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E SE FOSSE VOCÊ NESTE PLANTÃO? ....................................................................................................................................... 7
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) ........................................................................................................................................... 8
1 SISTEMAS DE SAÚDE ......................................................................................................................................................... 8
1.1 MODELO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE ......................................................................................................................... 8
1.2 MODELO DE SEGURO SOCIAL OU MODELO BISMARCK ........................................................................................... 8
1.3 MODELO DE SEGURIDADE SOCIAL OU MODELO BEVERIDGE .................................................................................. 8
2 LINHA DO TEMPO.............................................................................................................................................................. 9
2.1 BRASIL COLÔNIA ....................................................................................................................................................... 9
2.2 BRASIL IMPÉRIO (1822 – 1889) ................................................................................................................................ 9
2.3 REPÚBLICA VELHA (1889 – 1930)............................................................................................................................. 9
2.4 “ERA VARGAS” (1930 – 1964)................................................................................................................................... 9
2.5 DITADURA MILITAR (1964 – 1984) ......................................................................................................................... 10
2.6 NOVA REPÚBLICA (1985 - 1988) ............................................................................................................................. 10
3 EVOLUÇÃO DO SUS ......................................................................................................................................................... 13
4 PRINCIPAIS MARCOS LEGAIS DO SUS .............................................................................................................................. 13
4.1 CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 ......................................................................................................................... 13
4.2 AS NORMAS OPERACIONAIS .................................................................................................................................. 14
4.2.1 NORMA OPERACIONAL BÁSICA (NOB 91) .................................................................................................. 14
4.2.2 NORMA OPERACIONAL BÁSICA (NOB 93) .................................................................................................. 15
4.2.3 NORMA OPERACIONAL BÁSICA (NOB 96) .................................................................................................. 15
4.2.4 NORMAS OPERACIONAIS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE NOAS 2001 / 2002: .................................................. 16
4.3 PACTO PELA SAÚDE 2006 ....................................................................................................................................... 17
4.4 DECRETO 7.508/2011 ............................................................................................................................................. 17
5 PRINCÍPIOS DO SUS E A LEI 8.080/1990 ......................................................................................................................... 18
5.1 POR QUE SISTEMA ÚNICO? .................................................................................................................................... 18
5.2 QUAL É A DOUTRINA DO SUS? ............................................................................................................................... 18
5.3 QUAIS PRINCÍPIOS QUE REGEM A ORGANIZAÇÃO DO SUS? ................................................................................. 19
6 REGIÃO DE SAÚDE E SUAS REDES DE ATENÇÃO ............................................................................................................. 22
6.1 REGIÃO DE SAÚDE .................................................................................................................................................. 23
6.1.1 COAP E COMISSÕES INTERGESTORES ......................................................................................................... 23
6.2 REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE (RAS) ......................................................................................................................... 23
6.3 PORTAS DE ENTRADA ............................................................................................................................................. 24
6.4 MAPA DA SAÚDE..................................................................................................................................................... 24
6.5 SERVIÇOS ESPECIAIS DE ACESSO ABERTO .............................................................................................................. 24
7 PARTICIPAÇÃO SOCIAL E A LEI 8.142/1990 ..................................................................................................................... 25
8 FINANCIAMENTO DO SUS ............................................................................................................................................... 27
8.1 FINANCIAMENTO TRIPARTITE................................................................................................................................. 27
8.2 BLOCOS DE FINANCIAMENTO (PORTARIA 3.992/2017) ......................................................................................... 27
8.3 PREVINE BRASIL ...................................................................................................................................................... 28
8.4 NOVO FINANCIAMENTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA ................................................................................................. 29
9 PARTICIPAÇÃO DA INICIATIVA PRIVADA NA SAÚDE ......................................................................................................... 31
9.1 SAÚDE PRIVADA COMPLEMENTAR ......................................................................................................................... 31
9.2 SAÚDE PRIVADA SUPLEMENTAR............................................................................................................................. 31
10 PROGRAMAS GOVERNAMENTAIS ................................................................................................................................... 32
10.1 MAIS MÉDICOS E MÉDICOS PELO BRASIL .............................................................................................................. 32
10.2 NOVO MAIS MÉDICOS ............................................................................................................................................ 33
10.3 SAÚDE NA HORA..................................................................................................................................................... 33
11 REFERÊNCIAS................................................................................................................................................................... 35
12 ANEXO ............................................................................................................................................................................. 36
13 QUESTÕES EXTRAS .......................................................................................................................................................... 38
13.1 COMENTÁRIOS E GABARITOS ................................................................................................................................. 50
USP-SP 2023 ACESSO DIRETO.
Considere atentamente os dois episódios abaixo envolvendo o Sistema de Saúde Brasileiro:
− EPISÓDIO 1: Na cidade de São Paulo, um entregador de aplicativo, vítima de acidente de trânsito grave, é socorrido
pelo SAMU e levado ao atendimento de um grande hospital público. Devido ao seu estado de saúde, é assistido
antes de várias pessoas que aguardavam atendimento no pronto-socorro.
− EPISÓDIO 2: Na divisa entre os estados do Amazonas e de Roraima, uma criança indígena com quadro clínico grave
é atendida primeiramente por uma equipe de saúde local e posteriormente removida até a rede hospitalar do
Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade mais próxima. O atendimento foi viabilizado por um Distrito Sanitário
Especial Indígena, de responsabilidade federal, que mantém serviços voltados especificamente para as necessidades
de saúde e para a ocupação geográfica das comunidades indígenas no Brasil.
• Nesse sistema de saúde, o governo oferece atendimento à saúde apenas às pessoas consideradas muito pobres, que
comprovem a impossibilidade de pagamento dos serviços de saúde. Ex.: EUA.
• O sistema de Seguro Social é caracterizado pela garantia de serviços de saúde mediante a contribuição a um fundo
ou, usualmente, à previdência. Essa contribuição pode ser realizada pelo empregado, pelo empregador (público ou
privado), ou por ambos.
• Também chamado de sistema de segurança social.
• Exemplos: Alemanha e França.
• O Brasil seguia o modelo de Seguro Social até a Constituição de 1988 (era pré-SUS).
• O modelo nasceu no Reino Unido, com o Plano Beveridge (1942), que instituiu o Welfare State (Estado de Bem-Estar
social) naquele país.
• O financiamento do sistema de saúde vem do governo que, nesse caso, também representa o grande gestor desse
sistema. O modelo de Beveridge financia a saúde por meio de impostos pagos por todos os cidadãos.
• Nesse modelo, a saúde faz parte de um conceito mais amplo, que visa promover o bem-estar de todos os cidadãos,
garantindo uma sociedade justa, livre e solidária.
• Exemplos: Países Nórdicos, Inglaterra, Canadá e Portugal.
• É o modelo seguido no Brasil pelo SUS.
Modelo SEMASHKO:
• Modelo muito parecido com o Modelo Beveridge ou de seguridade social, pois preconiza acesso universal à saúde e
todo o financiamento do sistema de saúde vindo do Estado.
• A grande particularidade desse modelo é que o financiamento é altamente centralizado e com alto grau de
normatização pelo Estado, por isso, é um sistema usado por países socialistas.
• Foi o sistema que vigorou na União Soviética e países socialistas europeus. Conhecido como o “SUS da URSS”.
UNICAMP-SP 2024 ACESSO DIRETO. Durante a última década, várias famílias haitianas foram morar numa favela na
periferia de uma grande cidade brasileira. Estudantes de medicina, vinculados a um programa de extensão universitária,
passaram a realizar rodas de conversa e atendimentos em saúde. Perceberam que esses imigrantes não procuravam a
Unidade Básica de Saúde, pois achavam que as consultas deveriam ser pagas, e grande parte estava desempregada ou
em subemprego. Muitos eram hipertensos e acreditavam que essa condição estava associada à ingesta de determinados
alimentos, como carne bovina, chocolate e refrigerantes.
Os estudantes se interessaram em conhecer essas explicações da doença e os tratamentos adotados pelos imigrantes
haitianos: chás (amendoim, alho ou babosa). Junto com a equipe de saúde da família, elaboraram um Projeto Terapêutico
Singular, que incluiu a participação do Centro de Referência da Assistência Social.
Uma das propostas foi de acompanhar um grupo de 50 adultos hipertensos, durante dois anos, a fim de estudar o nível
pressórico e o possível surgimento de complicações. Explicaram aos haitianos que o sistema de saúde brasileiro é mantido
com os impostos pagos pela população, que é gratuito, e que todas as pessoas, inclusive os estrangeiros, têm direito a
atendimentos.
A. Qual o modelo de atenção à saúde do sistema de saúde brasileiro?
COMENTÁRIO: O modelo de atenção à saúde (ou modelo de assistência à saúde) brasileiro, desde a Constituição Federal
de 1988, é o modelo Beveridgiano ou de seguridade social, que reconhece a saúde como um direito de todos e um dever
do Estado.
RESPOSTA: Beveridgiano ou de seguridade social.
• Estabelecimento de outras escolas de medicina. Período de maior expansão do que no final da era colonial.
• Preocupação principal era prevenir e controlar doenças transmissíveis (ex. peste), que dificultava o comércio, inclusive
em razão das quarentenas em embarcações de carga nos portos.
• Há mais de 100 anos, no Brasil, o atendimento médico era domiciliar, na forma de prestação de serviço remunerado.
Pessoas com pouca aquisição financeira não tinham assistência médica e dependiam de escassas casas de
beneficência (Santas Casas) e entidades filantrópicas.
• O Modelo Assistencial Sanitarista-Campanhista era o que marcava a República Velha, caracterizada como a Época das
Campanhas, que se baseava em mutirões isolados para tratar doenças emergentes. A economia da República Velha
era baseada no modelo agroexportador, que tinha como ênfase a produção cafeeira.
• Na década de 20, foram criadas as Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAP). Elas visavam garantir pensão em caso
de algum acidente ou afastamento do trabalho por doença, além de uma futura aposentadoria.
• Na década de 30, com a presidência de Getúlio Vargas, houve influência de várias correntes estrangeiras no que diz
respeito à assistência médica para a população. Vargas se viu, então, entre duas opções a serem seguidas:
− Corrente Europeia: Preventiva, que disseminava a ideia de que a medicina do futuro se baseava na construção de
postos de saúde voltados para à prevenção da doença.
− Corrente Americana: Curativa, que pregava a ideia de que a medicina do futuro deveria ser baseada na construção
de hospitais, com finalidade de combater a doença já instalada.
• Os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs) foram criados no Estado Novo de Getúlio Vargas, em 1933. Eles
podem ser vistos como resposta, por parte do Estado, às lutas e reivindicações dos trabalhadores no contexto de
consolidação dos processos de industrialização e urbanização brasileiros. Acentua-se o componente de assistência
médica, em parte por meio de serviços próprios, mas, principal por meio da compra de serviços do setor privado.
• Criado o Ministério da Saúde, em 1953, como um órgão ainda burocrático, com atividades administrativas de apoio,
mas sem direção sobre as principais ações de saúde pública, que eram realizadas principalmente pelo Ministério do
Trabalho e da Previdência Social e seus IAPs.
• Nessa época, já se iniciava a transição demográfica (envelhecimento populacional), marcada pelo surgimento da
morbidade moderna, com aumento das doenças crônicas não-transmissíveis (transição epidemiológica).
• A realização da VIII Conferência Nacional de Saúde (CNS), com intensa participação social, deu-se logo após o fim da
ditadura militar, em 1986. Ela consagrou uma concepção ampliada de saúde e o princípio da saúde como direito
universal e como dever do Estado, atributos que seriam plenamente incorporados na Constituição de 1988. A VIII CNS
foi o grande marco na história das conferências de saúde no Brasil. Foi a primeira vez que a população participou das
discussões da conferência. Suas propostas foram contempladas tanto no texto da Constituição Federal/1988, como
nas Leis Orgânicas da Saúde - 8.080/90 e 8.142/90. Participaram dessa conferência mais de 4 mil delegados,
impulsionados pelo movimento da Reforma Sanitária, os quais propuseram a criação de uma ação institucional
correspondente ao conceito ampliado de saúde, que envolve promoção, proteção e recuperação.
• A Conferência resultou na criação da Comissão Nacional da Reforma Sanitária (CNRS), que foi a principal responsável
pela redação dos 5 artigos sobre saúde que seriam incorporados à Constituição de 1988 (artigos 196 a 200).
• Nos anos 1980, foram criados Sistemas Unificados e Descentralizados de Saúde (SUDS), implementados por alguns
estados e municípios, que tinham como principais diretrizes: universalização e equidade no acesso aos serviços de
saúde; integralidade dos cuidados assistenciais; descentralização das ações de saúde; implementação de distritos
sanitários. Trata-se de um momento marcante, pois, pela primeira vez, o Governo Federal começou a repassar
recursos para os estados e municípios ampliarem suas redes de serviços, prenunciando a municipalização que viria
com o SUS. As Secretarias Estaduais de Saúde foram muito importantes nesse movimento de descentralização e
aproximação com os municípios, que recebiam recursos financeiros federais de acordo com uma programação de
aproveitamento máximo de capacidade física instalada. Podemos localizar no SUDS os antecedentes mais imediatos
da criação do SUS.
• Em 1988 foi aprovada a “Constituição Cidadã”, que estabelece a saúde como “Direito de todos e dever do Estado” e
apresenta, na sua Seção II (artigos 196 a 200), como pontos básicos: “as necessidades individuais e coletivas são
consideradas de interesse público e seu atendimento é um dever do Estado; a assistência médico-sanitária integral
passa a ter caráter universal, e destina-se a assegurar a todos os cidadãos acesso aos serviços de saúde; esses serviços
devem ser hierarquizados segundo parâmetros técnicos e a sua gestão deve ser descentralizada”.
Estabelece, ainda, que o custeio do Sistema deverá ser essencialmente de recursos governamentais da União, estados
e municípios, e as ações governamentais submetidas a órgãos colegiados oficiais, os Conselhos de Saúde, na
representação paritária de usuários e prestadores de serviços.
• Em 1990, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi criado, originando-se da fusão do Instituto de Administração
Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS) com o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), como
autarquia vinculada ao Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS), atuais Ministério da Previdência Social
(MPS) e Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
• Em 1993, o INAMPS é integrado ao SUS e deixa de existir.
IAPs (1933-1966);
Santas Casas – Filantropias; − 1990: INPS + IAPAS = INSS;
Ministério da Educação e Saúde; − 1993: INAMPS Integrado ao SUS.
Ministério da Saúde (1953).
Figura 1 – Linha do Tempo dos Principais Marcos na História dos Sistemas de Saúde no Brasil.
SMS-SP 2024 ACESSO DIRETO. A Constituição Federal de 1988 define, em seu art. 194, que “a seguridade social
compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar
os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social”. Esse artigo, portanto, deixa explícito que há uma
separação entre a saúde, a previdência e a assistência. A respeito dos aspectos históricos da relação saúde-previdência,
que antecederam a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a alternativa correta.
A. O modelo de prestação de assistência à saúde ofertado pelo regime de previdência que antecedeu o SUS, durante o
período de ditadura militar, tinha como principal vantagem o controle rigoroso e eficaz de ações que prejudicavam o
sistema, como o superfaturamento e os pacientes e procedimentos "fantasmas".
B. O início da previdência no Brasil deu-se em 1923, com a aprovação da Lei Eloy Chaves, que determinou a criação das
chamadas Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPs) para os empregados de empresas ferroviárias, oferecendo assistência
médica e cobrindo riscos de invalidez, velhice e morte.
C. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi criado no ano de 1966, originando-se da fusão do Instituto de Administração
Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS) com o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), como autarquia
vinculada ao Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS), atual Ministério do Trabalho e Previdência (MTP).
D. Em 1951, foram criados os Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs), por Getúlio Vargas, entendidos como resposta, por
parte do Estado, às lutas e reivindicações dos trabalhadores no contexto de consolidação dos processos de industrialização
e urbanização brasileiros.
E. O Decreto-Lei nº 72/1966 uniu os seis Institutos de Aposentadorias e Pensões existentes na época, criando o Instituto
Nacional de Previdência Social (INPS), o qual unificou as ações da previdência para os trabalhadores do setor privado,
incluindo os trabalhadores rurais e os domésticos.
COMENTÁRIO:
Vamos analisar cada uma das assertivas:
A. INCORRETA. A ditadura militar privilegiou a oferta de serviços privados de saúde, em uma relação público-privada pouco
transparente e com denúncias de corrupção e superfaturamento. A própria natureza de acobertamento, em decorrência
da falta de liberdade de investigação e de imprensa típicos, dificulta o controle rigoroso e eficaz das contas públicas.
B. CORRETA. A Lei Eloy Chaves significou a adesão do Brasil ao modelo de seguro social, que perdurou até a Constituição de
1988. Vale ressaltar que, durante os 65 anos de sua vigência, este modelo no Brasil excluiu os trabalhadores informais (que
eram maioria e incluíam os trabalhadores domésticos) e os trabalhadores rurais.
C. INCORRETA. O INSS foi criado em 1990, após a ditadura militar, e funciona até hoje.
D. INCORRETA. A criação do INPS, mediante a unificação dos IAPs, manteve a exclusão dos trabalhadores rurais e domésticos.
RESPOSTA: Letra B.
