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Segurança Informática

O documento aborda a Segurança Informática, destacando a importância da proteção de dados e dispositivos em um mundo digital cada vez mais ameaçado por malware e engenharia social. Apresenta conceitos fundamentais, métodos de proteção e boas práticas de navegação segura, além de exemplos de situações de risco comuns, como golpes em redes sociais e phishing. O trabalho é parte de um curso de Informática Básica do Projecto Saber, orientado por Jamal Tagir.

Enviado por

Barcio Manuel
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Segurança Informática

O documento aborda a Segurança Informática, destacando a importância da proteção de dados e dispositivos em um mundo digital cada vez mais ameaçado por malware e engenharia social. Apresenta conceitos fundamentais, métodos de proteção e boas práticas de navegação segura, além de exemplos de situações de risco comuns, como golpes em redes sociais e phishing. O trabalho é parte de um curso de Informática Básica do Projecto Saber, orientado por Jamal Tagir.

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PROJECTO SABER

Curso de Informática Básica

Tema: Segurança Informática

Nome(s) dos Integrantes do 2º Grupo:


Hermínia Marcelino
Milda Manuel
Nilza M. dos Santos
Beatriz Zacarias

Formador: Jamal Tagir

Nampula, 2025
2

PROJECTO SABER
Curso de Informática Básica

Tema: Segurança Informática

Nome(s) dos Integrantes do 2º Grupo:


Hermínia Marcelino
Milda Manuel
Nilza M. dos Santos
Beatriz Zacarias

Trabalho de carácter avaliativo a ser


apresentado ao módulo de Segurança
Informática, curso supracitado,
ofertado pelo Projecto Saber, orientada
por:

Formador: Jamal Tagir

Nampula, 2025
3

ÍNDICE

1 INTRODUÇÃO..................................................................................................................4
2 SEGURANÇA INFORMÁTICA........................................................................................5
2.1 Conceituação...............................................................................................................5
2.2 Ameaças digitais.........................................................................................................5
2.2.1 Malware (Software Malicioso)...........................................................................5
2.2.2 Pishing e Engenharia Social................................................................................6
2.3 Métodos de Protecção.................................................................................................6
2.4 Boas Prácticas de Navegação Segura.........................................................................7
2.5 Exemplos Reais e Situações do Dia a Dia..................................................................8
2.5.1 Golpes no WhatsApp e Facebook.......................................................................8
2.5.2 Sites Falsos (Phishing)........................................................................................8
2.5.3 Vírus em Pen Drives...........................................................................................9
2.5.4 Golpes por Chamada e/ou SMS (Vishing e Smishing)........................................9
2.6 Análise de uma Situação de Risco............................................................................10
2.6.1 Descrição...........................................................................................................10
2.6.2 Como pode acontecer........................................................................................10
2.6.3 Como Evitar......................................................................................................11
CONCLUSÃO..........................................................................................................................12
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................................13
APÊNDICES.............................................................................................................................14
4

1 INTRODUÇÃO

A sociedade contemporânea testemunha uma transformação digital sem precedentes,


onde a informação se tornou o ativo mais valioso e, paradoxalmente, o mais vulnerável. A
interconexão global, facilitada pela internet e pelos dispositivos móveis, trouxe consigo
inúmeros benefícios, mas também expôs indivíduos e organizações a um espectro crescente
de riscos e ameaças digitais. Neste contexto, a Segurança Informática emerge não apenas
como uma disciplina técnica, mas como um imperativo cívico e educacional.

Esta ferramenta, deixou de ser uma preocupação exclusiva de grandes corporações


para se integrar no quotidiano de cada utilizador. Desde a comunicação pessoal em
plataformas como o WhatsApp até às transações financeiras online, a protecção dos dados e
da privacidade é fundamental. A falha na segurança pode resultar em perdas financeiras,
roubo de identidade, danos à reputação e interrupção de serviços essenciais. A relevância
deste tema é justificada pelo facto de que a maioria dos utilizadores de computadores e
telemóveis, em Moçambique e no mundo, está diariamente exposta a estes riscos.

