UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR ANHANGUERA
SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA
PEDAGOGIA
KINDERLYN SOUZA COELHO
PROJETO DE ENSINO
EM PEDAGOGIA
Cidade
2020
Cidade
2020
Cidade
SUZANO
2026
KINDERLYN SOUZA COELHO
PROJETO DE ENSINO
EM PEDAGOGIA
A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA LIBRAS NA
EDUCAÇÃO INFANTIL
Projeto de Ensino apresentado à universidade
Pitágoras Unopar Anhanguera, como requisito
parcial à conclusão do Curso de Pedagogia.
Orientador: Guilherme Devequi Quintilhano
SUZANO
2026
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.............................................................................................................3
1 TEMA....................................................................................................................4
2 JUSTIFICATIVA....................................................................................................4
3 PARTICIPANTES.................................................................................................5
4 OBJETIVOS......................................................................................................... 6
5 PROBLEMATIZAÇÃO..........................................................................................6
6 REFERENCIAL TEÓRICO...................................................................................7
7 METODOLOGIA.................................................................................................14
8 CRONOGRAMA.................................................................................................17
9 RECURSOS....................................................................................................... 17
10 AVALIAÇÃO....................................................................................................... 18
CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................19
REFERÊNCIAS......................................................................................................... 20
3
INTRODUÇÃO
A inclusão é um processo pelo qual todas as pessoas são
reconhecidas como livres, com direito à cidadania e igualdade de
oportunidades. Portanto, a escola atende a todos e promove a
diversidade sem levar em conta o indivíduo, oferecendo educação de
qualidade para todos os cidadãos.
Na educação infantil, o ensino é utilizado na prática docente com o
objetivo de obter mais aprendizado da criança, ou seja, aprende
brincando. No entanto, os métodos de ensino são uma forma que tanto
as escolas quanto os professores podem se adequar, pois devem se
preparar para o ensino de Libra para crianças surdas e ouvintes, sempre
reajustando seus métodos.
O tema escolhido tem por finalidade entendera relevância do
ensino de libras na Educação infantil, com o propósito de desmistificar o
descrédito e estereótipos acerca da Língua de Sinais, especialmente no
que concerne ao seu ensino e desenvolvimento perante os alunos. Isto
dá-se em decorrência das constantes exigências previstas na Lei
Diante desse contexto, justifica-se que a relevância do método de
ensino das libras que se dá através da realidade apresentada pelos
alunos quando chegam a escola, porém o lúdico deve ser aprimorado e
adaptado sempre que necessário. A proposta de atividades interacionais
entre surdos e ouvintes, e a expressão facial, está quase sempre
presente em várias atividades propostos.
Nota-se que o ensino da Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS),
no ambiente da educação infantil, tem sido tema de várias pesquisas,
pois ainda existem muitos obstáculos sobre o processo de aceitação e
desenvolvimento desse tipo de linguagem. Portanto, a questão que
orienta essa pesquisa é: Qual a importância do ensino de libras na
educação infantil?
No objetivo geral do presente estudo, foi analisar sobre o ensino
da Linguagem Brasileira de Sinais na Educação Infantil. Além dos
objetivos específicos que são conceituar a Educação Inclusiva e a
4
Educação Especial; descrever a importância das libras na Educação
Infantil e discutir a atuação do professor de pedagogia no processo de
ensino das libras no aprendizado das crianças.
De acordo com o proposto trata-se de uma revisão bibliográfica
que foi extraída de matérias já publicadas, utilizando como método
qualitativo e descritivo.
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1 TEMA
A escolha do tema foi delineada a partir da temática do estudo, sobre o
uso da Libras na Educação Infantil, porque determinados campos não discutem
a presença da Libras como primeira língua para as crianças surdas e
estimulação delas. Ainda, pela realidade a qual a maioria das escolas vive com
relação à Educação Inclusiva. A partir de nossas vivências escolares e de
estudos na área, é possível perceber que o atual cenário escolar não consta em
geral com muitos professores proficientes em Libras e que tenham
conhecimento acerca das singularidades da cultura surda, especificamente no
aspecto da Educação Infantil e interação entre alunos surdos e ouvintes.
O ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) na educação infantil é
fundamental para a inclusão, o desenvolvimento social e a promoção da
diversidade linguística e cultural desde os primeiros anos de vida.