• O SUS foi criado pelo texto constitucional de 1988, mas não foi aplicado nesse ano! Na verdade, nesse ano, “o SUS
nasceu, mas não sabia como faria para implantar os seus princípios, nem sabia como e com o que iria pagar para fazer
isso”. O SUS era, portanto, apenas uma teoria em 1988: foi somente a partir do dia 19/09/1990 (durante o governo
Collor), quando foi implantada a Lei 8.080, que ele passou a ser implantado e todo o seu funcionamento foi detalhado.
A Lei 8080 dispõe, logo, do funcionamento do SUS (essa lei fala das atividades e obrigações de cada setor e gestão).
− A Lei 8080/1990 foi a primeira que regulamentou o texto constitucional e reiterou os princípios do SUS. Ficou conhecida
como Lei do SUS.
• A consagração constitucional do SUS trouxe a previsão da necessidade de novas legislações por meio das leis 8080 e
8142, ambas citadas em 1990, que conjuntamente, formam as Leis Orgânicas da Saúde.
• A Constituição de 1988 redefine o conceito de saúde no Brasil: para se ter saúde, é preciso ter acesso a um conjunto
de fatores, como alimentação, moradia, emprego, lazer, educação etc. Obs.: artigos da Constituição referentes à
saúde (196-200) estão no anexo ao final do texto.
• O artigo 196 cita que “a saúde é direito de todos e dever do Estado”, garantido mediante políticas sociais e econômicas
que visem à redução do risco de doença e de outros agravos, e ao acesso universal igualitário às ações e serviços para
sua promoção, proteção e recuperação. Nesse artigo define-se a universalidade da cobertura do SUS.
• Uma das mais relevantes inovações do texto constitucional de 1988 foi a definição da Seguridade Social como conceito
organizador da proteção social brasileira.
Seguridade Social:
• A Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a
assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. Não podemos confundir o conceito de Seguridade Social com
os conceitos de Previdência Social e Assistência Social.
1. Saúde:
− Quando a Constituição fala de saúde, está se referindo a um conjunto de ações do Estado destinado à redução do risco de
doenças e suas consequências. Ela é um direito de todos e deve ser garantida de forma universal.
2. Assistência Social:
− A Assistência Social é a política social que provê o atendimento das necessidades básicas, traduzidas em proteção à família, à
maternidade, à infância, à adolescência, à velhice e à pessoa portadora de deficiência, independentemente de contribuição à
Seguridade Social. A Assistência Social deve ser oferecida a quem precisar dela.
3. Previdência Social:
− Funciona como um seguro, que tem o objetivo de proteger seus segurados de eventos como morte, invalidez, reclusão e
desemprego, os chamados riscos sociais. Por isso que o INSS é uma instituição importante para a Previdência Social.
− A Previdência Social tem por fim assegurar aos seus beneficiários meios indispensáveis de manutenção aos que vierem a afastar-
se do emprego por motivo de incapacidade, idade avançada, tempo de serviço, desemprego involuntário, encargos de família e
reclusão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente.
− Ela se destina a quem contribui.
• O disposto na Constituição de 1988 foi regulamentado por duas leis de 1990, chamadas de Leis Orgânicas do SUS: a Lei 9.090/1990 (Lei
do SUS) e a Lei 8.142/1990 (vide Tópico 5).
− Dos 03 elementos da Seguridade Social, a Previdência é a única que possui natureza contributiva. Ou seja, só receberão os
benefícios da Previdência aqueles que realizaram a devida contribuição.
• O financiamento da Seguridade Social é previsto no art. 195 da Constituição Federal como um dever imposto a toda a sociedade, de
forma direta e indireta, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de
contribuições sociais.
• Na relação de custeio da Seguridade Social, aplica-se o princípio de que todos que compõem a sociedade devem colaborar para a
cobertura dos riscos provenientes da perda ou redução da capacidade de trabalho ou dos meios de subsistência.
SEGURIDADE SOCIAL
UFRJ-RJ 2024 ACESSO DIRETO. Pode-se afirmar, quanto ao período anterior à 8ª Conferência Nacional de Saúde, que:
A. As Caixas de Aposentadoria e Pensão foram criadas com a Constituição Federal de 1945.
B. Os Institutos de Aposentadoria e Pensões eram financiados, de forma bipartite, pelo governo e pelos trabalhadores.
C. O Instituto Nacional de Previdência Social foi criado durante o regime militar e unificou todos os Institutos de Aposentadoria
e Pensões.
D. A Lei Elói Chaves foi um marco na construção do SUS, pois estabeleceu o atendimento ao trabalhador rural.
• O processo de implantação do SUS foi orientado por instrumentos chamados Normas Operacionais, instituídas por
meio de portarias ministeriais.
• Essas normas definem as competências de cada esfera do governo e as condições necessárias para que Estados e
Municípios possam assumir a responsabilidade e prerrogativas dentro do Sistema.
• Entre os objetivos das Normas Operacionais, temos:
− Induzir e estimular mudanças;
− Aprofundar e reorientar a implementação do SUS;
− Definir novos objetivos estratégicos, prioridades, diretrizes e movimentos tático-operacionais;
− Regular as relações entre seus gestores (prefeitos e/ou secretários de saúde);
− Normatizar o SUS.
• É uma norma que, apesar de regulamentar o SUS com seus novos princípios, mantém os princípios até então vigentes,
como repasse de verbas por produtividade e centralização. Isso porque essa NOB ainda centraliza a gestão no nível
federal: os municípios comportam-se como prestadores! Prestadores públicos e privados receberiam dinheiro do
Ministério da Saúde de acordo com a produção. Ela volta, portanto, aos conceitos arcaicos da saúde no Brasil.
• A NOB 91 seria, praticamente, um retrocesso: ela volta a centralizar a gestão na esfera federal! Mas seria por um
tempo provisório, enquanto os Municípios se adequariam a essa nova realidade.
OBS.: A NOB 91 tratava também dos repasses dos recursos do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Estaduais e
Municipais de Saúde, estabelecendo critérios a serem cumpridos para a habilitação – criação dos Conselhos
Municipais de Saúde; criação do Fundo Municipal de Saúde; Apresentação do Plano Municipal de Saúde; Criação
dos Sistemas de Informação Hospitalar (SIH/SUS) e do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA/SUS).
OBS.: Houve a edição de Norma Operacional Básica em 1992 (NOB 92), porém ela não trouxe alterações significativas.
• A NOB 93 inicia o processo de descentralização, retirando o poder da esfera federal e pregando a municipalização da
gestão em saúde:
− Habilita municípios como gestores (trata-se da municipalização, iniciando o processo de descentralização);
− Gestão: Incipiente / Parcial / Semiplena;
− Transferência Regular e Automática (fundo a fundo) do teto global da assistência em gestão semiplena (o município
assume a completa gestão da prestação de serviços da rede pública em seu território, exceto as unidades hospitalares
sob gestão estadual).
OBS.: Desta forma, por mais que o SUS fosse “Universalizado”, os hospitais só atendiam se o paciente mostrasse um
comprovante de residência, já que o município só receberia o repasse se atendesse pacientes de sua cidade.
Pensando nisso, para evitar conflitos entre esferas de governo (Município e Estado), foram criadas, também pela
NOB 93, as Comissões Intergestoras.
• As Comissões Intergestoras surgem como espaços de negociação, pactuação e articulação, com a importância de
gerar a integração entre gestores para o melhor gerenciamento do processo da descentralização. São elas as
seguintes, Bipartite e Tripartite:
− Comissão Intergestores Bipartite (de âmbito estadual): É integrada paritariamente por dirigentes da Secretaria Estadual
(SES) e do órgão de representação dos Secretários Municipais de Saúde (COSEMS).
− Comissão Intergestores Tripartite (de âmbito nacional): É integrada paritariamente por membros do Ministério da Saúde
(MS), por órgãos dos Secretários Estaduais de Saúde (CONASS) e dos Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS).
MUNICÍPIOS. ESTADOS.
• Três anos após a NOB 93, foi criada a NOB 96, que trouxe alterações importantes. Ela determinou, de fato, a
municipalização, promovendo um avanço no processo de descentralização, criando condições de gestão para os
municípios e estados, caracterizando as responsabilidades sanitárias do município pela saúde de seus cidadãos e
redefinindo competências de Estados e Municípios. Enquanto o NOB-91 dava poder à esfera Federal e a NOB-93
iniciava a descentralização, a NOB 96 definiu e consolidou, de fato, a municipalização.
• A NOB 96 deu poder pleno ao município, oferecendo duas opções: ou ele optaria pela Gestão Plena da Atenção Básica
(somente Atenção Básica) ou ele optaria pela Gestão Plena do Sistema Municipal (além da Atenção Básica, garantir
também a Média e a Alta Complexidade). A norma também trouxe dois modelos de gestão aos Estados. Eles poderiam
se habilitar em: Gestão Avançada do Sistema Estadual ou Gestão Plena do Sistema Estadual.
• A NOB 96 também criou o Piso da Atenção Básica (PAB): recursos destinados aos procedimentos da atenção básica.
Funcionava repassando um valor financeiro fixo, fundo a fundo, de forma regular e automática, com base em valor
nacional per capita para a população coberta. Foram definidas uma parte fixa e uma parte variável do PAB (o modelo
de financiamento foi posteriormente modificado e organizado em dois grandes blocos).
OBS.: O Programa de Saúde da Família, em teoria, foi criado no Brasil em 1993, sendo colocado em prática em 1994.
Mas somente após a implementação do Poder/Gestão Plena pelo Município e pelo Piso de Atenção Básica (PAB)
para cada município, com a NOB 96, é que as unidades de saúde realmente começaram a se espalhar pelo Brasil.
• Foram editadas as Normas Operacionais de Assistência à Saúde, cuja ênfase é no processo de regionalização do SUS,
a partir de uma avaliação de que a municipalização da gestão do sistema de saúde, regulamentada e consolidada
pelas Normas Operacionais, estava sendo insuficiente para a configuração do sistema de saúde, por não permitir uma
definição clara dos mecanismos regionais de organização da prestação de serviços.
• É uma norma que se articula em torno da ampliação das responsabilidades dos municípios na garantia de acesso aos
serviços da atenção básica e da regionalização. Tem como objetivo promover maior equidade na alocação de recursos
e no acesso da população às ações e serviços de saúde em todos os níveis de atenção.
• Logo, NOAS tentam trazer de volta o princípio da equidade tanto nos recursos quanto acesso à saúde, na criação de:
− Regionalização Organizada:
✓ Foi criado o Plano Diretor de Regionalização (PDR), além da Programação Pactuada e Integrada (PPI), para ordenar
o processo de regionalização da assistência em cada Estado e no Distrito Federal, baseado nas prioridades de
intervenção coerentes com a necessidade de cada população e garantia de acesso a todos os níveis de atenção;
✓ Acesso à saúde o mais próximo da residência: nesse período, os estados brasileiros criaram as suas regiões de saúde,
que têm por objetivo assegurar aos usuários do SUS o maior acesso possível, em qualquer nível de complexidade,
aos serviços de saúde;
✓ Instituição dos Municípios de Referência (os quais passam a ganhar recursos de média complexidade).
− Ampliação da Atenção Ambulatorial / Gestão Plena da Atenção Básica Ampliada (GPAB-A): Fez-se uma ampliação do
PAB, de modo que o município receberia mais verba para evitar o uso dos serviços de referência de forma demasiada
e/ou desnecessária.
OBS.: Em outras palavras, com as NOAS, foram estabelecidas Cidades Referências em Saúde, que prestavam serviços de
média complexidade para um conjunto de cidades vizinhas (para evitar confusão, as cidades vizinhas receberiam
renda apenas da baixa complexidade, enquanto os Municípios de Referência receberiam a renda para Média
Complexidade. Para evitar o uso exagerado (e uma eventual sobrecarga desses serviços), foi instituída também a
Ampliação da Atenção Ambulatorial, para que os municípios que só exerciam a atenção básica pudessem ter maior
resolubilidade de seus pacientes antes de encaminhá-los para os Municípios de Referência.
OBS.: Diferentemente do que acontece com a verba para atendimentos de média complexidade, o repasse dos recursos
para o atendimento da Alta Complexidade é algo tão burocrático que ainda hoje ela não é repassada de forma
regular e automática, apenas através do preenchimento de guias de Autorização para Procedimentos de Alta
Complexidade (APAC).
AMRIGS-RS 2024 ACESSO DIRETO. Analise as seguintes assertivas em relação à Portaria nº 373/2002 que aprova a Norma
Operacional da Assistência à Saúde (NOAS-SUS 01/2002): I. Amplia as responsabilidades dos municípios na Atenção
Básica. II. Estabelece o processo de regionalização como estratégia de hierarquização dos serviços de saúde e de busca
de maior equidade. III. Cria mecanismos para o fortalecimento da capacidade de gestão do Sistema Único de Saúde. Quais
estão corretas?
A. Apenas I e II.
B. Apenas I e III.
C. Apenas II e III.
D. I, II e III.
COMENTÁRIO: O enunciado trata da segunda Norma Operacional da Assistência à Saúde, publicada em 2022. Ela mantém
as diretrizes organizativas definidas na NOAS 01/2001 e tenta superar as dificuldades surgidas para sua implementação.
São feitas três afirmações:
− I. CORRETA. A instituição da Gestão Plena da Atenção Básica Ampliada significou, na prática, a ampliação das
responsabilidades municipais.
− II. CORRETA. O Plano Diretor de Regionalização foi instituído e implementado por ambas as NOAS, hierarquizando as
ações e serviços de saúde.
− III. CORRETA. Tanto a Gestão Plena da Atenção Básica Ampliada quanto o Plano Diretor de Regionalização, entre outras
medidas, criaram mecanismos para efetivar a capacidade de gestão do SUS.
RESPOSTA: Letra D.
• Após uma reunião do Comitê Gestor Tripartite, em 26 de janeiro de 2006, foram definidos pactos para fortalecer
alguns enfoques do SUS que estavam negligenciados.
• Na perspectiva de superar as dificuldades apontadas, os gestores do SUS assumem o compromisso público da
construção de um Pacto pela Saúde – 2006, anualmente revisado, que tenha como base os princípios constitucionais
do SUS, com ênfase nas necessidades de saúde da população, e que implicará o exercício simultâneo de definição de
prioridades articuladas e integradas sobre três pactos utilizados: Pacto pela Vida, Pacto em Defesa do SUS e Pacto de
Gestão do SUS.
• Pacto pela VIDA: Veio estabelecer as prioridades em saúde. Foram estabelecidas algumas prioridades, que devem ser
revistas anualmente, entre elas: Saúde do Idoso; Saúde da Mulher; Redução da Mortalidade Infantil; Doenças
emergentes e endemias (dengue, hanseníase, tuberculose, malária e influenza); Foco na Promoção da Saúde
(qualidade de vida); Atenção Básica à Saúde, servindo como porta de entrada em geral, mantendo o Programa Saúde
da Família (PSF) como modelo de atenção; Saúde Mental; criação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS); Saúde
do Homem; Saúde do trabalhador; Pessoas com deficiência; Pessoas em risco de violência; Hepatite e SIDA foram
adicionadas às Doenças Emergentes e Endemias; Saúde Oral/Bucal (Programa Brasil Sorridente).
• Pacto em DEFESA do SUS: Defender e Reafirmar os Princípios do SUS:
− Implementar um projeto permanente de mobilização social com a finalidade de mostrar a saúde como direito de
cidadania; garantir, a longo prazo, o incremento dos recursos orçamentários e financeiros para a saúde etc.
− Elaborar e divulgar a carta dos direitos dos usuários do SUS.
− Tentar atrair mais investimentos ao SUS.
• Pacto de GESTÃO do SUS: Reafirmar a função de cada esfera.
− É um acordo interfederativo articulado entre as 3 esferas de gestão do SUS, em que foram pactuadas responsabilidades
no campo da gestão e da atenção à saúde, que propõe um choque de descentralização, acompanhado da
desburocratização dos processos normativos. Em resumo, são objetivos:
✓ Fortalecer as responsabilidades de cada Município, Estado e do Governo Federal;
✓ Definir de forma inequívoca a responsabilidade sanitária de cada instância gestora do SUS;
✓ Estabelecer as diretrizes para a gestão do SUS.
• Porque ele segue a mesma doutrina e os mesmos princípios organizativos em todo o território nacional, sob a
responsabilidade das três esferas autônomas de governo federal, estadual e municipal. Assim, o SUS não é um serviço
ou uma instituição, mas um sistema que significa um conjunto de unidades, de serviços e ações que interagem para
um fim comum. Esses elementos integrantes do sistema referem-se, ao mesmo tempo, às atividades de promoção,
de proteção e de recuperação da saúde.
• A ideia dos planejadores da reforma sanitária era que ele fosse um sistema público e único. O Brasil não teria serviços
privados de saúde, mas esta proposta não prosperou. Assim, o sistema se tornou único como sistema público, porém
convivendo com um sistema privado de saúde.
• O surgimento do SUS vem com o objetivo de solucionar os antigos problemas do sistema de saúde brasileiro:
Gestão desorganizada (vários ministérios e órgãos) Descentralização com direção única / Regionalização / Hierarquização;
Medicina impositiva Participação social
• Princípios Éticos / Doutrinários: Conforme nossa descrição sobre princípios dos SUS, identificamos três elementos que
compõem a base cognitiva, ideativa e filosófica do sistema brasileiro e foi inscrita na Constituição Federal de 1988:
− Universalização: A saúde é um direito de cidadania de todas as pessoas e cabe ao Estado assegurar esse direito, sendo
que o acesso às ações e serviços deve ser garantido a todas as pessoas, independentemente de sexo, raça, ocupação,
ou outras características sociais ou pessoais.
