados, compartilhados e integrais.

[Link] [Link]
A PNEPS-SUS é orientada pelos seguintes princípios (art. 3º): Sistemas de Informação em Saúde (SIS)
Ano de
Sigla Descrição Documento Básico
Início
Sistema de informação
SIM 1975 Declaração de óbito
sobre Mortalidade
São eixos estratégicos da PNEPS-SUS (art. 4º): Sistema de Informação
SIH 1976 Autorização de internação hospitalar
Hospitalar
Sistema de informações
SINASC 1990 Declaração de nascido vivo
sobre Nascidos Vivos
Sistema de informações Ficha individual de notificação e Ficha individual de
SINAN 1993
de Agravos de Notificação investigação
Boletim de Produção Ambulatorial (BPA), e
Sistema de Informação
SIA-SUS 1994 Autorização para procedimentos de alto
Ambulatorial
custo/complexidade (APAC)
SISREG Sistema de Regulação 2001 AIH, APAC e solicitação de consulta e exames

Sistema de Informações
SISCAM 2003 Ficha de Requisição de mamografia e citológico
do Câncer da Mulher
Sistema de Informações
SI-PNI do Programa Nacional de 2004 Cada sub-sistema possui seu documento básico
Imunizações
Sistema de Informação da
SISAB 2013 11-Fichas do e-sus
Saúde da Atenção Básica
e-SUS
Hospitala Sistema e-SUS Hospitalar 2014 12 módulos eletrônicos
r
Sistema e-SUS do Serviço
e-SUS
de Atendimento Móvel de 2016 Módulos eletrônicos
SAMU
Urgência
Sistema de Informação Ficha de Investigação de SG Suspeito de Doença pelo
E-SUS VE 2020
Vigilância Epidemiológica Coronavírus 2019 – COVID-19 (B34.2)

[Link] [Link]
Política Nacional de Humanização
A PNH se estrutura a partir de (BRASIL, 2010a):

Princípios (BRASIL, 2013)

Método (BRASIL, 2013)


O HumanizaSUS, como também é conhecida a Política Nacional de
Humanização, aposta na inclusão de trabalhadores, de usuários e de gestores na produção e
na gestão do cuidado e dos processos de trabalho.
A comunicação entre esses três atores do SUS provoca movimentos de
perturbação e de inquietação que a PNH considera o “motor” de mudanças e que também
Acolhimento com Classificação de Risco
precisam ser incluídos como recursos para proporcionar saúde. É um processo dinâmico, por meio do qual se identificam os pacientes que
necessitam de tratamento prioritário e mais rápido, em virtude de maior risco e
vulnerabilidade (BRASIL, 2004b).
Dispositivos
Diretrizes
Segue, abaixo, a descrição sucinta das diretrizes da PNH (BRASIL, 2013): Para viabilizar os princípios e os resultados esperados com o HumanizaSUS, a
PNH opera com os seguintes dispositivos, aqui entendidos como ‘tecnologias’ ou ‘modos de
fazer’ (BRASIL, 2006):
• Acolhimento com classificação de risco;
• Equipes de referência e de apoio matricial;
• Projeto terapêutico singular e projeto de saúde coletiva;
• Projetos de construção coletiva (cogeridos) da ambiência;
• Colegiados de gestão;
• Contratos de gestão;
• Sistemas de escuta qualificada para usuários e trabalhadores da saúde: gerência de “porta
aberta”, ouvidorias, grupos focais e pesquisas de satisfação;

[Link] [Link]
Propósitos da PNH (SES-GO, 2019)
Dispositivos
• Projeto “Acolhendo os Familiares/Rede Social Participante”: visita aberta,
direito de acompanhante e envolvimento no projeto terapêutico;
• Programa de Formação em Saúde e Trabalho e Comunidade Ampliada de
Pesquisa;
• Programas de qualidade de vida e saúde para os trabalhadores da saúde;
• Grupo de Trabalho de Humanização.
Marcas/Prioridades
Com a implementação da Política Nacional de Humanização (PNH),
trabalhamos para consolidar, prioritariamente, 4 marcas específicas (BRASIL,
2004a):

Macro-objetivos do HumanizaSUS (SES-GO, 2019)

[Link] [Link]
Política Nacional de Atenção Básica

Para garantir a coordenação do cuidado e ampliar o acesso e a resolutividade


das equipes que atuam na Atenção Básica, podem-se considerar os seguintes aspectos:

* O Programa Saúde na Hora (Portaria do MS nº 397/2020) viabiliza o custeio aos


municípios e ao Distrito Federal para a implantação do horário estendido de
funcionamento das USF e das UBS em todo o território brasileiro.

Características da Atenção Básica

[Link] [Link]
Tipos de Equipe da Atenção Básica

Não se aplica aos profissionais da eAP a vedação à participação em


mais de uma eAP ou eSF, não sendo hipótese de suspensão de repasse a
duplicidade de profissional. O cadastro das eAP no SCNES deverá observar os
mesmos códigos para o cadastro das eSF.

