FACULDADE DE CIÊNCIAS DE SAÚDE
LICENCIATURA EM NUTRIÇÃO
MÓDULO DE INTRODUÇÃO A NUTRIÇÃO
Conhecimento sobre o desenho dos diferentes tipos de estudos epidemiológicos
Valter André Nhamutabe
Pemba, Junho de 2024
FACULDADE DE CIÊNCIAS DE SAÚDE
LICENCIATURA EM NUTRIÇÃO
MÓDULO DE INTRODUÇÃO A NUTRIÇÃO
Conhecimento sobre o desenho dos diferentes tipos de estudos epidemiológicos
Trabalho de pesquisa apresentado na
UnISCED como requisito para avaliação na
cadeira de Introdução a Nutrição
Tutor:
Valter André Nhamutabe
Pemba, Junho de 2024
Índice
1. Introdução...........................................................................................................................1
2. Revisão Bibliográfica..........................................................................................................2
2.1. Conceito de desnutrição...................................................................................................2
2.2.1. Causas da desnutrição...................................................................................................2
2.2. Classificação da desnutrição............................................................................................2
2.3. Tipos de grupos alimentos e sua classificação.................................................................3
2.3.1. Descrição dos grupos....................................................................................................4
2.4. Doenças do fórum nutricional, suas manifestações.........................................................4
3. Conclusão............................................................................................................................7
4. Referências Bibliográficas..................................................................................................8
1. Introdução
A compreensão dos diferentes tipos de estudos epidemiológicos é essencial para
analisar e interpretar dados de saúde pública, permitindo intervenções mais eficazes.
Este trabalho aborda três temas principais que são fundamentais para a saúde pública: o
conceito e a classificação da desnutrição, a classificação dos grupos alimentares e suas
funções nutricionais, e as principais doenças nutricionais, incluindo suas manifestações.
Conforme Santos (2018) a desnutrição é discutida em termos de sua definição e
classificação, abordando suas várias formas e causas. A desnutrição, uma condição
prevalente em muitos países em desenvolvimento, resulta de deficiências, excessos ou
desequilíbrios na ingestão de energia e nutrientes. Suas causas podem ser primárias,
resultantes de uma dieta inadequada, ou secundárias, decorrentes de doenças que
afectam a absorção ou metabolismo dos nutrientes (Santos, 2018).
A classificação dos grupos alimentares é explorada através da pirâmide
alimentar, que organiza os alimentos com base em suas funções e conteúdo nutricional.
A pirâmide alimentar é uma ferramenta essencial para promover uma dieta equilibrada,
destacando alimentos energéticos, reguladores e construtores (Diana, 2016).
Por fim, são discutidas as doenças nutricionais mais comuns e suas
manifestações. Estas condições, resultantes de deficiências ou excessos nutricionais,
incluem desde a desnutrição proteico-energética até deficiências de micronutrientes e
condições como a obesidade e hipervitaminoses (Silva 2012)
Para a materialização do trabalho foi desenvolvido por meio de uma pesquisa
bibliográfica, com base em artigos científicos, livros e sites especializados. A pesquisa
foi realizada em bibliotecas virtuais, como o Google Scholar, Scribd, e Docero.
Segundo Marconi & Lakatos (2003), a pesquisa bibliográfica é um tipo de
pesquisa que se baseia na análise de documentos já publicados, como livros, artigos
científicos, teses, dissertações, relatórios, entre outros.
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2. Revisão Bibliográfica
2.1. Conceito de desnutrição
A desnutrição é um grave problema de saúde pública que afecta várias pessoas
em diferentes partes do planeta, em especial países em desenvolvimento (Santos, 2016).
De acordo OMS (2006) citado por Monte Alto (2012) define a “desnutrição
refere-se a deficiências, excessos ou desequilíbrios na ingestão de energia e/ou
nutrientes”. Ela abrange tanto a desnutrição (subnutrição) quanto a supernutrição.
Por sua vez FAO (2018) citado por Silva (2012) diz que a “desnutrição é a
condição em que um indivíduo não consome quantidades suficientes de calorias,
proteínas, vitaminas e minerais para manter uma saúde e desenvolvimento normais”.
Para Silva (2012) refere que:
A desnutrição é caracterizada pela falta de nutrientes essenciais necessários para o
funcionamento correto do corpo. Sua causa é multifacetada e pode resultar de vários
factores. Em termos gerais, a desnutrição ocorre devido a uma dieta inadequada ou à
incapacidade do organismo de absorver os nutrientes consumidos (p.95).
2.2.1. Causas da desnutrição
De acordo com a causa Magalhães (2017) refere que as causas da desnutrição são:
Primária: Resulta directamente de uma dieta insuficiente em quantidade ou
qualidade. Exemplos incluem a falta de proteínas, vitaminas e minerais
específicos.
