Orientadora Professora Especialista Graduada e Especializada Pela Faculdade Cathedral, Com Inscrição No Conselho Número (CRO-763)
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The civil and legal liability of the dentist in the face of children and adolescents who suff
er abuse
RESUMO
Observamos que muitas crianças e adolescentes no Brasil, são maltratados tanto de forma
física, psicológica ou sexual, que podem levar as vítimas a terem sequelas permanentes e
problemas psicossociais. Como muitas situações de agressões sofridas por esse público,
frequentemente envolvem áreas como a estrutura da face e a cavidade bucal torna o cirurgião
dentista apto a diagnosticar a ocorrência de tais fatos, pois de acordo com o Ministério da
Saúde, todo profissional de saúde que atende pelo SUS, podem realizar a notificação. O
cirurgião dentista deverá estar capacitado para identificar os casos de crianças e adolescentes
vítimas de maus-tratos e notificá-los às autoridades competentes, pois os profissionais da área
da saúde e principalmente o cirurgião-dentista ainda participam pouco nas denúncias de casos
suspeitos de maus-tratos às autoridades competentes. Assim, objetivo geral apresentar através
de uma revisão literária sobre a importância da ética do cirurgião dentista em pacientes
crianças e adolescentes maltratadas. Frente ao exposto, o presente trabalho visa revisar a
literatura acerca da importância da ética do cirurgião dentista em pacientes crianças e
adolescentes maltratadas.
Palavras-Chave: Maus-tratos. Violência. Odontologia. Código de Ética. Notificações.
ABSTRACT
We observed that many children and adolescents in Brazil are mistreated in a physical,
psychological or sexual way, which can lead victims to have permanent sequelae and
psychosocial problems. As many situations of aggression suffered by this public, often
involve areas such as the structure of the face and the oral cavity makes the dentist able to
diagnose the occurrence of such facts, because according to the Ministry of Health, every
health professional that serves the SUS, can perform the notification. The dentist should be
able to identify the cases of children and adolescents who are victims of abuse and notify
them to the competent authorities, because health professionals and especially the dentist still
participate little in reporting suspected cases of abuse to the competent authorities. Thus,
general objective to present through a literary review on the importance of dentist ethics in
abused children and adolescents. In view of the above, the present study aims to review the
literature on the importance of dentist ethics in abused children and adolescents.
Keywords: Mistreatment. Violence. Dentistry. Code of ethics. Notifications.
1
Graduando no curso de Odontologia pela Faculdade Cathedral em Boa Vista – RR - erikmcdonnell@[Link]
2
Graduanda no curso de Odontologia pela Faculdade Cathedral em Boa Vista – RR – henuacosta@[Link]
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Orientadora Professora Especialista Graduada e especializada pela Faculdade Cathedral, com inscrição no
conselho número (CRO-763)
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1 INTRODUÇÃO
O profissional cirurgião dentista deve tomar atitudes necessárias em casos de
identificação de maus tratos em seu paciente, no intuito de protegê-lo, pois, uma criança
maltratada apresenta uma maior probabilidade de ser um adulto traumatizado. A detecção do
problema se baseia no reconhecimento de indicadores comportamentais e da sintomatologia
comum às crianças abusadas e negligenciadas, dessa forma, os cirurgiões dentistas devem
estar preparados para reconhecer os principais sinais clínicos desses casos para notificar os
responsáveis¹.
Os cirurgiões dentistas estão em posição privilegiada para observar estes sinais de
violência, entretanto, alguns motivos levam os profissionais de saúde a se omitirem em casos
de maus-tratos/agressões: o medo de perder pacientes; a falta de confiança no serviço de
proteção à criança, adolescente, mulher e idoso; o medo de lidar com os pais/marido/cuidador
e de se envolver legalmente².
