Sumário
Introdução
Capítulo 1 - Os Alicerces da Mente
O que significa programar?
Influências e Determinantes da Programação
O que Significa Mente?
Capítulo 2 – Cérebro, a “Casa” da Mente
Compreendendo melhor alguns atributos do cérebro e da mente
Sistema Nervoso Autônomo
Cérebro Trino
Dois órgãos muito importantes para o estudo da Reprogramação Mental
Neurônios
Dividindo a Mente em Dois Modos
Condicionamento Clássico
Generalização Respondente
Recuperação Espontânea
Lei de Hebb
Sobre o Controle dos Impulsos
Vieses Cognitivos
Como lidar?
Capítulo 3 – Reprogramação Mental
Como se dá a Programação/Reprogramação Mental?
O que Promove a Programação/Reprogramação?
Por Onde Começar?
Algumas técnicas específicas
Quais os Benefícios da Reprogramação Mental?
Autoprogramação
Capítulo 4 – A Mente Programada por Crenças e Valores
Crenças
Como identificar uma crença?
Valores
Como identificar um valor?
Capítulo 5 – Traumas e Mecanismos de Defesa
Traumas
Mecanismos de Defesa
Capítulo 6 – Desenvolvendo Hábitos Saudáveis
O Que São Hábitos?
Ferramentas
Capítulo 7 - Os Efeitos da Leitura no Cérebro
Capítulo 8 - A Palavra Mágica
Capítulo 9 - Emoções
Capítulo 10 - As Redes Sociais no Cérebro
Capítulo 11 – Técnicas e Exercícios de Reprogramação Mental
Exercício 1: Escreva
Exercício 2: Afirmações positivas
Exercício 3: Pratique a visualização
Exercício 4: Auto perdão
Eliminação de crenças via Submodalidades
Práticas variadas
Conclusão
Referências bibliográficas
Introdução
É possível entender Reprogramação Mental como a capacidade da mente de promover
mudanças. Envolve alteração de crenças, pensamentos, perspectivas e comportamentos.
Frequentemente, experienciamos momentos em que nossos hábitos, crenças e pontos de
vista precisam ser analisados e, muitas vezes, atualizados. Graças a descobertas na área
da neuroanatomia, a exercícios propostos por recursos como PNL, hipnose, meditação e
exercícios comportamentais, a Reprogramação Mental surge como um conjunto de
estratégias com robusta base teórica que permitem ao indivíduo efetivas possibilidades de
mudança, promovendo o abandono de hábitos e perspectivas indesejados e permitindo a
aquisição de novos hábitos e pontos de vista. Esta apostila foi elaborada a partir de
estudos variados sobre os temas cérebro, mente, neurologia, hipnose, PNL, meditação,
psicologia e Reprogramação Mental. Foram consultados livros, artigos científicos e
práticas aprendidas em cursos realizados nas áreas supracitadas. Os créditos dos
conceitos, propostas, ideias, leis, exercícios e conclusões destacados nesta apostila são
registrados em algumas passagens e a bibliografia que compõe o conhecimento e
informações aqui expostos está discriminada ao final deste material.
Capítulo 1
Os Alicerces da Mente 1.1 O que significa programar? Antes de estudarmos a
Reprogramação Mental propriamente dita, convido todos a refletirem sobre alguns termos
que, por serem considerados óbvios e básicos, são muitas vezes negligenciados durante
o estudo. Visto que o profissional da Reprogramação Mental deve estar atento a respeito
de termos e palavras, consideraremos importante verificar os níveis básicos dos
elementos aqui analisados. Comecemos com o termo “programar”: Ato de fornecer
instruções a uma máquina ou mecanismo para que execute um procedimento automático
(Dicionário Priberan). Todos possuímos programações. Essas programações incluem
processos fisiológicos autônomos, hábitos adquiridos, aprendizados reforçados. Essas
programações permitem que o organismo poupe energia e funcione de forma, idealmente,
otimizada. A partir das ideias discutidas em sala de aula, é possível chegarmos a
conclusão de que Programação é… Tudo aquilo que fazemos, percebemos, interpretamos
de forma automática, seja por mecanismos instintivos, seja por hábito ou outros.
1.2 Influências e Determinantes da Programação Biologia: instintos são exemplos de
programas biológicos. Nossa herança genética influencia instintos como, por exemplo, o
de sobrevivência, ativado quando nos deparamos com uma ameaça. O instinto
reprodutivo, por sua vez, nos estimula ao comportamento sexual, visando a reprodução
da espécie. A curiosidade é um instinto que promove novas descobertas, e assim por
diante. Emoções também fazem parte da programação instintiva. Sentimos medo, raiva,
alegria, tristeza como forma de nos relacionarmos com o nosso próprio organismo e com
o ambiente que nos cerca, de nos aproximarmos daquilo que nos é benéfico e nos
afastarmos de criaturas e eventos prejudiciais. Essas emoções influenciam diretamente
nossas perspectivas e comportamentos, que podem ser manifestados de forma
consciente ou inconsciente.
Criação (crenças e hábitos): nossa cultura afeta diretamente a forma como
percebemos e agimos no mundo. Nosso corpo emerge imbuído de um conjunto de
programações, e é papel dos guardiões conduzir o indivíduo e explicar o contexto
apropriado para determinados comportamentos. Crenças, valores e hábitos, como
religião, disciplina, vocabulário, senso comunitário etc. tudo isso influencia nossas
perspectivas e o modo como agimos e nos comportamos. Personalidade: podemos
considerar a personalidade um mecanismo de adaptação que afeta nossas percepções,
motivações, valores, crenças, emoções e comportamento. Devido as variações na
personalidade, o mundo, pessoas, fenômenos e eventos se apresentam de forma
distinta aos indivíduos, que agirão e reagirão de acordo com a programação. A
personalidade faz parte de um campo amplo de estudo, e existem vários modelos que
buscam explicar seu funcionamento.
Hábitos (adquiridos após desenvolvimento): hábitos são comportamentos e
perspectivas repetidos com regularidade e, em muitos casos, de forma automatizada,
formados via aprendizagem, repetição. Neurologicamente, o comportamento é formado
por redes neurais que são reforçadas sempre que um hábito é repetido e enfraquecidas
quando o hábito é abandonado. Podem ser influenciados pela busca por recompensa,
pelo ambiente em que vivemos, por necessidade, por impactos emocionais. O que
consumimos: como todos os elementos analisados até agora, o conteúdo que
consumimos influencia, e em alguns casos molda, nosso humor, nossas opiniões,
nossas emoções e comportamentos. Neste curso, daremos maior atenção às mídias
sociais, que promovem um volume de informações até então jamais acessado pelo
cérebro humano.
