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Material de Aprofundamento: Dezembro

O documento aborda o tema de Parceria Público-Privada (PPP) e serviços públicos, definindo conceitos e modalidades de prestação de serviços. Destaca a legislação pertinente, como a Lei 11.079/04, e diferencia entre concessões comuns e especiais, enfatizando a importância da contraprestação pecuniária ao parceiro privado. O material também inclui questões discursivas e referências bibliográficas para aprofundamento.
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Material de Aprofundamento: Dezembro

O documento aborda o tema de Parceria Público-Privada (PPP) e serviços públicos, definindo conceitos e modalidades de prestação de serviços. Destaca a legislação pertinente, como a Lei 11.079/04, e diferencia entre concessões comuns e especiais, enfatizando a importância da contraprestação pecuniária ao parceiro privado. O material também inclui questões discursivas e referências bibliográficas para aprofundamento.
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GABRIEL SANTOS BARBOSA 15215558779 GABRIEL SANTOS BARBOSA 15215558779 GABRIEL SANTOS BARBOSA

Dezembro
MATERIAL DE

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APROFUNDAMENTO
GABRIEL SANTOS BARBOSA 15215558779 GABRIEL SANTOS BARBOSA 15215558779 GABRIEL SANTOS BARBOSA

Aula revisada e atualizada em 22/12/2022

TEMA APROFUNDADO MÊS


PARCERIA PÚBLICO PRIVADA
PARCERIA PÚBLICO PRIVADA 3
SERVIÇOS PÚBLICOS 3
FORMAS DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO 4
1) Concessão do Serviço Público 5
PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA 7
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 7
MODALIDADES DE PPP 10
ESPECIFICIDADES DAS PPP 15
GARANTIAS PRESTADAS PELO PODER PÚBLICO 23
FUNDO GARANTIDOR DE PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADA 24
SOCIEDADE DE PROPÓSITO ESPECÍFICO 25
PROCEDIMENTO LICITATÓRIO 27
QUESTÕES DISCURSIVA 29
BIBLIOGRAFIA 31

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PARCERIA PÚBLICO PRIVADA

SERVIÇOS PÚBLICOS

Apesar de não possuir um conceito pacifico, pode-se extrair alguns conceitos de


doutrinadores importantes para o serviço público.

Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, serviço público é toda atividade material
que a lei atribui ao Estado para que a exerça diretamente ou por meio de seus
delegados, com o objetivo de satisfazer concretamente às necessidades coletivas, sob
regime jurídico total ou parcialmente de direito público.

Para José dos Santos Carvalho Filho, por sua vez, serviço público é toda atividade
prestada pelo Estado ou por seus delegados, basicamente sob regime de direito público,
com vistas à satisfação de necessidades essenciais e secundárias da coletividade.

Já para José dos Santos Carvalho Filho, serviço público é toda atividade prestada
pelo Estado ou por seus delegados, basicamente sob regime de direito público, com
vistas à satisfação de necessidades essenciais e secundárias da coletividade.

Lendo com atenção os conceitos apresentados pelos autores, podemos destacar


três elementos, os quais nos ajudam a ter uma noção do que vem a ser serviço público.
Nesse sentido, serviço público é:

● A prestação de utilidades ou comodidades materiais concretas essenciais


e secundárias à coletividade (elemento material),
● Pelo Estado ou por seus delegatários (art. 175, CF/88) (elemento
subjetivo),
● Assim definidas em lei, sob regime de direito público (elemento formal).
As disposições mais genéricas sobre serviço público existentes na Constituição
encontram-se no artigo 175, no título relativo à ordem econômica e financeira.

“Art. 175, CF: Incumbe ao Poder Público, na forma da


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lei, diretamente ou sob regime de concessão ou


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permissão, sempre através de licitação, a prestação de


serviços públicos.

Parágrafo único. A lei disporá sobre:

I - o regime das empresas concessionárias e


permissionárias de serviços públicos, o caráter especial
de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as
condições de caducidade, fiscalização e rescisão da
concessão ou permissão;

II - os direitos dos usuários;

III - política tarifária;

IV - a obrigação de manter serviço adequado.”

FORMAS DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO

A prestação dos serviços pode ser dividida em direta e indireta. A prestação direta
pode ser centralizada ou descentralizada. Veja o seguinte quadro:

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A partir do que foi visto acima, a CF/88 outorgou a todos os entes estatais (União,
Estados, Distrito Federal e Municípios) a prerrogativa de prestar, direta ou
indiretamente, serviços públicos à coletividade.
Embora possa ser delegado (concessão, permissão e autorização) a entidades
privadas, o serviço público só pode ser titularizado por pessoa jurídica de direito público.
Desse modo, observada a repartição de competências determinada pela Constituição e
pela legislação, a titularidade de serviços públicos somente pode ser atribuída à União,
Estados, Distrito Federal, Municípios, Territórios, autarquias, associações públicas ou
fundações públicas de Direito Público.
Com efeito, os instrumentos normativos de delegação de serviços públicos, como
concessão e permissão, transferem apenas a prestação temporária, nunca delegam a
titularidade do serviço público, agindo o particular como mero delegatário.
Além disso, conforme o já citado art. 175 da CF/88, a execução indireta de
serviços públicos deve ser feita “sempre através de licitação”, ou seja, na delegação de
serviços públicos a licitação é obrigatória, sendo impossível a dispensa;
excepcionalmente, contudo, a doutrina admite a inexigibilidade, desde que se
demonstre a inviabilidade de competição.

