0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações40 páginas

Jornal: Famtt Tas

O documento é um trecho de um romance que explora questões de amor e casamento entre personagens, com diálogos entre um pai e seu filho sobre as expectativas e esperanças em relação a uniões matrimoniais. O filho expressa sua admiração por Clara e revela sua paixão por Cecília, enquanto o pai reflete sobre a importância da continuidade da família e os sonhos de sua velhice. A narrativa destaca a complexidade das relações e os sentimentos envolvidos nas escolhas amorosas.

Enviado por

vivian.pereira
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações40 páginas

Jornal: Famtt Tas

O documento é um trecho de um romance que explora questões de amor e casamento entre personagens, com diálogos entre um pai e seu filho sobre as expectativas e esperanças em relação a uniões matrimoniais. O filho expressa sua admiração por Clara e revela sua paixão por Cecília, enquanto o pai reflete sobre a importância da continuidade da família e os sonhos de sua velhice. A narrativa destaca a complexidade das relações e os sentimentos envolvidos nas escolhas amorosas.

Enviado por

vivian.pereira
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ANNO XV. - NUMERO 2.

FEVEREIRO DE 1877.

: A :- . rA PphP
¦¦ ¦ ¦
¦ '.
.-

ÍA,. ;.*.:¦

.^tfw^%/ ""'A

JORNAL '¦'•'rr
;'_ '

'7)
(w
' >V ; o i. J*'

ÍW
D h FAMTT TAS
PUBLICAÇÃO ILLUSTRADA
RECREATIVA, ARTÍSTICA, ETC.

l>

'" '."'¦¦ ¦[Link]

<
III 0 m JANEIRO
'ria
i \jf >^ >_J B. L. GARNIER, EDITOR-LIVREIRO
«5. rtt» «lt* Ouvidor, 65

'¦'¦¦.,

.'.¦.'¦' ¦-." :¦¦".''"

PARIS, E. BELHATTE
'.'141
14,. run tle l*iÍI»baiy0<>^aÍiit«Ciíermaln»

. :^j/aBsgj^___aa_gWÍH yi-Wv¦

1877 *^».% *%J%mf_^s^__l^_^_fvi/


vjf-c- .

r IwJif^S^lSR^si^ %_f ^%SZy


{$Us$yFy ^s»^*^ 'v iTTfW*TWWi|t
WK~ j—I
^s^_i©^_ji^@^™i
Explicação - tmpa grande de lrítí>a!hos div«>r«f>?.. Recto,
fi ; ¦ x t-!íuuu;t ví *• ¦• . ' versos •

_.:-y\...XX.'-

;7'?Y';";..'" t-X'-

'-:'.'-.

:
'
¦ '

.:

¦ ¦..¦(

- ¦:¦

. -.
. .

.¦.:'.. .". yys----'


'.'"¦¦ --.,- '¦
'¦: ¦ ¦

.[Link]-y' ¦fififi
¦¦-, ¦¦ :-
,¦'.."¦¦' :
L. r_ML-*j7 faclaPJ ftffií^_> S* ./"S fai Á
Í.

A NOVENA DA CANDIvLAKIA
CONTINUAÇÃO,

ao era tao difíicil como o imagina*, disse meu pae


com novo sorriso. Era o amor; e teus olhares ou teu
silencio m'o tem confessado dez vezes. Nao se tra-
Wi-WW

tava senão de procurar-lhe o objecto entre as moças


fazem di nossa sociedade habitual. Não era
que parte
super-
'. ...
\^yyK? l
Thereza ; 6 muito leviana ed'um espirito mui
[Link]-te. Não era Marianna, cujuloqua-
no espi-
cidade te diverte, mas que não tem solidez
^ rito, nem ternura reflectida na alma , e que só é boa
i iiiiilBfmi ilí
instincto. Nâ> era Emilia, que é fria, affectada,
por
e que aprendeu a ler no barão d'Hol-
^^^ raciocinadora,
senão a tua Clara, que ó bonita, simples,
bach. NSo podia ser prima
singela concorda bastante com o teu espinlo.
modesta, e cuja exaltação
?
Acreditas que eu entenda tão mal adevinhar enganar
_ Clara! exclamei com uma sorte de transporte, quo poude
elle estava bem longe de conhecer a causa
meu pae, pois
moça que tinha feito a novena da tandelana,
Era precisamenleesta
eu, « cujo exemplo ma suggerira essa idea.
ao mesmo tempo que
X. XV. — [Link] de1877.
34 JORNAL DAS FAMÍLIAS.
Na verdade, continuei depois de um momento de reflexão, tivestes
razão acreditando que eu preferiria Clara a todas as outras. Amo Clara
como amiga, como parenta, como excellente pessoa que ha de ser, se-
nunca pensei
gundo espero, uma digna esposa e uma digna mãe; porém
em fazel-a minha mulher e mãe de meus filhos!... Acreditai-me, eu vol-o
peço, na sinceridade de minhas palavras.
Meu pae encarou-me com ar admirado.
Nenhumo razão tenho para duvidar, me disse elle; mas tua resposta
enganou minhas conjecturas. Não foi pois o casamento de Clara que te
reduzio a esse estado de melancolia, ao qual eu te vi quasi succumbir e
que me causou tantos terríveis cuidados ?...
Clara se casa? repliquei levantando-me em meu leito. Clara se
casa! dizeis vós. Oh ! tranquilisai-vos, meu amigo, nao vos enganei.
Este transporte não é senão de alegria : possa este casamento ser con-
forme as intenções do céo, e outorgar-lhe perfeita felicidade!
Eu o desejo, respondeu meu pae, e apraz-me esperal-o, posto que
haja alguma cousa de muito extraordinário. Clara recusara este anno tres
casamentós mui vantajosos, e a mãe a julgava disposta a abraçar a vida
religiosa, de que ella seguia as praticas com singular ardor, quando um
moço desconhecido, quasi chegado na véspera, obteve o seu consenti-
mento desde a primeira conversação. As informações foram favoráveis e
as duas famílias acháram-se promptamente de accordo. Ciara acha-se feliz
com esta união, que a Santa Virgem lhe prepara, diz ella, desde o dia
da Candelária, Reconheces n'isto aquella imaginação mystica e romanesca
ao mesmo tempo, que me tinha feito crer n'alguma sympathia entre vós.
Protesto-vos- meu amigo, que comprehendo ás mil maravilhas o
casamento de Clara, e penso que ella não poderia fazer um melhor.
Seja! replicou dando uma gargalhada, e isto depende da maneira
de ver de vós ambos. Mas não falíamos do teu?
Pensaes que já seja tempo de occuparmo-nos d'isto? Não tenho
ainda vinte annos!
Entre nós, é um negocio que te diz respeito; mas porque não ?
Casei-me muito tarde, ou os annos correram mui depressa, e eu deixaria
de gozar as mais doces alegrias da vida, se morresse sem ler sido amado
por uma filha que tu me tivesses dada, sem ter brincado com crianças,
semconfhr a lembrança das minhas feições e da minha ternura á me-
rnoria d'uma geração nova, provinda de mim. É essa, meu amigo, a
immortalidade material do homem, a única que a fraqueza dos nossos
órgãos e da nossa intelligencia nos permitte presentir claramente. A
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 35
outra é um grande mysterio que a religião e a philosophia se abstem pru-
dentementc de explicar. Teu casamento tornou-se pois o objecto prin-
cipal de meus pensamentos , de minhas esperanças , e dir t'o-hei fran-
camentc que muito d'elle me tenho oecupado desde a ultima Cande-
laría...
Desde a Candelária, meu pae...
Desde a Candelária, replicou elíe testemunhando ura pouco de
surpreza e encarando-me fixamente. É o tenipo em que as idéas de casa-
mento começam a fermentar, cora a nova estação, no coração dos moços,
e vem despertar a solicitude dos pães, pois ha entre uns e outros secretas
harmonias de instineto c de previdência; mas lembro que esta data poude
trazer-te á memória a louca preoecupação de nossa pobre Clara. 0 que
é certo, ó que eu concebi o mesmo projecto para ti na mesma época, e
segundo toda a apparencia sem conhecimento da santa Virgem. Si des-
cuidei-me de te fallar conheces as razões. Então começava para ti este
'longo
periodo de doença, do qual acabas de sahir, e que me fez temer
por tua vicia. Si o amor nada itíftúe nos teus soffrhnentos, estamos hoje
ainda cm tempo de fallar de minhas vistas, mas sem que sejam do menor
valor, no caso em que tenham a desgraça de contrariar as tuas; pois
entendo expressamente que tua escolha e teu casamento devem ficar
livres, e jamais me afastarei d'esta promessa.
Eneheis-me de reconhecimento e de alegria, exclamei asseutando-me
na cama e endireitando minha roupa, pois sentia minhas forças aug-
mentarem com a esperança de encontrar e obter a Cecília. Espero de vossa
ternura que não me iraporeis uma obrigação á qual eu não possa subs-
crever, nem poderia contrahir sem violar os mais santos deveres. Juro-
vos, por minha parte, meu unico e perfeito amigo, que nunca terei
segredo para vosso coração e que jamais farei entrar em vossa casa uma
filha que não tiverdes adoptado antecipadamente.
Como quizeres, disse meu pae; e entretanto esta idéa, da qual
cumpre que eu te faça o sacriíieio, era o mais doce dos sonhos dc minha
velhice. Deixai-me ao menos fallar-te dVlle pela ultima vez. Nunca pro-
nunciei talvez diante de ti o nome dWi desses amigos da infância, cuja
recordação lembra um dia as únicas amizades reaes que se tem gozado
na vida, as amizades sinceras e desinteressadas do collegio. Este não me
tinha todavia sahido da memória; mas uma grande diííerença de voca-
ção, de hábitos e de domicilio parecia nos ter separado para sempre. Elle
tornára-se coronel de artilharia; emigrou e esta ultima circumstancia
tornou nosso apartamento mais irrevogável; pois eu seguira, eomo tantos
Mifca^sw"'-'?»^^"'

