UNIVERSIDADE ZAMBEZE
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE ENGENHARIA AGRO-PECUÁRIA
DISCIPLINA: BIOQUIMICA
Tema: Metabolismo dos Acidos Nucleicos
Discentes: Docente:
dr. Gabriel Naquira
Ulóngué, Maio de 2024
Índice
1. Introdução......................................................................................................................1
1. Objectivos......................................................................................................................2
1.1 Objectivo Geral...........................................................................................................2
1.1.1 Objectivos Específicos.............................................................................................2
1.2. Metodologia................................................................................................................2
2. Revisão de Literatura.....................................................................................................3
2.1. Ácidos nucleicos.........................................................................................................3
2.2. Funções dos ácidos nucleicos.....................................................................................3
2.3. Estrutura dos ácidos nucleicos....................................................................................4
2.3.1. Grupo fosfato...........................................................................................................4
2.3.2. Pentose.....................................................................................................................5
2.3.3. Bases nitrogenadas..................................................................................................6
2.4. Tipos de ácidos nucleicos...........................................................................................6
2.4.3. Diferenças entre os ácidos nucleicos.......................................................................8
2.5. Transmissão hereditária..............................................................................................8
2.6. Síntese e degradação das bases purinas e pirimidinas................................................9
2.6.1. Síntese bases purinas...............................................................................................9
[Link]. Degradação das Purinas......................................................................................10
2.6.2. Síntese bases pirimidinas.......................................................................................11
[Link]. Degradação das Pirimidinas...............................................................................12
2.7. Doenças ligadas as bases purinas e pirimidinas.......................................................12
3. Conclusão....................................................................................................................14
4. Referências Bibliográficas...........................................................................................15
1. Introdução
Os ácidos nucleicos, fundamentais para a vida em todos os organismos vivos,
desempenham papéis cruciais no armazenamento, na transmissão e no processamento
das informações genéticas das células. Divididos em dois tipos principais, o ácido
desoxirribonucleico (DNA) e o ácido ribonucleico (RNA), essas substâncias ácidas são
encontradas no núcleo das células e são responsáveis por codificar a informação
hereditária de um organismo, bem como controlar o crescimento e a divisão celular
(LEHNINGER et al., 2014).
Conforme VOET & VOET (2013) afirmam que tanto o DNA quanto o RNA são
polinucleotídeos compostos por subunidades de nucleotídeos, os quais são unidos por
ligações fosfodiéster. Cada nucleotídeo é constituído por um açúcar aldopentose, um
radical fosfato e uma base heterocíclica, que pode ser uma purina ou uma pirimidina.
No DNA, o açúcar é a 2’-desoxirribose, enquanto no RNA é a ribose. As bases
presentes no DNA incluem adenina, guanina, citosina e timina, enquanto no RNA temos
adenina, guanina, citosina e uracila.
Essas diferenças estruturais entre o DNA e o RNA, juntamente com suas funções
específicas, desempenham um papel crucial na determinação das características e no
funcionamento das células e organismos (VOET & VOET, 2013).
Neste contexto, o presente trabalho tem como objectivo abordar sobre o
metabolismo dos ácidos nucleicos destacando, os conceitos gerais, a transmissão
hereditária, a síntese e degradação das bases purinas e pirimidinas e as doenças ligadas
as bases purinas e pirimidinas.
O trabalho esta estruturado da seguinte forma apresenta forma: a introdução
contextualizando ao ácidos nucleicos, os objectivos que norteiam o trabalho, a
metodologia usada para o trabalho, a revisão bibliográfica que apresentam os principais
argumentos relacionados ao tema, a conclusão que apresenta as considerações finais em
relação ao metabolismo doa ácidos nucleicos e por fim a as referencias bibliográficas,
que lista as obras/literaturas usadas no presente trabalho.
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1. Objectivos
1.1 Objectivo Geral
Compreender sobre o metabolismo dos ácidos nucleicos.
