0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações19 páginas

Projeto de Software

O documento aborda o desenvolvimento de software, enfatizando a importância do planejamento e das etapas do projeto, como coleta de requisitos, definição de escopo e validação. Destaca que um projeto bem estruturado facilita o desenvolvimento e garante a satisfação do cliente. Além disso, menciona o ciclo de vida do software, que inclui fases de requisitos, projeto, implementação, testes e produção.

Enviado por

Evelyn Silva
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações19 páginas

Projeto de Software

O documento aborda o desenvolvimento de software, enfatizando a importância do planejamento e das etapas do projeto, como coleta de requisitos, definição de escopo e validação. Destaca que um projeto bem estruturado facilita o desenvolvimento e garante a satisfação do cliente. Além disso, menciona o ciclo de vida do software, que inclui fases de requisitos, projeto, implementação, testes e produção.

Enviado por

Evelyn Silva
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Desenvolvimento de Sistemas

Projeto de software: conceito e etapas

Imagine o seguinte contexto: você recebe uma visita do seu tio Sérgio, aquele
senhor gentil que participa de todas as festas familiares de final de ano. Entre uma
conversa e outra, ele finalmente descobre que você está estudando programação.
Empolgado, ele fala para você que quer um sistema para controle de estoque da
empresa de venda de peças automotivas que ele tem. Você também fica empolgado
com a ideia de um novo projeto e aceita rapidamente. Mas e agora? Como você
realizará esse desenvolvimento? O que o tio Sérgio espera do sistema? Será que ele
vai saber utilizar um sistema muito tecnológico? Quais informações não podem faltar
para que não haja problemas no estoque? Quais serão os seus primeiros passos para
lidar com essa oportunidade?
Diversas atividades durante a vida requerem planejamento. A falta de
organização e a obtenção de informações insuficientes podem acabar gerando
despesas extras, atrasos ou até mesmo o esquecimento de detalhes importantes ao
longo do processo. Se você organizar uma festa e não considerar a quantidade de
pessoas na hora de comprar bebidas, por exemplo, isso pode gerar a insatisfação de
seus convidados! Com o desenvolvimento de um software não é diferente. Sem as
informações necessárias, você pode acabar não proporcionando um resultado
satisfatório ao seu cliente.

Você consegue perceber importância da realização de um projeto?


A seguir, você aprenderá um pouco mais sobre projeto de software e saberá como
proceder no caso do tio Sérgio!

Projeto de software: conceito


O que é um projeto de software?

Um projeto de software nada mais é do que um planejamento que é iniciado


antes do desenvolvimento de um novo sistema. É por meio desse planejamento que se
consegue elaborar uma sequência de eventos com início, meio e fim, definindo
aspectos importantes para execução do projeto e controlando o processo de
desenvolvimento. Um bom projeto de software garante que os objetivos sejam
atingidos com a menor quantidade de trabalho possível, sem deixar pra trás nenhum
detalhe. É assim que se deixa um cliente satisfeito, não é mesmo?

Os processos que compõem o gerenciamento do projeto podem ser observados


no mapa mental a seguir:
Figura 1 – Mapa mental planejamento de software
Fonte: adaptado de Vargas (2018)

Cada uma das etapas anteriores poderá gerar documentos úteis, que serão
utilizados como guia durante sua jornada, gerando uma base de informações e ações
a serem seguidas na hora de desenvolver o código. Lembre-se de que um projeto bem
definido torna o desenvolvimento mais rápido, fácil e ainda auxilia a formalizar as
decisões tomadas com o cliente.

Etapas de desenvolvimento
Agora, você explorará cada um dos processos encontrados em um projeto de
software por meio de uma visão mais gerencial. Confira!

