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CV Rosa

O documento apresenta o currículo final da especialidade em Medicina Geral e Familiar, elaborado por Rosa da Graça Nsuami Nkungo, como parte dos requisitos para obtenção do título de Especialista. Inclui informações sobre a formação acadêmica, internato, locais de rotação e atividades realizadas durante o treinamento. O trabalho é dedicado à família da autora e agradece a diversos colaboradores e orientadores.
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MINISTÉRIO DA SAÚDE

INSTITUTO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE


HOSPITAL MUNICIPAL DO MOXICO
INTERNATO DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR

CURRICULUM FINAL DE ESPECIALIDADE EM MEDICINA


GERAL E FAMILIAR

Autora: Rosa da Graça Nsuami Nkungo

Luena, 2024
MINISTÉRIO DA SAÚDE
INSTITUTO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE
HOSPITAL MUNICIPAL DO MOXICO
INTERNATO DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR

CURRICULUM FINAL DE ESPECIALIDADE EM MEDICINA


GERAL E FAMILIAR

Curriculum apresentado ao Instituto Nacional de


Especialização Pós-graduada em Ciências Médicas, como
requisito para a obtenção do título de Especialidade
Médica do Curso de Medicina Geral e Familiar

Autora: Rosa da Graça Nsuami Nkungo - Interna do 3.º ano de Medicina Geral e
Familiar

Orientadores:
Dr. José Luís Muguersia, Especialista em Medicina Geral e Familiar, II grau
Dr. José Arcádio, Especialista em Medicina Geral e Familiar, II grau
Dr. Baldé Barnabé, Especialista em Medicina Geral e Familiar
Dra Yakarelys

Luena, 2024
DEDICATÓRIA

Ao meu esposo, aos meus filhos, e a toda minha família que, com muito apoio e afeto,
não mediram esforços para que eu pudesse chegar até a esta importante e inesquecível
etapa da minha vida académica.

III
AGRADECIMENTOS

Expresso o meu profundo agradecimento a todos aqueles que contribuiram directa e


indirectamente para a realização hesitosa deste trabalho, nomeadamente:

A Deus Todo-Poderoso pelo dom da vida, protecção e saúde que me permitiram


concluir este trabalho final para obtenção do grau de Especialista em Medicina Geral e
Familiar, em Dezembro de 2024;

À minha irmã Zulmira Felisbela Nsuami Massiala, pela incansável ajuda que me tem
prestado;

Ao meu esposo Xavier Lando Luemba; aos meus filhos Daniela Nsuami Luemba,
Ricardo Nsuami Luemba, Bernardino Nsuami Luemba e Maria Salomé Luemba, a razão
dos meus esforços quotidianos;

Aos meus orientadores, Dr. José Luís Muguercia Silva, Dr. José Arcádio, Dr. Zadoc
Miza, pela sua simplicidade e sapiência com que me transmitiramseus conhecimentos;

Aos demais formadores, por todos os conhecimentos que me transmitiram também.

Aos gestores e demais colegas de todos os Hospitais por onde passámos, pelo bom
acolhimento e pela troca de conhecimentos.

IV
INDICE GERAL

DEDICATÓRIA ............................................................................................................. III


AGRADECIMENTOS ................................................................................................... IV
INDICE DE TABELAS ................................................................................................ VII
ÍNDICE DE QUADROS ..................................................................................................X
SIGLAS E ABREVIATURAS ...................................................................................... XII
INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 8
IDENTIFICAÇÃO E CARREIRA ACADÉMICA ....................................................... 10
1. IDENTIFICAÇÃO .............................................................................................. 10
1.1 FORMAÇÃO PRÉ-GRADUADA ................................................................... 10
1.2 FORMAÇÃO GRADUADAUNIVERSITÁRIA ............................................. 11
1.3 FORMAÇÃO PRÉ-INTERNATO ................................................................... 11
1.4 FORMAÇÃO PÓS-GRADUADA ................................................................... 11
INTERNATO DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA ........................................................ 11
2. INTERNATO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR
15
2.1. CREDITAÇÃO DO INTERNATO PELO HOSPITAL MUNICIPAL DO
MOXICO E OUTROS CENÁRIOS DOCENTES ................................................. 15
2.2. APRESENTAÇÃO DO INTERNATO ............................................................... 15
3. CARACTERIZAÇÃO DOS LOCAIS DE ROTAÇÃO ......................................... 19
3.1. HOSPITAL MUNICIPAL DO MOXICO. (HMMx) .......................................... 19
3.2. CENTRO DE SAÚDE IRMÃO ZATI ................................................................ 20
3.3. CENTRO DE SAÚDE DE NUTRICÇÃO ......................................................... 20
3.4. HOSPITAL GERAL DE MOXICO (HGMx) ..................................................... 21
4. MATERNIDADE PROVINCIAL. ......................................................................... 22
5. DESCRIÇÃO DAS ROTAÇÕES .......................................................................... 24
5.1. ROTAÇÃO DE MEDICINA INTERNA ............................................................ 24
5.2. ROTAÇÃO DE PEDIATRIA ............................................................................. 32
5.3. ROTAÇÃO DE CIRURGIA GERAL E ORTOTRAUMATOLOGIA .............. 38
5.4։ROTAÇÃO DE GINECOLOGIA E OBSTETRICIA ......................................... 43
5.5 ROTAÇÃO DE URGÊNCIA HOPITALARES /CUIDADOS INTENSIVOS ... 51
5.6. Rotação de Dermatologia ................................................................................... 55
5.7. ROTAÇÃO DE ONCOLOGIA ........................................................................... 59
5.8 ROTAÇÃO DE PSIQUIATRIA .......................................................................... 65
5.9 ROTAÇÃO DE OTORRINOLARINGOLOGIA ................................................ 69
5.10. ROTAÇÃO DE OFTALMOLOGIA ................................................................. 69
V
5. 2.1 ROTAÇÃO DE HIV ........................................................................................ 70
5.2.2 ROTAÇÃO DE SAÚDE DO IDOSO ............................................................... 71
DESCRIÇÃO DO LAR .................................................................................................. 71
OBJECTIVO DA ROTAÇÃO ....................................................................................... 71
DESCRIÇÃO DAS ACTIVIDADES REALIZADAS .................................................. 72
5.2.3. ROTAÇÃO DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR ......................................... 74
APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO ................................................................... 96
CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................... 101
ANEXOS ...................................................................................................................... 103

VI
INDICE DE TABELAS

Tabela n.ᵒ 1։ Apresentação estatística dos pacientes vistos na rotação de Medicina


Interna………………………………………………………………………….…….…28

Tabela n.º 2։ Distribuição dos pacientes atendidos nas rotações de Medicina Interna por
patologias mais frequentes, no HGMx 2021/2024…………………………….......…..29

Tabela n.º 3ː Apresentação estatística dos pacientes vistos nas rotações de Pediatria por
idade e sexo, no HGMx. 2021/2024………..………………………………......………33

Tabela n.º 4ː Distribuição dos pacientes atendidos nas rotações de Pediatria por
patologia, no HGMx. 2021/2024……………………………………………......……...37

Tabela n.º 5: Distribuição dos pacientes atendidos na rotação de Cirurgia por idade e
sexo, no HGMx- 2021/2023…………………………………………………………....42

Tabela n.ᵒ 6ː Distribuição de pacientes atendidos na rotação de cirurgia pelo


diagnóstico, no HGMx 2021/2022………………………………………………..……43

Tabela n.ᵒ 7։ Distribuição dos pacientes atendidos na rotação de Cirurgia por


especialidade, no HGMx2021/2023………………..…………………………….…… 44
Tabela n.ᵒ 8: Distribuição por área, das pacientes atendidos nas rotações de GO, na
Maternidade Provincial do MXx 22/202……………...…………………….…….……49

Tabela n.ᵒ 9: Distribuição das pacientes atendidas nas rotações GO, por
idade….…...................................................................................................................….50

Tabela n.ᵒ 10: Distribuição dos pacientes atendidos nas rotações de GO, de acordo com
o diagnóstico, no HMx 2022/2024…………..……………………………………...….51
Tabela n.ᵒ 11։ Procedimentos realizados durante as rotações de GO/HGL- CMP
2022/2024…………………………………………………………………………..……5
3Tabela nᵒ 12։ Distribuição de pacientes vistos na UTI adulto…………………......…55
Tabela nᵒ13ː Distribuição dos pacientes atendidos na rotação da UTI (Urgências
Médicas)…………………………………………………………………………..……56

Tabela n.ᵒ 14: Distribuição dos pacientes em consulta externa de dermatologia no


Hospital Josina Machel - 11/06/2023 a 15/07/2023……………………………....……60

VII
Taleba n.ᵒ 15: Distribuição dos pacientes atendidos na consulta de dermatologia de
acordo ao sexo - 11/06/2023 a 15/07/2023………………………………………..……60

Tabela n.ᵒ 16: Distribuição de pacientes atendidos em consulta externa de dermatologia


no Hospital Josina Machel - 11/06/2023 a 15/07/2023………………………..……….61

Tabela n.ᵒ 17: Distribuição dos pacientes atendidos nas rotações de Oncologia adulto
de acordo a idade e o sexo……………...………………………………………………64

Tabela n.ᵒ 18: Distribuição dos utentes atendidos na rotação Oncologia Adulto por
Diagnóstico………………………………………………………………….………….65
Tabela n.ᵒ 19: Distribuição dos pacientes atendidos nas rotações de Oncologia
Pediátrica deacordo a idade e o sexo…………………………………………...………66
Tabela n.º 20։ Distribuição dos utentes atendidos na rotação de oncologia pediátrica, de
acordo ao diagnóstico……………………………………………………. ……………67

Tabela n.º 21։ Distribuição dos utentes atendidos na rotação de psiquiatria, por idade e
sexo, no Hospital Psiquiátrico de Luanda no período de 7/04/24 a 4/05/24……...……70

Tabela n.ᵒ 22ː Distribuição dos utentes atendidos na rotação de psiquiatria no período
de 7/04/24 a 4/05/24………...…………………………………………………….……71

Tabela n.ᵒ 23։ Distribuição dos pacientes atendidos de acordo ao sexo


eidade……………………………………………………………………………..…….75

Tabela n.ᵒ 24։de Distribuição segundo as patologias vistas no lar dos


idosos…..........………………………………………………………………………….76

Tabela n. ᵒ 25: Distribuição por idade e sexo dos pacientes atendidos na rotação de
Atenção Primária – 2021/2024………………………………...………………….……82
Tabela n.ᵒ 26: Distribuição por área, dos pacientes atendidos na Rotação da
Atenção Primária – 2021/2024……………………………………………………... …83
Tabela n.º 27: Distribuição dos pacientes atendidos nas Rotações da Atenção
Primária, por diagnóstico – 2021/2024……………………………………………....…84
Tabela n.ᵒ 28։ Procedimentos realizados durante a Rotação de Atenção Primária........85
Tabela n.ᵒ 29: Distribuição de famílias visitadas na Santa Rosa, segundo a faixa-etária e
sexo, no período de Junho a Novembro de 2021……………………………………….88
Tabela n.ᵒ 30: Distribuição das famílias visitadas na Santa Rosa, no período de Junho a
Novembro de 2021, segundo o nível de escolaridade……………………………...…..89
VIII
Tabela n.ᵒ 31: Distribuição das famílias visitadas na Santa Rosa, quanto à ocupação, no
período de Junho a Novembro de 2021…………………………………………..…….90
Tabela n.ᵒ 32։ Distribuição das faílias visitadas na Santa Rosa, segundo o número de
membros, no período entre Junho a Novembro de 2021……………...……. ……....…90
Tabela n.ᵒ 33: Distribuição das famílias visitadas na Santa Rosa, segundo……….….90
Tabela n.ᵒ 34: Distribuição das famílias visitadas na Santa Rosa, de acordo com a etapa
do ciclo de vida, de Junho a Novembro de 2021…………………………..….........…. 91
Tabela n.ᵒ 35: Distribuição das famílias visitadas na Santa Rosa, quanto ao Grupo
Dispensarial, no período de Junho a 24 de Novembro de 2021. …... …………………93
Tabela n.ᵒ 36: Distribuição de Morbilidades por Doenças Transmissíveis bairro Santa
Rosa, no período de Junho a Novembro de 2021………………...……………….........95
Tabela n.ᵒ 37: Distribuição de Morbilidades por Doenças Crónicas não Transmissíveis,
no bairro Santa Rosa, no período de Junho a Novembro de 2021……………...……....95

IX
ÍNDICE DE QUADROS

Quadro n.ᵒ 1։ Resumo das Rotações do 6º ano de Medicina…………………….....…12


Quadro n.ᵒ 2։ Abaixo espelha cada rotação, duração e responsáveis. Resumo das
Rotações……………………………………………………………………………..….17
Quadro n.ᵒ 3։ Cursos de formação e formações curtas segundo o programa de cada
ano………………………………………………………………………………….…..18
Qudro n.ᵒ 4։ Cronograma de rotações em Medicina Interna………………….……….24
Quadro n.ᵒ 5։ Descrição das aulas e actividades académicas na rotação de Medicina
Interna…………………………………………………………………………..………27
Quadro n.ᵒ 6: Procedimentos realizados no internamento, durante a rotação de
Medicina Interna………………………………………………………………..………31

Quadro n.ᵒ 7: Cronograma de rotações em Pediatria………..……………...…………33

Quadro n.ᵒ 8: Descrição das aulas e actividades académicas na rotação de


Pediatria………………………………………………………………………………..35
Quadro n.ᵒ 9։ Registo de habilidades em Pediatría…………………….....…………...39

Quadro n.ᵒ 10։ Cronograma de Rotação……………………………………………….40

Quadro n.ᵒ 11։ Descrição das aulas e actividades académicas na rotação de cirurgia
geral e ortotraumatologia…………………………………………………………….....41

Quadro n.ᵒ 12: Procedimentos realizados no internamento, durante a rotação de


Cirurgia…………………………………………………………………………………45
Quardo n.ᵒ 13: Rotação de GOB. Data 2022 ̸ 2024…………………….……..………46
Quadro n.ᵒ 14: Rotação de Cuidados intensivos……………………………………..54
Quadro n.º 15: Procedimentos realizados na UTI (Urgências Médicas) ………...…...55

Quadro n.ᵒ 16։ Cronograma da Rotação de Dermatologia…….………………..…….59

Quadro n.ᵒ 17։ Distribuição dos pacientes atendidos nas Rotações de Oncologia adulto
deacordo a idade e o sexo…............................................................................................64

Quadro n.º 18։ Cronograma da rotação de Psiquiatria…………..…………………….68

Quadro n.ᵒ 19։ Cronograma da rotação de saúde do idoso…………...……….......…..74

Quadro n.ᵒ 20։ Cronograma de Rotação da Atenção Primária……………………...…77

X
Quadro nᵒ 21։ Aulas/seminários/ realizadas durante as rotações de
MGF…………………………………………………………………………………….79
Quadro n.ᵒ 22։ Procedimentos realizados durante a rotação de Atenção
Primária………………………………………………………………………………..85
Quadro n.ᵒ 23: Aplicação do Método de Hanlon……………...…………………...….96

XI
SIGLAS E ABREVIATURAS

ASIS- Análise da Situação de Saúde


AVC- Acidente Vascular Cerebral

BAAF – Biópsia Aspirativa com Agulha Fina

BO- Bloco Operatório

B.U – Banco de Urgência

CMP – Clínica Multiperfil

DCNT – Doenças Crónicas não Transmissíveis

DIU – Dispositivo Intrauterino

DM- Diabetes Mellitus

DPOC- Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica

F- Feminino

FMUAN- Faculdade de Medicina- Universidade Agostinho Neto

HGL- Hospital Geral de Luanda

HTA – Hipertensão Arterial

IC - Insuficiência Cardíaca

ICPC-2 – Classificação Internacional de Cuidados Primários

IM- Intra-muscular

IRA- Infecção Respiratória Alta

ITU- Infecção do Trato Urinário

M- Masculino

MGF - Medicina Geral e Familiar

ORL - Otorrinolaringologia

PAV - Programa Alargado de Vacinação

XII
PCR- Proteina C Reactiva

SFA- Síndrome Febril Agudo

SIDA- Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

SN- Sistema Nervoso

TAC: Tomografia Axial Computadorizada

TB- Tuberculose

TGO – Transaminase Glutâmico -Oxalacética

TGP- Transaminase Glutâmico Pirúvica

TGI – Trato gastro-intestinal

UTI- Unidade de Terapia Intensiva

VIH – Virus de Imunodeficiência Humana Adquirida

XIII
INTRODUÇÃO

Em sede de introdução importa referir que a especialidade de Medicina Geral e


Familiar, a que decidimos fazer, é uma especialidade médica que se reserva em
promover cuidados de saúde a todos os que procuram o médico de família,
independentemente da idade, sexo, etnia ou estado de saúde, de forma personalizada (a
cada um o que precisa), global (abarcando todos os problemas de saúde), acessível (está
junto das pessoas) e em continuidade (ao longo do tempo).
Essa importante especialidade assenta no modelo bio-psicossocial, que inclui os dados
da pessoa, o seu passado, a sua estrutura familiar e o contexto da sua comunidade, e
entende que a interação com a pessoa pode ser, por si só, terapêutica.
O especialista formado em Medicina Geral e Familair é chamado de médico de família,
que cuida da pessoa, em termos de prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e
cuidados paliativos.
O especialista de Medicina Geral e Familiar trabalha em conjunto com outros
profissionais, médicos e não médicos, promovendo a coordenação dos cuidados de
saúde prestados, através da articulação entre os seus diferentes níveis.
A Medicina Geral e Familiar é, pois, uma medicina personalizada que proporciona a
cada um os cuidados que mais necessita, contribuindo para que todos possam
desenvolver ao máximo as suas capacidades. (1).
A Medicina Geral e Familiar tem como finalidade o estudo do processo de saúde -
enfermidade da pessoa, grupos humanos, família e comunidade, e desenvolve variantes
de aplicação de métodos científicos segundo o objeto de trabalho que sãoː o método
clínico, a terapia familiar e epidemiológico.

O Médico Geral Integral maneja o ciclo vital da família e é capaz de prevenir ou


diagnosticar precocemente as diferentes crises familares assim como interpretar os
sentimentos de culpa que em ocasiões afetam os membros da familía ante uma crise
transitória ou não, para participar na sua solução, e solicitar ajuda de outros especialistas
quando for necessário. (2).

O médido de família também se preocupa em:

8
- Caracterizar a situação de saúde de uma comunidade, abordagem das causas e
consequências dos problemas de saúde da comunidade, avaliar os principais problemas
de saúde de uma comunidade para estabelecer prioridades que permitam definir
alternativas de solução que melhorem o nível de saúde do grupo ou comunidade.

- Realizar investigações causais com base nos problemas detectados, estabelecer


soluções alternativas.

- Compreender as causas e consequências dos problemas de saúde na comunidade.


Análise do contexto, riscos, serviços de saúde, danos à saúde de indivíduos e famílias.
(2.1).

Tendo em consideração à importância do curso de Medicina Geral e Familiar, o


Executivo angolano tem estado a criar condições para continuar a formar
quadros nesta área a fim de nos próximos anos termos em número nignificativo
de médicos de família, para corresponderem com os objectivos do plano
nacional de formação de quadro no nosso País.

9
IDENTIFICAÇÃO E CARREIRA ACADÉMICA

1. IDENTIFICAÇÃO

Nome Rosa da Graça Nsuami Nkungo


Nome do pai Fernando Agostinho Nkungo
Nome da mãe Maria Salomé Nsuami Massiala
Data de Nascimento 10.03.1989
Local de nascimento Cabinda
Nacionalidade Angolana
N.o Bilhete de Identidade 002623974CA037
N.º da Ordemdos medicos 5976
Profissão
Profissão Médica
N.º de agente 99123607
Província onde nasceu Cabinda
Residência Luena
Município onde vive Luena
Rua 2.ª rua
Casa S/N.
E-mail rosa1nsuami@[Link]
Telefone 932180640

1. CARREIRA ACADÉMICA

1.1 FORMAÇÃO PRÉ-GRADUADA


 1999-2008 – Ensino de base, na Escola Missionária São José de Cluny, em Cabinda;
 2009-2011 – Ensino Médio, na escola Missionária Santa Madalena, na opção de
Ciências Físicas e Biológicas, em Cabinda.