1) Concessão do Serviço Público

De acordo com a lei n° 8.987/95, a concessão de serviço público é a delegação de


sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade
concorrência ou diálogo competitivo, a pessoa jurídica ou consórcio de empresas que
demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo
determinado.

“Art. 2, lei n° 8.987/95: Para os fins do disposto nesta


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Lei, considera-se:
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II - concessão de serviço público: a delegação de sua


prestação, feita pelo poder concedente, mediante
licitação, na modalidade concorrência ou diálogo
competitivo, a pessoa jurídica ou consórcio de empresas
que demonstre capacidade para seu desempenho, por
sua conta e risco e por prazo determinado; (Redação
dada pela Lei nº 14.133, de 2021).”

Atenção para a definição legal da concessão, pois teve recente alteração com a
nova lei de licitações. Antigamente apenas era permitido que a concessão ocorresse na
modalidade concorrência. Atualmente é permitido na modalidade concorrência ou
diálogo competitivo.
No direito brasileiro, existem basicamente duas categorias de concessões:

● Concessões comuns, reguladas pela lei n° 8.987/95 e que se dividem em:


concessões de serviços públicos simples e concessões de serviços públicos
precedidas de obras públicas.
● Concessões especiais (parcerias público-privadas – PPP’s), regulamentadas pela
Lei 11.079/04, que se dividem em: concessões patrocinadas e concessões
administrativas.

O objetivo do presente material é o estudo das concessões especiais, quais sejam


as PPP’s. Agora iremos aprofundar a matéria, mas é de fundamental importância
pontuar alguns tópicos.
A diferença marcante entre essas duas categorias é que, na primeira, a
exploração é feita por conta e risco do particular, sem nenhuma contrapartida
pecuniária do poder público, sendo a remuneração constituída basicamente pelas
tarifas pagas por usuários. Já nas concessões especiais, além da tarifa, o particular
recebe aporte financeiro da Administração.
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Por fim, ressalta-se que tanto as concessões comuns quanto as especiais são
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formalizadas por contratos administrativos. E, em matéria de contratos e licitações,


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compete privativamente à União legislar sobre normas gerais para toda a Administração
Pública (art. 22, XXVII, CF/88).

“Art. 22, CF: Art. 22. Compete privativamente à União


legislar sobre:

XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em


todas as modalidades, para as administrações públicas
diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no
art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de
economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III;”

PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA

NOÇÕES INTRODUTÓRIAS

Como visto no tópico anterior, além da concessão comum de serviços públicos


(Lei 8.987/95), a legislação apresenta, ainda, a concessão especial de serviços públicos,
denominada Parceria Público-Privada (PPP), submetida ao regime jurídico diferenciado
previsto na Lei 11.079/04.

Importante pontuar que a Lei 11.079/04 é norma geral, sendo que alguns outros
entes federados já fixaram normas específicas sobre o tema (você precisará estar atento
ao conteúdo programático do edital do concurso que for prestar).
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Ainda sobre a Lei 11.079/04, o aluno deve estudar o parágrafo único de seu artigo
primeiro com atenção. No dispositivo legal é indicado a quem deve ser aplicado a lei, no
qual elenca diversos órgãos dos Poderes Executivo e Legislativo, não abrangendo o
Judiciário no dispositivo legal.

“Art. 1, lei n° Lei 11.079/04: Esta Lei institui normas


gerais para licitação e contratação de parceria público-
privada no âmbito dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios.

Parágrafo único. Esta Lei aplica-se aos órgãos da


administração pública direta dos Poderes Executivo e
Legislativo, aos fundos especiais, às autarquias, às
fundações públicas, às empresas públicas, às sociedades
de economia mista e às demais entidades controladas
direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito
Federal e Municípios.”

COMO O ASSUNTO JÁ FOI COBRADO EM CONCURSOS?

Na prova FCC, para DPE-MT, realizada em 2022, foi perguntado: “É característico da


parceria público-privada

Alternativas

A) não haver compartilhamento de riscos, como no contrato de concessão.


B) sempre carregar, em seu objetivo, execução de obras ou fornecimento de
bens.
C) ser reconhecida como tipo de contrato de permissão.
D) incentivar o investimento do setor privado no público e vice-versa.
E) ser aplicável a autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades
de economia mista.
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Gabarito: letra E
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As PPP’s têm como objetivo principal atrair o setor privado nacional e


estrangeiro, basicamente para investimentos em projetos de infraestrutura de grande
vulto, necessários ao desenvolvimento do País, cujos recursos envolvidos excedem a
capacidade financeira do setor público.