1.3 O que Significa Mente? É preciso admitir ignorância ao tratarmos da mente. De
acordo com o cientista cognitivo Steven Pinker, “não entendemos como a mente
funciona – nem de longe tão bem quanto como compreendemos como funciona o
corpo...” Com o passar dos anos, várias linhas terapêuticas, espirituais, científicas e o
uso popular do termo conferiram significados diversos da palavra “mente”, que pode
variar para tratar, por exemplo, dos pensamentos de uma pessoa, da consciência, da
inconsciência, de uma interface interdimensional etc. Em nossas aulas, trataremos
“mente” como uma metáfora para processos variados, desde sua relação com o cérebro,
passando pelo caráter motor, até atributos mais abstratos como interpretação,
imaginação, força de vontade, linguagem etc. Segundo o dicionário etimológico, a
palavra vem do latim "mens", que significa inteligência, pensamento, alma. É comum que
relacionemos “mente” ao cérebro, porém, uma distinção faz se necessária. O cérebro é o
órgão físico que, em tese, abriga a mente; é sua “casa”; porém, a mente é uma entidade
abstrata que não pode ser vista ou tocada. É uma força poderosa, capaz de direcionar
nossa vida, permitir que nos concentremos, regulemos nossas emoções e conduzamos
nossas intenções, que elaboremos planos e optemos por rumos a serem seguidos.
Contudo, por ser vasta, ampla e de caráter misterioso, ela também pode nos sabotar, e
se não estivermos atentos, a mente pode comprometer nossas intenções conscientes.
Embora essa distinção seja útil ao estudo da mente, é preciso, simultaneamente,
compreender que o estudo do cérebro é essencial e basilar para o estudo da mente.
Capítulo 2 – Cérebro, a “Casa” da Mente
2.1 Compreendendo melhor alguns atributos do cérebro e da mente
Como mencionamos, o cérebro pode ser considerado a “casa” da mente, e nosso ponto
de partida será o Sistema Nervoso, que inclui cérebro, coluna vertebral e as conexões
entre esses órgãos e demais órgãos do corpo. Tudo o que fazemos depende de quais
células nervosas são ativas. Percebemos determinada cor porque existem neurônios
relacionadas a essa cor. Nos movimentamos devido redes neurais responsáveis pela
movimentação. Determinadas notas musicais são relativas a neurônios que traduzem
essas notas. A linguagem desse sistema é a eletricidade, e o que percebemos no mundo
externo (como cores, sons, sensações) na verdade, acontece no mundo interno. O
Sistema Nervoso é responsável por: Sensação – nossa experiência sensorial acontece
devido certos neurônios conectados entre os ouvidos, língua, nas mãos etc. e o cérebro.
Porém, é importante lembrar que existem experiências que não percebemos, como, por
exemplo, a frequência sonora captada pela audição canina ou os impulsos que guiam o
sonar dos morcegos. Nós não temos receptores para esses fenômenos, o que torna
nossa capacidade de sensação limitada. Percepção – é o que designamos quando
depositamos atenção em algo. Exemplo: preste atenção nas suas mãos. Ao receber
esse comando, o indivíduo percebe como estão as mãos, mas a sensação já estava lá,
apenas não era percebida, ou, pelo menos, era percebida de forma muito diferente, t
ímida, fraca, deficiente. A sensação acontece sem nossa consciência, a percepção não.
Treino de percepção é treino de atenção. Sentimentos/Emoções – o debate sobre os
conceitos é extenso. O que sabemos é que acontecem no Sistema Nervoso. Uma
categoria de químicos chamados neuromoduladores (dopamina, acetilcolina, serotonina,
norepinefrina etc.) influenciam diretamente nosso estado emocional. Por exemplo, a
dopamina promove a prazerosa sensação de recompensa alcançada e motivação para a
conquista da recompensa; a serotonina é relacionada a sensação de saciação; a
norepinefrina (ou adrenalina) fornece energia para lidar com situações ameaçadoras.
Uma vez liberados nos organismos, esses neuromoduladores influenciam nosso
comportamento e como nos sentimos. Comportamento a atitude – conforme citado
acima, o que pensamos e sentimos é configurado de modo a influenciar
comportamentos, que, assim como pensamentos, podem ser espontâneos ou
controlados. Autores como Robert Sapolsky, Daniel Goleman, Daniel Kahneman e
Stefan Klein são alguns dos que desenvolvem os conceitos e processos promovidos pelo
Sistema Nervoso acima citados. 2.2 Sistema Nervoso Autônomo: Neste segmento,
trataremos da subdivisão Sistema Nervoso Simpático e Sistema Nervoso
Parassimpático, conforme descrito pelo Dr. Marco Aurélio Dias da Silva em Quem Ama
Não Adoece. O Sistema Nervoso Simpático é responsável por preparar o corpo para
situações ameaçadoras através, dentre outras manifestações, da liberação de
catecolaminas (adrenalina, dopamina e noradrenalina) e o hormônio cortisol. O Sistema
Nervoso Parassimpático, por sua vez, é responsável por retornar o organismo a
homeostase, através da liberação dos neurotransmissores acetilcolina e dos hormônios
galanina, serotonina e dopamina no organismo.
2.3 Cérebro Trino:
Cérebro Reptiliano: relativo a instintos básicos, como fome, sede, impulsos sexuais.
Cérebro Límbico: responsável por respostas emocionais.
Neocórtex: surge com o lobo frontal; área da arte, da análise, da reflexão sofisticada.
2.4 Dois órgãos muito importantes para o estudo da Reprogramação
Mental:
Amigdala: órgão relativo ao Sistema Nervoso Simpático, é ativada em situações de
agito ou estresse, principalmente sexo, medo, luta e fuga.
Córtex Pré-Frontal: responsável por organizar nosso conhecimento, adiamento de
recompensa, planejamento, análise avançada, decisão de conflitos, concentração em
tarefas, contemplação (arte).
2.5 Neurônios: Para entender como a Reprogramação Mental funciona, é necessária
uma verificação especificamente voltada para o funcionamento básico dos neurônios. O
neurônio é uma célula (embora exista no corpo inteiro, sua predominância é cerebral)
que possui três partes básicas:
Dendritos: ramificações que recebem sinais de outros neurônios.
Axônios: ramificações “disparadas” pelo neurônio, que transmitem sinais a outros
neurônios.
Soma: corpo neuronal, onde os sinais recebidos são processados. Quando necessário,
um neurônio projeta axônios na direção dos dendritos de outros neurônios. Quando se
“tocam”, forma-se uma fenda sináptica, ou sinapse, onde neurotransmissores são
liberados. Os conceitos citados podem ser verificados em vários livros e estudos sobre
neurologia. Curiosidade: o gibi Neuromomic, ilustrado por Matteo Farinella, foi produzido
em parceria com a neurocientista Dra. Hana Ros. A HQ apresenta uma viagem pela
história e conceitos da neurociência de forma didática e ilustrativa.
2.6 Dividindo a Mente em Dois Modos
O autor Daniel Kahneman utiliza as designações Sistema 1 e Sistema 2 para se referir a
funções diferentes, e tomaremos essas definições emprestadas em nossos estudos. O
Sistema 1 atua de forma automática, sem raciocínio. Está relacionado a nossas
respostas instintivas, emocionais e aos processos aos quais estamos habituados. O
Sistema 2 é o sistema da consciência, do autocontrole, da reflexão e análise profundos.
Requer atenção e esforço. Se o Sistema 2 fosse um órgão, seria o Córtex Pré-Frontal.
2.7 Condicionamento Clássico
O condicionamento clássico, também conhecido como condicionamento pavloviano, é
um tipo de aprendizagem que ocorre através da associação entre dois estímulos. Foi
descoberto pelo fisiologista russo Ivan Pavlov em seus estudos sobre a digestão em
cães. Os principais elementos do condicionamento clássico:
Estímulo não condicionado: estímulo natural, instintivo, que ocorre sem
condicionamento, como comida.