10
1.2 FORMAÇÃO GRADUADAUNIVERSITÁRIA
 2012-2017 – Licenciatura em Medicina Geral, pela faculdade de Medicina da
Universidade 11 de Novembro, em Cabinda.

1.3 FORMAÇÃO PRÉ-INTERNATO


 Após licenciatura em Medicina Geral participei em Jornadas Científicas, curso de
preparação para concurso público de médicos clínicos gerais, em Luanda, em 2019.

1.4 FORMAÇÃO PÓS-GRADUADA

De 18 de Junho a 03 de Julho de 2018 – curso de curta duração de capacitação


profissional Atenção Primária de Saúde, ministrado pela Faculdade de Medicina da
Universidade 11 de Novembro, em Cabinda;

INTERNATO DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA

Identificação
De 2021/2022 – Primeiro ano do Internato Complementar de Medicina Geral e
Familiar.
Oreintador: José Luís Muguercia Silva
Local da formação: Hospital Municipal do Moxico
Directora: Jorgina Mununga
2022/2023- Segundo Ano do Internato Complementar de Medicina Geral e Familiar.
Local de formação: Hospital Municipal do Moxico
Orientador de Formação: José Luís Muguercia Silva

11
Estágio curricular obrigatório na Faculdade de Medicina da Universidade 11 de
Novembro, em Cabinda (6.º ano).
Vale referir que o 6º ano do curso de medicina estava reservado para o estágio curricular
obrigatório das cadeiras-chaves do curso de Medicina, com o objectivo de pôr em
prática os conhecimentos teóricos adquiridos na sala de aula.
Para tal, os estudantes eram distribuídos em grupos, nas diferentes áreas: Medicina
Interna, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia, Obstetrícia e Saúde Pública.
A permanência era de 8 semanas em cada área, sendo as actividades supervisionadas
pelos departamentos correspondentes.
Para a conclusão do curso de Medicina na Universidade 11 de Novembro, fomos
submetidos a duas provasː uma prova prática e outra teórica nacional, com mais de 100
perguntas, e esas perguntas eram complexas; isso tinha ocorrido em Novembro de
2017.

Quadro n. ᵒ1: Resumo das rotações do 6º ano de Medicina


Área de rotação Local Responsável Duração
Cirurgia Geral H. P de Cabinda Dr. Leandro Afonso 8 Semanas
Ginecologia e Maternidade 1.º de Dr. Leo Santos 8 Semanas
Obstetrícia Maio, em Cabinda
Medicina Interna H.P de Cabinda Dr. Ricardo Serrano 8 Semanas
Pediatria H.P de Cabinda Dr Rodrigo Mareno 8 Semanas
Saúde Pública Centro de Saúde do Dra. Anastância Dias 8 Semanas
Lombo-Lombo
Fonteː Cronograma do 6º ano da FM, da Universidade 11 de Novembro

 Cirurgia Geral
No serviço de cirurgia geral do Hospital Provincial de Cabinda, as nossas actividades
iniciavam pelas 7h, com lista de presença, depois a passagem de visita com o docente
especialista de Girurgia Geral, pelas enfermarias dos doentes internados, e para ver as
novas entradas para posterior distribuição dos doentes com os internos, a fim de serem
evoluídos, e também para a realização de outros procedimentos médicos e de
enfermagem.

Os bancos eram feitos uma vez por semana, onde tínhamos o privilégio de ver todas as
patologias cirúrgicas e realizações de pequenas cirurgias durante as 24h. A passagem de

12
banco era sempre às 7h30, e era da responsabilidade dos médicos estagiários internos
do 6º ano.

 Ginecologia e Obstetrícia
Os estágios de Ginecologia e Obstetrícia foram realizados na Maternidade Provincial 1º
de Maio, em Cabinda. As nossas actividades iniciavam às 7h30, com a assinatura da
lista de presença, posteriormente incorporação dos internos em distintas áreas de
serviços, tais como sala de parto, puerpério normal e patológico, banco de urgência,
consulta externa, cirurgia, obstetrícia e neonatologia. Nessas áreas fazia-se a evolução
das pacientes.

Os bancos de urgência eram feitos uma vez por semana, isto é, 24h. A passagem de
banco era da responsabilidade do interno estagiário do 6º ano, e posteriomente fazia-se a
passagem de visita geral.

Relativamente aos seminários e as clases docentes, estes eram feitos no período da


tarde, com a equipa docente e especialista em G.O, de acordo com a cronologia do
programa.

 Medicina Interna

Os estágios formativos foram feitos no Hospital Provincial de Cabinda, onde tivemos a


oportunidade de ver diversas patologias de medicina, realizávamos os passes de visita
com a docente, éramos distribuídos em salas de internamento com capacidade de 10
camas em cada sala docente, os bancos eram de 24h, os seminários eram realizados na
sala de conferência do mesmo hospital no período vespertino.

Nesse estágio realizávamos passes de visita pela manhã com a especialista e médico
interno responsável pelas salas, posteriormente discussões de casos, recebíamos
transferêcias das outras unidades hospitalares, aprendemos todos os procedimentos de
medicina como: punção abdominal, argalhar, paracenteses, introdução da sonda
nasogástrica, toracocenteses, cateterização venosa profunda, etc.

As reuniões matinais eram realizadas às segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras.


Os bancos eram realizados uma vez por semana.

 Pediatria
A rotação de Pediatria foi feita no Hospital Provincial de Cabinda, nos serviços de
pediatria sob coordenação de docentes com os especialistas de pediatria.
13
As actividades iniciavam às 7h30, com a lista de presença, seguidamente as orientações
do docente, e posteriormente a destribuição dos internos nas salas de internamento. As
salas existentes na altura eramː salas de pnemologia, salas da DDA, salas de micelánias,
sala de cuidados intensivos e sala de nutrição.

Os seminários e outras classes eram feitos na Faculdade de Medicina, os passes de visita


em cada sala eram feitos em dias alternados, com discussão de casos relevantes das
salas. Fazíamos os bancos semanalmente, com duração de 24h.

A apresentação dos bancos era feita na sala de reuniões, junto com os internos de outras
especialidades.

Durante a nossa permanência em salas, aprendemos muitos procedimentos pediátricos


importantes com ajuda dos especialistas e médicos de outras áreas.

 Saúde Pública
O estágio foi feito no Hospital Municipal do Chinga, em Cabinda. Esse hospital conta
com serviços de medicina geral, pediatria, obstetrícia ou CPN, pequena cirurgia, CATV,
PAV, farmácia interna, laboratorio de análises clínicas, serviço de estomatologia,
lavandaria, cozinha e área administrativa. Possui também um Banco de Urgência com
sala de observação onde era realizado o tratamento e acompanhamento de casos que
assim fossem requeridos, sala de parto, PAV. O hospital do Chinga atende diariamente
mais de 50 pacientes locais e outros oriundos de zonas adjacentes. Naquela unidade de
saúde, as enfermidades transmissíveis são as mais frequentes como malária, IRA, DDA,
síndrome febril e traumas, entre outros.

As actividades eram assistenciais, realizávamos consultas e passe de visita. No entanto,


fazíamos banco uma vez por semana.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL PRÉ-INTERNATO

Após licenciatura em Medicina Geral, participei em jornadas científicas, curso de


preparação para o concurso público de médicos clínicos gerais, em Luanda, em 2019.

De 18 de Junho a 03 de Julho de 2018 – curso de curta duração de capacitação


profissional Atenção Primária de Saúde, ministrado pela Faculdade de Medicina da
Universidade 11 de Novembro, em Cabinda.

14
[2021 - Atual]: Médico interno de Medicina Geral e Familiar.
Orientadores: Dr. José Luís Muguercia Silva e Dr. José Arcádio Caballero Camacho
Local da formação: Hospital Municipal do Moxico
Director Geral [atual]: Idanilson Malassa
Em Junho de 2022 fui colocada para trabalhar como Diractora Geral do Centro Heróis
de Kangamba, durante oito meses.

Directora Clínica [atual]: Rosa da Graça Nsuami Nkungo

2. INTERNATO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR

2.1. CREDITAÇÃO DO INTERNATO PELO HOSPITAL MUNICIPAL DO MOXICO E


OUTROS CENÁRIOS DOCENTES

Tendo em conta à necessidade de o país desenvolver um sistema de saúde fortalecido,


no qual se coloca o ser humano como o centro de ação, e que tenha a atenção primária
de saúde como estratégia fundamental, iniciou-se a especialidade de Medicina Geral e
Familiar na província do Moxico, no ano de 2021.

Sustentada na cooperação entre os governos da República de Cuba e a República de


Angola, inicia-se a formação de especialistas em Medicina Familiar com o objetivo de
disponibilizar o sistema nacional de saúde angolano especialistas com amplos
conhecimentos e ferramentas de atuação no domínio da prevenção, tratamento oportuno
e a reabilitação dos indivíduos, famílias e comunidades.

A 13 de Maio de 2013, ao abrigo do artigo 137.º da Constituição da República de


Angola, alínea m) do artigo 5.º, do Estatuto Orgânico do Ministério da Saúde, e com
base nos parâmetros e critérios do artigo 12.º do Decreto n.º 17/04 de 31 de Maio, do
Regulamento do Internato Médico Complementar, é reconhecido pelo Ministério da
Saúde, a idoneidade formativa dos cenários docentes da província no Moxico, para a
Especialidade de Medicina Geral e Familiar. O mesmo teve início em Agosto do 2021.

2.2. APRESENTAÇÃO DO INTERNATO

Coordenador do Internato - Dr. José Luís Muguercia Silva, até Junho de 2024, e Dr.
José Arcádio Caballero Camacho, até atualidade.

15
O internado de MGF no país teve a duração de três anos lectivos. Entretanto, devido ao
contexto da Pandemia da COVID-19, e algumas irregularidades, para o início do nosso
ano lectivo, tinha se registado um ligeiro atraso.

Os anos lectivos foram subdivididos por rotações que são: Medicina Geral e Familiar,
Medicina Interna, Pediatria, Cirurgia e Ortotraumatologia, Ginecologia e Obstetrícia,
Banco de Urgência Adulto/Pediátrico e Consultas Externas.
Realizaram-se cursos curriculares e formações curtas em diferentes matérias. Cada um
desses estágios teve a duração estabelecida pelo programa complementar da
especialidade.
As rotações foram separadas em:
 Atenção primária (atenção primária de saúde) que eram desenvolvidas em
Centros de Saúde da cidade do Luena, nomeadamente: Centro de Saúde Irmão
Zati, Centro Nutricional, comunidade Santa Rosa e Hospital Municipal do
Moxico.
 Hospitalares (Pediatria, Medicina Interna, Urgências médicas, GO) eram
desenvolvidas no Hospital Geral do Moxico e Maternidade Provincial.

16
Quadro n.ᵒ 2։ Abaixo espelha cada rotação, duração e responsáveis. Resumo das
Rotações
Rotações Duração (semanas) Responsáveis
1ro ano
Cuidados primários de saúde 20 Dr. José L. Muguercia Silva
Medicina Interna 6 Dr. Luís Hernández Arredondo
Pediatria 6 Dra. Elisabet Palau Benítez
Cirurgia e Ortotraumatologia 4 Dr. Esguel Vilaseca Fonseca
Ginecologia e Obstetrícia 6 Dr. Aroldo Portellez Marrero
Urgências Hospitalares 1 Dr. Alberto Adrián Sánchez Rodríguez
2do ano
Dr. José L. Muguercia Silva
Cuidados primários de saúde 8
Dr. José Arcádio Caballero Camacho
Pediatria 6 Dra. Tahimí Iglesias Vera
Cirurgia Geral 4 Dr. Ricardo Estrada Rodríguez
Ginecologia/Obstetrícia 4 Dr. Aroldo Portellez Marrero
Medicina Interna 6 Dr. Orlando Viñet Cordovez
Urgências Hospitalares (Cuidados 6 Dr. Alberto Adrián Sánchez Rodríguez
intensivos)
3ro ano
Dr. José Arcádio Caballero Camacho
Módulos de CPS 15
Dr. José Ignacio Díaz Solís
Medicina Interna 6 Dra. Consuelo Nápoles Marín
Pediatria 6 Dra. Mailin Astorga Machin
Ginecologia e Obstetrícia. 5 Dra. Moraima Méndez Moreno
Dr. Yusbel García Alarcón
Psiquiatria e saúde mental 4 Hospital Psiquiátrico de Luanda
Doença oncológica e cuidados 4 Hospital Oncológico de Luanda
paliativos

17
Houve também cursos de formação e formações curtas segundo o programa de cada
ano.
Quadro n.ᵒ 3
1ro ano
Cursos Duração (horas) Responsáveis
Promoção da saúde 20 Dr. José L. Muguercia Silva
Genética 10 Dr. José L. Muguercia Silva
Bioética 10 Dr. José L. Muguercia Silva
Imunologia 20 Dr. Orlando Viñet Cordovés
2do ano
Metodologia Científica 40 Dr. José L. Muguercia Silva
Estatística 30 Dr. José L. Muguercia Silva
Demografia 34 Dr. José L. Muguercia Silva
Malária 10 Dr. José Ignacio Díaz Solís
Electrocardiograma 16 Dra. Rosa M. Martínez Peró
Radiologia Convencional 36 Dra. Yudith Llópiz Aguilar
Soporte Básico 16 Dr. Amilkar Molina Reyes
Soporte Avançado de Vida 30 Dr. Alberto Adrián Sánchez Rodríguez
Formações curtas
Doenças otorrinolaringológicas 40 Dra. Dayma Guzmán Benítez
[Link] González Limere
Doenças oftalmológicas 40
Dr. José Antonio Fernández Bruceta
Doenças dermatológicas 240 Dra Marilha
3ro ano
HIV/SIDA 36 Dra Cândida Campos (HMMx)
Saúde Comunitária 12 Dra Aurora Caridade Garcia
Saúde Pública 16 Dr José Luis Muguerciada Silva
Epidemiologia 36 Dr José Luis Muguercia da Silva
Nutrição 40 Dra Yakarelys Castro
Tuberculosis 12 Dr Fernanco Feijo
Administração em saúde 40 Dr Zadoc Miza Nguiji

18
3. CARACTERIZAÇÃO DOS LOCAIS DE ROTAÇÃO

3.1. HOSPITAL MUNICIPAL DO MOXICO (HMMx)


O HMMx é dirigido pelas seguintes entidades:

Diretor Geral: Idanilson Malassa

Diretora Clínica: Rosa da Graça Nsuami Nkungo

Diretora de Enfermagem: Sílvia Conde

Diretora Administrativaː Ana Sara Miguel

A estrutura do hospital compreende os seguintes serviços:

• Banco de Urgênciasː Enfermaria n.º 01 recepção, sala de triagem, 5 (cinco)


consultórios, sala de espera, sala de emergência, 3 (três) salas de Observação, 1 (uma)
pediátrica, 2 (duas) salas para adultos, (1) uma sala de pequenas cirurgias e curativos,
pequena farmácia, 1 (uma) sala de trauma, serviços de apoio aos utentes, copa e quartos
de banho, sala dos médicos e dos enfermeiros.

O HMMx tem a capacidade de 130 camas, 22 médicos, entre esses, 11 são estudantes e
cinco estrangeiros.

O edíficio administrativo tem quatro gabinetes, dos quais, o do Diretor Geral, o da área
Administrativa, o Clínico, o de Enfermagem e o da Secretaria-Geral.
• Bloco Operatório. Enfermaria n.º 02

Sala de Parto Enfermaria n.º 02.

• Bloco Pediátrico: Enfermaria n.º 04, internamento com 86 camas;

• Bloco de Medicina Interna: Enfermaria n.º 03, internamento com 45 camas.

• Laboratório de Análises clínicas;

• Serviços de Diagnóstico de Rx;

• Banco de Sangue;

19
• Consultas externas, com cinco consultórios, área da estatística, área de infantária,
farmácia central, área da morgue, área da cozinha, área da A.P.S, parque de
estacionamento, área administrativa e área de registo.

3.2. CENTRO DE SAÚDE IRMÃO ZATI

O Centro de Saúde Irmão Zati está localizado no bairro Popular, na cidade do Luena, no
Município Moxico, tem como foco atenção primária. Atende pessoas de todas as idades,
sexo e proveniência, sob direcção dos seguintes responsáveis:

Directora: Maria de Fátima de Almeida

Supervisora de Enfermagem: Graça Mutundo Zinha


Administradora։ Eugénia Petrónia.
Inaugurado em 11/11 ̸ 2004

Áreas de serviço: Recepção, triagem, banco de urgência, e conta com três marquisas.
Consultas de medicina, com duas salas, pediatria com uma sala, puericultura, nutrição,
planeamento familiar, consulta pré-natal, PAV, programa de HIV, laboratório, farmácia
e área administrativa com três gabinetes. Esse centro atende um total de 60 utentes por
dia.

3.3. CENTRO DE SAÚDE DE NUTRICÇÃO

O Centro de nutrição está localizado no bairro Social da Juventude. Esse centro está
dentro do Centro de Saúde do bairro Social da Juventude. Ele foi inaugurado em março
de 2013.

O director Geral do hospital é Fernando Zola

A directora administrativa é Marcelina Jamba

O Centro tem um consultório médico, uma sala de espera, uma cozinha, três wc, uma sala de
espera, um pavilhão e área administrativa.

O Centro tem dois enfermeiros, uma sala de tratamento, dois gabinetes da área
administrativa.

20
3.4. HOSPITAL GERAL DE MOXICO (HGMx)

O HGMx é dirigido pelas seguintes entidades:

Diretor Geral: Dr. Zadoque Ezequiel Nguinji Miza

Diretora Clínica Interina: Dra. Jorgina Esperança Muhunga Caculo

Diretor Pedagógico e Científico: Dr. Vitorino Jamba

Diretora de Enfermagem: Amélia Angélica Fernando

Diretora Administrativa: Domingas Cristina Sombo


O Hospital Geral do Moxico foi inaugurado a 14 de Fevereiro de 2015, pelo malogrado
Presidente da República José Eduardo dos Santos; atualmente publicado no Diário da
República n.º 451/24, Série n.º 8/886, de 11 de Janeiro de 2024, na categoria de
hospital- escola para as diversas especialidades.
Localizado na Província do Moxico, no Município do Moxico, Cidade do Luena,
limitado ao este pelo Governo Provincial do Moxico, ao Oeste pelo bairro Hospital, a
Sul pelo SIAC e a Norte pelo Edifício do SINSE.
Com capacidade de 219 camas, este Hospital atende pacientes de todas as idades e sexo,
é uma unidade de referência, do nível secundário, com uma força de trabalho de 526
funcionários. Recebe pacientes provenientes de todas as unidades sanitárias da
província e não só, vindos das províncias vizinhas (Lunda-Sul e Lunda-Norte e Bié),
com uma média de 1000 pacientes por dia. Com carácter assistencial e formativo, onde
ocorre formações de diferentes especialidades e prestação de atividades de referência.

Missão: Prestar serviços na área de saúde, com qualificação constante dos profissionais,
tecnologia adequada e gestão eficaz, visando à prevenção e recuperação da saúde de
seus utentes e contribuindo para o desenvolvimento de medicina e a melhoria da saúde
da província.

Os serviços que compõem o HGMx são: Urgência em: medicina, pediatra, cirurgia e
ortotraumatologia.

Banco de urgência adulto: constituído por três consultórios e quatro salas de observação
dos pacientes, uma sala de emergência ou pequena UTI, duas salas de observação dos
doentes, uma masculina e outra feminina, uma sala de curativo, uma sala de tratamento,
um gabinete do chefe, laboratório para colheita e farmácia, com sistema de triagem de

21
manchester, a média de atendimento de pacientes é de 8.000 mil pacientes por mês.