A principal estratégia para atrair esses investimentos é, simplificadamente,


assegurar ao parceiro-privado um retorno mínimo sobre o capital investido. Esse
retorno mínimo é proporcionado por uma contraprestação.

Isto posto, pode-se afirmar que a característica fundamental das PPP’s é a


previsão de uma contraprestação pecuniária do Poder Público ao parceiro privado, a fim
de remunerá-lo pelo investimento feito. Aliás, se o contrato não prevê essa
contraprestação pecuniária do poder concedente ao concessionário, não será PPP, e sim
concessão comum.

COMO O ASSUNTO JÁ FOI COBRADO EM CONCURSOS?

Na prova FUNDATEC, para PGE-RS, realizada em 2021, foi perguntado: “Qanto às


Parcerias Público-Privadas (Lei nº 11.079/2004), analise as assertivas abaixo e assinale
a alternativa correta.

I. A concessão administrativa é apenas uma forma avançada de financiamento


de obras públicas.
II. Dentre os riscos passíveis de repartição entre as partes nas parcerias
público-privadas estão o caso fortuito, o fato do príncipe e a álea
extraordinária.

III. As concessões administrativas e patrocinadas podem envolver,


simultaneamente, a delegação do exercício do poder de polícia, desde que de
titularidade do poder concedente.
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IV. A aplicação das cláusulas de atualização de valores, baseadas em índices e


fórmulas matemáticas, depende da aprovação do poder concedente.

Alternativas
A) Apenas II está correta.
B) Apenas I e II estão corretas.
C) Apenas II e IV estão corretas.
D) Apenas III e IV estão corretas
E) Todas estão incorretas.

Gabarito: letra A

MODALIDADES DE PPP

A Lei 11.079/04 define duas espécies de parcerias público-privadas, a saber:

● Concessão patrocinada: é a concessão de serviços públicos ou de obras


públicas de que trata a Lei no 8.987, quando envolver, adicionalmente à
tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro
público ao parceiro privado.
● Concessão administrativa: é o contrato de prestação de serviços de que a
Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva
execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.
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“Art. 2, lei n° Lei 11.079/04: Parceria público-privada é


o contrato administrativo de concessão, na modalidade
patrocinada ou administrativa.

§ 1º Concessão patrocinada é a concessão de serviços


públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no
8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando envolver,
adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários
contraprestação pecuniária do parceiro público ao
parceiro privado.

§ 2º Concessão administrativa é o contrato de prestação


de serviços de que a Administração Pública seja a
usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução
de obra ou fornecimento e instalação de bens.”

COMO O ASSUNTO JÁ FOI COBRADO EM CONCURSOS?

Na prova CESPE, para PGE-MS, realizada em 2021, foi perguntado: “A União concedeu
para um parceiro privado a exploração de uma ferrovia a ser construída por este, mas
que contará com parcela de recursos públicos para este fim. Conforme pactuado entre
a União e o parceiro privado, este poderá cobrar tarifas dos usuários da ferrovia.

Conforme a Lei n.º 11.079/2004, que dispõe sobre as parcerias público-privadas, a


concessão de que trata a situação hipotética em pareço é da modalidade

A) administrativa.
B) patrocinada.
C) consórcio público.
D) delegada.
E) comum.
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Gabarito: letra B
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COMO O ASSUNTO JÁ FOI COBRADO EM CONCURSOS?

Na prova CESPE, para MPE-SC, realizada em 2022, foi considerada certa a seguinte
assertiva: “Denomina-se parceria público-privada o contrato administrativo de
concessão, na modalidade patrocinada ou administrativa.”

Na opinião da Professor Maria Sylvia Zanella Di Pietro, não é cabível a cobrança


de tarifa na concessão administrativa, mas não há impedimento a que o concessionário
receba recursos de outras fontes de receitas complementares, acessórias, alternativas
ou decorrentes de projetos associados.

Segundo Rafael Carvalho Rezende Oliveira, os conceitos fornecidos pela


legislação permitem concluir pela existência de, ao menos, duas diferenças entre as
espécies de PPP’s:

● Quanto ao objeto da parceria: de um lado, a PPP patrocinada tem por objeto a


prestação de serviços públicos; por outro, o objeto da PPP administrativa pode
ser a execução de serviços públicos ou de serviços administrativos prestados ao
Estado.
● Quanto à remuneração: enquanto na PPP patrocinada, o concessionário será
remunerado por meio de tarifa e dinheiro do orçamento, além das demais
modalidades de contraprestação indicadas no art. 6.º da Lei 11.079/04, na PPP
administrativa, o concessionário será remunerado integralmente pelo Estado
(orçamento ou uma das formas previstas no art. 6.º da Lei da PPP), não havendo
previsão de cobrança de tarifa dos usuários.