Resposta não condicionada: resposta natural que ocorre diante do estímulo não
condicionado, como salivar diante de uma comida saborosa, ou tremer quando sentimos
frio.
Estímulo condicionado: estímulo que passa a promover uma resposta apenas após o
condicionamento, como as cores de uma lanchonete, entrar em um carro após sofrer
acidente, ou determinado som (no caso de Pavlov).
Resposta condicionada: resposta que é provocada pelo estímulo condicionado após o
condicionamento, como fome (ou vontade de comer) ao vermos as cores da lanchonete,
sentir medo de entrar em um carro após sofrer um acidente, ou, no caso de Pavlov,
salivar depois de ouvir o sino.
2.8 Generalização Respondente
Estímulos semelhantes ao estímulo condicionado podem manifestar a mesma resposta
condicionada. Por exemplo, uma pessoa atacada por um rottweiler pode se sentir
ameaçada por um pinscher. Porém, apesar de a resposta ser a mesma, a magnitude
tende a ser diferente. Por exemplo, o indivíduo pode ficar em estado de alerta diante de
um pinscher, mas não tão alerta quanto diante de um rottweiler.
2.9 Recuperação Espontânea
Se, após o condicionamento, o estímulo condicionado não for mais experienciado
(repetidamente), a magnitude da resposta tende a diminuir. Por exemplo, se o indivíduo
atacado pelo rottweiler passar muito tempo sem se deparar com um rottweiler, é possível
que não se sinta tão ameaçado diante de um ao ver o animal após determinado período.
Esse hiato pode, inclusive, gerar uma extinção do condicionamento. Porém, pode ocorrer
uma recuperação espontânea do condicionamento.
Os conceitos acima citados podem ser verificados via averiguação da biografia de Pavlov
e da história do Behaviorismo.
2.10 Lei de Hebb
A Lei de Hebb foi proposta pelo neuropsicólogo canadense Donald Hebb. É um princípio
que explica como a aprendizagem e a memória se formam no cérebro. A lei diz que:
“Neurônios que disparam juntos se conectam”. Lembrando que, se junto com o estímulo
condicionado houver um estímulo relaxante, e a magnitude do estímulo relaxante for
maior do que o estímulo condicionado, o relaxante “vence”.
2.11 Sobre o Controle dos Impulsos
Em determinadas situações, quando experienciamos algo que incita uma resposta
instintiva/emocional, impedimos que um impulso iniciado no cérebro se manifeste.
Consequentemente, segundo Dr. Marco Aurélio Dias da Silva, essa obstrução tende a
promover impactos no corpo. Crianças e adolescentes tendem a ter maior dificuldade
(em vários casos, impossibilidade) de efetuar o controle porque não possuem o córtex
pré frontal completamente desenvolvido, o que acontece por volta dos 22 ou 25 anos.
Quanto mais jovem, mais incomodada fica a criança que precisa conter um impulso. O
adulto tem maior chance de efetuar o autocontrole devido experiência de vida e
desenvolvimento neuronal.
2.12 Vieses Cognitivos
Termo proposto por Daniel Kahneman e Amos Tversky em um artigo publicado em 1972,
o termo se refere ao que podem ser descritos como uma forma de heurística, ou seja,
atalhos mentais que ignoram parcela da informação, com o intuito de promover tomadas
de decisões, reflexões e julgamentos rápidos. Exemplos de vieses cognitivos: Viés de
Ancoragem: tendência a se ater – ancorar – em uma única informação. A informação
inicial, ou visitada há muito tempo, pode influenciar a percepção diante do contexto.
Pode ser entendido como “confiança máxima” em uma informação, ou, até mesmo
“tradicionalismo extremo”. Esse viés pode dificultar a aquisição de novas habilidades,
novas tentativas e novas perspectivas. Apofenia: tendência de perceber correlações
entre eventos aleatórios não relacionados, como pequenas coincidências. Pode ser
encontrado em um sub-fenômeno chamado Pareidolia, que é o ato de perceber padrões
(formas ou sons) em fontes aleatórias, como um rosto em uma mancha de sopa, animais
ao observar nuvens. Pode conduzir a criação de teorias de conspiração.
Justificativa de esforço: acontece quando justificamos o valor do tempo e recursos
investidos em alguma coisa, mesmo quando o resultado não é o esperado. É possível,
por exemplo, que alguém continue lendo um livro ruim ou participando de um curso que
desagrada apenas para não “desperdiçar” o que foi investido. Em alguns casos, a
pessoa deposita um “valor elevado” em algo que comprou para não lidar com um
possível investimento equivocado. Viés de confirmação: quando levamos em conta
apenas informações que confirmam crenças já estabelecidas. Esses fenômenos podem
promover discriminação de conteúdos consumidos, sejam políticos, religiosos, científicos,
esotéricos etc. Mesmo diante de informações confiáveis que contradizem a crença, o
caráter seletivo desse viés descarta os novos dados. Viés egocêntrico: tendência a se
perceber destacado positivamente do grupo. Aqui, o indivíduo pode se perceber, por
exemplo, como alguém que não sofre os efeitos dos vieses cognitivos.
Também ocorre quando o indivíduo superestima sua capacidade de controle das
situações, a qualidade e precisão de suas avaliações, de que vemos a realidade
exatamente como ela é (de que existe pouco ou nada que desconhecemos), etc. Efeito
fluência: é o processo de avaliarmos eventos de forma mais positiva quando são mais
fáceis de serem processados pelo cérebro. Tudo que é familiar, fácil de ler, é
apresentado de forma coerente e coesa tende a ser percebido à uma luz mais assertiva.
Ocorre diante de textos com fonte clara e bem escritos, vocabulário apropriado ao
contexto, slogans que rimam, tons brandos e familiares. Efeito manada: quando
seguimos a opinião e comportamento da maioria, mesmo quando consideramos
determinado comportamento questionável. Nesse momento, nossa individualidade (ou
nosso senso de individualidade) é diluída no grupo.
2.13 Como lidar?
Eis algumas dicas sobre como lidar com vieses cognitivos: Conheça os vieses
cognitivos. Ao se deparar com algo ou se comportar de determinada maneira (relevante),
questione-se. Pergunte-se “Estou fazendo X – ou pensando X – de forma que confirme
minhas crenças?” “Estou avaliando o contexto por completo?” etc. Procure por novas
perspectivas. Acumule informações e outros pontos de vista sobre um mesmo evento.
Aceite a possibilidade de estar equivocado. Lembre-se de que tudo depende do ponto de
vista.
Capítulo 3 – Reprogramação Mental
3.1 Como se dá a Programação/Reprogramação Mental?
A rigor, a Reprogramação Mental é uma metáfora, um termo didático que se refere à
capacidade do cérebro de se adaptar a estímulos. Cientificamente, essa capacidade é
conhecida como Neuroplasticidade. Conceito Revista Brain: “Neuroplasticidade é a
habilidade do sistema nervoso de, a partir de respostas a estímulos internos e externos,
reorganizar sua estrutura, função e conexões; pode ocorrer durante o desenvolvimento,
em resposta ao ambiente, no aprendizado, em resposta a doenças ou em relação a
terapia; pode ser considerada adaptativa quando associada a obtenção de funções.”