Bloco Administrativo com quatro gabinetes (Diretor-Geral, Administrativo, Clinico,


Pedagógico e de Enfermagem) e uma Secretaria-Geral.
Bloco Operatório é composto por três salas operatórias, duas com cirurgias maiores e
uma menor, comporta 12 técnicos.
Serviços de Cirurgia, Ortopedia e U.C.I estão localizados no bloco C, com um total de
15 camas.
Serviço de Medicina é composto por dezasseis salas de internamento: serviço de
hemodiálise, com 11 cadeiras com os seus respectivos monitores.
Serviço de pediatria: farmácia central; farmácia externa, serviços de apoio de
diagnóstico e terapéutico: dois laboratórios de análises clínicas, um para pediatria
(urgência), e outro para os restantes serviços de hemoterapia; serviço de imagiologia;
sala para radiografia, tomografia computadorizada e ecografia, serviço de fisioterapia;
serviço de estatística; consulta externa: possuí consultórios de medicina, ortopedia,
oftalmologia, otorrinolaringologia, estomatologia e serviço [Link]ósito de
medicamentos e a área de gazes medicinais atende pacientes de todas as idades e sexo.
O HGMx é um hospital de referência do nível secundário, atende mais de 200 pacientes
por dia, é uma unidade hospitalar que além dos técnicos efectivos, conta com estagiários
dos diferentes cursos de saúde (enfermagem, análises clínicas, hemoterapia, psicologia).

4. MATERNIDADE PROVINCIAL

Directora Geral: Irondina Júlio


Director Clínicoː Assunçaão Marcos Wica
Directora de Enfermagem: Isabel MwenhoTomás
Director Administrativo: Luís Domingos Mufes
Inaugurando no dia 13̸02̸ 2015 pelo Ex-Ministro da Saúde.
Localizado no bairro 4 de Abril, a cinco quilómetros ao este da cidade do Luena,
município sede.
Possui 16 blocos divisórios, com capacidade para 140 camas. O primeiro bloco é
constituído pela Administração e Gestão do Hospital, engloba uma biblioteca, sala de
refeições, balneários entre outros serviços sociais. O segundo bloco alberga os serviços
do centro materno-infatil, sala de neonatologia e de observação, com sete camas cada,

22
sala de espera, área de vacinação, consultório médico, sala de espera. O bloco três é
reservado a consultas externas, possui salas de triagem, de pós-parto, serviços de
planeamento familiar, área administrativa, arrecadação, entre outros.
As urgências foram congregadas no quarto bloco, que comporta sala de observação com
seis camas de tratamento e os serviços sociais.
Segue-se o bloco da sala de parto composto por duas salas de parto, e com 11 camas
cada, quatro salas de pós-parto, sala de berço para 30 crianças, sala de incubadora, 14
fixas e duas de emergência, e sala de tratamento.
O 6º compartimento coresponde a farmácia, e o 7º integra os serviços de imagiologia e
hemoterapia, constituído por salas de mamografia, ecógrafo, RX digital, banco de
sangue, salas de colheitas de sangue, entre outras.
O 9º compartimento é reservado pelo bloco de operações e centro de esterilização. O
espaço contém três blocos operatórios, uma sala pré-operatório, dois berços aquecidos.
Na área de esterilização encontram-se as salas de descontaminação, de lavagem, de
resíduos e uma vasta sala de desinfecção, além do bloco de embalamento e armazém
interno.
O laboratório especializado que se pode localizar no 10º bloco é constituído por quatro
salas de colheitas e igual número de salas de análise, enquanto o 11º está reservado à
área interna constituída por um refeitório para 140 pessoas e salas de estar infantil para
filhos dos funcionários com até cinco anos.
O 12º bloco pertence ao armazém, e conta com uma arrecadaçaão de apoio à cozinha, a
área técnica, sala de manutenção entre outras.
Do décimo 13º ao 16º bloco são áreas de internamento, nomeadamente de cirurgia
obstetrícia e ginecologia, bem como de puerpério patológico.
A infra-estrutura possui também uma morgue no extremo norte do hospital com 12
gavetas e crematório.

23
5. DESCRIÇÃO DAS ROTAÇÕES

5.1. ROTAÇÃO DE MEDICINA INTERNA


CRONOGRAMA DE ROTAÇÃO
Qudro n.ᵒ 4։ Cronograma de rotações em Medicina Interna
Ano académico 1ro ano 2do ano 3ro ano Total
Período da
20/12/21 – 29/1/22 2/1/23 – 5/2/23 5/5/24 – 8/6/24
rotação
Duração
6 6 6 18
(semanas)
Carga horária
240 240 240 720

Dr. Luis Hernández Dr. Orlando Dra. Consuelo


Responsável
Arredondo Viñet Cordovés Nápoles Marín
Fonte: Cronograma de rotações

APRESENTAÇÃO DO SERVIÇO
O Serviço de Medicina interno localiza-se no HGMx. Ele está composto por 16 salas de
internamento e um total de 59 camas e consultas externas. Quanto aos recursos
humanos, o Hospital conta com três médicos especialistas e seis médicos gerais. O
pessoal de enfermaria é de 31 enfermeiros licenciados e técnicos em enfermaria. Possui
também o serviço de banco de urgências onde são atendidos todos os pacientes que
chegam com alguma situação médica.
Nós os internos de MGF fomos atendidos em todo momento pelos médicos especialistas
cubanos que se encarregavam da supervisão de todas as nossas atividades, incluindo os
bancos de urgência.

Para além das importantes informações do quadro acima, importa referir que o
serviço de Medicina Interna encontra-se localizado na Enfermaria n.º 03 do Hospital
Geral do Moxico, estando este último localizado na província do Moxico, na cidade de
Luena.
Organização do trabalho realizado. No que diz respeito ao trabalho interno realizado,
participei das actividades diárias do serviço: reunião matinal, passe de visitas docente,
avaliação dos pacientes, elaboração dos diários clínicos, actualização e revisão
terapêutica de doentes internados, discussões de casos clínicos, conforme o calendário

24
pedagógico; realização de consultas, preenchimento de fichas de alta, certificado de
óbito e encerramento dos processos clínicos.
Estabeleci o diagnóstico presuntivo, positivo, diferencial e as complicações das
doenças crónicas não transmissíveis, transmissíveis e infecciosas; orientei medidas de
reabilitação, de prevenção de doenças e promoção à saúde; dei apoio psicológico aos
pacientes e familiares tendo em conta aos princípios da ética médica. O
desenvolvimento das actividades foi tutelado por professores especialistas; e realizei
actividades de banco de urgência.
No que diz respeito às principais patologias observadas, e de acordo com o
programa de ensino, aprofundei o conceito, classificação, factores de risco, clínica;
conduta diagnóstica, terapêutica e preventivas e prognóstico das seguintes doenças:
diabetes mellitus, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral,
insuficiência renal, neoplasias de palmeo, anemias, malária, VIH/sida, tuberculose,
neumonia, bronconeumonía e hepatopatía (cirrosa hepática e insuficiencia
hepatocelular).

OBJECTIVOS DA ROTAÇÃO
• Estabelecer diagnóstico presuntivo, positivo e diferencial das doenças
transmissíveis e as não transmissíveis, tendo em conta os dados aportados pela
anamnese e exame físico; Indicar e interpretar as provas diagnósticas
necessárias, para confirmar o diagnóstico. Estabelecer o diagnóstico
etiopatogénico e complicações; fazer internamento e interconsulta, orientar o
tratamento médico ou cirúrgico e medidas de reabilitação, indicar medidas de
prevenção e promoção de saúde.
• Dar apoio psicológico ao paciente e familiares tendo em conta aos princípios da
ética médica.

DESCRIÇÃO DAS ACTIVIDADES REALIZADAS


Todos os dias laborais, os internos assistiam às reuniões de entrega de banco realizadas
na sala de congressos do hospital. Ali se discutiam os casos vistos no dia anterior, assim
como os pacientes complicados ou falecidos.

Depois íamos à sala de internamentos, os internos atendiam pacientes das salas


atribuídas. Todos os dias se realizavam passe de visita docente, assistencial e com
frequência; os especialistas dissertavam sobre um tema específico.

25
A maior parte das actividades foram transversais a todas as rotações hospitalares, sem
excepção. As actividades desenvolvidas no serviço de Medicina foram as seguintes:
• Actividade assistencial
• Discussão de casos
• Aulas teóricas
• Seminários
• Passagens de visita

Era responsabilidade do interno preparar os casos com antecedência para apresentação.


Durante a passagem de visita, além da discussão sobre os pacientes, em poucos minutos
abordava-se algum tema dado pelo docente no dia anterior e, a maioria das vezes
relacionado ao diagnóstico de um paciente.
Os pacientes eram distribuídos segundo o ano académico de cada interno. O período da
tarde estava reservado para aulas e seminários. Os temas foram inicialmente distribuídos
por ano académico, posteriormente passaram a ser os mesmos para todos os anos, para
melhor discussão. Durante toda a rotação existiu muita exigência dos professores
quanto à disciplina e ao estudo dos casos a debater. Realizei várias apresentações de
casos, os que eram discutidos semanalmente com a assistência de médicos de outras
especialidades que davam sua contribuição a cada caso.

Todos os pacientes eram atendidos com enfoque integral, enfatizando nas ações de
promoção de saúde e prevenção de doenças e as complicações. As atividades de
reabilitação também foram importantes em pacientes com enfermidades não
transmissíveis.

Realizei várias atividades de interconsulta com outras especialidades como cardiologia,


psiquiatria e terapia intensiva.

O intercâmbio de informação com os familiares, sobretudo dos pacientes graves e


falecidos, constituiu também um desafio durante esta estadia.

Do ponto de vista prático realizei numerosos procederes e participei como ajudante ou


observadora em outros procederes, sempre sob supervisão de um professor.

26
Quadro n.ᵒ 5։ Descrição das aulas e actividades académicas na rotação de Medicina
Interna
Seminários / Revições bibliográficas Temas discutidos
Hipertensão arterial Medicamentos que atuam sobre o Sistema
Respiratório
Diabetes Mellitus Medicamentos que atuam sobre o Sistema
Cardiovascular
Asma Bronquial Cetoacidose Diabética
Neoplasia de Pulmão Transtornos do Equilíbrio Ácido básico
Insuficiência Cardíaca Terapia Antimicrobiana
VIH/SIDA Passos para o preenchimento da certidão
de óbito
Tuberculoses Doença cérebro-vascular
COVID- 19 Dor torácica – Síndrome Coronariano
Agudo
Malária Arboviroses
Doença pulmonar obstructiva crónica Discuções clínico- radiológicas de
Tuberculoses pulmonar
Síndrome mediastinal Urgência e emergência hipertensiva
Endocardite
Cardiopatía isquémica
Tromboembolismo pulmonar
Valvulopatías más frecuentes
Hipertiroidismo e Hipotiroidismo
Sindromes Hipotálamo- hipofisários
Leptospirose e Doenças parasiárias mais
frecuentes
Fonte: Cronograma de Rotações

27
Tabela n.ᵒ 1։ APRESENTAÇÃO ESTATÍSTICA DOS PACIENTES VISTOS NA
ROTAÇÃO DE MEDICINA INTERNA

Sexo Total
Faixa etária
M F
(Anos)
No. % No. % No. %

15 – 24 43 37,7% 71 62,2% 114 9,0

25 – 34 90 39,6% 137 60,3% 227 18,0

35 – 44 155 48,2% 166 51,7% 321 25,5

45 – 54 137 55,9% 108 44,0 245 19,4

55 – 64 99 49,2% 102 50,7% 201 15,9

≥ 65 85 57,0% 64 42,9% 149 11,8


Total 609 48,4 648 51,5 1257 99,6
Fonte: Processos clínicos | Base de dados internamento.

Foram observados um total de 1257 utentes, sendo as faixas etárias compreendidas entre
25 a 64 anos de idade de maior prevalência. Este comportamento poderia ser devido a
que essas são as idades predominantes na nossa população, falta de interesse em adotar
ações de prevenção. Evidenciou-se também nessa idade porque houve uma alta
incidência de doenças transmissíveis como a febre tifóide, a malária que é endêmica em
nosso país e apresenta altas taxas no Moxico.

O sexo predominante foi o feminino com 51,1 %, devido ao facto de as mulheres se


exporem com mais frequência a fatores de risco que aumentam a probabilidade de
sofrer algumas patologias, exː o stress diário e outros riscos. As mulheres pelas tarefas
diárias que desenvolvem e pelas dificuldades financeiras e responsabilidades acrescidas,
às vezes podem desempenhar também as tarefas de mãe e pai ao mesmo tempo, menor
cuidado de si mesmas em relação ao estado física, e também pelo estilo de vida pouco
saudável que levam.

28
Tabela n.º 2: Distribuição dos pacientes atendidos nas rotações de Medicina Interna por
patologias mais frequentes, no HGMx 2021/2024
Patologia* I.C.P.C No. %
Malária simples A73 330 25,6
Malária complicada A74 150 11,6
Broncopneumonia R80 69 5,3
Febre Tifoide 83 6,4
Pneumonia adquirida na R81 50 3,8
comunidade
Doença diarreica aguda D11 59 4,5
Dengue A78 24 1,8
Parasitose intestinal D70 37 2,8
Retrovirose crónica B90 75 5,8
ITS X70 40 3,1
Tuberculose pulmonar R83 36 2,7
Tuberculose extrapulmonar A70 4 0,3
Hipertensão arterial K86 99 7,6
Crise hipertensiva K87 79 6,1
Doença cerebro vascular K87.02 59 4,5
Drepanocitose com Crise B78 10 0,7
Vasoclusiva Dolorosa
Insufuciência Cardíaca K77 30 2,3
Descompensada
Diabetes Mellitus T90 41 3,1
descompensadas
Doença Pulmonar Obstrutiva R95 13 1,0
Crónica
Outras 15 1,1
Total 1287 100
Fonte: Processos clínicos | Base de dados Internamento.
Entre as doenças atendidas, foram mais frequentes as infecciosas, sendo a predominante
a malária com um 36,3 % do total.

No caso específico da malária, entende-se que a nossa província se encontra entre as


que têm taxa de prevalência média. Tem um comportamento endêmico com períodos de
alta e baixa incidência. Está diretamente relacionada com as épocas do ano e a

29
ocorrência de chuvas devido ao ciclo biológico do mosquito anófeles. Foram atendidos
um total de 480 pacientes com malária e destes, ainda se considera alta a presença de
complicações, especialmente a hematológica e neurológica no caso dos adultos.

Ainda falta muito por se fazer na prevenção desta infecção, apesar de que com simples
medidas como o controle ambiental e a erradicação do mosquito pode haver um impacto
positivo no controlo. Também se deve trabalhar na educação da população neste
sentido.

De igual forma, a retrovirose crônica (6,3 %) se apresentou em elevada proporção.


Medidas de controlo e sobretudo de educação populacional ainda são insuficientes.
Deve-se incentivar o uso do preservativo e o controlo pré-natal para melhorar os índices
desta doença. Também a promiscuidade é um elemento a ter em conta, especialmente
nas idades jovens.

Entre as enfermedas não transmissíveis, a hipertensão arterial representou a maior


percentagem (7,1 %). O controlo desta patologia é ainda escasso. A educação da
população hipertensa é pobre, essencialmente quanto às medidas não farmacológicas de
controlo e a aderência ao tratamento. Existe igualmente um subregistro da patologia, por
isso o Sistema de Saúde deve procurar melhores maneiras de realizar o diagnóstico em
etapas da enfermidade.

Ao comportar-se como um fator de risco a HTA, de igual forma, observam-se elevadas


taxas de incidência de suas complicações como o AVC (5,8 %) e a insuficiência
cardíaca (4,2 %).

Há necessidade de continuar a fazer o rastreio da hipertensão arterial, incentivar os


pacientes ao controle de factores de risco, cumprimento terapêutico devido ao aumento
desta patologia no nosso meio. Como mostrou o estudo feito por Paquissi em que 68,7%
da população apresentou pré-hipertensão/hipertensão, e apenas 7% tinha os níveis
tensionais controlados. (8)

30
Quadro n.ᵒ 6: Procedimentos realizados no internamento, durante a rotação de
Medicina Interna.

Procedimiento Executante Ajudante Observador Total


Diagnóstico precoce de 30 20 30 80
doenças infecciosas, como
tuberculose pulmonar,
arboviroses, cólera, entre
outras.
Exame do fundo de olho. 20 10 10 40
Otoscopia externa. 10 20 14 44
Interpretar radiografias 30 25 30 75
convencionais simples.
Interpretar 15 10 10 35
eletrocardiograma.
Ressuccitação 20 17 20 57
cardiopulmonar.
Remoção de corpos 10 15 10 35
estranhos em orifícios
acessíveis.
Balanço hidromineral. 20 10 20 30
Toracosentese 10 16 15 41
Paracentese 5 10 7 22
Interconsultas 25 20 20 75
Fonte: Mapa do registo de habilidades do interno.

Fortalezas

 Adequada disponibilidade de recursos na instituição;


 Exigência de pontualidade, assiduidade e disciplina;
 O aprendizado;
 Obrigação em saber apresentar-se aos pacientes;
 Seguimento contínuo e de perto aos internos;
 Exigência dos professores na realização das habilidades;
 Organização do Serviço de Medicina Interna;

31
 A alta morbilidade da população, o que permitiu conhecer, prevenir e tratar
diversas doenças.
Debilidades
 Carência de especialistas de Medicina Interna;
 Carência de outras especialidades na província, o que impede uma adequada
abordagem a cada paciente. (dermatologia, oncologia, hematologia, etc);
 Não feedback comunitário sobre a evolução do paciente;
 Baixa assistência dos pacientes a consultas de seguimento;
 Pouco incentivo para o processo investigativo.

5.2. ROTAÇÃO DE PEDIATRIA


CRONOGRAMA DE ROTAÇÃO
Quadro n.ᵒ 7: Cronograma de rotações em Pediatria
Ano académico 1ro ano 2do ano 3ro ano Total
Período da
31/1/2022 – 12/3/2022 20/2/2023 –1/4/2023 8/1/2024 – 16/2/2024
rotación
Duração
6 6 6 18
(semanas)
Carga horária
240 240 240 720

Dra. Elisabet Palau Dra. Elisabet Palau Dra. Mailín Astorga


Responsável
Benitez Benitez Machin

APRESENTAÇÃO DOS SERVIÇO

Serviço de Pediatria do HGMx.

O Serviço de Pediatria encontra-se localizado no Hospital Geral do Moxico, na


província do Moxico, no município sede. Este serviço é constituído somente por um
bloco, e esse está dividido em oito compartimentos.

1.º sala de triagem e consultas, 2.º, banco de urgências, 3.º internamentos de crianças
maiores de dois anos. 4.º sala de observação, 5.º neonatologio e incubadores, 6.º
nutrição 7.º doenças infeciosos e respiratórias, 8.º laboratório de urgências, 9.º
miscelânia.

32
No que diz respeito à organização do trabalho, este foi sempre feito por rotações e pelos
diferentes serviços, e serviço de banco por duas vezes por semana: doenças infecciosas
e respiratorias, miscelânia, nutrição; participam na reunião matinal, passe de visitas
docente, discussão de casos, discussão clínica-patológica, reunião clínica-
epidemiológica, análises de casos de óbito, discussão de alta e consulta.

Importa referir que se fazia palestra nos acompanhantes das crianças, todos os dias no
início de avaliação dos pacientes internados sobre a prevenção de doenças nas crianças
e sobre as ações de promoção da saúde para evitá-las. Realizei também actividades de
banco de urgência.

Finalmente, constatei que, dentre várias patologias observadas, destacam-se as


seguintes: DDA, malária, doenças infecciosas, alterações do equilíbrio hidro-salino e
ácido básico e doenças nutricionais, sobre as quais aprofundamos o conceito,
classificação, factores predisponentes, clínica, conduta diagnóstica e terapêutica e
complicações.