− Equidade: O objetivo desse princípio é diminuir desigualdades. Apesar de todas as pessoas possuírem direito aos
serviços, as pessoas não são iguais e, por isso, têm necessidades distintas. Em outras palavras, equidade significa tratar
desigualmente os desiguais, investindo mais onde a carência é maior.
− Integralidade: Este princípio considera as pessoas como um todo, atendendo a todas as suas necessidades. Para isso, é
importante a integração de ações, incluindo a promoção da saúde, a prevenção de doenças, o tratamento e a
reabilitação. O princípio de integralidade pressupõe a articulação da saúde com outras políticas públicas a assegurar
atuação intersetorial entre as diferentes áreas que tenham repercussão na saúde e na qualidade de vida dos indivíduos.
✓ Segundo o artigo 198 da Constituição Federal, é uma diretriz do SUS a integralidade, com prioridade para as
atividades preventivas.
Apesar de ser um princípio do SUS, a equidade não está presente nas leis do SUS!
UNIVERSALIDADE:
− Todos têm acesso à saúde.
INTEGRALIDADE:
− Ser integral;
− Prevenção, cura, reabilitação.
EQUALIDADE*:
− Tratar diferente os desiguais.
DESCENTRALIZAÇÃO:
− Dividir poder
− Direção única em cada esfera (apenas um órgão de cada esfera coordena a área de
saúde: no município, a Secretaria Municipal de Saúde; no estado, a Secretaria
Estadual da Saúde; no país, o Ministério da Saúde).
REGIONALIZAÇÃO:
− Recortes espaciais para fins de planejamento, organização e gestão de redes.
HIERARQUIZAÇÃO:
− Níveis de complexidade organizados.
RESOLUBILIDADE:
− Resolver problemas.
PARTICIPAÇÃO SOCIAL:
− Conferências e Conselhos.
• Além disso, a Lei 8.080/90 também traz outros princípios do SUS, mostrados abaixo:
− Preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade física e moral;
− Igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie;
− Direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde;
− Divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário;
− Utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática;
− Integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e saneamento básico;
− Conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da união, dos estados, do distrito federal e dos
municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população;
− Organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos.
• Vale a pena destacar também que essa lei também informa as áreas de atuação do SUS e esse tema tem caído
bastante nas questões de concurso. Destacamos os principais campos de atuação do SUS:
I. A execução de ações:
a. De vigilância sanitária;
b. De vigilância epidemiológica;
c. De saúde do trabalhador;
d. De assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica.
II. A participação na formulação da política e na execução de ações de saneamento básico;
III. A ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde;
IV. A vigilância nutricional e a orientação alimentar;
V. A colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho;
VI. A formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e outros insumos de interesse para a
saúde e a participação na sua produção;
VII. O controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a saúde;
VIII. A fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo humano;
IX. A participação no controle e na fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos
psicoativos, tóxicos e radioativos;
X. O incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científico e tecnológico;
XI. A formulação e execução da política de sangue e seus derivados.
UERN-RN 2024 ACESSO DIRETO. A construção do Sistema Único de Saúde em sido elaborada a partir de dispositivos legais
que garantem princípios como a universalidade, a integralidade, a descentralização administrativa, a participação popular
e a equidade. A partir dessa afirmação, analise as assertivas abaixo:
I. Cobrar taxas financeiras simbólicas pelo uso de serviços de saúde fere o princípio da universalidade.
II. Oferecer serviços exclusivamente preventivos fere o princípio da integralidade.
III. Redobrar os cuidados de saúde em grupos mais vulneráveis obedece ao princípio da equidade.
Competências do − Promover a descentralização para os municípios dos serviços e das ações de saúde;
Estado: − Acompanhar, controlar e avaliar as redes hierarquizadas do Sistema Único de Saúde (SUS);
− Prestar apoio técnico e financeiro aos municípios e executar supletivamente ações e serviços de saúde;
− Coordenar e, em caráter complementar, executar ações e serviços de: vigilância epidemiológica, vigilância sanitária, alimentação e
nutrição e saúde do trabalhador;
− Participar, junto com os órgãos afins, do controle dos agravos do meio ambiente que tenham repercussão na saúde humana;
− Participar da formulação da política e da execução de ações de saneamento básico;
− Participar das ações de controle e avaliação das condições e dos ambientes de trabalho;
− Formular, executar, acompanhar e avaliar a política de insumos e equipamentos para a saúde, em caráter suplementar;
− Identificar hospitais de referência e gerir sistemas públicos de alta complexidade, de referência estadual e regional;
− Coordenar a rede estadual de laboratórios de saúde pública e hemocentros e gerir as unidades que permaneçam em sua
organização administrativa;
− Estabelecer normas, em caráter suplementar, para o controle e a avaliação das ações e dos serviços de saúde;
− Formular normas e estabelecer padrões, em caráter suplementar, de procedimentos de controle de qualidade para produtos e
substâncias de consumo humano;
− Colaborar com a União na execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras;
− Acompanhar a avaliação e a divulgação dos indicadores de morbidade e mortalidade no âmbito da unidade federativa.
Competências do − Planejar, organizar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde e gerir e executar os serviços públicos de saúde;
Município: − Participar do planejamento, da programação e da organização da rede regionalizada e hierarquizada do Sistema Único de Saúde,
em articulação com sua direção estadual;
− Participar da execução, do controle e da avaliação das ações referentes às condições e aos ambientes de trabalho;
− Executar serviços de vigilância epidemiológica, sanitária, alimentação e nutrição, saneamento básico e saúde do trabalhador;
− Dar execução, no âmbito municipal, à política de insumos e equipamentos para a saúde;
− Colaborar na fiscalização das agressões ao meio ambiente que tenham repercussão sobre a saúde humana e atuar junto aos órgãos
municipais, estaduais e federais competentes para controlá-las;
− Formar consórcios administrativos intermunicipais;
− Gerir laboratórios públicos de saúde e hemocentros;
− Colaborar com a União e com os estados na execução da vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras;
− Celebrar contratos e convênios com entidades prestadoras de serviços privados de saúde, como controlar e avaliar sua execução;
− Controlar e fiscalizar os procedimentos dos serviços privados de saúde;
− Normatizar complementarmente as ações e os serviços públicos de saúde no seu âmbito de atuação.
• A região, em acordo ao disposto no Decreto nº 7.508, de 2011, é definida como: espaço geográfico contínuo
constituído por agrupamentos de municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e
sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a
organização e o planejamento de ações e serviços de saúde.
• Cabe ao Estado a instituição da região de saúde, em comum acordo com os municípios e respeitadas as pactuações
nas comissões intergestores, sendo necessária a existência de um mínimo de ações e serviços de:
− Atenção primária;
− Urgência e emergência;
− Atenção psicossocial;
− Atenção ambulatorial especializada e hospitalar;
− Vigilância em saúde.
• Essa integração de serviços na região é necessária para garantir a integralidade da saúde mediante o processo de
referência de serviços, cabendo ao ente federativo de maior porte responder, na região, por serviços de maior
complexidade que exigem escala e outras complexidades administrativas e tecnológicas, os quais poderão ser
acessados por munícipes de outros municípios.
• Assim, um cidadão de um município pequeno, ao precisar de um serviço de maior complexidade, recorrerá aos
serviços de outro município, de maior porte, dentro da região de saúde. Outro aspecto relevante é o fato de os
municípios não serem obrigados a financiar serviços para munícipes que não são seus, em nome do interesse local
constitucional; isso obriga os estados e a União a cofinanciarem as ações e os serviços de saúde.
• O Contrato Organizativo de Ações Públicas de Saúde (COAP) é o nome do acordo firmado entre municípios e o estado
nas Regiões de Saúde, com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de saúde na rede regionalizada e
hierarquizada, com definição de responsabilidades, indicadores e metas de saúde, critérios de avaliação de
desempenho, recursos financeiros que serão disponibilizados, forma de controle e fiscalização de sua execução e
demais elementos necessários à implementação integrada das ações e serviços de saúde.
• Ele obriga os entes federativos a cumprirem o acordado na Região de Saúde.
• A RAS é a lista de ações e serviços de saúde ofertados numa Região de Saúde e organizada de maneira hierarquizada,
em três níveis de atenção (primário, secundário e terciário), de complexidade crescente, com a finalidade de garantir
a integralidade da assistência à saúde.
• O sistema regional está, portanto, organizado na forma de uma rede de atenção à saúde, que deve manter serviços
de diversos níveis de complexidade técnico-sanitária, garantindo robustez tecnológica, mediante o somatório de
serviços dos entes federativos.
• Serviços que se espalham no sentido de permitir que diversos municípios deles se utilizem e, outros, que se
concentram para ganhar escala. Em geral, os serviços de menor densidade tecnológica, como os de atenção primária
à saúde, devem ser dispersos; ao contrário, os serviços de maior densidade tecnológica, como hospitais, unidades de
processamento de exames de patologia clínica, equipamentos de imagem, tendem a ser concentrados.
• Essa rede deve manter serviços de diversos níveis e se formatar de tal modo que o cidadão não busque um serviço
de maior aparato tecnológico para satisfazer uma necessidade que pode ser resolvida por um serviço de menor porte.
• Essa racionalidade tem a ver com a eficiência, a economicidade, a facilidade no pronto atendimento e a escala, e a
muitos outros elementos administrados pelos agentes públicos. A organização das redes de atenção de modo
eficiente deve fundamentar-se em: economia de escala, disponibilidade de recursos, qualidade de acesso, integração
horizontal e vertical, processos de substituição, territórios sanitários e níveis de atenção.
• O acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de saúde se inicia pelas Portas de Entrada do SUS e se
completa na rede regionalizada e hierarquizada. As Portas de Entrada devem garantir o atendimento inicial à saúde
do usuário, e incluem os serviços de:
I. Atenção Primária;
II. Atenção de Urgência e Emergência;
III. Atenção Psicossocial;
IV. Especiais de acesso aberto.
OBS.: Mediante justificativa técnica e de acordo com o pactuado nas Comissões Intergestores, os entes federativos
poderão criar Portas de Entrada às ações e serviços de saúde, considerando as características da Região de Saúde.
• Descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela
iniciativa privada, considerando-se a capacidade instalada existente, os investimentos e o desempenho aferido a partir
dos indicadores de saúde do sistema.
• As informações que constituem o Mapa da Saúde possibilitam aos gestores do SUS o entendimento de questões
estratégicas para o planejamento das ações e dos serviços de saúde, facilitando a tomada de decisão quanto à
implementação e à adequação das ações e dos serviços de saúde.
• Serviços de saúde específicos para o atendimento da pessoa que, em razão de agravo ou de situação laboral, necessita
de atendimento especial, como os CEREST.
• Podem ser outros serviços de porta de entrada criados para ações específicas, como aqueles de prevenção tratamento
de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).
SMS-RJ 2024 ACESSO DIRETO. O Decreto nº 7.508/2011 contribuiu para a orientação do processo de regionalização e
hierarquização do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse Decreto define algumas portas de entrada para as ações e os
serviços, no âmbito da rede de atenção à saúde. Uma dessas portas de entrada é representada por:
A. Serviço de atenção hospitalar.
B. Ambulatórios especializados.
C. Serviços de hemodiálise.
D. Atenção psicossocial.
COMENTÁRIO: Segundo o Decreto 7.580/2011, são quatro as portas de entrada: atenção primária; atenção de urgência
e emergência; atenção psicossocial; e serviços especiais de acesso aberto.
RESPOSTA: Letra D.
• A participação social foi inicialmente regulamentada pela segunda lei orgânica da saúde (Lei 8.142/1990).
• Gestão Participativa em Saúde: Compreende todos os mecanismos de deliberação e de gestão compartilhados, com
ênfase no controle social, valorizando e fortalecendo os mecanismos instituídos para controle social no SUS, incluindo
os Conselhos e as Conferências de Saúde, instrumentos essenciais na formulação da Política Estadual e Municipal de
Saúde. Objetiva também firmar pactos com as demais esferas de governo, visando a implementação da Política
Nacional de Gestão Estratégica e Participativa.
• Conselhos de Saúde: Os Conselhos de Saúde são órgãos colegiados (reúnem grupos de diferentes representações),
deliberativos (podem tomar decisões) e permanentes do SUS, existentes em cada esfera de governo (municipais,
estaduais e nacionais) e integrantes da estrutura básica do sistema de saúde.
− Composição PARITÁRIA:
✓ Metade: Profissionais de Saúde (25%); Prestadores de serviço (12,5%); Gestores (12,5%).
✓ Metade: Usuários (50%).
− Controlam os gastos e a execução da saúde.
− Reúnem-se mensalmente (pois eles devem avaliar, todo mês, a aplicação dos gastos em saúde).
− Os conselhos estaduais e municipais de saúde são representados no Conselho Nacional de Saúde através do CONASS
(Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do CONASEMS (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde),
respectivamente.
− A participação de membros eleitos do Poder Legislativo, representantes do Poder Judiciário e do Ministério Público,
como conselheiros, não é permitida.
Trabalhadores
de Saúde
25%
USUÁRIOS
50%
Representantes do
Governo e
Prestadores de
Serviço
25%
• Conferências de Saúde:
− Têm composição semelhante aos conselhos de saúde.
− Convocadas pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, pelo Conselho de Saúde, as Conferências têm como
objetivos principais avaliar a situação de saúde e propor diretrizes para a formulação da política de saúde nos três níveis
de gestão: municipal, estadual e federal. Isso significa dizer que as deliberações das Conferências devem servir para
orientar os governos na elaboração dos planos de saúde e na definição de ações que sejam prioritárias nos âmbitos
estadual, municipal e nacional. De acordo com a Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, as Conferências Nacionais
de Saúde devem ocorrer a cada quatro anos, com a representação dos vários segmentos sociais.
− As Conferências de Saúde também devem possuir composição paritária de usuários.
• Comitês Técnicos:
− São espaços de caráter técnico e consultivo que apoiam a gestão do SUS na formulação, implantação e monitoramento
de políticas públicas de saúde. Podem ser formados com a participação da gestão federal, estadual e municipal (da saúde
e outros ministérios ou secretarias de governo), movimentos sociais e/ou entidades representativas e representantes
de Conselhos de Saúde (nacional, estadual ou municipal).
Não confundir os Conselhos Municipal, Estadual e Nacional de Saúde, que são órgãos deliberativos e permanentes, com
o CONSELHO LOCAL DE SAÚDE, que é um órgão consultivo criado pela Resolução CNS no 714, de 17 de julho de 2023.
Os Conselhos Locais de Saúde devem ser criados nas Unidades Básicas de Saúde com as mesmas regras de paridade dos
demais conselhos de saúde.
Seus dados devem ser registrados no Sistema de Acompanhamento de Conselhos de Saúde (SIACS).
SCMBH-MG 2024 ACESSO DIRETO. A Lei Orgânica da Saúde estabelece duas formas de participação da comunidade na
gestão do SUS: as Conferências e os Conselhos de Saúde. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir:
I. Os conselhos são órgãos de funcionamento presencial e permanente.
II. As conferências de saúde ocorrem nos 3 níveis de gestão e a definição de prioridades se dá para os próximos 4 anos.
III. As Conferências e os Conselhos de Saúde possuem as mesmas funções no controle social.
IV. Conferências são fóruns amplos, em que se reúnem representantes da sociedade, profissionais de saúde, dirigentes,
prestadores de serviços de saúde para propor as diretrizes para a política de saúde.
RESPOSTA: Letra C.
• De acordo com a Lei 8.080/1990, art. 36. “O processo de planejamento e orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS)
será ascendente, do nível local até o federal, ouvidos seus órgãos deliberativos, compatibilizando-se as necessidades
da política de saúde com a disponibilidade de recursos em planos de saúde dos Municípios, dos Estados, do Distrito
Federal e da União”.
• O financiamento do SUS é proveniente do orçamento da seguridade social somado ao orçamento da União, estados
e municípios.
ESF NASF
ACS ESB
PAB PAB
FIXO Variável
ATENÇÃO BÁSICA
Assistência Farmacêutica
Vigilância em Saúde
Gestão do SUS
Figura 4 – Blocos de Financiamento. ACS (Agente Comunitário de Saúde). ESF (estratégia Saúde da Família). NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da
Família). ESB (Equipe de Saúde Bucal). Fonte: Conferência Nacional de Saúde de 2018. Disponível em:
[Link] Consulta realizada em 10 de março de 2022.
• Bloco de Investimento na Rede de Serviços Públicos de Saúde: Composto pelos recursos destinados a obras novas,
reformas, ampliações e adequações de unidades já existentes, bem como os recursos destinados à aquisição de
equipamentos e mobiliários. Os projetos que já possuem repasse financeiro permanecerão com suas contas próprias
até a conclusão da execução e da prestação de contas.
• Prestação de Contas dos Recursos Federais: A prestação de contas dos recursos federais recebidos será por meio do
Relatório Anual de Gestão (RAG) e obedecerá à vinculação com o Programa de Trabalho do Orçamento da União, que
deu origem aos repasses.