[Link] [Link]
De acordo com a Portaria do MS nº 2.539/2019, para atender às características e
necessidades de cada município, poderão também ser compostas eSB na modalidade I com
carga horária diferenciada, nos seguintes termos:
Modalidade I (20h): eSB composta por profissionais com carga horária mínima individual de
20 horas semanais e cadastrados em uma mesma Unidade de Saúde, com população
adscrita correspondente a 50% da população adscrita para uma eSF; ou
Modalidade I (30h): eSB composta por profissionais com carga horária mínima individual de
30 horas semanais e cadastrados em uma mesma Unidade de Saúde, com população
adscrita correspondente a 75% da população adscrita para uma eSF.
Atenção! Não se aplica aos profissionais da eSB na modalidade I com a carga horária
diferenciada referida a vedação à participação em mais de uma eSB ou eSF, não sendo
hipótese de suspensão de repasse a duplicidade de profissional.
Novas atribuições dos agentes comunitários
Tipos de Equipe da Atenção Básica (BRASIL, 2017b)
de saúde (ACS) na Atenção Básica
As atividades do Agente Comunitário de Saúde serão realizadas em caráter
excepcional, assistidas por um profissional de saúde de nível superior, membro da equipe,
depois de treinamento específico e fornecimento de equipamentos adequados, em sua base
geográfica de atuação, encaminhando o paciente para a unidade de saúde de referência. São
elas:

É Importante ressaltar que os ACS só executarão os procedimentos que requeiram


capacidade técnica específica se detiverem a respectiva formação, respeitada a autorização legal.

[Link] [Link]
O cálculo para a definição dos recursos financeiros para incentivo
Financiamento da Atenção Básica (Tripartite) para ações estratégicas deverá considerar (Portaria do MS nº 2.979/2019,
O financiamento federal de custeio da Atenção Primária à Saúde (APS) será art. 12-G):
constituído por (Portaria de Consolidação do SUS nº 6/2017, art. 9º):
I - as especificidades e prioridades em saúde;
II - os aspectos estruturais das equipes;
III - a produção em ações estratégicas em saúde.
O incentivo para ações estratégicas contemplará o custeio das seguintes
ações, programas e estratégias (Portaria do MS nº 2.979/2019, art. 12-H):
Esses recursos são transferidos na modalidade fundo a fundo, de I - Programa Saúde na Hora;
forma regular e automática, aos Municípios, ao Distrito Federal e aos Estados II - Equipe de Saúde Bucal (eSB);
e repassados pelo Bloco de Custeio das Ações e dos Serviços Públicos de III - Unidade Odontológica Móvel (UOM);
Saúde (art. 9º, parágrafo único). IV - Centro de Especialidades Odontológicas (CEO);
O cálculo para a definição dos incentivos financeiros da capitação ponderada V - Laboratório Regional de Prótese Dentária (LRPD);
deverá considerar (Portaria do MS nº 2.979/2019, art. 10):
I - a população cadastrada na equipe de Saúde da Família (eSF) e equipe de
VI - Equipe de Consultório na Rua (eCR);
Atenção Primária (eAP) no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB); VII - Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF);
II - a vulnerabilidade socioeconômica da população cadastrada na eSF e na VIII - Equipe de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR);
eAP; IX - Microscopista;
III - o perfil demográfico por faixa etária da população cadastrada na eSF e na X - Equipe de Atenção Primária Prisional (eAPP);
eAP;
IV - classificação geográfica definida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e XI - Custeio para o ente federativo responsável pela gestão das ações de
Estatística (IBGE). Atenção Integral à Saúde dos Adolescentes em Situação de Privação de
O cálculo do incentivo financeiro do pagamento por desempenho será Liberdade;
efetuado considerando os resultados de indicadores alcançados pelas eSF e eAP XII - Programa Saúde na Escola (PSE);
homologadas, conforme método de cálculo definido em ato do Ministro de Estado da Saúde. XIII - Programa Academia da Saúde;
O valor do pagamento por desempenho será calculado a partir do cumprimento de meta XIV - Programas de apoio à informatização da APS;
para cada indicador (Portaria do MS nº 2.254/2021, art. 12-C).
XV - Incentivo aos municípios com equipes de saúde integradas a programas
Para o pagamento por desempenho deverão ser observadas as seguintes
categorias de indicadores (Portaria do MS nº 2.979/2019, art. 12-D): de residência uniprofissional ou multiprofissional na Atenção Primária à
I - processo e resultados intermediários das equipes; Saúde;
II - resultados em saúde; XVI - Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (ACS);
III - globais de APS. XVII - outros que venham a ser instituídos por meio de ato normativo
Os indicadores referidos deverão considerar ainda a relevância clínica e específico.
epidemiológica, disponibilidade, simplicidade, baixo custo de obtenção, adaptabilidade, O cálculo do incentivo financeiro com base em critério populacional
estabilidade, rastreabilidade e representatividade (Portaria do MS nº 2.979/2019, art. 12-D, considerará estimativa populacional dos municípios e Distrito Federal mais
parágrafo único).
O valor do incentivo financeiro do pagamento por desempenho será
recente divulgada pelo IBGE. Ressalta-se que o valor per capita será definido
transferido mensalmente e recalculado simultaneamente para todos os municípios ou anualmente em ato do Ministro da Saúde (Portaria do MS nº 2.254/2021, art.
Distrito Federal a cada 4 competências financeiras (Portaria do MS nº 2.979/2019, art. 12-E). 9º-A).