36 JORNAL DAS FAMÍLIAS.


da revolução, ainda eslava longe dc prever lhe
outros; o movimento quando
direcção d'um espirito
os fins e os resultados. Felizmente esta passageira
tive a conso-
enganado pelas apparenciasme valera um credito político que
desenganado a seu turno
lação de achar algumas vezes útil. Meu amigo,
na pátria, sempre tão
d'outro gênero de erros, tinha saudades da habitação
caraaoScoraçõ[Link]-lheseudomicilio,ocampo
e o ar Não nos tornamos a ver depois; porém suas cartas
paternal pátrio.
recompensa
não cessam de testemunhar-me um terno reconhecimento, que
nos tem posto ao
mui docemente meus esforços. Confidencias reciprocas
da nossa fortuna.
factodasmais pequenas particularidades do nosso interior e
repousa todo
Meu velho amigo Gilberto sabe que tenho um filho no qual
feito conhecer,
o meu futuro, e que multiplicadas informações lhe tem
de desa-
diz elle, sob o ponto de vista mais vantajoso; elle tem uma filha
a
seis annos, cujo elogio está em todas as boceas, c que fará ccrtamenle
felicidade de seu marido como tem feito a de seu pae, Não te oceulto que •
tínhamos visto n'esta união projectada um agradável meio de nos unirmos
cada um de nós bem decidido a n&o
para o resto de nossos dias, estando
deixar seu único filho. Era uma vida de eleição que nos Unhamos prepa-
rado em nossa louca confiança, tanto é certo que um homem se illude em
todas as idades, e que a velhice amadurecida pela experiência das cousas,
não se deixa menos arrastar em suas iilusOes que a própria adolescência.
Esta perspectiva era deliciosa, cumpre reconhecel-o.
Perdão, meu pae, mil vezes perdão 1 porque o céu me condemnou
a taõ mal reconhecer vossa ternura?...
Tranquillisa-te, me disse elle, esquecerei facilmente alguma ale-
esperanças reaüsadas, para
gria que esperava no caso de ver minhas
não mais pensar senão nas tuas. E é com eífeito pena porque Gecitia
Savernier passa pela mais linda moça d'um paiz onde se tem o direito de
ser difíicil...
Cecília Savernier! exclamei alirando-me para fora do meu leito,
Cecília Savernier! 0 meu pae, ter-vos-hei ouvido bem?...
Perfeitamente, respondeu; Cecília Savernier, filha de Gilberto
Savernier, antigo coronel de artilharia, morador em Montbeliard, de-
fallava.
partamento do Mont-Terrible. Era d'ella que eu te
Cahi aos pés de meu pae num estado de agitação impossivel de des-
crever; torneias suas mãos; cobri-as com meus beijos e minhas lagri-
mas; fiquei muito tempo sem achar a palavra nem a voz. Meu pae,
inquieto, me levantou, apertou-me contra o seu coração, interrogou-me
dez vezes antes que eu tivesse forças para me fazer ouvir.
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 37
Cecília Savernier! é ella, ó ella, meu pae! gritei emfim cora voz .
suffocada. Era ella que eu vos pedia de joelhos.
De veras? replicão elle. Então os teus votos serão facilmente atten-
didos, porquanto o negocio está quasi todo arranjado; mas julgas-te por
acaso bem firme nesta resolução? Em que é fundada? Onde podes ter
visto a Cecilia? Onde te pôde ella ter conhecido? Montbeliard é a única
cidade de França onde tem apparecido depois do seu regresso do es-
trangeiro, e, quando atravessavas esse paiz, ha dois annos, estou positi-
vamense certo que ella ainda ahi se não achava.
Corei. Essa pergunta tocava mui de perto n'um segredo que eu não
tinha a coragem de revelar e no qual meu pae só podia ver uma illusão
ou uraa mentira.
Acreditai, lhe respondi, que já vi a Cecilia, e que estou autorisado
a pensar que ella não repellirá raeu amor. Sobre as circumstancias ou
os acontecimentos que nos approximáram por um instante, sede assaz
bondoso, eu vol*o rogo, para nada mais me perguntardes.
Deus me preserve d'issol continuou elleabraçando-me. Demasiado
respeito esse gênero de mystcrio para roubar-te o mérito da discrição.
Ba nós secretos, ha sympathias que não são conhecidas senão dos
amantes e que mal se adevinham na minha idade. Esta corresponde tão
bem aos meus desejos, que nenhum interesse tenho em me informar da
sua origem. Porque, além d'Ísso, accrescentou rindo, a santa influencia
que ha algum tempo se faz sentir nos negócios de minha familia não
teria disposto dois casamentos em lugar de um? Occupemo-nos do seu,
— Este adia-
que se effeituará sem demora logo que fores graduado.
mento parece te espantar, mas não é tão longo como suppões. Teus
suecessos nas escolas fazem ha alguns annos minha felicidade e minha
gloria, eo tempo que a doença tem-te feito perder será promptamente
recuperado. Comprehendes que te ficaria mal apresentares-te ao acto
mais solemne da vida sem ter como dote um titulo respeitável e serio.
Não te inquietes tambem com os rigores d'uma separação, cujo termo eu
afasto um pouco e que tomará tua felicidade mais completa; pois a
felicidade que se espera é a mais segura da vida. É outrosim conforme
as conveniências que vejas tua futura e seu pae antes de levar as cousas
mais longe, e que obtenhas uma confissão ainda mais positiva do que
essa de que ambos nos lisongeamos. Já que a tua convalescença está em
bom andamento, espero que um mez de estada em Montbeliard firmal-a-
ha, e assistirás, de passagem, ao casamento de Clara, pois elle se effeitua
38 JORNAL DAS FAMÍLIAS.

a meio caminho, na sua linda casa do bosque d'Arcey. Que dizes-lu a


isso? Convem-te este plano?
Lancei-me aos seus braços: elle me beijou a fronte e entrou no seu
ao coronel
gabinete, d'onde sahio pouco depois com uma carta endereçada
Savernier.
No dia seguinte parti para Montbéliard, ineffavelmente feliz. — 0 que
são, meu Deus, as alegrias do homem? *

ii.

Já deixei dito que a estranha illusão que enchia toda minha vida, que
absorvia todos os meus pensamentos, desde a noite da Candelária, tor-
nára-se para mim equivalente ás verdades mais positivas. O resultado de
minhas investigações dera-lhe uma extrema verisimilhança. 0 inespe-
rado concurso dos projectos de meu pae com a época e as circumstan-
cias do meu sonho fazia-o sahir da classe dos sonhos ordinários. Já não
era um sonho ; era uma revelação :• o próprio Deus, tocado da submissão
de minhas preces, me escolhera a esposa que eu ia procurar. Esta idéa
augmentava minha felicidade com toda a segurança da qual a felicidade
transitória dos homens tem necessidade para ser realmente alguma
cousa. Disposto por caracter a receber facilmente a impressão do mara-
vilhoso, entreguei-me sem resistência a essa. Os corações que se pare-
cerera com o meu não acharão difíiculdade em me comprehender.
Pela primeira vez eu abraçava o pensamento d'uma felicidade, da qual
nada parecia dever perturbar a quietação ; voava para Gecilia com toda
a confiança, com todo o abandono do meu coração, e, por um singular
acaso que me parecia feito expressamente para mim, o final d'este
brando inverno tinha tomado de repente as graças e ate as^galas da
primavera. As geadas haviam desapparecido da base ao cimo das mon-
tanhas;um ar tepido e embalsamado circulava atravez da espessura
sempre verde dos pinheiros; os renovos precoces da outras arvores
começavam a colorir-se d'esses matizes d'um vermelho que pintam os
botões apressados em desabrochar; e pequenas flores, desconhecidas da
estação, esmaltavam o musgo com uma semente de pérolas. Entretanto
estávamos apenas no fim de Janeiro, e fiquei possuído d'uma estranha
surpreza quando notei que o dia do casamento de Clara era precisamente
o dia da Candelária. Cheguei a tempo para assistir á celebração: uma
alegria modesta e religiosa, sem mistura de nenhuma inquietação, enchia
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 39
um contenta-
todos os espíritos; a physionomia dos esposos exprimia
0 moço era
mento perfeito, mas celeste, pois era calmo e recolhido.
de sorte que
bello, cheio de ternura e de cortezia, e não obstante serio,
tomal-o menos pelo feliz noivo da véspera do que por um anjo
poderiam
d'uma christã.
enviado, como testemunha, pelo Senhor, ao casamento
a ceremonia acabou, approximei-me» de minha prima, e disse-
Quando
levando suas mãos aos meus lábios : — Apraz-me crer,
lhe baixinho,
no serão da
minha amiga, que é este o esposo que te foi annunciado
com um olhar
Candelária. — Clara levantou os olhos para mim corando,
dizer : - Como sabeis isto? — e depois me respondeu aper-
que parecia — Oh! não, sem
tando a mão . — « Eu não teria esposado outro. »
ella sabia que este destino de sua vida, era
duvida, pois perfeitamente
Deus quem o tinha feito. Senti-me agitado por uma commoçãodeliciosa
me estava
e impossível de descrever-se, pensando que igual felicidade
proraettida. no bosque
Emquanto as festas do [Link] Clara me retinham
havia
d'Arcey um pouco mais do que eu quizera, meu excellente pae
ao coronel Savernier do minha visita, da quei este, curioso de
prevenido
Cecilia. Quando
me conhecer primeiro, não julgara a propósito advertir
minha carta ao coronel, elle contentou-se de lançar-lhe um
apresentei
a mim com os braços abertos: - Não pre-
olhar e um sorriso, e vindo
com terna cordialidade, informar-me do teu nome : tu te
ciso, me disse
eom o amigo de minha mocidade, que julgo vel-o
pareces por tal forma
todas as manhãs nos reuníamos. És somente um pouco
ainda quando
bem vindo, meu rapaz, como um amigo, como um filho, se
maior. Sejas
chegar a se fazer comprehender, como espero, pelo de
o teu coração
agora, e repousa, emquanto leio a carta
minha Cecilia. Assenta-te pois
de teu pae e te considero mais á vontade.
acolhimento fez vir ás minhas palpebras algumas
A doçura d'este
reprimir lançando minha vista pelo interior
tema, lagrimas, que procurei
: um chapéu de guarnecido d'uma titã azul celeste,
do aposento palha,
: era o de Cecilia. Uma harpa estava co -
estava pendurada a um prego
ângulos da sala ; era a harpa de Cecília. Uma bolsa de
locada num dos imme-
sido deixada negligentemente numa poltrona
malhas de aço tinha
eu via distinetamente a cifra que me havia im-
diata a minha, e nella -h
era a cifra do nome de Cecdia...
pressionado na noite da visão; não me vera ainda,
Cecilia!... Essa idéa, que
entretanto, se não fos* de terror. Eu
ao meu espirito e me gelou
surprehendeu de repente
da maneira mais sagrada, mais irrevogável, pelo*
me achava obrigado
40 JORNAL DAS FAMÍLIAS.
apressado . meu p.e, pelo modo d. V^<*>^°
Z* ,ue .inha a talvez senão
não conseguir
Sr. Savernier, e minha cega precipitação Mortal ai -
me 16» prometüda
me aparar p ra sempre da esposa que
m .epaidi . um retralo
aM=tei íonfet
frio percorreu-me os membros, quando todas as m nha
de chamei
de moça toucada com um chapéu palha;
i elle, de que a falta de habilidade
forcas para mrig
torças dirigir-me , persuadido dissimular
nao ctie0arid „DtrifipaHn inteiramente
mesmo d'um pintor de aldeia
Chegue, fique V«f^f Ae
traços tão bem gravados em meu coração.
sobre minha cabeça, não me teria fulminado
desespero; um raio, cabido cuja pby-
retrato d'uma mulher encantadora,
mais cruelmente. Era o
com a de minha Gecha imaginaria.
sionomia tinha alguma parecença
Não era ella. ,*-««_«. nac
dobravam-se já, quando o braço do Sr. Saveimei pas-
Minhas pernas
corpo, me sosteve. - Ah 1 me disse elle enxu-
sado ao redor de meu
tu não a verás mais! é Lidy, minha bella e meiga
gando uma lagrima,
da nossa Cecília! Oxalá que nunca experimentes como eu
Lidy! 6 a mãe
arhorrivel dôr de sobre-viver ao que tu amas!...
,„ *> „ L„ CAKLOS N0D1ER.
(Continuar-se-ha.)