1. Planejar o gerenciamento do escopo do projeto Considerado como parte do planejamento, esse


item é processo inicial do projeto. É nessa etapa que serão definidas informações mais amplas da
ideia do projeto, o que o cliente deseja, de que modo será organizado, que tipo de ferramentas de
controle serão utilizadas, quais serão os integrantes que pertencerão ao projeto, como o cliente
validará o progresso do desenvolvimento, entre outros. Nessa fase, tem-se como resultado
documentos como o Termo de abertura do projeto e o Plano de gerenciamento do projeto.
Considerando o caso do tio Sérgio, é neste momento que você estaria questionando e registrando
informações mais amplas sobre como funciona o estoque na empresa dele, enquanto já está
pensando no tipo de tecnologia que será necessário, quanto tempo o desenvolvimento pode levar
em média ou quantas pessoas serão necessárias considerando o contexto geral do projeto. 2.
Coletar os requisitos Também considerada como parte do planejamento, nesta etapa você tratará
do gerenciamento dos processos que ajudarão a documentar e determinar as necessidades e os
requisitos do cliente. A coleta de requisitos trata-se da obtenção das características e funções que
o cliente deseja para o software. Para um melhor planejamento do software, é importante definir os
meios pelos quais o levantamento de requisitos será realizado, as datas e os participantes desse
processo. Por meio dessa atividade será gerada a documentação de requisitos. Ainda utilizando o
exemplo do tio Sérgio, nessa etapa você deveria questioná-lo mais detalhadamente sobre como
funcionam atualmente os processos dentro do setor de estoque. Qualquer pessoa pode alterar o
estoque? É necessário um registro das movimentações do estoque? Caso seja necessário, como
essa movimentação é realizada? É necessário ter muita desenvoltura e boa percepção para obter
informações relevantes para realizar o planejamento. Se você sentir necessidade, pode solicitar a
presença de mais especialistas para ter uma melhor perspectiva das necessidades do cliente.
Caso o seu cliente queira uma interface gráfica de usuário bem moderna, talvez seja interessante
pedir auxílio de um designer para idealizar melhor o que está sendo solicitado. Analise a situação
em que você se encontra para buscar formas de obter a melhor perspectiva possível. Esta etapa
dará início à documentação de requisitos. As formas de coletar requisitos com eficácia serão
apresentadas no conteúdo sobre as regras de negócio. 3. Definir o escopo Também considerada
como parte do planejamento, a definição de escopo é como uma sequência direta do processo de
coletar os requisitos, porém, de uma forma mais detalhada, delimitando com precisão o que será
ou não feito no sistema. Neste momento, utilizando as informações coletadas anteriormente, você
desenvolverá um documento contendo com detalhes cada uma das funções, como serão feitas, as
estimativas de entregas, premissas e restrições. É muito importante que essa parte seja bem
elaborada, afinal, todo seu projeto será realizado utilizando essas definições como base. Certifique-
se de apresentar uma cópia desse documento ao cliente como modo de confirmação e validação
dos dados que foram definidos para o projeto. O projeto deverá começar somente após esse
documento ser aprovado pelo cliente, afinal, desta forma você evita qualquer possível confusão
após a entrega do produto, garantindo que todos os interessados estejam cientes do que foi
combinado e que o software será desenvolvido de acordo com o contratado. É neste momento que
você confirmaria com o tio Sérgio a estrutura do software que ele deseja. 4. Criar a EAP (estrutura
analítica do projeto) Ainda dentro da parte de planejamento, nessa etapa é realizado o processo de
subdividir as entregas e o trabalho do projeto em componentes menores, fazendo com que se torne
mais fácil o gerenciamento de todo o desenvolvimento. Você utilizará como base os documentos
desenvolvidos nas etapas anteriores, portanto, é imprescindível que esses documentos estejam
bem completos para facilitar a subdivisão dentro do prazo de tempo previamente definido. Vale
lembrar também que uma boa subdivisão de tarefas diminui a chance de alguma parte ser
esquecida, portanto, fique de olho nessa etapa quando estiver gerenciando seu projeto!
Comunicar-se com todos os desenvolvedores do projeto pode ajudar bastante a organizar as
entregas de modo condizente e evitar atrasos. Delegar as atividades à equipe equilibradamente é
importante para que as atividades sejam entregues em datas correspondentes aos prazos
estipulados. Para iniciar a programação, documentos que auxiliem a definir o sistema são muito
bem-vindos. Alguns exemplos desses documentos, os quais serão abordados ao longo do curso,
são diagramas de casos de uso, diagramas de entidade e relacionamento e diagramas de classes
e objetos. 5. Validar o escopo Quanto à parte de monitoramento e controle, esse processo busca
formalizar a aceitação das entregas concluídas do projeto. Basicamente, trata-se de testar se as
funcionalidades prontas estão funcionando corretamente. Caso não estejam funcionando tal como
o solicitado pelo cliente ou apresentem algum bug no sistema, o código deverá ser corrigido até
que atenda plenamente o que foi solicitado. Essa etapa funciona como uma inspeção das
atividades realizadas, confirmando o sucesso no desenvolvimento e observando o desempenho de
trabalho dos colaboradores. Qualquer alteração realizada nessa etapa deve gerar também a
alteração nos documentos correspondentes ao trecho do projeto que foi alterado. 6. Controlar o
escopo Ainda na parte de monitoramento e controle, essa etapa trata-se do monitoramento do
andamento do projeto, do produto e das mudanças que aconteceram ao longo do desenvolvimento.
Aqui, será verificado se a equipe está trabalhando de acordo com o cronograma definido. Se ela
não estiver, será necessário analisar a razão das mudanças para tentar voltar ao planejamento
base (ou alterar, se necessário). Esse processo seguirá até o fim do desenvolvimento, ou seja, até
o momento em que o software esteja pronto, validado pelo cliente e entregue como concluído. Com
a utilização de um bom controle de escopo, você não desperdiçará tempo ou recursos e seu
projeto estará pronto dentro do prazo estipulado. Aposto que o tio Sérgio ficará satisfeito com o seu
projeto!