[Link] [Link]
Introdução à Epidemiologia e
Credenciamento dos Serviços da Atenção Básica
Indicadores Epidemiológicos
A Portaria do MS nº 1.710/2019 instituiu o fluxo de Vamos iniciar definindo o termo epidemiologia.
credenciamento desburocratizado para serviços e equipes de saúde no Etimologicamente, o termo epidemiologia deriva do grego (PEREIRA, 2013):
âmbito da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS).
A instituição do fluxo desburocratizado tem como objetivos: agilizar a
implantação dos serviços da Atenção Primária à Saúde, ampliar a autonomia
do gestor municipal ou distrital para qualificação e expansão dos serviços e
reforçar o papel do Plano Municipal ou Distrital de Saúde e da Programação
Anual de Saúde como documentos norteadores das políticas locais de
Atenção Primária à Saúde.

De acordo com a Portaria do MS nº 3.119/2019 (mais atualizada), com


relação ao credenciamento, o gestor municipal ou distrital deverá:

Na área da Epidemiologia, é importante conhecer alguns


conceitos, como o de doença transmissível:
A Portaria do MS nº 804/2020 traz novas alterações sobre o fluxo de
credenciamento desburocratizado e institui que após a publicação de Portaria de
credenciamento das novas equipes no Diário Oficial da União, as gestões
municipais e distrital deverão cadastrar a(s) equipe(s) no CNES, em um prazo
máximo de 6 competências, a contar da data de publicação da referida Portaria,
sob pena de descredenciamento da(s) equipe(s) caso esse prazo não seja cumprido.

[Link] [Link]
Nos últimos anos, têm surgido doenças transmissíveis novas e desconhecidas e
ressurgido outras que já estavam ou que se acreditava que estivessem controladas. Assim, a
Considera-se relevante diferenciar os tipos de casos na epidemiologia:
OPAS (2010) conceitua as doenças emergentes e reemergentes da seguinte forma:

Vejamos agora os seguintes conceitos, segundo Rouquayrol, Barbosa e Machado (2018):


HOSPEDEIRO

VETOR

AGENTE AMBIENTE

Vejamos alguns exemplos de coeficientes (ou taxas) e índices mais utilizados em


saúde pública de acordo com Rouquayrol e Gurgel (2013):

[Link] [Link]
Nas últimas décadas, o Brasil tem experimentado transformações nos padrões de
mortalidade e morbidade devido aos processos de transição epidemiológica, demográfica e
nutricional (ROUQUAYROL; GURGEL, 2013).

Obs.: É importante considerar que o componente da mortalidade infantil inclui outros três
componentes: mortalidade neonatal precoce (0 a 6 dias), neonatal tardia (7 a 27 dias) e pós-
neonatal (28 a 364 dias) (RIPSA, 2008).

A prevalência descreve o que existe em uma população (que condiciona a vida, determinando a A transição epidemiológica é entendida com base nas mudanças ocorridas no tempo,
condição de vida). Por outro lado, a incidência descreve o que ocorre nessa população (LIMA; na frequência, na magnitude e na distribuição das condições de saúde. São expressas nos padrões de
PORDEUS; ROUQUAYROL, 2018). É importante frisar que esses indicadores são medidas de morte, morbidade e invalidez em uma população específica. De forma geral, acontecem em conjunto
morbidade (doença). Vejamos alguns exemplos de coeficientes relacionados à letalidade, à incidência com outras transformações demográficas, sociais e econômicas (SANTOS-PRECIADO et al., 2003;
e à prevalência de determinada doença (ROUQUAYROL; GURGEL, 2013): SCHRAMM et al., 2004).

O processo de transição epidemiológica engloba três mudanças básicas:

[Link] [Link]
O Brasil vive uma situação de transição demográfica acelerada, acompanhada
de uma transição epidemiológica singular. Esse processo se caracteriza por um modelo de
tripla carga de doenças, como podemos ver no esquema abaixo (OLIVEIRA; PEREIRA, 2013;
MENDES, 2011):

São atributos fundamentais do processo de transição epidemiológica


singular dos países em desenvolvimento, como o Brasil (OMS, 2003; MENDES,
2011):

[Link]

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