1.1.1 Objectivos Específicos
Contextualizar sobre os ácidos nucleicos.
Caracterizar a transmissão hereditária.
Descrever a síntese e degradação das bases purinas e pirimidinas,
Explicar as implicações clínicas das alterações no metabolismo dos ácidos
nucleicos, identificando doenças genéticas e distúrbios metabólicos associados.
Abordar sobre a organização do material genético na célula eucariotica
1.2. Metodologia
O presente trabalho foi desenvolvido por meio de uma pesquisa bibliográfica,
com base em artigos científicos, livros e sites especializados. A pesquisa foi realizada
em bibliotecas virtuais, como o Google Scholar, Scribd, e Docero.
Segundo Marconi & Lakatos (2003), “a pesquisa bibliográfica é um tipo de
pesquisa que se baseia na análise de documentos já publicados, como livros, artigos
científicos, teses, dissertações, relatórios, entre outros”.
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2. Revisão de Literatura
2.1. Ácidos nucleicos
Os ácidos nucléicos são macromoléculas encontradas nas células de todos os
organismos existentes. Essas macromoléculas são compostas
por monômeros (ou nucleotídeos), que fazem com que essas moléculas
formem polímeros (ou polinucleotídeos) (NELSON et al., 2014).
De acordo com MIRA (2023) “Ácidos nucleicos são compostos presentes em
todas as células vivas, eles possuem diversas unidades de nucleotídeos, formando um
polímero de caráter ácido”. E por estarem associados ao núcleo celular são atribuídos
aos termos ácido desoxirribonucleico (DNA) e ácido ribonucleico (RNA).
O radical “ribo” presente nessa nomenclatura faz referência a um anel de ribose
ou desoxirribose presentes nessas estruturas moleculares: um carboidrato cíclico, com
ou sem a adição de hidroxilas, como observaremos mais adiante (MIRA, 2023)
2.2. Funções dos ácidos nucleicos
Segundo BERG et al., (2014) os ácidos nucleicos desempenham várias funções
essenciais nos organismos vivos, incluindo:
Regulação Celular: os ácidos nucléicos estão envolvidos na regulação de
diversos processos celulares, incluindo a divisão celular, diferenciação celular e
resposta a estímulos externos. Eles podem agir como moléculas sinalizadoras e
participar de redes complexas de regulação molecular.
Síntese Proteica: o RNA desempenha um papel fundamental na síntese de
proteínas, atuando como um intermediário entre o DNA e as proteínas. O RNA
mensageiro (mRNA) carrega as instruções do DNA para os ribossomos, onde
ocorre a síntese de proteínas com base no código genético.
Armazenamento de Informações Genéticas: o DNA (ácido
desoxirribonucleico) é responsável por armazenar as informações genéticas de
um organismo. Essas informações são transmitidas de uma geração para outra e
contêm instruções para o desenvolvimento, funcionamento e características
hereditárias de um organismo.
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Transmissão de Informações Genéticas: durante a divisão celular e a
reprodução, os ácidos nucleicos garantem a transmissão precisa das informações
genéticas para as células filhas ou descendentes. Isso é essencial para manter a
continuidade genética ao longo das gerações.
Expressão Génica: o processo de transcrição do DNA para RNA e subsequente
tradução do RNA em proteínas é conhecido como expressão gênica. Os ácidos
nucléicos, especialmente o RNA (ácido ribonucleico), desempenham um papel
central nesse processo, controlando quais genes são ativados e produzindo
proteínas específicas conforme necessário pela célula.
2.3. Estrutura dos ácidos nucleicos
De acordo com MIRA (2023) os nucleotídeos constituintes dos ácidos nucléicos são
monómeros compostos por três substâncias:
uma base nitrogenada;
uma pentose (glicídio composto por cinco carbonos);
uma (ou mais) molécula de fosfato (grupo fosfato).