Secundária: Decorre de doenças ou condições que afectam a absorção,
digestão, metabolismo ou excreção dos nutrientes. Exemplos incluem doenças
gastrointestinais, infecções crónicas, e condições que aumentam a necessidade
metabólica, como câncer e HIV/AIDS.
2.2. Classificação da desnutrição
De acordo com Santos (2016) a desnutrição pode ser classificada de acordo com:
a) Gravidade
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Leve: Pode ser assintomática ou apresentar sintomas leves, como fadiga e
redução da capacidade de concentração.
Moderada: Sintomas mais evidentes, incluindo perda de peso, fraqueza
muscular, e comprometimento do sistema imunológico.
Grave: Manifestações clínicas severas, como emaciação extrema, edemas,
infecções recorrentes, e até mesmo risco de morte.
b) Duração
Aguda: desnutrição que se desenvolve rapidamente em um curto período,
geralmente em resposta a uma situação de crise, como uma doença grave ou um
desastre natural.
Crónica: desnutrição de longa duração, geralmente associada a condições
socioeconómicas desfavoráveis, alimentação inadequada e doenças crónicas.
c) Natureza do déficit
Proteico-energética: A falta de energia e proteínas, levando a condições como o
marasmo (deficiência calórica grave) e o kwashiorkor (deficiência grave de
proteínas).
Micronutrientes: Deficiência de vitaminas e minerais específicos, como a
anemia ferropriva (deficiência de ferro), escorbuto (deficiência de vitamina C),
beribéri (deficiência de vitamina B1), e raquitismo (deficiência de vitamina D).
2.3. Tipos de grupos alimentos e sua classificação
A Pirâmide Alimentar é um gráfico que categoriza os alimentos com base em
suas funções e conteúdo nutricional. A estrutura da pirâmide alimentar destaca os
alimentos essenciais para a saúde, apresentando aqueles que fornecem os nutrientes
necessários para uma vida saudável e para a prevenção de doenças.
Cada nível da pirâmide representa um grupo de alimentos, organizados em
quatro níveis principais:
Grupo 1: Alimentos Energéticos
Grupos 2 e 3: Alimentos Reguladores
Grupos 4, 5 e 6: Alimentos Construtores
Grupos 7 e 8: Alimentos Energéticos Extras
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2.3.1. Descrição dos grupos
No Grupo 1, os carboidratos (alimentos energéticos): formam a base da
pirâmide, fornecendo energia. São recomendados os carboidratos integrais, devido
ao maior conteúdo de fibras, vitaminas e minerais. Exemplos incluem arroz, pão,
batata, massa, mandioca e cereais.
No Grupo 2, as verduras e legumes (alimentos reguladores): estão acima da
base, sendo fontes de fibras, vitaminas e minerais que melhoram o hábito
intestinal. Exemplos são brócolis, couve, repolho e abobrinha.
Grupo 3: inclui as frutas (alimentos reguladores), que estão ao lado das verduras e
legumes, fornecendo fibras, vitaminas e minerais, além de elevar rapidamente o
nível de açúcar no sangue. Exemplos são abacaxi, maçã, banana, kiwi, caju e
acerola.
Grupo 4: abrange o leite e seus derivados (alimentos construtores), localizados na
parte intermediária da pirâmide. Esses alimentos são ricos em cálcio e proteínas,
com exemplos como queijo, leite e iogurtes.
Grupo 5: carnes e ovos (alimentos construtores), também na parte intermediária,
fornece proteínas de origem animal, ferro, vitaminas B6 e B12, prevenindo
anemias. Exemplos são peixe, frango, carne e ovos.
Grupo 6: compreende leguminosas e oleaginosas (alimentos construtores), que
são fontes de proteína vegetal e fibras, incluindo feijão, soja, lentilha, grão-de-bico
e castanhas.
Grupo 7: inclui óleos e gorduras (alimentos energéticos extras), que são fontes de
energia e ajudam no transporte de vitaminas, devendo ser consumidos com
moderação. Exemplos são azeite, manteiga e óleo de soja.
Grupo 8: consiste em açúcares e doces (alimentos energéticos extras), ricos em
carboidratos simples e poucos nutrientes, cujo consumo deve ser moderado.
Exemplos são açúcar, mel, chocolate, sorvete e bolo.
2.4. Doenças do fórum nutricional, suas manifestações
De acordo com Lima (2021) as doenças de origem nutricional são condições que
resultam de deficiências ou excessos nutricionais. Elas podem causar uma variedade de
sintomas e complicações de saúde. Abaixo, estão algumas das principais doenças
nutricionais e suas manifestações:
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a) Marasmo
Manifestações: Emagrecimento extremo, perda de massa muscular e gordura
corporal, pele flácida, aparência envelhecida, apatia e fraqueza geral.