Ter um projeto de software bem estruturado ajudará você a ter melhor noção
sobre qual é o ciclo de vida do seu projeto. Mas o que é, afinal, um ciclo de vida de um
software? Você já tem alguma ideia? Observe o conceito a seguir.

Agora que você já aprendeu as etapas, como lidaria com a história apresentada
no início?
Faça uma lista dos processos que você faria, dados que tentaria coletar com seu
cliente e como seria seu projeto de software. Simule a história como se fosse seu
próprio cliente e idealize seu projeto!

Ciclo de vida do software


O ciclo de vida de um software é uma ordem de acontecimentos dos processos e
das atividades que fazem parte do desenvolvimento. Observar o ciclo de vida auxilia a
elaborar um melhor projeto de software e também contribui para a definição de um
modelo de desenvolvimento a ser seguido (modelos e metodologias serão abordadas
ao longo desta unidade curricular). Você pode resumir este ciclo em três etapas:
definição, desenvolvimento e implementação. Confira uma análise detalhada de cada
uma das fases que fazem parte de um ciclo de vida do software:

Fase de requisitos
É na fase de requisitos que você entrará em contato com o problema pela
primeira vez. Como definido anteriormente por meio do projeto de software, aqui você
analisará, com o levantamento de requisitos, se é possível atender à demanda do
cliente e quais são as suas dificuldades. O levantamento de requisitos costuma ser
feito em conjunto: com o gerente de projetos (ou analista do negócio) e com um
engenheiro de sistema ou desenvolvedor, visando a obter mais perspectivas de um
mesmo problema. Nessa etapa, é possível definir quais serão: modelo do projeto,
requisitos funcionais (funcionalidades do sistema) e não funcionais (características do
sistema), regra de negócios (políticas e normas que devem ser aplicadas ao sistema).
Essas definições podem ocorrer pelo uso de técnicas específicas de levantamento de
requisitos, tais como entrevistas, questionários etc.

Modos de coletar requisitos com eficácia serão apresentadas no conteúdo sobre


as regras de negócio.