OBJECTIVO DA ROTAÇÃO
 Ter domínio em termos de conduta diagnóstica e terapêutica das doenças mais
frequentes na população pediátrica;
 Realizar e transmitir medidas de prevenção das diferentes patologias;
 Passar recomendações a familiares sobre as ações de promoção e prevenção a
nível familiar e comunitário.

DESCRIÇÃO DAS ACTIVIDADES REALIZADAS


As actividades traçadas para cumprimento do programa de rotação no internamento de
Pediatria foram as seguintes:
 Actividade assistêncial;
 Discussão de casos;
 Seminários;
 Passe de visita.

Na rotação de pediatria éramos distribuídos da seguinte maneira։

33
Haviam formado três grupos de acordo as necessidades das áreas, ou seja, uma semana
nas consultas externas, uma semana no B.U, uma semana na sala de internamento e
assim fomos fazendo as rotações.

Nestes locais onde fizemos as rotações, víamos diversas patologias e aproveitávamos


tirar dúvidas junto da especialista da área e também com os internos da especialidade da
Pediatria.

Todas as manhãs, por volta das 7h30 eram realizadas as reuniões matinais, onde se
entregavam os bancos e abordavam diversas questões do trabalho da própria instituição.
Os seminários e as avaliações escritas eram realizados nos dias específicos de acordo
com o calendário da rotação. As guardias no banco de urgência eram feitas de acordo a
escala da instituição.

Quadro n.ᵒ 8: Descrição das aulas e actividades académicas na rotação de Pediatria

Seminários / Revisões bibliográficas Temas discutidos


Pneumonías em crianças Anemias mais frecuentes na infancia
Bronquiolitis Bronquiolitis
Recém nacido normal Malaria simples e complicada
Doença diarreica aguda Anemia drepanocítica
Alterações do equilíbrio hidro- salino e Doenças Aparelho urogenital
ácido básico
Doenças exantemáticas
Parasitismo intestinal
Nutrição em crianças
Síndrome de resposta inflamatória
sistémica
Violência infantil
Tuberculose pulmonar
Amigdalite aguda. Otite media aguda
Asma Bronquial em criamças
Insuficiência cardíaca
Infecção urinaria
Hepatitis
Meningite. Síndrome convulsivo
Epilepsia e Paralise cerebral Infantil.
Malformações congênitas mais frequentes
das vias urinárias.
Fonte: Cronograma de Rotações

34
Tabela n.ᵒ 3։ APRESENTAÇÃO ESTATÍSTICA DOS PACIENTES VISTOS NAS
ROTAÇÕES DE PEDIATRIA POR IDADE E SEXO

Sexo Total
Faixa etária
M F
(Anos)
N.º % N.º % N.º %
<1 180 17,9 144 13,9 324 13,5
1–4 420 41,7 393 38,0 813 38,4
5–9 297 29,5 285 27,5 582 26,9
10 – 14 108 10,7 211 20,4 319 21,2
Total 1005 49,3 1033 50,6 2038 96,9
Fonte: Processos clínicos | Base de dados internamento

Em relação a distribuição das crianças por idade e género , atendi mais crianças na faixa
etária entre 1- 4 anos de idade com 38,4% na representatividade do gráfico, o facto
deve-se talvez por ser a faixa etária mais vulnerável e sendo a mesma que apresenta
maiores riscos de complicações da malária, e deve-se também pelas debilidades do
saneamento básico, o não cumprimento das medidas de proteção, as baixas condições
socio-económicas, a cultura enraizada, o índice de assinamento à dependência total dos
progenitores, etc.

Com menor caso a faixa etária de 10-14 anos de idade, isso me me faz pensar que pela
dependência de cuidado que vão adquirindo ao longo do seu crescimento e pela
fortaleza da suas imunidades que ganham, faz com que esta faixa etária seja menos
vulnerável a doenças.

O sexo feminino com maior prevalência, representando 41,7% de todos casos vistos.

35
Tabela n.ᵒ 4: Distribuição dos pacientes atendidos nas rotações de Pediatria por
patologia, no HGMx. 2021/2024

Patologia* I.C.P.C No. %

Malária simples A73 567 27,0

Malária complicada A74 398 18,9

Broncopneumonia R83 89 4,2

Pneumonia adquirida na R74 114 5,4


comunidade

Nasofaringite R80 119 5,6

Doença diarreica aguda D11 267 12,7

Parasitose intestinal DO1 201 9,5

Retrovirose crónica B20 25 1,1

Tuberculose pulmonar A70 23 1,0

Febre Tifóide D70 55 2,6

Crise de Asma Brônquica R96 14 0,6

Dermatoses S76 67 3,1

Cardiopatia Congénita K84 9 0,4

Drepanocitose com Crise B78 35 1,6


Vasoclusiva Dolorosa

Síndrome Convulsivo N07 33 1,5

Traumas A80 22 1,0

Outras ‒ 59 2,8

Total 2097 100

Fonte: Processos clínicos | Base de dados internamento, livros de registos de consultas


externam
A malária no nosso país, em particular na província do Moxico continua a ser a
patologia mais predominante, sobretudo em crianças, representando um total de 27,0%,
a malária simples, e de 18,9 % a malária complicada.

36
Apesar de ainda registarem-se inúmeros casos da malária nessa época, de 22 a 23,
registou-se uma redução do número de mortes de malária na província, e também no
país segundo o Jornal de Angola (atualizado em 16 ̸ 04 /2024).
Infelizmente o nosso país continua a ser endémico de malária, também continuamos a
falhar nas medidas preventivas, sobretudo no saniamento básico.
Com menos prevalência registou-se as crises de asma brônquica, representando um total
de 0,6 % dos casos vistos.
Fortalezas
 O aprendizado, sobretudo nas discussões de casos clínicos;
 Incentivo ao aprimoramento das actividades clínicas, e na investigação;
 Variedade de casos vistos na rotação;
 Trabalho em equipa, boas relações humanas, e bom ambiente de trabalho.

Debilidades
 Carência de especialistas de Pediartia que possam ter maior dedicação ao
trabalho docente;
 Carência de outras especialidades na província, o que impede uma adequada
abordagem a cada paciente. (dermatologia, oncologia, hematologia, etc)
 Não feedback comunitário sobre a evolução do paciente;
 Pouco incentivo para o processo investigativo;
 Escassas investigações científicas.

37
Quadro n.ᵒ 9։ Registo de habilidades em Pediatria
Competências Total O A E Total
mínimo a
realizar
Interpretação de exames complementares. 30 1 4 26 30
Fazer a previsão de doenças 30 3 2 25 30
Avaliação da criança e o adolescente normal, em risco ou 20 2 4 14 20
doentes.
Diagnóstico precoce de doenças infecciosas. 60 20 10 30 60
Aplicação do esquema nacional de imunização 20 3 4 15 20
Interpretar radiografias convencionais simples. 10 2 2 6 10
Balanço hidromineral. 20 1 1 17 19
Puericultura 30 1 2 7 10
O: Observador A: Ajudante E: Executor

5.3. ROTAÇÃO DE CIRURGIA GERAL E ORTOTRAUMATOLOGIA


Quadro n.ᵒ 10։ CRONOGRAMA DE ROTAÇÃO

Ano académico 1ro ano 2do ano Total


Período 21/3/2022 - 3/4/2023 -
relacionado 16/4/2022 28/4/2023
Duração
4 4 8
(semanas)
Carga horária
160 160 320

Dr. Esguel Vilaseca Dr. Ricardo Estrada


Responsável
Sanabria Rodríguez

APRESENTAÇÃO DO SERVIÇO

O serviço de Cirurgia e Ortotraumatología do HGMx está constituído por։ bloco


operatório (B.O.) que está constituido por sala de esterelizaçao, sala pós- operatório,
duas salas de operações (séptico e asséptico) para as especialidades de cirurgia geral e
ortopedia.

38
Este serviço conta com um total de 14 salas de internamento com uma capacidade de 32
camas.
Conta também com um total de 20 funcionários, sendo três vigilantes, três especialistas
e quatro internos de especialidade. Conta também com uma farmácia interna.
Sobre a organização do trabalho nesta rotação de cirurgia, vale referir que todas as
manhãs fazia-se a entrega ou a passagem de banco na sala de reuniões. Posteriormente
visitas de carácter docente nas salas de internamento. Fazíamos consultas externas duas
vezes por semana com a supervisão do especialista da área. Todavia, a discussão de
casos no banco de urgência. As actividades foram supervisionadas por professores
especialistas, tivemos a oportunidade de realizar pequenas cirurgias, e acompanhar
grandes cirurgias no bloco operatório, e também a detectar oportunamente doenças
cirúrgicas nos pacientes, atuando na história clínica do diagnóstico e na conduta a
seguir. Sendo que as patologias mais vistas foram։ hérnias inguinais, escrotais,
abdominais, as hemoroides, apendicite, os traumas por agreção física e por acidente de
viação, as hemoragias digestivas entre outras.

OBJECTIVOS DA ROTAÇÃO

 O objetivo principal foi definir o diagnóstico de patologias cirúrgicas; assim


como orientar uma conduta acertada depois de as diagnosticar;
 Elaborar, controlar e avaliar em todos os aspectos a história clínica do doente
cirúrgico com a visão integral dos factores bio-sociais que influenciam no
diagnóstico e conduta a seguir;
 Actuar eficientemente no pré e pós-operatório das intervenções cirúrgicas;
 Orientar e participar em actividades de reabilitação física, psicológica e social;
 Realizar o trabalho científico com o fim de obter resultados concretos que
ajudam não só a satisfazer a uma necessidade médico-social como também
aumentar os conhecimentos e desenvolvimentos da saúde em geral, e a cirurgia
em particular.
 DESCRIÇÃO DAS ACTIVIDADES REALIZADAS
Para cumprimento dos objectivos acima citados foram traçadas as seguintes actividades:

 Actividade asistencial: discussão de casos;


 Apresentação de caso clínico: aulas teóricas, seminários, passe de visita.

39
Quadro n.ᵒ 11։ Descrição das aulas e actividades académicas na rotação de
cirurgia geral e ortotraumatologia
Seminários /revições bibliográficas Temas discutidos
Cicatrização Abdomen agudo cirúrgico e não cirúrgico
Abdomen agudo peritoneal e obstrutivo Politraumatismo
Abdomen agudo hemorrágico Traumatismo torácico
Uso de antibióticos em Cirurgia Tratamentos de Queimaduras
Infecções cirúrgicas e base antibioterapia Síndrome Compartimental Abdominal
Princípios e tratamento das fracturas Colecistite Aguda
Patologias traumáticas e não traumáticas Apendicite Aguda
Urgências oftalmológicas Peritonite
Urgências otorrinolaringológicas
Fonte: Cronograma de Rotações

APRESENTAÇÃO ESTATÍSTICA DOS PACIENTES VISTOS NA ROTAÇÃO DE


CIRURGIA E ORTOTRAUMATOLOGIA

Tabela n.ᵒ 5: Distribuição dos pacientes atendidos na rotação de Cirurgia por idade e
sexo, no HGMx- 2021/2023

Sexo Total
Faixa etária
M F
(Anos)
N.º % No. % N.º %
15 – 24 13 8,2 12 9,6 25 8,8
25 – 34 40 25,4 24 19,2 64 22,6
35 – 44 51 32,4 32 25,5 83 29,4
45 – 54 24 15,2 29 23,2 53 18,7
55 – 64 22 14,0 23 18,4 45 15,9
≥ 65 7 4,4 5 4,0 12 4,2
Total 157 55,6 125 44,3 282 100
Fonte: Processos clínicos | Base de dados Internamento

Foram atendios um total de 282 pacientes, com maior predomínio do sexo masculino
com 55,6% dos casos vistos, a faixa etária que prevaleceu foi entre 35 à 44 anos de
idade. Esta tendência nos faz pensar de que esta faixa etária é a mais propensa de
padecer com as enfermidades cirúrgicas, sobretudo as hérnias inguino-escrotal, as
hemorroides, as hemorragias digestivas, apendicite e com mais prevalência os acidentes
de viação, pelo número elevado de motociclistas que a província tem, e pela falta de
esperiência dos mesmos.
40
Com menor prevalência a faixa etária maior de 65 anos de idade representando apenas
4,2% dos casos vistos.

Tabela n.ᵒ 6։ Distribuição dos pacientes atendidos na rotação de Cirurgia


porespecialidade, no HGMx- 2021/2023.
Especialidade N.º %
Cirurgia Geral 120 42,5
Ortotraumatología 162 57,4
Total 282 100
Fonte: Processos clínicos | Base de dados Internamento
Foram vistos pacientes maioritariamente em Ortotraumatologia, ressaltando que os
acidentes de viação foram os que mais prevaleceram no nosso meio, representando
deste modo 57,4% e a Cirurgia Geral um 42,5%.

41
Tabela n.ᵒ 7։ Distribuição dos pacientes atendidos na rotação de Cirurgia pelo
diagnóstico/Ano 2021/2023

Patologia* I.C.P.C N.º %


Fracturas L76 51 22,2
Apendicectomia D88 23 10,0
Colecistite D98 6 2,6
Perfuração Intestinal por Úlcera Tífica D94 13 5,6

Abscesos S10 14 6,1


Hernia inguinal D89 45 19,6
Celulite S10 21 9,1
Plastrom Apendicular D80 3 1,3
Hemoria digestiva Alta D16 19 8,2
Quemaduras S14 17 7,4
Úlcera Crónica da pele S97 12 5,2
Outros 29 12,6
Total 229 100
Fonte։ Livro de regito de cirurgia

Dos casos vistos prevaleceram os traumatismos por acidente de viação com um total de
22,2% dos pacientes que acorreram ao hospital, e muitos desses casos chegam ao
hospital já em estado crítico, com choques hemorrágicos e trumatismos crânio-
encefálico. Na realidade devemos estar em alerta e reforçar mais as medidas
preventivas, junto com as autoridades competentes e trabalhar mais com a consciência
do cidadão.

Nas patologias vistas, ressaltar também as queimaduras dérmicas com os seus diversos
graus de aprensetação, com total de 22% dos casos vistos, sobretudo em crianças, relatar
que essa situação deve-se aos acidentes domésticos, isto é, por falta de medidas
adequadas de proteção e o alcance fácil das crianças em aquisição destes objectos
perigosos. Outro relato diz respeito às vendas ambulantes de combustível, sobretudo nas
medidas inadequadas de armazenamento como resultado desta situação, o registo de
várias ocorrências de queimaduras e muitos casos chegam a ser fatais. Por esses

42
motivos é que devemos apostar mais nas medidas prenventivas. Com menor
percentagem vista foi plastrom apendicular.

Quadro n.ᵒ 12: Procedimentos realizados no internamento, durante a rotação de


Cirurgia
Procedimento Executante Ajudante Observador Total

Retirada de pontos + 20 25 10 55
Curativo de feridas

Curativo Celulite 10 15 15 40
Necrotizante
Insisão e curativos de 22 25 15 62
abcessos
Fonte: Livros de registo e tabela de procedimentos
Foram estes procedimentos realizados no banco de urgência de cirurgias e entre outros
que aqui não foram citados.
Fortalezas:Tem mais especialistas, acesso ao bloco operatório;
Exigência de pontualidade, assiduidade e disciplina;
Obrigação em saber realizar apresentação dos pacientes;
O aprendizado;discussão de casos clínicos.
Debilidades:Poucos internos de cirurgia, poucos ténicos formados nesta área, a junção
do B.U, funcionando simultaneamente com os serviços de Medicina.
5.4։ ROTAÇÃO DE GINECOLOGIA E OBSTETRICIA
CRONOGRAMA DE ROTAÇÃO

Quardo n.ᵒ 13: Rotação de G.O.B. 2022 ̸ 2024


1ro ano 2do ano 3ro ano Total
Período de rotação 17/06 ̸ 24
18/4/22 – 28/5/22 10/4/23 – 13/5/23
19/07/24
Duração da rotação
6 6 6 12
(semanas)
Carga horária (horas) 240 240 240 720
Dr. Jusbel
Responsável Dr. Aroldo Portelles Marrero Dr.
Assunção Wica
Fonteː Cronograma da rotação

43
Directora Geral: Irondina Júlio

Director Clínicoː Assunçaão Marcos Wica

Directora de Enfermagem: Isabel MwenhoTomás

Director Administrativo: Luís Domingos Mufes

Inaugurando no dia 13̸ 02̸ 2015 pelo Ex-Ministro da Saúde

Apresentação dos Serviços։

Localizado no bairro 4 de Abril, na proviíncia do Moxico, a cinco quilómetros a Oeste


da cidade do Luena, município sede.

Possui 16 blocos divisórios, com capacidade para 140 camas. O primeiro bloco é
constituído pela área de Administração e Gestão do Hospital, engloba uma biblioteca,
sala de refeições, balneários entre outros serviços sociais.

O segundo bloco alberga os serviços do centro Materno infatil, sala de neonatologia e


de observação, com sete camas cada, sala de espera, área de vacinação, consultório
médico, sala de espera.

O 6.º compartimento corresponde à farmácia, o 7.º integra os serviços de imagiologia e


hemoterapia, constituído por salas de mamografia, ecógrafo, RX digital, banco de
sangue, salas de colheitas de sangue, de recolha entre outras. O 9.º compartimento é
reservado pelo bloco de operações e centro de esterilização. O espaço contém três
blocos operatórios, uma sala pré-operatório, dois berços aquecidos.

Na área de esterilização encontram-se as salas de descontaminação, de lavagem, de


resíduos e uma vasta sala de desinfecção além do bloco de embalamento e armazém
interno. O laboratório especializado que se pode localizar no 10.º bloco é constituído
por quatro salas de colheitas e igual número de salas de análise, enquanto o 11.º está
reservado à área interna, constituída por um refeitório para 140 pessoas e salas de estar
infantil para filhos dos funcionários com até cinco anos.

O 12.º bloco pertence ao armazém, e conta com uma arrecadaçaão de apoio à cozinha, a
área técnica, sala de manutenção entre outras áreas.

Do décimo 13.º ao 16.º bloco são as áreas de internamento, nomeadamente de cirurgia


obstetrícia e ginecologia, bem como a de puerpério patológico.

44
A infra-estrutura possui também uma morgue no extremo norte do hospital com 12
gavetas e crematório. De forma resumida, a Maternida Provincial está constituída por:
consultas externas, banco de urgência, sala de observação, sala de parto, sala de
ecografia, laboratório, sala de gestantes, salas de ginecologia, neonatologia, puerpério
normal, puerpério patológico, puerpério cirúrgico, pré-operatório, bloco operatório, sala
de cuidados intensivos, puericultura, planeamento familiar e consulta pré-natal.

Objectivo da rotação

- Aprofundar estudos sobre as patologias mais frequentes do fórum ginecológico e


obstétrico;

- Diagnosticar e tratar as patologias do trata geniturinário, relativos a funções ou órgãos


urinários femininos, e que também acompanham a gravidez, o parto e o pós-parto;

- Avaliar as complicações de maior complexidade durante e o pós-parto, valorizar a


relação médico-paciente com a gestante, atuando na atenção pré-natal e diagnóstico
precoce de complicações;

- Dominar o conhecimento sobre a rotina pré-natal, as consultas, incluindo os exames


complementares e os esquemas de vacinação,

- Avaliar a importância do aleitamento manterno da mãe e o bebê, e dar promoção a


saúde, na mãe e a família.

DESCRIÇÃO DAS ACTIVIDADES REALIZADAS

As actividades realizadas foram:

- Actividade assistêncial; discussão de casos; seminários.

- Passagem de visita geral. Vale referir que a organização do trabalho nesta rotação foi
feita através de actividades nas diferentes áreas tuteladas por professores especialistas,
com auxílio dos residentes mais experientes.

As avaliações eram feitas diariamente nas reuniões matinais e entrega de banco, visitas
médicas nas apresentações e participações em seminários e actividades científicas
formativas.

Principais patologias observadas:

45
Sobre as principais patologias observadas ao longo da presente rotação destacam-se as
seguintes: recém-nascido normal e de risco, parto normal e situações especiais, morte
fetal, patologias que coincidem com a gravidez, puerpério normal e puérperio
patológico, hemorragias da primeira metade da gravidez e hemorragias da segunda
metade da gravidez.