O cenário de ameaças digitais é dinâmico e evolutivo. A sofisticação dos ataques,


impulsionada pela motivação financeira e pela facilidade de anonimato na internet, tem
levado a um aumento exponencial de incidentes, como o Ransomware e o Phishing. Este
crescimento exige que a defesa não se limite a ferramentas reativas, mas que se baseie numa
compreensão profunda dos mecanismos de ataque e na adoção de uma postura proativa de
segurança.

O objectivo geral deste trabalho é analisar os fundamentos da Segurança Informática,


identificar as principais ameaças digitais e apresentar as estratégias de protecção e boas
prácticas essenciais para a mitigação de riscos no contexto do utilizador comum, com foco em
exemplos práticos e situações de risco específicas em Moçambique.

A metodologia adotada baseia-se na revisão bibliográfica de fontes académicas e


institucionais. Foram consultados livros de referência na área de segurança de redes e
informação, documentos normativos internacionais, e materiais educativos de organizações de
cibersegurança.
5

2 SEGURANÇA INFORMÁTICA
2.1 Conceituação
A Segurança Informática (SI) é o campo que se dedica à protecção dos sistemas de
informação, abrangendo hardware, software, redes e, crucialmente, os dados que neles
residem. Nakamura e De Geus [1] definem-na como o conjunto de mecanismos que visam
garantir a integridade e a funcionalidade dos sistemas de informação. Assim, sua finalidade
consiste em três eixos:

1. Protecção de Dados: assegurar que a informação sensível (pessoal, financeira,


académica) não seja acedida, alterada ou destruída por entidades não autorizadas;
2. Protecção de Dispositivos e Redes: garantir que os computadores, telemóveis e as
redes de comunicação funcionem corretamente e não sejam utilizados como
plataformas para ataques, e;

3. Protecção de Utilizadores: promover a segurança pessoal e financeira do indivíduo


no ambiente digital, através da prevenção de fraudes e roubo de identidade.
Consequentemente, para um modelo conceptual para a gestão da segurança da informação, a
SI é embasada na tríade CIA (confidencialidade, integridade e disponibilidade).

Pilar Definição Relação com o Uso Diário


Garantia de que a informação é acessível A senha do telemóvel impede que
Confidencialidade
apenas a quem tem permissão. terceiros leiam as suas mensagens.
A certeza de que a nota que o professor
Garantia de que a informação está completa,
Integridade lançou no sistema é a nota que você
correta e não foi alterada sem autorização.
realmente obteve.
Garantia de que os sistemas e a informação A capacidade de aceder ao seu e-mail
Disponibilidade estão acessíveis aos utilizadores autorizados ou à rede Wi-Fi da sua casa a qualquer
quando necessário. momento.

2.2 Ameaças digitais


As ameaças digitais são a manifestação de riscos que podem comprometer a Tríade
CIA. Elas são classificadas em diversas categorias, sendo as mais comuns os Malware e as
técnicas de Engenharia Social.

2.2.1 Malware (Software Malicioso)


O Malware é o termo genérico para qualquer software desenvolvido com intenções
maliciosas. A seguir, abordam-se os principais destes.
6

Ameaça Definição e Procedimento Detalhes Descritivos


Código que se anexa a um ficheiro hospedeiro Necessita de intervenção humana (clicar
Vírus (programa ou documento) e se replica quando o ou abrir) para se propagar. Pode causar
ficheiro é executado. danos como a corrupção de ficheiros.
Programa autónomo que se replica e se espalha
Não precisa de intervenção humana para
ativamente através de redes, explorando
Worms se propagar. O seu principal efeito é o
vulnerabilidades de segurança sem a necessidade
congestionamento da rede.
de um ficheiro hospedeiro.
Malware que encripta os dados do utilizador e Considerado uma das ameaças mais
Ransomware exige um pagamento (resgate) para fornecer a lucrativas. Ataca a Disponibilidade e a
chave de desencriptação. Integridade dos dados.
Software concebido para recolher informações
Atua em segundo plano, enviando dados
Spyware sobre o utilizador (hábitos de navegação,
para o atacante.
credenciais) sem o seu conhecimento.
Um tipo de Spyware que regista todas as teclas Usado para roubar senhas e números de
Keylogger
digitadas pelo utilizador. cartão de crédito.