Fase de projeto

Nessa fase, você pode utilizar as informações obtidas anteriormente para gerar
protótipos do projeto (por meio do uso do Figma, por exemplo), definir especificamente
tecnologias e padrões a serem utilizados e outras informações que você observou
anteriormente nas etapas de projeto de software. É muito importante adequar seus
conhecimentos às necessidades do cliente e buscar aprofundar-se sobre elas. A
definição correta desses dados requer muita atenção, afinal, todo o andamento do
projeto será desenvolvido a partir disso.

Em um projeto de software orientado a objetos, nos quais se tem várias


estruturas com atributos e funções (que servem como modelo para criação de objetos),
é comum que, nesta fase, um arquiteto de software faça o levantamento das classes
de objetos utilizados nos sistemas, subsistemas e seus segmentos, avaliando os
recursos disponíveis. É comum também que sejam modeladas as relações de cada
parte do sistema para que o banco de dados seja projetado.
Fase da implementação

Essa é a fase mais longa do projeto e na qual se inicia objetivamente a parte de


codificação do sistema. Com base no que foi projetado nas etapas anteriores, é
iniciado o desenvolvimento do sistema na linguagem escolhida. Agora finalmente será
a hora de dividir os requisitos e desenvolvê-los na prática. Neste momento, as
metodologias de desenvolvimento de software que foram definidas anteriormente
começam a ser executadas. Existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas
para auxiliar no gerenciamento dessa parte do processo e elas facilitam muito a
organização e o desempenho da equipe de desenvolvedores. Além disso, essas
ferramentas também ajudam a gerenciar o projeto de software na etapa de controle de
escopo, como mencionado anteriormente nas etapas do projeto de software. As
metodologias e ferramentas que contribuem nessa etapa serão apresentadas nos
conteúdos sobre as metodologias de desenvolvimento de software e sobre as
ferramentas de apoio a projetos de software.

Fase de testes

Após todo o desenvolvimento, você chega na etapa de testes! Essa etapa será o
momento para validar se todos os requisitos solicitados pelo cliente foram
desenvolvidos e se estão funcionando corretamente. Esses testes podem ocorrer em
duas etapas: caixa-branca e caixa-preta. O primeiro tipo de teste, caixa-branca,
baseia-se no conhecimento da estrutura do programa, ou seja, tendo acesso ao
código-fonte. Possíveis falhas no sistema são testadas via código, tal como fluxo de
controle, fluxo dos dados, funções executadas etc. Já o teste caixa-preta baseia-se na
visão do usuário, considerando a falta de acesso ao código-fonte do sistema. Dessa
forma, os testes realizados são derivados das especificações definidas ao sistema. A
aplicação desses testes deverá resultar em um relatório contendo uma listagem de
sucessos e falhas para que, posteriormente, a manutenção do sistema possa ser
realizada, tornando mais fácil identificar onde se encontram os problemas. A
finalização dessa etapa acontece por meio da correção dos erros encontrados,
resultando no produto final, o software funcional.

Fase de produção

Essa fase é marcada pela apresentação do resultado final do software ao cliente.


Neste momento, todos os ajustes necessários serão realizados, tais como instalar o
sistema no ambiente do usuário, importar dados do cliente, corrigir problemas ou até
mesmo tirar dúvidas. Em alguns casos, pode ser necessário auxiliar o cliente com um
treinamento de uso de sistema. Uma boa opção para prestar esse auxílio é a
elaboração de um manual de uso de software para o usuário. O manual do usuário tem
como objetivo apresentar o funcionamento do produto e o modo de utilização,
auxiliando a identificar possíveis dificuldades que o usuário possa ter e realizando a
“tradução” de conceitos técnicos para uma linguagem mais acessível a todos os
interessados. Esse documento pode reduzir a necessidade de contato com o suporte
para solucionar dúvidas básicas e também melhora a relação entre a empresa e o
cliente. É importante que ele seja elaborado no conceito de user friendly, que pode ser
entendido como “usabilidade amigável”, ou seja, facilitado para o usuário, baseado em
princípios de fácil compreensão, estimulando o aprendizado. Após todos esses passos,
você finalmente estará pronto para concluir este projeto, faltando apenas o termo de
encerramento de projeto. Esse documento busca registrar a satisfação do cliente com
o desenvolvimento do projeto, verificar as entregas e documentações e finalmente
formalizar a aceitação das entregas.