Não menos importante, nós aprofundámos os conhecimentos sobre puerpério fisiológico


e patológico, anemia na gestação, HTA e gravidez, hemorragias da primeira e segunda
metade, e diferentes atitudes a tomar diante de situações desta natureza, etc.

No internamento de G.O da Maternidade Pronvicial do Moxico, as actividades tinham


início às 8 horas, com a reunião matinal.

Todas as quartas-feiras eram reservadas para o passe de visita matinal em todas as áreas
onde houvess paciente, seguida de evolução clínica diária e altas. No internamento de
Cirurgia avaliávamos os pacientes puérperas pós-cesariana e outras pacientes pós-
operatório de outras patologias ginecológicas, observando também o estado das feridas
e realização de curativos.

O serviço também contou com médicos internos em G.O da referida Maternidade.

O nosso papel também foi de tirar eventuais dúvidas das parturientes, incentivar
aleitamento materno, cuidados adequados ao recém-nascido, falar do planeamento
familiar. Sob coordenação do Director Clínico Assunção Wica. Havia dias de consultas
externas, uma vez por semana, rotação na sala de parto, planeamento familiar, banco de
urgência, puepério patológico, obstetrícia, cirurgia. Os bancos de urgência eram de 24
horas.

No 3.º ano fizemos a rotação de Neonatologia num período de duas semanas, onde
tivemos a oportunidade de assistir os recém-nascidos com diversas situações de saúde,
sendo que as entidades mais vistas foramː

Sépsis neonatal, recém-nascido pretermo com baixo peso, sépsis neonatal+malária,


recém-nascido normal, asfixia neonatal, malformação congénita, deprimência
hipoglucémia, cardiopatia congénita, entre outros.

(Fonteː livro de registo de recém-nascido na área da neonatogia).

46
No fim da rotação do 3.º ano da G.O, todos os internos apresentaram um seminário
com temas repartidos, cada interno tinha o seu dia de apresentação.

APRESENTAÇÃO ESTATÍSTICA DOS PECIENTES VISTOS NAS ROTAÇÕES DE

GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Tabela n.ᵒ 8: Distribuição por área, das pacientes atendidos nas rotações de G.O

Maternidade ̸ P/ /MX 22/2024

Área N %

Consulta Externa 120 34,5

Banco de Urgência 170 48,5

Internamento 60 17,2

Total 350 100

Fonte: Mapas de atendimento, processos de internamento

O quadro acima visa apenas demonstrar a distribuição das pacientes atendidas nas
diferentes áreas dos locais de rotação, sendo que a maior parte destas acorreram ao
Banco de urgência (48,5%), provavelmente pelo facto de no nosso meio não existir a
cultura de realizar consultas de rotina e, muito dos motivos que levaram as pacientes a
acorrer às unidades hospitalares foram situações agudas, que precisavam de resolução
no momento ou em menor tempo possível; alguns no período nocturno, em que alguns
Centros de Saúde ficam encerrados, e quando abertos, por várias razões transferiam para
hospitais secundários e terciários. Em menor representatividade estiveram as pacientes
atendidas no internamento (19 %), podendo ser explicado pelo facto de poucas situações
ginecobstétricas terem necessidade de internamento, também no contexto da pandemia
Covid- 19, nos dois primeiros anos do internato.

47
Tabela n.ᵒ 9: Distribuição das pacientes atendidas nas rotações de G.O, por idade

Faixa Etária N.º %

15-24 138 29,5

25-34 160 34,2

35-44 89 19,0

45-49 67 14,3

>= 50 13 2,7

Total 467 100

Fonte: Mapas de atendimento, processo de internamento, processo electrónico

Em relação a faixa etária das pacientes atendidas na rotação de G.O, houve predomínio
da faixa dos 25-34 anos de idade, com 34,2 %. Provavelmente por ser a faixa em que se
atinge maior taxa de fecundidade e, geralmente a procura deste tipo de serviços está
muito ligada a concepção.

Neste contexto, também fizemos educação para saúde, informando sobre a importância,
e vantagens da visita periódica a consulta de ginecologia.

Tabela n.ᵒ 10։ Distribuição dos pacientes atendidos nas Rotações de GO, de acordo
com o diagnóstico, no [Link] 2022/2024

Diagnóstico I.C.P.C. – 2 N %

Gravidez de Termo + Trabalho de W90 89 15,5


Parto

Pródromo de Trabalho de Parto W91 60 10,3

Seguimento de Gestação Normal W78 40 6,8

Seguimento de Gestação de Alto W84 19 3,2


Risco Obstétrico

Puerpério Pós Cesariana O828 25 4,2

48
Puerpério Patológico W70 17 2,9

Hipermese Gravídica W05 26 4,4

Pré- Eclâmpsia W81 11 1,8

Eclâmpsia W81 4 0,6

Ameaça de Aborto O20.0 31 5,3

Aborto Completo O059 13 2,2

Gravidez + Infecção Urinária W90+U71 40 6,8

Aborto em curso O05 31 5,3

Aborto Inc,jmmompleto O03.4 12 2,0

Miomatose Uterina X78 11 1,8

Gravidez + Malária W78+A73 24

Doença Inflamatória Pélvica X74 27 4,6

Vulvovaginite X84 15 2,5

Cndilomas vaginal X15 14 2,4

Gravidez + Infecção Urinária W90+U71 30 5,1

Gravidez+Tuberculose Pulmonar W90+ 14 2,4

Gravidez Ectópica Rota W80 12 2,0

Outros - 21 3,6

Total 582 100

Fonte: Livros de registo de atendimento e processos clínicos.

Com mais prevalência, um total de 15,5% foi o diagnóstico de Gravidez+trabalho de


parto pretérmino, a maioria dos casos foi registado na sala de parto, os outros casos
foram registados no banco de urgência da devida unidade hospitalar.

Este fenómeno deve-se a diversos factores como por exemplo os aspectos culturais que
muitas vezes não dão ênfase ao planeamento familiar e a saúde reprodutiva.

49
A África foi sempre o continente que ostenta a maior taxa de natalidade do mundo e o
nosso país não foge a regra, segundo observadores em 2023 Angola ocupou o 4.º lugar
dos países do mundo com maior taxa de fertilidade possuíndo apenas 3% de pessoa com
mais de 65 anos.

Segundo a (UNFPA) Fundo das Nações Unidas para a População, Angola vai ter em
2030 mais de 40 milhões de habitantes segundo a previsão do atual crescimento
demográfico.

O Censo Geral da População é uma ferramenta essencial para a recolha de informações


demográficas e sócio-económicas sobre a população do nosso país que resulta de um
levantamento detalhado e abragente.
Tabela n.ᵒ 11: Procedimentos realizados durante as rotações de GO /HGL-CMP
2022/2024

Procedimentos Total

Partos 27

Curativos 19

Injeções intramuscular 15

uratagens 11

Cateterização de Veia Periférica 12

Episiorrafia 4

Retirada de pontos ferida/ cesariana 6

Ajudante Cesariana 2

Algaliação 4

Fonte: Livros de procedimentos


Com relação aos procedimentos, os partos predominaram como já se esperava pelo
número de pacientes registados em trabalho de parto.
Pontos positivos da rotação
A Maternidade Provicial do Moxico é uma das melhores maternidades em termos de
infra-estruturas.

50
A organização dos serviços da mesma instituição é favoravel para os utentes.

O compromisso e a seriedade que os funcionários demostram pelo trabalho.

Pontos negativos da rotação

Poucos especialistas nacionais e estrangeiros da área (G.O).

Poucos internos de G.O inscritos na especialidade.

A especialidade de G.O na província enfrenta muitas debilidades para o seu avanço.

5.5 ROTAÇÃO DE URGÊNCIA HOPITALARES /CUIDADOS INTENSIVOS


Cronograma de rotação em cuidados intensivos
CRONOGRAMA DE ROTAÇÃO.
Quadro n.ᵒ 14: Rotação de cuidados intensivos
2do ano 3ro ano Total
Período de rotação 7/8/23 – 10/6/23 10/9 ̸ 24 – 14 ̸ 9/24
Duração da rotação
6 1 6
(semanas)
Carga horária
240 35 275
(horas)
Responsáveis Dr. Alberto Adrián Sánchez Dr. Eduardo Jovial
Rodríguez, Dr. Amilkar Dr. Dangee
Molina Reyes Dr. Yangel Fuentes Milián
Fonte: Cronograma da rotação

APRESENTAÇÃO DO SERVIÇO
A U.T.I adulto, localizado no bloco C do hospital, é constituída apenas por uma sala,
uma sala de espera, tem uma capacidade de 10 camas, 27 funciários uma sala de
enfermeiros, um consultório médico, um especialista médico, uma farmácia interna.
A U.T.I adulto funciona 24̸24 horas, atende pacientes a partir dos 16 anos; os doentes
são avaliados no banco de urgência pelo especialista, posteriormente transferidos pela
U.T.I com critérios do especialista.

OBJECTIVOS DA ROTAÇÃO
Aprender a monitorizar os paciêntes potecialmente grave ou com descompensação de
um ou mais sistemas orgâ[Link] paciênte dando um suporte vital e com capacidade
de recuperar.
51
Aprender os procedimentos de։ intubação endotraquial e ventiação, traqueostomia
percutânia, insercçaão de drenos, ultrassonografia, cateterição arterial e punção da veia
central. Indicar exames complementares de urgência de acordo com a patologia.
Implementar terapeutas de acordo com a patologia.
DESCRIÇÃO DAS ACTIVIDADES REALIZADAS
Actividade de assistência, discussão de casos.
Realizávamos seminários, classes avaliativas, interconsulta com outros especialistas.
Os passes de visitas aos pacientes eram realizados todos os dias depois da evolução
médica de cada interno.
APRESENTAÇÃO ESTATÍSTICA DOS PACIENTES VISTOS NA ROTAÇÃO DE UTI
(UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO)
Tabela n.º12ː Distribuição de pacientes vistos na UTI adulto
Faixa etária Sexo Total
M % F % N %
18-20 5 14,2 2 11,7 7 13,4
21-30 10 28,5 5 29,4 15 28,8
30-45 11 31,4 6 35,2 17 32,6
> = 55 9 25,7 4 23,5 13 25,0
Total 35 99,8 17 99,8 52 99,8
Fonte: Processo clínico e livro de registos
De acordo com os pacientes atendidos na UTI duranate os três anos de formação,
atendeu-se um total de 52 pacientes, e o sexo que mais predominou foi o masculino,
sendo que a faixa etária mais relevante foi de 30 a 45 anos.

Esse facto pode dever-se ao facto de que o sexo masculino é o que mais menos presta
atenção com a sua saúde, sendo eles responsáveis das suas famílias, e ocupam-se mais
nas activiades para o sustento das suas respectivas famílias, e ignoram os cuidades da
sua saúde. Muitos deles são hipertensos, diabéticos, mas que não conhecem as suas
patologias.

52
Tabela n.º13ː Distribuição dos pacientes atendidos na rotação da UTI (Urgências
Médicas)
Diagnóstico I.C.P.C - 2 N %
A.V.C. Isquémico K91 8 15,13
A.V.C. Hemorágico K90 5 9,6
Insificiência renal discompensada U99 6 11,5
Malária com disfunção multi-órgão A73 10 19,2
B.P.N Grave R81 5 9,6
Setoacidose diabética T93 4 7,6
Coma hiperosmolar T99 6 11,5
Pós-operatório complicado por peritonites D99 2 3,8
Outros ‒ 6 11,5
Total ‒ 52 100
Fonte: Processo clínico e livro de registos
Quanto às patologias, a malária com disfunção multi-órgão foi a patologia mais
observada com um total de 19,2 % de casos. Provavelmente esta situação deve-se pelo
facto de estarmos numa zona endémica de malária e a nossa população não cumpre com
as medidas de protecção contra a malária. E alguns pacientes com malária fazem
complicações graves desta patologia.
A segunda patologia foi a emergência hipertensiva, no curso de A.V.C isquémico,
sendo esta doença muito prevalente, sobretudo em África, e Angola não deixa de estar
fora dessa situação, a raça negra representa um factor de risco dessa entidade, e muitos
dos nossos pacientes sabendo que têm a doença, não se cuidam, por isso acabam por
fazer complicações.

53
PROCEDIMENTOS REALIZADOS COM PACIENTES INTERNADOS NA UTI

Quadro n.º 15: Procedimentos realizados na UTI (Urgências Médicas)

Procedimentos Execuntante Ajudante Observador Total

Traquesotomia - 4 3 7

Ultrassongrafia a beira-leito - 3 5 8

Inserção de drenos toráxicos. - 4 6 10

Indições dos exames de urgência 10 5 6 21

Monitorização de pacientes grave 12 8 7 28

Cálculo de Balance Hidromineral 3 7 4 14

Fonte: Anotações pessoais

Os procedimentos mais realizados na U.T.I foram sempre a monitorização de pacientes,


tanto em aferir os sinais vitais, controlo da saturação de oxigênio, entre outros. Também
a evolução médica sempre que necessário.

Pontos positivos da rotação

Aprendemos a monitorizar os pacientes graves. Acompanhar a execução das atividades


dos especialistas da área. Realizar contacto com os familiares de pacientes internados
durante a visita em situações especiais. Aprender a realizar os procedimentos médicos
invasivos.

Pontos negativos da rotação

Tivemos pouco tempo de rotação no 3.º ano.

A falta de mais especialistas intensivistas para dar resposta eficiente.

A capacidade insuficiente deste serviço em comparação com demanda da nossa


população. A falta de médicos internos nesta especialidade.

54
5.6. Rotação de Dermatologia
Apresentação da Instituição:

Instituição de Tutela: Hospital Josina Machel

Directror Geral: Carlos Zeca

Director Clínico: Maria Judith

Director da Área Científica e Pedagógica: Elisa Inglês

O Hospital Josina Machel está situado no bairro Largo Josina Machel (Maianga) que
fica quase no centro da cidade de Luanda.

O Hospital foi fundado em 1628, faz parte do sistema nacional de saúde, da rede
pública, financiado pelo Ministério da Saúde. Este Hospital é dirigido pelo Director
Geral, que é auxiliado pelo Conselho de Direção.

O Hospital fornece serviços de assistência médica do I ao III nível de referência. É o


maior hospital nacional de clínica geral de Angola.

Área de assistência atende principalmente a população da cidade de Luanda e as


províncias vizinhas; porém, recebem pacientes de quase todo o país. A população alvo é
de 1.8 milhões de habitantes da cidade de Luanda.

O Hospital tem a capacidade de 900 camas nominalmente, mais de 17 serviços


funcionais, com pouco mais de 1000 funcionários, com várias especialidades que o
compõem, dentre elas medicina interna, otorino, laringologia, padiatria, maxilofacial,
anatomia patológica, cirurgia pediátrica, neonatologia, dermatogia, emergências, etc.

A área de consulta externa de dermatologia está situada atrás do Hospital, no edifício


denominado prédio amarelo, e este edifício comporta serviços de dermatologia e de
psicologia.

55
Quadro n.ᵒ 16։ Cronograma da rotação de dermatologia

Fecha Duração Hospital

11/06/2023 a 15/07/2023 6 semanas Josina Machel

Responsável Dra. Lídia

Fonte։ Cronograma da rotação

Apresentação do serviço

O serviço de dermatologia está situado no Hospital Josina Machel, na zona trazeira, ao


lado da morgue, no prédio amarelo. Este serviço é composto por três consultores
médicos, uma sala de tratamento. A chefe destes serviços chama-se Marília Trindade.

Neste serviço atendem-se diversas patologias de fórum dermatológico tais como: acne
vulgar, dermatite alérgica, dermatite seborréica, alopécia, escarbiose, psorriase, tinha
corpóris, tinha do coro cabeludo, vitiligo, líquen plano, prúrigo, etc.

Objectivos da rotação

1- Reconhecer os tipos de lesões elementares da pele para identificação das


patologias mais frequentes em dermatologia.
2- Aprender os principais tratamentos das doenças dermatológicas e a sua
prevenção.
3- Saber identificar e diferenciar as dermatopatias de manifestações dermatológicas
com as doenças sistémicas.

56
Apresentação estatística dos casos observados em consulta de dermatologia.

Tabela n.ᵒ 14: Distribuição dos pacientes em consulta externa de dermatologia,


no Hospital Josina Machel - 11/06/2023 a 15/07/2023

Faixa etária N.º %

De 0 a 10 8 13,5

De 11 a 20 20 33,8

De 21 a 30 15 25,4

De 31 a 40 10 16,9

>= 51 6 10,1

Total 59 100

Fonte: Livro de consultas de dermatologia

De acordo com a distribuição da faixa etária, verifcou-se que a faixa etária entre 11 a 20
anos de idade foi a que mais predominou, com um total de 33,8%. Essa situação deveu-
se ao facto de estarem enquadradas as adolescentes e que nesta fase, são as mais
acometidas por doenças dermatológias, sobretudo a acne vulgar. Com menor
prevalência foi a faixa maior de 51 anos.

Taleba n.ᵒ 15: Distribuição dos pacientes atendidos na consulta de dermatologia de


acordo ao sexo - 11/06/2023 a 15/07/2023

Sexo N.º %

Masculino 25 42,3

Feminino 34 57,6

Total 59 100

Fonte: livro de consulta externa de dermatologia

Quanto à distribuição por sexo, o que mais prevaleceu foi o sexo feminino, com uma
percentagem de 57,6% dos casos atendidos.

57
Tabela n.ᵒ 16: Distribuição de pacientes atendidos em consulta externa de
dermatologia no Hospital Josina Machel- 11/06/2023 a 15/07/2023

Diagnóstico I.C.P.C-2 N %

Acne vulgar S96 12 20,3

Dermatite alérgica S88 6 10,1

Dermatite seborreica S86 8 13,5

Alopécia S23 3 5,0

Escabiose S72 14 23,7

Psoriase S91 6 10,1

Tinha corporis S84 4 6,7

Tinha do couro cabeludo S24 4 6,7

Líquen plano L43 2 3,3

Total - 59 100

Fonte: livro de consulta externa de dermatologia

Neste momento, a doença que mais predominou foi a escarbiose, representando um total
de 23,7% dos casos atendidos.

Muitas das vezes foram mesmo pelo facto da falta de higiene ambiental e pessoal,
saneamento básico inadequado ente outras causas. A segunda entidade que mais
prevaleceu foi o acne vulgar, que mais acomete os adolescentes com um total de 20,3%.

58
5.7. ROTAÇÃO DE ONCOLOGIA
Quadro nᵒ17։ Cronograma da rotação

Ano académico 3.º Ano

Duração 4 semanas

Período da rotação 3/03/24 a 30/03/24

Carga horária 140 horas

Responsáveis Dra. Isabel Sales

Caracterização do Instituto Angolano de Controlo do Câncer

O Instituto Angolano de Controlo de Câncer, abreviadamente designado por IACC, é


um estabelecimento público de saúde, da rede hospitalar de referência Nacional,
integrado no Serviço Nacional de Saúde para a prestação de assistências no domínio da
prevenção e diagnóstico precoce do câncro, bem como do tratamento especializado e
complexo dos pacientes portadores do câncro, em conformidade com o Decreto n.º
41/02, de 9 de Agosto.
A estrutura orgânica compreende os seguintes órgãos:
1. Órgãos Unipessoais de Direcção:
a) Director Geral: Dr. Fernando Miguel
b) Director Clínico: Dra. Isabel Sales
c) Director Pedagógico e Científico: Dr. Nilton Rosa
2. Os Serviços Clínicos do Instituto classificam-se em quatro grupos:
a) Serviços de Urgência
b) Serviços Ambulatórios
c) Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico
d) Serviços de Internamento Cirúrgico;
e) Quimioterapia.
Por ano o Instituto regista uma média de mais de 1500 casos de câncro. Os mais
frequentes são o câncro do útero, da mama, da próstata e o linfoma não hocking. Atende
cerca de 500 pacientes por dia, entre doentes e aqueles que aparecem pela primeira vez
para fazer rastreio.

