ETEC MARTIN LUTHER KING
TÉCNICO EM MECATRÔNICA
ARTHUR ANTONIO ANDRÉ
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
SÃO PAULO
2026
ARTHUR ANTONIO ANDRÉ
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Trabalho apresentado a nome da instituição
com objetivo de exemplificar os moldes e
origens gerais das inteligências artificiais.
Orientador: Prof. Agostinho Gutierrez
SÃO PAULO
2026
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 4 1. 1 O que é IA? 5 1.1.1 Agindo de forma humana:
a abordagem do teste de Turing 5 1.1.2 Pensando de forma humana: a
estratégia de modelagem cognitiva 6 1.1.3 Pensando racionalmente: a
abordagem das leis do pensamento 7 1.1.4 Agindo racionalmente: a
abordagem de agente racional 7 1.2 Os fundamentos da Inteligência
Artificial 8 1.2.1 Filosofia (de 428 a.C. até a atualidade) 8 1.2.2
Matemática (cerca de 800 até a atualidade) 9 1.2.3 Economia (de 1776 até a
atualidade) 9 1.2.4 Neurociência (de 1861 até a atualidade) 10 1.2.5
Psicologia (de 1879 até a atualidade) 10 1.2.6 Engenharia de computadores
(de 1940 até a atualidade) 10 1.2.7 Teoria de controle e cibernética (de 1948 até
a atualidade) 11 1.2.8 Linguística (de 1957 até a atualidade) 11 1.3
História da Inteligência Artificial 11 1.3.1 A gestação da Inteligência
Artificial (1943-1955) 12 1.3.2 O nascimento da Inteligência Artificial (1956)
12 1.3.3 Entusiasmo inicial, grandes expectativas (1952-1969) 12 1.3.4 Uma
dose de realidade (1966-1973) 13 1.3.5 Sistemas baseados em conhecimento:
a chave para o poder (1969-1979) 13 1.3.6 A IA se torna uma indústria (de
1980 até a atualidade) 13 1.3.7 O retorno das redes neurais (de 1986 até a
atualidade) 13 1.3.8 A IA se torna uma ciência (de 1987 até a atualidade) 13
1.3.9 O surgimento de agentes inteligentes (de 1995 até a atualidade) 14 1.4
O estado da arte 14 6 CONCLUSÃO 15 REFERÊNCIAS 17
4
1. Introdução
A Inteligência Artificial (IA) constitui um dos campos mais abrangentes e
interdisciplinares da ciência contemporânea. Seu objetivo central consiste em
desenvolver sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente exigiriam
inteligência humana, tais como raciocínio, aprendizagem, percepção, tomada de
decisão e compreensão da linguagem.
O campo emergiu formalmente na década de 1950, mas suas raízes
intelectuais remontam à filosofia clássica, matemática lógica e estudos sobre
cognição humana. Atualmente, a IA é um dos pilares da revolução digital, com
aplicações em robótica, sistemas autônomos, medicina, indústria, economia, ciência
de dados e segurança.
O desenvolvimento da IA baseia-se em três questões
fundamentais: O que significa ser inteligente? Como modelar computacionalmente
processos cognitivos? Como construir sistemas que tomem decisões eficazes em
ambientes complexos? E de que maneira é possível construir sistemas capazes
de tomar decisões eficazes em ambientes complexos e dinâmicos? Essas perguntas
impulsionam estudos que combinam conhecimentos de diversas áreas, como
ciência da computação, psicologia, matemática, neurociência e engenharia.
Nesta pesquisa, busca-se introduzir o tema da Inteligência Artificial de forma
clara e acessível, apresentando seus conceitos fundamentais e seu
desenvolvimento histórico. O trabalho baseia-se principalmente nos tópicos
abordados no livro Inteligência Artificial, de Stuart Russell e Peter Norvig, uma das
principais referências acadêmicas da área. Além disso, o avanço da Inteligência
Artificial tem gerado importantes debates sobre seus impactos sociais, econômicos e
éticos. Questões relacionadas ao uso responsável da tecnologia, à
privacidade de dados, à automação de empregos e à tomada de decisões por
sistemas inteligentes têm se tornado cada vez mais relevantes.
Dessa forma, pretende-se apresentar uma visão geral da
IA de maneira simples, porém sólida, destacando seus fundamentos, evolução e
importância no cenário tecnológico atual.