IMPORTANTE: A Reprogramação Mental apenas é possível devido a Neuroplasticidade.
IMPOTANTE: Os estímulos que promovem a Reprogramação não são exclusivamente
externos, mas também internos. Essa capacidade permanece ao longo da vida do
indivíduo e nos permite aprender coisas novas, recuperar funções após lesões e até
mesmo mudar nosso comportamento e perspectivas. Porém, é importante lembrar que o
grau de plasticidade muda conforme o organismo envelhece.
Criamos conexões sinápticas e novas redes neurais sempre que aprendemos algo novo.
Essas conexões podem ser fortalecidas ou enfraquecidas a partir das nossas
experiências, a depender, inclusive, do grau de repetição de determinada prática ou
comportamento. Fatores como criação, ambiente, comportamento, prática e o que
consumimos são grandes influenciadores da plasticidade cerebral.
3.2 O que Promove a Programação/Reprogramação?
Repetição. Aquisição de Novas Habilidades e aprendizados. Trauma (forte carga
emocional) Ressignificação Resposta a estímulos externos (ambiente e o que
consumimos) Resposta a estímulos internos (aptidão psíquica) Terapia O tema da
neuroplasticidade é tratado extensamente no livro O Cérebro Que Se Transforma, de
Norman Doidge. Importante: mudança requer persistência e, principalmente, atenção. De
modo geral, comportamentos automatizados (hábitos) existem para poupar tempo e
energia.
3.3 Por Onde Começar?
Alguns Fatores Importantes: Habitualmente, a mudança (reprogramação) ocorre devido a
necessidade. A Reprogramação Mental não é uma pílula que elimina a necessidade de
comprometimento por parte da pessoa. A Reprogramação Mental requer paciência e
persistência. É possível que haja necessidade de testar mais de uma técnica.
3.4 Algumas técnicas específicas:
Hipnose: aplicada com técnicas de relaxamento profundo, visualizações, fraseologia e
sugestões. A hipnose é um processo coparticipativo, em que o indivíduo utiliza a própria
capacidade imaginativa e é capaz de direcionar o foco para mudança – com auxílio do
terapeuta.
Meditação: a meditação promove desenvolvimento da capacidade de atenção, estímulo
do córtex pré-frontal e regulação emocional. Uma das ferramentas de meditação mais
utilizada atualmente é a Atenção Plena, ou Mindfullness, que tem o objetivo de
concentrar a atenção no momento.
presente, impedindo que a mente fique à mercê de pensamentos intrusivos. Como a
hipnose, permite que acessemos a mente de modo a redirecioná-la aos objetivos
desejados. Várias consequências da meditação podem ser consideradas
reprogramações, como a redução de níveis de ansiedade e estresse, o aumento do foco
e da concentração, aumento da autoconfiança etc.
Programação neurolinguística (PNL): A PNL é um agregado de várias áreas do
conhecimento, como psicologia humanista e pragmática da comunicação humana.
Possui uma série de pressupostos que conduzem a abordagem e utiliza algumas
técnicas pertinentes a Reprogramação Mental, como:
Reframing:
A ressignificação, ou seja, a reinterpretação de contextos e eventos.
Ancoragem:
Associação de sentimentos e sensações adequadas em momentos de necessidade.
Modelagem:
Aprendizado via exemplo.
Meta Modelo:
Procedimento criado a partir de princípios da gramática transformacional e observações
de modelagem. São padrões de comunicação que servem para detectar falhas de
percepção, como:
Generalização: Aceitamos dados generalizados e desconsideramos detalhes e
exceções que podem oferecer uma nova perspectiva.
Omissão: Quando aceitamos apenas parte da informação.
Distorção: Quando simplificamos ou enfatizamos demais determinado aspecto do
acontecimento.
Técnicas de Linguagem: a utilização da linguagem para afetar perspectivas e
comportamentos.
3.5 Quais os Benefícios da Reprogramação Mental?
A Reprogramação Mental é capaz de promover vários benefícios: Conquista de
objetivos. Pode ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade. Auxilia no desenvolvimento de
uma visão mais positiva a respeito de nós mesmos, do mundo que nos cerca e dos
outros, o que, por sua vez, pode conduzir a relações mais saudáveis e harmoniosas.
Auxilia no desenvolvimento da autoconfiança e de uma mentalidade de sucesso, o que,
por sua vez, pode ajudar a alcançar objetivos profissionais. A lidar com traumas, medos
e fobias. A superar crenças desnecessárias. Apostilas e livros sobre hipnose e PNL
tratam dos conceitos acima citados, como Manual de Auto Hipnose, do hipnólogo Fábio
Puentes, O Poder da PNL, de Richard Bandler e John Grinder, e Desvendando os
Códigos da PNL, de Robert Dilts e livros variados sobre PNL.
3.6 Autoprogramação
Como o nome sugere, é a prática de o sujeito auto direcionar a Reprogramação Mental e
utilizar a faculdade da neuroplasticidade para benefício próprio. A autoprogramação pode
surgir a partir de uma reflexão profunda, promovida, em muitos casos, a partir de
exercícios e práticas de Autoconhecimento. Essa parceria entre Reprogramação Mental
e Autoconhecimento é muito útil e saudável. Em determinadas circunstâncias sabemos o
que desejamos mudar, contudo, em outras, não, e mesmo quando sabemos o que
desejamos, é importante que nos façamos algumas perguntas. Eis alguns exemplos de
perguntas que podem ajudar na prática da Reprogramação Mental quando sabemos o
que desejamos: “O hábito que desejo mudar oculta uma intenção positiva? Se sim,
qual?” “É uma mudança boa ecologicamente?” “Estou disposto ao sacrifício?” Eis
algumas perguntas úteis de serem feitas quando não sabemos o que desejamos: “Estou
satisfeito em minha profissão?”
“Estou satisfeito no ambiente onde trabalho?” “Trabalho com entusiasmo?” “Preciso de
melhores condições de trabalho?” “Vivo em harmonia com minha família?” “Tenho
amor/carinho/respeito dos meus?” “Trato terceiros de forma melhor do que trato minha
família?” “Preciso melhorar o ambiente familiar? Se sim, o quê?” “Participo? Estou
presente? Sei ouvir?” “Minha saúde é boa?” “Impressiono-me facilmente?”
“Julgo-me inferior?” “Eu me amo?” “Sou útil e responsável?” “Sei o que quero da vida?”
“Quais são meus objetivos (curto, médio e longo prazo)?” “Trabalho e reflito sobre todos
os setores da minha vida (ético, profissional, pessoal, espiritual/filosófico)?” A palestrante
Anete Guimarães possui várias palestras disponíveis gratuitamente nas redes sociais a
respeito da Neuroplasticidade e da Autoprogramação (prática referida por ela como
Plasticidade Auto Dirigida).
