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Prova Módulo 14

O documento apresenta uma prova prática sobre farmacologia em UTI, abordando casos clínicos e as condutas apropriadas em situações como manejo da dor, choque séptico, profilaxia de úlcera de estresse, controle glicêmico, sedação e uso de bloqueadores neuromusculares. Cada questão oferece alternativas que refletem as diretrizes e consensos atuais na prática clínica. O foco é garantir a segurança e eficácia no tratamento de pacientes críticos.
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Prova Módulo 14

O documento apresenta uma prova prática sobre farmacologia em UTI, abordando casos clínicos e as condutas apropriadas em situações como manejo da dor, choque séptico, profilaxia de úlcera de estresse, controle glicêmico, sedação e uso de bloqueadores neuromusculares. Cada questão oferece alternativas que refletem as diretrizes e consensos atuais na prática clínica. O foco é garantir a segurança e eficácia no tratamento de pacientes críticos.
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Prova Prática – Farmacologia UTI

1. Um paciente de 45 anos está internado na UTI há 3 dias após cirurgia


abdominal de grande porte. Encontra-se intubado, sedado com propofol, e
durante a avaliação de enfermagem apresenta franzimento da testa,
movimentos inquietos dos membros superiores e resistência ao ventilador
durante a aspiração traqueal. A enfermeira aplicou a escala CPOT e obteve
pontuação 5.

Com base nos consensos atuais de manejo da dor em UTI, qual deve ser a
primeira conduta?

ALTERNATIVAS:

A) Aumentar a dose de propofol para melhorar a sedação, pois o paciente


está agitado e dessincronizado com o ventilador.

B) Administrar analgésico (ex: fentanil) conforme protocolo de dor,


reavaliando o CPOT em 30 minutos, antes de considerar aumento da
sedação.

C) Aplicar contenção física nos membros superiores para evitar que o


paciente se machuque ou retire dispositivos.

D) Aguardar a visita médica para definir conduta, mantendo apenas


observação rigorosa dos sinais vitais.

E) Administrar haloperidol para controlar a agitação, associado ao aumento


do propofol.

2. Um paciente de 45 anos é admitido na UTI com diagnóstico de choque


séptico secundário a pneumonia. Após reanimação volêmica adequada, o
paciente mantém PAM = 58 mmHg, apresenta pele quente, pulsos amplos e
lactato = 4,2 mmol/L. O plantonista decide iniciar suporte vasopressor.

Considerando os consensos internacionais atuais para manejo do choque


séptico, qual é a primeira escolha de vasopressor neste cenário?

ALTERNATIVAS:
A) Dopamina, pois aumenta tanto a contratilidade quanto a resistência
vascular periférica

B) Adrenalina (epinefrina), devido ao seu potente efeito inotrópico e


vasopressor

C) Noradrenalina (norepinefrina), por ser o vasopressor de primeira linha


recomendado

D) Vasopressina, pois não possui efeitos beta-adrenérgicos indesejáveis


E) Fenilefrina, devido ao seu efeito alfa-adrenérgico puro sem estimulação
beta

Uma paciente de 62 anos está internada na UTI há 3 dias com diagnóstico


de choque séptico secundário a infecção do trato urinário. Atualmente, a
paciente encontra-se em uso de noradrenalina para manutenção da pressão
arterial, apresenta plaquetas = 45.000/mm³ e INR = 2,1. A equipe médica
está avaliando a necessidade de profilaxia de úlcera de estresse (SUP).

De acordo com os consensos atuais sobre profilaxia de úlcera de estresse na


UTI, qual é a conduta mais apropriada neste caso?

ALTERNATIVAS:

A) Não iniciar SUP, pois a paciente não está em ventilação mecânica há


mais de 48 horas

B) Aguardar início da nutrição enteral, que é suficiente como única medida


profilática

C) Iniciar SUP farmacológica, pois a paciente apresenta fatores de alto risco


para sangramento

D) Iniciar SUP somente se a paciente desenvolver sinais de sangramento


digestivo

E) Não iniciar SUP, pois o risco de infecções supera o benefício da profilaxia

4. Uma paciente feminina de 58 anos está internada na UTI há 24 horas por


sepse de foco urinário. Apresenta: peso 70kg, creatinina 2,8 mg/dL
(clearance estimado 25 mL/min), plaquetas 95.000/μL, sem sangramento
ativo. A equipe médica deseja iniciar profilaxia farmacológica para
tromboembolismo venoso.

Considerando o perfil da paciente e as recomendações das diretrizes


internacionais, qual a conduta MAIS APROPRIADA?

A) Prescrever enoxaparina 40mg SC 24/24h, pois é a dose padrão para


profilaxia em UTI.

B) Iniciar rivaroxabana 10mg VO 24/24h devido à praticidade da via oral.

C) Utilizar apenas compressão pneumática intermitente até normalização da


função renal.

D) Aguardar melhora da contagem plaquetária para valores acima de


100.000/μL.

