Droga, em seu sentido original, é um termo que abrange uma grande quantidade
de substâncias.
Em medicina, refere-se a qualquer substância com o potencial de prevenir ou curar doenças ou
aumentar o bem-estar físico ou mental; em farmacologia, refere-se a qualquer agente químico
que altera os processos bioquímicos e fisiológicos de tecidos ou organismos. Portanto, droga é
uma substância que é, ou pode ser, incluída numa farmacopeia.[1]
Contudo, em um contexto legal e no sentido corrente (fixado depois de quase um século de
repressão ao consumo de certas drogas), o termo "droga" refere-se, geralmente, a substâncias
psicoativas e, em particular, às drogas ilícitas ou àquelas cujo uso é regulado por lei, por
provocarem alterações do estado de consciência do indivíduo. Certos fármacos de uso médico
controlado, tais como os opiáceos, também podem ser tratados como drogas ilícitas, quando
produzidos e comercializados sem controle dos órgãos sanitários ou se consumidos sem
prescrição médica.
Etimologia
O termo tem origem na palavra francesa drogue, cuja origem é controversa. Seria
provavelmente derivada da expressão neerlandesa medieval droge vate, tonéis secos, de
onde, por substantivação, droge passou a designar o conteúdo, o produto seco.[2]
Conceito
Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que, uma vez introduzida no
organismo, modifica suas funções.
As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas, de animais e de alguns
minerais - a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e
o THC ou tetrahidrocanabinol (da Cannabis).
As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O
termo droga, presta-se a várias interpretações, mas ao senso comum é uma substância
proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o
humor e o comportamento.
No Brasil, a legislação define como droga "as substâncias ou produtos capazes de causar
dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente
pelo Poder Executivo da União" segundo o parágrafo único do art. 1.º da Lei n.º 11.343, de 23
de agosto de 2006 (Lei de Drogas).[3] Isto significa dizer que as normas penais que tratam do
usuário, do dependente e do traficante são consideradas normas penais em branco.
Atualmente, no país, são consideradas drogas todos os produtos e substâncias listados na
Portaria n.º SVS/MS 344/98 do Ministério da Saúde.[4]
Tipos de droga
O termo "droga" envolve
os analgésicos, estimulantes, alucinógenos, tranquilizantes e barbitúricos, além do álcool e
substâncias voláteis. As psicotrópicas são as drogas que tem tropismo e afetam o Sistema
Nervoso Central, modificando as atividades psíquicas e o comportamento.
Quanto ao efeito
Quanto ao tipo de efeito no sistema nervoso podem ser classificadas como:
Depressoras (psicodislépticas)- diminuem a atividade do sistema nervoso atuando em
receptores (neurotransmissores) específicos. Exemplos: álcool, barbitúricos,
diluentes, quetamina, cloreto de etila ou lança
perfume, clorofórmio, ópio, morfina, heroína, e inalantes em geral (cola de sapateiro,
etc).
Psicodistropticas ou psicodislépticas (drogas perturbadoras/modificadoras) – têm por
característica principal a despersonalização ou modificação da percepção (daí o
termo alucinógeno para sua designação) em maior ou menor grau. Exemplos: Algumas
espécies de cogumelos, LSD, maconha, MDMA ou ecstasy e o DMT.
Psicolépticas ou estimulantes - produzem aumento da atividade pulmonar (ação
adrenérgica), diminuem a fadiga, aumentam a percepção ficando os demais sentidos
ativados. Exemplos: cocaína, crack, cafeína, teobromina (presentes em
chocolates), GHB, metanfetamina, anfetaminas (bolinha, arrebite) etc.
Essas drogas podem ser absorvidas de várias formas: por injeção, por inalação, via
oral ou injeção intravenosa.
Quanto à forma de produção
Quanto à forma de produção, classificam-se como:
Naturais - aquelas que são extraídas de plantas. Exemplos: tabaco, cannabis, ópio.
Semissintéticas - são produzidas através de modificações em drogas naturais.
Exemplos: crack, cocaína, heroína.
Sintéticas - são produzidas através de componentes ativos não encontrados na
natureza. Exemplos: anfetamina, anabolizante.
Tipos de usuários de drogas
É comum distinguir o abuso de drogas (dependência) do seu consumo experimental, ou já em
fase de risco de dependência. Esta classificação refere-se à quantidade e periodicidade em que
ela é usada. Os usuários podem ser classificados, segundo CID 10 rev., em:
experimentador
usuário ocasional
habitual
dependente
Outra classificação se refere ao uso das drogas em desvio de seu uso habitual, como por
exemplo o uso de cola, gasolina, benzina, éter, entre outras substâncias químicas, para
provocar um estado de euforia ou torpor.
Efeitos