A legislação ainda determina que não constitui parceria público-privada a concessão


comum, assim entendida a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que
trata a Lei nº 8.987, quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro
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público ao parceiro privado.


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“Art. 2, lei n° Lei 11.079/04: § 3º Não constitui parceria


público-privada a concessão comum, assim entendida a
concessão de serviços públicos ou de obras públicas de
que trata a Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995,
quando não envolver contraprestação pecuniária do
parceiro público ao parceiro privado.”

COMO O ASSUNTO JÁ FOI COBRADO EM CONCURSOS?

Na prova CESPE, para CODEVASF, realizada em 2021, foi considerada errada a


seguinte assertiva: “É permitida a constituição de parceria público-privada para a
exploração de uma concessão comum, desde que essa parceria não envolva uma
contraprestação pecuniária do parceiro público.”

Também é importante conhecer as formas de contraprestação previstas no art.


6º da Lei 11.079/04:

● Ordem bancária: esse é o pagamento direto que o Poder Público


faz ao parceiro privado, é uma simples transferência bancária. Se previsto no
contrato, é possível que a remuneração da concessionária seja variável,
vinculada ao seu desempenho, conforme metas e padrões de qualidade e
disponibilidade estabelecidos no contrato. Registre-se, ademais, que não é
admitido o pagamento antes da execução do objeto contratual;
● Cessão de créditos não tributários: admite-se a cessão de
créditos, por exemplo, derivados de indenizações devidas por terceiros à fazenda
pública;
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● Outorga de direitos em face da Administração Pública: deve


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incidir sobre direitos que possam ser convertidos em pecúnia.


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● Outorga de direitos sobre bens públicos dominicais: a renda


obtida das locações e concessões onerosas de uso sobre bens públicos
dominicais poderão ser revertidas em favor da concessionária.

“Art. 6, lei n° Lei 11.079/04: A contraprestação da


Administração Pública nos contratos de parceria
público-privada poderá ser feita por:

I – ordem bancária;

II – cessão de créditos não tributários;

III – outorga de direitos em face da Administração


Pública;

IV – outorga de direitos sobre bens públicos dominicais;

V – outros meios admitidos em lei.”

O contrato poderá prever o aporte de recursos em favor do parceiro privado para


a realização de obras e aquisição de bens reversíveis, desde que autorizado no edital de
licitação.

“Art. 6, lei n° Lei 11.079/04: § 2º O contrato poderá


prever o aporte de recursos em favor do parceiro
privado para a realização de obras e aquisição de bens
reversíveis, nos termos dos incisos X e XI do caput do art.
18 da Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, desde
que autorizado no edital de licitação, se contratos
novos, ou em lei específica, se contratos celebrados até
8 de agosto de 2012.”
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Vale destacar ainda que, as concessões patrocinadas em que mais de 70% da


remuneração do parceiro privado for paga pela Administração Pública dependerão de
autorização legislativa.

“Art. 10, lei n° Lei 11.079/04: § 3º As concessões


patrocinadas em que mais de 70% (setenta por cento)
da remuneração do parceiro privado for paga pela
Administração Pública dependerão de autorização
legislativa específica.”

ESPECIFICIDADES DAS PPP

A lei n° Lei 11.079/04 é permeada de especificidades para a configuração das


Parcerias Público-Privadas. Vejamos:

● Quanto ao valor: a PPP não pode ser inferior a R$ 10.000.000,00 (dez


milhões de reais);

“Art. 2, lei n° Lei 11.079/04: É vedada a celebração de


contrato de parceria público-privada:

I - cujo valor do contrato seja inferior a R$ 10.000.000,00


(dez milhões de reais);”

● Quanto ao tempo: a PPP deve ter periodicidade mínima de 5 anos e


máxima de 35 anos, incluindo eventual prorrogação;

“Art. 2, lei n° Lei 11.079/04: É vedada a celebração de


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contrato de parceria público-privada:


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I - cujo período de prestação do serviço seja inferior a 5


(cinco) anos; ou”

“Art. 5, lei n° Lei 11.079/04: I – o prazo de vigência do


contrato, compatível com a amortização dos
investimentos realizados, não inferior a 5 (cinco), nem
superior a 35 (trinta e cinco) anos, incluindo eventual
prorrogação;”

● Quanto à matéria: não é cabível PPP que tenha como objeto único o
fornecimento de mão-de-obra, o fornecimento e instalação de
equipamentos ou a execução de obra pública.