59
OBJECTIVOS DA ROTAÇÃO
Preparar-se para poder levar informação de qualidade aos nossos pacientes;

Estudar sobre o câncer e todos os seus estágios, reconhecer a importância dos hábitos de
vida saudável e como prevenir, entender quais são os tipos de casos que possuem
formas eficazes de rastreio, e saber qual é o papel principal do médico de aconselhar e
guiar seus pacientes a uma vida mais saudável.

Diagnosticar tumores e câncro, bem como outros tipos de entidades oncológicas, para
melhor encaminhamento. Fazer rastreio do câncro da mama, do colo do útero nas nossas
comunidades.

Fazer diferencial do câncro com outras patologias parecidas para melhor tratar.

DESCRIÇÃO DAS ACTIVIDADES REALIZADAS

As actividades realizadas foram:

Actividade assistencial; discussão de casos; seminários.

Passagem de visita geral.

Na rotação de Oncologia, o nosso grupo foi divido em dois. Neste contexto, um grupo
ficou a fazer rotação duas semanas na Oncologia Pediátrica e outro grupo na Oncologia
adulta, e posteriormente fizíamos trocas.

Antes do início de cada actividade matinal, reuníamos na sala reuniões junto com todos
os especialitas, onde se passavam os bancos e discutiam casos falecidos e casos graves.

Já no B.U, cada interno ficava com uma sala, atribuída pela médica especialista
responsável dos internos.

Nas salas fazíamos avaliação dos doentes, solicitando novos exames complementares e
alteração da terapeuta quando era necessário e também discução de casos. Deste modo
também fazíamos na Oncologia Pediátrica.

60
APRESENTAÇÃO ESTATÍSTICA DOS PECIENTES VISTOS NAS ROTAÇOES DE
ONCOLOGIA ADULTO.
Tabela n.ᵒ 17: Distribuição dos pacientes atendidos nas rotações de Oncologia
adulto de acordo a idade e o sexo

FAIXA ETÁRIA SEXO TOTAL

M % F % N %

15-24 3 9,9 5 8,4 8 8,6

25-34 9 27,2 13 22,0 22 23,9

35-49 14 42,4 30 50,8 44 47,8

>=50 7 21,2 11 18,6 18 19,5

TOTAL 33 100 59 100 92 100

Fonteː processos clínicos dos doentes

De acordo com a tabela acima, a faixa etária que mais se registou no período em
referência foi dos 35-49 anos de idade, com 47,8 % e em menor frequência dos 15-24
anos, representando um total apenas de 8,6%. O resultado pode ser explicado pelo facto
de que nessa faixa etária etária, sobretudo em mulheres, são as idades mais acometidas
pelo câncer do colo do útero, do útero, da vagina, da mama, entre outros. Segundo o
sexo que mais prevaleceu foi o feminino. Pode se dar a caso de que as mulheres são as
que têm mais risco de padecer de câncer, baseando-se nos factores históricos,
reprodutivos, hormonais, a multiparidade, a nuliparidade, factores genéticos
hereditários, muitas não de rastreio, entre outras causas.

61
Tabela nᵒ 18: Distribuição dos utentes atendidos na rotação de Oncologia adulto
por Diagnóstico
Diagnóstico I.C.P.C-2 N %
Câncer do Colo uterino X75 23 25,0
Câncer da mama X76 18 19,5
Câncer do útero X78 11 11,9
Câncer da vagina X77 4 4,3
Câncer da próstata Y77 8 8,6
Câncer do Pulmão R84 5 5,4
Câncer do Rim U75 3 3,2
Melanoma S77 3 3,2
Leucemia B73 6 6,5
Linfoma S78 4 4,3
Carcinoma basocelular A79 2 2,1
Câncer do fígado D77 3 3,2
Câncer do intestine D75 2 2,1
Total - 92 100
Fonte։ processo clínico dos doentes
De acordo a tabela, o diagnóstico mais relevante representando um total de 25,0 % foi o
câncer do colo uterino. Essa situação deveu-se pela alta incidência da infecção pelo
papilomavírus humano que é o causador deste câncer, em segundo lugar na tabela vem
o câncer da mama com 19,5%.

62
Tabela n.ᵒ 19: Distribuição dos pacientes atendidos nas rotações de Oncologia
Pediátrica de acordo a idade e o sexo

FAIXA ETÁRIA SEXO TOTAL

M % F % N %

0-4 15 44,1 16 43,2 31 43,6

5-9 12 35,2 11 29,7 23 32,3

10-14 7 20,5 10 27,0 17 23,9

TOTAL 34 100 37 100 71 100

Fonte: processo clínico dos doentes, e consulta externa

De acordo com a tabela acima, a faixa etária que mais se registou no período em
referência foi de 0 a 4 anos de idade, com um total de 43,6%, e a menor frequência foi a
faixa etária dos 10 aos 14 anos de idade, sendo o sexo feminino o mais predominante.

A faixa etária mais prevalecente, que é a dos 0 aos 4 anos de idade, foi a que mais se
registou o câncer de olho; o câncer mais frequente nessa idade (retino blastoma), que é
um tipo de câncer que pode surgir nos dois olhos, e é o tipo de câncer infantil mais
comum, que desenvolve na retina do olho.

Esta entidade é hereditária através de uma mutação genética que acontece durante a
formação do feto.

63
Tabela n.º 20։ Distribuição dos utentes atendidos na rotação de Oncologia
Pediátrica, de acordo ao diagnóstico

Diagnóstico ICPC – 2 N.º %

Leucemia B73 12 16,9

Retinoblastoma F74 13 18,3

Rabdomioma F74 7 9,8

Linfoma não Hodgkin B72 8 11,2

Mieloma S77 3 4,2

Carcinoma basecelular A79 4 5,6

Tumor de wilms U79 7 9,8

Osteossarcoma L71 8 11,2

Rabdomiossarcoma F74 9 12,6

Total 71 100

Fonteː processo clínico, livro de registo da consulta externa

O câncer da retina, ou seja, a retinoblastoma foi a que mais se registou neste período,
representando um total de 18,3, sendo uma entidade hereditária, muitas crianças só
fazem o diagnóstico no estágio avançado e com poucas possibilidades de curar.

Em seguida a leucemia, também é uma entidade hereditária que acomete várias


crianças, representando um total de 16,9% dos casos vistos durante esse período.

Pontos positivos da rotação


A organização do serviço;
O aprendizado; especialistas capacitados e conhecedores da matéria;
A pontualidade, a assiduidade dos trabalhadores e o envolvimento no trabalho, etc.

Pontos fracos da rotação


Poucos especialistas; poucos internos a fazerem a especialidade;
A demanda dos pacientes que procuram esses serviços;
A morosidade no antendimento, e os intervalos longos das marcações de consultas.

64
5.8 ROTAÇÃO DE PSIQUIATRIA
Cronograma da rotação

Quadro n.º 18։ Cronograma da rotação de Psiquiatria

Ano académico 3.º Ano

Duração 4 semanas

Período da rotação 7/04/24 a 4/05/24

Carga Horária 140 horas

Responsáveis

Fonte։ Cronograma das rotações

Apresentação do Serviço

O Hospital Psiquiátrico de Luanda, abreviadamente designado H.P.L, situado no


município da Maianga, é um estabelecimeto público de saúde da rede hospitalar de
referência nacional, integrado no Servicço Nacional de Saúde para a prestação de
assistência médica e medicamentosa, de reabilitação e de enfermagens especializadas
aos pacientes do fórum psiquiátrico.

A estrutura orgánica do Hospital Pediátrico de Luanda compreende os seguintes órgãos


de direcção:

a) A Directora Geral: Antónia de Sousa


b) Directora Clínica: Nascimento Carifete

O HPL tem a capicidade de 320 camas, 22 médicos, 77 técnicos, quatro consultórios


médicos. O hospital presta serviços de restituição ao doente mental, o seu bem-estar
mental através de diagnósticos, tratamentos, reabilitação e atenção psico-social das
doenças mentais, neorológicas e psico-sociais.

O HPL possui um banco de urgência com quatro consultores médicos de psiquiatrica de


adultos e três de psiquiatria pediátrica.

O HPL possui uma área de consulta externa, possui dois consultores de psicologia
clínica, possui três salas de observação masculina e três de observação feminina, e
possui duas alas de internamento, uma masculina e outra feminina, e possui também
um parque de estacionamento.
65
Objectivos da rotação

a) Realizar técnicas de interrogatório e exame físico com a rapidez que se impõe no


serviço de urgência, para o estabelecimento com prontidão de uma impressão
diagnóstica e uma conduta a seguir que facilita a solução do problema;
b) Compreender as doenças mentais em sua totalidade, considerando os aspectos
biológicos, psicológicos, sociais e ambientais que influenciam a saúde mental;
c) Classificar o paciente de acordo com a complexidade que apresenta e remeter ao
nível da atenção correspondente;
d) Saber diferenciar as doenças psiquiátricas de origem orgánica e as de origem não
orgánica;
e) Aprender a fazer fundamentalmente uma anamnese mais completa possível dos
pacientes de fórum psiquiátrico;
f) Fazer diagnósticos de transtornos mentais para um planeamento terapéutico mais
adequado.

Descrição das actividades realizadas

Actividades assistenciais, discussão de casos;

Passe de vista aos doentes mentais no banco de urgência.

Evolução dos doentes nas alas masculina e feminina, alteração terapéuta, seminários
e classes avaliativas;

Reuniões matinais diárias, entregas de bancos;

Apresentação estatística dos pacientes vistos na rotação de banco de urgência de


pediatria.

66
Tabela n.º 21։ Distribuição dos utentes atendidos na rotação de psiquiatria, por
idade e sexo, no Hospital Psiquiátrico de Luanda no período de 7/04/24 a
4/05/24.

Faixa etária Sexo Total

M % F % N.º %

5-9 7 7,1 6 10,1 13 8,1

10-14 15 15,3 10 16,6 25 15,6

15-34 30 30,6 15 25,3 45 28,1

35-44 20 20,4 12 20,1 32 20,6

45-55 13 13,2 9 15,0 22 13,7

> =56 8 8,1 5 8,3 13 8,1

Total 89 100 60 100 160 100

Fonte: Processo clínico e livro de registos

De acordo com a tabela acima, a faixa etária que mais prevalece foi a de 15 a 35 anos,
com uma prevalência de 28,1%. Este facto deve-se ao exagerado consumo de bebidas
alcoólicas e de outras substâncias psico-trópicas, muito consumidas pelos adolescentes e
jovens nessa faixa etária. Essas substâncias são essencialmente o álcool, o canabis
(liamba), a cocaína, o cigarro, etc.

Relativamente ao sexo, verifica-se que é o sexo masculino que mais predominou.

67
Tabela n.ᵒ 22ː Distribuição dos utentes atendidos na rotação de psiquiatria no
período de 7/04/24 a 4/05/24.

Diagnóstico ICPC N.º %

Síndrome depressive P76.001 15 9,3

Síndrome de estresse agudo P02 12 7,5

Alzemer P70 7 4,5

Transtorno bipolar 17 10,5

Transtornos Esquizofrénicos P72 13 8,1

Transtornos relacionados com uso de bebidas alcoólicas e de P19 25 15,6


substâncias psicotrópicas

Disfunção sexual P07 8 5,0

Transtornos parafílicos P99 3 1,8

Transtornos de personalidade P81 9 5,6

Transtornos obcessivo-compulsivo P01 12 7,5

Fobia social P23 7 4,3

Transtorno de espetro autista P85 20 12,0

Estresse pós-traumático P82 12 7,5

Total 160 100

Fonte: Processo clínico dos pacientes e livro de registo de pacientes

Quanto às patologias, os transtornos relacionados com o uso de bebidas alcoólicas e de


substâncias psicotrópicas foram as mais registadas, representando um total de 15,6 %
dos casos atendidos, ao passo que as patologias menos atendidas foram as de
transtornos parafílicos, representando 1,8%.

As causas que estão por dentro dessa percentagem são o facto de os adolescentes e
jovens, na faixa etária de 15 aos 35 anos de idade serem os que mais consomem aquelas
substâncias psico-ativas. O álcool, o tabaco e outras substâncias regulamentadas estão
aumentando rapidamente, contribuindo de maneira importante para as doenças no nosso

68
país. A falta de emprego, a probreza e as condições sócio-económicas constituem um
factor de risco para o surgimento dessas patologias.

Pontos positivos:

Boa organização dos serviços do Hospital;

Boa interacção com os internos de psiquiatria que já lá fazem o internato;

Boa interacção com os especialistas do hospital.

Pontos negativos:

Falta de segurança nas alas masculina e feminina; pouco tempo de roltação naquela
instituição;

Pouca capacidade dos hospitais de acordo com a demanda dos pacientes que acorrem
àquele hospital.

5.9 ROTAÇÃO DE OTORRINOLARINGOLOGIA


Responsável։ Dra. Dayma Guzmán Benítez

De realçar que não foi uma rotação como tal, apenas um curso teórico para a atualização
das doenças otorrinolaringológicas.

Esse curso teve a duração de uma semana, abordámos algumas patologias tais como։
Otitis (externa, média e interna), também falámos das sinusitis, rinitis, faringites e
amigdalites. Terminámos o curso com uma avaliação teórica.

5.10 ROTAÇÃO DE OFTALMOLOGIA


Responsáveis։ Dra. Adriadne González Limere e Dr. José António Fernández Bruceta
Esta não foi uma rotação como tal, apenas foi um curso que teve a duração de uma
semana, com finalidade de nos atualizar sobre as doenças oftálmicas mais frequentes.

As potologias abordadas durante esse curso foram։ a catarata, a conjuntivite (bacteriana,


alérgica e viral), blefaritis e retinopatias. Terminámos o curso com uma avaliação
prática.

69
5. 2.1 ROTAÇÃO DE HIV
Responsável։ Dra. Cândida

De igual modo não foi uma rotação como tal, mas sim um curso, com uma duração de
apenas uma semana. Durante este curso tivemos seminários, abordámos os seguintes
temas: o esquema de tratamento do VIH, as doenças oportunistas, a prevenção do HIV,
e os etágios da doença. Tivemos também um encontro no HMMx com os pacientes
portadores do VIH, falámos acerca da importância do uso do medicamento para garantir
a qualidade de vida, e terminámos o curso com uma prova teórica.

 CURSO DE ELETROCARDIOGRAMA
DURAÇÃO RESPONSÁVEL

Electrocardiograma 16 semanas Dra. Rosa M. Martínez Peró

Este curso foi realizado no Hospital Geral do Moxico, tendo como responsável a Dra.
Rosa M. Martínez.

Durante essa formação tivemos o privilégio de recordar e atualizar algumas patologias


que acometem o coração, bem como outros componentes do sistema circulatório, tanto
no seu diagnótico como no seu tratamento. Tivemos também a oportunidade de realizar
e interpretar os exames como։ eletrocardiograma, monitorização da pressão arterial,
interpretação do Rx entre outros procedimentos cardiológicos.

Fomos contemplados com seminários e classes avaliativas. Os temas vistos foram։


anotomia do coração, os marcapaço das actividades elétricas do coração, interpretação
de eletrocardiograma, as aritmias como։ fibrilação ventricular, taquicardia ventricular
sem pulso, insuficiência cardíaca, as miocardiopatias, etc.

Nas actividades realizadas foram incluídas as aulas práticas com pacientes, onde
fazíamos os procedimentos de colocação dos eletrodos para posterior realização do
exame de eletrocardiagrama e para a sua interpretação. O curso foi bastante proveitoso e
terminámos com uma prova escrita.

Assim foi com o curso de Administração em Saúde, Saúde Pública, Tuberculose e


Nutrição.

70
5.2.2 ROTAÇÃO DE SAÚDE DO IDOSO

Quadro n.º 19։ CRONOGRAMA DA ROTAÇÃO DE SAÚDE DO IDOSO

Ano académico 3.º Ano

Duração 4 Semanas

Período de rotação 20 ̸ 08 /024 a 20 ̸ 09 /024

Local da rotação Lar da 3.ª Idade ̸ Bairro Vila Luso / Moxico-Luena

Responsável Dr. José Arcádio

Fonte։ Cronograma da rotação

DESCRIÇÃO DO LAR

O lar da 3.ª idade está localizado no bairro Vila Luso, no município do Moxico, cidade
de Luena, província do Moxico.

Inaugurado aos 17 de Março de 2012, a Directora Geral da instituição chama-se Janet


M. Luís. O centro tem a capacidade de albergar 156 idosos, e igual número de camas.

O lar possui um centro médico com capacidade de dois consultórios, duas salas de
observação, uma farmácia, duas casas de banho e uma sala de espera.

O lar possui também uma sala de cuidados especiais, um refeitório para os idosos, uma
cozinha, uma morgue, uma piscina, uma zona livre para actividades ortalícias, uma área
administrativa, possui dormitórios A e B, duas salas recreativas, uma sala de
fisioterapia. A maioria dos idosos deste lar foi abandonada pelos seus familiares.

OBJECTIVO DA ROTAÇÃO

Conhecer as principais patologias que afetam os idosos, para se ter mais conhecimentos
de como deve ser cuidado o idoso, independentemente da sua condição física e mental.
Diagnosticar e tratar as patologias que mais afetam o idoso. Promover a saúde, bem
como prevenir algumas complicações das suas patologias.

71
DESCRIÇÃO DAS ACTIVIDADES REALIZADAS

Actvidade assistencial, consultas médicas, transferências daqueles idosos com algumas


comorbilidades que põem em risco a sua saúde.

Actividades recriativas e de relaxamento mental. Palestras educativas e cuidados de


higiene. Programas de autocuidado e programa de nutrição.

APRESENTAÇÃO ESTATÍSTICA DOS CASOS OBSERVADOS NO LAR DA 3.ª


IDADE.

Tabela n.ᵒ 23։ Distribuição dos pacientes atendidos de acordo ao sexo e idade

Faixa Sexo Total

Etária M % F % N.º %

64 a 74 8 33,3 12 30,7 20 31,7

75 a 89 11 45,8 20 51,2 31 49,2

>= 90 5 20,8 7 17,9 12 19,0

Total 24 100 39 100 63 100

Fonte։ Livro de registo

Segundo à distribuição dos pacientes atendidos no lar da 3.ª idade durante a rotação,
foram um total de 63 idosos, a faixa etária que mais predomínio teve foi dos 75 aos 89
anos.

O sexo que mais predomínio teve foi o feminino. Alguns estudos como o da O.M.S
apontam que as mulheres vivem mais que os homens em quase toda parte do mundo,
alegando três razões principais que são։ a genética, factores hormonais, ocupação e
comportamento.

72
Tabela n.ᵒ 24։ Distribuição segundo as patologias vistas no lar dos idosos

Diagnóstico I.C.P.C.-2 N.º %

Hipertensão Arterial/ com crise Hipertensiva R80 30 47.6

Catarata mono ocular F92 3 4,7

DM Tipo2 T90 4 6,3

Escoliose L85 3 4,7

Fratura da cadeira L75 2 3,1

Alzheimer N99 6 9,5

Artrite degenerative L88 3 4,7

Depressão P76.001 2 3,1

Infecção urinária U72 4 6,3

BPN R81 3 4,7

Hipoacúsia H86 3 4,7

Total 63 100

Fonte: Livro de registo

Quanto às patologias, as mais frequentes foram a hipertensão arterial/com crise


hipertensiva representando um total de 47,6 % dos casos vistos.

Esta patologia pode estar acentuada nesta fase, porque a idade é um dos factores de
risco, portanto, eles já possuem esta condição, e também possuem outros factores de
risco como o sedentarismo, o consumo excessivo de sal, o tabagismo, a raça negra,
factores hereditários entre outros.

As outras patologias vistas, quase todas foram se seguindo com a mesma proporção. A
depressão foi a menos vista.