Os maus-tratos contra crianças e adolescentes ocorrem quando um sujeito superior
comete um ato capaz de causar dano físico, psicológico ou sexual, contrariamente à vontade
da vítima, podendo gerar consequências graves como injúrias permanentes e problemas
psicossociais. Sabe-se ainda que tais déficits neurocognitivas decorrentes dos episódios
traumáticos pode ser uma causa potencial de desordens do desenvolvimento neurológico3.
O artigo 66 da Lei das Contravenções Penais (Decreto-lei 3.688 de 1941) reconhece
como contravenção penal, a omissão do profissional de saúde que não comunicar crime do
qual tenha tomado conhecimento por meio do seu trabalho4. De acordo com o Código de
Ética Odontológica, apresenta as seguintes disposições a respeito: “... “Art.5- Constituem
deveres fundamentais dos profissionais e entidades de Odontologia: V - zelar pela saúde e
pela dignidade do paciente” 5.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, de 13 de julho de 1990, sob a Lei no 8.069,
dispõe no seu artigo 5, que “nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de
negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punindo na forma da
lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”. Entretanto, para
milhares de crianças, a violência e a negligência são partes da vida diária, e os maus tratos não
ocorrem apenas nas ruas, mas também em seus próprios lares, em decorrência da ação de
adultos que supostamente deveriam protegê-las6.
A notificação é um poderoso instrumento de política pública, uma vez que ajuda a
dimensionar a questão da violência em família, a determinar a necessidade de investimentos
em núcleos de vigilância, assistência e ainda permite o conhecimento da dinâmica da
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2 REVISÃO DE LITERATURA
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que violentam. As mães muitas vezes não denunciam, temendo que o agressor aumente as
surras e descarregue toda ira nelas e nos filhos. As crianças ficam caladas, engolindo soluços
e suspiros, num desespero profundo. São milhares de menores, que nesse momento estão
chorando, encolhidos no canto escuro de suas “casas”, após terem sido espancados até o
sangramento. Em muitos casos a mulher não tem condições financeiras de deixar o homem,
pois não possuem capacitação profissional para conseguir emprego e garantir o seu próprio
sustento e o dos filhos12.
É um problema a violência, que não costuma obedecer a nível sociocultural específico,
como se pode pensar. A definição de abuso como um trauma não acidental é variável segundo
cada cultura, de modo geral, se aceita, entendendo-se que não constitui agressão apenas uma
vermelhidão nas mãos e nas nádegas e sem a utilização de instrumentos e objetos, como
forma de educação12.
Um dos maiores problemas sociais que assola crianças e adolescentes na atualidade é a
violência. Sua compreensão envolve o entendimento de diversos fatores, porém, já descreveu
o quanto é complexo delimitá-los, uma vez que envolvem padrões estabelecidos cultural e
socialmente13. Minayo14 acrescenta que a violência está permeada por fatores políticos,
econômicos e culturais, inserida em um contexto de relações micro e macrossociais. Nesse
sentido, para aprofunda - mento desse fenômeno também é necessário compreender
determinantes históricos e as atuais relações de poder.
Assim, a violência direcionada à criança e ao adolescente não é um assunto atual.
Tampouco, a visão de criança e adolescente, foi à mesma que possuímos hoje. Esta vem
mudando ao longo do tempo histórico. Em cada tempo e, de acordo com cada visão de
infância e adolescência, estabeleceu-se uma forma de lidar com esse grupo social específico.
O que era considerado natural durante um período, aos poucos vai sendo revisto, passando,
gradativamente a pertencer à ordem do inapropriado, amoral e violento. Essa mudança faz
parte do desenvolvimento histórico, social e cultural do ser humano 14,15.
Portanto, a violência em um contexto geral é um grande problema social e de saúde
pública, pois as pessoas consideradas vulneráveis acabam sofrendo os danos mais severos
como os danos físicos, mentais, emocionais e até mesmo espiritual. Com isso inúmeras leis
foram criadas para a proteção do grupo mais vulneráveis como o Estatuto da Criança e do
Adolescente e a Lei da Palmada16.