“Art. 2, lei n° Lei 11.079/04: É vedada a celebração de


contrato de parceria público-privada:

III – que tenha como objeto único o fornecimento de


mão-de-obra, o fornecimento e instalação de
equipamentos ou a execução de obra pública.;”

● Quanto à área de atuação: a PPP não pode ser utilizada para delegação
das atividades de poder de polícia, regulação, jurisdicional e de outras
atividades exclusivas do Estado, pois são serviços indelegáveis; e

“Art. 4, lei n° Lei 11.079/04: É vedada a celebração de


contrato de parceria público-privada:

III – indelegabilidade das funções de regulação,


jurisdicional, do exercício do poder de polícia e de outras
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atividades exclusivas do Estado;”


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Além das restrições acima expostas e de toda a normatização dos contratos das
concessões comuns, as parcerias público-privadas devem observar, ainda, as seguintes
cláusulas específicas:

● A previsão de todas as penalidades que poderão ser aplicadas à


Administração Pública e ao parceiro privado em caso de inadimplemento
contratual, fixadas sempre em respeito ao princípio da
proporcionalidade, tendo em vista a gravidade da falta e as obrigações
assumidas.
● A repartição de riscos entre as partes, inclusive os referentes a caso
fortuito, força maior, fato do príncipe e álea econômica extraordinária.
Perceba que, nesses contratos, ambos os parceiros devem se
responsabilizar por todos os prejuízos ocorridos na sua execução.

Enunciado 28 da I Jornada de Direito Administrativo:


Na fase interna da licitação para concessões e parcerias
público-privadas, o Poder Concedente deverá indicar as
razões que o levaram a alocar o risco no concessionário
ou no Poder Concedente, tendo como diretriz a melhor
capacidade da parte para gerenciá-lo.

● As formas de remuneração e de atualização dos valores contratuais,


estabelecendo índices de reajuste para manutenção do equilíbrio
econômico-financeiro do contrato, haja vista a corrosão inflacionária da
moeda.
Importante destacar que poderá ser estabelecido no contrato que o
pagamento ao parceiro privado de remuneração variável vinculada ao
seu desempenho, conforme metas e padrões de qualidade e
disponibilidade definidos no contrato.
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“Art. 6, lei n° Lei 11.079/04: § 1º O contrato poderá


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prever o pagamento ao parceiro privado de


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remuneração variável vinculada ao seu desempenho,


conforme metas e padrões de qualidade e
disponibilidade definidos no contrato.”

A legislação também determina que a contraprestação da Administração


Pública será obrigatoriamente precedida da disponibilização do serviço
objeto do contrato de parceria público-privada.

“Art. 7, lei n° Lei 11.079/04: A contraprestação da


Administração Pública será obrigatoriamente precedida
da disponibilização do serviço objeto do contrato de
parceria público-privada.”

● Os fatos que caracterizam a inadimplência pecuniária do Poder Público,


os modos e o prazo de regularização e, quando houver, a forma de
acionamento da garantia prestada pela Administração.
● Os critérios objetivos de avaliação de desempenho do parceiro privado,
não se admitindo a manutenção do ajuste com empresa que não cumpra
as metas de eficiência previamente estipuladas no contrato.
● A prestação, pelo parceiro privado, de garantias de execução suficientes
e compatíveis com os ônus e riscos envolvidos, observados os limites
definidos na Lei 8.666/93.
● O compartilhamento de ganhos econômicos efetivos com a
Administração Pública, decorrentes da redução do risco de crédito dos
financiamentos utilizados pelo concessionário. Trata-se de uma forma de
redução de custos do serviço para o Estado.
● O cronograma e os marcos para o repasse ao parceiro privado das
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parcelas do aporte de recursos, na fase de investimentos do projeto e/ou


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após a disponibilização dos serviços, sempre que necessário.


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“Art. 5, lei n° Lei 11.079/04: As cláusulas dos contratos


de parceria público-privada atenderão ao disposto no
art. 23 da Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, no
que couber, devendo também prever:

I – o prazo de vigência do contrato, compatível com a


amortização dos investimentos realizados, não inferior
a 5 (cinco), nem superior a 35 (trinta e cinco) anos,
incluindo eventual prorrogação;

II – as penalidades aplicáveis à Administração Pública e


ao parceiro privado em caso de inadimplemento
contratual, fixadas sempre de forma proporcional à
gravidade da falta cometida, e às obrigações assumidas;

III – a repartição de riscos entre as partes, inclusive os


referentes a caso fortuito, força maior, fato do príncipe
e álea econômica extraordinária;

IV – as formas de remuneração e de atualização dos


valores contratuais;

V – os mecanismos para a preservação da atualidade da


prestação dos serviços;

VI – os fatos que caracterizem a inadimplência


pecuniária do parceiro público, os modos e o prazo de
regularização e, quando houver, a forma de
acionamento da garantia;

VII – os critérios objetivos de avaliação do desempenho


do parceiro privado;
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VIII – a prestação, pelo parceiro privado, de garantias de


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execução suficientes e compatíveis com os ônus e riscos


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envolvidos, observados os limites dos §§ 3º e 5º do art.


56 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, e, no que se
refere às concessões patrocinadas, o disposto no inciso
XV do art. 18 da Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995
;

IX – o compartilhamento com a Administração Pública


de ganhos econômicos efetivos do parceiro privado
decorrentes da redução do risco de crédito dos
financiamentos utilizados pelo parceiro privado;

X – a realização de vistoria dos bens reversíveis,


podendo o parceiro público reter os pagamentos ao
parceiro privado, no valor necessário para reparar as
irregularidades eventualmente detectadas.

