UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
COMORBIDADES – DIABETES MELLITUS E HIPERTENSÃO ARTERIAL
SISTÊMICA
CURSO: ENFERMAGEM DISCIPLINA: SAÚDE DO ADULTO
NOME DO ALUNO: MARIA MONICA REIS BOAZ
MATRÍCULA: UP23105069 POLO: NAZARÉ
DATA: 25/ 05/ 2025
TÍTULO DO ROTEIRO: PRÁTICAS DE CONHECIMENTO SOBRE DM E HAS
INTRODUÇÃO:
O Diabetes Mellitus (DM) e a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) são doenças
frequentes, deprevalência crescente no Brasil e no mundo. Hoje se configuram
como importantes causas de mortalidade e incapacidades, atingindo as
pessoas em plena vida produtiva, sendo responsável por um alto custo para o
sistema de saúde, bem como para a sociedade, famílias e indivíduos. Em
virtude disso, a prevenção do DM e da HAS e de suas complicações deve ser
considerada prioridade em saúde pública.
RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Diabetes Mellitus (DM)
É um grupo de doenças metabólicas, decorrente da falta ou da incapacidade de
insulina para exercer seu papel no organismo, tal fator resulta na alta taxa
glicêmica do sangue e nos distúrbios metabólicos das gorduras, dos
carboidratos e das proteínas.
Os principais sintomas do diabetes são:
Por inacessível;
Sede excessiva somada a xerostomia (boca seca);
Aumento do apetite;
Perda de peso;
Cansaço excessivo;
Alteração da visão;
Infecções de repetição associada a difícil cicatrizações, levando em
alguns casos à amputação.
Para a classificação do DM, existem quatro principais categorias, que são:
1. Diabetes Mellitus tipo1 (DM1): causado pela deficiência de insulina
devido à destruição das células produtoras de insulina (células beta).
dentro do DM1, existe uma subdivisão, sendo:
Diabetes tipo 1A : caracterizado pela alta produção de células auto
imunes que destroem totalmente as células beta, impedindo a
produção de insulina.
Diabetes tipo 1B: é uma deficiência da insulina de natureza
idiopática, com perda progressiva de secreção insulínica
combinada com resistência à insulina.
2. Diabetes Mallitus tipo2 (DM2): ocorre devido às células apresentarem
resistência na atividade da insulina, causando a falência na produção das
células beta e reduzindo a produção de insulina. Normalmente essa
classificação acontece em idades mais avançadas, acima dos 40 anos.
No entanto houve uma elevação nas ocorrências em crianças e
adolescentes, devido aos hábitos de vida, causando nos pacientes
síndromes metabólicas que agravam vários outros problemas de saúde
saúde como: obesidade, dislipidemia, hiperglicemia, hipertensão arterial
sistêmica.
3. Diabetes Mellitus Gestacional (DMG): acontece no período da
gestação, na maioria dos casos, a mesma desaparece após o parto; no
entanto sujeita as pacientes adquirirem a DM2 no futuro.
Existem diversas outras classificações da DM devido à condições genéticas,
patologias no pâncreas, entre outros fatores. Tais classificações são
fundamentais para o tratamento adequado e para o rastreamento de
comorbidades e complicações crônicas.
O diabetes tem um forte componente genético e não pode ser totalmente
evitado, mas é importante saber que o estilo de vida funciona como um gatilho
para o seu desenvolvimento, devido seu avanço está intimamente relacionado a
fatores como o sobrepeso, sedentarismo e alimentação inadequada. Sendo
assim, há algumas medidas que podem ser adotadas para a prevenção dessa
doença, reduzindo o risco da diabetes ou a velocidade a qual ela se agrava.
Segue abaixo algumas indicações para prevenir ou controlar o Diabetes Mellitus:
Alimentar-se de forma saudável e equilibrada;
Fazer exercício físico regularmente;
Manter um peso adequado;
Ter boas noites de sono;
Evitar consumo de álcool e cigarros;
Fazer avaliações médicas periodicamente.
Uma mudança nos hábitos de vida é primordial para reduzir a evolução da
doença em até 50% de chance.
Papel do a enfermeiro
É dever do profissional enfermeiro promover durante a admissão do paciente, a
coleta, anamneses e realização de exame físico de talhado, realizando as
intervenções, consultas e orientações necessárias, em prol da transmissão dos
conhecimentos e informações voltados ao seu bem-estar e autocuidado, assim
como da garantia de adesão ao tratamento, tanto medicamentoso quanto por
meio da mudança de hábitos e de seu estilo de vida
O enfermeiro tem papel extremamente relevante no desenvolvimento de ações
assistenciais voltadas à promoção da saúde do paciente diagnosticado com DM, e
por meio de uma visão holística do indivíduo, promove a realização de
intervenções clínicas e ações educativas na construção do plano de tratamento,
contribuindo de modo significativo para alcance dos resultados almejados,
buscando o entendimento sobre o seu contexto pessoal, histórico familiar e o nível
de vulnerabilidade. Assim, garante que o paciente tenha maior nível de adesão ao
tratamento recomendado, bem como de efetividade no desenvolvimento de ações
de autocuidado, favorecendo a preservação, manutenção e promoção de seu
próprio bem-estar, saúde e qualidade de vida, na medida em que o
autoconhecimento favorece a adoção e continuidade de um melhor estilo de vida.