E) Prescrever heparina não-fracionada 5.000 UI SC 12/12h devido à


insuficiência renal.
5. Um paciente de 58 anos está internado na UTI há 48 horas por sepse
abdominal, em uso de noradrenalina 0,6 mcg/kg/min, com nutrição enteral
que é frequentemente interrompida para procedimentos. Suas glicemias
capilares estão oscilando entre 200-280 mg/dL. Considerando as diretrizes
atuais para controle glicêmico no paciente crítico, qual é a conduta MAIS
APROPRIADA?

A) Iniciar insulina NPH subcutânea 20 UI de 12/12h, com meta glicêmica de


80-110 mg/dL para otimizar o prognóstico.

B) Prescrever insulina regular subcutânea em escala móvel (sliding scale)


antes das refeições, mantendo jejum quando necessário.

C) Administrar metformina 850mg VO de 12/12h associada à glibenclamida


5mg VO pela manhã para controle mais fisiológico.

D) Iniciar insulina regular intravenosa contínua com meta glicêmica de 140-


180 mg/dL, com monitorização capilar de 1-2h inicialmente.

E) Aguardar estabilização hemodinâmica completa antes de iniciar qualquer


terapia hipoglicemiante, mantendo apenas hidratação.

6. Um paciente de 70 anos está internado na UTI há 5 dias em ventilação


mecânica devido a pneumonia grave. Durante a visita médica, você observa
que ele apresenta alternância entre períodos de sonolência excessiva e
momentos de inquietação, com dificuldade para manter atenção durante a
avaliação. A enfermagem relata que o comportamento dele "muda ao longo
do dia". Qual é a hipótese diagnóstica MAIS provável e a primeira conduta a
ser tomada?

Alternativas:

A) Depressão pós-UTI; iniciar antidepressivo

B) Delirium; aplicar CAM-ICU ou ICDSC para confirmar diagnóstico

C) Demência; solicitar avaliação neurológica

D) Abstinência de sedativos; aumentar dose de midazolam

E) Psicose; prescrever haloperidol imediatamente

7. Um paciente de 65 anos está em ventilação mecânica há 72 horas devido


a insuficiência respiratória aguda. Ele está recebendo infusão contínua de
midazolam para sedação, mantendo RASS -3. Durante a evolução, a equipe
observa que ele tem períodos de agitação alternados com sonolência
excessiva, além de maior dificuldade para despertar durante as avaliações.
Considerando as diretrizes atuais de sedação em UTI, qual seria a conduta
MAIS apropriada?

Alternativas:

A) Substituir midazolam por propofol ou dexmedetomidina e ajustar meta


para RASS -1/0, realizando pausa diária de sedação (SAT)

B) Aumentar a dose de midazolam para manter RASS -4/-5 e garantir


sedação profunda contínua

C) Manter midazolam na mesma dose e adicionar haloperidol para controle


da agitação
D) Trocar midazolam por morfina em altas doses para garantir analgesia e
sedação conjuntas

E) Suspender toda sedação imediatamente e manter o paciente acordado


durante toda a ventilação mecânica

8. Um paciente de 65 anos está internado na UTI com ARDS grave em


ventilação mecânica. A equipe está considerando o uso de cisatracúrio para
melhorar a sincronia ventilatória. Qual é a medida OBRIGATÓRIA que deve
ser implementada ANTES do início do bloqueador neuromuscular?

A) Garantir sedação e analgesia adequadas

B) Realizar eletroencefalograma contínuo

C) Iniciar hemodiálise profilática

D) Suspender todos os antibióticos

E) Colocar o paciente em posição prona

9. Um paciente de 45 anos internado na UTI apresenta movimentos


convulsivos generalizados há 8 minutos. A equipe já verificou vias aéreas,
oxigenação e obteve acesso venoso. Qual é a PRIMEIRA medida
farmacológica que deve ser implementada imediatamente?

A) Administrar benzodiazepínico (lorazepam ou diazepam) por via


intravenosa

B) Iniciar infusão contínua de fenitoína

C) Realizar punção lombar para análise do líquor

D) Administrar corticoide em altas doses

E) Solicitar tomografia de crânio antes de qualquer medicação


10. Paciente de 35 anos, previamente hígido, internado na UTI há 3 dias por
pneumonia adquirida na comunidade complicada com choque séptico.
Evoluiu com melhora clínica significativa após 72 horas de ceftriaxona EV. As
hemoculturas (2 pares) coletadas na admissão resultaram negativas, e a
cultura do escarro identificou Streptococcus pneumoniae sensível à
penicilina (CIM = 0,06 mg/L).

De acordo com os princípios modernos de stewardship em terapia intensiva,


a melhor conduta neste momento é:

A) Manter ceftriaxona por 14 dias, pois se trata de pneumonia com choque


séptico inicial

B) Associar azitromicina à ceftriaxona para melhor cobertura de pneumonia


comunitária grave

C) Escalonar para meropenem devido ao antecedente de choque séptico,


mesmo com melhora clínica

D) Manter o esquema atual inalterado até completar 10 dias de


antibioticoterapia

E) Descalonar para penicilina cristalina ou ampicilina, considerando duração


total de 5-7 dias

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