XI - o cronograma e os marcos para o repasse ao


parceiro privado das parcelas do aporte de recursos, na
fase de investimentos do projeto e/ou após a
disponibilização dos serviços, sempre que verificada a
hipótese do § 2º do art. 6º desta Lei.”

Além das cláusulas obrigatórias elencadas acima, a Lei 11.079/04 ainda prevê a
existência de cláusulas não-essenciais, que, caso ausentes, não implicam a nulidade do
contrato, a saber:

● os requisitos e condições em que o parceiro público autorizará a transferência


do controle ou a administração temporária da sociedade de propósito específico
aos seus financiadores e garantidores com quem não mantenha vínculo
societário direto, com o objetivo de promover a sua reestruturação financeira e
assegurar a continuidade da prestação dos serviços;
● a possibilidade de emissão de empenho em nome dos financiadores do projeto
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em relação às obrigações pecuniárias da Administração Pública;


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● a legitimidade dos financiadores do projeto para receber indenizações por


extinção antecipada do contrato, bem como pagamentos efetuados pelos
fundos e empresas estatais garantidores de parcerias público-privadas.

“Art. 5, lei n° Lei 11.079/04: Os contratos poderão


prever adicionalmente:

I - os requisitos e condições em que o parceiro público


autorizará a transferência do controle ou a
administração temporária da sociedade de propósito
específico aos seus financiadores e garantidores com
quem não mantenha vínculo societário direto, com o
objetivo de promover a sua reestruturação financeira e
assegurar a continuidade da prestação dos serviços, não
se aplicando para este efeito o previsto no inciso I do
parágrafo único do art. 27 da Lei nº 8.987, de 13 de
fevereiro de 1995 ; (Redação dada pela Lei nº 13.097,
de 2015)

II – a possibilidade de emissão de empenho em nome


dos financiadores do projeto em relação às obrigações
pecuniárias da Administração Pública;

III – a legitimidade dos financiadores do projeto para


receber indenizações por extinção antecipada do
contrato, bem como pagamentos efetuados pelos
fundos e empresas estatais garantidores de parcerias
público-privadas.”
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COMO O ASSUNTO JÁ FOI COBRADO EM CONCURSOS?

Na prova FAURGS, para juiz TJ-RS, realizada em 2022, foi perguntado: “Considere as
afirmações abaixo sobre as Parcerias Público-Privadas.

I - É vedada a celebração de contrato de parceria público-privada cujo valor seja


inferior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais).

II - O prazo de vigência do contrato deve ser compatível com a amortização dos


investimentos realizados, não podendo ser inferior a 5 (cinco) nem superior a 30
(trinta) anos, incluindo-se eventual prorrogação.

III - Ainda que se baseie em um contrato de concessão, haverá repartição de riscos


entre as partes, inclusive os referentes a caso fortuito, força maior, fato do príncipe e
álea econômica extraordinária.

Quais estão corretas?

A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas I e II.
E) I, II e III.

Gabarito: letra C
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GARANTIAS PRESTADAS PELO PODER PÚBLICO

Outra peculiaridade prevista das PPP’s é a possibilidade de se exigir uma garantia


prestada pelo parceiro público. O rol legal presente na lei n° Lei 11.079/04 é meramente
exemplificativo.

● vinculação de receitas
● instituição ou utilização de fundos especiais previstos em lei;
● contratação de seguro-garantia com as companhias seguradoras que não
sejam controladas pelo Poder Público;
● garantia prestada por organismos internacionais ou instituições
financeiras;
● garantias prestadas por fundo garantidor ou empresa estatal criada para
essa finalidade;
● outros mecanismos admitidos em lei.

“Art. 8, lei n° Lei 11.079/04: As obrigações pecuniárias


contraídas pela Administração Pública em contrato de
parceria público-privada poderão ser garantidas
mediante:

I – vinculação de receitas, observado o disposto no


inciso IV do art. 167 da Constituição Federal ;

II – instituição ou utilização de fundos especiais


previstos em lei;

III – contratação de seguro-garantia com as companhias


seguradoras que não sejam controladas pelo Poder
Público;
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IV - garantia prestada por organismos internacionais ou


instituições financeiras; (Redação dada pela Lei nº
14.227, de 2021)

V – garantias prestadas por fundo garantidor ou


empresa estatal criada para essa finalidade;

VI – outros mecanismos admitidos em lei.”

Quanto à contratação de seguro-garantia e as garantias prestadas por instituições


financeiras, observe que a lei determina a não vinculação destas entidades com o Poder
Público. Tal previsão é bastante salutar, afinal, seria ilógico o Estado ter a garantia
prestada por uma instituição por ele controlada, já que o risco continuaria totalmente
com o ente público.

