ALA LARANJA - RESPEITO AO IDOSO
Respeito não tem idade: o combate à violência contra idosos
Respeitar a integridade física e psíquica e incentivar a denúncia de ações violentas contra as pessoas
idosas. Apesar de parecer uma concepção simples e de conhecimento comum, esta é uma reivindicação
que segue atual. Só no primeiro semestre de 2021, foram registradas mais de 33,6 mil violações contra
os direitos desse público no Brasil. No começo da pandemia da Covid-19, esse número cresceu 59%.
Os dados são do serviço telefônico Disque 100 e reforçam a importância do Dia Mundial de
Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, marcado pelo dia 15 de junho. A data foi instituída
pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2006.
Onde acontece a violência contra idosos?
Respeito não tem idade: o combate à violência contra idosos - Dia Mundial de Conscientização da
Violência Contra a Pessoa Idosa reforça a importância de promover ações de cuidado para este público -
Unati PUCRS
Um levantamento divulgado em 2019 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que mais de 60%
dos casos de violência contra a pessoa idosa ocorrem em seus lares, causados por familiares e pessoas
próximas. As mulheres costumam ficar mais vulneráveis em casa, já os homens são mais agredidos na
rua.
Quais são os tipos de violência e como identificar?
Não são apenas as agressões físicas que preocupam as especialistas, mas também as psíquicas,
emocionais e outros tipos de negligência. Conheça algumas:
Violência física: por serem agressões, costumam deixar marcas visíveis no corpo, como hematomas e
machucados, sendo mais fáceis de identificar;
Violência psicológica: como ameaças e xingamentos, que acabam por oprimir e podem fazer com que a
pessoa tenha comportamentos de reclusão, desconfiança e quadros de depressão e ansiedade;
Abandono: tanto material quanto emocional, impedindo a pessoa de possuir bens materiais e dinheiro,
dificultando o acesso a serviços importantes e isolando do convívio em sociedade;
Negligência: deixando de prestar assistência e cuidados mínimos necessários, como higiene e conforto
no cotidiano;
Violência financeira: quando há o desvio indevido de valores ou a apropriação de posses;
O sofrimento emocional ou abuso verbal também podem causar falta de apetite, perda de peso,
mudanças no comportamento, falta de higiene, manchas no corpo e justificativas vagas ou repetidas.
Denúncias
As denúncias podem ser realizadas pelo serviço telefônico Disque 100, de forma anônima. Basta apenas
uma ligação para ajudar. Para formalizar o registro é necessário informar dados como os nomes das
pessoas envolvidas, endereço e a descrição do fato para que o órgão competente investigue.
ALA AZUL - RESPEITO AOS PCDS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Você já parou para pensar sobre quais são suas percepções sobre a deficiência?
Cada pessoa é um ser único e plural, com inúmeras combinações de gosto, ideias, personalidade,
experiências, história de vida, crenças e muitos outros aspectos. É bom saber que para tornar o
ambiente mais inclusivo, lembre-se que antes de tudo sempre vem a pessoa, com sua identidade,
virtudes e vontades.
A deficiência não deve ser considerada algo a ser consertado, uma doença a ser curada, algo que torne
alguém menos capaz ou que atrapalhe a produtividade. Ela não é, portanto, uma condição limitadora ou
que classifica um indivíduo. A deficiência é apenas uma característica pessoal, como tantas outras.
Portanto, cuidado para não ter uma atitude capacitista!
Capacitismo é a discriminação e preconceito social contra pessoas com algum tipo de deficiência, onde
se subestima suas capacidades e habilidades por usar como referência um padrão pré-estabelecido.
TERMOS E EXPRESSÕES QUE NÃO DEVEM SER FALADOS
Fique atento à sua fala. Não se refira à pessoa como:
Deficiente – o jeito correto é “pessoa usuária de cadeira de rodas” ou “pessoa com deficiência física”
pois primeiro vem o indivíduo com toda sua humanidade. Prefira sempre destacar a pessoa. Há
discussões sobre a validade ou não do uso do termo cadeirante, já que ressalta o instrumento utilizado
pela pessoa. Se necessário, utilize apenas em conversas informais.
a PcD – cuidado para não reduzir a pessoa a uma sigla. Se necessário, pode usar com moderação, nos
casos de escrita onde há espaços diminutos, sempre no feminino pois é a abreviação de pessoa com
deficiência. Nunca use como adjetivo ou qualidade da pessoa (por exemplo: tenho um amigo PcD).