'.^iíÊ^flfWnlKltoii^i1'*'' ¦
• 3&&^i_i^^P.P'«
'lwfflBi('''W 'i. ' '*''¦' WW^1^t':itii^HW8Ktf___wlu^ í?'t
'
J 1'Wwlí.ili
WS- FM- miül

'.rS
fyiw.' BBi^B ¦'¦

-;___tá_^'3__S____E^//va_sB.^_^B

flB§
BlBBi^HHBSWJjiily 11:1 •'.¥' Hli .s:b :i;
SEM OLHOS.
F IM.

wwmwmêÊ&^^U^ -fi \

Wm mm ^^i^M^tWP^X utre, entre, meu amigo, disse elle; deixe-me


flBy3 ,^>^vV chamar-lhe assim porque não tenho ninguém
"doce
mais a quem dê esse nome.
y^^ — - e stá melhor?
tíÊt& e stou; mas são melhoras passageiras.
wBf^ __ Não dig a isso.
]||r - sao. isto ha de acibar cedo; sabe o que é a morte?|
Imagino.
conforme se
Nao sabe°A morte é um verme, dc duas espécies,
ou na alma. Mata em ambos os casos. Em mim não
introduz no'corpo
corpo; o corpo geme porque a doença reilecte n*elle; mas o
penetrou o
alma. N'ella é que eu o sinto a roer todos os dias.
verme está na
uma colher do
Pois matemos o verme, disse eu, apresentando-lhe
remédio.
o remédio e para mim e sorrio, com uma ex-
Damasceno olhou para
pressão de tranquillo [Link] silencio. >
Pobre moço! disse elle depois de alguns instantes
Vamos!
1
T. XV.
42 JORNAL DAS FAMÍLIAS.
- Logo mais amanhã, ou depois que eu morrer. Talvez ainda possa
bebe água.
fazer algum beneficio ao meu cadáver. A alma não
Quando
Insisti, mas foi baldado. Damasceno resistio inlrepidamente.
a irritar-se, e eu,
as minhas instâncias lhe pareceram excessivas começou
cedi; fui
receiosode algum novo delirio, proveniente da exacerbação,
o criado me referio haver Damasceno tomado apenas uma
ter com que
tranquillo.
colher do remedio e um caldo. Voltei ao quarto, achei-o
era e esta circumstancia, ligada ao espectaculo
A luz do quarto pouca,
feições do velho alienado não menos que âs recor-
da doença e ás pobre
extremo penosa.
dações que ja me prendiam a elle, tornara a situação por
ao da cama e tomei-lhe o pulso; batia apressado; a testa
Sentei-me pé
exames sem dizer
estava quente. Elle deixou que eu fizesse todos esses
á minha pessoa e á
nada. Tinha os olhos no tecto e parecia alheio de todo
do enfermo
situação. Pouco depois chegou o medico, soube da resistência
de desanimo,
em continuara tomar o remedio; examinou-o, fez um gesto
e ao sahir disse-me que era homem perdido.
A perspectiva não era para mim agradável. Não podia razoavelmente
Chamei
desemparal-o e tinha talvez de assistir á sua morte n'aquella noite.
na
o criado e escrevi um bilhete a dois collegas de S. Paulo, residentes
sahio
Corte , pedindo-lhes que viessem passara noite comigo. 0 criado
e eu sentei-me outra vez ao pó da cama.
No fim de alguns minutos, vi que Damasceno se agitava. Perguntei-
lhe o que tinha.
Nada, respondeu elle; mudo de posição. Que horas sao?
—. Nove e um quarto.
O senhor pretende passar a noite comigo.
Naturalmente.
O rosto do enfermo illuminou-se.
Boa alma! exclamou elle.
Depois procurou a minha mão e teve-a presa entre as suas algum tempo,
olhando para mim com uma expressão de agradecimento, que lhe parecia
tornar bella a physionomia secca e dura.
Que lhe fiz eu para merecer tanta dedicação? perguntou elle ao cabo
de alguns minutos de silencio.
Não fallemos d'isso.
. Damasceno calou-se.
Que edade tem?
Vinte e dois annos.
Feliz 1 feliz!
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 34

Calou-se outra vez e pareceu concentrar-se de novo. Pensei que iri


dormir, mas elle voltou-se para raira dizendo.
Quero pagar-lhe os seus benelicios.
Pagará depois.
Não; ha de ser já.
Ergueu o corpo, apoiando o cotovello na cama, pegou-me na mão e
cravou em mim os olhos, accesos de uma luz repentina e única.
Mancebo, disse elle, com a voz cava; não olhe nunca para a mulher
do seu próximo 1
Socegue, disse eu.
Sobre tudo não obrigue a que ella olhe para o senhor, Comprará
por esse preço a paz de sua vida toda.
A gravidade com que elle proferio estas palavras excluía toda a idéa
de loucura. A própria physionomia parecia revelar o regresso da cons-
ciência. Olhei para elle algum tempo sem responder, nem ousar pedir-
lhe explicação. Damasceno litou o ar com expressão melancólica, abanou
a*cabeça tres vezes e suspirou. Depois a cabeça cahio sobre o hombro, e
e elle ficou algum tempo quieto. Ouvindo o sino das dez horas, abrio os
olhos c voltou-se para mim.
Porque senão vae deitar?
Não tenho somno.
Perder uma noite por causa de um desconhecidol
Não se preoccupe comigo; descance, que é melhor.
Damasceno metteu a mão debaixo do travesseiro, como procurando
alguma cousa. Era uma chave. Deu m'a.
Abra-me a gavetinha da commoda, a do lado da rua.
E depois?
Tire dela uma caixinha. Obedeci. A caixinha era de couro e teria
um palmo de comprimento. Quando lh"a levei, elle pol-a sobre a cama
e olhou mudo para ella. Depois, tocou em uma pequena mola; a caixa
abrio-se, e elle tirou de dentro um pequeno maço de papeis. ,
Se eu morrer, disse elle, queime isto.
Feche tudo é melhor.
Não é preciso. O que ahi está é um segredo, mas eu não quero
morrer sem lh'o revelar. Não lhe disse ha pouco que não consentisse
nunca em olhar ou ser olhado pela mulher de seu próximo? Pois bem;
saberá o resto.
A curiosidade pendurou-se me dos olhos e, apesar da pouca luz da
44 JORNAL DAS FAMÍLIAS.
elle reparasse n'isto, porque vi-o sorrir com uma
alcova, é possivel que
expressão maliciosa e discreta.
só a mim
_ São paneis de familia, continuou Damasceno; cousas que
uma cousa que o senhor pode ver desde já.
interessam. Ha aqui porem
do maço de uma miniatura e deu-m a
Dizendo isto, destacou papeis
a visse. Aproximei-me da luz e vi uma formosa cabeça de
pedindo que na minha
expressivos olhos que jamais contemplei
mulher, e os mais
Ao restituir a miniatura reparei que elle a desviou apressadamente
vida.
mettendo-a logo, com a mão tremula, entre os papeis.
dos olhos
Vio-a?
Vi.
será a sua
_ Não me diga nada do que lhe parece. Imagino qual
Calcule será a minha ha quinze annos, deante do original.
impressão. qual
Ella tinba vinte anncs; eu vinte e cinco...
interrompeu-se; arrependia-se talvez; c eu não ousava,
Damasceno
mostrar-me indiscreto e curioso. Elle entretanto atava o
erri tal situação
de e a miniatura com um cadarço velho, e entregou*me
maço papeis
todo.
Guarde. Jura que queimará isso?
Juro.
no bolso o maço em quanto elle , rcclinando o corpo licou
Guardei
Durante cinco minutos nada disse; começou a murmurar pa-
tranquillo.
sem sentido, cem esgares próprios de louco. Esta circumstancia
lavras
á realidade. Não seriam os papeis e o retrato cousas sem
chamou-me
em seu desvario attribuia [Link]ância? Da-
valor, aque elle
masceno fallou dc novo.
Guardou?
Guardei.
Deixe ver.
Está aqui, disse-lhe em mostrando o embrulho.
Está bem.
E depois de uma pausa.
Eu era moço, ella moça; ambos innocentes e puros. Sabe o que
nus matou? Um olhai.
Um olhar!
Era no interior da Bahia; Lucinda casára-se na capital com o Dr.
Nâo importa o nome; era medico como eu, mas rico e dado a es-
Adr...
tempo.
tudos de botânica emineralogia. Andava por Üeromoabo n'aquelle
mulher era
Eu encontrei-o n'um engenho e travei relações com elle. A;
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 45

linda como o senhor a vio ahi. Elle era sábio, taciturno e ciumento. Ha-
— que o ciúme d'elle
via nella tanta modéstia erecato, —talvez medo,
não era assim; o marido era
podia dormir com as portas abertas. Mas
cauteloso e suspeitoso; ameaçava-a e fazia-a padecer. Eu percebi isso, e
a compaixão apoderou-se de mim. A compaixão é um sentimento per-
fido; abstenha-se d'elle ou combata-o. Quem sabe se a que sente agora
por mim nao lhe dará máo resultado?
Estremeci ouvindo esta ultima palavra. Elle parou um instante e con-
tinuou :
— Lucinda nâo me olhava nunca. Era medo, era talvez uma intimáção
do marido. Se me faliava alguma vez era seccamente e por monosyllabos.
Meu coração deixou-se ir da compaixão ao amor pelo mais natural dos
declives, amor silencioso, canto, sem esperança nem repercussão. Um
dia, em que a vi mais triste que de costume, atrevi-me a perguntar-lhe
se padecia. Não sei que tom havia em minha voz, o certo é que Lucinda
estremeceu, e levantou os olhos para mim. Cruzaram-se com os meus",
mas disseram n'esse unico minuto, — que digo ? n'esse unico instante,
toda a devastação de nossas almas; co rando, ella abaixou os seus, gesto
de modéstia, que era a confirmação de seu crime; eu deixei-me estar a
contemplal-a silenciosamente. No meio d'essa somnolencia moral em
chamou á realidade da vida.
que nos achávamos, uma voz àtrõoú e nos
Ao mesmo tempo achou-se defronte cie nós a figura do marido. Nunca,
vi mais terrível expressão em rosto humano! A cólera fazia d*elle uma
Meduza. Lucinda cahio prostrada e sem sentidos. Eu, confuso, não me
atrevia a explicar nem a pedir explicação. Elle olhou para mim e para
ella. Succedera á primeira manifestação silenciosa da cólera uma cousa
mais apagada e mais terrível, uma resolução fria e quieta. Com um gesto
despedio-me; quiz fallar, elle impoz-me silencio com os olhos. Quasi a
sahir, voltei, e, apesar da opposição, expuz-lhe toda a singularidade de
seu procedimento. Ouvio-me calado. Vendo que nada alcançava e não
que sobre a infeliz pairasse a menor suspoita nem que ella pa-
querendo
decesse sem outro motivo mais grave, expuz-lhe francamente os meus
sentimentos em relação a elle e a ella, a affeiçSo que Lucinda me inspi-
rara, protestando com todas as forças pjla inteira dignidade da infeliz.
Rio-se, e não me disse nada. Despedi-me e sahi...
Estas recordações pareciam abater o enfermo. A voz, ao chegar aquella
cobrindo os olhos
palavra, era fraca e rouca; elle fez uma longa pausa,
com as mãos ouças e transparentes. Alguns minutos depois continuou :
— Passáram-se algumas semanas. Um dia, levado por necessidades de
DAS FAMÍLIAS. .
46 JORNAL
« H** '^^Zlm
officio, lui a Gerumuabo, pousando me
havia morrido; e a pessoa que
nkum successo desagradável. Lucinda