Por fim, ressalta-se que não é obrigatória a previsão de garantias da


contraprestação do parceiro público a serem concedidas ao parceiro, mas se houver,
elas deverão estar especificadas no edital da licitação.

“Art. 11, lei n° Lei 11.079/04: Parágrafo único. O edital


deverá especificar, quando houver, as garantias da
contraprestação do parceiro público a serem
concedidas ao parceiro privado.”

FUNDO GARANTIDOR DE PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADA

Especificamente na esfera federal foi criado o Fundo Garantidor de Parcerias


Público-Privadas (FGP), com a finalidade de prestar garantia de pagamento de
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obrigações pecuniárias assumidas pelos parceiros públicos em virtude dos contratos de


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PPP, no limite global de R$ [Link],00 (seis bilhões de reais).


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O patrimônio do FGP é formado pelo aporte de bens e direitos realizado pelos


cotistas, por meio da integralização de cotas e pelos rendimentos obtidos com sua
administração, admitindo-se que a integralização das cotas seja realizada em dinheiro,
títulos da dívida pública, bens imóveis dominicais, bens móveis, inclusive ações de
sociedade de economia mista federal excedentes ao necessário para manutenção de
seu controle pela União, ou outros direitos com valor patrimonial.

O FGP tem natureza privada e patrimônio próprio separado do patrimônio dos


cotistas, e será sujeito a direitos e obrigações próprios (art. 16, § 1º).

O FGP é uma sociedade autônoma, formada com capital público, que responderá
por suas obrigações, não havendo responsabilização dos cotistas, salvo pela
integralização das cotas que subscreveram.

Sua criação, administração, gestão e representação judicial e extrajudicial serão


exercidas por instituição financeira controlada, direta ou indiretamente, pela União,
sendo que seu estatuto e regulamento serão aprovados em assembleia dos cotistas.

SOCIEDADE DE PROPÓSITO ESPECÍFICO

Antes da celebração do contrato, deverá ser constituída sociedade de propósito


específico, incumbida de implantar e gerir o objeto da parceria.

Interessante notar que quem assina o contrato de PPP não é a vencedora da


licitação, e sim a sociedade de propósito específico, na qual possui a incumbência de
implantar e gerir o objeto da parceria.

A controladora da SPE deve ser a empresa vencedora da licitação, que deverá


transferir para a sociedade todo o patrimônio necessário para a execução do contrato
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de concessão. A transferência do controle da SPE estará condicionada à autorização


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expressa da Administração Pública, nos termos do edital e do contrato.


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Esta entidade deverá respeitar os padrões de governança corporativa e adotar


contabilidade e demonstrações financeiras padronizadas; além de poder assumir a
forma de companhia aberta, com valores mobiliários admitidos a negociação no
mercado

A lei impede que o Poder Público detenha a maior parte do capital social votante
desta entidade específica, mas ressalva a possibilidade de aquisição da maior parte do
capital votante por instituição financeira controlada pelo Poder Público, quando houver
inadimplemento de contratos de financiamento.

É possível, por fim, que os contratos de PPP prevejam os requisitos e condições


em que o parceiro público autorizará a transferência do controle ou da administração
temporária da SPE aos seus financiadores e garantidores com quem não mantenha
vínculo societário direto, com o objetivo de promover a sua reestruturação financeira e
assegurar a continuidade da prestação dos serviços. Quanto à transferência do controle
da SPE é condicionada à autorização da administração pública, nos termos do edital do
contrato.

“Art. 9, lei n° Lei 11.079/04: Antes da celebração do


contrato, deverá ser constituída sociedade de propósito
específico, incumbida de implantar e gerir o objeto da
parceria.

§ 1º A transferência do controle da sociedade de


propósito específico estará condicionada à autorização
expressa da Administração Pública, nos termos do edital
e do contrato, observado o disposto no parágrafo único
do art. 27 da Lei nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995.

§ 2º A sociedade de propósito específico poderá assumir


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a forma de companhia aberta, com valores mobiliários


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admitidos a negociação no mercado.


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§ 3º A sociedade de propósito específico deverá


obedecer a padrões de governança corporativa e adotar
contabilidade e demonstrações financeiras
padronizadas, conforme regulamento.

§ 4º Fica vedado à Administração Pública ser titular da


maioria do capital votante das sociedades de que trata
este Capítulo.

§ 5º A vedação prevista no § 4º deste artigo não se aplica


à eventual aquisição da maioria do capital votante da
sociedade de propósito específico por instituição
financeira controlada pelo Poder Público em caso de
inadimplemento de contratos de financiamento.”

PROCEDIMENTO LICITATÓRIO

Por se tratar de uma modalidade de concessão, a parceria público-privada deve


ser precedida de licitação. Com a alteração legislativa trazida pela nova lei de licitações,
como visto acima, a licitação para a formalização de PPP deverá ser na modalidade de
concorrência ou diálogo competitivo.