2 JUSTIFICATIVA
A justificativa para a importância do ensino da Língua Brasileira de Sinais
(Libras) na educação infantil baseia-se em vários fatores, que abrangem os
direitos de comunicação e educação inclusiva, o desenvolvimento cognitivo e
social, e a promoção da diversidade cultural e linguística. A seguir, são
apresentados os principais pontos que justificam a introdução de Libras na
educação infantil:
Direito à Educação Inclusiva
Garantia de Acessibilidade: A Constituição Federal do Brasil,
juntamente com a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), assegura o
direito das pessoas com deficiência, incluindo as crianças surdas, a uma
educação inclusiva e de qualidade. O ensino de Libras na educação infantil é
uma forma concreta de garantir que essas crianças tenham acesso a um
ambiente de aprendizagem que respeite e atenda suas necessidades
linguísticas e comunicativas.
Cumprimento da Legislação: A Libras é reconhecida como a segunda
língua oficial do Brasil pela Lei nº 10.436/2002, e o Decreto nº 5.626/2005
regulamenta seu ensino em instituições educacionais. Portanto, a inclusão de
6
Libras no currículo da educação infantil não só cumpre as exigências legais, mas
também promove o respeito aos direitos linguísticos das crianças surdas.
Promoção da Inclusão Social
Fortalecimento das Relações Interpessoais: A introdução de Libras na
educação infantil permite que todas as crianças, surdas e ouvintes, possam se
comunicar e interagir de forma eficaz. Isso favorece a construção de laços
sociais, promove a inclusão e reduz barreiras de comunicação, criando um
ambiente escolar mais harmonioso e cooperativo.
Sensibilização para a Diversidade: Ao aprender Libras, as crianças
ouvintes desenvolvem uma maior consciência e respeito pela diversidade,
tornando-se mais sensíveis às necessidades dos outros e contribuindo para uma
sociedade mais inclusiva e empática.
3 PARTICIPANTES
Os participantes de um projeto sobre "A Importância do Ensino da Libras
na Educação Infantil" devem englobar diversos grupos para garantir que o
projeto seja implementado de forma eficaz e que seus objetivos sejam atingidos.
As principais beneficiárias do projeto. São as crianças surdas e ouvintes
que participarão das atividades relacionadas ao ensino de Libras.
Devem participar Profissionais da educação que atuam na educação
infantil, incluindo professores de educação infantil e especialistas em Libras.
O envolvimento desses diversos participantes é crucial para o sucesso do
projeto "A Importância do Ensino da Libras na Educação Infantil". Cada grupo
desempenha um papel específico e essencial para garantir que a
implementação do projeto seja bem-sucedida e que seus objetivos de promover
a inclusão e o desenvolvimento das crianças sejam alcançados. A colaboração
entre todos os envolvidos contribui para a criação de um ambiente educacional
mais inclusivo e acessível para todas as crianças.
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4 OBJETIVOS
Geral
Analisar a inserção e influência da Libras no Ensino Infantil como
mecanismo da comunicação, interação, sociabilização e afetividade entre crianças
surdas e ouvintes.
Específicos
Descrever a finalidade da Língua Brasileira de Sinais no Ensino
Infantil, diante da inclusão da criança surda, assim como interação entre surdos e
ouvintes;
Conhecer o desenvolvimento e aprendizagem da criança surda de
forma inclusiva por meio do ensino de Libras;
Pesquisar sobre a contribuição e formação profissional de
professores, de maneira reflexiva, no âmbito da inclusão de criança surda na
Educação Infantil.
5 PROBLEMATIZAÇÃO
A problematização do ensino de Libras na educação infantil envolve a
identificação e análise dos desafios e questões que podem surgir ao
implementar esta prática. A seguir estão alguns pontos de problematização
relacionados ao ensino de Libras na educação infantil:
Muitos professores de educação infantil podem não ter formação
adequada em Libras, o que pode limitar a eficácia do ensino e a capacidade de
promover um ambiente verdadeiramente inclusivo.
A falta de recursos e materiais didáticos adequados em Libras pode
dificultar a implementação efetiva do ensino de Libras na educação infantil.
A resistência ou falta de compreensão sobre a importância do ensino
de Libras por parte da comunidade escolar pode prejudicar a implementação do
projeto.