Capítulo 4 – A Mente Programada por Crenças e Valores
4.1 Crenças
Segundo Victor Frankl, crenças e valores servem como estrutura basilar em momentos
de crise. O autor aponta que crenças são perspectivas que temos a respeito do mundo,
das pessoas, dos fenômenos, de quem somos e nosso lugar no Universo, e são
oriundas de várias fontes, como religião, política, espiritualidade, filosofia etc. As crenças
são “lentes” que nos permitem interpretar a realidade que nos cerca. Podemos
considerar crenças como processos que permitem que nos orientemos no mundo. Elas
promovem regulação emocional e psicológica, fazem com que nos aproximemos e nos
afastemos de pessoas, eventos, fenômenos, situações, de modo a promover a
manutenção do organismo. São extremamente úteis no contexto certo. Crenças tendem
a ser uma fonte de valores, embora o indivíduo possa exercer determinados valores sem
pertencer, necessariamente, a uma crença estabelecida ou institucionalizada. Crenças
nascem a partir das culturas que nos cercam, seja de origem doméstica, religiosa,
regional, devido a fatores de personalidade etc., e são reforçadas com tempo e prática.
Tendem a ser herdadas e, quando arraigadas, tornam-se dogmáticas e rapidamente
transformam-se em sinônimo de verdade. Lembre-se: quando mais rígido o ego do
indivíduo, maior a resistência. A mudança de paradigma demanda algumas atitudes que
podem ser assustadoras, afinal, crença é território conhecido. Raramente desafiamos
nossas próprias crenças e nos perguntamos se são válidas. Com a mudança de crença
surge mudança de comportamento, perspectiva, círculos sociais, hábitos e, às vezes, até
do senso de identidade. Assim sendo, a mudança de crença, caso necessária, deve ser
abordada com calma, paciência, compreensão, disciplina, respeitando o tempo do
indivíduo. IMPORTANTE: Jamais force/obrigue uma troca de crenças. Eis alguns
exemplos de crenças: “Ninguém gosta de mim.” “O ser humano não presta.” “Dinheiro é
difícil de ganhar.” “Sou muito burro.” “Não consigo mudar.” IMPORTANTE: se você tem
dúvidas do poder da crença, eis algumas curiosidades a respeito do efeito placebo:
O Efeito Placebo é um dos fenômenos que mais exibe a complexa e curiosa interação
entre mente e corpo. Funciona com base em expectativa e crença. Pode mitigar reações
alérgicas, regular estados de humor e chega até a eliminar dor – embora seja necessário
lembrar que não é considerado propriedade curativa, pois, ainda que alivie sintomas, não
trata da doença. Da mesma fora que a crença e a expectativa de melhora possam afetar
positivamente uma condição, a expectativa de piora pode afetar negativamente o
paciente.
4.2 Como identificar uma crença?
Pelo fato de a crença ser algo que acompanha o sujeito há, habitualmente, muito tempo,
pode ser difícil de ser identificada. Aqui vão algumas dicas: Quais
pensamentos/comportamentos o indivíduo repete sem reflexão a respeito da origem
desse comportamento? Esses pensamentos/comportamentos são congruentes com a
realidade concreta? Diante de uma informação nova, o sujeito tenta percebê-la por si ou
analisa essa informação com um viés pré-concebido? Que situações promovem uma
resposta emocional intensa? O indivíduo já tentou analisar essas emoções com
distanciamento emocional?
As atitudes e perspectivas apresentadas são vantajosas para o desenvolvimento do
indivíduo? Importante: habitualmente a crença, quando expressa, é comunicada pelo que
chamo de “vocabulário absoluto.”
4.3 Valores
Ainda sob a ótica de Victor Frankl, valores são a forma como identificamos o que
consideramos importante na vida. Norteiam nossas ações e nossa busca em relação às
coisas que dão sentido à vida. A melhor maneira de identificar é analisar nossas atitudes.
O comportamento é um reflexo daquilo que valorizamos. Além disso, valores podem ser
a base para a formação de novas crenças. Caso percebamos que nossos valores e
nossas crenças são dissonantes entre si, é possível fazer uma averiguação introspectiva
para buscar um alinhamento entre ambos os mecanismos. Eis alguns exemplos de
valores: Responsabilidade Honestidade Coragem Humildade. Gratidão Obs: podemos
ser guiados por valores que gostamos/gostaríamos de ter, sentir e, principalmente,
exercer.
4.4 Como identificar um valor?
A melhor maneira de identificar é analisar nossas atitudes. O comportamento é um
reflexo daquilo que valorizamos. Além disso, valores podem ser a base para a formação
de novas crenças. Caso percebamos que nossos valores e nossas crenças são
dissonantes entre si, é possível fazer uma averiguação introspectiva para buscar um
alinhamento entre ambos os mecanismos. O que acontece quando existe incongruência
entre uma crença e um valor?
Capítulo 5 – Traumas e Mecanismos de Defesa
5.1 Traumas
Segundo o médico psiquiatra Dr. Paul Conti, no livro Trauma: A Epidemia Invisível,
trauma é um evento de carga emocional de tamanha potência que altera os mecanismos
que utilizamos para interagir no mundo, afetando nossa percepção da realidade, das
pessoas, e até de nós mesmos. De acordo com o Dr. Conti, para lidar com o trauma é
importante percebê lo como eventos que nos mudam profundamente, alteram nosso
comportamento de forma mais perceptível, afetam nossa saúde, nosso desempenho,
nosso sono, nossa relação com o mundo. Pode ser difícil perceber se o indivíduo
realmente sofre as consequências de um trauma. Em muitos casos, a pessoa teme
inclusive mencionar o assunto, tem medo de falar. Em outros, se recusa a aceitar que
determinado evento a mudou.
Pode haver sentimento de vergonha ou culpa. Novamente, habitualmente, há uma
mudança de perspectiva e comportamento muito evidentes. É um mecanismo adaptativo
extremo, porém, na maioria dos casos, não é uma adaptação saudável. Há uma ilusão
de segurança, e evita se o enfrentamento. O trauma muda como o cérebro funciona.
5.2 Mecanismos de Defesa Compensação: esforço para compensar alguma
característica interpretada como fraqueza. Em muitos casos, esse mecanismo traz
muitos benefícios.
Racionalização:
Justificativas lógicas para interpretar uma situação difícil de ser aceita emocionalmente.
Pode ser utilizada como desculpa para atitudes questionáveis.
Idealização:
Cria uma imagem distorcida, habitualmente de caráter perfeccionista, a respeito de
alguém ou de algum fenômeno. Pode causar admiração excessiva e cegueira.
Substituição:
Ocorre quando o indivíduo “desconta” nos outros aborrecimentos que não foi capaz de
solucionar.
Sublimação:
Ocorre quando redirecionamos impulsos socialmente inaceitáveis (como raiva,
sexualidade) a atividades aceitas pela norma.
As definições dos mecanismos de defesa citados acima podem ser encontradas no livro
Quem Ama Não Adoece, do Dr. Marco Aurélio Dias da Silva.
O trabalho da Reprogramação Mental em relação a traumas consiste no fato de,
conforme foi estudado até o momento, promover alteração de crenças, da percepção do
indivíduo em relação a si mesmo e ao contexto que o cerca, a mitigar respostas de
ansiedade, a processar emoções e promover sua regulação e fortalecer os recursos
necessários para a superação do trauma.
