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Asma

O documento aborda a classificação de risco em atendimentos de emergência, destacando a necessidade de identificação rápida de sinais de gravidade. Apresenta um itinerário de abordagem diagnóstica e terapêutica, incluindo oxigenoterapia e uso de medicamentos como SABA e corticoides. Também descreve a organização necessária para a resposta a paradas cardiorrespiratórias, incluindo a equipe e as etapas da RCP.

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O documento aborda a classificação de risco em atendimentos de emergência, destacando a necessidade de identificação rápida de sinais de gravidade. Apresenta um itinerário de abordagem diagnóstica e terapêutica, incluindo oxigenoterapia e uso de medicamentos como SABA e corticoides. Também descreve a organização necessária para a resposta a paradas cardiorrespiratórias, incluindo a equipe e as etapas da RCP.

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1.

Classificação de Risco (Demanda Espontânea)

Classificação: Vermelho ou Laranja (Protocolo de Manchester ou


similar), indicando necessidade de atendimento imediato ou em no
máximo 10-15 minutos.

Pontos Desafiadores: Identificar rapidamente os sinais de gravidade


(fala entrecortada, cianose, silêncio auscultatório) em meio ao fluxo
alto da unidade.

2. Itinerário de Abordagem (Diagnóstica e Terapêutica)

Abordagem Inicial (Imediata): Acolhimento, monitorização (SatO2,


Frequência Cardíaca, Frequência Respiratória) e verificação de sinais
de insuficiência respiratória iminente.

Terapêutica:

Oxigenoterapia: Manter entre 93-95%.

Beta-2 Agonista de Ação Curta (SABA): Salbutamol 4-10 jatos (com


espaçador) ou nebulização a cada 20 min na primeira hora.

Corticoide Sistêmico: Prednisolona/Prednisona oral (40-50mg) ou


metilprednisolona/hidrocortisona IV se não tolerar oral.

Brometo de Ipratrópio: Adicionar ao SABA para crises graves.

Reavaliação: Pós-broncodilatador (avaliação clínica e, se possível, PFE


ou VEF1).

Encaminhamento: Se não houver melhora ou sinais de exaustão,


acionar SAMU/transferência para pronto-socorro de maior
complexidade.

3. Referências na RAS e Encaminhamento

Referência: SAMU (192) para estabilização/transporte e UPA 24h ou


Hospital de Referência (Emergência/UTI).

Contato: Regulação assistencial (via sistema de regulação do


município - ex: SISREG) e SAMU para suporte avançado.

4. Evolução para Parada Cardiorrespiratória (PCR)

Organização da Unidade: Sala de emergência equipada (carrinho de


parada com laringoscópio, tubos, medicações,
desfibrilador/desfibrilador externo automático - DEA,
ventilador/ambú).

Organização da Equipe: Líder (médico/enfermeiro), compressor (1),


compressor (2), responsável por via aérea, responsável por
medicações/acesso venoso (divididos para evitar "pausas" na
compressão).

Etapas da RCP (ACLS/BLS):

Reconhecer PCR e chamar ajuda.

Iniciar compressões torácicas de alta qualidade (100-120/min,


profundidade 5-6 cm).

Minimizar interrupções.

Ventilação com bolsa-válvula-máscara (Ambú) com O2 a 100%.

Checar ritmo (DEA/Monitor) e aplicar choque se indicado.

Acesso venoso e administração de Adrenalina

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