instâncias. Que tei ia havido t a mu h


anesar de minhas

a tadagando m.,s, ou dc
formular pergunta, ^» ^
desaparecera; emí m alguns»°
suicidio, de outros que de [Link] eram
da morte. Esta diversidade
apenas doente e asás portas
anenas ou ^^ do>
claro ndicio de que alguma cousa ^iavu P
resoluto a saber tudo e a salva, a vida
Fu! tef á. propriedade do marido,
da innocente, se fosse possível...
tempo a narração ou guardasse o fim pa a
lhe aue suspendesse por algum [Link].. Ao
me pia.™
ir e ü e, apesar d. [Link] ,uc me referia aquellas
a lucidez com que elle
me L tempo dmirava perfeita vago e desalinhado da
da nada tinha do
2Z a—ção palavra, que
aquelle mesmo o homem que me consultara acerca
X; dos loucos. Era
uma »,oria nova aooro. da lua , Em ,»»¦, cm
£«: me expuser, no leito, como
duvida, Damasceno agitava-se
meu espirito resolvia esta accend, outra e
A vela estava a extinguir-se,
buscando melhor commodo. a quem escrevera.
criado e os dois amigos
Ma é á jauella ancioso pelo de um ou outro
apenas ao longe se ouvia o passo
A rua estava deserta;
ao Damasceno estava então sentado na cama,
transeante. Voltei quarto.
um pouco rcclinado sobre os travesseiros. 6 pouco, mas
_ Não tenha medo, disse elle, venha ouvir o resto, que
ter com o medico. Logo que soube que eu o procurara
instruetivo Fui
contente. Disse-lhe francamente o (pie ouvira dizer a res-
veio receber-me
as opiniões e versões differentes, a necessidade que bav.a
peito da mulher
o da verdado c retirar de sobre elle alguma suspeita,
de instruir povo
calado. Luga acabei, disse-me que eu fizera bem
terrível. Ouvio-me que
Lucinda estava viva, mas podia morrer no dia seguinte;
em ir vel-o; que
depois de cogitar na punição que daria ao olhar da moça resolvera
que
simplesmente os olhos... Não entendi nada; tinha as pernas
castigar-lhe
coração batia-me apressado. Não o acompanharia de certo,
tremulas e o
o com a mão de ferro me não arrastasse ale-,
se elle apertando-me pulso
Alli chegando... vi... ob ! 6 horrível! vi, sobre uma
uma sala interior...
o corpo immovel de Lucinda, que gemia de modo a cortar o coração.
cama
disse elle, — só lhe castiguei os olhos. » O espectaculo que se me
Vê,
então,' nunca, oh I nunca mais o esquecerei! Os olhos da pobre
revelou
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 47
moça tinham desapparecido; elle os vasára, na véspera com um ferro em
braza... Recuei espavorido. 0 medica apertou-me os pulsos clamando
com toda a raiva concentrada em seu coração : et Os olhos delinquiram, os
olhos pagaram! »
A cabeça do enfermo rolou sobre os travesseiros, em quanto eu, atter-
rado do que ouvia e d.i expressão de sincero horror e apparente veraci-
dnde com que elle lallava, olhei em volta de mim como procurando fugir.
Damasceno ficou longo tempo arquejante.
De repente, dando um estremeção ergueu a cabeça e olhou para a
parede
que ficava do lado inferior da cama :
— Vai-te! exclamou elle afflicto; vai-te! ainda nao !... Olhe !... Olhe!
lá está ella! lá está!... 0 dedo magro e tremulo apontava alguma cousa
no ar, em quanto os olhos mortalmente fixos, resumiam todo o terror
que ó possivel conter a alma humana. Insensivelmente olhei para o lugar
que elle indicava... Olhei; e podem crer que ainda hoje não esqueci do
que alli se passou. De pé, junto á parede, vi uma mulher livida, a mesma
do retrato com os cabellos soltos, e os olhos!... Os olhos esses eram duas
cavidades vazias e ensangüentadas.
Naquella meia luz da alcova, e no alto de uma casa sem gente, a seme-
Hum te hora, entre um louco e uma estranha appariçao, confesso
que senti
esvai rem-se-me as forças c quasi a razão. Batia-me o queixo,' as
pernas
tremiam-me tanto eu ficava gelado e atônito. Não sei o que se
passou
mais ; nao posso dizer sequer que tempo durou aquillo, porque os olhos
se me apagaram também, e perdi de todo os sentidos.
Quando dei accordo de mim; estava no meu quarto, deitado tendo a
meu lado os dois amigos que mandara chamar. Ambos procuraram des-
viar-me do espirito a lembrança do que se passara no quarto de Damas-
ceno; precaução ociosa, porque nada me lembrava então e o abalo fora
tamanho que o passado como que desappareça. Passei uma noite cruel,
entre a agitação e o abatimento. Sobre a madrugada dormi.
Accordei com sol alto. Pude então recordar a scena da véspera, e só a
recordação me fazia üritar e gelar a alma. Quiz ir ver o doente porque a
pesar dos suecessos anteriores interessava-me o pobre velho condenmado
a uma triste visão perpetua.
— É tarde! disseram me.
—- Porque?
~~ O doente morreu.
Senti que uma gota me brotava dos olhos; foi a única lagrima
que elle
obteve dos homens.
48 JORNAL DAS FAMÍLIAS.
Meus collegas referiram-me que a morte succedera ao romper da manhã
estando presente um d'elles e o criado. Damasceno morreu a fallar das
mais encontradas cousas, de guerras, de meteoros e de S. Thomaz de
Aquino. Seu ultimo gesto foi para abraçar o sol, que dizia estar deante
d'elle. Morreu emfim ou antes restituio-se á eternidade segundo a cxpres-
sao do meu collega a cujos olhos o doente parecera esqueleto que visitara
por algum tempo a terra.
Não pude assistir ao enterro; estava abatido, e doente ; mas um dos
meus amigos foi ató o cemitério. Com um d'elles fui dormir aquella e as
noites seguintes, não podendo passal-as debaixo de mesmo tecto em que
se dera a terrível apparição. A justiça arrecadou o que pertencia a Da-
masceno Rodrigues; elle vivia do aluguel de duas casinhas e de algumas
apólices, que se lhe encontraram. Não tinha herdeiros.
Só muitos dias depois atrevi-me a ver de novo o retrato de mulher que
elle me dera. Ainda assim não foi sem terror, e arrependi-me de o ter
feito, porque toda a scena se me reproduziu logo ante os olhos. Era mira-
culosamente bella a martyr de Geromoabo ; eu comprehendia» não só a
loucura de Damasceno, mas também a ferocidade do esposo*
0 desembargador fez pausa, no meio do geral silencio de constrangi-
mento que sua narração produzira. Vasconcellos foi o primeiro que fal-
lou :
Não podemos duvidar
que o senhor visse a figura d'es*a mulher,
disse elle; mas como explicar o phenomeno ?
A difficuldade é maior do
que pensa, acudio, o desembargador. 0
episódio teve um epilogo.
Ah!
Quando referi a apparição a algumas
pessoas, ninguém me deu
credito ; e os mais polidos attribuiam o caso a ura
pesadelo. Evitei expor
me á incredulidade e ao ridiculo. Mais tarde, jásenhorde mira, determinei
contar a catastrophe de Damasceno em um jornal que escrevíamos na Aca-
demia. Tratando de colher alguma cousa mais acerca do infeliz, vim a
saber, com grande surpreza minha, que elle nunca estivera na Bahia,
nem sahirá do sul. Já então não era só o interesse luterano
que me ins-
pirava; era a liquidação de un ponto obscuro e a explicação de um phe-
nomeno. Casara aos vinte e dois an nos em Santa Catharina, - donde só
sahio aos trinta e tres, não podendo, portanto, encontrar-se com o origi-
nal do retrato, aos vinte e cinco, solteiro, em Geromoabo íinalmente, a
;
miniatura que me confiara era simplesmente o retrato de uma sobrinha
sua, morta solteira. Não havia duvida ; o episódio
que elle me referira era
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 49

uma illusâo como a da lua, uma pura illusão dos sentidos uma simples in-
venção de alienado.
Mas, sendo assim...
Sendo assim, como vi eu a mulher sem olhos? Esla foi a pergunta
que fiz a mim mesmo. Que a vi, é certo, tão claramente como os estou
vendo agora. Os mestres da scieneia, os observadores da natureza humana
lheexplicarâo isso. Gomo é que Pascal via mn abysmo ao pé de si? Gomo é
que Bruto vio uni dia a sombra de seu máo genio?
O seu caso é talvez mais simples que esses todos; o desvario do
doente foi contagioso, e fezcom queo senhor visse o que ellesuppunha ver.
Pois é pena! exclamou o desembargador; a historia de Lucinda
era melhor que fosse verdadeira. Que outro rival Othello ha ali com esse
marido que queimou com um ferro em braza os mais bellos olhos do
mundo, em castigo de haverem fitado outros olhos estranhos? Crê agora
*s em fantasmas, D. Maria do Góo ?
Maria do Céo tinha seus olhos baixos. Quando o desembargador lhe di-
rigio a palavra, estremeceu, ergueu-se, e a junto e de corrida se enca-
miuhou para o bacharel Antunes. 0 bacharel fez o mesmo; mas foi dalli a
uma janella, — talvez tomar ar, — talvez reflectir a tempo no risco de
vira interpretar algum dia um hebraismo dasEscripturas.
MACÚÁUO m ASSIS.

. t,; Vi&OIlra .RS '''•'úi'--- ^P^K^ ¦¦__. f.'¦'¦¦ ' ***J"-'VÁjif '¦:'¦'¦-¦

\v\\\Wii_l_B______M___H _M_______MÍ9K___fi3_í. - ^PS6__________B_____bí'-,'r^iiÉÊrVSí/'¦' d_^BffiKHl_B___BH ¦'

xjfflckwm
m_m_m_m_\m_màk -fêmm
.méàWBsè .^^ÊmmWmmWm__%W^,i, tfjm t* i ^mLWSowTi

^—fà^*^i?*m£%J—^mM
¦^*m_7^,"kf&k »-'¦''

" '
'•'._ ' ¦ ¦
-' ¦
.-,;. ¦'

-%m_m-mÈ
Hiyfil' II -9_m__\
~'M -MBH^IflK' -Tf^mmr^wWIÊr' HWIBüjSS^ «iHlOilfl*^"' *§SH__f_t___>
;-. xii wBÊmWmS #% TT^ttfli^^fflKiB^EIH
'¦.-, Isb
¦¦¦;¦ '• -¦¦¦¦•¦¦¦ .¦¦¦.'"¦¦¦¦.¦-'.."¦¦¦ .d"' . -..'",¦ .''-'¦".;/: ¦¦•'" • rr r ,¦:' ¦'."¦*':¦ ¦¦ .d ..;-¦¦-. .d...':-"' ¦• d", 'rir'-.
\ :*f m_WÊ_Py?:, 'K^^^^^m9m_mm^_m_W*-^
1*3 BKJliMgjfe d:~' d _W^-'-<S^Ê-miàS%t^
- ^wUmil B^Cfta_3Mg?S '^^^^_m_m_m_W'X
t___—_*2l^gm_iJtf
"'"'¦' ¦fUBÍB.i'
Vft
WKSmmmKr
mmmW-
¦•.\l—WSm^Sm_m_m_m_m__W_m_m_mWmwS_W'n
<tUxW__V l**" Í3&-
W'
"^¦^_____R___k____^_B^^___i !_^B?»lBS-BjjlIftf WHfl5i_BlWl_l__ff«Ü'
,ri4reS*í'Ht«;^_______K^; ''J—m_mmmm\%L.~ '
Crrl________ ¦ 1
l-^HV ''^BfflflfHPT alfSMHíi
^^^^^^^^^^tP^^^M^

VARIEDADES.

ALLÜSÓES HISTÓRICAS.

sempre
Cremos prestar um serviço ás nossas leitoras, dando-lhes aqui,
nos for a explicação de certas allusõcs históricas ou de
que possível,
factos pas-
certas palavras commummente usadas, cuja origem se prende a
sados. Abrindo pois esta nova secção no Jornal das Famílias, esperamos
será esse acto considerado como mais uma prova do zelo que a
que
redacção emprega era ser útil e agradável aos seus assignantes.

JSÓ GORDIO.

Um oráculo prometiia a coroa aquelle que entrasse n'um dia dctermi-


nado na capital dá Phrygia. Um simples lavrador de nome Gordio, tendo
satisfeito o oráculo, tornou-se rei, e então seu filho Midas consagrou o
carro em que elle viera no templo de Júpiter. 0 jugo cTessc carro es-
tava por tal forma amarrado a lança que não se descobria as extrcmi-
dades do nó, que se appellidou de Gordio. Alexandre, rei da Macedonia,
tendo tomado a cidade, e sabendo que outro oráculo promettia a quem o
desatasse o império da Ásia, tentou fazel-o; para impressionar a tmagi-
nação de seus soldados; não o conseguindo poróm, depois de inúteis
tentativas, puxou pela espada e cortou o mysterioso nó, illudindo a^sim
o oráculo.
É esta a origem da expressão — cortar o nó gordio — no sentido de
vencer qualquer difficuldade.
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 51

LEITO DE PHOCUSTO.

Procustoera um salteador da Attica, que estendia suas victimas num


leito de ferro e cortava-lhes as extremidades das pernas quando ex-
cediam o leito, ou as distenclia com o auxilio de cordas, quando eram
mais curtas. Foi morto por Theseu, heróe grego e 10° rei de Athenas,
que lhe infligio o mesmo supplicio.
BODE EMJSSARIO.

Na festa das Expiaçoes, costumavam os Judeus trazerem ao summo


sacerdote um bode, sobre cuja cabeça elie estendia as mãos e, no meio
de imprecações, carregava-o de todas as iniquidades de Israel. Esse
bode, chamado Àzazel (emissário), era depois conduzido aos confins do
deserto e enxotado no meio dos gritos de todo o povo.
O cpitheto de bode emissário ou expiatório tornou-se proverbial para
designar uma pessoa sobre quem se faz recahir todas as culpas.