Capítulo 6 – Desenvolvendo Hábitos Saudáveis
6.1 O Que São Hábitos?
Hábitos são procedimentos que nosso sistema nervoso aprende, embora nem sempre de
forma consciente. Como vimos, essa aprendizagem envolve neuroplasticidade. É muito
importante percebemos que alguns hábitos podem depender do contexto. Por exemplo,
se o indivíduo escova os dentes depois do café da manhã e nos dias em que não toma
café da manhã não escova os dentes, é possível presumir que há mais chances de o
indivíduo escovar os dentes nos dias em que escova os dentes. Outro exemplo de
contexto é o caso cada vez mais habitual da dificuldade que algumas pessoas têm em
conseguir trabalhar em casa. Também é importante avaliar o grau de esforço límbico e
cognitivo necessários para realizar o hábito. É comum que hábitos novos necessitem
desses esforços. Por exemplo, um indivíduo extrovertido deseja praticar meditação.
Nesse caso, o grau de esforço límbico tende a ser elevado.
Os esforços cognitivos e límbicos dependem da relação que o indivíduo tem com a tarefa
a ser executada, além de fatores como complexidade, magnitude do estresse, se é uma
tarefa nova, capacidade de concentração pessoal etc.
6.2 Ferramentas
O processo necessário para promover a eliminação de hábitos indesejados e a aquisição
de novos hábitos depende de vários fatores, desde disposição do indivíduo (a verdadeira
vontade de mudar), passando pelo contexto em que o sujeito está envolvido, até
inclinação psíquica. Fatores emocionais podem servir de grande motivador para uma
mudança de hábito. Por exemplo, registrar o valor que uma pessoa gasta ao final do mês
com a aquisição de maços de cigarro, ou recordar de como se sentiu ao conquistar
objetivos anteriores podem ser utilizados como âncoras conduzir a um novo
comportamento. IMPORTANTE: é preciso conhecer e respeitar os limites da mudança.
Não menospreze pequenas mudanças que podem conduzir a uma mudança maior. É
possível que a pessoa não alcance exatamente o que deseja, porém, a mudança,
mesmo que não a idealizada, pode resultar em uma vida melhor. Os alicerces da
mudança precisam ser claros: o que deseja ser mudado, qual o motivo e qual o objetivo
final. Nesse processo, tente descobrir o que impede a pessoa de mudar. Elabore um
plano de ação. Tenha recursos externos, como despertador e agenda para auxiliar na
implementação do plano. Eis uma boa forma de romper um hábito indesejado: ao
executar o hábito indesejado, tome consciência e execute algo produtivo logo em
seguida. Nesse momento, um padrão é interrompido, criando uma janela maior para
autoanálise, além de ampliar as chances de interromper o padrão negativo e ir direto
para o positivo. A literatura sobre hábitos é extensiva. O núcleo do tema debatido acima
foi encontrado no canal de Youtube do neurocientista Andrew Huberman, Professor de
Neurobiologia e Oftalmologia na Universidade de Stanford. Além disso, o reducionismo
(“quebrar” a atividade em parcelas “menores”), a redução de fatores de distração, o
treino da capacidade de concentração e de foco, fazem parte do conjunto de ferramentas
que podem auxiliar na aquisição de um novo hábito. IMPORTANTE: SEJA PACIENTE!
Capítulo 7 - Os Efeitos da Leitura no Cérebro
Segundo a pesquisadora Maryanne Wolf, nosso cérebro não foi projetado para ler. É
uma função especificamente desenvolvida pela nossa espécie, possível graças a
plasticidade cerebral. A leitura é um atestado do potencial do cérebro humano para
mudança e adaptabilidade, mudança essa que acarreta diversos benefícios. Assim como
visualização auxilia no reforço de conexões neurais já existentes, o mesmo acontece
com a leitura. Acontece também a possibilidade de gerar novas conexões, mantendo o
cérebro ativo e treinado. Infelizmente, não é um hábito incentivado em larga escala, e
como todo hábito a ser desenvolvido, requer sacrifício, requer troca. Contudo, os
benefícios, alguns listados abaixo, incluem o desenvolvimento cerebral, o que, em
consequência, promove o desenvolvimento do indivíduo. A prática da leitura estimula
atividade no córtex pré-frontal e capacidade de compreensão. Faz com que o cérebro
gere novas conexões. Promove melhoria da memória. Amplia capacidade de
concentração e foco. Aumenta a capacidade de manter atenção por períodos mais
longos.
Amplia vocabulário. Ensina a escrever. Alivia estresse. Aumenta capacidade de empatia.
Previne o processo de degeneração cognitiva.
Capítulo 8 - A Palavra Mágica
A palavra é um dos alicerces da mudança, uma tecnologia altamente conectada às
nossas programações, possibilidades de reprogramação, de ressignificação e
consciência. Steven Pinker, em The Better Angels of Our Nature, propõe que o nível de
violência em escala mundial declina após a invenção da imprensa, quando a literatura
passa a ser popularizada, a disseminação de romances prolifera e, pela primeira vez, as
pessoas passam a acessar, via leitura, o ponto de vista, as verdades, de outros. Na
Bíblia do Rei James, em João, Capítulo Um, começa, “No início era a Palavra, e a
Palavra estava com Deus, era Palavra era Deus”. A palavra não está presente apenas
na sedimentação do cristianismo, mas também nas civilizações suméria, egípcia, druida
e outras. A palavra era considerada o início da manifestação concreta, a tecnologia
capaz de modificar a própria realidade. Aqueles que detinha a palavra, detinham o
poder. Em muitas tradições esotéricas, a palavra é sagrada, e, dado seu poder, deve ser
utilizada com consciência, e não de forma a banalizar ou vulgarizar os termos. A ideia de
retidão, coerência e congruência entre pensamento, palavra e atitude permeia várias
tradições, da filosofia, até religiões, como budismo, cristianismo e hinduísmo, na prática
do Yoga. Comunicação é um dos bens mais importantes da humanidade. “A pena é mais
forte que a espada”, como escreve Edwad Bulwer-Lytton, e a palavra é um de seus
alicerces. Para tanto, deve ser utilizada com o máximo de consciência, disciplina e
responsabilidade possível, visto que não afeta apenas a realidade concreta, mas nos
influencia a nível energético, emocional, espiritual e inconsciente. Com a utilização de
comunicação consciente, da escolha de palavras e estruturas, somos capazes de alterar
crenças, percepções, até mesmo emoções. A palavra é uma poderosa tecnologia, capaz
de alterar realidades. Para utilizarmos da comunicação consciente, é preciso ter cada
vez mais clareza de que somos um processo de mudança constante, e não engessados
em um universo unidimensional. Como um escritor, moldamos nossas intenções e
objetivos, nossa própria realidade, a partir desse núcleo, e selecionamos as palavras que
melhor se alinham com quem desejamos nos tornar. Com isso, uma grande
responsabilidade é atrelada.
