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I. O Verbo Do Mundo: A Sinfonia Do Invisível

O poema explora a relação entre a natureza e a existência humana, destacando a beleza e a sabedoria do mundo natural em contraste com a pressa e a artificialidade da vida moderna. Através de metáforas sobre raízes, vento, água e ciclos da vida, enfatiza a importância de respeitar e ouvir a voz da natureza. A obra convida à reflexão sobre a conexão intrínseca entre o ser humano e o meio ambiente, sugerindo que cuidar do natural enriquece nosso interior.

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tijahaw182
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O poema explora a relação entre a natureza e a existência humana, destacando a beleza e a sabedoria do mundo natural em contraste com a pressa e a artificialidade da vida moderna. Através de metáforas sobre raízes, vento, água e ciclos da vida, enfatiza a importância de respeitar e ouvir a voz da natureza. A obra convida à reflexão sobre a conexão intrínseca entre o ser humano e o meio ambiente, sugerindo que cuidar do natural enriquece nosso interior.

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I.

O Verbo do Mundo: A Sinfonia do Invisível

Onde o asfalto cansa e o muro de concreto cinzento finalmente finda,


Começa o reino absoluto da raiz que é profunda, ancestral e latente,
Uma vida que é antiga, que não se explica, mas que é sempre vinda,
Que no silêncio da manhã, em luz dourada e pura, se inunda e se
sente. Não há engenharia humana, por mais complexa, que supere o
talo de uma flor, Nem arquitetura de vidro e aço que se compare à
colmeia em seu doce labor, Pois a natureza não constrói para o ego,
mas para a permanência do ser, No desenho de cada nervura de folha
que insiste, bravamente, em crescer.

O vento atua como o carteiro incansável das velhas e sábias


montanhas, Trazendo o cheiro da chuva que no horizonte de chumbo
brevemente virá, Sussurra segredos de eras passadas nas delicadas
teias das aranhas, E balança o verde eterno que não sabe, e nem
quer, como ou quando parar. Ele carrega o pólen, o beijo da vida que
se espalha por sobre a campina, Vence os oceanos, atravessa cada
pequena falha na rocha cristalina, É o sopro que refresca o bicho
cansado e que molda a duna no deserto, O mestre invisível que nos
mostra que o caminho do mundo está sempre aberto.

Não existe relógio de pulso marcando a pulsação constante da


floresta, O tempo ali é ditado pelo sol, pela lua e pela dança rítmica
da maré, A própria existência, em sua crueza e beleza, é a única e
verdadeira festa, Mantendo a terra firme, generosa e grata sob o peso
do nosso inquieto pé. O carvalho centenário não sente a pressa de
tocar o azul infinito do céu, Ele sabe que o destino é um processo, um
rasgar lento das nuvens o véu, Pois a pressa é uma invenção do
homem que esqueceu como a semente germina, No escuro, no frio,
esperando o momento em que a vida finalmente se ilumina.

A água desenha seu caminho paciente, curvilíneo e sereno no chão,


Sem a ansiedade de chegar ao oceano, mas sem jamais cogitar
desistir, Ensina ao atento observador que a força bruta e a suave
mansidão São as duas asas essenciais para quem deseja o milagre do
saber existir. Ela contorna a rocha impenetrável, mas com o tempo e
o toque a faz pó, Mostrando que a persistência silenciosa nunca, em
tempo algum, caminha só. A água é o sangue da terra, o espelho que
reflete a nossa própria face cansada, Lembrando que somos feitos de
rios, de chuvas e de uma sede jamais saciada.

Somos o fruto maduro, o tronco firme e a semente que dorme no


chão, Um elo vibrante, elétrico e vivo em um plano cósmico muito
maior, Pois quem cuida do que é natural, puro, selvagem e também
vivente, Cultiva, no centro de si mesmo, um jardim interno muito
mais belo e melhor. O ciclo não perdoa a soberba de quem se imagina
dono de cada pedaço de chão, Pois a terra é o berço que nos acalenta
e será, ao fim de tudo, o nosso colchão. Que possamos ouvir o verbo
do mundo antes que o barulho das máquinas nos cale, E que a voz da
montanha, do rio e da mata, em nossa alma, eternamente resvale.

I. O Verbo do Mundo: A Sinfonia do Invisível

Onde o asfalto cansa e o muro de concreto cinzento finalmente finda,


Começa o reino absoluto da raiz que é profunda, ancestral e latente,
Uma vida que é antiga, que não se explica, mas que é sempre vinda,
Que no silêncio da manhã, em luz dourada e pura, se inunda e se
sente. Não há engenharia humana, por mais complexa, que supere o
talo de uma flor, Nem arquitetura de vidro e aço que se compare à
colmeia em seu doce labor, Pois a natureza não constrói para o ego,
mas para a permanência do ser, No desenho de cada nervura de folha
que insiste, bravamente, em crescer.

O vento atua como o carteiro incansável das velhas e sábias


montanhas, Trazendo o cheiro da chuva que no horizonte de chumbo
brevemente virá, Sussurra segredos de eras passadas nas delicadas
teias das aranhas, E balança o verde eterno que não sabe, e nem
quer, como ou quando parar. Ele carrega o pólen, o beijo da vida que
se espalha por sobre a campina, Vence os oceanos, atravessa cada
pequena falha na rocha cristalina, É o sopro que refresca o bicho
cansado e que molda a duna no deserto, O mestre invisível que nos
mostra que o caminho do mundo está sempre aberto.

Não existe relógio de pulso marcando a pulsação constante da


floresta, O tempo ali é ditado pelo sol, pela lua e pela dança rítmica
da maré, A própria existência, em sua crueza e beleza, é a única e
verdadeira festa, Mantendo a terra firme, generosa e grata sob o peso
do nosso inquieto pé. O carvalho centenário não sente a pressa de
tocar o azul infinito do céu, Ele sabe que o destino é um processo, um
rasgar lento das nuvens o véu, Pois a pressa é uma invenção do
homem que esqueceu como a semente germina, No escuro, no frio,
esperando o momento em que a vida finalmente se ilumina.

A água desenha seu caminho paciente, curvilíneo e sereno no chão,


Sem a ansiedade de chegar ao oceano, mas sem jamais cogitar
desistir, Ensina ao atento observador que a força bruta e a suave
mansidão São as duas asas essenciais para quem deseja o milagre do
saber existir. Ela contorna a rocha impenetrável, mas com o tempo e
o toque a faz pó, Mostrando que a persistência silenciosa nunca, em
tempo algum, caminha só. A água é o sangue da terra, o espelho que
reflete a nossa própria face cansada, Lembrando que somos feitos de
rios, de chuvas e de uma sede jamais saciada.

Somos o fruto maduro, o tronco firme e a semente que dorme no


chão, Um elo vibrante, elétrico e vivo em um plano cósmico muito
maior, Pois quem cuida do que é natural, puro, selvagem e também
vivente, Cultiva, no centro de si mesmo, um jardim interno muito
mais belo e melhor. O ciclo não perdoa a soberba de quem se imagina
dono de cada pedaço de chão, Pois a terra é o berço que nos acalenta
e será, ao fim de tudo, o nosso colchão. Que possamos ouvir o verbo
do mundo antes que o barulho das máquinas nos cale, E que a voz da
montanha, do rio e da mata, em nossa alma, eternamente resvale.

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