FÉ DK CARVOEIRO,

. Entende-se por essas palavras uma fé simples e ingênua que crê sem
exame. A origem d'essa locução acha-se no conto seguinte. O diabo,
disfarçado em eremita, ou em doutor de Sorbona, não está bem averi-
e lhe perguntou para
guado, entrou um dia na choupana d'um carvoeiro
0 tentar : — « Em quecrôs-tu? » — Creio o que cre a santa madre
egreja. -«En que crê a santa madre egreja? — Crê o que eu creio. »
— O nosso homem limitou-se a essas respostas, sem querer sahir d'ellas,
dc sorte que o espirito maligno vio mallograrcm-se todos os seus artiíi-
cios. Já houve porem quem julgasse esse diabo um tanto simplório, pois
bem podia atrapalhar o carvoeiro perguntando : « Mas o que crôdes-tu
o a santa madre egreja ? »

FORCAS CAIIDINAS.

Desfiladeiros nos arredores de Gáudio, no paiz dos Samnitas, onde


.á dis-
o exercito romano, sitiado por todos os lados, teve de render-se
criçiío d'aquelles inimigos, que só deram-lhe a liberdade depois de o terem
feito passar debaixo do jugo (lança collocada horizontalmente sobre duas
outras espetadas na terra).
Passar pelas forcas caudinas significa pois sujeitar-se a condições
humilhantes.
52 JORNAL DAS FAMÍLIAS.

A TÚNICA DE NESSOS.

raptar Dejanira, mulher de Hercules


0 centauro Nessus, querendo hydra de
flecha embebida no sangue da
foi morto pelo heróe eom uma
elledeua Dejanira a sua túnica impregnada de sangue
Lerna. Morrendo,
se o heróe a vestisse lhe seria sempre
envenenado e persuadio-lhe que sobie
de tel-o feito que Hercules queimou-se
fiel. Foi em conseqüência
a túnica, abrazando-lhe o corpo, adheno a elle por
o monte OEta, pois
só era arrancal-a dilacerando as carnes.
tal forma que possivel
O OVO J)E COLOMBO.

Colombo recebido extraordinárias honras por oceasião


Depois de ter
chegada a Hespanha, em. virtude da descoberta da America,
da sua
os invejosos, insinuações, a desfazer no mento
começaram por pérfidas
dizendo, entre outras cousas, que para realisal-a bas-
d'essa descoberta,
nella. Um dia em que se achava elle a mesa d um
lava ter pensado
ousaram alguns dos seus detractores expressar-se
grande de Hespanha,
forma. 0 illustre navegador conservou-se silencioso
em voz alta por essa
depois, tendo refleetido um instante,
durante toda a discussão; porém
aos circumstantes que o puzessem de pe
mandou vir um ovo e pedio
Debalde o tentaram todos fazer, alé que o
sobre uma das extremidades.
de Colombo : este então amolgou-o batendo de leve
ovo voltou ás mãos
manteve o equilíbrio. - Isto não era difücd, cxcla-
n'um prato e o ovo
- Certamente, respondeu Colombo com ironia, mas
máram logo todos.
era preciso ter pensado. ,. i a
applicavel
O ovo de Colombo tornou-se uma expressão proverbial,
de feito.
tudo que não se pôde fazer e acha-se fácil depois
PRESENTE GREGO.

de terem os Gregos sitiado inutilmente por dez annos a cidade


Depois
capital d'um reino ao noroeste da Ásia Menor, para
de Tróia, poderoso
a injuria Paris, filho do rei Priamo, fizera a Meneláu,
vingarem que
roubando-lhe a esposa, lembrou-se Ulysses d'um estrala-
rei de Esparta,
bom effeito. Consistio elle em simular uma retirada,
gema, que surtio onde se
um cavallo de madeira,
deixando como presente gigantesco
Os Troianos inadvertida-
achavam oceultos os Gregos mais valerosos.
dentro de seus muros, e assim cahio
mente transportáram-no para -
a destruíram completamente.
Tróia em poder dos inimigos, que
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 33

D'ahi vem chamar-se presente grego a todo aquelle que é dado com má
intenção, ou produz funestos resultados»

A ESPADA DE DAMOCLES.

Damocles era um cor tesão de Dionysio o Antigo, tyranno de Syra-


cusa, que distinguia-se d'entre todos por avantajar. constantemente a
felicidade do seu amo. Para desilludil-o o tyranno servio-se d'uma
espirituosa allegoria : mandou-o sentar no seu lugar á mesa d'um festim,
fazendo tribular-se-lhe todas as honras que competiam a si próprio;
porém collocou sobre sua cabeça uma espada, suspensa apenas por um
fio de cabello de cavallo. Vendo-a, Damocles levantou-se espavorido,
deixou cahir a taça de suas mãos, e pedio a Dionysio que puzesse termo
a sua realeza, comprehendendo assim qual podia ser a felicidade d'um
tyranno.
CANTAR A PAL1NODIA. .

Palinodiüm segundo a tradição, foi o nome dado pelo poeta Stésichore


a uma ode que compoz em honra do pudor de Helena, mulher de Me-
nehiu, na qual retractava-se das muitas injurias que lhe dirigira n'outra
anterior. Hoje é nome commum em litteratura e applica-se ás poesias
em que o poeta se retracta de sentimentos precedentemente expressos.
Cantar a palinodia significa pois desdizer-se, voltar atraz do que já
se affirmou.
111
*BB
BRAZ1LIA.

~TJ}___^.-~-—
fe'""'' _ f. _». _ - ¦¦¦ ¦.
—'•'—..-,.¦
"..t ¦;,..'. ;¦¦¦:*'^-IWiliÉIWJÉWIW*,''''"'„'"'.'<"'"\fd>\"", """ """¦ '*'
, - . .. t. 'rWgffl&»___________z
-¦¦
¦*
"rv. •>•-—~-' -.¦¦¦ ¦¦ - -

¦"¦ -nr?"",;?^?^'n""^''"^*fi^iEi^^SmmfflS HíHHIHBh^E^S^*'-**»^"52^"''™"^" r"r''.


¦ ,';í^^^^Ê_^^^^^^^: ~~ --___ ^j^gS^^^^^p^^
_l_ J ~~ *

'ÊMÊtòâiL,
"""
-». '• '.-, ' '¦-

'j^ÊmtmWmmmWmM NA »-'¦ \ •
,'• ,
-'¦*'¦

¦>'¦¦• >Í :'? l k"''''* ^ %^ &S ^ft 44á''í ^ ^\~ ti^i


*i^
^-^^^tm\m\m\\mWS^\\\\\\\\\\\ frff^ffffirfft i mrf^ÊkmW^^r}' t ¦» * £~*~K{ \\ \ dJt%*. • - W » "• >ÍBBH^S^SM^S^9H^H^^nKii9K^^^^ ;
^ÊÊÊm «^^Lr^íòi \-'#r^ÉSfln^b;
gS^r**^^-- iH wagi«wgs;'^ -^vf»»J-x^^^^K!í^K?a^smBBmmmuJ^míTi
mÊÊÊSwÊ '' mwmÊÊÊ£t ^ ^^liPii&^i?"
-v v' jk Js^fe-
WIÊêBêÈÊÊBÈL BBwmPk)
'^SP^P5hHHH|K' 1 ' i VJnéI5?^5=^
fÍ^^^^^»-^^^^^^^^^#S^"í«^^^^^É^Í
Z-lmWÈáÈmmtmW*^ '. PlÍvô
¦¦'¦'^^^9^^^^^^S-V'":. ''''.-iI^^BkI»*—^
—^WPW^^^^MMB-MWlMBBBBfBTiBÍMr^ -^.fgaeg«MMMH3MMMglB8Bw
117 i i n j .->_-—^,
-aBPB!«, wdRJPIMIkew?^-^ J*!»!?iJ!V'*!'""*¦.iSS;:^-*^—--•-— - ¦¦>• ¦»- •--••--*-
£~&y~s ¦» K
¦'C^sT \JC \ W_, W ^S^P^yP^i^^Fy^LA^P^, fP L^'J-e\ / À \AM*S y-PP^^J^fy^p-

MOSAICO.

ANECDOTAS.

Uma aberração do espirito humano faz crer aos quietistas que ganham
o ceu com a immobilidade; por isso um soldado da companhia deZur-
Lauben que era quietista, mas que ninguém sabia , foi um dia encarre-
gado de cozinhar o rancho para a sua companhia que tinha ido desta-
cada.
Os camaradas estando de volta e com a fome aguçada pela fadiga
forão solicitos em perguntar se o jantar estava prompto; mas qual não
foi a sua surpreza vendo o devoto soldado de pé e pensativo diante da
panella emborcada.
Sacodiram-no energicamente perguntando-lhe em altas vozes pelo
jantar ?
— 0 jantar? respondeu elle solemnemente, o
grande espirito ordenou-
me que derribasse a panella.
Então um dos camaradas, menos soffredor do que os outros , lançou-
se sobre o quietista dizendo-lhe que cada um tinha seu espirito, e que
como estava com muita fome o seu ordenava-lhe que o espancasse.
Toda a companhia lançou-se igualmente a elle, e tel-o-hiâo morto,
sem duvida, se o capitão não viesse tirar-lh'o das mãos.

0 marquez de Louvois, ministro da guerra, dizia um dia a Luiz XIV,


diante d'um coronel do regimento dos guardas suissas :
— Senhor, se tivesseis todo o ouro
que V. M. e seus tpredecessores
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 55

deram aos Suissos bastaria para calçar uma estrada que fosse de Paris á
Basilea.
— Senhor, disse o coronel, é possivel, mas si se juntasse todo o san-
gue que meus patrícios derramaram no serviço de V. M. e dos reis seus
predecessores, poder-se-hia formar um canal que iria de Basilea a Paris.

0 conde X... entrando em sua casa entre meia noite e uma hora per-
guntou a seu criado que horas eram.
— Não é hora nenhuma, senhor, respondeu-lhe o ingênuo criado,
porque o ponteiro está entre meia noite e uma hora.

Conversavam dois rapazes sobre os motivos que os haviam induzido a


assentar praça.
Que procuravas tu alistando-te na carreira das armas? perguntou
ornais velho ao mais moço.
Eu procurava a honra e tu ?
Eu o dinheiro.
Apre! o dinheiro!
Não é tão apre! assim, porquo cada um procura o que não tem.

A imperatriz Maria Thereza, descendia da familia d1 Habsbourg, ori-


írinaria de Helvécia e conhecida no paiz desde o décimo século. Um dia
varias vezes na
querendo brincar com um official suisso que apparecia
corte perguntou-lhe :
É verdade que vós outros Suissos descendeis de Nabuchodonosor
no tempo em que estava transformado em animal?
V. M. deve sabel-o melhor do que eu, respondeu o official, porque
sua familia ainda ó mais antigado que a minha.

Um medico vendo que um de seus doentes soffria dos olhos por entre-
de abster-se d'esse vicio
gar-se demasiadamente á bebida aconselhava-lhe
sem o que havia de perder infallivelmente a vista.
— 0 doente nao podendo resignar-se a tão grande sacrifício, respon-
deu-lhe : Pois senhor Doutor, prefiro perder as janellas do que deixar
estragar a casa.
56 JORNAL DAS FAMÍLIAS.
Um filho de familia insubordinado costumava recolher-se tarde o que
além de contristar muito a seus fracos pães contrariava enormemente ao
criado que era obrigado a abrir-lhe a porta.
Certa noite veio ainda mais tarde que do costume e depois de muito
bater ouvio o criado dizer de dentro; meu amo não quer que eu abra
por ser fora de horas.
0 moço vendo a inutilidade de seus rogos tomou o expediente de in-
troduzir uma moeda de dois mil reis por debaixo da porta, que vio abrir
immediatamente pela mágica influencia do dinheiro.
Mal que entrou fingio ter esquecido em cima d'um frade de pedra que
existia próximo á casa um embrulho que trazia e que alli pouzára para
poder bater, o criado sahe para buscal-o e o moço fecha-lhe a porta.
Por sua vez o criado pede que lhe abra.
Meu pae não quer que eu abra por ser fora de hora, disse o moço arre-
medando o que lhe respondera ha pouco.
Mas eu abri de boa vontade, tornou-lhe o criado.
E eu te abrirei pelo mesmo preço retorquio o moço.
0 criado restituio os dois mil reis para não ter de dormir fora e ser des-
pedido no dia seguinte.