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1.1 O que é IA
Ao longo da história da área, diferentes pesquisadores definiram IA de
maneiras distintas. Russell e Norvig classificam essas definições em quatro grandes
abordagens, organizadas em duas dimensões, Humanos vs. Racionalidade,
Pensamento vs. Comportamento
1.1.1 Agindo de forma humana: a abordagem do Teste de Turing
Essa abordagem define IA como a capacidade de um sistema agir de forma
indistinguível de um ser humano. O critério clássico dessa visão é o Alan Turing
Teste de Turing, proposto em 1950 no artigo Computing Machinery and Intelligence.
Estrutura do Teste
No teste:
1. Um interrogador humano conversa por texto com dois participantes.
2. Um deles é humano.
3. O outro é uma máquina.
Se o interrogador não conseguir distinguir qual é a máquina, considera-se que
a máquina demonstrou inteligência. Capacidades necessárias para passar no teste:
Um sistema precisaria dominar diversas áreas da IA:
Processamento de linguagem natural
Representação de conhecimento
Raciocínio automático
Aprendizado de máquina
Uma versão mais complexa, chamada Teste de Turing Total, também exige:
visão computacional
robótica
percepção sensorial
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Limitações
Apesar de historicamente importante, o teste apresenta críticas:
mede imitação humana, não necessariamente inteligência real
ignora eficiência ou racionalidade
pode ser enganado por respostas superficiais
1.1.2 Pensando de forma humana: modelagem cognitiva
Essa abordagem busca modelar os processos mentais humanos. Ou seja,
em vez de apenas observar o comportamento externo, tenta-se compreender como
a mente humana realmente pensa.
Ela depende de áreas como:
psicologia cognitiva
neurociência
ciência cognitiva
Métodos de estudo
Pesquisadores utilizam:
experimentos psicológicos
introspecção controlada
neuroimagem cerebral
simulações computacionais
A ideia é criar modelos computacionais que reproduzam os processos
cognitivos humanos. Exemplo clássico: Modelos de resolução de problemas
baseados em protocolos de pensamento humano.
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1.1.3 Pensando racionalmente: as leis do pensamento
Essa abordagem tem origem na lógica clássica e propõe que inteligência
consiste em raciocinar corretamente. Ela remonta à tradição filosófica iniciada por
Aristóteles, que desenvolveu os primeiros sistemas formais de lógica.
A lógica formal permite representar conhecimento por proposições e deduzir
conclusões válidas.
Exemplo simplificado:
Premissas:
Todos os humanos são mortais
Sócrates é humano
Conclusão:
Sócrates é mortal
Esse tipo de inferência constitui o fundamento de sistemas de raciocínio
automático.
Limitações
Apesar de rigorosa, essa abordagem enfrenta desafios:
conhecimento do mundo é incerto
raciocínio lógico pode ser computacionalmente caro
decisões reais exigem lidar com probabilidade e incompletude
1.1.4 Agindo racionalmente: a abordagem do agente racional
Essa é a abordagem dominante na IA moderna. Ela define IA como o estudo
de agentes que agem racionalmente. Definição de agente, um agente é qualquer
entidade que:
percebe o ambiente por sensores
age sobre o ambiente por atuadores
Exemplos:
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robôs
softwares
sistemas autônomos
assistentes virtuais
Racionalidade
Um agente é racional se escolhe ações que maximizam o sucesso esperado,
com base em:
percepções
conhecimento prévio
objetivos
Essa abordagem integra:
teoria da decisão
aprendizado de máquina
planejamento
probabilidade
1.2 Fundamentos da Inteligência Artificial
A IA é profundamente interdisciplinar. Seu desenvolvimento depende de
diversas áreas do conhecimento.
1.2.1 Filosofia (428 a.C. – atualidade)
A filosofia levantou questões fundamentais:
O que é inteligência?
Como ocorre o pensamento?
Pode uma máquina pensar?
Filósofos importantes incluem:
Plato
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Aristotle
René Descartes
Contribuições filosóficas:
lógica formal
teoria da mente
natureza do conhecimento
1.2.2 Matemática (800 d.C. – atualidade)
A matemática fornece a base formal da IA. Principais contribuições:
Lógica
formalização do raciocínio
Probabilidade
modelagem de incerteza
Teoria da computação
Trabalhos fundamentais incluem:
Alan Turing
Kurt Gödel
Esses estudos estabeleceram limites e possibilidades da computação.
1.2.3 Economia
A economia contribuiu com teorias sobre decisão racional.
