PARTE B – PLANO DE PRÁTICAS, RECURSOS E/OU MATERIAIS
PEDAGÓGICOS INCLUSIVOS NA ESCOLA
TEMA / RECURSO / PROPOSTA
A importância da linguagem na construção dos processos psicológicos
superiores e na formação dos conceitos científicos
Proposta de atividade interdisciplinar com foco no uso da linguagem oral e
escrita como mediadora do conhecimento, promovendo a inclusão e a
participação de todos os alunos.
CONTEÚDO CURRICULAR OU CONTEXTO ANALISADO
Língua Portuguesa e Ciências Humanas – uso da linguagem, comunicação,
interpretação e construção de conceitos.
Contexto: turma do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano), com alunos com
diferentes estilos de aprendizagem e necessidades educacionais específicas.
OBJETIVO GERAL DA PROPOSTA
Promover a inclusão e o desenvolvimento cognitivo dos alunos por meio de
práticas pedagógicas que utilizem a linguagem como ferramenta de mediação,
possibilitando a construção de conceitos científicos e o fortalecimento das
interações sociais.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Favorecer a participação de todos os alunos em atividades que envolvam
expressão oral e escrita.
Estimular a troca de ideias e o diálogo como meio de aprendizagem coletiva.
Utilizar recursos acessíveis e adaptados para alunos com deficiência visual,
auditiva ou dificuldades de leitura e escrita.
Desenvolver o raciocínio lógico e a capacidade de argumentação através da
linguagem.
Promover o respeito à diversidade linguística e cultural no ambiente escolar.
DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA
1. Apresentação do tema: o professor inicia uma conversa sobre o papel da
linguagem na comunicação e na aprendizagem, destacando exemplos do
cotidiano.
2. Atividade prática: os alunos serão divididos em grupos para construir um
mapa conceitual sobre um tema estudado em sala (ex.: meio ambiente,
cidadania ou corpo humano), utilizando palavras-chave e imagens.
3. Adaptações inclusivas:
o Alunos com deficiência visual podem utilizar materiais em Braille ou
descrições orais;
o Alunos com deficiência auditiva terão apoio de Libras ou legendas;
o Alunos com dificuldades de escrita poderão usar recursos digitais de apoio
(Google Docs com ditado por voz, por exemplo).
4. Socialização: cada grupo apresenta seu mapa, explicando as relações entre
os conceitos, destacando como a linguagem ajudou na construção das ideias.
5. Reflexão coletiva: roda de conversa sobre como a linguagem contribui para
aprender e conviver.
MATERIAIS NECESSÁRIOS
Cartolina, canetas coloridas, imagens impressas e revistas.
Computador, celular ou tablet com acesso à internet.
Recursos de acessibilidade: ampliadores de tela, teclado adaptado, material
em Braille, legendas e intérprete de Libras.
Quadro branco e projetor multimídia (opcional).
AVALIAÇÃO
A avaliação será formativa e contínua, observando:
A participação dos alunos nas discussões e atividades;
O envolvimento e cooperação entre os colegas;
A capacidade de expressar ideias de forma oral ou escrita;
O uso adequado da linguagem para representar e compreender conceitos;
A valorização da diversidade e o respeito mútuo.
REFERÊNCIA
VIGOTSKI, Lev S. A formação social da mente: o desenvolvimento das
funções psicológicas superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 50. ed. São Paulo: Paz e Terra /
Instituto Paulo Freire, 1968.
BRUNER, Jerome. Acts of Meaning: Four Lectures on Mind and Culture.
Cambridge, MA: Harvard University Press, 1990.
SILVA, R. J. Mediação: perspectivas conceituais em Educação e práticas de
mediação. Revista Perspectivas em Comunicação e Informação (exemplo
de artigo sobre mediação e linguagem), 2018.
BORGES, Milena Cândido et al. A linguagem como mediadora no processo
constitutivo e dialógico dos sujeitos no contexto da Educação Básica.
Anais / CONEDU (2024).
SANTOS, Caio César Costa. Linguagem como prática social e mediadora da
formação cultural e humana: algumas reflexões. Rios Eletrônica — Revista
Científica da FASETE, ano 6, n.6, dez. 2012.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 — Lei Brasileira de Inclusão da
Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).