OBS.: No final de 2019 foi lançado o Programa Previne Brasil (Portaria 2979/19), que propôs uma nova reforma de
repasse dos recursos da União aos municípios (será discutido a seguir).
• Tratou do financiamento da Atenção Básica, mas não está mais em vigor. Importante conhecer algumas de suas
características, porque a banca pode comparar o Programa Previne Brasil com o novo financiamento da atenção
primária.
• Instituído em 2019 pela Portaria nº 2.979/19 e alterado pela portaria GM/MS nº 102, de 20 de janeiro de 2022, o
programa Previne Brasil definiu um novo modelo de financiamento para a Atenção Primária em Saúde (APS).
• Alterou algumas formas de repasse das transferências para os municípios, que passaram a ser distribuídas com base
em quatro critérios: capitação ponderada, pagamento por desempenho, incentivo para ações estratégicas e incentivo
por critério populacional.
BRAÇOS DE PAGAMENTO
− Capitação ponderada;
− Pagamento por desempenho;
− Incentivo para ações estratégicas;
− Incentivo por critério populacional.
• Em janeiro de 2021, o valor destinado a cada município passou a considerar os indicadores de saúde. Os serviços que
apresentarem bom desempenho, conforme a melhora dos indicadores de saúde de cada região, receberão mais
recursos.
• O cálculo para definição dos incentivos da capitação ponderada deverá considerar a população cadastrada na equipe
de Saúde da Família, a vulnerabilidade socioeconômica da população cadastrada, o perfil demográfico por faixa etária
da população cadastrada e a classificação geográfica (classificação rural-urbana) definida pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
• De acordo com o § 2º da Portaria nº 102/22, para o pagamento por desempenho, deverão ser observadas as seguintes
categorias de indicadores:
1. Proporção de gestantes com pelo menos 6 consultas pré-natal feitas (sendo a 1ª até a 20ª semana de gestação);
2. Proporção de gestantes com realização de exames para sífilis e HIV;
3. Proporção de gestantes com atendimento odontológico realizado;
4. Proporção de mulheres com coleta de citopatológico (cobertura de exame citopatológico);
5. Proporção de crianças de um ano de idade vacinadas contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite b, infecções
causadas por Haemophilus influenzae tipo b e poliomielite inativada (cobertura vacinal de poliomielite inativada e
de pentavalente);
6. Percentual de pessoas hipertensas com consulta e pressão arterial aferida em cada semestre; e
7. Percentual de diabéticos com solicitação de hemoglobina glicada e consulta no semestre.
• O incentivo para ações estratégicas contemplava o custeio de 16 ações, programas e estratégias, como o Programa
Saúde na Hora, Equipe de Saúde Bucal, Unidade Odontológica Móvel, Equipe de Consultório de Rua, Microscopista,
Equipe de Atenção Básica Prisional, Programa Saúde na Escola, dentre outros.
• Incentivo por critério populacional funcionou na pandemia da COVID-19 como um incentivo aos municípios no
combate à COVID19 e permaneceu até hoje. Hoje, o valor per capita anual é de R$ 5,95 (cinco reais e noventa e cinco
centavos).
• O cofinanciamento federal de apoio à manutenção da Atenção Primária à Saúde é constituído por seis componentes:
− Componente fixo para manutenção das equipes e recurso de implantação da equipe;
✓ Componente fixo – para manutenção de eSF e eAP, calculado considerando o Indicador de Equidade e o
Dimensionamento dos municípios e DF (são quatro estratos, sendo o estrato I o que gera maior repasse de recursos).
✓ Recurso de Implantação – valor que o município recebe UMA ÚNICA VEZ quando implanta uma nova ESF, eAP, eSB
(ou eMULTI).
− Componente de vínculo e acompanhamento territorial para as eSF e eAP – visa estimular a qualificação do cadastro e a
reorganização da atenção primária no território e a melhoria do atendimento à população. Calculado considerando a
população adscrita à eSF ou eAP, levando em conta cinco fatores:
✓ Vulnerabilidade socioeconômica – Pessoas beneficiadas pelo Programa Bolsa Família (PBF) ou Benefício de Prestação
Continuada (PBC);
✓ Pessoas com idade até cinco anos ou com 60 anos ou mais;
✓ Completude e atualização das informações cadastrais no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica
(Sisab);
✓ População atendida por eSF, eAP, eSB e eMulti; e
✓ Satisfação das pessoas atendidas por estas equipes.
− Componente de qualidade para as eSF, eAP, eSB e eMULTI – visa a estimular melhoria de indicadores pactuados de
maneira tripartite para aprimorar acesso e qualidade dos serviços na APS, buscando induzir boas práticas e aperfeiçoar
os resultados em saúde.
− Componente para implantação e manutenção de programas, serviços, profissionais e outras composições que atuam
na APS:
✓ São as equipes, programas e ações que atuam na Atenção Primária e são financiados pelo componente:
− Equipes Multiprofissionais (eMulti);
− Equipes de Consultórios na Rua (eCR);
− Unidades Básicas de Saúde Fluvial (UBSF);
− Equipes de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR);
− Equipes de Atenção Prisional (eAP); e
− Ações de atenção integral à saúde dos adolescentes em situação de privação de liberdade.
− Equipes de saúde integradas a programas de residência na APS;
− Programa Saúde na Escola (PSE);
− Ações de atividade física na APS;
− Profissionais microscopistas;
− Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (ACS); e
− Outras ações e serviços que venham a ser instituídos pelo Ministérios da Saúde.
− Componente para Atenção à Saúde Bucal - para custear as seguintes equipes e serviços de saúde bucal:
✓ Equipes de Saúde Bucal (eSB);
✓ Unidades Odontológicas Móveis (UOM);
✓ Centros de Especialidades Odontológicas (CEO);
✓ Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD); e
✓ Serviços de Especialidades de Saúde Bucal (SESB).
− Componente per capita de base populacional para ações no âmbito da APS – considera a estimativa populacional dos
municípios e DF divulgada pelo IBGE ou o Censo do IBGE (o que for mais recente).
PSU-MG 2023 ACESSO DIRETO. A portaria nº 2.979, de 12 de novembro de 2019 institui o Programa Previne Brasil, que
estabelece um novo modelo de financiamento de custeio da Atenção Primária à Saúde (APS) no âmbito do Sistema Único
de Saúde (SUS). O modelo de financiamento em saúde considera o pagamento do conjunto dos sete indicadores que
compõem o Pagamento por Desempenho da Atenção Primária à Saúde (APS), permitindo o financiamento de ações
estratégicas para o alcance de melhor resultados em saúde, considerando a abrangência da APS.
Recentemente, o Ministério da Saúde apresentou uma atualização revisada desses indicadores, tendo como referência
o ano de 2022, conforme disposto pela Portaria GM/MS 102, de 20 de janeiro de 2022. Os indicadores foram ajustados
para atender às Ações Estratégicas dos programas Pré-natal, Saúde da Mulher, Saúde da Criança e Condições Crônicas.
A seguir assinale a opção que NÃO CONFIGURA um dos sete indicadores:
A. Proporção de crianças de 1 (um) ano de idade vacinadas na APS contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, poliomielite
e infecções causadas por Haemophilus influenzae tipo b.
B. Proporção de gestantes com atendimento odontológico realizado.
C. Proporção de mulheres com coleta de citopatológico na APS.
D. Proporção de pessoas com hipertensão arterial, com consulta e pressão arterial aferida anualmente.
• A atuação da iniciativa privada na área da saúde será considerada complementar quando for desenvolvida nos termos
do art. 199 da CF, que prevê que as instituições privadas poderão participar de forma complementar ao Sistema Único
de Saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades
filantrópicas e as sem fins lucrativos.
• O Estado utiliza-se da iniciativa privada para aumentar e complementar a sua atuação em benefício da saúde da
população, ao firmar convênios e contratos com diversas pessoas jurídicas de direito privado que realizam ações e
serviços de saúde. Por firmarem contratos ou convênios com o Sistema Único de Saúde, integram esse Sistema e
submete-se todas as suas diretrizes, princípios e objetivos, notadamente a gratuidade, integralidade e universalidade.
• As ações e serviços privados de saúde também podem ser prestados por meio de planos de saúde, oferecidos por
operadoras de planos de saúde, no campo que se convencionou nomear de saúde suplementar.
• Como setor, a saúde suplementar é o setor que abriga os serviços privados de saúde prestados exclusivamente na
esfera privada. Representa uma relação jurídica entre prestador de serviço privado de saúde e consumidor,
organizada por meio de planos de saúde, conforme previsto nas Leis Federais 9.961, de 28 de janeiro de 2000, e
9.656/1998.
• Como relação com o SUS, a saúde suplementar é aquela que já é prestada gratuitamente pelo SUS, mas pode ser
prestada também com serviços e ações exclusivamente privados.
USP-SP 2023 ACESSO DIRETO. Em 2020, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou 40.990 novos casos e 20.245
óbitos devido ao câncer colorretal no Brasil. Embora tenham ocorrido avanços na detecção precoce em vários municípios,
há falhas, desde a atenção básica, no encaminhamento de pacientes para pesquisa de sangue oculto ou colonoscopia.
Mesmo após rastreados os tumores de cólon e reto, muitos pacientes têm dificuldade de acessar a atenção especializada,
inclusive quando há indicação de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Logo, qual princípio do SUS é ignorado?
A. Universalidade.
B. Hierarquização.
C. Integralidade.
D. Regionalização.
COMENTÁRIO: A questão mostra que os pacientes estão tendo acesso a métodos diagnósticos, porém possuem
dificuldade ao acesso a métodos terapêuticos. Ou seja, eles não estão tendo acesso a todos os serviços de saúde que
necessitam. Assim, não estão sendo vistos dentro de todas as suas demandas, como seres integrais. A integralidade
preconiza que todos devem ter acesso a uma atenção à saúde integral, com ações de prevenção, cura e reabilitação e
esse princípio está sendo desrespeitado dentro do contexto da questão já que não estamos conseguindo ofertar todos
os serviços de saúde para quem tem o câncer. É a resposta da nossa questão.
− Letra A: INCORRETA. Universalidade preconiza que acesso às ações e serviços deve ser garantido a todas as pessoas,
independentemente de sexo, raça, ocupação, ou outras características sociais ou pessoais. A questão não traz um cenário
onde alguém deixou de ser atendido pelo SUS porque era branco, negro, homem, mulher. Todos estão conseguindo ter
acesso ao serviço de saúde e medidas de prevenção, o problema é que não conseguem ter acesso a TODOS OS SERVIÇOS
QUE PRECISAM.
− Letras B e D: INCORRETAS. Ambos são princípios ordenadores da rede. A Hierarquização e regionalização falam que os
serviços devem ser organizados em níveis de complexidade tecnológica crescente, dispostos numa área geográfica
delimitada e com a definição da população a ser atendida.
RESPOSTA: Letra C.
UNIFESP-SP 2023 ACESSO DIRETO. O modelo de atenção à saúde indígena desenvolvido no país, expresso na proposta da
Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI), publicada em 2002, e organizado em um Subsistema
de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), parte dos mesmos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). É
correto afirmar que o modelo de atenção à saúde indígena:
A. Trabalha com o contexto sociopolítico atual e as especificidades regionais, com acesso a saberes, práticas de saúde e formas
de interpretar o processo saúde/doença.
B. É pautado nas bases técnico-científicas que demonstram o avanço da cultura humanística e das ciências na sociedade e suas
consequências ao desenvolvimento social.
C. Tem como referência os conhecimentos em biomedicina, um vasto campo de teorias e práticas em saúde asseguradas por
experimentos e métodos avaliativos reconhecidos globalmente.
D. É constituído por formas históricas e saberes tradicionais que coexistem harmonicamente nas sociedades urbanizadas e
grupos indígenas.
• O programa Mais Médicos foi criado em 2013, pelo Governo Federal brasileiro, com o objetivo de suprir a carência
desses profissionais nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades.
• Três eixos compõem o Mais Médicos: o primeiro prevê a melhoria da infraestrutura nos serviços de saúde. O segundo
se refere ao provimento emergencial de médicos, tanto brasileiros (formados dentro ou fora do país) quanto
estrangeiros (intercambistas individuais ou mobilizados por meio dos acordos com a OPAS). O 3º eixo é direcionado
à ampliação de vagas nos cursos de medicina e nas residências médicas, com mudança nos currículos de formação.
• Objetivos:
− Diminuir carência de médicos nas regiões prioritárias ao SUS, a fim de reduzir desigualdades regionais na área da saúde;
− Fortalecer a prestação de serviços de atenção básica em saúde;
− Aprimorar a graduação e residência médica – o programa propõe que 30% da carga horária do internato seja realizada
em Atenção Básica e em Serviço de Urgência e Emergência do SUS. Propõe também que o primeiro ano das seguintes
residências seja realizado em Medicina da Família e da Comunidade: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Ginecologia e
Obstetrícia, Pediatria, Psiquiatria.
− Ampliar inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS (feita da saúde da população brasileira);
− Fortalecer a política de educação permanente com a integração ensino-serviço;
− Promover a troca de conhecimentos e experiências entre profissionais da saúde brasileiros e médicos formados em
instituições estrangeiras;
− Estimular a realização de pesquisas aplicadas ao SUS.
• Quem pode participar:
− Médicos formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no Brasil;
− Médicos brasileiros formados no exterior;
− Médicos estrangeiros formados no exterior.
• Critérios a seleção das cidades a criação de novos cursos e definição do número de vagas de graduação em medicina:
− Cidades com índice de médicos a cada mil habitantes < 2,7;
− Municípios localizados < 75 quilômetros de qualquer curso de medicina existente;
− Cidades que não sejam capitais de estado;
− Cidades que ainda não tenham curso de medicina;
− Cidades com mais de 50 mil habitantes;
− Cidades com estrutura e equipamentos públicos de saúde que cumpram os requisitos de suficiência definidos pelos
Ministérios da Saúde e Educação.
• Em 2019, foi lançado o programa Médicos Pelo Brasil, que buscou substituir o programa Mais Médicos, mas foi
descontinuado em 2022.
• Em 2023, um novo Programa Mais Médicos foi instituído com algumas diferenças em relação ao que foi criado:
− Formação: Especialização Lato Sensu de dois anos mais um mestrado profissional, completando quatro anos de ciclo formativo. Após esse
período, o profissional estará preparado e apto para prestar provas de título de Médico de Família e Comunidade.
− Médicos formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no Brasil (CRM Brasil);
− Médicos brasileiros formados em instituições estrangeiras com habilitação para exercício da medicina no exterior (intercambista brasileiro);
− Médicos estrangeiros com habilitação para exercícios da medicina no exterior (intercambista estrangeiro).
Carga Horária:
Carga horária semanal de 44 (quarenta e quatro) horas, sendo 36 horas para atividades nas UBS e 8 horas para a inserção na plataforma de
cursos de especialização e nas atividades de aperfeiçoamento técnico-científico.
• O Programa Saúde na Hora tem como objetivo principal ampliar o acesso às ações e serviços de Atenção Primária à
Saúde (APS) por meio do funcionamento com horário estendido das Unidades de Saúde da Família (USF) e Unidades
Básicas de Saúde (UBS). Para isso, define incentivo financeiro adicional mensal para USF e UBS dos municípios ou
Distrito Federal que aderirem ao Programa, com o horário de funcionamento de acordo com os critérios estabelecidos
na Portaria nº 397 de 16 de março de 2020. ([Link]
• Vale lembrar que o número de Equipes de Saúde da Família (eSF) será proporcional ao horário de funcionamento da
Unidade Básica de Saúde. Observe a seguir:
− USF com 60 horas: mínimo 3 eSF;
− USF com 60 horas com saúde bucal: mínimo de 3 eSF e 2 eSB;
− USF com 75 horas com saúde bucal: mínimo de 6 eSF e 3 eSB;
− USF ou UBS com 60 horas Simplificado: duas ou mais eSF ou eAP.
SMS-SP 2022 ACESSO DIRETO. Considerando a estrutura e a organização das ações e serviços do Sistema Único de Saúde
(SUS) e os Programas de Saúde, assinale a alternativa correta.
A. O Programa Previne Brasil altera as formas de repasse das transferências para os municípios, que passam a ser distribuídas
com base somente em dois critérios: capitação ponderada e pagamento por desempenho.
B. O Programa Previne Brasil estabelece a obrigatoriedade de contratação de gerentes para as unidades de saúde.
C. O Programa Saúde na Hora possibilita a oferta de ações de saúde em horários mais flexíveis para a população.
D. O Programa Mais Médicos realiza o provimento emergencial de profissionais médicos somente em cidades brasileiras que
tenham Distritos Sanitários Especiais Indígenas.