Portador de deficiência – “portar” significa carregar objetos de que podemos nos desfazer depois. A
deficiência é uma condição da pessoa.
Aleijado/a, defeituoso/a, incapaz ou inválido/a – este termo era utilizado antigamente para se referir
às pessoas com deficiência física e hoje não cabem mais em nosso vocabulário por serem termos
preconceituosos, que diminuem o valor e a capacidade da pessoa.
Especial/excepcional – colocar a pessoa neste lugar em função de sua deficiência é uma visão
capacitista. Se precisar se referir à deficiência da pessoa, ao invés de falar “necessidades especiais”
utilize o termo “necessidades específicas”.
Dica de ouro! Nunca use a deficiência como adjetivo. Chame a pessoa pelo nome.
Importante: deficiência não tem a ver com eficiência ou ineficiência!
Lembre-se: o oposto de pessoa com deficiência não é normal, é pessoa sem deficiência.
ALA VERDE - RESPEITO ÀS RELIGIÕES
Todas as religiões e crenças merecem respeito e proteção
Para a lei, todos são livres para ter suas religiões e não devem sofre discriminação.
A Declaração Universal de Direito Humanos (art. 18) e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos
(art. 18) da ONU e, ainda, o Pacto de São José da Costa Rica (art. 12), da OEA, são uníssonos em proteger
a liberdade de religião, que envolve o direito de conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de
religião ou crença, bem como a liberdade de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, individual
ou coletivamente, tanto em público como em privado.
A liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças está sujeita unicamente às limitações
prescritas pela lei e que sejam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral
públicas ou os direitos ou liberdades das demais pessoas.
Portanto, que fique claro: religião é um assunto pessoal, entre a sua consciência, entre o seu espírito e o
Criador. O que cabe aos outros seres humanos, aos seus irmãos e irmãs, é respeitar a sua escolha. O que
cabe aos governos é garantir a sua liberdade de escolha.
Intolerância religiosa é, também, desrespeito aos Direitos Humanos e crime previsto no Código Penal
Brasileiro; por isso, não se cale e faça prevalecer seu direito a liberdade religiosa.
Você não deve fazer piadas das crenças, dos costumes ou das práticas deles. Respeite os símbolos
religiosos que eles usam para comemorar e adora.
Algumas religiões, espiritualidades e seitas do Brasil?
Católica:
Evangélica:
Não tem religião:
Espírita:
Umbanda, candomblé ou outras religiões afro-brasileiras:
Orientais:
Ateu:
Judaica:
Magia:
Exemplos de práticas de intolerância religiosa
A profanação pública de símbolos religiosos, com o objetivo de afetar pessoas daquela denominação; a
destruição de locais de culto; a recusa à prestação de serviços nesses locais; a restrição ao acesso a i
O que é religião e qual a sua importância?
A religião permite conhecer o local onde as pessoas vivem seus valores em uma cultura. Ela é
influenciada pela cultura, mas ela também influencia a cultura daqueles que vivem em seu entorno. A
religião permite um conhecimento maior dos valores que envolvem uma dada sociedade,
principalmente seus valores éticos.
ALA PRETO - RESPEITO A ORIGENS REGIONAIS
Chamar de “Baiano”, “Japinha”, “Cabeça achatada”.... e todos os nomes que falem da cidade, ou estado
que a pessoa veio como xingamento é uma forma de preconceito regional.
A diversidade cultural nos ajuda a reconhecer e a respeitar as diferentes manifestações que moldam a
identidade de um povo. Nossa cultura, nossas tradições e costumes são os elementos que moldam a
nossa identidade e que promovem a diversidade cultural de um povo, de uma sociedade.
As raízes culturais de um povo são primordiais para preservar suas origens, para afirmar sua identidade
e seu pertencimento à sua região. Essas raízes culturais, sociais e familiares são elemento de
importância na formação da identidade e da personalidade do indivíduo.
A diversidade cultural do Brasil resulta em vários efeitos para o país também nas áreas política e
econômica. A cultura brasileira é importante para a preservação e valorização dos hábitos e tradições da
população local.
“Se queremos lidar com a diversidade cultural, o único caminho é entrar nesse mundo vasto e diferente,
onde ao invés de competirmos por verdades individuais, cooperamos cada um com seu ponto de vista.
Para viver com a diversidade, precisamos aprender a viver juntos, a conhecer, a fazer e a ser”, conclui
Andrea.
O que é a cultura regional?