A problematização do ensino de Libras na educação infantil destaca a
necessidade de enfrentar uma série de desafios para garantir que a prática seja
eficaz e inclusiva. A solução dessas questões exige uma abordagem
colaborativa e bem planejada, envolvendo formação contínua dos educadores,
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desenvolvimento de recursos didáticos adequados, sensibilização da
comunidade escolar e adaptação curricular. Ao abordar essas questões de
forma sistemática e proativa, é possível criar um ambiente educacional mais
inclusivo e acessível, beneficiando todas as crianças e promovendo uma
sociedade mais equitativa e respeitosa.
6 REFERENCIAL TEÓRICO
O referencial teórico sobre "Libras na Educação Infantil" oferece
uma base sólida para entender a importância e os benefícios do ensino
de Libras desde a primeira infância. Este referencial abrange aspectos
da educação inclusiva, do bilinguismo e da psicopedagogia, entre
outros.
A educação inclusiva tem origem em um movimento internacional
e começou a ocorrer em diferentes partes do mundo, inicialmente nos
Estados Unidos, Europa e Canadá. A princípio a educação inclusiva não
ganhou muita credibilidade no resto do mundo, mas aos poucos foi
sendo abraçada pela sociedade (RAMOS, 2019).
De acordo com a Lei nº 13.146 de 6 de julho de 2015, a Lei
Brasileira de Inclusão de Pessoas com Deficiência (Estatuto da Pessoa
com Deficiência), a pessoa portadora de deficiência tem o direito de ser
inclusa nas escolas. A lei evidencia que as escolas têm que assegurar e
promover o exercício dos direitos e liberdades fundamentais das
pessoas com deficiência em igualdade de condições, visando à sua
inclusão social e cidadania, sem exceção (BRASIL, 2015).
Ramos (2019) explicou que vários fatores contribuíram para o
crescimento e aceitação da educação inclusiva, um dos quais foi o fim
da Segunda Guerra Mundial, onde muitos soldados feridos na guerra
ficaram com algumas deficiências. Nesse momento histórico, o governo
acreditava que, uma vez reabilitados, os soldados retomariam a
produção; com isso, a sociedade passou a confiar na inteligência dos
portadores de necessidades especiais.
Dentre estas leis está a declaração de Salamanca na Espanha, a
9
qual ocorreu
em junho de 1994, e esta fala exclusivamente de uma educação
inclusiva destinada a todos, nela foram discutidos vários assuntos
referentes a tal tema aqui abordado, dentre eles, o da restruturação do
ensino para crianças com deficiência, dos quais são eles:
toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a
oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem,
toda
criança possui características, interesses, habilidades e necessidades
de
aprendizagem que são únicas, sistemas educacionais deveriam ser
designados e programas educacionais deveriam ser implementados no
sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características
e
necessidades, aqueles com necessidades educacionais especiais
devem ter
acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma
Pedagogia
centrada na criança, capaz de satisfazer a tais necessidades
(ONU,1994,
p.1).
Dessa forma, um movimento que promove a inclusão aumenta o
foco na defesa de princípios fundamentais e no acolhimento de pessoas
com necessidades especiais. Para os autores Stainbak e Stainbak
(2011), os movimentos sociais se desenvolveram na América do Norte e
ganharam força em toda a Europa como resultado das mudanças
geopolíticas ocorridas nas últimas quatro décadas do século
XX. Em geral, os movimentos pró-inclusão priorizam o reconhecimento de
que a diversidade e o multiculturalismo são da natureza humana.
Em 1990, a primeira conferência de educação foi realizada em
Jamtien, Tailândia, um evento realizado com a finalidade da erradicação
do analfabetismo. Com isso em mente, os profissionais foram
mobilizados para um olhar sensível sobre as mudanças fundamentais e
políticas necessárias desenvolvendo uma abordagem inclusiva da
educação que prepara as escolas para atender a sociedade como um
todo, especialmente os indivíduos com necessidades especiais
(UNESCO, 2004).
m 1994, a Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais
Especiais: Acesso à qualidade foi realizada em Barcelona, Espanha.
Houve a participação nesse evento 92 (noventa e dois) representantes
10
governamentais e 25 (vinte e cinco) organizações internacionais.