Fig.1. Nucleotídeo formado por molécula de fosfato, pentose e base nitrogenada.
2.3.1. Grupo fosfato
Os nucleotídeos são compostos por pelo menos um grupo de fosfato. Esses
fosfatos se ligam no carbono da pentose e são derivados do ácido fosfórico. O fosfato
confere ao nucleotídeo carga negativa, além de possuir função estrutural. Ele liga-se
com a pentose presente em outro nucleotídeo, permitindo, assim, que os nucleotídeos se
liguem entre si e formem a cadeia polinucleotídica. Alguns nucleotídeos - como o ATP
e o GTP - possuem três moléculas de fosfato ligadas ao carbono da pentose (MIRA,
2023).
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Fig.1. Molécula de fosfato
2.3.2. Pentose
A pentose é um açúcar composto por cinco átomos de carbono ligados,
formando uma cadeia fechada. Os açúcares presentes nos ácidos nucléicos possuem,
assim como o fosfato, função estrutural. Ligam-se ao fosfato para formar a cadeia de
nucleotídeos. Além de se ligar à molécula de fosfato, a pentose se liga, também, com a
base nitrogenada (MIRA, 2023).
São duas pentoses diferentes que constituem os ácidos nucleicos. Então, são
utilizadas como forma de diferenciá-los. Essas pentoses são o DNA e o RNA (MIRA,
2023).
O DNA possui desoxirribose na sua cadeia, enquanto que
o RNA possui ribose na pentose. A diferença entre esses componentes é a presença de
um átomo de oxigênio. Isso já é o bastante para diferenciar DNA de RNA, mas também
há outras características específicas (MIRA, 2023).
Fig.2. Moléculas de ribose e desoxirribose
2.3.3. Bases nitrogenadas
Conforme VOET & VOET (2013) as bases nitrogenadas são moléculas
orgânicas que contêm átomos de nitrogênio em sua estrutura, formando cadeias
fechadas anelares. São divididas, dessa forma, em dois grupos:
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Purinas: são cadeias constituídas por dois anéis ligados, um contendo seis
carbonos e outro contendo cinco carbonos;
Pirimidinas: são bases nitrogenadas compostas por um único anel.
Dentro dos grupos das purinas, estão presentes as bases Adenina (A)
e Guanina (G). Já no grupo das pirimidinas, estão a Citosina (C), Timina (T)
e Uracila (U), sendo essas duas últimas chamadas de bases exclusivas (MIRA, 2023).
A timina compõe apenas a molécula de DNA, enquanto a Uracila (U) constitui
apenas a molécula de RNA. Dessa forma, através das bases exclusivas, é possível
diferenciar as moléculas de DNA e RNA (MIRA, 2023).
Fig.3. Bases nitrogenadas presentes nos ácidos nucléicos
2.4. Tipos de ácidos nucleicos
Segundo Nelson et al., (2014) existem dois tipos de ácidos nucleicos que são:
2.4.1. DNA
O Ácido Desoxirribonucléico (ADN), também chamado de DNA, fica
armazenado no núcleo celular dos eucariotos ou na região de nucleóide dos
procariotos. Também está presente em algumas organelas, como mitocôndrias e
cloroplastos.
A estrutura do DNA é altamente conservada entre os organismos, inclusive com
longos trechos idênticos. É formado por duas cadeias de nucleotídeos, pareadas
em posições opostas, e por ligações de hidrogênio entre as bases nitrogenadas.
A sua função é armazenar informações genéticas. As informações genéticas são
determinadas através da sequência de bases contidas em uma fita.
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Além de armazenar as informações genéticas, o DNA também é responsável
por transmitir essa informação genética para os descendentes. Essa característica
hereditária do DNA garante com que indivíduos passem suas características
genéticas para os descendentes.
2.4.2. Ácido Ribonucléico (RNA)
O Ácido Ribonucléico (ARN ou RNA) é, assim como o DNA, composto por
nucleotídeos.