E. A Carteira de Serviços da Atenção Primária proíbe a realização de cantoplastia na Atenção Primária.
3. FAMENE-PB 2023 ACESSO DIRETO. Leia o caso: “Durante uma reunião da Comissão Intergestora Bipartite (CIB),
mediada pela Secretária de Saúde do Estado da Paraíba, em uma Regional de Saúde, a Secretária do Município Z,
comentou sobre a necessidade de fazer uma releitura das orientações existentes no Decreto 7508/2011, já que havia
um elevado número de gestores novos e inexperientes no Estado. Decidiram em consenso, priorizar as Portas de
Entrada nas Redes de Atenção do SUS, os Serviços Especiais de Acesso Aberto e o Contrato Organizativo de Ação
Pública (COAP)”. Tomando como base o Decreto n. 7508 de 2011, assinale a alternativa correta: I - A atenção primária
deve ser a porta de entrada preferencial do usuário nos Serviços de Saúde nas Redes de Atenção. Também são
consideradas portas de entrada no SUS serviços de: urgência e emergência; atenção psicossocial e especiais de acesso
aberto. II - Portas de Entrada são serviços de atendimento inicial à saúde do usuário no SUS, como por exemplo, a
Vigilância em Saúde. III - O objeto do COAP é a organização e a integração das ações e dos serviços em uma Região de
Saúde, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência aos usuários. IV - A UPA é um serviço especial de
acesso aberto assim como o CEREST, CPICS e o CTA. A sequência correta é:
A. V, F, V, F.
B. V, F, F, V.
C. F, F, F, F.
D. V, F, F, V.
E. V, V, V, V.
4. SCMBH-MG 2023 ACESSO ABERTO. De acordo com a Lei Orgânica da Saúde, estão incluídas ainda no campo de atuação
do Sistema Único de Saúde (SUS): I- A execução de ações de vigilância epidemiológica e sanitária, de saúde do
trabalhador e de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica. II- A participação na formulação da política e
na execução de ações de saneamento básico. III- A ordenação da formação de recursos humanos na área da saúde.
IV- O incremento do desenvolvimento científico e tecnológico.
Estão CORRETAS as afirmativas:
A. I e III apenas.
B. II e IV apenas.
C. I, II e III apenas.
D. I, II, III e IV.
5. USPRP-SP 2023 ACESSO DIRETO. Os gestores da Região de Saúde (RS) X se reuniram para discutir a operacionalização
da rede de atenção à saúde (RAS) regional, considerando as orientações de portaria específica do Ministério da Saúde
sobre este assunto. Durante a discussão houve um impasse, pois alguns gestores defendiam a construção de mais dois
hospitais na RS, enquanto outros argumentavam que era preciso construir mais unidades de atenção primária à saúde
(APS). Os gestores que defendiam o maior investimento na APS, se apoiavam no conceito de que em uma RAS os
serviços de saúde devem ser organizados de forma que o que é frequentemente necessário esteja disseminado e o
que é raramente necessário esteja concentrado. Esse conceito empregado pelos gestores se refere a que princípio do
Sistema Único de Saúde?
A. Universalização.
B. Hierarquização.
C. Descentralização.
D. Integralidade.
6. AMP-PR 2020 ACESSO DIRETO. No ano de 2019, realizou-se em Brasília, a 16ª Conferência Nacional de Saúde. É de se
esperar, pelos marcos legais do controle social em saúde e pelos estudos já realizados no país, que:
A. Para se garantir a efetiva participação popular, os representantes dos usuários tenham tido delegados em paridade com
o segmento dos prestadores de serviço.
B. A próxima Conferência Nacional de Saúde seja realizada no ano de 2021, sendo que antes disso devem acontecer as
Conferências Municipais e Estaduais de Saúde.
C. A Conferência tenha proposto diretrizes às políticas de saúde, deixando as estratégias a cargo dos conselhos de saúde.
D. As decisões e proposições a respeito das políticas de saúde oriundas da Conferência tenham caráter deliberativo, sendo
está fortemente indutora dessas políticas.
E. Desde a realização da 1ª Conferência Nacional de Saúde, em 1941, esse tem sido um espaço privilegiado de participação
popular na saúde.
7. USP-SP 2022 ACESSO DIRETO. O Sistema Único de Saúde (SUS) é marcado por relações entre o público e o privado,
tanto no financiamento das atividades e ações de saúde, quanto na prestação, acesso e uso de serviços. Qual é a
alternativa correta sobre a relação público-privada na saúde no Brasil?
A. As despesas médicas ou de hospitalização dedutíveis de Imposto de Renda de Pessoas Físicas restringem-se aos
pagamentos efetuados pelo contribuinte a médicos, dentistas e outros profissionais da saúde, mas não incluem
pagamentos de mensalidades de planos e seguros de saúde.
B. Os hospitais filantrópicos, para que tenham direito ao título de filantropia e gozem de isenções de contribuições sociais,
fiscais e tributárias, precisam atender exclusivamente (80% dos leitos) pacientes do SUS.
C. Pacientes usuários de planos de saúde, desde que tenham cobertura de assistência farmacêutica assegurada pelo plano,
também têm direito a acessar e retirar medicamentos em unidades ou farmácias públicas do SUS se a prescrição for
ratificada por um serviço do sistema público.
D. O ressarcimento ao SUS ocorre quando os atendimentos prestados aos beneficiários de planos de saúde forem
realizados em estabelecimento do SUS e instituições conveniadas ou contratadas pelo SUS. São ressarcidos apenas
procedimentos cobertos nos contratos dos planos de saúde com usuários.
8. UFPB-PB 2019 ACESSO DIRETO. A Lei 8.142 é uma das principais normas do Sistema Único de Saúde, regulamentando
aspectos relacionados à participação popular e às transferências de recursos intergovernamentais. Avalie as
alternativas abaixo e assinale aquela que está em conformidade com esta Lei:
A. Os Conselhos de Saúde têm composição paritária, sendo composto por: 1/3 de representantes dos usuários, 1/3 de
representantes dos trabalhadores e 1/3 por representantes dos gestores e prestadores de saúde.
B. Os municípios poderão estabelecer consórcio para execução de ações e serviços de saúde, remanejando, entre si,
parcelas de recursos previstos para cobertura das ações e serviços de saúde.
C. Os Conselhos de Saúde são órgãos colegiados permanentes, atuando como espaços consultivos para a formulação de
estratégias para a política de saúde na instância correspondente.
D. A Lei 8.142 recomenda a criação de um fundo de saúde nos estados e municípios para facilitar o processo de
transferências de recurso entre esses e o Fundo Nacional de Saúde.
E. A transferência dos recursos federais é automática e não está vinculada a condicionantes, exceto pela necessidade de
apresentação de relatórios de gestão comprovando a realização das ações.
9. PSU-AL 2022 ACESSO DIRETO. Município da zona norte de Sergipe, desprovido de hospital regional, costuma mandar
pacientes, em transporte coletivo, para serem atendidos em Arapiraca. Uma parte desses pacientes necessita de
atendimento ambulatorial especializado; outros têm complexidade que indica internamento hospitalar.
O financiamento desses atendimentos no SUS implica em definições complexas e inter-articuladas, já que cada
município recebe financiamento proporcional à sua população adstrita. Considerando o Plano Diretor Regional,
expresso no Pacto pela Saúde de 2006, os critérios para definição de Região de Saúde devem contemplar:
A. Proximidade geográfica, com localização dentro da mesma unidade federativa.
B. Ausência, significativa, de migração populacional ou de profissionais de saúde.
C. Resolutividade para assistência na Atenção Básica e de Média complexidade.
D. Densidade tecnológica capaz de garantir resolutividade de alta complexidade.
10. SUS-SP 2022 ACESSO DIRETO. O título de organização social é um título jurídico concedido a uma entidade privada
sem fins lucrativos que pode celebrar um contrato de gestão com o Estado para a administração de atividades públicas
especiais. São entidades privadas sem fins lucrativos, o que significa que:
A. Não podem gerar lucro e contam com doações para pagar a defasagem entre custo e receita recebida do poder público.
B. Não podem gerar lucro e a subtração entre receita e custo deve ser nula ao final do contrato de gestão.
C. Podem gerar lucro e os acionistas da empresa recebem suas partes correspondentes.
D. Podem gerar lucro, sendo este revertido integralmente para a manutenção dos objetivos sociais.
E. Não podem gerar lucro e, por isso, promovem déficits financeiros que devem ser cobertos pelo estado.
11. SES-PE 2022 ACESSO DIRETO. A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) é um compromisso
do Ministério da Saúde no combate às desigualdades no Sistema Único de Saúde (SUS) e na promoção da saúde da
população negra de forma integral. Sobre isso, assinale a alternativa INCORRETA.
A. De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), negras e negros constituem mais
da metade da população brasileira (50,7%).
B. De acordo com dados notificados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do total de 1.583 mortes
maternas em 2012, 60% eram de mulheres negras e 34% de brancas.
C. O SIM do Ministério da Saúde, corroborado pelo Censo Demográfico do IBGE, de 2010, expõe que a taxa de homicídios
de negros no Brasil é de 36 mortes por 100 mil negros, enquanto a mesma medida a não negros é de 15,2 por 100 mil.
D. A tuberculose representa um sério problema de saúde pública e tem relação direta com a pobreza. Entre 2004 e 2013,
a taxa de incidência foi maior na população negra, seguida da taxa da população indígena.
E. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2008, a população negra representava 67% do
público total atendido pelo SUS, e a branca, 47,2%.
12. AMP-PR 2022 ACESSO DIRETO. “Reforma Sanitária, nas palavras de Sérgio Arouca, é um “projeto civilizatório”
contendo em si os valores que queremos para toda a sociedade brasileira. Compreende um processo de transformação
da situação sanitária em pelo menos quatro dimensões: específica, que corresponde ao fenômeno saúde-doença;
institucional: ideológica; e das relações sociais que orientam a produção e distribuição de doenças”.
O trecho acima mostra movimento pautado numa crítica as ações de saúde pública no país e que estabeleceu novos
parâmetros e princípios de funcionamento de todo o sistema. Qual período e contexto histórico se deu o movimento?
A. Durante a década de 1960, no contexto do surgimento do AI-5 e repressão das liberdades individuais.
B. Durante a década de 1940, no contexto do Estado Novo e Segunda Guerra Mundial.
C. Durante a década de 1970, no contexto dos movimentos de democratização do país.
D. No Governo Collor, no contexto do subfinanciamento do sistema de saúde e denúncias de corrupção do governo.
E. No Governo Fernando Henrique Cardoso, por ocasião da aprovação da CPMF.
13. AMP-PR 2022 ACESSO DIRETO. “O projeto de lei (PL) 948/2021, que autoriza empresas particulares a comprar e aplicar
vacinas contra a Covid-19 em seus funcionários, está parado no Senado há mais de dois meses.” (O que aconteceu
com o projeto que autoriza em- presas a comprar vacinas contra a Covid; Gazeta do Povo, 25-6-2021). O trecho citado
é parte de artigo publicado em um jornal paranaense em junho deste ano. Com base no debate ao qual o texto se
refere, assinale a alternativa correta.
A. A aquisição de vacinas por instituições privadas, especialmente convênios, é desejável, uma vez que o SUS deve
organizar-se para imunização de pessoas com dificuldades financeiras.
B. Estados e municípios devem organizar sua própria agenda vacinal, amparados pela descentralização do Sistema Único
de Saúde e pela regionalização do sistema.
C. O acesso preferencial de vacinas para trabalhadores de empresas fere o princípio de promoção de equidade impresso
no SUS, na medida em que potencialmente amplia desigualdades entre usuários.
D. Uma vez que vacinas são comercializadas pelo setor privado, nada impede que o acesso a elas, mesmo durante uma
epidemia, ocorra através comercialização, o que tende a reaquecer a economia do país, melhorando a qualidade de
saúde da população.
E. A definição de prioridades, logística e calendário de vacinação no país era uma atribuição do Ministério da Saúde, até
decisão judicial em 2020 que retira do Governo Federal a responsabilidade sanitária frente a epidemia.
14. SES-PE 2022 ACESSO DIRETO. O programa Previne Brasil, instituído pela Portaria nº 2.979, de 12 de novembro de 2019,
constitui o novo modelo de financiamento dos serviços da Atenção Primária. Sobre as características do referido
programa, analise as sentenças abaixo:
I. O custeio é composto por três critérios: capitação ponderada, pagamento por desempenho e incentivo para ações
estratégicas.
II. Ampliação do horário de atendimento (Programa Saúde na Hora).
III. Investimento na tecnologia da informação (Informatiza APS).
IV. Investimento no Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB).
V. Incentivo às equipes de saúde bucal (eSB).
Estão CORRETAS:
A. I, II, III, IV e V.
B. Apenas II e III.
C. Apenas II, III e IV.
D. Apenas II, III, IV e V.
E. Apenas I, II, III e V.
15. AMP-PR 2022 ACESSO DIRETO - MODIFICADA. Em relação às práticas integrativas e complementares (PICs), classifique
as sentenças abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F) e escolha a alternativa com a sequência correta.
I. Por consistirem em práticas de medicina alternativa, as PICs ainda não estão contempladas no Sistema Único de Saúde.
II. Englobam práticas de cuidado tradicionais e milenares, utilizadas na Atenção Primária a Saúde em todos os países do
mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
III. O uso de plantas medicinais pode ser considerado em diversas situações clínicas, por ser eficaz, não apresentar efeitos
colaterais e não possuir interações medicamentosas.
IV. A homeopatia baseia-se no conceito de que “semelhante cura semelhante” e os medicamentos são feitos a partir do
processo de dinamização.
V. A Medicina Tradicional Chinesa engloba práticas que visam buscar o equilíbrio do fluxo das forças internas, responsáveis
pela expressão da saúde e da doença. Fazem parte dessa racionalidade terapias como a acupuntura, o shiatsu e a
moxabustão.
A. V, F, V, V, F.
B. F, F, F, V, V.
C. F, V, F, V, V.
D. F, V, V, V, V.
E. F, V, V, F, V.
16. UFPR-PR 2022 ACESSO DIRETO. A Constituição Federal de 1988 previu que é livre à iniciativa privada atuar em saúde.
Nesse contexto, assinale a alternativa que corresponde à atuação do setor privado em saúde no Brasil.
A. Empresas como as UNIMEDs são cooperativas médicas e têm finalidade lucrativa
B. Os planos de saúde de autogestão são a modalidade de planos privados que predominam no país.
C. Cabe a uma agência reguladora fiscalizar as empresas de planos e seguros.
D. Os planos privados de saúde atuam de forma complementar ao Sistema Único de Saúde.
E. A existência dos planos e seguros privados de saúde representa maior saúde financeira para o Sistema Único de Saúde.
17. UFPR-PR 2022 ACESSO DIRETO. Com a pandemia de Covid-19, temos em 2020 e 2021, como resultado das abordagens
governamentais, ao colapso da atenção à saúde no Brasil. Uma das expressões desse processo foi a superlotação dos
leitos hospitalares, dando alta mortalidade por falta de acesso e degradação das condições de atendimento.
Sobre a estrutura hospitalar brasileira, assinale a alternativa correta.
A. Nas décadas de 1990 e 2000 há uma importante expansão de leitos no Brasil, elevando a relação leitos/habitante no
país acima dos patamares da década de 1980 e contribuindo a ampliação do acesso da população à Atenção Hospitalar.
B. A Atenção Hospitalar no Brasil após a implantação do SUS segue algumas tendências mundiais, como: redução do tempo
médio de permanência hospitalar; aumento da densidade tecnológica e aumento do porte médio dos hospitais.
C. Com o desenvolvimento do SUS, tem se ampliado o acesso à Atenção Hospitalar, sendo que o número de internações
pagas pelo SUS na década de 2000 foi superior ao número pago na década anterior (de 1990).
D. Um dos limites da Atenção Hospitalar no Brasil é o fato de a maioria dos hospitais serem privados, o que limita o acesso
da população, visto que a grande maioria desses serviços não presta serviços para o SUS, privilegiando os planos privados
E. O modelo atualmente adotado pelo SUS para pagamento das internações hospitalares é o pagamento prospectivo.
18. PSU-AL 2022 ACESSO DIRETO. Município da zona norte de Sergipe, desprovido de hospital regional, costuma mandar
pacientes, em transporte coletivo, para serem atendidos em Arapiraca. Uma parte desses pacientes necessita de
atendimento ambulatorial especializado; outros têm complexidade que indica internamento hospitalar.
O financiamento desses atendimentos no SUS implica definições complexas e inter-articuladas, já que cada município
recebe financiamento proporcional à sua população subordinada. Indique os Princípios Gerais que permitem a solução
do impasse descrito no caso, a partir da pactuação dos gestores locais:
A. Princípio da Regionalização e da Equidade.
B. Princípio da Territorialização e da Participação.
C. Princípio da Descentralização e da Regionalização.
D. Princípio da Universalidade e da Territorialização.
19. UNESP-SP 2022 ACESSO DIRETO. Em relação à territorialização, pode-se afirmar que:
A. Ela representa importante instrumento de organização dos processos de trabalho e das práticas de saúde, posto que as
ações de saúde são implementadas sobre uma base territorial sem delimitação.
B. A execução das práticas de saúde sobre um substrato territorial já vem sendo utilizada por distintas iniciativas no âmbito
do SUS, como na proposta dos municípios/cidades saudáveis e na própria centralização prevista na constituição federal.
C. O território apresenta, além de uma delimitação espacial, um perfil histórico, demográfico, epidemiológico,
administrativo, tecnológico, político, social e cultural, que o caracteriza como um território em permanente construção.
D. A apreensão e a compreensão do território inviabilizam a avaliação dos reais impactos dos serviços sobre os níveis de
saúde da população e, consequentemente, o desenvolvimento de práticas de saúde.