Vale destacar que a proposta de educação inclusiva
aparentemente vem da Declaração de Salamanca, que declara que
todos têm direito à educação, independentemente das diferenças
individuais. No entanto, o desenvolvimento e implementação de políticas
de inclusão, e inclusão de pessoas com necessidades especiais, tem se
inspirado em uma série de documentos que contêm declarações,
recomendações e normas jurídicas internacionais e nacionais
relacionadas à deficiência (CARVALHO, 2016).
A Declaração de Salamancaé um exemplo baseado na inclusão das
transformações necessárias para que de fato ocorram. O manifesto
articula formalmente a inclusão de todos os alunos no ensino regular, o
que exige investimento nos programas de ensino e na estrutura de todo
o espaço escolar para facilitar o sucesso da aprendizagem para todos
(UNESCO, 2004).
Assim, no paradigma da implantação da inclusão escolar,
verificamos que o papel das intervenções escolares é ajustar (as escolas
devem encontrar formas de educar com sucesso todas as crianças,
independentemente das suas capacidades físicas, sensoriais, cognitivas,
emocionais e sociais) e poder desmistificar a necessidade de o véu é
perícia absoluta(SILVA, 2005, p. 96).
No que diz respeito à educação inclusiva, pode-se questionar se há
uma falsa noção de inclusão nas escolas comuns, que ainda exclui a
“inclusão” e apenas acolhe os alunos em sala de aula sem interagir com
suas necessidades e dar-lhes o devido suporte. Nesse ponto, entra o
debate, que nos faz questionar qual opção escolher: escolas regulares
ou escolas dedicadas à educação especial. Em alguns lugares, esta
última é a única opção quando os alunos com necessidades especiais
não são admitidos nas escolas normais devido ao preconceito e à
probabilidade de preparação inadequada da escola e dos professores.
Para combater a diferenciação e rotulagem humana, a inclusão
acomoda a ideia de pensar a diversidade humana e entender a forma
como os alunos se envolvem e aprendem com suas condições e
11
necessidades. Saber observar e estimar cada característica e atributo
dos alunos é aumentar o conhecimento e viver ativamente a diferença
(RAMOS, 2019).
No contexto brasileiro, a educação inclusiva foi discutida em 1970,
levando o governo a considerar órgãos públicos e privados, órgãos
federais e estaduais, para atender populações com necessidades
especiais. Assim como em outros países, a educação especial no Brasil é
marcada por muitas lutas e organizações, porém, a inclusão só ganhou
espaço após a Declaração de Salamanca de 1994 (UNESCO, 2004).
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 garante
educação para todos, em todas as circunstâncias. O artigo 206.º da
Constituição estipula que a educação deve ser ministrada com base na
igualdade de condições de matrícula e de estudo nas escolas. Sobre a
educação inclusiva, a arte da Constituição Federal. 208 Deixe claro que
as pessoas com necessidades especiais são educadas,
preferencialmente no sistema escolar formal.
A Lei de Diretrizes da Educação Brasileira fortalece o programa de
educação inclusiva do Brasil, reafirmando seu compromisso com a
educação de qualidade para todos e a inclusão plena de pessoas com
necessidades especiais em todas as esferas da sociedade (BRASIL,
2016). No entanto, as diretrizes ainda precisam fazer uma grande
mudança na realidade escolar, pois todas as crianças, adolescentes e
adultos com necessidades especiais devem ser acolhidos nas escolas
formais e incluídos em seu sistema de ensino.
A escola e a família são de fundamental importância na vida das
crianças
surdas, fazendo com que estes alunos obtenham a oportunidade
de estarem em socialização nos diversos espaços dos quais elas se
encontram.
O ensino destinado aos surdos passou por diversos obstáculos e
de acordo com Silva (2012, p. 19), “[...] o surdo era visto como uma
pessoa primitiva. Isso fez com que a crença de que ele não pudesse ser
educado persistisse até o século XV, e somente a partir do século XVI
12
tem-se notícias dos primeiros educadores surdos”.
Na visão de Claudio e Neta (2009), os ambientes escolares, em
muitas das vezes, administram questões, das quais envolvem de
princípio aceitação da família em relação a um membro diferente em
seu contexto familiar. O fato dos surdos construírem suas identidades,
indo até ao ato de transmitir valores que não agreguem as imposições
que foram colocadas na sociedade para as pessoas surdas, durante
muitos anos.