Frederico II olhando para um espelho sorprehendeu tim


pagem tomando
uma pitada em sua caixa de rape. Depois de executada a operação virou-
se e com a maior calma perguntou-lhe :
Agrada-te esta caixa ?
O pagem liea confundido e não responde. O rei repete a
pergunta e o
culpado responde timidamente que a acha com-effeito muito linda.
Pois então guarda-a
para ti lhe torna Frederico, porque é mui pe-
quena para nós dois.

üm ilhéu, em artigo de morte, quiz mostrar-se


grato a um amigo que
o tratara pacientemente durante sua longa e
penosa enfermidade; por
isso fez testamento.
Deixava um cavallo, que pedia ao amigo de vender a üm de
mandar o
importe a seus parentes na ilha Terceira, e um cão
que lhe legava em
signal de reconhecimento pelos seus bons serviços.
0 amigo não se mostrou agastado com tão estranha liberalidade
mas
procurou resarcir-se d'este modo :
Procurou vender o cavallo em hasta
publica, mas, disse á primeira
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 57

pessoa que se apresentou para apreçal-o : eu não vendo o cavallo sem o


cão.
E quanto quer por ambos?
Pelo cavallo cinco mil reis e pelo cão cincoenta.
0 comprador vendo que lucrava na compra fechou o trato e o her-
deiro cumprindo fielmente o que lhe fora recommendado no testamento
remetteu cinco mil reis para a Terceira.

0 capitão d'um barco que fazia grande contrabanáo, querendo captar


as boas graças d'um guarda d'alfandega mandou-lhe um sacco de café da
primeira qualidade.
0 que é ifeso? perguntou o guarda ao marinheiro que lhe trouxera o
dito sacco.
É um sacco do melhor café que ha que meu capitão manda a V. S.
Dizei ao capitão que não costumo tomar café sem assucar.
Excusado é dizer que o capitão apressou-se era remetter-lhe um sacco
de assucar tambem.

Certo genro importunava diariamente seu sogro, homem de muito es-


pirito, articulando sempre queixas sobre o humor frivolo e gastador de
sua mulher. O sogro, fatigado ura dia, d'esse constante lastimar-se tor-
nou-lhe :
Dizei á minha filha que se continuar d'este modo, e vos der mais um
motho de queixa eu a desherde.
0 genro comprehendeu a resposta, e d'alli em diante, não se queixou
mais.

Um pintalegrete querendo ir á festa da Copacabana alugou para esse


fim um cavallo.
A poucos passos da cocheira encontra com tres amigos que lhe offere-
cem um lugar no carro que tinha de os conduzir á mesma festa.
Acceito, diz o pintalegrete mas como farei o dono do cavallo restituir-me
o dinheiro que dei para signal?
Não te dô isto cuidado, lhe torna um dos tres foliões, peço-te só que
não desmintas o que vou dizer ao homem da cocheira.
— Senhor disse elle entrando, o animal que alugou a meu amigo
muito curto.
58 JORNAL DAS FAMÍLIAS.
Curto? pergunta o alugador.
Sim, senhor, olhe : aqui vai o Galvão, aqui o Souza, aqui o Dias
e eu agora, onde hei de ir.
Oh! senhor, exclama o dono do animal, querem montar todos
quatro ?
Certamente! disse o engraçado rapaz.
Livre-me Deus de semelhante cousa, tornou-lhe o alugador leve o
signal, que eu não alugo cavallos para matar.

Certo individuo, mais notável pelos bens da fortuna que pelos do es-
pirito, achou-se num jantar sentado ao lado d'um homem, grande philo-
sopho a quem a sciencia devia muitas descobertas. Notando era seu visinho
grande e fino tacto na escolha das iguarias exclamou : olá os philoso-
phos também gostam dos bons bocados?
E porque não? lhe tornou este, pensais que as golodices são feitas só
para os tolos? 1

Queixava-se um roceiro d'uma formidável queda que dera de que ainda


lhe doía o corpo. Senhor, perguntou-lhe um cirurgião que o ouvira la-
mentar-se, vos machucastes perto da columna dorsal?
— Não, senhor, foi perto da estatua de Pedro i°.
PAUL1NA PHILADELPHIA.

li
o. P jI
"
? :
'

H
li

1 II

r>J
,.*-' •¦',>',
>'¦/¦<.
•miy,

. r-i\\

cs
'
v ( í ¦•'. *-»ASL\ &mi ;j-*>j!rTí-''u:.r:.rn H •—. •-•
' WÊÊÊÈÍyy

^A '/\!'l fl ' /rf/M\\'H ¦>'¦ Hh\\


V\ >7~„—; i 1
ji /?/ jtTff^T^rl /
POESIA.

AS ANDORINHAS.

Aqui (1), de cima d'este nobre eivado,


Contemplo as andorinhas.
E aos bandos vejo-as recortando os ares,
Talvez bem longe dos nativos lares,
Piando tristesinhas!

Quem sabe onde amanha outro destino


As levará de novo?...
E deixam tudo, o bosque e o bello solo,
E vão, talvez em bem diverso polo,
A ver diverso povo ?

Errante, peregrino, assim eu vago


Nos caminhos do mundo 1
Uo céo da Pátria o meu cruel destino
Arrebatou-me ainda bem menino
A um amor profundo.

Bem como o Asverhus da legenda antiga,,


Eu caminho! caminho!

(i) Do palacete da Directoria do Uapura.


60 JORNAL DAS FAMÍLIAS.
E, como as andorinhas, erro incerto,
Ás vezes longe, ás vezes de bem perto,
Sem topar o meu ninho!

Hoje aqui sou de certo poderoso :


Que será amanhã?
Descendo d'este Paço altivo e antigo,
Irei reconhecer em tosco abrigo
0 quanto a gloria é vã...

E o mundo é sempre assim : mar inconstante,


Tranquillo ourevoltoso;
Ora beija as areias docemente,
Ora, aceso em furor, rola fremente
Urrando furioso.

Ninguém creia na vaga preguiçosa


Murmurando em segredo;
Basta o vento agitar-os seus açoites,
Em vez de doces queixas, vem ás noites
Esmagar o rochedo.

Eu sou como a andorinha perseguida


Dos rigores do inverno...
Só vos rogo, meu Deus, n'esta arribada
Que repouse da vida tão cançada
No meu minho materno.
J, PEIXOTO.

^v

frfiiPb

%
MODAS.

DESCRIPCÃO DO FIGURINO DE MODAS.

vestuário. - Trajo para passeio; é de faille e veludo côr de


Primeiro
e ura drape de faille.
castanha. A saia leva folhos franzidos, prcguinhas
c de faille côr cie castanha; abotoada sobre o lado; as costas e
A polaca
6 de faille. Guarnece-se
as mangas são de veludo da mesma côr; o canhão
a polaca com um rico franjado, e
Chapéo dc veludo côr de castanha guarnecido cora uma pluma grande
uma rosa sobre a frente. .
vestuário. - Trajo do faille azul claro. A saia 6 hsa adiante e
Segundo
muito larga atraz. um laço
,
azul
6 muito curta adiante; leva grandes pregas atraz;
A polaca
é collocado sobre o lado. Guarnece-se a polaca com uma w^e
grande ¦ o dito deve
fina e um azul por cima da gvipure
branca muilo galão
sao jdão com
cobertas
faille. A frente e as costas da polaca
ser mais escuro que a
uma Una guipure branca.

TlUBALHOS.

E TRABALHOS.
EXPLICAÇÃO DA ESTAMPA DE BORDADOS

, _ mocho de piano, pouf, almofada redonda, etc. A


No Desenho para
menos os quatro figurinos e as cabeças de chime-
obra toda J uio passe
de retroz fino. O nosso modelo era de bello
t qle ão da;c'0°rLzinho de retroz côr de müho
im grande
STfl bordado com cordãozinho
cohha, cobertor, etc. A obra toda 6 de cassa em
Rhombo para a cassa nas parles em
estiver acabada recorta-se
ponto de festão. Quando
JORNAL DAS FAMÍLIAS.
um ponto
pontos do desenho. As quatro partes do rhombo fixam-se por
aberto feito com algodão simples e alguma cousa grosso.
N° 3 __ Qutro desenho derhombos para alternar com o precedente n° 2.
N° 4. — Quadradinho para tapete de frasco. A obra toda se faz de cor»
dãozinho inglez alinhavando sobre a estampa mesma. As barrinhas são em
Estando concluído
ponto de festão ou de simples algodão um pouco grosso.
o quadrado, estende-se elle sobre papelão e forra-se d'um transparente de
seda de côr viva.
N° 5. _ Entremeio para roupa fina : bordado inglez, grãos e ponto de
eordonnet.
j^o (j4 ___ Debuxo para cordão de campainha, galão de reposteiro, etc. A
obra toda se faz de trancelins de ouro ou de côr e orla-se o galão com um
ponto de festão de matiz irmanado com o trancelim. Pode-se bordar sobre
qualquer fundo : panno, veludo, lã, etc.
N<> 7# _ Desenho para uma caixinha para cartas dc jogar. O nosso
modelo era dc applicação de setim encarnado sobre veludo preto cosida
em ponto de coráonnel de retroz côr de milho.
No g. Lm Debuxo para charuteira. Borda-se sobre veludo ou couro, ao
passe ou de cordonnct, de retroz fino de cores naturaes, isto é : o cachimbo
branco; os charutos hivane; o saquinho, encarnado ou azul e o resto con-
forme o gosto.
N° 9. — Cercadura grande para tapete de mesa ou de chão. O nosso
modelo era tudo bordado com trancelim mignardise á excepção da grega
que era executada em ponto de chainette. 0 bordado irmanar-se-ha com as
cores do quarto. [Link] querendo lazer a obra toda em ponto de chainette,
de lã fina ou de trancelim regular.
N° 10. — Desenho de circulo para (juarda-napo. Cordãozinho em ponto
de chainette; cores sobresahindo sobre o fundo. 0 mesmo desenho repetir-se-
ha do outro lado do medalhão.
N° 11 até n° 18. — Nomes e iniciacs ornados.

EXPLICAÇÃO DA ESTAMPA DE MOLDES.

VERSO DA PRECEDENTE ESTAMPA DE BORDADOS.

Molde d'um paletó para menina.


N° 1. — Frente. A parte inferior é dobrada por falta de espaço.
N° 2. — Costas.
N° 3. — Pequeno lado : as leltras indicam como 6 preciso ajuntal-o.
N° 4, — Manya que se corta de dois pedaços. — A parle inferior está
indicada.
N° 5. — Algibeira. Ver as lettras para ajuntar e a linha em pontos sobre
a frente.
N° 6. — Metade do collarinho.
i\° 7. — Debuxo do paletó depois de acabado.
O nosso modelo era de panno côr cinzenta escura com guarniçaô de galão
de lã preta e de botões pretos.
JORNAL DAS FAMÍLIAS. 63

EXPLICAÇÃO DA ESTAMPA GRANDE DE TRABALHOS DIVERSOS.

RECTO.

No i# __ fira de fllet bordado , de crochet ou de tapeçaria de ¦. dois


matizes da mesma côr. S . .
N° 1. — Bordado para alva (parte inferior) toalha cie altar, etc, de hlet
bordado ou crochet.
N» 3. — Galão pequeno de tapeçaria; cores conforme o gosto.
N° 4. — Tira de tapeçaria de dois matizes bordada com pérolas ou galão
de retroz. ,
No 5, - Banquinho de pé de tapeçaria ornado com pérolas e um íranjado
de retroz. O nosso modelo tinha o fundo azul claro; os pretos, preto; as
cruzes, solferino; os pontos, còr de laranja de retroz de Argel.
As pérolas, azueis douradas ; o franjado, azul claro. As pérolas podem
substituir-se por um galão de retroz ou de lã irmanado com as cores do bor-
d *i d o
Vo. — Almofada grande de tapeçaria. Este magniíico desenho grego é
de grande elegância. No nosso modelo o fundo representado por quadra-
dinhos brancos era azul marinha; os pretos, encarnado escuro; os pardos
cinzentos; as cruzes e ponto de dois matizes de roxo.
N« 7> ____, fun(i0 de cortinas de fúet bordado, desenho grego. Pode-se
lambem executaí-o de tapeçaria de dois matizes para tapete.