Documentação para clientes


Após acompanhar os processos que acontecem durante um projeto de software,
você deve ter percebido que diversas etapas acabam gerando documentação, não é
mesmo?

Embora grande parte da documentação seja somente técnica, outras são


apresentadas ao cliente. Para apresentar documentação, é muito importante que você
tome alguns cuidados na hora de redigir.

Antes de elaborar uma proposta, pense no perfil do seu cliente. Existem clientes
em potencial que têm conhecimentos mais técnicos, ou seja, que são adaptados ao
mercado tecnológico. Em contrapartida, existem potenciais clientes que não entendem
os termos técnicos utilizados durante o processo de desenvolvimento. É imprescindível
que você saiba para quem você está oferecendo seu serviço. Uma proposta de
trabalho, por mais completa que esteja, caso apresente muitos termos técnicos,
poderá tornar inseguro um cliente que não tem tanto conhecimento na área,
aumentando a necessidade de entrar em contato várias vezes para entender melhor o
que está sendo desenvolvido, havendo chances de nem tudo ficar esclarecido. Já o
contrato com algumas empresas pode acabar requerendo propostas mais rápidas de
ler, que contenham informações mais básicas, como preço, prazo e garantias de um
bom serviço. Mesmo que uma proposta longa e detalhada proporcione maior
segurança, evitando o risco de ter que trabalhar mais que o combinado devido à falta
de detalhes, se você não adaptar o conteúdo ao tipo de cliente, pode deixar a proposta
muito rígida e acabar diminuindo o interesse do seu possível cliente, fazendo com que
ele não feche a solicitação do projeto. É importante que você seja mais flexível e
adapte-se aos problemas; que consiga expor suas condições de trabalho ao mesmo
tempo que adapta seus documentos ao cliente.

Elabore propostas longas e detalhadas quando seu cliente tiver um nível técnico
parecido com o seu. Assim, você poderá mostrar domínio na área e tomar os cuidados
adequados, afinal, um prospect (potencial cliente que demonstrou interesse no seu
serviço) mais técnico tende a ser mais crítico, exigente e detalhista. No caso do tio
Sérgio, mencionado no início do conteúdo, que tipo de contrato se encaixaria melhor?
Uma documentação com linguagem mais simplificada ou uma documentação com
termos detalhados? Avalie sempre seus clientes!

Desenvolvedor freelancer e o projeto de software


Caso você, desenvolvedor, decida trabalhar de modo autônomo, toda a
organização de documentos, levantamento de requisitos e projeto do software ficará
em suas mãos. Isso é uma grande responsabilidade.

Você representará diversos papéis na hora de gerenciar o seu projeto, portanto, é


muito importante dar atenção aos seguintes aspectos:

Priorizar itens de maior relevância

Você pode finalizar muitas tarefas que planejou, entretanto, seu foco maior
deverá ser os aspectos que apresentam maior impacto no seu projeto. Gastar muito
tempo caprichando naqueles detalhes de tarefas que já estão concluídas pode acabar
atrasando e distraindo você de necessidades maiores. Organize-se para finalizar
primeiramente a tarefa mais importante ou então finalizar rapidamente todas as tarefas
que não são essenciais. Isso pode auxiliá-lo a deixar tempo para o que é mais
importante. Essa escolha pode variar conforme sua necessidade e o projeto no qual
você está envolvido e é necessário desenvolver pensamento analítico para observar
quais são as maiores necessidades. Como você já viu anteriormente neste conteúdo,
um bom projeto de software pode auxiliar bastante nesta organização.