Assim como qualquer outra criança, as crianças surdas no início de
escolarização podem enfrentar dificuldades na compreensão linguística
de sua língua natural, todavia, esse processo de educá-los primeiro no
idioma da sua comunidade é de total necessidade.
Com finalidade de inserir as pessoas surdas no contexto social de
modo geral, é de grande relevância incluir nas escolas a LIBRAS como
idioma principal da comunidade surda e a Língua portuguesa como um
meio de melhorar a comunicação entre surdos e ouvintes, fazendo
destes seres não ouvintes, sujeitos que estão inseridos nos diversos
ambientes sociais e educacionais dos quais são de direito para os
mesmos, devendo escola e família buscarem por isso, assim como
iremos discorrer na seguinte sessão.
A educação para qualquer pessoa com deficiência é chamada de
educação especial, porque suas necessidades requerem tratamento
especial do sistema, conforme descrito na LDB (BRASIL, 2016).
A educação especial é considerada um método de ensino de
alunos com deficiências, sendo físicas, sensoriais, mentais ou múltiplas,
e características específicas, como altas habilidades, dons ou talentos.
De um modo geral, a educação especial é um ramo da educação que
lida com o atendimento e a educação de
pessoas com deficiência em instituições especializadas como escolas para
surdos, cegos ou escolas que atendem pessoas com deficiência
intelectual.
A educação especial no Brasil foi implantada e ampliada por meio
de instituições beneficentes privadas, por iniciativa de familiares de
13
pessoas com deficiência. Esse modelo teve início no período colonial em
1600, com a criação de uma instituição privada especializada na área de
deficiência física junto à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
(MENDES, 2006).
A Educação Inclusiva se distingue com uma política de justiça
social que alcança alunos com necessidades especiais, como estar
explicito na Declaração de Salamanca:
O princípio subjacente a esta linha de ação é que as escolas devem
acolher todas as crianças, independentemente das suas condições
físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras.
Devem acolher crianças deficientes e superdotadas, crianças de
rua e trabalhadoras, crianças de minorias linguísticas, raciais ou
culturais e crianças de outros grupos ou áreas desfavorecidas ou
marginalizadas (DECLARAÇÃO DE SALAMAENCA, 2004, p. 17-18).
A inclusão é uma provocação cujo propósito é melhorar a
qualidade do ensino nas escolas para todos os que falham em sala de
aula (MANTOAN, 2006). O termo educação inclusiva especula que as
escolas foram instaladas para atender a plena diversidade das
necessidades dos alunos da escola regular. Dessa forma, a inclusão
pressupõe uma escola que atenda a todos os alunos, ao invés de
esperar que alunos específicos com necessidades especiais se encaixem
na escola.
Segundo Rippel e Silva (2003), as escolas têm um compromisso
insubstituível: introduzir os alunos no mundo social, cultural e científico,
que é direito incondicional de todos, independentemente dos padrões
normais estabelecidos pela sociedade ou das pré-condições impostas
pela escola.
Portanto, é importante ressaltar que a educação especial e a
educação inclusiva compartilham as mesmas recomendações
educacionais, onde se prioriza a matrícula de alunos com deficiência e
suas características individuais. Ambos trabalham para o bem-estar dos
alunos e, o mais importante, os colocam na sociedade.
Em geral, para construir sociedades inclusivas, todos os cidadãos
precisam estar atentos e cuidadosos no uso da linguagem ao lidar com
pessoas com
necessidades especiais, pois através da linguagem construímos aceitação,
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respeito, preconceito, discriminação e até rejeição de acordo com as
necessidades de indivíduos ou grupos.
Para que Sassaki (2007) fale ou escreva de forma construtiva
sobre qualquer assunto da natureza humana a partir de uma
perspectiva inclusiva, a compreensão e o uso adequado da terminologia
é fundamental, pois é especialmente importante quando abordamos o
assunto de acordo com tradições tendenciosas, estigmas e estereótipos.
O princípio da inclusão consiste em reconhecer a necessidade de
caminhar para uma escola universal, um lugar que inclua todos os
alunos e responda às necessidades individuais de cada aluno
(SALAMANCA, 2004). A Lei Diretiva e Fundacional 9.394/96 reafirma o
direito de todos os alunos de estudar em escolas regulares e residência
permanente (BRASIL, 2016).