20. SUS-SP 2022 ACESSO DIRETO. O princípio do SUS que possibilita a maior parte da judicialização dos custos envolvidos
na assistência à saúde é o da:
A. Integralidade.
B. Equidade.
C. Universalidade.
D. Participação popular.
E. Hierarquização.
21. SES-PE 2019.2 ACESSO DIRETO. O Artigo 196 da CF/1988 soletra que “A saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas, que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao
acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Com relação às normas
para o SUS estabelecidas na CF/1988, analise os itens abaixo:
I. Descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II. Atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
III. Participação da comunidade;
IV. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada;
V. É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.
Está ou estão CORRETOS:
A. Todos.
B. Apenas quatro.
C. Apenas três.
D. Apenas dois.
E. Apenas um.
22. USP-SP 2022 ACESSO DIRETO. O controle social no Sistema Único de Saúde é exercido por meio de conferências e
conselhos de saúde. Qual é a alternativa correta?
A. Sindicatos, conselhos profissionais e associações de pacientes não podem compor os conselhos de saúde municipais.
B. Prestadores de serviços privados conveniados ao SUS podem fazer parte dos conselhos e conferências de saúde.
C. As conferências de saúde surgiram com a Constituição de 1988 e ocorrem a cada 4 anos.
D. A composição do conselho de saúde é de um terço para cada categoria, com partes iguais entre usuários, gestores e
trabalhadores da saúde.
23. SUS-SP 2022 ACESSO DIRETO. Recentemente, o CONITEC emitiu o relatório de recomendações nº 599/2021,
incorporando o implante subdérmico de etonogestrel na lista de medicamentos oferecidos pelo SUS para situações
especiais. No município de São Paulo, o implante é oferecido desde 2016, quando o município fez a aquisição de mil
unidades para indicações especiais. Ofertar esse medicamento antes da emissão do relatório do CONITEC só foi
possível pelo princípio da:
A. Regionalização e da hierarquização da rede de serviços de saúde.
B. Descentralização dos serviços para os municípios.
C. Igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie.
D. Integralidade de assistência.
E. Universalidade de acesso aos serviços de saúde.
24. SES-PE 2022 ACESSO DIRETO. A Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas conceitua uma proposta
que define um modelo de organização de serviços - orientado para um espaço etno-cultural dinâmico, geográfico,
populacional e administrativo bem delimitado, que contempla um conjunto de atividades técnicas, visando a medidas
racionalizadas e qualificadas de atenção à saúde, promovendo a reordenação da rede de saúde e das práticas
sanitárias e desenvolvendo atividades administrativo-gerenciais necessárias à prestação da assistência, com controle
social. Assinale a alternativa que corresponde a esse conceito.
A. Casas de Apoio à Saúde Indígena.
B. Unidade Básica de Saúde Indígena.
C. Polos-Base de Saúde Indígena.
D. Distrito Sanitário Especial Indígena.
E. Fundação Nacional do Índio.
25. UFPR-PR 2022 ACESSO DIRETO. Para a reorganização dos serviços de saúde no Brasil, a 3.ª Conferência Nacional de
Saúde, realizada em dezembro de 1963, teve a seguinte característica:
A. Propôs técnicas de planejamento ascendente no setor saúde, dos municípios para estados e União.
B. Apontou para a futura previdencialização do sistema de saúde, culminando, mais tarde, com a criação do INPS.
C. Apresentou a necessidade de universalização do direito à saúde, o que foi colocado em prática nos anos subsequentes.
D. Desconsiderou o desenvolvimento econômico como fator de melhoria nas condições de saúde da população.
E. Teve ampla participação popular, com representantes dos movimentos sociais, além dos setores profissionais.
26. SURCE-CE 2016 ACESSO DIRETO. Um turista brasileiro que possui plano de saúde privado sofre acidente em via pública
em um município do interior, com 20.000 habitantes. Este município possui um hospital de pequeno porte.
Os transeuntes que socorreram o turista acharam sua carteira do plano de saúde em seu bolso e solicitaram a
remoção para um hospital. No entanto, lhes foi informado que a cobertura do plano não oferecia atendimento pré-
hospitalar de urgência. Foi realizada, portanto, a remoção pelo SAMU. Como o paciente apresentava um quadro de
Traumatismo Craniano e necessitava de atendimento com suporte especializado, ele foi transferido para o município
vizinho, com 200.000 habitantes, situado na mesma região de saúde. De acordo com o caso apresentado e com os
seus conhecimentos sobre o pacto de gestão interfederativa, assinale a alternativa correta:
A. O pacto de gestão interfederativa assegura que esse paciente tem o direito de ser atendido em qualquer município do
País, garantindo os princípios da universalidade e da integralidade.
B. O contrato organizativo de ação pública regula as ações interfederativas e assegura a esse paciente o atendimento
regionalizado, com a organização da integração das ações e serviços de saúde.
C. A remoção do paciente da via pública pelo convênio está garantida pela liberdade à iniciativa privada para atuar no
campo de assistência à saúde, conforme o artigo 199 da Constituição Federal.
D. A rede de urgência e emergência como a principal porta de acesso e ordenadora dos demais níveis de complexidade
das ações e serviços de saúde, pôde ser evidenciada no atendimento desse paciente.
27. IAMSPE-SP 2019 ACESSO DIRETO. O acesso a um conjunto articulado e contínuo de ações e serviços resolutivos
preventivos e curativos, individuais e coletivos de diferentes complexidades e custos que reduzem o risco de doenças
e agravos e proporcionam o cuidado à saúde se constitui em um dos Princípios e Diretrizes do Sistema Único de Saúde
(SUS), qual seja:
A. Igualdade na assistência.
B. Universalidade no acesso.
C. Integralidade na assistência.
D. Descentralização dos serviços de saúde.
E. Hierarquização dos serviços de saúde.
28. UNESP-SP 2022 ACESSO DIRETO. A saúde tem “como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a
moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o
lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais”, como refere o texto da:
A. Lei Orgânica da Saúde (Lei no 8.080), Brasil, 1990.
B. Declaração de Alma Ata sobre Cuidados Primários, OMS, 1978.
C. Constituição da República Federativa do Brasil, Brasil, 1988.
D. Declaração Universal dos Direitos Humanos, ONU, 1948.
29. UFCG-PB 2019 ACESSO DIRETO. Sobre os Conselhos Municipais de Saúde é correto afirmar:
A. Apenas os cidadãos vinculados a alguma instituição ou entidade podem ser conselheiros.
B. Sua composição é definida pelo número de habitantes que os municípios possuem.
C. São instâncias consultivas e não deliberativas.
D. Apenas o secretário municipal de saúde pode presidir o conselho.
E. São compostos por quatro segmentos cuja representatividade é definida em percentual, sendo 25% para cada segmento
(usuários, trabalhadores da saúde, prestadores de serviços de saúde e gestores).
30. HIAE-SP 2018 ACESSO DIRETO. A Lei Orgânica de Saúde (Lei nº 8.080) ressaltou os princípios e diretrizes do Sistema
Único de Saúde − SUS. Prever a coordenação e cooperação entre os três níveis de governo na organização e execução
dos serviços e ações de saúde. Envolver a transferência, da União para estados e municípios, de poder decisório, de
recursos financeiros, gestão e prestação de serviços corresponde à seguinte diretriz organizativa do SUS:
A. Hierarquização.
B. Comando único.
C. Complementaridade.
D. Regionalização.
E. Descentralização.
31. IAMSPE-SP 2019 ACESSO DIRETO. O Sistema Único de Saúde (SUS), é considerado um pilar fundamental nas políticas
de redução das desigualdades no país. Seu financiamento é responsabilidade dos gestores da esfera:
A. Federal, apenas.
B. Estadual, apenas.
C. Municipal e estadual, apenas.
D. Federal, estadual e municipal.
E. Estadual e federal, apenas.
32. SES-PE 2019.2 ACESSO DIRETO. O Programa Farmácia Popular do Brasil foi criado em 13 de abril de 2004 pela Lei nº
10.858 e regulamentado pelo Decreto nº 5.090, de 20 de maio de 2004. Foi paulatinamente sendo ampliado com os
programas “Aqui Tem Farmácia Popular” e “Saúde Não Tem Preço”. Sobre esse tema, leia as sentenças abaixo:
I. A disponibilização de medicamentos é efetivada em farmácias populares, hospitais filantrópicos e em rede privada de
farmácias e drogarias.
II. Em se tratando de disponibilização por intermédio da rede privada de farmácia e drogarias, o preço do medicamento
será subsidiado.
III. O “Aqui Tem Farmácia Popular” disponibiliza à população medicamentos para hipertensão, diabetes, dislipidemia, asma,
rinite, doença de Parkinson, osteoporose, glaucoma, além de anticoncepcionais e fraldas geriátricas.
IV. Os medicamentos para hipertensão, diabetes e asma são gratuitos.
V. Os demais medicamentos são disponibilizados com até 90% de desconto.
Assinale a alternativa CORRETA.
A. Todas estão corretas.
B. Existem, apenas, quatro corretas.
C. Existem, apenas, três corretas.
D. Existem, apenas, duas corretas.
E. Existe, apenas, uma correta.
33. UFRN-RN 2018 ACESSO DIRETO. No Brasil, o orçamento da saúde pública provém de financiamento das três esferas
de governo. Com relação ao financiamento em saúde no Brasil, é correto afirmar:
A. O país gastou, em média, nos últimos anos, 8 % do PIB em saúde, sendo a maior parte dos gastos para o setor privado.
B. Os recursos públicos provindo das três esferas de governo são, atual, suficientes, necessitando só melhorar a gestão.
C. Os municípios financiam a maior parte do gasto público em saúde, devendo investir no setor 15% das receitas líquidas.
D. Do orçamento público federal para a saúde, em torno de 50% dos gastos são com atenção básica.
34. PSU-MG 2019 ACESSO DIRETO. As Secretarias Municipais de Saúde preparam relatórios de gestão periódicos para
prestar contas das ações executadas e dos recursos financeiros aplicados durante determinado período. Considerando
o controle social do SUS, identifique a instância colegiada responsável pela avaliação e aprovação dos relatórios de
gestão:
A. Conferência Municipal de Saúde, composta por 50% de gestores.
B. Conferência Municipal de Saúde, composta por 50% de usuários.
C. Conselho Municipal de Saúde, composta por 50% de gestores.
D. Conselho Municipal de Saúde, composto por 50% de usuários.
35. USP-SP 2018 ACESSO DIRETO. A Lei 8142 de 1990 define a organização das instâncias de controle social que devem
ser instituídas pelo Sistema Único de Saúde, nas diferentes esferas de governo. Dentre as alternativas abaixo, qual está
correta sobre a forma de organização dessas instâncias?
A. A Conferência de Saúde deve se reunir cada dois anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a
situação de saúde, deliberar e constituir a política de saúde nos níveis correspondentes.
B. O controle Social relacionado ao SUS é centrado nas ouvidorias, responsáveis pelas sugestões e críticas de usuários nos
serviços. Elas têm papel estratégico na participação efetiva da população, por constituir canal de comunicação acessível.
C. Os Conselhos de Saúde são órgãos permanentes e deliberativos e se organizam em colegiados compostos por
representantes do governo, prestadores, de serviço, profissionais de saúde e usuários. Atuam na formulação de
estratégias e no controle da execução da política de saúde.
D. Os Conselhos de Saúde são instâncias de controle social ligado ao legislativo de cada esfera de governo. Tem o papel de
regular o acesso da população aos serviços, participar ativamente da gestão do sistema de saúde e analisar a política
nos aspectos econômicos e financeiros.
36. USP-SP 2018 ACESSO DIRETO. O Sistema de Saúde brasileiro está organizado no Sistema Único de Saúde (SUS) desde
1988, fruto de um movimento denominado Reforma Sanitária. Qual das alternativas abaixo está correta com relação
à Reforma Sanitária brasileira e suas implicações para o SUS?
A. Na Reforma Sanitária Brasileira; os partidos políticos e suas disputas monopolizaram o movimento.
B. A criação do SUS foi fruto de pressões de organizações internacionais, como a OMS, devido à sua estratégia "Saúde para
todos no ano 2000”.
C. Uma característica fundamental da Reforma Sanitária brasileira é o fato de ela ter sido conduzida pela sociedade civil.
D. O sub-financiamento do SUS é consequência da condução da Reforma Sanitária brasileira por organizações externas ao
setor saúde.
37. PSU-MG 2021 ACESSO DIRETO. Com relação ao Conselho Municipal de Saúde, é CORRETO afirmar que:
A. Cada segmento com assento no Conselho tem direito a um terço do total de representantes.
B. Constitui a única instância de participação da comunidade na gestão do SUS.
C. Deve atuar no acompanhamento do desempenho econômico e financeiro do gestor municipal do sistema de saúde.
D. Sua composição restringe-se aos usuários do SUS, representantes do governo e prestadores de serviço.
39. SES-PE 2019.2 ACESSO DIRETO. Ainda em 1990, foi sancionada uma Lei, a qual regulamenta um quesito constitucional,
que é a participação da comunidade na gestão do SUS. Sobre essa participação, analise as afirmativas abaixo:
I. Existem duas instâncias colegiadas: a Conferência de Saúde e o Conselho de Saúde. Ambos sob a coordenação do
respectivo poder legislativo (Municipal, Estadual, Federal).
II. A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada quatro anos, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, por
ela mesma ou pelo Conselho de Saúde.
III. O Conselho de Saúde, em caráter permanente e deliberativo, atua na formulação de estratégias e no controle da
execução da política de saúde, na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros cujas
decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo.
IV. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde
(CONASEMS) terão representação no Conselho Nacional de Saúde.
V. A representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e Conferências será paritária em relação ao conjunto dos demais
segmentos.
Assinale a alternativa CORRETA.
A. Todas estão corretas.
B. Existem, apenas, quatro corretas.
C. Existem, apenas, três corretas.
D. Existem, apenas, duas corretas.
40. ENARE 2022 ACESSO DIRETO. A organização dos sistemas de saúde geralmente reflete os valores e as preferências das
sociedades onde estão implantados. O estudo dos diferentes tipos de financiamento dos sistemas de saúde ao redor
do mundo identificou três formas principais: tipo Beveridge, tipo Bismarck e tipo Semashko. Considerando essas
formas de financiamento de sistemas de saúde, assinale a alternativa correta:
A. Sistemas de saúde tipo Beveridge são financiados por fundos de previdência social associados ao trabalho (seguros).
B. Países como Canadá e Reino Unido são exemplos de países com sistema de saúde tipo Beveridge.
C. Sistemas de saúde do tipo Semashko são financiados pelos gastos privados em saúde.
D. Sistemas de saúde do tipo Bismarck são financiados por impostos gerais.
E. Países comunistas geralmente possuem sistemas de saúde do tipo Bismarck.
41. PSU-MG 2018 ACESSO DIRETO. O modelo médico assistencial hegemônico no Brasil entre os anos 1950 e 1980 é
denominado de privatista e foi financiado pela Previdência Social. Com relação a este modelo, é CERTO afirmar que:
A. Decorreu das transformações na economia nacional que de um modelo agrário-exportador passou para o industrial,
com mudanças na postura liberal do Estado e a cisão entre o setor de saúde pública com o de assistência médica.
B. Estava alinhado à necessidade de controle sanitário, com ênfase no saneamento das rotas de circulação de mercadorias
para exportação e o controle de doenças que prejudicassem esta atividade.
C. Organizava-se de forma a garantir resolução com base local dos problemas de saúde, a partir da oferta de serviços de
baixos custos pelas Santas Casas de Misericórdia.
D. Visava dar assistência médica, assistência médico-hospitalar, saneamento básico e educação sanitária a toda população.
42. SURCE-CE 2014 ACESSO DIRETO. Pacto pela Saúde, criado em 2006, é anualmente revisado com base nos princípios
do SUS e nas necessidades de saúde da população. Qual dos seus componentes propõe regulamentar a Emenda 29 e
o incremento dos recursos para o SUS?
A. Pacto pela vida.
B. Pacto de gestão do SUS.
C. Pacto em defesa do SUS.
D. Pacto de financiamento do SUS.
43. SES-PE 2019.2 ACESSO DIRETO. Emenda Constitucional 95, que instituiu o novo regime fiscal, regulamentou as
despesas com a Seguridade Social por 20 exercícios financeiros. Sobre os itens sociais que estão incluídos na
Seguridade Social, conforme estabelece a Constituição Federal de 1988 (CF/1988), analise abaixo citados:
I. Saúde;
II. Educação;
III. Saneamento;
IV. Previdência Social;
V. Assistência Social.
Estão CORRETOS?
A. Todos;
B. I, IV e V, apenas;
C. I, II, IV e V, apenas;
D. I, II e IV, apenas;
E. I, II e V, apenas.
44. SES-PE 2019 ACESSO DIRETO. A Seguridade Social, estabelecida na Constituição Federal de 1988, compreende
conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos
relativos à:
I. Saúde;
II. Educação;
III. Previdência Social;
IV. Assistência Social;
V. Segurança Social.
Estão CORRETOS?
A. I, II, III, IV e V;
B. I, II, III e IV, apenas;
C. I, II e III, apenas;
D. I e II, apenas;
E. I, apenas.
45. UNIFESP-SP 2023 ACESSO DIRETO. Para que um determinado território estadual se constitua numa região de atenção
à saúde, é necessário que ela tenha, no mínimo, ações e serviços de:
A. Urgência e emergência.
B. Terapia intensiva coronariana.
C. Terapia renal substitutiva.
D. Assistência de alta complexidade em oncologia.
46. UNIFESP-SP 2019 ACESSO DIRETO. Qual o princípio do Sistema Único de Saúde que garante atendimento para uma
criança com deficiência cognitiva na Atenção Básica e na Rede de Atenção à pessoa com deficiência?