Causa: Deficiência grave de calorias e proteínas.
b) Kwashiorkor
Manifestações: Edema (inchaço) principalmente nas pernas e pés, barriga
distendida, alterações na cor e textura do cabelo, lesões na pele, irritabilidade,
hepatomegalia (aumento do fígado).
Causa: Deficiência grave de proteínas, apesar de uma ingestão calórica
relativamente adequada.
c) Anemia Ferropriva (Deficiência de Ferro):
Manifestações: Fadiga, palidez, falta de ar, tonturas, unhas quebradiças, dor de
cabeça.
Causa: Ingestão insuficiente de ferro, perda de sangue, ou absorção inadequada
de ferro.
d) Escorbuto (Deficiência de Vitamina C):
Manifestações: Sangramento das gengivas, fraqueza, dor nas articulações,
manchas vermelhas na pele, cicatrização lenta de feridas.
Causa: Ingestão insuficiente de vitamina C.
e) Raquitismo (Deficiência de Vitamina D):
Manifestações: Ossos fracos e deformados, atraso no crescimento, dor nos ossos,
fragilidade óssea, problemas dentários.
Causa: Ingestão insuficiente de vitamina D, exposição inadequada ao sol.
f) Obesidade
Manifestações: Excesso de gordura corporal, aumento do risco de doenças
cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, problemas
articulares.
Causa: Consumo excessivo de calorias, falta de atividade física.
g) Hiperlipidemia (Altos Níveis de Gordura no Sangue):
Manifestações: Aumento do risco de doenças cardíacas, aterosclerose,
pancreatite.
Causa: Dieta rica em gorduras saturadas e trans, predisposição genética.
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h) Hipervitaminose A
Manifestações: Náuseas, dores de cabeça, tonturas, pele seca, dores articulares,
danos ao fígado.
Causa: Consumo excessivo de vitamina A.
i) Hipervitaminose D
Manifestações: Níveis elevados de cálcio no sangue, fraqueza muscular, dor
óssea, problemas renais.
Causa: Consumo excessivo de vitamina D.
j) Diabetes Mellitus:
Manifestações: Sede excessiva, fome intensa, perda de peso, visão turva,
cicatrização lenta, fadiga.
Causa: Metabolismo inadequado de glicose devido à falta de insulina ou
resistência à insulina.
3. Conclusão
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A desnutrição é um problema de saúde pública significativo que afecta milhões
de pessoas em todo o mundo, principalmente em países em desenvolvimento. A
desnutrição ocorre quando um indivíduo não consome quantidades suficientes de
calorias, proteínas, vitaminas e minerais necessários para manter a saúde e o
desenvolvimento normais.
As causas da desnutrição são variadas e podem ser primárias, decorrentes de
uma dieta inadequada, ou secundárias, resultantes de doenças ou condições que
comprometem a absorção e utilização dos nutrientes. A desnutrição pode ser
classificada de acordo com sua gravidade (leve, moderada, grave), duração (aguda,
crônica) e natureza do déficit (proteico-energética, micronutrientes).
A pirâmide alimentar, que organiza os alimentos conforme suas funções e
conteúdo nutricional, é uma ferramenta importante para a prevenção da desnutrição e
promoção da saúde. Os alimentos são divididos em 4 níveis que sãos alimentos
energéticos, reguladores, protectores e construtores.
As doenças nutricionais, resultantes de deficiências ou excessos de nutrientes,
apresentam diversas manifestações, como emagrecimento extremo, edema, fadiga e
aumento do risco de doenças crónicas. O maneio adequado dessas condições envolve a
correcção das deficiências nutricionais, a adopção de hábitos alimentares saudáveis e o
acompanhamento profissional.
4. Referências Bibliográficas
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Diana, J. (2016). Pirâmide Alimentar. Toda Matéria. Recuperado de
[Link]
Magalhães, L. (2017). Desnutrição. Toda Matéria. Recuperado de
[Link]
Santos, V. S. (2018). Desnutrição. Mundo Educação. Recuperado de \
[Link]
Lima, P. (2021). Sintomas de doenças nutricionais que você nem desconfiava. Angiolife
Clínica. Recuperado de [Link]
doencas-nutricionais-voce-nem-desconfiava/
Silva, R. P. (2012). Desnutrição infantil: Um problema a ser enfrentado. Monografia de
Especialização, Universidade Federal de Minas Gerais. Curso de
Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família, Corinto, Minas Gerais.
Monte Alto, P. C. (2010). Desnutrição infantil: Análise da situação e proposta de
intervenção para a Unidade Básica de Saúde Carapina 2 - Município de
Governador Valadares/MG. Governador Valadares, Minas Gerais