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suspeita ou confirmação de doença, agravo ou evento de saúde pública, podendo ser imediata
ou semanal. Todos os serviços de saúde públicos e privados que atender (identificar ou
suspeitar) de violência contra a criança e ao adolescente deve notificar ao serviço de
21,22
Vigilância Epidemiológica . No caso de crianças e adolescentes, uma comunicação do
caso de violência deve obrigatoriamente ser feita ao Conselho Tutelar e/ou autoridades
competentes, conforme exigência do ECA5.
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afetivos entre o adulto e a vítima, tornam esse tipo de violência avassaladora, podendo
acarretar danos irreversíveis à vida dos infantes.
A violência psicológica é o resultado de um desequilíbrio familiar, fazendo que a
criança sinta medo excessivo e ao mesmo tempo seja bastante violenta com outras crianças,
no ambiente escolar esse jovem acaba tendo o desempenho bem a baixo da media, outros
sintomas também são diagnósticos de criança que sofrem agressões psicológicas como a
depressão, ansiedade, chantagem, humilhações, ameaças, manipulação, ridicularização, entre
outras muitas características psicológicas é possível chegar a um resultado a esse tipo de
violência 27,28.
A violência sexual é a mais repudiada pela sociedade, tendo as meninas com os
maiores números dos casos (77%), enquanto dos meninos (33%) sofrem desse tipo de
violência. Segundo Braum 30
, “Porém, a idade em que os meninos são abusados é menor do
que a idade das meninas. Esse fato, ao ser estudado mais detalhadamente, levou a constatar
que os abusadores preferem crianças do sexo masculino e adolescentes do sexo feminino,
independentemente se o abuso é intra ou extrafamiliar.”, sendo que na maneira intrafamiliar
os abusos são cometidos de forma corriqueira e em algumas das vezes tem outra pessoa adulta
acobertando o agressor (a), já a extrafamiliar, tem como agressor um amigo da família, um
professor, cuidador e geralmente essa pessoa não age de forma violenta, mas sim com
agrados, como presentes, lanches, caricias no intuito que chegue a hora do menor acabar
cedendo para aquela pessoa de forma não sexual, mas sim pelo modo afetivo que está sendo
tratada é então nesse momento que o agressor agi com violência30.
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assim como na língua, são facilmente identificadas por médicos e cirurgiões-dentistas. Estes
profissionais estão em posição única para identificar uma criança possivelmente maltratada,
devendo estar instruídos quanto ao reconhecimento, documentação, tratamento e notificação
de casos em que se suspeite de maus-tratos infligidos à criança23.
A integração com médicos, advogados e outros profissionais, faz parte da prática
multidisciplinar para resolver/minimizar estes fatos. Relatou que com a obrigatoriedade de
denunciar, desde os anos 60, houve um aumento nos casos de abuso e negligências
informados. Com relação às leis específicas de proteção à criança que se aplicam aos dentistas,
relatou que nenhum profissional que informa é responsável por provar o abuso ou negligência,
sua identidade é mantida em sigilo, a lei é a única ferramenta que assegura um exame
completo da criança, é completada sem privar uma criança ou responsáveis de proteção
processual. Sem a autoridade da lei, crianças abusadas ou abandonadas não teriam suas
situações completamente investigadas23.
Se um dentista observar ou souber que uma criança foi abusada ou negligenciada, e
não denunciar, este pode ser processado criminalmente em alguns estados dos Estados Unidos
(E.U.A.) ou estar sujeito a multa. Relatou o caso de um médico que foi acusado de não relatar
o caso de uma criança que sofreu acidente involuntário, em Los Angeles 1984, com arma de
fogo que posteriormente conduziu à morte. Pelo menos 3 outros médicos foram processados
por não relatar. Foi ordenado a pagar uma quantia de $ 186.851 em danos. Concluiu relatando
que com a legislação atual e leis correntes o ideal é que haja o relato. Com relação ao dentista
como testemunha, este deve possuir o máximo de documentos possíveis, radiografias, testes
de laboratório, fotografias de mordeduras, alopecia, para que não haja necessidade de a
criança ser arrolada como testemunha e entre em confronto direto com o perpetrador23.