Observar suas dificuldades e facilidades ao dividir tarefas

Sem ter uma equipe com você para trabalhar em um desenvolvimento, um


grande projeto poderá se tornar intimidador. Isso pode acontecer tanto por você não
estar familiarizado com o que foi solicitado quanto por ser um escopo muito grande. As
razões podem ser diversas, portanto, dividir uma tarefa em partes menores auxilia na
organização e na melhor observação de seu próprio progresso. Quando se está em
uma equipe, é possível realizar as divisões de modo mais confortável, porém, se você
não tiver uma equipe para auxiliá-lo no desenvolvimento, adapte com maior cuidado a
ordem de tarefas, observando suas dificuldades e facilidades para que possa separar
tempo suficiente para cada tarefa.

Gerenciar seu tempo

Mesmo que dividir um projeto em pequenas partes possa auxiliar na observação


de progresso, é importante definir tempo-limite para as atividades, afinal, você estará
controlando o próprio projeto e não terá ninguém para relembrá-lo sobre seus prazos
de entrega. Existem diversas formas de gerenciar seu próprio cronograma. Muitas
ferramentas e técnicas de gerenciamento que são utilizadas em empresas podem
também auxiliar quem está trabalhando como freelancer. Você poderá encontrar
algumas dessas ferramentas no conteúdo sobre ferramentas de apoio a projetos de
software. Foque na conclusão da atividade mesmo que não esteja perfeito. Após
concluir, você poderá aprimorar seu código conforme desejar, com o tempo que estiver
sobrando.
Atualizar seus projetos constantemente

Para um melhor controle das suas atividades, atualize o progresso realizado,


afinal, quem estará responsável pela execução das tarefas e da apresentação de
resultados diretamente ao cliente será você mesmo. Atualize tanto as tarefas
concluídas quanto as solicitações extras do cliente, a mudança de prazos etc. Todas
essas informações auxiliam você a ter um controle maior do que está fazendo e a se
manter organizado em suas prioridades. Você pode realizar essas atualizações nas
ferramentas de apoio a projeto de software.

Todos os aspectos mencionados requerem uma maior autodisciplina quando


você se torna um freelancer. Corte distrações e tenha foco no projeto e no
desenvolvimento de suas tarefas, adaptando as etapas padrão conforme suas
necessidades como freelancer.

Riscos de projeto: principais erros e como evitá-los


Não seguir as etapas de um projeto de software pode levar a equipe a repetir
erros e dificultar a definição de prazo de entrega e orçamento. Também pode causar
retrabalho e dificuldade em implementar boas práticas e em prevenir problemas no
sistema. Não é difícil imaginar os prejuízos que a falta de planejamento pode gerar,
entretanto, você já refletiu sobre os possíveis riscos de falha enquanto se aplicam as
etapas de um projeto de software?

Observe a seguir os possíveis riscos:

Falta de monitoramento sistemático do projeto


Embora existam diversas etapas a serem realizadas durante um projeto de
software, não basta somente defini-las teoricamente. Sem monitorar as etapas e
metodologias que deveriam estar sendo aplicadas, todo projeto se torna em vão.
Projetar um software significa colocar em prática o que foi definido para alcançar os
melhores resultados. O monitoramento durante todas as etapas é essencial. Fique
sempre atento.

Má-comunicação entre a equipe e o gerente de projetos

Em conjunto ao monitoramento, é muito importante que o planejamento definido


seja analisado por toda a equipe que participará do projeto. A equipe deve concordar
com o que está sendo elaborado de modo que cada membro compreenda seu papel
durante o projeto. Além disso, também é muito importante que o gerente de software
escolhido seja uma pessoa que tenha o respeito da equipe, saiba coordenar as
atividades e tenha conhecimento geral da empresa e dos processos aplicados. Seja
você o gerente de software ou um membro da equipe de desenvolvimento, expresse
seu ponto de vista para auxiliar no progresso da equipe como um todo. Comunicação é
essencial.

Falta de gestão de riscos

Ainda que o projeto esteja bem estruturado, sempre existem riscos durante um
desenvolvimento de software, os quais podem ser uma mudança inesperada na
equipe, a falta de conhecimento da tecnologia por parte da equipe, resistência dos
usuários ao uso do sistema, mudança de algum requisito ou até mesmo estimativa
errada do cronograma do projeto. Os motivos são diversos. Analise os possíveis riscos
do projeto para poder definir um tratamento de risco equivalente e não ter prejuízos ao
longo do desenvolvimento por alguma situação prejudicial que tenha surgido.