Parte do patrimônio de um povo é sua diversidade cultural, que abrange vários aspectos incluídos na
hoje reconhecida economia criativa. Esta envolve diversas vertentes: folclore, música, artesanato,
modos e modas de vestir e gastronomia.30 de mar. de 2012
Ala Branco - Respeito de Gênero
Gênero é um conceito que diz respeito aos papéis sociais e comportamentos que culturalmente foram
associados ao sexo biológico das pessoas.
Por exemplo, uma pessoa que nasce com o sexo biológico feminino e é criada e socializada como uma
menina. Isso quer dizer que, será ensinada a brincar de boneca, usar roupas femininas, ter
comportamentos e gostos considerados femininos.
Entretanto, esse comportamento não é inerente ao sexo biológico. É algo construído socialmente.
Pessoas que nasceram com órgãos sexuais femininos não necessariamente vão gostar ou se identificar
com o universo feminino.
Quando uma pessoa sente que seu gênero corresponde ao seu sexo biológico, dizemos que se trata de
uma pessoa cisgênero, mulher cisgênero ou homem cisgênero.
Porém, quando uma pessoa não identifica o seu gênero como correspondente ao sexo que lhe foi
atribuído ao nascimento, trata-se de uma pessoa transgênero, uma mulher trans, um homem trans ou
uma pessoa não binária.
Por ser um papel social, o gênero pode ser construído e desconstruído, ou seja, é entendido como algo
mutável e não limitado. É um conceito que abrange a diversidade das experiências humanas.
O que é o preconceito de gênero?
O termo "sexismo" representa o conjunto de preconceitos e discriminações que se baseiam no sexo ou
na orientação sexual. Geralmente, a pessoa discriminada é colocada em posição inferior, somente por
causa da sua identidade sexual. A discriminação contra mulheres é definida como "machismo" ou
"misoginia".8 de mar. de 2023
Ala Arco-íris - Respeito às Etnias
Nossa cultura, nossas tradições e costumes são os elementos que moldam a nossa identidade e que
promovem a diversidade cultural de um povo, de uma sociedade. Mas, por quê a diversidade cultural é
importante? A cultura é um conceito bastante amplo e discutido ao longo da história da humanidade,
pois é ela quem dá sentido à nossa vida em sociedade.
“Se pararmos para pensar em uma sociedade sem cultura, sem tradições, ela não existe, mesmo
porque, o homem começa a viver efetivamente em sociedade não só porque ele começa a dominar as
ferramentas e a domesticar animais, mas também ele vai desenvolver aspectos culturais que vão fazer
sentido para aquela comunidade. Quando falamos em cultura é difícil nos referirmos a algo universal,
porque cultura é identidade. Se pegarmos uma perspectiva mais sociológica, cultura é aquilo que
identifica determinada sociedade, determinado povo, então faz com que as pessoas se reconheçam e
tenham aquela relação de pertencimento”, destaca a professora-doutora Juliana Almeida, do curso de
Jornalismo da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe).
Além disso, a diversidade cultural nos ajuda a reconhecer e a respeitar as diferentes “formas de ser”,
que não são necessariamente nossas. Isso para que, à medida que interagimos uns com os outros,
possamos construir pontes para confiar, respeitar e compreender entre as culturas.
“A diversidade cultural faz parte da nossa essência enquanto sociedade e ela é fundamental, pois vai
caracterizar tradições, a questão do pertencimento, e principalmente, vai fazer com que cada povo
possa exprimir a sua identidade. Hoje falamos muito na multiculturalidade, onde as fronteiras por causa
da globalização vão se diluindo, mas isso não quer dizer que a gente irá perder esses aspectos que são
mais tradicionais, que formam as pessoas e a sociedade”, ressalta Juliana.
Aprender sobre outras culturas nos ajuda a compreender diferentes perspectivas dentro do mundo em
que vivemos. “Podemos pegar aspectos culturais como a alta cultura, ou seja, a música erudita, as artes
plásticas, que têm essa característica de ser universal, mas também há a cultura de massa, a cultura
popular que dá identidade às pessoas. De certa forma, todas essas culturas transmitem uma identidade
que é consumida por mais um menos pessoas que são perpetuadas ao longo do tempo materialmente,
como por exemplo, as artes plásticas, a música, ou oralmente como acontece com a cultura popular”,
enfatiza a professora.
O que é a diversidade étnica?
Diversidade étnica é a união de vários povos numa mesma sociedade. O Brasil é um país com grande
diversidade étnica, sua população é composta da miscigenação de vários povos que juntos formaram
uma nova identidade cultural.