Aranha (2000) diz que as escolas se tornam inclusivas quando
diferenciam a diversidade que constitui as necessidades dos alunos e
respondem às realidades dos alunos com eficiência instrucional. Para
responder às necessidades de cada aluno, o que é condição essencial
para a prática educativa inclusiva, as instituições educativas precisam
de adaptar os diferentes elementos curriculares às particularidades de
todos os alunos.
Sob esse pressuposto, alternativas devem ser criadas,
empregando diferentes estratégias e adequando as ações educativas
aos modos particulares dos alunos, sempre levando em conta que o
processo de ensino significa atender às diversas necessidades dos
alunos na escola e integrar-se às suas realidades (SILVA, 2005).
Para Mantoan (2006), a inclusão não prescreve o uso de práticas
de ensino escolar específicas para deficiência e/ou dificuldades de
aprendizagem, mas permite que os alunos aprendam dentro de seus
limites. Nesse sentido, os professores precisam entender as limitações
de cada indivíduo para explorar com facilidade as possibilidades
existentes para um ensino de qualidade.
A realidade da educação inclusiva permanece indefinida em
muitas escolas, pois vem acompanhada de uma série de fatores
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precários que levam em conta as estatísticas de muitas crianças,
adolescentes e adultos com deficiência que frequentam a escola com
necessidades especiais, conforme evidenciado por laudos médicos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 10%
da população mundial possui algum tipo diferente de necessidades
especiais, principalmente: visuais, auditivas, físicas, psicológicas,
múltiplas, transtornos de conduta e superdotados ou altamente
qualificados. Para o Brasil, estima-se que 15 milhões de pessoas tenham
necessidades especiais (OMS, 2012).
Para Bueno (2000) a comparação da legislação e da realidade
educacional, a inclusão de alunos com necessidades educacionais
especiais no ensino regular não tem sido tão cumprida quanto se
esperava, portanto as recomendações educacionais atuais ainda não
oferecem condições plenamente satisfatórias para considerar
adequadamente a inclusão. Sob essa premissa, exige-se maior
competência profissional, formação continuada de professores, um
programa educacional mais refinado, uma gama mais ampla de
possibilidades de recursos educacionais e uma estrutura adequada.
Segundo Carvalho (2005) para a educação inclusiva seja
verdadeiramente ampla e qualitativa, é necessário organizar e
desenvolver propostas e desenvolver estratégias de intervenção que
ajudem a implementá-las. Vale ressaltar que não existe um modelo de
ensino pronto para a educação inclusiva, nem mesmo diretrizes que
expliquem a transformação radical das escolas tradicionais, mas é
fundamental que cada escola, turma, professor, indivíduo dentro de uma
instituição tenha suas próprias peculiaridades e inserir em uma
realidade diferente.
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7 METODOLOGIA
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Brasil estabelece
diretrizes e objetivos para a educação infantil e tem um papel fundamental na
promoção da inclusão e da diversidade no ambiente escolar. Embora a BNCC
não trate diretamente de Libras como um tópico isolado, ela aborda aspectos
relacionados à inclusão e ao desenvolvimento das crianças de forma que pode
ser relacionada ao ensino de Libras. A seguir, apresento como a BNCC se
relaciona com o ensino de Libras na educação infantil.
A BNCC estabelece que a educação infantil deve promover o
desenvolvimento integral das crianças, respeitando suas individualidades e
diversidades. A inclusão da Libras como parte do currículo pode contribuir para
esse objetivo ao promover a comunicação e o desenvolvimento linguístico de
crianças surdas e ouvintes.
Enfatiza o desenvolvimento das competências socioemocionais, que
incluem o respeito e a empatia. O ensino de Libras pode fortalecer essas
competências ao promover a compreensão e a inclusão de crianças surdas,
ajudando a construir um ambiente mais respeitoso e colaborativo.
A BNCC apoia a integração de Libras na educação infantil ao promover a
inclusão, a diversidade e o desenvolvimento integral das crianças. Embora a
BNCC não trate diretamente de Libras, seus princípios e diretrizes fornecem
uma base sólida para justificar e implementar o ensino de Libras como parte do
currículo da educação infantil. A inclusão de Libras pode contribuir para a
realização dos objetivos da BNCC, garantindo que todas as crianças,
independentemente de suas necessidades linguísticas, tenham acesso a uma
educação de qualidade e inclusiva.
