Centro Federal de Educação e Tecnologia de Minas Gerais
RELATÓRIO
PÊNDULO SIMPLES
Lucas De Souza Honorio
Belo Horizonte
2025
1. Introdução
O pêndulo simples é um dos sistemas oscilatórios mais clássicos e didáticos da física.
Ele permite uma compreensão clara do movimento harmônico simples e da dependência
entre o período de oscilação e o comprimento do fio. Este experimento tem como
principal objetivo utilizar a relação entre o tempo de oscilação e o comprimento da
corda para estimar o valor da aceleração da gravidade local.
2. Fundamentação Teórica
O pêndulo simples é composto por um corpo de massa mmm, preso a um fio
inextensível e de massa desprezível, que oscila em um plano vertical sob a ação da
gravidade. Quando deslocado de sua posição de equilíbrio e solto, o pêndulo realiza um
movimento oscilatório periódico.
Para pequenas amplitudes (ângulo menor ou igual a 10°), o período TTT da oscilação
pode ser determinado pela fórmula:
T=2πlgT = 2\pi \sqrt{\frac{l}{g}}T=2πgl
onde TTT é o período de oscilação, lll é o comprimento do fio, e ggg é a aceleração da
gravidade.
Essa equação mostra que TTT é proporcional à raiz quadrada de lll, o que permite obter
uma reta ao se construir um gráfico de TTT versus l\sqrt{l}l.
3. Objetivos
Determinar a aceleração da gravidade por meio do estudo do pêndulo simples.
Verificar experimentalmente a relação entre o período e o comprimento da
corda.
Aplicar a técnica de linearização de dados experimentais.
Avaliar a precisão do modelo para pequenas oscilações.
4. Materiais Utilizados
Barbante fino
Esfera metálica (massa do pêndulo)
Cronômetro digital (precisão de 0,01 s)
Régua e trena para medição do comprimento do fio
5. Discussão dos Resultados
Foram realizados experimentos com diferentes comprimentos de fio variando entre 0,40
m e 1,80 m. Para cada comprimento, foi medido o tempo necessário para 10 oscilações
completas, sendo o período calculado pela média do tempo dividido por 10.
Com os valores de período e comprimento em mãos, foi feita uma análise gráfica da
relação entre TTT e l\sqrt{l}l, obtendo-se uma regressão linear que resultou na equação:
T=(2,01±0,02)⋅lT = (2,01 \pm 0,02) \cdot \sqrt{l}T=(2,01±0,02)⋅l
Comparando com a equação teórica do pêndulo T=2πl/gT = 2\pi \sqrt{l/g}T=2πl/g,
pôde-se isolar o valor da gravidade:
g=(2π2,01)2≈9,79 m/s2g = \left( \frac{2\pi}{2,01} \right)^2 \approx 9,79 \text{
m/s}^2g=(2,012π)2≈9,79 m/s2
A incerteza do experimento foi estimada em aproximadamente ±0,10 m/s²,
considerando erros de medição de tempo e comprimento.
O valor obtido mostrou boa concordância com o valor da gravidade local de Belo
Horizonte, que é gBH=9,784±0,001 m/s2g_{BH} = 9,784 \pm 0,001 \text{ m/s}^2gBH
=9,784±0,001 m/s2.
6. Conclusões
O experimento com o pêndulo simples permitiu comprovar, com boa precisão, a relação
entre o período de oscilação e o comprimento da corda, prevista teoricamente para
pequenos ângulos. A análise gráfica possibilitou a determinação da aceleração da
gravidade local com margem de erro aceitável.
A pequena diferença em relação ao valor de referência pode ser atribuída a fatores
como:
Imprecisão na cronometragem manual;
Variações na medição do comprimento do pêndulo;
Pequenos desvios do ângulo limite de 10°, afetando a isocronia.
De modo geral, a prática foi bem-sucedida em demonstrar os fundamentos do
movimento harmônico simples e fornecer uma estimativa confiável da gravidade.
7. Referências
Apostila MOFT – Física Experimental (2025)
[Link]
[Link]