2.2.2 Pishing e Engenharia Social


A Engenharia Social é a arte de manipular pessoas para que revelem informações
confidenciais [7]. É o vector de ataque mais eficaz, pois explora a vulnerabilidade humana.
Ao passo que o Phishing é a técnica mais comum de Engenharia Social, onde o atacante se
disfarça de entidade confiável (banco, serviço de e-mail, etc.) para roubar dados.

Quadro 1: Ciclo de vida de um ataque de engenharia social

Fase Descrição Objectivo do Atacante


Recolha de informações sobre o alvo (nome, Criar uma história credível e
1. Pesquisa
contactos, interesses). personalizada.
Contacto inicial (e-mail, SMS, chamada) com a Estabelecer confiança e desarmar
2. Engajamento
criação de um cenário de urgência ou oportunidade. o senso crítico do alvo.
O alvo realiza a ação solicitada (clicar no link, Obter o ativo desejado (dinheiro,
3. Execução
fornecer a senha, fazer a transferência). credenciais, acesso).
O atacante desaparece, cortando a comunicação e Evitar a deteção e a recuperação
4. Fuga
cobrindo os rastros. do ativo.

Fonte: Adaptado de Mitnick e Simon [7]

2.3 Métodos de Protecção


A defesa contra as ameaças exige uma combinação de ferramentas tecnológicas e
disciplina do utilizador.

Método de Protecção Explicação Detalhada Relevância


Antivírus e Anti- Programas que monitorizam o sistema em Primeira linha de defesa
malware tempo real, comparando ficheiros com bases tecnológica contra a maioria dos
de dados de assinaturas de Malware e Malware.
7

utilizando heurística para detetar novos


códigos maliciosos [5].
Um sistema de segurança que atua como
Impede o acesso não autorizado
Firewall (Parede de uma barreira entre a rede interna e a internet,
de hackers e worms à rede
Fogo) filtrando o tráfego de dados com base em
interna.
regras predefinidas.
Essencial para restaurar dados
Cópias de Segurança Criação de cópias de dados importantes em após um ataque de Ransomware
(Backups) locais separados (discos externos, nuvem). ou falha de hardware, garantindo
a Disponibilidade.
Combinações longas (mínimo 12 A primeira e mais básica forma de
Senhas Fortes caracteres), complexas (letras, números, controlo de acesso e protecção da
símbolos) e únicas para cada serviço. Confidencialidade.
Aumenta drasticamente a
Exige uma segunda prova de identidade
Autenticação de Dois segurança, pois o atacante
além da senha (e.g., um código enviado para
Factores (2FA) precisaria roubar a senha e o
o telemóvel).
dispositivo físico.
Corrige vulnerabilidades de
Actualizações Aplicação de patches e atualizações de segurança (falhas) que os
Regulares software e sistema operativo. atacantes exploram para invadir
sistemas.
Protege os dados em caso de
Armazenamento Utilização de criptografia em discos rígidos
perda ou roubo físico do
Seguro de Dispositivos e dispositivos móveis.
dispositivo.

2.4 Boas Prácticas de Navegação Segura


A segurança é um processo contínuo que depende da vigilância do utilizador. Algumas
medidas que devem ser consideradas durante a navegação pela internet incluem:

1 Verificar links e endereços (URLs): antes de clicar, passe o cursor sobre o link para
ver o endereço real que será acedido.
2 Utilizar sites confiáveis (HTTPS): aceder apenas a sites que exibam o protocolo
https:// e o ícone de cadeado na barra de endereço, especialmente para transações.
3 Evitar clicar em anexos desconhecidos: nunca abrir anexos de e-mails ou mensagens
de remetentes desconhecidos ou inesperados.
4 Confirmar remetentes: desconfiar de e-mails que solicitam informações pessoais ou
financeiras, mesmo que pareçam vir de entidades conhecidas.
5 Evitar redes Wi-Fi públicas sem protecção: estas redes são frequentemente
inseguras. Evitar realizar operações sensíveis (banco, compras) quando conectado a
elas.
6 Desconfiar de ofertas milagrosas e pedidos urgentes: a engenharia social baseia-se
na urgência e na ganância. Se a oferta parece boa demais para ser verdade, é quase
sempre uma fraude.
8

2.5 Exemplos Reais e Situações do Dia a Dia


A teoria das ameaças digitais ganha contornos prácticos quando analisada através de
exemplos concretos que se manifestam no quotidiano dos utilizadores. A seguir, detalhamos
os cenários mais comuns de ataques, que ilustram a aplicação da engenharia social e do
malware.