Plano de Aula 1: Conhecendo Libras e Saudações Básicas
Objetivo: Introduzir as crianças ao conceito de Libras e ensinar
saudações básicas.
Duração: 45 minutos
Atividades: Introdução (10 minutos):
Explicar o que é Libras e sua importância.
Mostrar um vídeo curto que apresenta sinais básicos e saudações.
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Atividade de Aprendizagem (15 minutos):
Ensinar sinais básicos de saudação como “olá”, “adeus”, “por favor”
e “obrigado”.
Utilizar cartazes e cartões com imagens para ilustrar os sinais.
Prática em Grupo (10 minutos):
Realizar uma atividade em que as crianças pratiquem os sinais em
pares.
Fazer uma pequena simulação de uma conversa simples usando as
saudações aprendidas.
Revisão e Encerramento (10 minutos):
Revisar os sinais aprendidos e fazer uma roda de conversa onde
cada criança usa os sinais para cumprimentar os colegas.
Reforçar a importância de respeitar as diferentes formas de
comunicação.
Plano de Aula 2: Libras e Emoções
Objetivo: Ensinar sinais relacionados às emoções e promover a
expressão de sentimentos.
Duração: 45 minutos
Atividades: Introdução (10 minutos):
Apresentar os sinais de emoções usando cartazes e bonecos.
Discutir com as crianças o que cada emoção significa.
Atividade de Expressão (15 minutos):
Pedir que as crianças imitem as emoções mostradas e pratiquem os
sinais correspondentes.
Usar músicas ou histórias para criar situações em que as crianças
podem expressar diferentes emoções com sinais.
Jogo de Emoções (15 minutos):
Organizar um jogo onde as crianças escolhem uma carta com uma
emoção e fazem um sinal para expressá-la.
Os colegas devem adivinhar qual é a emoção.
Encerramento (5 minutos):
Revisar os sinais aprendidos e discutir como as emoções são
expressas em Libras.
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Incentivar as crianças a usar os sinais de emoções no dia a dia.
Plano de Aula 3: Histórias e Libras
Objetivo: Utilizar histórias para ensinar sinais em Libras e promover a
compreensão através da narrativa.
Duração: 60 minutos
Atividades: Leitura da História (20 minutos):
Ler uma história infantil para as crianças.
Apresentar sinais para palavras-chave da história durante a leitura.
Atividade de Sinais (20 minutos):
Revisar os sinais apresentados durante a leitura.
Pedir que as crianças pratiquem os sinais associados às palavras-
chave da história.
Recontando a História (15 minutos):
Dividir as crianças em grupos e pedir que recontam a história
usando os sinais aprendidos.
Utilizar fantoches ou figuras para ajudar na recontagem.
Reflexão e Encerramento (5 minutos):
Conversar sobre como os sinais ajudaram a entender a história.
Reforçar a importância da comunicação em Libras.
Plano de Aula 4: Cores e Formas em Libras
Objetivo: Ensinar sinais relacionados a cores e formas, integrando o
aprendizado de Libras com conceitos básicos.
Duração: 45 minutos
Atividades: Introdução (10 minutos):
Apresentar os sinais para diferentes cores e formas usando cartazes
e objetos.
Mostrar como os sinais são usados para descrever objetos.
Atividade de Identificação (15 minutos):
Pedir que as crianças escolham objetos e digam a cor e a forma
usando os sinais aprendidos.
Utilizar cartões com figuras para reforçar o aprendizado.
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Jogo de Correspondência (15 minutos):
Organizar um jogo onde as crianças associam cartões com sinais de
cores e formas a objetos reais.
Cada criança deve identificar e sinalizar a cor e a forma dos objetos
apresentados.
Encerramento (5 minutos):
Revisar os sinais de cores e formas.
Incentivar as crianças a usar os sinais para descrever objetos no
ambiente escolar.
Esses planos de aula são projetados para ser dinâmicos e interativos,
proporcionando um aprendizado lúdico e eficaz da Libras para crianças na
educação infantil. Ao integrar Libras de maneira divertida e envolvente, os
planos ajudam a criar um ambiente inclusivo e a promover o respeito pela
diversidade linguística desde cedo.
8 CRONOGRAMA
O projeto será realizado em um mês, 1 vez na semana, totalizando 04
aulas de Libras, para a evolução do aprendizado infantil.