73
5.2.3. ROTAÇÃO DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR

CRONOGRAMA DE ROTAÇÃO
Quadro n.ᵒ 20։ Cronograma de rotação da Atenção Primária
Ano Académico 1.º ano 2.º ano 3.º ano

20 semanas 8 semanas 15 semanas


Duração
Período de rotação 02/08/2021 a 17/10/2022 a 18/2/24 - 18 -10/24
27/11/2021 31/12/2022
Carga horária 800 320 600

Responsáveis Dr. José L. Dr. José L. Dr. Arcádio Caballero


Muguercia Silva Muguercia Silva Camacho
Dr. José Arcadio Dr. José Luís
Caballero Camacho
Fonte։ Cronograma de rotações

APRESENTAÇÃO DOS LOCAIS DE ROTAÇÃO

O primeiro local por onde passámos foi no Hospital Municipal do Moxico. As


características do MMx já foram descritas anteriormente.

O segundo local por onde passámos foi o Centro Médico Irmão Zati, esse local também
já foi descrito anteriormente.

O terceiro local é o Centro de Nutrição, situado no bairro Social da Juventude, com uma
gestão independente.

Diretor։ Fernando Zola

Administradora։ Marcelina Jamba

O Centro foi inaugurado em Março de 2013. Esse Centro conta com um consultório
médico, três casas de banho, uma cozinha, uma sala de tratamento, uma sala de espera
um pavilhão, e ele conta com um total de sete trabalhadores.

OBJETIVO DA ROTAÇÃO
Interpretar o processo saúde-enfermidade e sua evolução;
Identificar os factores de risco e danos à saúde mais frequentes na comunidade;

74
Identificar os determinantes de saúde humana;
Estabelecer o diagnóstico presuntivo, positivo e diferencial das doenças mais
frequentes;
Indicar as provas diagnósticas necessárias para confirmar o diagnóstico;
Desenvolver ações integradas de promoção, prevenção, reabilitação da saúde ao nível
individual e colectivo;
Ter conhecimento mais aprofundado sobre os diferentes graus de pacientes com
malnutrição e o seu tratamento específico;
Elaborar o familiograma e identificar o ciclo vital e as crises;
Dispensarizar a população das 30 famílias da comunidade Santa Rosa.

Aulas Teóricas

Introdução à MGF Apresentação do Programa Objectivos Específicos do


curricular Programa
-Família e comunidade A família na promoção a Comunidade
saúde
Educação para a saúde Acções de promoção à Etapas de formação da
saúde nas distintas etapas família
da vida: Educação
Nutricional, Educação
Sexual, Cultura Física,
Higiene pessoal e
colectiva, Hábitos tóxicos
e drogodependencias,
Violência.
- Papel do Médico de Aconselhamento genetico SIDA
família no cuidado de Conceito; classificação;
doentes com anemia factorespredisponentes;
falciforme clínica;
conductadiagnóstica e
terapéutica;complicações
maisfrequentes.
1:
A Análise da Situação de A Análise da Situação de Doenças psiquiátricas de
Saúde Saúde (ASIS) como origem neurótica
investigação social na
comunidade. Aspectos
generais
MALÁRIA Conceito; classificação; Comunicação: Conceito,
factores de risco; clínica; níveis, funções, forma
conduta diagnóstica, verbal e não-verbal.
terapéutica e preventivas; Características

75
prognóstico da Malária DES
TUBERCULOSE TUBERCULOSE PUERICULTURA
CRI
Conceito; classificação;
factores de risco; clínica; ÇÃO
conduta diagnóstica,
DAS
terapéutica
ACT
IVIDADES REALIZADAS
 Aulas práticas, seminários, cursos;
 Visita a comunidades;
 Educação para saúde;
 Seminários;
 Assisténcia no Banco de Urgência;
 Consultas médicas no Centro Santa Rosa;
 Rotações no Hospital Municipal do Moxico, nas secções do PAV, planeamento
familiar, CPN, consulta externa, internamento de sarampo, sala de nutrição, sala
de pediatria.

Quadro n.ᵒ 21։ Aulas/seminários/ realizados durante as rotações de MGF

Plano de intervenção Plano de intervenção.


Conceitos Monitorização do plano de
Alterações biológicas e intervenção. Avaliação
ADOLESCÊNCIA fisiológicas que ocorrem sistemática e de impacto.
durante a adolescência.

Seminários
ÉTICA E BIOÉTICA Conceitos, princípios. -Determinantes da saúde
Conflitos mais frequentes humana.
e como solucioná-los.
2 HIPERTENSÃO Conceito, classificação, Reabilitação em APS.
ARTERIAL factores de risco, clínica,
conduta diagnóstica,
terapéutica e preventivas;
prognóstico da HTA
Risco Materno-Perinatal Conceito, factores de Doenças psiquiátricas de
riscos relacionados, causas origem neurótico.
de morte
Dispensarização Inter-relação Determinantes da saúde:
Interconsulta biogenéticos, ambiente
Internamento domiciliar natural, modos, condições
Atenção integral ao e estilos de vidae a
paciente em estádio organização dos serviços

76
terminal. De saúde.
Actividades do médico de Factor de riscos para a
família nos centros da saúde: tabagismo,
comunidade. alcoolismo, drogas, mau
hábito alimentar,
sedentarismo e
promiscuidade sexual.
Cursos
Manuseio de pacientes Saúde Pública Administração de Saúde
com Tuberculose
Nutrição Metodologia Científica Epidemiologia
HIV Cuidados Intensivos Electrocardiografia
Fonte: Programa curricular de MGF

ACTIVIDADES ASSISTENCIAIS

As actividades foram de consultas médicas no Centro Irmão Zati, passámos também no


hopital Municipal do Moxico onde realizámos consultas de puericultura, planeamento
familiar e consulta pré-natal.

Realizámos visitas médicas na pediatria e na sala de isolamento de pacientes com


sarampo; passámos também visitas na sala de nutrição, consulta externa aduldo e
pediátrico.

Passámos na comunidade do bairro Santa Rosa, onde dispensarizámos 30 famílias por


cada interno.

Cumprimos também com actividade assistencial de banco de urgência. A maioria dos


pacientes antendidos nestas áreas é de nivel socio-económico baixo.

As outras actividades realizadas foram as palestras com diversos temas, com a


participação dos utentes, isto fazia parte da educação para saúde, sempre cumprindo
com o programa assistencial.

77
Tabela n.ᵒ 25: Distribuição por idade e sexo dos pacientes atendidos na rotação de
Atenção Primária – / 2021/2024
Faixa Etária Sexo Total
M % F % N.º %

<1 150 15,2 160 14,8 310 15,0


1-5 200 20,3 220 20,4 420 20,4
6-9 130 13,2 139 12,9 269 13,0
10-14 103 10,4 115 10,7 218 10,6
15-24 99 10,0 110 10,2 209 10,1
25-34 96 9,7 100 9,3 196 9,5
35-44 91 9,2 98 9,1 189 9,1
45-54 70 7,1 86 8,0 156 7,5
>=55 42 4,2 46 4,2 88 4,2
Total 981 100 1074 100 2055 100
Fonte: Livros de registo, caderneta de avaliação
Segundo a tabela de distribuição por idade e sexo dos pacientes atendidos nas rotações
de MGF, a prevalência foi da faixa etária de 1 a 5 anos, com uma percentagem de
20.4%. Este resultado me faz pensar na alta taxa de natalidade que a África, em
particular Angola, vem registando nesses últimos anos.
Quanto ao sexo que mais prevaleceu foi o feminino, representando um total de 1074
casos vistos, isto porque o sexo feminino é o mais prevalecente mundialmente, facto
que está comprovado em livros, revistas, demonstrado em muitos artigos científicos.

78
Tabela n.ᵒ 26: Distribuição por área dos pacientes atendidos na rotação da
Atenção Primária – 2021/2024
Área de Sub-rotação N.º %
Consulta de Pediatria 801 38,9
Consulta de medicina 620 30,1
Consulta Pré natal 90 4,3
Consulta de Planeamento Familiar 110 5,3
Puericultura e Vacinação 130 6,3
Consulta de Nutrição 44 2,1
Banco de Urgência 180 8,7
Sala de parto 80 3,8
Total 2055 100
De acordo com a tabela acima, a área que registou mais fluxo de pacientes foi a de
consulta externa de pediatria, com um total de 801 casos vistos.
Esta situação deveu-se porque as crianças são as que mais padecem. É nesta fase do
desenvolvimento que elas vão desenvolvendo a imunidade, e se lhes faltarem cuidados
de saúde, facilmente adoecem.
O Hospital Municipal do Moxico está rodeado de bairros periféricos suburbanos e a
maioria da população com as condições socio-económicas muito baixas, representando
um factor de risco.
Com menos utentes observados ficou a área de nutrição com apenas 44 casos vistos, no
total representando 2,1%.
Infelizmente, ainda se registam as debilidades do programa de nutrição, por vezes, os
pacientes chegam a ficar sem nenhum suplemento nutricional.

79
Tabela n.ᵒ 27: Distribuição dos pacientes atendidos nas rotações da Atenção
Primária, por diagnóstico – 2021/2024
Diagnóstico I.C.P.C. – 2 N.º %
Malária A73 760 36.9
Infecções Respiratórias R83 160 7,7
Infecção Urinária U29 140 6,8
Síndrome Febril Agudo A03 124 6,0
Doenças Diarreicas Agudas D11 241 11,7
Hipertensão Arterial K86 113 5,4
Dispepsia D07 20 0,9
Retroviroses Crônica B20 30 1,4
Traumatismos A80 20 0,9
Parasitoses Intestinais D96 201 9,7
Dermatites S88 85 4,1
Malnutrição Aguda B82 29 1,4
Doença Inflamatória Pélvica X74 28 1,3
Hiperemese Gestacional W05 19 0,9
Doença Sexualmente Transmissível A64 60 2,9
Mioma Uterino X78 6 0,2
Diabetis Mielitos T90 19 0,9
Total ‒ 2055 100
Fonte: Livros de registos, caderneta de avaliação
De acordo com a tabela de diagnóstico, a patologia que predominou foi a malária com
um total de 760 casos vistos, representando 36.9%. Porque estamos numa zona
endémica de malária e temos muitas debilidades no saneamento básico. A entidade
menos vista foi mioma uterino, representando apenas 0,2% de casos vistos.

80
ROCEDIMENTOS REALIZADOS NA ROTAÇÃO DE ATENÇÃO PRIMÁRIA
Qudro n.ᵒ 22։ Procedimentos realizados durante a rotação de Atenção Primária
Procedimento Executante Ajudante Observadora Total

Interpretação de exams 50 20 10 80
Exame físico obstétrico 40 10 5 55
Aplicação Sayana 25 10 10 45
Partos 30 10 15 55
Aplicação de noresterate(Depo) 20 5 5 30

Colocação de DIU ‒ ‒ ‒ ‒
Realização de teste de HIV 40 13 10 63
Apicação de vacina Anti-tetânica 10 5 10 25
Aplicação das vacinas segundo o 20 10 10 40
calendário vacinal.
Fonte: Livros de atendimento, caderneta de avaliação
Considerações sobre o atendimento nas diferentes áreas durante a rotação de Atenção
Primária.
Rotação de Puericultura e Vacinação:
Registou-se boa adesão das mães e encarregados nestas áreas. A faixa etária que
predominou foi dos 0 aos 6 meses de idade, com um total de 130 casos atendidos, fase
da idade da criança em que é levada com maior frequência ao centro de saúde para o
cumprimento do calendário vacinal.
Na área de puericultura, chamou-nos atenção o número de mães que não cumpre com o
aleitamento materno exclusivo até aos seis meses, pelas seguintes razões: laborais,
pouco leite nas mamas, e bebé que chora muito.
Foi nosso papel enfatizar a importância do aleitamento materno exclusivo até aos seis
meses, e como fazer a ablatação.

Rotação de nutrição:
Durante a nossa passagem por esta área, verificámos maior prevalência de crianças da
faixa etária de 1 aos 3 anos de idade. As crianças vinham geralmente encaminhadas a
partir das consultas externas, e outras vinham do banco de urgência.
O diagnóstico que mais se constatou foi a malnutrição protéica energética moderada na
linha marasmática.

81
Era feita distribuição de suplemento vitamínico e o leite (F100 e F75), de acordo com o
estado nutricional de cada criança, mas o grande problema é que faltava muito.
Além deste acto, às mães e encarregados foram dadas as orientações sobre alimentação
da criança. As crianças com malnutrição aguda severa eram transferidas para o Hospital
Geral do Moxico.
Rotação na atenção pré-natal
Consulta com muita adesão, entretanto, a maioria das gestantes fez a captação
intermédia e tardia, com uma média de filhos na ordem de cinco.
Poucas cumpriam com a realização dos exames, por falta de recursos financeiros,
entretanto, o retorno foi satisfatório. Além da participação em outras actividades
próprias da área de rotação, mais uma vez fizemos educação para saúde.

Rotação de planeamento familiar


Todas as consultas eram precedidas de uma palestra de esclarecimento sobre os métodos
contraceptivos, vantagens e desvantagens de cada um. A faixa etária mais prevalente foi
dos 20 aos 35 anos de idade. A média de paridade era de 2- 5 filhos. O motivo de
adesão a este serviço foi de não ter filhos indesejados, formação académica, razões
laborais entre outras. O método preferido foi a depoprovera, pelo tempo de acção, e o
menos preferido foi o DIU e Micogenon.

VISITAS À COMUNIDADE

Durante o 1º ano de internato, isto é, em 2021, realizámos a visita na comunidade do


bairro Santa Rosa, uma comunidade de pessoas cultas e nobres, cujo desenvolvimento
passámos a apresentar em seguida.
ÁNALISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE DA COMUNIDADE DO BAIRRO
SANTA ROSA
A análise da situação de saúde é fundamental para informar a tomada de decisão dos
gestores, nas diversas esferas de governo, na medida em que traz evidências relevantes
para a elucidação de pontos essenciais à ação. Com a elaboração deste estudo
abordámos a realidade de uma comunidade, e o processo de como os atores sociais são
compreendidos e concebidos, para divulgar os sucessos obtidos na área, assim como os
problemas que ainda preocupam a equipa da saúde e a população.
Durante a rotação de Atenção Primária foram feitas visitas à comunidade da Santa Rosa
no período de Junho a Novembro de 2021.

82
OBJECTIVOS

Objectivo geral:
 Avaliar a situação de saúde do grupo populacional de 30 familias na
comunidade do bairro Santa Rosa, no período de Julho a Novembro do ano
2021.
Objectivos específicos:
 Identificar factores de risco que possam afectar a saúde individual e colectiva;
 Dispensarizar a população estudada;Identificar os principais problemas e suas
causas e estabelecer uma ordem de priorização para a sua resolução;
 Elaborar um plano de acção com base nos problemas priorizados.
DESCRIÇÃO DA COMUNIDADE
Infelizmente não conseguimos descrever a comunidade do bairro Santa Rosa, fomos até
as instâncias superiores em busca de dados, mas não tivemos sucesso, apesar de muitos
esforços.
Pela busca que fizemos a essa comunidade, há indícios que a principal fonte de renda
dessa comunidade é o comércio.
A comunidade conta com o Centro Médico Irmão Zati, prestando serviços primários de
saúde, como consultas de Pediatria e Medicina, serviços de puricultura e PAV,
planeamento familiar, CATV. O clima é tropical e Semiáreda.

83
Tabela n.ᵒ 29: Distribuição de famílias visitadas na Santa Rosa, segundo a faixa
etária e sexo, no período de Junho a Novembro de 2021
Faixa etária F M TOTAL

Nº % Nº % Nº %
0-1 4 4,0 5 5,9 9 4,9

2 -5 11 11,2 12 14,2 23 12,6

36 36,7 24 28,5 60 32,9


6-14

15-45 36 36,7 34 40,4 71 39,0

46-65 8 8,1 6 7,1 14 7,6

>65 2 2,0 2 2,3 2 1,9

Total 98 100 84 100 182 100

Fonte։ Ficha das 30 famílias


Foram dispensarizadas um total de 182 membros familiares do grupo populacional das
30 famílias do bairro Santa Rosa e Popular, predominou o sexo feminino, com 84
membros, o maior número de casos com idade compreendida entre os 6 e os 14 anos, e
os maiores de 65 anos foram os menores casos.

84
Gráfico 1: Pirâmide populacional na comunidade Santa Rosa, no período de Junho
a 24 de de Novembro de 2021
Pirâmide Etária Vs Sexo

+65 2,0% 3.2%


3,2

46˗65 8,1% 7,1%

15˗45 36,7 % 40,4%

6˗14 36.7% 28,5%


Ç

2˗5 11,2% 14,2%

0-1 4,0% 5,9%

Femininoː98 Masculinoː84
Fonte։ Ficha das 30 famílias
Nas 30 famílias dispensarizadas, o sexo feminino foi a que prevaleceu, e faixa etária que
mais prevaleceu foi de 15 a 45 anos, com um total de 36,7%.

85
Tabela nᵒ 30: Distribuição das famílias visitadas na Santa Rosa, no período de
Junho a Novembro de 2021, segundo o nível de escolaridade:
Nível de escolaridade Masculino N.º Feminino N.º Total Nº
Iletrados 28 30,4 34 38,2 62 34,0
Ensino Primário 17 18,2 14 15,7 31 17,0
Ensino 2º 15 16,1 18 20,2 33 18,1
Ensino Médio 26 27,9 14 23,5 47 25,8
Ensino Superior 7 7,5 2 2,2 9 4,9
Total 93 100 89 100 182 100
Fonteː As 30 fichas de dados familiares
Segundo o nível de escolaridade das famílias visitadas na Santa Rosa, no período de
referência, 38,2% são iletrados, nesta contangem achei conveniente incluir as crianças
também. A segunda maior percentagem é do ensino médio com 25,8% dos indivíduos.
O Ensino Superior somente com 4,9% do total dos casos visitados.

Tabela nᵒ 31: Distribuição das famílias visitadas na Santa Rosa, quanto à


ocupação, no período de Junho a Novembro de 2021
Ocupação Total %
Trabalhadores 66 36,2
Estudantes 43 23,6
Desempregados 30 16,4
Aposentados 12 6,5
Outros 31 17,0
Tatal 182 100
Fonteː As 30 fichas de dados familiares
Quanto à ocupação, predominaram os trabalhadores, com 36% do total dos casos,
seguidos dos estudantes, representando 23,6%. Aposentados correspondendo a 6,5% do
total.

86
Tabela n.ᵒ 32։ Distribuição das famílias visitadas na Santa Rosa, segundo o número
de membros, no período entre Junho a Novembro de 2021
Número de membros N.º %
Família pequena 7 23,3
Família mediana 10 33,3
Família grande 13 43,3
Total 30 100
Fonteː As 30 fichas de dados familiares
De acordo com o número de membros, predominou a família grande, com o total de 13,
representando 43,3% do total das famílias visitadas no período em estudo.

Tabela nᵒ 33: Distribuição das famílias visitadas na Santa Rosa, segundo a


ontogênese, no período de Junho a Novembro de 2021
Ontogênese Nº %
Família Nuclear 11 36,6
Família Extensa 14 46,6
Família Ampliada 5 16,6

Total 30 100
Fonteː As 30 fichas das visitadas familiares
Quanto à Ontogênese, a família extensa teve destaque com 14 famílias correspondendo
a 46,6%, do total de famílias visitadas.

Tabela nᵒ 34: Distribuição das famílias visitadas na Santa Rosa, de acordo com a
etapa do ciclo de vida, de Junho a Novembro de 2021
Etapa do ciclo de vida N.º %
Formação 4 13,3
Extensão 15 50,0
Contracção 8 26,6
Dissolução 3 10,0
Total 30 100
Fonteː As 30 fichas de dados familiares
De acordo com a etapa do ciclo vital, no período em estudo predominou a etapa de
extensão, com 50,0% do total das famílias visitadas. Famílias cujos filhos já trabalham,
mas permanecem em casa dos pais.