VEUSO.

de
N" I. - Almofada de filet bordado, posta sobre um transparente
setim azul, côr dc cereja ou verde, e orlado com 5 ülciras de pérolas. ^
dimensões.
N° II. — Tira de tapeçaria e pérolas ou de pérolas dc duas
e dou-
O nosso modelo é executado com grandes e pequenas pérolas pretas
da mesma
radas sobre uraa fita azul marinha, guarnecida com um íranjado
côr. ,
brancos, cm-
No hi. _ Tira pequena de tapeçaria. Os pretos, preto; os
o
zenlos; as oruzinhas, encarnado escuro; os pontinhos, azul escuro; pardo,
côr de folha morta. .
os cinzentos,
N° IV —Debiuio dfum [ando para tapete, os pretos, preto; ospon-
encarnado escuro; as cruzes encarnado vivo; os brancos, azul claro;
tinhos, htwane. , __ .
de tapeçaria
N09 V VI e VII. - Desenhos para cordões de campainha
ou por nm de
e pérolas ou de pontos grandes ou pequenos de tapeçaria
tapeçaria orlada com galão. . etc. '.ores
N« VIII. — fira grande de tapeçaria para poltronas, cadeiras,
irmanadas com a almofada n° 6 do recto.
N° IX, — Cercadura de tapeçaria ou de íiiet.
cora abertos, o*
N° X. - Fundo de cortina de Me. bordado. O fundo sempre mais
brancos de serzido apertado, as cruzes e os pontos de serz-do
tapeie.
transparentes. Este bonito desenho se faz tambem de tapeçaria para
JORNAL DAS FAMÍLIAS.
o j u„w> Aa
debuxo de +ppc:
ti es matizes da mesma côr sobre-
matizes
Fundo conforme o gosto;
sahindo bem sobre o fundo. r+*ru\o* Grandes ep neaucnas
pequenas pepérolas
N» XI. - Larnbrequim para tabernaenlo
e douradas. Franja pequena de fios de ouro
brancas, azueis azu
de tapeçaria. Os pretos preto^o
N» XII - Larnbrequim escuro; ^rajeos,
os pontos, cô.
azul escuro; os pardos, encarnado
claro; as cruzes,
acabar na superior d'esle larnbrequim pela tira „• IU da
aderia-se parte
m^axnfemXiV.
- Desenhos reguíares de tapeçaria para chinella, tapeies
de fantasia.
pequenos, etc. Gores

MOLDE RECORTADO DE TAMANHO NATURAL.

Molde d'um paletó.


O Molde é composto de cinco pedaços.
¦ '. ¦

]\to j# _ isente e pequeno lado ajuntados.


das costas.
.¦ . . .

Nos 2 e 3. _ Dois pedaços formando a metade


N° 4. — Manga.
N<> 5. — Alqibeira. rr
commum. lira plmé
0 nosso modelo é de lã crua guarnecida com renda
da algibcira e guaflieeç os
ornado com a mesma renda principia debaixo
ornadas com renda e de
lados c o baixo das costas. As orlas da frenie são
laços grandes azul desmaiado. Dois laços semelhantes guarnecem a
quatro
abertura da algibeira e repitam-se atraz por cima do plisse.

NAZARETH.

GRAVURA SOBRE AÇO.

Na lingua hebrea, Nazareth quer dizer separada, mncUficada, por, outros


cha-
tantos nomes indicando a predestinação do seu divino papel. Os Árabes
de
mam-na Cidade Branca por modo da alvura deslumbrante do seu solo c
o
suas casas. Sede d'um bispado metropolitano durante o tempo que durou
reino de Jerusalém que foi fundado pelos Cruzados, Nazareth ou nasra eou-
forme o nome árabe, não conta hoje mais de 3,000 habitantes dos'quaes'
1,200 são catholicos latinos. A cidade 6 construída sobre up grupo dc mon-
tanhas que formam ao norte, a planície de Esdrelâo. Tres dias dc marcha a
separam dc Jerusalém. O mais notável ediücio de Nazareth é o comento dos
uma
Franciscanos no interior do qual existe a celebre egreja da Annunciação,
das mais bellas do Oriente.

Paris. — TypoKrapbia Georges Chamcroí, rua dos Sanlos-Putlres, t*J.


' '
'
¦'¦• ¦
.'

'-"':-¦_

¦:¦¦'. ....
. .¦.'.' .:¦¦.>.'¦

'.'. '
A
^

- -.
»'„' T , -.. " ' ' " '¦¦ ¦'" •'¦,,-
¦ : ¦
AAA&:íA;

'. ' " ".>¦:::'. "¦. "':'.:.:"V- ¦',-•¦¦'¦ '


A- í . •"'"¦>""""
'

JOHN AL DAS FAMÍLIAS.-


. .1 .

'.
*—.- r '" .."".:.¦,¦-¦¦.-.,".'¦ -
- *•-' ._ ; •
=.
." ¦
. .......

It^i^^ilgH^^^^^^^^^^^^^^Kf' /¦^zÉsí^V*'^—{ -• f~Jj—^__j___________B___j_M)__b_r\^£i_t í.'lllmfl^|'afifl[^^ffif^c,'*!e?J**i^j^H| ¦ "^__5^_____|E- -___ts5s_&'1' 3i___E__ÍÍÍ__si

' ¦¦¦'í^__l^_i_l_____^____-ii_ll_i__ii^__i
s__B_l_____L^-{_4_,£_______^^
; '3--8i11I--í__m "• .^t-^"- :-£^*-
- ~^II§_k__'5_ã '. _sst_________f£ W
j^__8___üi__i^^b - ' -
¦^Hl_p£___j_j___i_f' B^^B^^fc^^^_3W-_sH-_--§-kÍ»----l^^--^-l^^^^^^^^lj^-S _________________B--§

¦'•>¦¦

-^¦íaív:¦ / " -¦¦».';

Í"A"'*A .. ¦ -.'A-.;" ¦}
ili.' ::í.'¦•;..¦¦:,.•¦ • •'_:."":' iA
¦.:....'.'. .¦¦¦. ., _.¦..•_¦;_.¦.¦.'.„¦, ;.",aa

NAZARETH.

¦íAAA

¦..:
a'..: ¦.¦-¦•..

' " '. ¦¦. '¦ ¦"¦•¦ :


¦' ¦'¦' •, ¦ A . ¦' ¦'" -r"^-""_ ..A':' ....... .. ¦¦:¦-¦¦ '.' ::

UETAUX.
AÍJBEVILL-Y. — TYPOGRAPHIA GUSTAVO
'¦':,';.•;¦. '- '-a'í '¦,'¦.'-"."''v.«%'-''v- :V:j".a ''',.;-¦.¦¦;"-:'¦:'•
*. - ¦ '¦"--¦¦-.
¦".'-'" a?. ¦""" ' ..Xi.^-¦-.¦-.¦- a ¦, ¦--->-'. ¦"".<_-
¦S'L;l"'' ¦

A
JORNALDAS FAMÍLIAS
o>a«*»e*««

m ~ ** *¦*-. ***»**» ° ° * ** -> O •* — «O


-o*»o0° ••%.*•. *% •• ••«-"'
«Bi*3 *•» ^

JORNAL DAS FA
*» O*

° fc° ^^"^ *fv *% _———*"^


-»» -^-^ / \. ^"^^^
***% • 0* o-° >v l
•° *»v \ ~*****^ ~* / * _ a0 y \ \ -—-
y\ L^ -N^ *•» ^/^ -^ -V T T -T-

Fevere
•* S
°* / / ••• *• X/<^/XXX
*•- "••*
• X } \ ^ .••
'.• "
.* / *. \ y •'¦•" -¦•¦*••••-».. /v / / ) .•••¦¦
/ ¦• ¦¦¦¦«• *« * t n. •
/ / \\\ / »** -• ••

• «o « ••«€••• • •• \ y „• .• ^^r^yy^-í^^^l nt^^nN^7 \VM~zy-

r. /./¦¦/¦•'*'•¦ o •••* o.0*i.a •»«-» r¦ • " • ** •« // —-—^í-;-—^ V \\ Ml/y/ «*~*y'/

a-* / - - * • ° '••o0.-= .-.•.*» »> * ¦¦¦¦'•¦.» o !, // l Vv"-*


»-.-vi» \ 7% /l\\\\r/l1^\ K/7 í"\

° -a _—-. «- o-- • *
% "¦ -¦¦¦¦• % °. »• ° ^^.lí.-.Ofe
-»•¦»•** • o .• * •»• °. ** v* //^N f \\\il W/\ ^^\/y \\//-£r v4\// \w/V
*¦•*"¦! • • - • • • .<»• ! • •» lr^~? ^T M \I1 j^ f çvJÍ \\lL\of-\_ \yh\
h ¦ * A A \ ¦ ¦ •* ao-.*« •• .-a **» " ° • I (<*&•*> J \\ Y^/^/rTvC\4 /// 11 h-r^Voi 11 v\ -yCi

¦«¦.'¦•¦ « " o **•»•*> «»o «»^ •¦•¦»••* í/ v^fcr2^y\\ / c\ /v \/y


-> ««•• ii j r\ \y/ w^// \v/ a^Vvi
* • \ <A » • • •• • v% c • • *• \ O'a.o° *I • A \\ < \ w^r e^^^r^#Oi\cV/ \vr rv

*« «a' » • ~—~r—-*-, xztj


\ \ \ ¦ * «. *- \v^:::::$x—n—~yfififiy-~~-JÍ ^^C^>v. ^-^"
%*%« //x\\ í>x\: nj-lri/f^^, /f^A^M^T^fíiT^^

// X/,-•¦ vi-y i w áWWfo l ypÁmkfiMm^Â


•* •* An /** ¦*' ••••
«•a
^
\//,>•ao•
^X 4%^ MfP)\Ú % WW^&W^^SÚt^
-«o0 kZZZ&Z/ VN^f/A // \*A^|-T J/ SÕH><r\ \ <>&¦ ^ 11 \\ \X\\ l \ \ / T Á\ \W \/tM->tíí/ /KX