A negligência pode ser facilmente diagnosticada quando a criança apresenta
características de pouca higiene pessoal, desnutrida, com lesões de cárie e infecções não
tratadas após diagnóstico profissional. Fez o relato do caso clínico de uma criança de nove
anos de idade que se apresentou ao serviço de emergência com comprometimento do primeiro
molar permanente. Concluiu o estudo relatando que os profissionais dentais têm a obrigação
de se manterem educados e atentos a todos os aspectos de maus-tratos, e que a negligência
infantil não pode ser determinada só através de mero tratamento. Prevenção, assistência,
diagnóstico precoce e informação a todos os profissionais de saúde, é o que precisa ser feito
para se colocar um fim no ciclo de negligência 32.
Recomendou como procedimentos a serem adotados pelos profissionais de saúde
diante da suspeita de maus-tratos em crianças e adolescentes, notificação através de ofício,
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imunidade, e sua transmissão ocorre de inúmeras formas, mas principalmente pela saliva,
contato direto e indireto de fluidos, gotas e aerossóis. Geralmente seu diagnóstico é fácil pois
possui características orais comuns37.
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Os profissionais devem estar atentos ao tipo de roupa utilizada pela criança, quando
esta se apresenta em seu consultório, uma vez que não estando apropriado às condições
climáticas pode sugerir caso de negligência, ou tentativa de esconder sinais físicos de abuso
conforme relataram40-42, é de suma importância que os profissionais estejam inteirados quanto
à possibilidade da existência do abuso, e preparado para conduzir a situação da melhor
maneira possível, tendo conhecimento a respeito dos aspectos legais e sociais das crianças
vítimas de maus-tratos. Segundo o Estatuto da criança e do adolescente - Ministério da
Saúde43, no Brasil, os profissionais de saúde, como cidadãos e como responsáveis pela
promoção de saúde, prestando atendimento a crianças e adolescentes, tem por obrigação legal,
denunciar qualquer caso, envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos, sob risco de
responder legalmente ao não cumprimento deste22,39-42.
Deve-se observar também, o caminhar da criança para determinar como ela se leva e
se caminha de modo correto e avaliar várias áreas do corpo antes de fazer um exame oral.
Exame da face, boca e garganta para contusões, cicatrizes, abrasões, dilaceração, equimoses,
marcas de queimaduras e marcas de mãos. O dentista deve notar se as contusões estão em
várias fases de resolução, pois indicam trauma em ocasiões diferentes, contusões recentes
terão uma cor pronunciada mais vívida (vermelho-azulado), enquanto as mais velhas
frequentemente, aparecem enfraquecidas (marrom-verde-amarelo). Conferir as superfícies de
pele expostas a contusões, marcas de cinto, impressões de dedos, marcas de fios de aço, fios
elétricos e pontos de queimaduras23.
Contusões que levam a forma de um objeto reconhecível não são normalmente
acidentais. Seguindo estas observações, orienta-se a criança para a cadeira odontológica, e
enquanto ela está na posição supina, observar se o movimento de levantamento resulta em dor,
pode haver trauma nas costelas ou clavícula. Danos orofaciais, particularmente incluem
fraturas, perdas, deslocamento, ou descoloração dentária; cicatrizes dos lábios e mucosa;
marcas de bofetão; lesão na comissura labial de freio labial e sublingual ou língua cicatrizada
são danos que podem ser resultado da tentativa do responsável em silenciar a criança com
uma mordaça, bofetão de mão, ou soco23.
Marcas de lesão nas comissuras causadas por uma mordaça amarrada durante muitas
horas podem ser observadas, uma colher ou garfo aplicados com força ou determinação pode
resultar em dentes fraturados ou um freio lacerado, as únicas áreas que não podem ser
observadas e julgadas pelo dentista são a genitália e nádegas. Existe consenso entre os autores
quanto à elevada incidência de injúrias intraorais em crianças vítimas de abuso físico, como
lacerações, escoriações, abrasões e traumatismos dentários 23.