Falta de comunicação com o cliente


Embora todos os requisitos tenham sido definidos no início do projeto, é
importante que o contato com o cliente permaneça durante o desenvolvimento para
confirmar que o projeto está de acordo com o solicitado e para sanar qualquer
inquietação que possa surgir. É necessário haver um equilíbrio entre informações
repassadas ao cliente a fim de deixá-lo informado com atualizações do sistema e ao
mesmo tempo não preocupá-lo com problemas banais do cotidiano.

Esses são alguns exemplos de riscos que podem acontecer no seu ambiente de
trabalho. Seja como parte da equipe de desenvolvimento, seja como gerenciador de
projetos, observe bem os possíveis riscos. Você consegue imaginar melhor as
possíveis dificuldades que pode encontrar no ambiente de trabalho? Uma visão
analítica do contexto em que você se encontra pode tornar mais fácil preparar-se para
qualquer problema! Atente-se aos riscos e ajude sua equipe em direção ao sucesso.

Equipe e cultura organizacional


Ao trabalhar em uma empresa, você fará parte de uma cultura organizacional.
Cada organização tem seu próprio modo de lidar com problemas, dificuldades,
sucessos e outras situações que possam surgir. Esses modos costumam ser passados
entre funcionários, dos antigos aos mais novos, sendo criada assim uma cultura
organizacional. É comum que cada empresa seja diferente, entretanto, é necessário
que você seja capaz de se adaptar diante do seu novo ambiente. Acima de tudo, é
muito importante que você saiba trabalhar em equipe. O que torna um grupo de
pessoas uma equipe é o trabalho em conjunto para atingir um objetivo em comum,
afinal, mesmo com tarefas bem definidas para cada membro da equipe, caso sejam
executadas apenas com uma visão individual, muitos conflitos poderão ser gerados
pela falta de sincronia.

Para auxiliar no processo de adaptação e integração, é importante que você


conheça as funções dos possíveis membros de sua equipe. Observe a seguir:
Gestor de projetos

Como você deve ter observado ao longo deste conteúdo, o gestor de projetos é o
responsável por acompanhar todas as etapas do projeto, monitorando se estão sendo
realizadas de acordo com as definições. Esse profissional realiza grande parte da
comunicação entre o cliente e o restante da equipe, atendendo a solicitações.

Designer

Esse profissional realizará o planejamento da interface gráfica do usuário (GUI –


graphical user interface), definindo paleta de cores, ícones, espaçamento. Além disso,
é possível que ele auxilie também no desenvolvimento de artes de publicidade para o
marketing da empresa.

Desenvolvedor front-end
No momento de colocar em prática o que foi planejado pelo designer, o
desenvolvedor front-end entra em ação. O profissional dessa área desenvolverá a
parte do código direcionada ao usuário, aplicando seus conhecimentos sobre user
experience (UX – experiência do usuário). Essa é a interface que proporcionará a
interação entre o usuário e o sistema.

Desenvolvedor back-end

Quando se trata de regras de negócio, armazenamento de dados e requisições


do usuário, você encontrará o desenvolvedor back-end como responsável. Ele não
participará da parte visual do sistema, porém estará envolvido na comunicação da
interface com a realização das funções do sistema.

Essa divisão de funções é originalmente vinculada ao desenvolvimento de


sistemas web, no qual ocorre a comunicação do seu computador (front-end) com o
computador do servidor (back-end).

Analista de testes

Esse profissional verificará se o sistema foi desenvolvido corretamente. Ele será


responsável pelo controle de qualidade e por apontar necessidades de melhoria.

Agora que você conhece um pouco mais sobre alguns dos possíveis membros de
uma equipe, consegue entender melhor a estrutura à qual um dia pertencerá. Você
poderá ver detalhes sobre esses e outros profissionais da área de TI no conteúdo
sobre planejamento de carreira em análise de banco de dados.

Você também pode gostar