j
ORNAL DAS [Link]
XV Anno -Tevereirol877

-«^^^^M;Tf — ]
ÍXTRACTO DOS CATÁLOGOS DA LIVRARIA B. L. [Link]. RUA DO OUVIDOR, 6S
<J* .'01,; «le Macedo, Flores entre espinhos, | Sonhos d*orno, romance bra*
O Forasteiro , romance, 1 v. in-8" ene. . ...» £$000 | [Link]. 2 v. in-80 ene.
3 v. i%-§? ene' 7 $000, br. 5$QÜ0 Machaiííi de Assis, 6KOQ0. br.. 4 #000
Os Quatro Pontos Car- Contos FeEmíünenses;, eon-
DKÃE8.— A. Mysteriosa, tendo : Miss Doüar, Luiz Diva, perfil dc mulher, 2a
romances. í v. ene. 3$000> Soares, A mulher de preto, edição. í v. eím. , , , . 3Ã000
br. ,...,...'... £§506 0'segredo de Augusta,-Con- LtEClOLAj /.'t'//í7 í/e rnitlfièr,
Um noivo a duas noivas, bskôeS dc uma viuva moca* y ediruo. l^[Link]. , . . 3^000
¦ It'
romance., 8 V. in-S0, eus. Frei Simão, Linha recta e
63000 I.. I»[Link]:a.r4les {unior*
gft'000. br linha curva. I, v. ene, . . >3$00ü
A Namouadeirà» romance. ResürRkíÇAO. romance. I r. Historia para oente ale-
3 v. ene. 8JJ00O, biv. . C$000 in-B0 ene. 3^000, br, , . 2|00O ciu-a 2 v. iú-80 ene. 5K00O
Nina/, romance, ?. y, ene.-';' bi 4 §00 0
fansfcs,
SJflÜOj hr.,...-... 4$Q0O Curvas e /jg-za^s. t>|jrí-
AS [Link] K RES D ií M ANTILíí A, SCENAS BA TIDA REEIJBLE cfwshumvmiicüs. í v. m-8°
romance, histórico, 2 v. cana. Hemtniseencias do ene. 3j}000, br. ."..-. 2 §000
ene. 5$O00, br ||0flô feliz tempo escolar, t. v. Contos sem PretençaO : A
¦ ALeneta MÁGICA, romance M-ÍÍj ene. t|0OO, br.. . 1^000 Alma do outro Mundo, o
2 v. 111-8*, ene 5$00Ô. br; 4#000 ÜM PROATNCiANO ladino, — Ultimo Concerto, o lío~
AS YlCTlMAS ALGOZES, qua- Ondkse encontra a ver- mem e o Cão, 1 v..,m-S*ènc,
dros da escravid&o, 2 v, DADtÜRA [•KLlCIOADRii V, ÍÍ^OOO, br. . i\ ... 28000
ene. 7$O00, br, .... 5g0Q0 íã-12 ene. 1^600, br.. . Í|0O^ Carlos Gomes, períii bk>«
A CAÇ[Link] BARONATO.-»» l#00O
A MorRniniia. 1 v, còm es-
A HERANÇA ESPERADA B ^aphíco. í v. m-40* bri.
tampas, ene, .... 3$000 FlLAGRANAS. 1 V. ÍR-8°, eÜC
A Nebulosa, 1 v. ene. . 3$50Q iNESPÊRADA; i V. ene. 3|fÒ00, br. .......
(íQ
RQÚú
JgtíOO, br IJfOOO '
CüLTO DO. Dkver. í v. eftc. âjtOOO A. Belot,
Memórias db em sobrinho OM CASAMENTO OE TIRAR O
CRAPKO, seguido dc : O A MiJLiiRR de Foco, 2 v.
oe MEÇ T|0. 2 v. ene. * 5$QQ0
in-12, ene $$000, br., . $000
Moço Louro. 2 v. (mu*. . 53000 Diu bo nao é tão feio como
se pinta, Charadas da cam- [Link]. 2 v. ene,
Os Does Amores. 2 v. ene. 5$Ü00 3$000,br. . . . . . . . 2Ã00
KoMANCES OA SEMANA, t V, panha, Uma viagem ao sol
ene, ......... 3S000 do Brazil. í v, m-12 ene. üdmoitd - About.
Bosa, 2 v. ene. ..... 5$0Ô0 IjffíOOj br.. • . . . • • jgooo 0 NARIZ DR ÜM TARKLLIaO. í- ..-¦¦

VicektÍKA, 8* edieíuv '. 3 v, «I, de âleaear, Versão do francez por A.


ene. 7 $000. br. . . . 5$0Ô0 O OaratüJA, ehronieas dos Gaito, t v. in-í2, eoc.
THEATRO C05H»ÍifiTÒ". 3 V. tempos coloniaes, 1 [Link]-Sa, 1 §000, br.. ....... IgOOt)
ene ¦ PjJOOO ene. 3$000, br,, .... jooo
ii_>
Oetavio l^euillet.
Lnxo eVaidade, Primo oa Tui? romance brazileiro. 4 v,
JULIA, romance. 1 v. in-ltí
Caufomiia» A mor e Pa» iít-10 ene. 0|000, M. . . 4$(HK) ene. t$íH)0, br .1^000
TRIA, comédias. 1 [Link]-Ku, Iracema, lendado íleara, %k
br. .......... :#oo edição, 2 v. em;. âfiOOQ br. 2^000 Eo?<eado Manta.
"'«
. [Link] ,:,' COíttÇÇlia, 1 V, VítiviNRA eos OJMCO Miuu- Favos e Travos, romance.
in»S0, br í#a00 ius, T fi}Íei\o, t v. ene, t vol. in-«°enc.-3J00O, br. 2§00f>
F a $ i asm a Bras [Link] agOOO, bip., , ..... 2JJ000 Ponso» dn Terrall,
í v, in-H0 br.. . . . . . t$\>Ü0 OtUiarany, 4* edieáo. %\%
Novo Otüello f comedia. in-8u ene. . , .... S$Q0Ô 0 Capitão dós pknítkntks
1 v. hi-S* br. ...«'¦. negros, i V. ene, 2§000
$500 As U1N as oe VR ata, ronniucc br ". * • . • tjSOOO
íj PlllSIO. DÁ [Link], iiisturico» Complemento do
comedia..1 v. iu4° br.. . 1$0OQ precedente. {> v, itv-S* ene,
Bernardo iíwhnsiraei.
4, ií. Pereira'da HUmi. l(itK00l), br. ii, - . » . 12^)00
0 Seminarista, romance
O Demônio Familíar^co-a
bra/áieiro. 1 v. in-8? eoc,
A si» a si A, romance.!'% iu-8"
media em. 4 actos, 2lech-
a§ÒÒÍ), br........ 2^000
ene. £.§000, br.. . . . . 2#0OU
eao, l .\ • " » * ¦» #¦¦ » « 1Ã5Ò0
Historias k Tradições da
Manoel :i>k Moraes, obro» ;\ssAzas oe CM Anj'0, come-
Rica do Século X fl], ro- PROVÍNCIA DK MlNAS-Gu-
manee histórico, 1 v. ene. ARA rs "A Cabeça do Tira-
dia ini i prólogo, 4 ac-
., u ...... *i tii\rih
i^OOu tos e l epílogo, 2a edkáo»
DentiíS, A Filha do Fazèn-
3x000. br.. ...... :'"'/y.:.Ãy..'y'-
P'y:A-
IV, . , ¦ »
deiro, jupyra. v.
«• »¦'*.',-»' * »
t ,2$00$
in-8°
Jeronymo Corte BKAt » ¦

chronica' do Século XY1 »-<;/ A MTu, drama t«m 4 actos, 2*


eac. agôOO, br. ..... 2§00t>
; '¦

romance histórico, 1 v. omA 3$ÜÜ0 edíÇao» t v, . - . . * . 2JÒ0O


O GariMioTro, romance, t
¦Verso r HeversOí comedia
• A. An-aollunt. y. iu-H° ene. 3SÓ00i bri . 2$W
eio X actos, 2* edição; i v, tjjooo
O ErMITaO noAllíQUEM, ou / ¦¦.-

ConeissÃo of, em Baoknse. historia da funda-lo da kh .-/


Senta,
— Q CORONEL ' HAPPE»
¦ maria do Mvupmm oa pro-/
O Gáccuo, romance brazi-
, Versão de A,
TílALKR leiro. 'I y. in tfenc, 6|000
vincia de Goyaz; roímuuw
ííallOi 1 v. ío-1'2 ene, S JOGO de eostomcá uacionaes. 1j. \
. , . .iSooo
I í r J. »
1#600. br. ene. . . . • * * * f . à§000
Pata oe GazellAj romímee
J/Worlierto tle §o*«n ©Silva. brazileiro, Tv. ene*.35^00 Lendas e Iíomancrs: Vima
HoMAN'CE$.R N0ViA'J.,.AH. ( v. 2$O0O historia de Quilomboías, a
ene. 4'$üÒÓ, br...... 3#ÒO0 O Tronco do Ipé, romance I. Garganta do iute/no . a
BllAZlLEERASCELEBRES, I V. brazileiro. 2 v. in<-8i:», ene. Üausados Ossos» A v, ene. ¦ ¦¦/
'--y-AP

• im8° ene. ,»*... . 2 $000 «§000, br. ...... 4SQ00 r âgOOObr, . . •' . . • * 2J00
¦

¦y'
y ' ¦
.;yyy; A ,.
' ' r-'-:p '¦'•'¦¦¦.
-'-"•. ?^"^/K>-;V'." A-
* ¦- ( ,: -: '"'*¦• .'.-':. :•. '.'¦¦'''.' &¦ -P
¦ y

'-¦-¦. ¦¦....¦¦¦¦. ¦ ,...; , ¦

. .
.

^MMAP^r'::-A--'^
..-¦ ¦¦:*.-; ¦'*...-¦ ¦ ¦
.'¦ ¦ ¦ . ¦¦:..'¦..¦¦ ¦ .. .' ;....
r
yy .
''' ¦ ¦ -
''
U.Jí

JORNAL DAS FAMÍLIAS


C0HDIÇÕE8 DA HSSIBNATURA

[Link] sahe uma vez por mez, cora 32 paginas de impressão, no


O Jornal pas

NICTHEROY PÁRA AS P.R0V1NCIAS


PARAO RIO ÜE JANEIRO E 12$000
10^000

NUMERO AVULSO : 1ÍÜ00

As assignaturas são P^h^^io^^T6ftlabo«çlo com.* Bedacçãoterão a bondade


As pessoas que quizerem honrai este jornal do Jornal das
deremetteros w^^^S^S^&ZnJm, Bi. de
r^vim^^"^' **• àceitr-se sobrc!udo com
Janeiro, ou em J «rw ri e
economia
domestica, hygiene e
n tructws q^ m;(is S(jr reclainados
prazer os artigos pür seus

DO JORNAL DAS FAMÍLIAS


GOERESP ONDENTE8

et>; PARAHYBA DO MORTE. Carlos Anxeticio Monteiro da


BAHIA CaliHna França,
. Alves e ri lhos. PASSO FUNDO DAS ) Antônio José da Silva Lou-
, Bernardo Saturnino ila vinga.
____—* _._.-***?**

CAMPANHA. . . MISSÕES R. G. SUL reira.


CAMPOS . . . • . . Costa e Silva. PELOTAS ....... Carlos Pinto e C\
* '. iozé.Va/. Corrêa Coimbra. PERNAMBUCO .... Walfredoe Souza.
[ João Maria de Mendonça. .... José [Nogueira th*. Sou/.a,
CANTAGALLO. . . Guilherme Sauerhronn e . . . . l>e Lailliácar t* C',
Irmão. Silva Gariloso e Pessoa.
I)r Herculano José de Oliveira
Mafra. PINDAMONHANGABA) NlcuUu (ií. AlvJl, TavalYi<
..„.„/ , . Joaquim Joséde Oliveira cC\ (S. Paulo O Joaquim Ah- I mie.
PORTÜ-ALEGRE . • «
CUYABÁ [Link] . 1). Maria C. Mareus,
.tumor.
Francisco de Maria Albernaz. REZENDE (RiO'Jan°j. Francisco Nunes Fernandes,
de Barros « Silva.
fal db fora ::.':.' ^ ™<* uitói,° "• RIO-GRANDFjDOSUL, Daniel
do Albuquerque.
SANTA CATHARINA . [Link] Paranhos Sliutel,
ii * i'win Francino Tavares da Costa. __ t l)r Duarte
\ ! tr A h- • • . . Anlhcro Dias Lopes. S.F1DKL1S. . . . .' Brandão e C>
__ . . , , Alves e Martinho,
de Vaseoneelios,
^S»Ao::::..[Link]».[Link]«d. S. GABRIEli/. ..-• Antônio
S* PAULO. ...... A. L. Garraux.
\ Gonçalves et Pinto.
"*.!.. THERES1NA. ..... Miguel A.
Borges Leal Gostello
\ H Magalhães e O. Branco.
MOGYiMERIM(S. Paulo). Joào Alberlo d'Oiive>,;a Prado. TRES CORAÇÕES l)0( Ant. BHleueoml de Amaranle
Mü ,\ nuFTO Dav d Moretysohn hilho.
RIO VERDE ( e C\
0URO_fRhlü Januaria F.í». de Carvalho.
Maria da Silva, BRAGA (Portugal). . E, Chardrou.
A. . ? • * • lusé
' * ' PORTO — ..
PAU ^ Tavares Cardozoe O.
~~ ' * \ * ' * LISBOA Viuva Bertraud e C\
t t t Vianna e*Süva. PARIS ....... R. Belhatte.
. A. J. Soares Souza J'.
PaIuIVbX'i)ü'sUI,
Sanlos-Padres, 19.
Paris. - Typ, de G. Chamerqt, rua dos
\
\
{El
V., í:

Você também pode gostar