Contudo, afirma-se que por meio da atuação eficaz de profissionais de
enfermageme, através do estabelecimento de um vínculo de confiança, que se
atinge maior nível de excelência no processo assistencial,promovendo a adoção
de planos voltados ao atendimento individual, garantindo maior qualidade e
resolutividade assistencial.
Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)
Patologia também chamada popularmente como “pressão alta”, é um estado
clínico caracterizado pelos níveis elevados e constantes da pressão alta e que, ao
longo de sua evolução, pode causar lesões em órgãos alvo, como o coração, os
rins e o encéfalo. A hipertensão é um dos principais fatores de risco para uma
série de doenças graves como doença arterial coronária, acidente vascular
cerebral, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica, incapacidade visual,
doença renal crônica e demência.
Sintomas da hipertensão:
Enjoos;
Tonturas;
Dor de cabeça forte sendo mais prevalente na região da nuca;
Visão dupla e embaçada;
Palpitações;
Zumbido nos ouvidos;
Dificuldade para respirar;
Dor no peito.
Até então, os cardiologistas dividiam os níveis da HAS em seis categorias como
mostra o esquema abaixo:
Ótima Menor que
120x80mmhg
Entre
Normal 120x80 a
129x84mmhg
Pré-Hipertensão Entre
130x85 a
139x89mmhg
HAS estágio 1 Entre
140x90 a
159x99mmhg
HAS estágio 2 Entre
160x100 a
179x109mmhg
Pré-Hipertensão
Maior que
180x110mmhg
Atualmente as diretrizes atualizadas da Sociedade Europeia de Cardiologia,
trazem como mudança no diagnóstico, a nova classificação da pressão arterial.
Sendo assim dividem-se atualmente em três:
1. Pressão arterial não elevada: 120 X 70 mmhg
2. Pressão arterial elevada: entre 120 X 70 mmhg e 139 X 89 mmhg
3. Hipertensão arterial: acima de 140 X 90 mmhg
Ações de Enfermagem
1. Capacitar os auxiliares de enfermagem e os agentes comunitários e
supervisionar;
2. Realizar consulta de enfermagem, abordando fatores de risco, tratamento
não medicamentoso, encaminhando o indivíduo ao médico, quando
necessário;
3. Desenvolver atividades educativas de promoção de saúde com todas as
pessoas da comunidade; individuais ou em grupo com os pacientes e
pertences;
4. Estabelecer, junto a equipe, estratégias que possam favorecer a adesão
(grupos de hipertenso e diabéticos);
5. Solicitar, durante a consulta de enfermagem, os exames mínimos
estabelecidos nos consensos e definidos como possíveis e necessários
pelo médico da equipe;
6. Repetir a medicação de indivíduos controlados e sem intercorrências;
7. Encaminhar para consultas mensais, com o médico da equipe, os
indivíduos não aderentes, de difícil controle e portadores de lesões em
órgãos alvos ou com comorbidades;
8. Estar encaminhar para consultas trimestrais, com o médico da equipe, os
indivíduos que mesmo apresentando controle dos níveis tencionais,
sejam portadores de lesões em órgãos alvo ou com comorbidades;
9. Encaminhar para consulta semestrais, com o médico da equipe, os
indivíduos controlados e sem sinais de lesões em órgãos alvos e sem
comorbidades.
Conclusão:
Diante dos argumentos apresentados, torna-se claro que o objetivo das
intervenções junto aos pacientes com DM e HAS é a obtenção das metas de
bom controle ao longo da vida. Dessa forma, e considerando que a maioria dos
cuidados diários necessários ao tratamento dessas doenças crônicas são
realizados pelo paciente ou familiar, a educação assume importância
fundamental na terapêutica e na integração destes pacientes na sociedade,
como reconhece a Organização Mundial da Saúde (OMS). Considerando a
necessidade de adesão ao tratamento e de educação do paciente com DM e/ou
HAS, o seu atendimento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar e
para isso há necessidade de treinamento dos profissionais de saúde.
REFERÊNCIAS:.
[Link]/pagina/Diabetes-diabetes-mellitus
[Link]
ESC 2024: Diretriz de hipertensão da Sociedade Europeia de Cardiologia -
Portal Afya
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