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3 MATERIAIS E MÉTODOS
Este estudo sobre revisão de literatura, feito através de artigos e estudos científicos no
qual foram escolhidos 112 trabalhos, entretanto, foram selecionados 64 após leitura
exploratória. Os critérios de inclusão para este trabalho foi através, de artigos em português e inglês e
Leis do ordenamento jurídico brasileiro, sempre buscando abordagem que se encaixava a questão
principal deste estudo.
4 DISCUSSÃO
A notificação é a maneira fundamental para que para proteção da vítima de violência.
E que todo o profissional esteja apto para identificar casos suspeitos o ou confirmados e a
notificá-los44,45.
Estatuto da Criança e do Adolescente46, visa proteger a criança e o adolescente, foi
criado o ECA, amparado pela Lei 8.069/1990. De acordo com o artigo 245, o profissional de
saúde nunca deve omitir ou negligenciar das autoridades os casos de envolvimento, suspeita
ou confirmação de crianças ou adolescentes vítimas de violência. Caso contrário, será
penalizado e cometer infração ética e moral47.
O Código de Ética Odontológica, aprovado pelo Conselho Federal de Odontologia
(CFO) por meio da Resolução CFO 118/20125, define no artigo 9º, incisos VII a IX, que é
dever fundamental dos profissionais zelar pela saúde e pela dignidade do paciente; resguardar
o sigilo profissional; promover a saúde coletiva no desempenho de suas funções, cargos e
cidadania, independentemente de exercer a profissão no setor público ou privado – são
pressupostos que poderiam ser interpretados como indiretamente ligados à questão da
violência. Então, apesar de não especificar nenhuma medida relativa ao tema, o artigo 11
adverte que constitui infração ética desrespeitar ou permitir que o paciente seja desrespeitado,
e o parágrafo único do artigo 14, constante no capítulo VI – “Do sigilo profissional” – exige
notificação compulsória de doença, bem como a colaboração com a justiça nos casos
previstos em lei48.
A construção de uma rede de proteção à criança e ao adolescente vítima de violência é
fundamental para contribuir com o atendimento integral do público infanto-juvenil. Cabe
destacar que o entendimento de rede aqui descrito parte dos conceitos elaborados,
compreendendo que uma rede de atenção integral à criança e ao adolescente vítima de
violência está respaldada no reconhecimento do processo de articulação permanente e coletiva,
de ações e compreensões em torno dos papéis desempenhados por cada indivíduo e instituição,
tendo como foco o alcance de determinados objetivos em comum49,50,51.
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margem do vermelhão do lábio, que, posteriormente se rompem formando úlceras nos lábios
ou aparecem como aglomerados de pequenas úlceras dolorosas no palato e na gengiva63. No
entanto os sintomas desse quadro severo podem impedir a ingestão64.
Para a criança ou adolescente vítima de violência receba um atendimento adequado e
minimize o máximo possível os danos, às suas condições de saúde, desenvolvimento físico e
psicológico, as articulações e comunicação de toda a rede que compõem esse grupo
intersotorial tem que estar funcionando muito bem.
5 CONCLUSÃO
Os cirurgiões-dentistas são reconhecidos como profissionais importantes para
identificação de maus tratos. Por lei, o cirurgião-dentista está obrigado a denunciar os casos
de maus tratos aos órgãos competentes, no entanto, ele não tem uma conduta adequada frente
a estes casos. Os cirurgiões-dentistas carecem de instruções e orientações quanto ao
reconhecimento dos principais sinais clínicos de maus tratos, e nesse sentido a universidade e
a entidade de classe podem contribuir para rever essa situação. Estudos como estes devem ser
estimulados para que os profissionais tomem conhecimento dos fatos, mas principalmente da
sua obrigação em denunciar as autoridades cometentes a violência contra criança e a o
adolescente, pois os fatores de risco têm a sua influência, porem em última análise toda
criança é uma vítima em potencial.
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