Capítulo 9 - Emoções
Emoções são programações. Elas fazem com que o indivíduo responda a eventos de
modo a adaptar o organismo ao contexto. Determinam ou influenciam desde eventos
internos, como o movimento peristáltico, ou a dinâmica intestinal, até comportamentos
visíveis. Elas são automáticas, e buscam realizar a manutenção da sobrevivência. Estão
associadas a estímulos externos ou internos. Esses estímulos tendem a nos aproximar
daquilo que nos é benéfico e a nos afastarmos daquilo que nos ameaça de alguma
forma. Vale observar que ocorrem a nível de processamento inconsciente; quando
tomamos consciência da emoção, passamos a, em certos casos, nomeá-las, e elas se
tornam então, sentimentos. Em suma, emoções permitem que nos adaptemos a
ambientes e situações, interferem em nossos pensamentos e nas tomadas de decisão e
nos motivam a agir. Para o Dr. Joe Dispenza, traumas são eventos de forte carga
emocional, e essa carga é revivida quando nos lembramos do evento, sendo, portanto,
possível eliciar novamente uma emoção antiga. O mesmo ocorre com emoções
positivas. Obs: no trauma, o cérebro antecipa o evento que, em sua avaliação,
hipoteticamente, pode ocorrer novamente. Essa antecipação tem o intuito de proteger o
organismo do perigo. Devido ao processamento de hormônios e neurotransmissores que
atuam nesses eventos, com maior intensidade em eventos externos, e que nosso
organismo não está configurado para administrar de forma ideal, ainda segundo o Dr.
Joe Dispenza, a solução é que o indivíduo aprenda a se auto regular. É de suma
importância que conheçamos a particularidades das emoções, como sua inevitabilidade,
o fato de afetar diretamente nossos corpos, e que exploremos nossa própria conduta ao
experienciarmos seus efeitos e em qual magnitude nossas emoções afetam os outros.
IMPORTANTE: emoções são dinâmicas; mudam constantemente, sem estados
emocionais fixos. Eis algumas ferramentas para lidar com emoções: Mantenha um diário
e/ou escreva no momento em que for afetado por uma emoção. Converse com pessoas
próximas ou um terapeuta. Nomeie a emoção que estiver sentindo. Valide a emoção;
converse consigo e com ela. Descubra formas de se expressar (além do diário). Pratique
exercícios físicos. Utilize técnicas meditativas e de relaxamento. Ressignifique o evento
catalisador. Ao ressignificar o evento, você pode ressignificar a emoção. Administre seus
pensamentos. Pensamentos afetam as emoções, assim como emoções afetam
pensamentos. Atente a sua alimentação.
Capítulo 10 - As Redes Sociais no Cérebro
Para tratar de redes sociais, precisamos falar principalmente a respeito de um
neurotransmissor: a dopamina. Dopamina é um neurotransmissor, ou neuromodulador,
que circula pelo organismo a um nível básico. É, para simplificar, o neurotransmissor da
motivação, da busca por objetivos e recompensas. Quando o organismo produz níveis
saudáveis de dopamina, nos sentimos bem e motivados.
Em alguns momentos, experimentamos o que pode ser chamado de pico de dopamina,
que acontece quando fazemos algo que gostamos, como comer um sorvete, quando
fumamos um cigarro, quando encontramos alguém de quem gostamos, quando jogamos
baralho ou videogame ou jogos de tabuleiro, quando fazemos exercícios físicos, quando
acessamos redes sociais, ou mesmo quando antecipamos algo que nos dá prazer.
Quando o cérebro é exposto a níveis excessivos de dopamina, os receptores desse
neurotransmissor passam por um processo de amortecimento, de modo que, para
“alimentar” o corpo com os efeitos dopaminérgicos, é necessária uma ingestão cada vez
maior dos elementos que liberam esse neuromodulador. Além disso, você se torna
susceptível ao formato oferecido pela mídia, habitualmente de tempo curto e superficial,
o que afeta a capacidade de atenção, concentração e foco. Nossa habilidade de
contemplação torna-se comprometida. Além disso, redes sociais afetam diretamente
nosso humor. O conteúdo acessado tem relação direta com a modulação das emoções.
Ao acessarmos conteúdos que geram, por exemplo, raiva, o cérebro passa a ser
moldado e educado a experienciar essa emoção, o que, por sua vez, tende a influenciar
diretamente a forma como percebemos o mundo. Ao consumirmos exclusivamente, ou
semi-exclusivamente um único tipo de conteúdo, nosso universo interior passa a refletir
esse conteúdo, que, por sua vez, passa a ser refletido no mundo. Paradoxo da
Abundância: a abundância em si é causa estressora devido a incongruência entre nossa
configuração cerebral primitiva e nosso ecossistema moderno carregado de dopamina. –
Dra. Anna Lembke. “Vício é uma limitação das coisas que nos dão prazer; uma vida boa
é uma expansão das coisas que nos dão prazer.” – Andrew Hubberman. O Que Fazer?
Segundo a Dra. Anna Lembke, abstinência é inevitável. É preciso nos afastar da fonte de
prazer imediato para que o organismo seja capaz de realizar a homeostase. Esse tempo
também nos permite aprender a adquirir dopamina via estímulos mais naturais e menos
intensos. Além disso, é útil criar estratégias para evitar o consumo. Isso pode variar,
desde mudar o itinerário para evitar um lugar, ou deixar de participar de eventos, não
estar acompanhado de determinado grupo/pessoas, remover os elementos que remetem
ao hábito a ser abandonado, medicações, etc.
Detox de Dopamina
1 – Reduza o tempo de uso do celular. De preferência a uma hora por dia.
2 – Pare de acessar o Youtube e vídeos de Instagram.
3 – Medite por 10 minutos por dia.
4 – Pratique exercícios físicos.
Capítulo 11 – Técnicas e Exercícios de Reprogramação Mental
Capítulo 11 – Técnicas e Exercícios de Reprogramação
Mental
11.1 Exercício
1: Escreva. Em um papel, escreva metas e objetivos e leia diariamente, com convicção.
Além de ajudar a manter o indivíduo focado nos objetivos, afeta o comportamento para a
conquistas deles. Além de escrever metas e frases de reprogramação, foi verificado que
escrever pode promover redução da ansiedade e estresse, ajuda a priorizar tarefas, a
processar e regular emoções, identificar padrões e gatilhos ressignificar medos e fobias
e proporciona a oportunidade para expressão. Nesse caso, escrever de 15 a 20 minutos
por dia, ou três páginas, inclusive no momento de angústia, promove um exercício de
autoexpressão saudável e no contexto pertinente, potencializando a possibilidade de
regulação emocional. 11.2
Exercício 2: Afirmações positivas. As frases também são úteis para afetar não apenas
os objetivos, mas a autopercepção. Sente-se com problemas de autoconfiança?
Descubra o que autoconfiança significa para você e crie, ou encontre, frases focadas na
solução desse déficit.
As Afirmações Positivas são frases específicas que expressam o que desejamos. Elas
podem ser usadas para criar padrões de pensamento. Eis algumas dicas para elaborar
as frases: Pergunte-se (ou pergunte ao consulente, se esse for o caso) o que (ele)
espera com a terapia. Tente não utilizar gírias ou expressões idiomáticas. Linguagem
Positiva. No presente ou tempo contínuo. Foco na solução; omissão da queixa. Verbos
como “escolher,” “decidir,” “preferir,” “optar”. Enunciar com clareza. Verificar quais canais
o consulente mais acessa.