2.5.1 Golpes no WhatsApp e Facebook


As plataformas de redes sociais e comunicação instantânea são o palco ideal para a
engenharia social, devido à confiança inerente que se deposita nos contactos da rede. As
principais ocorrências, baseiam-se na finalidade de clonagem de contas e pedidos de dinheiro.

a) Mecanismo de Ocorrência

O atacante obtém acesso à conta de um utilizador (seja por roubo de credenciais ou,
mais frequentemente, por indução da vítima a fornecer o código de 2FA). Uma vez no
controlo da conta, o atacante envia mensagens urgentes aos contactos da vítima, solicitando
transferências de dinheiro sob pretextos emocionais (e.g., "simulação de acidentes", "doença
súbita") ou financeiros (e.g., "oportunidade de investimento rápida"). O sucesso deste golpe
reside na exploração da confiança e da urgência, elementos centrais da Engenharia Social [7].

b) Consequências

Perda financeira imediata para a vítima e para os seus contactos, além do


comprometimento da reputação digital do utilizador cuja conta foi clonada.

2.5.2 Sites Falsos (Phishing)


O Phishing é uma técnica de fraude que visa a captura de credenciais e informações
financeiras através da falsificação de páginas web. As principais ocorrências, baseiam-se na
através da falsificação de páginas de Login e Promoções Falsas

a) Mecanismo de Ocorrência

O atacante cria uma réplica visualmente perfeita de uma página de login de um serviço
popular (e.g., bancos, Gmail, Facebook). O utilizador é direcionado para esta página falsa
através de um link enviado por e-mail ou mensagem. Ao tentar iniciar a sessão, o utilizador
insere as suas credenciais, que são imediatamente enviadas para o atacante. Outra variação
comum são as "promoções falsas" que exigem o preenchimento de dados pessoais ou
bancários para resgatar um prémio inexistente.
9

b) Consequências

Roubo de credenciais de acesso, que pode levar ao roubo de identidade, acesso a


contas bancárias e comprometimento de toda a vida digital do utilizador.

2.5.3 Vírus em Pen Drives


Apesar da evolução tecnológica, a propagação de Malware através de dispositivos de
armazenamento removível (pen drives) permanece um vetor de infeção relevante,
especialmente em ambientes de partilha de computadores (escolas, cybercafés). As principais
ocorrências, baseiam-se através da ontaminação automática em computadores públicos.

a) Mecanismo de Ocorrência

O Malware é introduzido no pen drive através de um computador infetado. Ao ser inserido


noutro computador, o Malware pode explorar vulnerabilidades do sistema operativo (como a
função de execução automática) ou induzir o utilizador a clicar num ficheiro disfarçado de
atalho. Um tipo comum de Malware em pen drives transforma os ficheiros originais em
atalhos, escondendo os dados reais e executando o vírus ao ser clicado [5].

b) Consequências

Infeção do computador hospedeiro, perda ou corrupção de dados no pen drive e propagação


do Malware para outros dispositivos.

2.5.4 Golpes por Chamada e/ou SMS (Vishing e Smishing)


Estes golpes exploram a confiança na comunicação telefónica e a autoridade percebida de
quem liga ou envia a mensagem. . As principais ocorrências, baseiam-se através de simulação
de acidentes, ofertas de emprego e fraudes de curandeiros.

a) Mecanismo de Ocorrência

◦ Simulação de acidentes: o atacante liga ou envia SMS, alegando que um


familiar sofreu um acidente grave e necessita de dinheiro urgente para
tratamento. A pressão emocional e a urgência impedem a vítima de verificar a
informação.