A. Regionalização.
B. Integralidade.
C. Hierarquização.
D. Equidade.
E. Descentralização.
47. USP-SP 2017 ACESSO DIRETO. O Conselho de Saúde é órgão colegiado deliberativo e permanente do Sistema Único
de Saúde (SUS) em cada esfera de governo. Sua composição, organização e competência são fixadas pela Lei nº
8142/90. Qual das alternativas abaixo representa atribuição deste conselho?
A. Formular princípios e diretrizes da política de saúde, de sua esfera correspondente de governo.
B. Formular e propor estratégias, controlar execução das políticas de saúde, inclusive nos aspectos econômicos e
financeiros.
C. Executar ações que visem implantar a política de saúde, na sua esfera de atuação.
D. Decidir a alocação dos recursos financeiros, de acordo com as prioridades definidas em suas reuniões ordinárias.
48. UNICAMP-SP 2023 ACESSO DIRETO. Os sistemas nacionais de saúde obedecem a diferentes lógicas, dependendo de
contextos sociais, econômicos e políticos de cada país. SOBRE O SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO, É CERTO DIZER QUE:
A. É do tipo seguro social.
B. Mudou do tipo seguridade social para seguro social a partir da Constituição de 1988.
C. É do tipo seguridade social.
D. O tipo, seguridade ou seguro social, varia de acordo com a região do país.
49. FAMENE-PB 2024 ACESSO DIRETO. Em relação a História das Políticas Públicas no Brasil, analise as afirmativas abaixo
e assinale a alternativa que contém a sequência correta. I - ___________. Fundado em 1923 através da Lei Eloy Chaves,
tinha(m) serviços definidos pela necessidade econômica. II - ___________. Foi/Foram criado(s) na “Era Vargas”, época
que havia o fracionamento da assistência. III - __________. Foi criado na época do autoritarismo na ditadura militar e
unificou o sistema previdenciário de todos os trabalhadores que possuíam carteira assinada. IV - __________. Foi como
uma trincheira técnico-institucional da reforma sanitária, exercitando o planejamento, unificando estruturas
administrativas, instalando canais de participação social.
A. CAPS; IAPs; INAMPS e SUDS.
B. INPS; CAPS; INAMPS e SUS.
C. INAMPS; AIS; SUDS e SUS.
D. CAPS; INPS; INAMPS e SUDS.
E. IAPS; CAPS
50. HOS-SP 2022 ACESSO DIRETO. Em relação ao Pacto pela Saúde dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a
alternativa correta.
A. Caracteriza-se pelo conjunto articulado e contínuo das ações e serviços curativos e assistenciais, individuais e coletivos,
exigidos para cada caso, em nível de atendimento hospitalar.
B. Define as normas, condutas e protocolos de atendimento relacionados à complexidade de atendimento, ou seja, aquelas
que são primárias, secundárias e terciárias.
C. É um conjunto de reformas institucionais do sus pactuado entre as três esferas de gestão (união, estados e municípios)
com o objetivo de promover inovações nos processos e instrumentos de gestão, visando alcançar maior eficiência e
qualidade das respostas do sistema único de saúde.
D. Foi desenvolvido pela ação sincronizada e hierarquizada entre os entes públicos, privados e organizações sociais para
dar maior efetividade aos serviços de saúde.
E. Tem como base a conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos dos entes da federação para
organizar a prestação de serviços de assistência à saúde da população.
51. SES-PE 2023 ACESSO DIRETO. A Lei 8080 de 1990 dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação
da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
Sobre isso, analise os itens abaixo:
I. Ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde;
II. Vigilância epidemiológica;
III. Vigilância nutricional e orientação alimentar;
IV. Formulação e execução da política de sangue e seus derivados.
Assinale a alternativa em que estão incluídas no campo de atuação do SUS.
A. I, II, III, IV estão corretos.
B. Apenas II, III e IV estão corretos.
C. Apenas II e III estão corretos.
D. Apenas III e IV estão corretos.
E. Apenas II está correto.
52. UFCSPA-RS 2023 ACESSO DIRETO. Sobre a organização do Sistema Único de Saúde (SUS), analisar os itens abaixo:
I. Redes de Atenção à Saúde (RAS) são um arranjo organizativo dos serviços de saúde de diferentes níveis de atenção do
sistema de saúde, capaz de ofertar o cuidado contínuo e compatível com a necessidade de saúde do indivíduo.
II. A única conexão entre a RAS e a Estratégia de Saúde da Família é ser a porta de entrada de assistência do paciente.
III. Como apoio ao processo de trabalho de uma RAS, estão o registro eletrônico em saúde, o sistema de acesso regulado,
o sistema de transporte, os sistemas de informação, a assistência farmacêutica e os sistemas de apoio diagnóstico e
terapêutico
Estão CORRETOS:
I. Somente os itens I e II.
II. Somente os itens I e III.
III. Somente os itens II e III.
IV. Todos os itens.
4. COMENTÁRIO: Questão que nos traz os campos de atuação do SUS. Analisando cada assertiva, vemos que todos os
itens fazem parte de campos de atuação do SUS. Tudo o que se relaciona à saúde faz parte do campo de atuação.
Assim, todas estão VERDADEIRAS. RESPOSTA: Letra D.
5. COMENTÁRIO: A questão traz um trecho crucial para acertarmos a “os serviços de saúde devem ser organizados de
forma que o que é frequentemente necessário esteja disseminado e o que é raramente necessário esteja
concentrado”, ou seja, a questão está citando que deve haver uma organização dos serviços de saúde com uma
hierarquização. A questão se refere assim a HIERARQUIZAÇÃO. Mas por que não seria descentralização? Vale lembrar
que descentralização está relacionada a você fazer recortes espaciais para conhecer melhor seu território e planejar
com mais assertividade as suas ações de saúde. A integralidade fala sobre todos conseguirem ter acesso a todos os
serviços de saúde que precisa, em todos os níveis de atenção e de todos os tipos de ações como prevenção, cura e
reabilitação. Já a universalidade fala sobre todos terem acesso à saúde independente de gênero, cor, orientação sexual
etc. RESPOSTA: Letra B.
6. COMENTÁRIO: Os representantes dos usuários devem corresponder a 50% dos participantes da Conferência de Saúde.
Lembre-se de que a sua representação deve ser paritária em relação ao conjunto dos DEMAIS segmentos, não só dos
prestadores de serviço (Letra A: INCORRETA). As Conferências de Saúde devem ocorrer a cada quatro anos; se a 16ª
ocorreu em 2019, a próxima deverá ocorrer apenas em 2023 (Letra B: INCORRETA). De acordo com a Lei 8142/90, a
Conferência é responsável pela formulação das diretrizes para as políticas de saúde, enquanto o Conselho atua na
formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde, na instância correspondente (Letra C:
CORRETA). O órgão de caráter deliberativo é o Conselho de Saúde, e não a Conferência (Letra D: INCORRETA). Até a
sanção da Lei 8.142/90, a participação popular nas Conferências não era obrigatória.
RESPOSTA: Letra C.
7. COMENTÁRIO: Vamos analisar cada alternativa:
A. INCORRETA. Também é possível deduzir do Imposto de Renda de Pessoas Físicas as despesas de saúde dos contribuintes
e de seus dependentes com o pagamento de mensalidades de planos e seguros de saúde.
B. INCORRETA. Para ser considerado filantrópico, pelo menos 60% dos atendimentos oferecidos devem ser ao SUS.
C. INCORRETA. Pacientes usuários de saúde também podem acessar e retirar medicamentos em unidades ou farmácias
públicas do SUS, sem obrigatoriedade de eventual assistência farmacêutica pelo plano de saúde ou de que a prescrição
seja ratificada por um serviço do sistema público.
D. CORRETA. Aprenda com a questão. Conforme o artigo 32 da Lei 9.656/1998, o ressarcimento ao SUS deve ocorrer
quando os atendimentos prestados aos beneficiários de planos de saúde forem realizados em instituições públicas ou
privadas, conveniadas ou contratadas, integrantes do sistema público, observando-se os limites dos contratos
celebrados. A sistemática do ressarcimento insere-se na lógica de regulação do setor de saúde suplementar e busca
desestimular o não cumprimento dos contratos celebrados e impede o subsídio, ainda que indireto, de atividades
lucrativas com recursos públicos.
RESPOSTA: Letra D.
9. COMENTÁRIO: Uma Região de Saúde corresponde a um recorte territorial inserido em um espaço geográfico contínuo,
identificado pelos gestores municipais e estaduais a partir de identidades culturais, econômicas e sociais, de redes de
comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados do território. Vamos às alternativas:
A. INCORRETA. De acordo com o pacto de gestão do SUS, as regiões de saúde podem ser interestaduais (conformadas a
partir de municípios limítrofes em diferentes estados).
B. INCORRETA. A compensação de especificidades regionais pode incluir sazonalidade, migrações, dificuldade de fixação
de profissionais, IDH, indicadores de resultados etc.
C. CORRETA. Um dos objetivos das regionalizações é garantir acesso, resolutividade e qualidade às ações e serviços de
saúde cuja complexidade e contingente populacional transcenda a escala local/municipal.
D. INCORRETA. De acordo com o Pacto pela Saúde, o desenho da região propicia relativo grau de resolutividade àquele
território, como a suficiência em Atenção Básica e parte da média complexidade (a alta complexidade não está incluída).
RESPOSTA: Letra C.
10. COMENTÁRIO: Organização social (O.S.) é uma qualificação que a Administração Pública outorga a uma entidade
privada, sem fins lucrativos, para que ela possa receber determinados benefícios do Poder Público (dotações
orçamentárias, isenções fiscais etc.), para a realização de seus fins, que devem ser necessariamente de interesse da
comunidade (atividades sociais dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção
e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde). Mas cuidado, pois o fato de uma O.S. ser uma entidade sem
fins lucrativos não significa que ela não possa gerar lucros; na verdade, indica que o lucro eventualmente gerado deve
ser revertido integralmente à manutenção das ações público-privadas, para preservação da sua função social.
RESPOSTA: Letra D.
11. COMENTÁRIO: A questão praticamente copiou as informações contidas na "Política Nacional de Saúde Integral da
População Negra”, citada no enunciado. A sua função é definir os princípios, a marca, os objetivos, as diretrizes, as
estratégias e as responsabilidades de gestão, voltados para a melhoria das condições de saúde desse segmento da
população. Vamos às alternativas:
A. CORRETA. Nos últimos anos, acompanhamos no Brasil o crescimento de pessoas que se declararam negras (pretas ou
pardas). De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), negras e negros
constituem mais da metade da população brasileira (50,7%).
B. CORRETA. De acordo com dados notificados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do total de 1.583
mortes maternas em 2012, 60% eram de mulheres negras e 34% de brancas (MS/SVS/CGIAE).”
C. CORRETA. O SIM do Ministério da Saúde, corroborado pelo Censo Demográfico do IBGE, de 2010, expõe que a taxa de
homicídios de negros no Brasil é de 36 mortes por 100 mil negros, enquanto a mesma medida para não negros é de
15,2 por 100 mil.
D. INCORRETA. O elaborador inverteu as informações. “A tuberculose representa um sério problema de saúde pública e
tem relação direta com a pobreza. Entre 2004 e 2013, a taxa de incidência foi maior na população indígena, seguida pela
taxa da população preta.”
E. CORRETA. “De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2008, a população negra representava
67% do público total atendido pelo SUS, e a branca 47,2%.”
RESPOSTA: Letra D.
12. COMENTÁRIO: A Reforma Sanitária ocorreu na década de 1970, ainda no período da ditadura militar e em meio aos
movimentos pela redemocratização do país (Letra C: CORRETA). As demais alternativas fazem referência a momentos
distintos da saúde pública no país:
A. INCORRETA. O período militar caracterizou-se pelo endurecimento político e pela ampla expansão do setor privado.
B. INCORRETA. No Estado Novo, período que compreendeu a Segunda Guerra Mundial, as ações do estado dividem-se em
dois aspectos: fortalecimento de saúde preventiva, conduzida através de campanhas; e assistência curativa, conduzida
através da previdência social.
C. CORRETA.
D. INCORRETA. A Reforma Sanitária precedeu o Governo de Fernando Collor de Melo, realmente caracterizado pelo
subfinanciamento do sistema de saúde e por denúncias de corrupção.
E. INCORRETA. A Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), tributo criado durante o governo
Fernando Henrique Cardoso, foi um tributo que incidiu, como o próprio nome sugere, sobre as movimentações
financeiras dos contribuintes.
RESPOSTA: Letra C.
14. COMENTÁRIO: A O programa Previne Brasil estabeleceu um novo modelo de financiamento para a Atenção Primária
à Saúde. Vamos analisar cada uma das assertivas. I: CORRETA. O Previne Brasil altera algumas formas de repasse das
transferências aos municípios, que passam a ser distribuídas com base em três critérios: capitação ponderada,
pagamento por desempenho e incentivo para ações estratégicas. II, III e V: CORRETAS. O programa busca equilibrar
valores financeiros per capita referentes à população efetivamente cadastrada nas equipes de Saúde da Família e de
Atenção Primária, com o grau de desempenho assistencial das equipes somado a incentivos específicos, como
ampliação do horário de atendimento (Programa Saúde na Hora), equipes de saúde bucal, informatização (Informatiza
APS), equipes de Consultório na Rua, equipes que estão como campo de prática para formação de residentes na APS,
entre outros tantos programas. IV: INCORRETA. No modelo estabelecido pelo programa Previne Brasil, o Núcleo
Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) é excluído das ações estratégicas atreladas ao repasse de
recursos federais. Portanto, apenas as assertivas I, II, III e V estão corretas. RESPOSTA: Letra E.
15. COMENTÁRIO: Vamos analisar as assertivas.
I. FALSA. As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) são contempladas pelo Sistema Único de Saúde (existe, inclusive,
a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares).
II. FALSA. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas metade dos seus países membros tem uma
política estruturada de PICs.
III. FALSA. Plantas medicinais podem causar efeitos adversos e interagir com medicamentos.
IV. VERDADEIRA. O princípio que norteia a homeopatia é justamente esse: ‘'semelhante cura semelhante’’, o chamado
princípio da similitude. Os medicamentos são produzidos por diluição e pela chamada dinamização.
V. VERDADEIRA. A Medicina Chinesa conta com terapias como a acupuntura, shiatsu, moxabustão, ventosaterapia e outras.
A ordem correta, portanto, é F, F, F, V e V. RESPOSTA: Letra B.
16. COMENTÁRIO:
Analisando cada alternativa:
A. INCORRETA. As cooperativas médicas, a exemplo da UNIMED, são sociedades destinadas à prestação de serviços a seus
associados, sem finalidade lucrativa.
B. INCORRETA. A modalidade de plano privado predominante do país é o de medicina de grupo.
C. CORRETA. A fiscalização de planos e seguros de saúde cabe, atualmente, à Agência Nacional de Saúde (ANS).
D. INCORRETA. Os planos privados de saúde, na verdade, atuam de forma suplementar ao SUS. A função complementar
do setor privado ocorre via contratualizações e convênios firmados com o setor filantrópico/privado, quando as ações
e serviços oferecidos pelo SUS não forem suficientes (saúde complementar e saúde suplementar são conceitos
distintos).
E. INCORRETA. A saúde complementar, na verdade, aumentou o custo da assistência, pois a contratualização com o setor
privado sempre será mais cara que a oferta do serviço pelo próprio SUS.
RESPOSTA: Letra C.
17. COMENTÁRIO: Questão traiçoeira. Analisaremos de forma objetiva cada um dos itens:
A. INCORRETA. Na verdade, entre 1990 e 2000, ocorreu diminuição do número total de leitos hospitalares no país.
B. INCORRETA. Após a implantação do SUS, o modelo de atenção à saúde no país foi hospitalocêntrico, com tendência ao
aumento do tempo médio de internação hospitalar.
C. INCORRETA. Como vimos, entre 1990 e 2000, houve diminuição do número de leitos no Brasil e, consequentemente,
redução do número de internações pagas pelo SUS.
D. INCORRETA. A maioria dos hospitais privados do país (cerca de 60%) presta serviços para o SUS.
E. CORRETA. No SUS, o repasse do pagamento das internações hospitalares é feito de forma prospectiva, mediante
preenchimento médico da chamada AIH (autorização de internação hospitalar).
RESPOSTA: Letra E.
18. COMENTÁRIO: O município localizado na zona norte sergipana, por não dispor de hospital regional, encaminha
pacientes a outro município, que dispõe de atendimento ambulatorial especializado e rede hospitalar para internação.
Tal arranjo é possível porque o município de menor porte pode gerir o seu próprio sistema de saúde (princípio da
descentralização, segundo o qual as responsabilidades são redistribuídas entre as três instâncias de poder, de modo a
garantir a qualidade da assistência). O que permite que o município de Arapiraca organize a rede de assistência à
saúde é o princípio da regionalização e hierarquização, de acordo com o qual os serviços devem ser organizados em
níveis de complexidade tecnológica crescente. A pactuação entre os gestores locais permite que os recursos sejam
destinados ao município de Arapiraca, como forma de pagamento pelo serviço prestado à população referenciada de
outros municípios. RESPOSTA: Letra C.