Pode ser encontrado tanto no núcleo celular como no citoplasma dos eucariotos,
assim como nas organelas detentoras de DNA próprio, como as mitocôndrias e
cloroplastos. Nos procariotos, pode ser encontrado em todo o conteúdo interno
celular.
A molécula de RNA, embora seja composta por nucleotídeos, assim como a
molécula de DNA, é mais simples e menor. Os nucleotídeos do RNA, além
da pentose e da uracila exclusiva, se dispõem como uma fita simples, não
estabelecendo ligações de hidrogênio entre as bases.
A função do RNA é mediar a síntese protéica, controlando a expressão gênica e
levando as informações contidas nos genes para a maquinaria de síntese, que
está contida nos ribossomos, fora do núcleo celular em organismos eucarióticos.
[Link]. Tipos de RNA
MIRA (2023) afirma que existem três tipos de RNA que são:
RNAr: é chamado de RNA ribossômico e possuem a função de ativar as
subunidades dos ribossomos na região de nucléolo nos eucariotos;
RNAm: é o RNA mensageiro que possui função de transportar a informação
para síntese protéica contida no DNA;
RNAt: chamado RNA transportador, assim que é sintetizado, percorre o
citoplasma em busca de aminoácidos que constituirão as proteínas a serem
sintetizadas nos ribossomos.
2.4.3. Diferenças entre os ácidos nucleicos
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DNA RNA
Açúcar Desoxirribose Ribose
Base pirimídica Timina Uracila
exclusiva
Função Hereditariedade da informação Síntese de proteínas
genética
Localização Núcleo celular Núcleo celular
e citoplasma
Estrutura Duas cadeias em formato Cadeia nucleotídica
helicoidal única
2.5. Transmissão hereditária
De acordo com SOZZA (2015) em genética, o conceito de “hereditariedade
refere-se aos processos biológicos que garantem a transmissão e recebimento das
informações genéticas de uma geração para outra, durante a reprodução”. Essas
informações são contidas nos genes, segmentos específicos de DNA, que são
verificados individualmente em sequências de nucleotídeos.
SOZZA (2015) refere que existem dois tipos principais de hereditariedade:
A hereditariedade específica trata da transmissão dos genes responsáveis por
características comuns a uma determinada espécie. Por exemplo, os genes que
determinam a cor do pelo em mamíferos ou a cor das pétalas em plantas.
Hereditariedade individual refere-se aos genes que influenciam características
únicas de cada indivíduo, fazendo com que cada ser seja distinto dos outros.
Esses genes determinam características como a cor dos olhos, a estatura, entre
outras.
Conforme LOPES & SANTOS (2016) referem que a transmissão hereditária é
mediada pelos cromossomos, moléculas de DNA altamente organizadas, que contêm os
genes. Durante a reprodução sexuada, os gametas (células reprodutivas) contêm metade
do número de cromossomos das células somáticas e, ao se unirem durante a fertilização,
formam um zigoto que desenvolve-se em um novo organismo. Assim, os descendentes
de uma espécie sempre pertencem à mesma espécie, embora possam apresentar uma
ampla gama de variações genéticas que conferem diversidade à vida (LOPES &
SANTOS, 2016).
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Essas variações genéticas entre indivíduos são fundamentais para a adaptação e
evolução das espécies. Na espécie humana, por exemplo, existem diversas
características que nos diferenciam uns dos outros, como cor da pele, tipo de cabelo,
grupo sanguíneo, entre outras. Essa diversidade genética é resultado da combinação
única de genes herdados dos pais de cada indivíduo (LOPES & SANTOS, 2016).