87
Famílias visitadas na Santa Rosa, segundo as crises no período de Junho a
Novembro de 2023.
Tendo em conta que as famílias encontravam-se na etapa de extensão, as principais
crises são:
Crises Normativas: Nascimento do primeiro filho até a independência de um dos filhos.
Nesta fase os filhos tornam˗se mas responsáveis, e por vezes acabam na delinquência e
outros acabam construindo novas famílias. Crises Paranormativas: segundo a afectação
da dinâmica da família. Desmoralização, problemas de delinquência, dependência ao
álcool e outras drogas ou atos desonrosos.
E outra crise detetada é a desorganização por problemas de saúde, doenças crónicas não
controladas, inativação de exercícios físicos e consumo exagerado de sal e gordura.

Familias visitadas na Santa Rosa, segundo a fecundidade, período de Junho a


Novembro de 2021
Das famílias visitadas de acordo com mulheres em idade fértil houve predomínio da
faixa etária dos 18 aos 35 anos de idade, o que correspondendo a 36,2 % do total de
mulheres visitadas, que é a fase de vida sexualmente activa. Nesta comunidade as
mulheres têm uma média de cinco partos.

Migrações
Durante o período em estudo não houve migrações.
Identificação dos factores de risco a nível comunitário, familiar e individual
 Riscos ambientais
 Água não tratada, (faltade desinfeção da água para o consumo);
 Deficiente saneamento básico;
 Focos de mosquitos à volta das residências;
 Existência de valas de lixo abertas.
 Riscos sociais
 Baixo nível económico;
 Pobreza;
 Baixo nível de escolaridade;
 Abandono escolar.
 Riscos laborais
 Acidentes com materiais corto-perfurantes dos serralheiros e carpinteiros;

88
 Manipulação de produtos químicos como cimento;
 Riscos de acidente/quedas;
 Registei um indivíduo deficiente físico;
 Riscos genéticos não registado.
 Comportamento de risco para a saúde
 Sedentarismo;
 Hábitos alimentares não saudáveis;
 Adicções (de drogas lícitas ou ilícitas);
 Diabetes miellitos;
 H.T.A;
 Tabagismo;
 Hacinamento;
 Conduta sexual inadequada.

Descrição dos serviços de saúde existentes e análise das acções de saúde realizadas
Recursos de saúde disponíveis ao nível da Atenção Primária param os habitantes:
 Centro de Saúde Irmão Zati
O Centro está localizado no Bairro Popular, na cidade do Luena, município do
Moxico, vocacionado na atencão primária da saúde, é um centro com vários
serviços:
 Consultas - Medicina, Pediatria, Puericultura/PAV, CPN, Planeamento familiar,
serviços de SAT (com programa de HIV), serviços de nutrição;
 Banco de urgência; laboratório, farmácia;
 Horário: 8h a entrada, e a saída 14h30, de segunda a sexta-feiras.
O banco de urgência atende todos casos de Pediatria, Medicina, e Pequenas Cirurgias.

RECURSOS HUMANOS
Recursos humanos: ainda por se atualizar
Directora Geral: Maria Fátima de Almeida
Administradora: Eugénia Petrónia
Chefe de Enfermagem: Graça Mutondo Zinha
Pessoal existente։ Enfermeiros, Técnicos, Técnicos auxiliares, Técnicos de diagnóstico
eterapêutica, Farmacêutica, Serviços auxiliares (administração, limpeza,
cozinha,Segurança).

89
Distribuição dos recursos humanos existentes no Centro de Saúde do, de Junho a
Novembro de 2021
Quanto à distribuição de recursos humanos existentes no Centro, não tivemos acesso a
esses dados.

NÍVEL IMUNITÁRIO DA POPULAÇÃO


O Centro possui as vacinas do PAV disponíveis para a população alvo.
 Crianças visitadas – nem todas tinham o calendário vacinal completo.
 Adultos – tétano.

DISPENSARIZAÇÃO

Tabela n.ᵒ 35: Distribuição das famílias visitadas na Santa Rosa, quanto ao grupo
dispensarial, no período de Junho a 24 de Novembro de 2021
Grupo dispensarial Frequência mínima de avaliação Total %
Gruçpo I – Supostamente sãos 1 Vez ao ano em consulta 50 27,4
Grupo II – de risco 2 Vezes ao ano, consulta e terreno 101 55,4
Grupo III – Doentes 3 Vezes ao ano: 2 consultas e 1 20 10,9
Terreno
Gropo IV‒ Deficientes/incapacitados 2 Vezes ao ano: 1 consulta e 1 1 0,5
Terreno
Total 182 100
Fonteː As 30 fichas das famílias visitadas

ACÇÕES DE VIGILÂNCIA E CONTROLO


No Centro de Saúde, durante este periódo tivemos a oportunidade de assistir e também
palestrar os seguintes temas: IRAS, DDA, Malária. Organizam-se palestras sobre
doenças transmissíveis (, ITS) formas de transmissão e de prevenção; essas ações foram
feitas apenas no Centro.
Na comunidade do bairro Santa Rosa foram feitas apenas visitas para o cadastramento
das 30 famílias e aí aproveitou-se passar informações sobre a educação para a saúde e
outras ações de promoção à saúde e prevenção de doenças.

90
Aleitamento materno
Constatou-se que, a maioria das mães não cumpre com o aleitamento materno exclusivo
até aos 6 meses, conforme recomendado na CPN e na consulta de puericultura. Algumas
por razões culturais e outras por condições socio-económicas baixas, incapazes de
garantir alimentos saudáveis para as mães que amamentam, outras por questões
laborais, e outras ainda alegaram que o leite materno era insuficiente para o bebé.

Identificação de risco pré-concepcional:


Mulheres com idade superior aos de 35 anos de idade. Entretanto, havia necessidade de
realização de alguns exames laboratoriais pré-concepcionais.

Identificação de gestantes de risco


Indentificou-se uma gestande de risco, por ser doméstica, ela realiza trabalhos pesados
como transportar água e outras actividades mais.

SANEAMENTO AMBIENTAL
 O saneamento ambiental é moderado e não deficiente, porque existe uma vala de
drenagem das águas aberta com finalidade de depositar água, mas alguns
moradores depositam também lixo mesmo tendo por perto os contentores de
lixo.
 O bairro possui valas de drenagem das águas das chuvas e residuais.
 A maioria das casas possui esgotos.
 Em relação a higiene bucal da população é deficiente, porque de uma maneira
geral não tem hábito de consulta de Estomatologia, só quando existem queixas.

DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DANOS E PROBLEMAS DE SAÚDE DA


POPULAÇÃO
Os indicadores analisados neste estudo foram: coeficiente de morbimortalidade, por
doenças transmissíveis, doenças crónicas não transmissíveis, e por causas externas.

91
Tabela n.ᵒ 36: Distribuição de morbilidades por doenças transmissíveis no bairro
Santa Rosa, no período de Junho a Novembro de 2021
Doença N.º %
Malária 23 13
IRA 13 7
ºç 10 5
´Çdda
Outras 1 1
Fonteː As 30 fichas das famílias visitadas
A doença transmissível que mais prevalência teve foi a malária, por estarmos numa
zona endêmica e pela debilidade no saneamento básico.

Tabela n.ᵒ 37: Distribuição de morbilidades por doenças crónicas não


transmissíveis no bairro Santa Rosa, no período de Junho a Novembro de 2021
Doença N.º %
Hipertensão Arterial 40 22
Diabetes Mellitus 6 3

Distribuição da população quanto a deficiência e incapacidade no bairro do Santa


Rosa no período de junho a Novembro de 2021.
Durante o período em estudo registei apenas um incapacitado, utente de 59 anos de
idade, do sexo masculino, amputado o membro inferior esquerdo, cuja causa foi a
guerra, alegando ter pisado uma mina.
Mortalidade no bairro do Santa Rosa no período de Junho a de Novembro de 2021. A
HTA foi a entidade que mais prevaleceu. No período em estudo, não se registaram
óbitos.
Análise da participação da população na identificação e solução de problemas de
saúde. Necessidades sentidas pela população:
− A existência de médicos no Centro de Saúde (não há médicos).

92
− Necessidade de melhoria dos serviços de saúde (mais recursos humanos e meios para
a melhoria do atendimento à população); necessidade de uma sala de partos e serviço de
Estomatologia e necessidade de lojas comerciais para o bairro.

Análise da participação da população na identificação e solução dos problemas de


saúde.
Chuva de ideias
− Deficiente saneamento básico;
− Alto índice de jovens desempregados;
− Elevado índice de infestação por malária;
− Factor de risco para doenças transmissíveis;
− Doenças crónicas não controladas.
Aplicação do método de Hanlon
Ordem de prioridade = (A+B) C x D
− A – representa a magnitude do problema;
− B – a Severidade do problema;
− C – a eficácia da solução
− D – a exequibilidade da intervenção
− (Pertinência, Exequibilidade Económica, Disponibilidade de recursos,
Legalidade e Aceitação da comunidade).
Quadro n.ᵒ 23: Aplicação do Método de Hanlon
Problemas A B C D A+B Ponto
(0-10) (0-10) (0.51.5) Perla (cxd)
1-Deficiente 10 7 1 1 17(1x1) 17
Saniamento
Básico

2-Alto índice de 6 4 0.5 1 10(0,5x1) 5


jovens
desempregados
3- Aumento de 10 9 1 1 19(1x1) 19
casos de malária

4-Factores de 10 8 0,5 0 18(0,5x0) 0


risco
para doenças

93
Transmissíveis

5-Doenças 8 5 1 1 12(1x1) 12
crónicas
não controladas

Efeitos e
consequencia

Repercurssões Aumento da
Anemia
socioeconómicas Morbimortalidade

Problema
MALÁRIA central

Causa do
problema

Vala de drenagem
Lixo ao ar livro das águas aberta ,e
depositam lixo no
mesmo local
Falta de educação
Para a saúde Plantações ao redor
das residências

94
Efeitos e
consequências

Doencças Poluição Aumento da


infecciosas Ambiental Morbimortalidade

DEFIENCIENTE
SANIAMENTO BÁSICO Problema
Central

Causas do
problema

Vala de drenagem das Plantações ao redor das


águas aberta residências

Depositam o lixo na
vala de drenagem das Falta de educação para a
água saúde

95
INTERSECTORIALIDADE
Depois de identificados e priorizados os problemas deu-se a conhecer aos líderes da
comunidade, em busca de sugestões e ideias para a solução dos mesmos, posteriormente
a elaboração do plano de acção
Quadro n.ᵒ 24: Plano de Acção
Broblemaas Objectivos Medidas Partcipantes Responsáveis Recursos Onde Qundo Avaliação

DEFICIENTE Melhorar o [Link]ção • EBS • EBS - Cartazes; Bairro 20 de 25 de


SANEAMENTO de -Megafones;
Saneamento •Comunidade Santa Junho Novembro
BÁSICO Saúde; -Colunas
Básico [Link] Altifalantes; Rosa 2021 2021
de -Vassouras;
Sensibilização -Enxadas;
e -Catanas;
Limpeza. -Contentores.

Elevado Diminuir o [Link]ção • EBS EBS -Uso de Bairro 20 de


índice de de • Comunidade Mosquiteiros;
índice de • Comunidade Santa Março
infestaçãos Saúde; -Insecticidas;
por infestação [Link]ção; •Administração •Administração -Repelentes; Rosa. 2024
Malária [Link]ção -Redes
Da Santa Rosa Da Santa Rosa
de Milimétricas.
Mosquiteiros;
[Link]ção
de
Criadouros de
Mosquitos.

APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO

Pré-escolar de três anos de idade, com antecedentes de saúde. Vai com a


mãe à consulta, a mesma releta que teve várias crises dolorosas abdominais
nos últimos três meses. Em ocasiões anteriores teve diarreias e vómitos.
Refere que tem pouco apetite e em certas ocasiões viu-a comendo terra. Há
uma semana começou com tosse seca que não a deixava dormir bem.

Gênero de vida: Moradia rural. Teto do Zinc. Piso de terra. Habitações: 2.


Pessoas: 9
Antecedentes pré-natais: Ho: G7 P6 A0
96
Captação: 32 semanas.
Controle pré-natal: 1
Antecedentes natais: Parto eutócico (Em hospital Municipal)
Idade gestacional: 39 semanas (?)
Antecedentes Pios-natais: Peso ao nascer: 2800 g, altura: 49 cm, PC: 34
cm, PT: 33 cm, Apgar: 8 / 9.
Vacinação: Completa.
Aleitamento materno exclusivo: Até os 3 meses

Exame físico
Hipotrófico. Hidratado.
Mucosas: Hipocoradas e úmidas.
Faneras: Cabelos de normal implantação e distribuição. Cabelos espaçados,
quebradiços.
TCS: Não infiltrado por edemas.
Ap. Respiratório: Não dispnéia, não tiragem. Percussão normal. Murmúrio
vesicular normal em ambos os campos pulmonares. Não estertores. FR: 28
respirações / minuto.
Ap. Cardiovascular: Área cardíaca normal. Pulsado da ponta não visível
nem evidente. Ruídos cardíacos normais. Não se ausculta sopro nem outros
ruídos adventícios. FC.- 112 Pulsados / minuto.
Abdômem: Globuloso. Distendido. Segue os movimentos respiratórios.
Não lesões visíveis. Ruídos hidroaéreos normais. Ligeiramente doloroso a
palpação de maneira difusa. Não reacção peritoneal. Não se apalpa
tumoração.
SNC: Consciente, orientado. Linguagem adequada para sua idade. Atitude
normal. Não signos de focalização neurológica.

97
O.B.S: Factores de risco constatados são ։ índice de assinamento,
aleitamento exclusivo até aos 3 meses, meio ambiente, condições
de moradia, captação tardia.
DIAGNÓTICO NOSOLÓGICO

 ASCARIDIÁSIS
Agente etiológico

 ASCARIS LUMBRIGOIDES
O.B.S: é um geohelmintasis mais frequente de todas as helmintiasis
humanas. Se calcula que se produz mais de 1 000 000 000 de casos em
todo mundo. Infecta o homem pela via oral, pela ingestão de ovos que este
parasita produz através das mãos contaminadas, alimentos e água.

Alojam-se no tubo digestivo (intestino delgado), onde se liberam larvas que


penetram na parede intestinal. Viajam para outros sistemas através de vasos
e sistema linfático. Os vermes adultos podem viver de um a dois anos, no
organismo humano.

98
Quadro clínico

Um bom número de casos são assintomáticos, mas outros


representam um problema clínico significativo.
A morbilidade pode manifestar-se durante a migração das larvas nos
pulmões e outros órgãos.
 Manifestações respiratórias: pode apresentar um estado gripal, tosse
seca, às vezes produtiva, febre que aparenta um síndrome de
Loefler, acompanhado de eosinofilia, (neumonitis eusinofílica).
 Manifestações intestinais: dor abdominal difusa devido ao seu
constante movimento e pressão sobre o abdomem, distinção
abdominal, náuseas, vómitos e em ocasiões diarreias, podendo
provocar uma obstrução intestinal e elevar ao quadro de abdomem
cirúrgico, a máxima incidência é em crianças se um a seis anos.
 Outras manifestações são nutricionais, neurológicas, exames
complementares.
Identificação macroscópica dos parasitas adultos (macho e fêmea)

Identificação microscópica dos ovos nas fezes fecais (kato-katz).

Radiografia do abdomem e trânsito intestinal contrastado (opacidade em


forma de lineas).

Colongiografía. Acto Cirúrgico se for necessário.

99
Tratamento

Preventivo

Adequada eliminação e práticas sanitárias das fezes fecais.

Ferver a água de beber ou desinfectar. Lavar bem as mãos, verduras e


frutas de consumo cru. Estabelecer controlo de vectores mecânicos.

Manter boa higiene pessoal. Saneamento [Link].

Tratamento Medicamentoso

O Pamoato de Pirantel 11mg/kg, dose única.

Sais de Piperazina: 50 a 75mg/kg durante 2 dias. Benzoimindazole.

Alternativas

antihelmintico:

Mebendazol:100mg 2 vezes ao dia para maiores de 1 ano.

Albendazol:400mg dose única (em infecções severas dave subministrar


durante três dias).

Levamizol: 2,5mg/kg dose única.

Prognóstico

O prognóstico da ascariadiáses, quando há diagnóstico precoce e


tratamento adequado é bom. Quando no entanto a doença evolui ao ponto
de ter um número alto de parasitas no organismo, o prognóstico pode não
ser bom, pois o risco de complicações é maior.

100
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Formar médicos interessados e dispostos a seguir a especialidade de MGF é um desafio


para a educação médica em Angola, e em outros países. Entretanto, a presença continua
e segura de médicos de famílias em quantidades suficiente para abastecer o sistema de
saúde quecé essencial para o funcionamento e eficácia dos cuidados de Saúde Primária.

O estudo atual, portanto, traz e reforça a importância da presença da especialidade de


MGF nas comunidades, sendo que é essencial que este contacto seja contínuo e
abrangente.
O Médico de Família é um especialista formado para trabalhar na linha da frente do
sistema de saúde e para dar os passos iniciais na prestação de cuidados para qualquer
problema de saúde que os pacientes possam apresentar, em benefício dos pacientes,
interage com indivíduos autónomos no campo da prevenção, diagnóstico, cura,
acompanhamento e paliação, usando e integrando as ciências da Biomedicina e da
Psicologia e Sociologia Médicas, estando assim a MGF na base da pirâmide de todos os
cuidados de saúde.

Para dizer também que o país vai lançar no mercado este ano mais de 300 médicos
especialístas de MGF pela primera vez, isso representa um grande avanço para o país.

101
BIBLOGRAFIA
(1)[Link]
saude/recomendacoes/medicina-geral-e-familiar.
(.2)Alvarez Sintes R. (2010) E método cliínico na prática da medicina famiar . Tomo 2.
Cap 3 pag 29-31-
( 2.1)Alvarez Sintes R. Temas de Medicina General Integral. Ed. La habana. ECIMED;
2014. Tomo 1 Cap 13; pag 107-112.

Outras revisões biblográficas consultadas

Bn,https։//[Link]»org » files.
https։//[Link]./10316/4317.kj9..b
[Link]://[Link]/ck/a?!&&p=94f41a0760a87183c55d46842ae4158635301842d
24
66fa09bde11ab618e14e8JmltdHM9MTczNzA3MjAwMA&ptn=3&ver=2&hsh=4&fcli
d=0199f416-ae28-6f48-3366.
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lid=0199f416-ae28-6f48-3366.
5. Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidade de saúde, serviços e
tecnologia. UNESCO: Ministério da Saúde. Brasília: 2002
6 . Roncoletta A, Bustos-Saldaña R, Rendón JC. As expectativas dos estudantes de
Medicina em relação à Medicina de Família. Pan-american Family Medicine Clinics.
[Link] PGC, Lira GV, Miranda AS. Interesse dos estudantes pela Medicina de Família:
Estado da questão e agenda de pesquisa. Revista Brasileira de Educação Médica
[Link]։//[Link]/noticias/governo-aposta-medicina-familiar.
[Link]ção Pan-Americana da Saúde; Organização Mundial da Salúde.
[Link]ção Primária à Saú[Link]։//[Link]/pt/topicos/atencaoprimaria-saúde.
[Link] A. Medicina Geral e Integral. Volume 1. Editorial ciência médicas, La
Habana, 2014.
12. httpsː[Link]» colégios.
13. Wonca Europa"A Definicçaão Eurpdeia de Medicina Geral e Familiar( Clínica
Geral/Medicina Familiar)".
14. World Heath Organization. "Declartion of Alma Ata". International Conference on
Primary Health Care, Alma Ata, USSR,6-12, September.

102
ANEXOS

103
ANEXO 1: Bilhe de Identidade.

104
Anexo 2։ Diploma

105
Anexo 3: Certificado de Licenciatura em Medicina

106
107
Anexo 4:Declaração da Ordem dos Médicos

108
Anexo 5: Certificados de Participação

109
110
111
112
113
114
Anexo 6: Cronograma do 1º Ano

115
116
Anexo 8: Cronograma do 3º Ano

117
118
Anexo 9: Caderntas de Dermatologia

119
120
Anexo 15: Fixa de Cadastro Famíliar

121
122
123
124
125
126
127

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