19. COMENTÁRIO:
Vamos analisar cada uma das alternativas:
A. INCORRETA. As ações de saúde devem ser implementadas sobre uma base territorial específica, com território
delimitado.
B. INCORRETA. O princípio reconhecido pela Constituição Federal, na verdade, é o da descentralização.
C. CORRETA. Em saúde, a noção de território tem valor espacial, histórico, demográfico, epidemiológico, administrativo,
tecnológico, social e político-cultural.
D. INCORRETA. É justamente o contrário. A apreensão e a compreensão do território viabilizam a avaliação dos impactos
dos serviços de saúde sobre os níveis de saúde da população.
RESPOSTA: Letra C.
20. COMENTÁRIO: A judicialização dos custos da assistência à saúde, frequentemente, utiliza-se do princípio da
integralidade do direito constitucional à saúde, que corresponde a um “conjunto articulado e contínuo das ações e
serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade
do sistema’’. Neste cenário, não é infrequente que princípio da integralidade vá de encontro ao da equidade: a
discussão versa sobre o fato de que o grande dispêndio de recursos para o tratamento de pacientes com doenças raras
ou irreversíveis pode comprometer recursos para portadores de outras doenças, também potencialmente graves, mas
muito mais comuns e cujo tratamento seria mais barato. RESPOSTA: Letra A.
21. COMENTÁRIO:
I. Sim. A descentralização é um dos princípios operacionais/organizativos do SUS.
II. A assistência é integral, deve priorizar atividades preventivas, mas com garantia do tratamento, da recuperação e da
reabilitação.
III. A participação da comunidade é uma das diretrizes do SUS.
IV. Sim, de acordo com o que determina o artigo 199 da CF/1988.
V. Não confunda. A iniciativa privada pode participar de forma complementar do SUS, mas ela não pode receber
subvenção, que é uma espécie de auxílio pecuniário, destinada, de forma exclusiva, à iniciativa pública ou privada, mas
sem fins lucrativos. Todas estão corretas.
RESPOSTA: Letra A.
23. COMENTÁRIO: O fato de o município de São Paulo oferecer o implante subdérmico de etonogestrel para indicações
especiais, antes mesmo de este método contraceptivo de longa duração ser incorporado na lista de medicamentos
pelo SUS, é um indicativo da autonomia de que os municípios dispõem para gerir o sistema local de saúde.
A. INCORRETA. Regionalização e hierarquização: os serviços devem ser organizados em níveis crescentes de complexidade,
circunscritos a uma determinada área geográfica, planejados a partir de critérios epidemiológicos, e com definição e
conhecimento da população a ser atendida.
B. CORRETA. O princípio da descentralização garante ao município o poder de gestão do seu sistema de saúde, de modo a
garantir o acesso dos seus munícipes ao serviço de saúde. Trata-se, portanto, de uma redistribuição de
responsabilidades quanto às ações e serviços de saúde entre os vários níveis de governo, com ênfase na municipalização
do processo decisório (''quanto mais de perto for tomada a decisão, maior chance terá de acerto’’).
C. INCORRETA. Garantia de acesso de qualquer pessoa aos diferentes níveis de complexidade do sistema de saúde, de
acordo com a necessidade clínica.
D. INCORRETA. Integralidade: conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e
coletivos, exigidos para cada caso, em todos os níveis de complexidade.
E. INCORRETA. Universalidade: todos os cidadãos, sem qualquer tipo de discriminação, devem ter direito ao acesso às
ações e serviços de saúde. Fica uma informação adicional, que pode eventualmente ser cobradas em outros concursos:
de acordo com a decisão do Ministério da Saúde, o implante subdérmico de etonogestrel destina-se à pode ser oferecido
às mulheres em idade reprodutiva entre 18-49 anos. Podem receber o implante: mulheres em situação de rua; com
HIV/AIDS em uso de dolutegravir; em uso de talidomida; privadas de liberdade; trabalhadoras do sexo; e em tratamento
de tuberculose em uso de aminoglicosídeos, no âmbito do SUS.
RESPOSTA: Letra B.
24. COMENTÁRIO: De acordo com a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, o conceito descrito é o de
‘'Distrito Sanitário Especial Indígena’’ (Letra D: CORRETA). Vamos aprender com a questão e entender o conceito das
demais alternativas. Casa de Apoio à Saúde Indígena: local de recepção e de apoio ao índio, que vem referenciado da
aldeia/polo-base. Localizam-se em municípios de referência e têm como função facilitar o acesso da população
indígena ao atendimento secundário e/ou terciário, servindo de apoio entre a aldeia e a rede de serviços do SUS.
Unidade Básica de Saúde Indígena: estabelecimento de saúde localizado em território indígena, destinado à execução
dos serviços de atenção à saúde. Polo-base de Saúde Indígena: primeira referência para os agentes indígenas que
atuam nas aldeias. Pode estar localizado numa comunidade indígena ou num município de referência. Equivalem às
Unidades Básicas de Saúde na Estratégia de Saúde da Família. Fundação Nacional do Índio: órgão indigenista oficial
do Estado brasileiro, criado por meio da Lei nº 5.371 e vinculado ao Ministério da Justiça. Sua missão institucional é
proteger e promover os direitos dos povos indígenas no Brasil. RESPOSTA: Letra D.
26. COMENTÁRIO: O Pacto de Gestão Interfederativa estabelece as diretrizes para a gestão do SUS, com ênfase nos
princípios da descentralização e da regionalização (e não nos princípios da universalidade e da integralidade, como diz
a Letra A). Seu objetivo é promover a negociação e a pactuação de matérias relacionadas à organização e ao
funcionamento das ações e serviços de saúde integrados em rede de atenção à saúde (Letra B, CORRETA). A liberdade
à iniciativa privada para atuar na assistência à saúde não garante que o atendimento pré-hospitalar de urgência seja
oferecido - o rol de procedimentos garantido pelo plano de saúde depende da cobertura contratual (Letra C,
INCORRETA). Como discutiremos na Apostila sobre a Atenção Básica, a principal porta de acesso e ordenadora dos
demais níveis de complexidade das ações e serviços de saúde é a atenção básica, e não a rede de urgência e
emergência (Letra D, INCORRETA). RESPOSTA: Letra B.
27. COMENTÁRIO: A integralidade assegura a assistência integral à saúde, através da garantia de acesso a ações e serviços
de prevenção, cura e reabilitação, em âmbito individual e coletivo (Letra C: CORRETA). A igualdade é um princípio do
SUS, mas não é descrito na questão. (Letra A: INCORRETA). A universalidade é um princípio ético/doutrinário do SUS,
que resguarda o direto de atenção à saúde de toda e qualquer pessoa (Letra B: INCORRETA). A descentralização
(redistribuição de responsabilidades entre os diferentes níveis de governo) e a hierarquização (divisão de ações e
serviços em nível de complexidade crescente) não têm relação com o princípio descrito no enunciado (Letras D e E:
INCORRETAS). RESPOSTA: Letra C.
29. COMENTÁRIO: Os Conselhos Municipais de Saúde são órgãos colegiados, deliberativos e permanentes, em cada esfera
de governo (Letras C e E: INCORRETAS). São formados por representantes dos usuários, do governo, dos profissionais
de saúde e dos prestadores de serviço (Letra A: CORRETA), sendo a representação dos usuários paritária em relação
aos demais segmentos, isto é, 50% de entidades de usuários, 25% de entidades dos trabalhadores de Saúde e 25% de
representação de governo, de prestadores de serviços privados conveniados, ou sem fins lucrativos (Letra E:
INCORRETA). O Presidente deve ser eleito entre os membros do Conselho, em Reunião Plenária (Letra D: INCORRETA).
RESPOSTA: Letra A.
30. COMENTÁRIO: A diretriz operacional/organizativa do SUS que redistribui responsabilidades, recursos financeiros,
gestão e prestação de serviços, entre as esferas de governo, é a descentralização (Letra E: CORRETA). A hierarquização
corresponde à organização de ações e serviços, em níveis de complexidade crescente (Letra A: INCORRETA).
O comando único, apesar de ter estreita relação com a descentralização, na verdade é um conceito constitucional,
segundo o qual cada esfera de governo é autônoma e soberana em suas decisões e atividades (Letra B: INCORRETA).
A complementaridade (do setor privado) permite que, quando necessário, o setor privado pode atuar de forma
complementar às atividades públicas da saúde (Letra C: INCORRETA). A regionalização define uma rede de serviços
organizados por região, com área geográfica definida (Letra D: INCORRETA). RESPOSTA: Letra E.
31. COMENTÁRIO: O financiamento do SUS é uma responsabilidade comum dos três níveis de governo (federal, estadual
e municipal), conforme determina a Constituição Federal de 1988. A receita gerada deve custear as despesas com
ações e serviços públicos de saúde. RESPOSTA: Letra D.
32. COMENTÁRIO:
I. A oferta de medicamentos do Programa Farmácia Popular do Brasil é feita em farmácias populares, em hospitais
filantrópicos e na rede privada de farmácias e drogarias.
II. Sim, pois parte do valor do produto é paga pelo governo.
III. Há uma lista de medicamentos disponibilizados pela Farmácia Popular. A oferta de fraldas geriátricas também é
garantida pelo programa (a cada 10 dias, podem ser disponibilizadas até 40 fraldas).
IV. Sim, de acordo com o Programa Saúde não tem Preço.
V. Também está correta. Os medicamentos subsidiados têm um desconto de até 90% sobre o preço praticado no mercado.
Todas as assertivas estão corretas.
RESPOSTA: Letra A.
33. COMENTÁRIO: O gasto médio do Brasil em saúde variou entre 8-9% do PIB (soma de todas as riquezas produzidas).
Apesar de o país ter um sistema de saúde público universal, os gastos do governo com SUS são inferiores aos com o
setor privado (Letra A: CORRETA). Além da má gestão, a saúde pública sofre com o subfinanciamento (Letra B:
INCORRETA). Os municípios realmente devem investir 15% de suas receitas correntes líquidas no setor, mas a maior
parte dos gastos públicos é financiada pela esfera federal (Letra C: INCORRETA). Do orçamento à saúde, cerca de 22%
são destinados à atenção (Letra D: INCORRETA); a maior parte destina-se à assistência hospitalar e ambulatorial, em
torno de 52%. RESPOSTA: Letra A.
34. COMENTÁRIO: O Conselho Municipal de Saúde é o órgão responsável pelo controle da execução da política de saúde,
inclusive nos aspectos econômicos e financeiros. É composto por representantes de entidades de usuários (50%) e de
trabalhadores da Saúde (25%), bem como por representantes do governo e dos prestadores de serviços (25%).
RESPOSTA: Letra D.
35. COMENTÁRIO: A Conferência de Saúde deve se reunir a cada quatro anos (Letra A: INCORRETA). A participação
comunitária e o controle social são exercidos através dos Conselhos e das Conferência de Saúde (Letra B: INCORRETA).
Os Conselhos de Saúde são órgãos colegiados, permanentes e deliberativos, e são compostos por representantes do
governo, dos prestadores de serviço, dos profissionais de saúde e dos usuários (Letra C: CORRETA). Os Conselhos de
Saúde não são ligados ao poder legislativo. Sua função é formular estratégia e controlar a execução da política de
saúde, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros (Letra D: INCORRETA). RESPOSTA: Letra C.
36. COMENTÁRIO: A Reforma Sanitária Brasileira estruturou-se nas universidades, no movimento sindical e em
experiências regionais de organização de serviços de saúde. Teve grande participação popular, além de amplo apoio
político (Letra A: INCORRETA; Letra C: CORRETA). Este movimento consolidou-se na 8ª Conferência Nacional de Saúde,
na qual representantes de todos os seguimentos da sociedade civil discutiram um novo modelo de saúde para o Brasil.
Teve como resultado a criação do SUS, por meio de emenda popular (Letra B: INCORRETA). A Reforma Sanitária foi
conduzida pela sociedade civil, inclusive, com a participação de médicos e de outros profissionais da saúde; o
subfinanciamento do SUS não tem relação com a Reforma Sanitária (Letra D: INCORRETA). RESPOSTA: Letra C.
37. COMENTÁRIO: Nos Conselhos Municipais de Saúde, a representação dos usuários deve ser paritária em relação à dos
demais segmentos, de modo que 50% dos membros representem entidades de usuários, 25% entidades dos
trabalhadores de Saúde e 25% representem o governo e os prestadores de serviços (Letra A: INCORRETA).
A participação comunitária no SUS também pode ocorrer através dos Conselhos Estaduais de Saúde, do Conselho
Nacional de Saúde e das Conferências de Saúde (Letra B: INCORRETA). Uma das funções do Conselho é o controle da
execução da política de saúde, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros (Letra C: CORRETA).
O Conselho Municipal de Saúde é composto por representares dos usuários, dos trabalhadores de Saúde, do governo
e dos prestadores de serviço (Letra D: INCORRETA). RESPOSTA: Letra C.
41. COMENTÁRIO:
Vamos analisar cada uma das alternativas:
A. CORRETA.
B. INCORRETA. A mudança do perfil agroexportador (marco da República Velha) para o capitalista urbano-industrial
(observado no final da Era Vargas e durante o “Autoritarismo”) tem clara relação com o modelo médico privatista, que
tinha o objetivo de oferecer assistência médico-hospitalar a trabalhadores urbanos e industriais, na forma de seguro-
saúde/previdência.
C. INCORRETA. Tal característica é relacionada com sanitarismo campanhista, típico do modelo econômico
agroexportador.
D. INCORRETA. O modelo privatista não tinha base local, tampouco ofertava serviços de baixo custo. A prioridade era a
oferta de procedimentos e serviços especializados. Grande parte do financiamento do poder público, na verdade, serviu
para expansão do setor privado.
O modelo vigente era excludente, pois a assistência médico-hospitalar era oferecida na forma de seguro-saúde /
previdência, ou seja, apenas a quem trabalhava. RESPOSTA: Letra A.
42. COMENTÁRIO: O Pacto pela Saúde possui três componentes: Pacto pela Vida; Pacto em Defesa do SUS; Pacto de
Gestão do SUS. O Pacto de Gestão visa reforçar a pactuação da gestão entre as três esferas do governo.
O Pacto pela Vida define algumas condições de saúde prioritárias, as quais devem ser revisadas anualmente. O Pacto
em Defesa do SUS visa reforçar os princípios e a participação social, bem como atrair recursos e investimentos ao
SUS. RESPOSTA: Letra C.
43. COMENTÁRIO: De acordo com a Constituição Federal de 1988, a Seguridade Social tem como função assegurar direitos
relacionados à saúde, à previdência e à assistência social. Vamos relembrar. A saúde é um direito de todos; a
previdência social destina-se a quem contribui (para a previdência); a assistência social deve ser oferecida a quem dela
precisar. Portanto, as sentenças I, IV e V podem ser consideradas corretas. Atenção: educação e saneamento não são
componentes financiados diretamente pela Seguridade Social. Contudo, deve-se ressaltar que o SUS tem como uma
de suas funções a formulação de políticas e a execução de ações de saneamento básico. RESPOSTA: Letra B.
44. COMENTÁRIO: Veja o deslize cometido nesta questão pela Banca examinadora. A Seguridade Social tem como função
assegurar direitos relacionados à saúde (a todos), à previdência (destinada a quem contribuir) e à assistência social (a
quem dela precisa). As sentenças I, III e IV estão corretas. Não há, portanto, alternativa correta. O gabarito liberado foi
a Letra E. Logo, esta questão deveria ter sido anulada, mas não foi, apesar de não mostrar nenhuma resposta certa.
46. COMENTÁRIO: O princípio do SUS que garante o atendimento da pessoa com deficiência, inclusive da criança com
deficiência cognitiva, em todos os níveis de atenção à saúde, é a integralidade. A Política Nacional de Saúde da Pessoa
com Deficiência tem como propósitos gerais promover a qualidade de vida, prevenir deficiências, melhorar
mecanismos de informação, capacitar serviços humanos e garantir atenção integral à saúde, assegurando acesso às
ações básicas e de maior complexidade. A regionalização, a hierarquização e a descentralização são princípios gerais
de organização do SUS, mas não têm relação direta com assistência integral à saúde, que garante atendimento na
atenção básica e na rede especializada, à pessoa com deficiência cognitiva. RESPOSTA: Letra B.
47. COMENTÁRIO: A Lei 8.142/1990 criou o Conselho de Saúde como um órgão colegiado, permanente e deliberativo,
composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários. Vamos analisar
todas as assertivas:
A. INCORRETA. Esta competência é das Conferências de Saúde.
B. CORRETA.
C. INCORRETA. Cabe ao Ministério da Saúde e às Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde executar as ações previstas
pelas políticas de saúde de cada ente federativo.
D. INCORRETA. Não é atribuição do Conselho alocar os recursos, mas dar as diretrizes e aprovar o Plano de Saúde do Poder
Executivo, que servirá como base para essa alocação.
RESPOSTA: Letra B.
51. COMENTÁRIO: Como vimos, o SUS possui vários campos de atuação e todas as áreas citadas na questão fazem parte
de campos de atuação do SUS. Assim, todas estão corretas. RESPOSTA: Letra A.