Um cronograma para o ensino de Libras na educação infantil deve ser
cuidadosamente planejado para garantir que as crianças recebam uma exposição
equilibrada à língua de sinais e tenham a oportunidade de praticar e internalizar o
que aprenderam.
Etapas do Período
Projeto
1. Planejamento 03 aulas
2. Execução 04 aulas
3. Avaliação 04 aulas
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9 RECURSOS
Cartazes com sinais de saudações
Vídeos curtos demonstrando sinais
Cartões com imagens relacionadas às saudações
Cartazes com sinais de emoções (feliz, triste, bravo, assustado, etc.)
Bonecos ou figuras que representam diferentes emoções
Música para atividades de movimento
Livros infantis com ilustrações
Vídeos ou apresentações com sinais para as palavras-chave da
história
Cartazes com sinais de cores e formas
Objetos ou brinquedos em diferentes cores e formas
10 AVALIAÇÃO
A avaliação do ensino de Libras na educação infantil deve ser contínua e
integrada ao processo de aprendizagem. Ela deve considerar não apenas o
progresso das crianças em relação ao aprendizado de sinais e comunicação em
Libras, mas também o impacto geral do ensino sobre o ambiente de aprendizado
e a inclusão.
Avaliação Formativa
Objetivo: Monitorar o progresso contínuo das crianças e ajustar o ensino
conforme necessário.
Avaliação Sumativa
Objetivo: Avaliar o aprendizado das crianças ao final de cada unidade ou
período.
A avaliação do ensino de Libras na educação infantil deve ser holística e
considerar múltiplos aspectos do aprendizado e da inclusão. Ao utilizar uma
combinação de avaliação formativa e sumativa, autoavaliação, avaliação dos
pares e análise do impacto geral, é possível obter uma visão abrangente do
progresso das crianças e da eficácia das práticas pedagógicas. Este processo
contínuo de avaliação permitirá ajustes e melhorias para promover um ambiente
de aprendizado mais inclusivo e eficaz.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Entende-se no decorrer deste trabalho que a Educação Inclusiva
apresenta limites e obstáculos para que ocorra uma efetiva inclusão dos alunos
que necessitam de um acolhimento educacional, que garantam seu direto de
frequentar a escola e principalmente em ser atendido conforme suas
necessidades. Com a criança surda, especificadamente, não tem sido diferente,
mesmo com a presença de diversas leis (e que realmente tem sido um avanço
notório) que visam garantir o direito de inclusão do aluno surdo, ainda há muito o
que ser moldado.
A Libras, mesmo sendo regulamentada, não é efetivamente aplicada em
sala de aula, pois a presença de um intérprete de Libras não acontece tão
frequentemente ou quase sempre a escola não dispõe deste profissional,
resultando em exclusão do aluno surdo mesmo este estando matriculado. Neste
instante, o professor de Educação Infantil torna-se responsável em executar
práticas metodológicas que envolvam o público surdo, assim como o público
ouvinte. A Libras é a melhor alternativa para envolver o aluno surdo em sala de
aula, considerando que esta deve ser sua língua materna. Enquanto o aluno
ouvinte passa a conhecer, ter seu primeiro contato com a Língua Brasileira de
Sinais e entender que por meio da prática desta acontece um diálogo e
interação entre os dois públicos.
Por fim, consideramos que a Libras não é somente a língua dos surdos,
mas uma alternativa de inclusão para crianças surdas e ouvintes no Ensino
Infantil, vista como mecanismo da comunicação, interação, socialização e
afetividade, que deve ser colocada em prática na escola, na família e na
sociedade em geral. O professor, ao utilizar a Libras, está incluindo a criança
surda no ambiente escolar e ao mesmo tempo facilitando o convívio entre
ambos.
Nesse sentido, este estudo pode subsidiar debates sobre a reorientação
do currículo escolar com base na educação inclusiva, bem como a necessidade
da qualificação pedagógica permanente dos docentes. Enfim, espera-se que
este artigo possa construir um auxílio relevante para a conscientização dos
futuros educadores. E, que possa servir de motivação para outras pesquisas que
apresentem mais aspectos relevantes como intensificação na qualificação do
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corpo docente para a melhoria da qualidade da educação ofertada nas escolas
que se dizem inclusivas.
23
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