◦ Ofertas de emprego/oportunidades: O atacante oferece uma oportunidade de


emprego ou um prémio, solicitando um pequeno pagamento antecipado para
"custos administrativos" ou "taxas de transferência".
10

◦ Fraudes de curandeiros: Em contextos culturais específicos, o atacante pode


simular ser um curandeiro tradicional, alegando que a vítima ou um familiar
está sob um feitiço e que é necessário um pagamento para a "cura" ou
"protecção".
b) Consequências
Perda financeira, exploração da vulnerabilidade emocional e, em alguns casos, roubo de
dados pessoais durante o processo de "registo" ou "pagamento".

Quadro 2: Comparativo de técnicas de engenharia social por meio

Técnica Meio de Comunicação Exemplo de Ataque

Phishing E-mail E-mail falso do banco solicitando atualização de dados.

SMS (Mensagem de SMS de operadora alertando sobre suspensão de linha com link
Smishing
Texto) malicioso.
Ligação de falso técnico de suporte pedindo acesso remoto ao
Vishing Chamada Telefónica
computador.

Fonte: Elaboração própria com base em [Link] [5]

2.6 Análise de uma Situação de Risco


Para cumprir o requisito de análise aprofundada de uma situação de risco, o nosso grupo
selecionou o SMS-Phishing (Smishing) e a Fraude de Identidade em Moçambique, dada a sua
alta prevalência e o impacto direto na população, conforme evidenciado pelos relatórios do
Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) [10].

2.6.1 Descrição
O risco em análise é a exploração da confiança nas comunicações móveis para a obtenção
fraudulenta de dados pessoais e financeiros. Esta situação manifesta-se através de mensagens
de texto que simulam comunicações de entidades legítimas (bancos, operadoras de
telecomunicações, órgãos governamentais) ou através de chamadas telefónicas que utilizam a
Engenharia Social para manipular a vítima. O objectivo final é o roubo de identidade, o
acesso a contas bancárias ou a obtenção de dinheiro sob falsos pretextos.

2.6.2 Como pode acontecer


O problema do Smishing e da fraude de identidade ocorre através de uma sequência de passos
que exploram a vulnerabilidade tecnológica e, principalmente, a humana:
11

1º. Preparação e simulação: o atacante utiliza sioftware para enviar mensagens em massa,
simulando o número de telefone de uma entidade confiável (spoofing). A mensagem é
redigida com um tom de urgência ou oportunidade (e.g., "A sua conta será suspensa se não
clicar no link", "Ganhou um prémio, ligue para este número").

2º. Acto de engenharia social: a vítima, sob pressão ou tentação, clica no link ou liga para o
número fornecido. A pressão psicológica impede a vítima de realizar a verificação da
informação.

3º. Captura de Dados:

 Se a vítima clicar no link, é direcionada para uma página falsa (Phishing) onde insere
as suas credenciais.
 Se a vítima ligar, o atacante (agindo como um "agente de suporte") utiliza técnicas de
Engenharia Social para obter informações confidenciais (senhas, códigos de 2FA,
números de cartão).
4º. Consumação da fraude: com os dados em mãos, o atacante realiza transações financeiras,
clona a conta da vítima ou utiliza a identidade roubada para cometer outros crimes. O INCM
reporta que o volume de SMS-Phishing, por exemplo em Maputo, é um indicador claro da
escala deste problema [10].

2.6.3 Como Evitar


A prevenção deste tipo de risco exige uma combinação de disciplina e verificação:

Estratégia de Princípio de Segurança


Detalhe da Ação
Prevenção Reforçado
Nunca responda ou clique em links de mensagens ou
Verificação Fora chamadas suspeitas. Contacte a entidade supostamente Confidencialidade e
de Banda emissora (banco, operadora) através dos canais oficiais Integridade
(número de telefone ou website que você já conhece).
Adote uma postura de desconfiança em relação a
qualquer comunicação que utilize a urgência, a ameaça
Desconfiança Engenharia Social
ou a promessa de lucro fácil. Lembre-se que entidades
Crítica (Neutralização)
legítimas não solicitam dados confidenciais por SMS ou
chamada não solicitada.
Ative a Autenticação de Dois Factores em todas as contas
Ativação de 2FA críticas. Mesmo que o atacante roube a sua senha, ele não Autenticação Forte
conseguirá aceder à conta sem o seu telemóvel.
Mantenha o sistema operativo do seu telemóvel
Atualização e
actualizado e utilize soluções de segurança móvel que Protecção Tecnológica
Antivírus Móvel
possam detectar links maliciosos e Malware.
12