2.6. Síntese e degradação das bases purinas e pirimidinas
2.6.1. Síntese bases purinas
Segundo BARBOSA (2015) a síntese de purinas e pirimidinas é crucial para
diversos processos celulares, incluindo a replicação e manutenção do DNA e RNA. Os
nucleotídeos de purinas e pirimidinas são os blocos de construção fundamentais desses
ácidos nucleicos. As purinas, como adenina e guanina, e as pirimidinas, como citosina,
timina e uracilo, são componentes essenciais desses nucleotídeos, que também contêm
uma pentose e um grupo fosfato.
BARBOSA (2015) afirma a síntese desses nucleotídeos pode ocorrer através de duas
vias principais: a via de novo e a via de recuperação.
Na via de novo das purinas, a inosina 5'-monofosfato (IMP) é formada como
precursor dos demais nucleotídeos de purina e desoxinucleotídeos. Esse
processo envolve uma série de reações metabólicas, onde aminoácidos e dióxido
de carbono são usados como doadores de carbono e nitrogênio, catalisados por
diversas enzimas no citosol celular.
A síntese de recuperação das purinas tem como objectivo reciclar nucleósidos
e bases livres, resultantes da degradação de ácidos nucleicos, para formar
novamente nucleotídeos.
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Figura 1. Via da síntese de novo dos purina-nucleótidos (adaptado de Nelson e
Cox, 2005b).
[Link]. Degradação das Purinas
De acordo com BERG et al., (2014) as principais características da degracao das
purinas são:
As purinas (como adenina e guanina) são convertidas em ácido úrico no corpo
humano.
A adenina é convertida em hipoxantina e depois em xantina, que é finalmente
convertida em ácido úrico.
A guanina é convertida diretamente em xantina, que também é então convertida
em ácido úrico.
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O ácido úrico é então excretado pelos rins na urina. O excesso de ácido úrico
pode levar a condições como a gota.
2.6.2. Síntese bases pirimidinas
Segundo BARBOSA (2015) afirma op seguinte:
Na síntese de novo das pirimidinas, o processo envolve a formação do anel
pirimidínico primeiro, utilizando aspartato, glutamina e PRPP como precursores,
seguido pela ligação à ribose 5'-fosfato. O produto final é a uridina 5'-
monofosfato ou citidina 5'-monofosfato, após uma série de reações metabólicas
que ocorrem no citosol e nas mitocôndrias.
A síntese de recuperação das pirimidinas ocorre nos nucleótidos em apenas
dois passos metabólicos, envolvendo enzimas como uridina fosforilase, timidina
fosforilase e cinases de nucleósidos.
Esses processos são fundamentais para garantir a disponibilidade adequada de
purinas e pirimidinas para a síntese de ácidos nucleicos, e sua regulação é crucial para
manter a homeostase celular e a integridade genómica (VOET & VOET, 2013).
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Figura 2. Via da síntese de novo dos pirimidina-nucleótidos (adaptado de Nelson e
Cox, 2005b).
[Link]. Degradação das Pirimidinas
Conforme NELSON & COX (2005) referem que:
As pirimidinas (como citosina, timina e uracila) são degradadas em vários
compostos intermediários, como ácido β-amino isobutírico, β-alanina e β-amino-
β-metilbutirato.
Esses intermediários são então convertidos em compostos como ácido acético,
ácido propiônico e amônia.
Esses produtos finais são eventualmente excretados pelos rins na urina.
2.7. Doenças ligadas as bases purinas e pirimidinas
CAMPBELL & FARRELL (2008) referem que existem várias doenças ligadas a
desordens no metabolismo das bases purinas e pirimidinas, sendo as principais incluem:
1. Gota: É uma condição causada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico nas
articulações, resultando em inflamação e dor. Isso geralmente ocorre quando há
um excesso de produção de ácido úrico ou uma capacidade reduzida do
organismo de excretar o ácido úrico.
2. Lesch-Nyhan: É uma doença genética rara causada pela deficiência da enzima
hipoxantina-guanina fosforribosiltransferase (HGPRT). Isso leva ao acúmulo de
ácido úrico no organismo, além de sintomas neurológicos graves, como
movimentos involuntários e comportamento autolesivo.