11.3 Exercício 3: Pratique a visualização. Existem vários métodos de visualização. O
fator principal que precisamos lembrar é que visualizações não substituem a prática no
mundo material/concreto, mas, sim, servem como auxílio complementar de imensa
relevância para manifestar o que desejamos. A visualização pode fortalecer o senso de
confiança, amplificar a motivação, aumentar a capacidade de foco e concentração,
auxiliar na execução de movimentos e comportamentos, reduzir tempo de reação e
fortificar o autocontrole. Método de Visualização: Escolha um lugar tranquilo, em que não
será interrompido (isso vale para o seu celular também). Relaxe o corpo via exercícios de
relaxamento voluntário, como respiração ou Mindfullness. Visualize-se realizando uma
tarefa desejada. Passo a passo: 1 Identifique o hábito que deseja ser alterado. 2
Escreva os gatilhos que promove o hábito. 3 Escreva as consequências negativas do
hábito. 4 Escreva os benefícios de romper esse hábito. 5 Crie uma intenção clara do
novo hábito e repita todos os dias. 6 Medite de 30 a 45 minutos todos os dias. 7
Visualize-se sem o hábito antigo (ou com um hábito novo, caso tenha desejado substituir
o indesejado), vivendo dessa nova forma. 8 Visualize-se celebrando a conquista do novo
hábito ou abandono do antigo. Tente sentir como é viver dessa nova forma. 9 A partir
daqui, é necessário tomar atitude; realize as ações que conduzem ao novo hábito. Essa
técnica é ensinada pelo Dr. Joe Dispenza.
11.4 Exercício 4: Auto perdão
Ao se culpar por algo, registre o que você fez que sente que fez de errado. A partir daí,
com o registro bem delineado, tente agir com um olhar mais amplo, além da perspectiva
emocional. O que o levou a realizar determinada atitude? Você estava de fato consciente
ou agiu inconscientemente, de forma instintiva? Era possível ter tomado uma decisão
diferente a partir das informações que você tinha? A partir do estado em que você se
encontrada? Da sua condição e contexto? Será que foi pego de surpresa por uma
situação muito nova, para a qual não havia contingência? Averigue tudo isso. O intuito é
se certificar de que você não está se condenando de forma gratuita. Cogitemos o caso
de, ao avaliar sua situação, você perceber que há poucos argumentos, ou nenhum, em
favor da sua defesa. Nesse caso, revisite a situação e imagine o que poderia ter feito
diferente. Registre a alteração e se visualize em uma situação futura similar onde você
age de acordo com o novo plano. Importante: todos cometem erros. Em algum momento
da vida, todos cometem erros sérios. Considerar que as pessoas, incluindo nós mesmos,
não tomamos parte disso inviabiliza a vida.
11.5 Eliminação de crenças via Submodalidades
Passo a passo:
1 – Converse com o consulente e descubra: a crença limitante; algo em que costumava
acreditar, mas não acredita mais (crenças que ele abandonou ao longo da vida. Pode ser
algo bastante óbvio, como acreditar no Papai Noel); qual nova crença deseja instalar;
certezas absolutas (o nome do sujeito, que roupa está vestindo no momento, se o Sol
nasce todos os dias). 2 – Peça que o consulente imagine essas quatro referências diante
de si, como quatro telas. 3 – Peça ao consulente que feche os olhos e perceba o que há
em cada tela (da esquerda para a direita). Na primeira, peça para ver, de preferência em
forma de imagens, a crença limitante e descubra as submodalidades da imagem
(tamanho, som, cor, distância, etc). Pela que vire a cabeça um pouco para a direita e
peça para que veja as coisas que costumava acreditar, porém, não acredita mais. Peça
para virar a cabeça um pouco mais para a direita e veja a crença que deseja instalar. Por
fim, vire a cabeça um pouco mais para a direta e veja a tela com certezas absolutas. 4 –
Peça ao consulente que arraste a crença limitante para dentro da tela com elementos
que costumava acreditar, mas não acredita mais. Ambas viram uma pasta só. Peça para
que o consulente informe com a cabeça o momento em que tiver certeza de que a tela
com a crença limitante estiver dentro da tela das crenças abandonadas. 5 - Peça que ele
volte a atenção para a crença que deseja instalar. Peça para que ele aumente essa
imagem, amplie cores, sensações, cheiros, sons, o máximo de detalhes possível. Tente
se sentir na cena. Como se sentiria nessa situação. Como se sentirá. Peça, então, que
arraste essa tela para dentro da tela com as certezas absolutas. Aqui, peça para o
consulente se ver ainda mais feliz, completamente certo sobre seu futuro, que é
próspero.
6 – Diga que contará até 3 e, no 3, a pasta voltará para dentro da mente do consulente e
se incorporará nele. Faça a contagem. Sinta-se a vontade para fazer um som com a
boca, indicando que a pasta foi para dentro da mente do consulente. 7 – Peça para que
o consulente repita: “Eu aceito esta nova crença. Eu crio esta realidade. É incrível o
poder da minha mente. Assim é.” 8 – Se necessário, instale uma âncora. Essa técnica é
ensinada pelo Hipnoterapeuta Lucas Naves em seu curso Formação em Hipnose Master.
11.6 Práticas variadas.
Vimos que o aprendizado em geral promove a mudança da configuração via
neuroplasticidade, portanto, quanto mais o indivíduo “abastecer” seu cérebro com
conteúdo voltados a sua área de interesse, ao abandono de hábitos indesejáveis e a sua
melhora em geral, maiores as chances de sucesso. Portanto: Leia livros sobre
desenvolvimento pessoal. Estude filosofia/religião. Assista vídeos, palestras e ouça
podcasts. Participe de cursos e workshops. Participe de atividades voltadas a sua
finalidade específica. Leia textos e consuma materiais divergentes ao seu ponto de vista
pré estabelecido. Pratique atividades voluntárias.
Conclusão
Ainda que os devidos limites existam e devam ser respeitados, vimos que a
Reprogramação Mental é um recurso disponível a todos. Graças às variadas técnicas é
possível auxiliar o indivíduo no processo de mudança, objetiva ou subjetiva, promovendo,
assim, a melhoria da qualidade de vida. É preciso lembrar que o cérebro e a mente
fazem parte de um campo de conhecimento em constante expansão e atualização, e o
profissional que se dedica às suas manifestações deve sempre manter-se atento aos
novos desvendamentos. Por fim, a Reprogramação Mental dá notícias de que é sempre
possível mudar, e que as delimitações das nossas perspectivas e comportamentos
tendem a ser menos restritas do que habitualmente acreditamos.
Referências
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NEFF, Kristin; GERMER, Christopher. Manual de mindfulness e compaixão: exercícios
para cultivar a atenção plena e a autocompaixão. 1. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
DIAS, Marco Aurélio da Silva. Quem ama não adoece: a ciência por trás do poder do
amor. 1. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018.
DISPENZA, Joe. Como se tornar sobrenatural: o guia prático para despertar seus
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KAHNEMAN, Daniel. Rápido e devagar: duas formas de pensar. 1. ed. Rio de Janeiro:
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LEMBKE, Anna. Nação dopamina: a busca incessante por felicidade e a ciência por trás
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MLODINOW, Leonard. Subliminar: a mensagem subliminar que muda sua vida. 1. ed.
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DELL'ISOLA, Alberto. Mentes fantásticas: as histórias inspiradoras de pessoas com
habilidades mentais extraordinárias. 1. ed. São Paulo: Universo dos Livros, 2014.
DELL'ISOLA, Alberto. Mentes brilhantes: desvende os segredos da inteligência e do
potencial humano. 1. ed. São Paulo: Universo dos Livros, 2012.