CONCLUSÃO
A investigação consensual do nosso grupo reitera que a Segurança Informática é um
pilar indispensável na sociedade digital, transcendendo a mera instalação de software para se
firmar como uma questão de consciência e comportamento. Os fundamentos teóricos da
Tríade CIA fornecem o quadro conceptual para a protecção dos ativos de informação.

A análise detalhada das ameaças digitais, desde o malware até às sofisticadas técnicas
de engenharia social, demonstra que a principal vulnerabilidade reside no factor humano. A
prevalência de golpes como o Smishing e a fraude de identidade no nosso país, conforme
documentado por relatórios institucionais, sublinha a urgência da educação digital como a
mais poderosa estratégia de mitigação.

Para alcançar a segurança plena, o utilizador deve adotar uma postura proactiva,
combinando a utilização de métodos de protecção tecnológicos com a disciplina das boas
prácticas de navegação. A segurança digital é uma responsabilidade partilhada e contínua,
essencial para o pleno e seguro aproveitamento dos benefícios da era digital.
13

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] NAKAMURA, E. T.; DE GEUS, P. L. Segurança de redes em ambientes cooperativos. 2.


ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
[2] HINTZBERGEN, J. et [Link] de Segurança da Informação: com base na ISO
27001 e na ISO 27002. 3. ed. São Paulo: Érica, 2018.
[3] ISO/[Link]/IEC 27001:2022 - Information security, cybersecurity and privacy
protection. International Organization for Standardization, 2022.
[4] REZENDE, P. A. [Link] e segurança na informática. Apostila-Capítulos, 1998.
Disponível em: [Link] Acesso
em: 19 nov. 2025.
[5] [Link] de Segurança para Internet – Versão 4.0. Centro de Estudos, Resposta e
Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, 2023. Disponível em:
[Link] Acesso em: 19 nov. 2025.
[6] MACHADO, J. S. As principais ameaças digitais e suas formas de mitigação no contexto
da segurança da propriedade [Link] Brasileira de Propriedade Intelectual, v.
1, n. 1, 2022.
[7] MITNICK, K. D.; SIMON, W. [Link] Art of Deception: Controlling the Human Element
of Security. Indianapolis: Wiley, 2002.
[8] [Link] Identity Guidelines. National Institute of Standards and Technology, 2020.
[9] EY Moç[Link]. Publicação de 3 semanas atrás. Disponível em:
[Link]
registou-um-aumento-de-mais-de-16-nos-casos-de-crimes-cibern
%C3%A9/1396791312448567/. Acesso em: 19 nov. 2025.
[10] INCM.I Relatório de Segurança nas Telecomunicações 2024. Instituto Nacional das
Comunicações de Moçambique, 2024. Disponível em:
[Link]
seguranca-nas-telecomunicacoes-2024-telefonia-movel. Acesso em: 19 nov. 2025.
[11] DEUTSCHE [Link] fecha 200 perfis falsos que visavam africanos. 16 dez.
2020. Disponível em: [Link]
falsos-que-visavam-pa%C3%ADses-africanos/a-55960331. Acesso em: 19 nov. 2025.
14

APÊNDICES
15

Apêndice A: Esquema de Fluxo de Ataque de Ransomware

Fonte: Gerado por Inteligência Artificial.


16

Apêndice B: Exemplo Educativo de Verificação de URL

A verificação do endereço é a defesa primária contra o Phishing.

Endereço Falso (Phishing) Endereço Legítimo Observação


O atacante usa um domínio diferente (.[Link]) e um
[Link] [Link]
hífen para simular a legitimidade.
O atacante usa um subdomínio para tentar enganar o
[Link] [Link] utilizador. O domínio principal é sempre o que vem
antes da primeira barra.

Fonte: Elaboração própria

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