“Art. 10, lei n° Lei 11.079/04: A contratação de parceria


público-privada será precedida de licitação na
modalidade concorrência ou diálogo competitivo.”
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Contudo, a Lei 11.097/04 apresenta algumas peculiaridades, notadamente: (i) a


abertura da licitação tem como condição a previsão do objeto da PPP no plano
plurianual, (ii) obtenção da licença ambiental e (iii) demonstração de que serão
atendidas as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Outra diferença importante reside nos critérios de julgamento das propostas, que
podem ser (art. 12, II):

● Menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado;


● Melhor proposta em razão da combinação do critério de menor valor da
tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica;
● Menor valor da contraprestação a ser paga pela Administração Pública;
● Melhor proposta em razão da combinação do critério de menor valor da
contraprestação a ser paga pela Administração Pública com o de melhor
técnica, de acordo com os pesos estabelecidos no edital.

No mais, algumas especialidades procedimentais nas concorrências de PPP


lembram a modalidade pregão. Assim, o edital pode admitir propostas escritas, seguidas
de lances em viva voz (sem limitação da quantidade de lances), podendo restringir a fase
de lances aos licitantes cuja proposta escrita for no máximo 20% maior que o valor da
melhor proposta (no pregão, esse limite é de 10%).

Além disso, é possível que o edital estabeleça a inversão da ordem das fases de
habilitação e julgamento, ou seja, a habilitação pode ocorrer após o julgamento, como
ocorre no pregão.

Enunciado 28 da I Jornada de Direito Administrativo:


Na fase interna da licitação para concessões e parcerias
público-privadas, o Poder Concedente deverá indicar as
razões que o levaram a alocar o risco no concessionário
ou no Poder Concedente, tendo como diretriz a melhor
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capacidade da parte para gerenciá-lo.


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QUESTÕES DISCURSIVA

O tema é de tamanha importância que podemos citar alguns casos em que foi
cobrado como forma de peça processual em segunda fase de provas de procuradorias.
Segue dois casos cobrados em provas recentes, para ilustração e treino.

● Ano: 2022 Banca: FCC Órgão: PGE-AM Prova: Procurador do Estado (PGE
AM - 2022)

Considere que o Estado do Amazonas possua um equipamento público atualmente


destinado à produção de vacinas, operado diretamente pela Secretaria de Estado da
Saúde, e que haja a intenção de ampliação e modernização de tal infraestrutura para,
adicionalmente, produzir medicamentos de alto custo, cujo fornecimento pelo Estado
vem sendo recorrentemente requisitado pela via judicial. Nesse contexto, a
Administração aventou duas alternativas:

1 - A celebração de uma parceria público-privada, na qual o parceiro privado ficaria


encarregado da modernização do equipamento público, incluída a construção de uma
nova planta para produção dos medicamentos, certificação e obtenção de registros
junto à ANVISA, passando a operar a fábrica e fornecer os medicamentos e as vacinas
ao Estado.

2 - A instituição de uma fundação para administrar o equipamento público, realizando


os necessários investimentos para sua modernização e ampliação, com o
estabelecimento de vínculo jurídico com a Administração direta para o fornecimento
dos medicamentos e das vacinas.

Tendo a matéria sido submetida à Procuradoria Geral do Estado do Amazonas, elabore


parecer avaliando a viabilidade jurídica de cada alternativa aventada pela
Administração, abordando, dentre outros requisitos ou condicionantes aplicáveis: a)
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eventual necessidade de autorização legislativa; b) natureza jurídica do vínculo


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estabelecido, objeto e forma de remuneração; c) requisitos para instituição da pessoa


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jurídica responsável pela gestão do equipamento público, conforme sua natureza


jurídica e respectivo regime aplicável.

Por fim, indique outras possíveis alternativas juridicamente cabíveis para o escopo
pretendido pela Administração, assim entendido como a transferência da operação e
gestão do equipamento público a entidade não integrante da Administração pública.

(150 Linhas)

● Ano: 2022 Banca: IDIB Órgão: Câmara Municipal Prova: Procurador do da


Câmara Municipal de Jaboatão dos Guararapes

O Presidente da Câmara Municipal de Jaboatão dos Guararapes, após receber ofício do


Ministério Público Estadual questionando a acessibilidade das pessoas portadoras de
deficiência e com mobilidade reduzida, resolveu consultar a Procuradoria Legislativa
sobre a possibilidade de se contratar parceria público-privada para executar a reforma
das instalações do Poder Legislativo Municipal, adequando-as às recomendações
ministeriais.

Nesse cenário, na condição de Procurador designado a se manifestar sobre a consulta


em questão, elabore a peça jurídica cabível, esclarecendo tecnicamente as formas e os
requisitos para a contratação de parceria público-privada no âmbito da administração
pública.

(150 Linhas)
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BIBLIOGRAFIA

● ALEXRANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito Administrativo


Descomplicado. 26 ed. Rio de Janeiro: Forense, São Paulo: MÉTODO, 2018.

Fonte eletrônica:

[Link]

[Link]

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