3. Síndrome de Lesch-Nyhan: É uma forma mais grave da deficiência de
HGPRT, caracterizada pelos sintomas neurológicos mencionados anteriormente,
além de problemas renais e retardo no desenvolvimento.
4. Imunodeficiência Combinada Grave (SCID) associada à deficiência de
adenosina desaminase (ADA): É uma condição na qual o corpo é incapaz de
produzir células T e B funcionais devido à deficiência da enzima ADA. Isso
resulta na incapacidade do sistema imunológico de combater infecções, levando
a infecções recorrentes e graves.
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5. Síndrome de Lesch-Nyhan Variante: É uma forma mais branda da síndrome
de Lesch-Nyhan, caracterizada por uma deficiência parcial da enzima HGPRT.
Os sintomas neurológicos podem variar em gravidade.
6. Deficiência de Carbamoil-fosfato Sintetase I: É uma doença metabólica
hereditária rara caracterizada pela deficiência da enzima carbamoil-fosfato
sintetase I, que é essencial na via de síntese da ureia. Isso resulta no acúmulo de
amônia tóxica no corpo, levando a sintomas como vômitos, letargia, convulsões
e danos cerebrais.
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3. Conclusão
Os ácidos nucleicos, como o DNA e o RNA, são compostos por nucleotídeos
que formam polímeros essenciais para diversas funções celulares. Desempenham papéis
cruciais na regulação celular, síntese proteica, armazenamento e transmissão de
informações genéticas, bem como na expressão gênica. Suas estruturas consistem em
bases nitrogenadas, pentoses e grupos fosfato, sendo que as purinas e pirimidinas são os
blocos de construção fundamentais dessas moléculas.
O DNA, armazenado no núcleo celular, é responsável por transmitir e herdar
informações genéticas, enquanto o RNA, presente tanto no núcleo quanto no
citoplasma, desempenha um papel central na síntese de proteínas. Existem diferentes
tipos de RNA, como o RNAm, RNAr e RNAt, cada um com funções específicas na
síntese proteica.
A síntese de purinas e pirimidinas é crucial para a produção adequada de
nucleotídeos, essenciais para a replicação e manutenção do DNA e RNA. A degradação
dessas bases também é importante para garantir o equilíbrio metabólico no organismo.
No entanto, desordens no metabolismo das purinas e pirimidinas podem levar a várias
doenças, como a gota, a síndrome de Lesch-Nyhan e a imunodeficiência combinada
grave (SCID), destacando a importância do estudo desses processos para compreender e
tratar condições médicas relacionadas.
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4. Referências Bibliográficas
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dos purina- e pirimidina-nucleótidos: Utilização como agentes terapêuticos.
2015. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências da Saúde) –
Universidade Fernando Pessoa, Faculdade de Ciências da Saúde, Porto, 2015.
Disponível em: [Link]
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2. BERG Jeremy M., TYMOCZKO John L., STRYER Lubert. Bioquímica. 7. ed.
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3. CAMPBELL, Mary K.; FARRELL, Shawn O. Bioquímica: Bioquímica
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4. PRATT Charlotte W, VOET, D; VOET, J G.; Fundamentos de Bioquímica: a
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5. LEHNINGER, T. M., NELSON, D. L. & COX, M. M. Princípios de
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7. MIRA, William. Ácidos Nucléicos: o que são, função e nucleotídeos. In:
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[Link] Acesso em: 29 maio
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8. NELSON, D.L. e COX, M. M. Biosynthesis of Amino Acids, Nucleotides and
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867,873, 875..
9. SOZZA, N. F. Hereditariedade. Mundo Educação, 2015. Disponível em:
[Link] Acesso em:
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10. VOET, Donald. VOET, Judith G. Bioquímica. 4ed. Porto Alegre: Artmed.
(2013).
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