Conceitos importantes:
utilidade
teoria dos jogos
escolha racional
Pesquisadores relevantes incluem:
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John von Neumann
Oskar Morgenstern
1.2.4 Neurociência
A neurociência estuda o funcionamento do cérebro. O cérebro humano possui
cerca de:
86 bilhões de neurônios
Esse conhecimento inspirou:
redes neurais artificiais
aprendizado profundo
1.2.5 Psicologia
A psicologia contribui com modelos de:
aprendizagem
memória
tomada de decisão
Pesquisadores importantes:
Herbert A. Simon
Allen Newell
Eles desenvolveram os primeiros programas de raciocínio simbólico.
1.2.6 Engenharia de computadores
O avanço da IA depende diretamente da evolução do hardware. Principais
fatores:
aumento da capacidade de processamento
maior memória
computação paralela
GPUs
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1.2.7 Teoria de controle e cibernética
Essa área estuda sistemas que se autorregulam. Pioneiros como Norbert
Wiener
Conceitos fundamentais:
feedback
estabilidade
controle automático
1.2.8 Linguística
A linguística estuda a estrutura da linguagem humana. Ela contribui para:
processamento de linguagem natural
tradução automática
chatbots
1.3 História da Inteligência Artificial
A História da Inteligência Artificial (IA) constitui o estudo do desenvolvimento
das ideias, teorias e tecnologias que buscam criar sistemas capazes de realizar
tarefas associadas à inteligência humana, como raciocínio, aprendizado, percepção
e tomada de decisão.
Suas origens remontam às reflexões filosóficas sobre a natureza da mente e
do conhecimento, mas ganham forma científica a partir da metade do século XX,
especialmente com o avanço da computação e com trabalhos pioneiros de
pesquisadores que investigaram a possibilidade de máquinas pensarem ou
simularem processos cognitivos humanos.
Desde então, a IA passou por diferentes fases de entusiasmo,
desafios e avanços tecnológicos, tornando-se um dos campos mais influentes da
ciência contemporânea, com aplicações que vão desde sistemas especialistas e
robótica até aprendizado de máquina e redes neurais profundas.
12
1.3.1 Gestação da IA (1943–1955)
O primeiro trabalho fundamental surgiu em 1943 com:
Warren McCulloch
Walter Pitts
Eles criaram um modelo matemático de neurônio artificial. Outros avanços
importantes:
computadores digitais
teoria da informação
lógica computacional
1.3.2 Nascimento da IA (1956)
A IA nasceu oficialmente na Conferência de Dartmouth.
Organizadores principais:
John McCarthy
Marvin Minsky
Foi nesse evento que o termo Artificial Intelligence foi criado.
1.3.3 Entusiasmo inicial (1952–1969)
Pesquisadores acreditavam que a inteligência artificial seria resolvida
rapidamente.
Programas importantes:
Logic Theorist
General Problem Solver
Esses sistemas demonstraram que computadores poderiam resolver
problemas simbólicos complexos.
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1.3.4 Período de dificuldades (1966–1973)
O progresso desacelerou devido a:
limitações computacionais
problemas de complexidade
expectativas irreais
Esse período ficou conhecido como primeiro inverno da IA.
1.3.5 Sistemas baseados em conhecimento (1969–1979)
Pesquisadores perceberam que inteligência exige grandes bases de
conhecimento. Surgiram os sistemas especialistas. Exemplo famoso: MYCIN —
diagnóstico médico.
1.3.6 IA como indústria (1980–presente)
Sistemas especialistas passaram a ser usados em empresas. Empresas
investiram em:
automação
diagnóstico
suporte à decisão
1.3.7 Retorno das redes neurais (1986–presente)
O algoritmo backpropagation revitalizou o estudo de redes neurais.
Esse avanço levou ao surgimento do deep learning.
1.3.8 IA como ciência (1987–presente)
A IA passou a ser tratada como disciplina científica rigorosa.
Enfoques modernos incluem:
probabilidade
estatística
aprendizado de máquina
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teoria de agentes
1.3.9 Agentes inteligentes (1995–presente)
A abordagem dominante tornou-se o modelo de agente racional, que integra
percepção, aprendizado e tomada de decisão.
1.4 O estado da arte
A IA moderna apresenta avanços impressionantes em várias áreas:
Reconhecimento de imagem, Redes neurais profundas superam humanos em várias
tarefas de classificação, Processamento de linguagem natural. Modelos avançados
conseguem:
traduzir idiomas
responder perguntas
gerar textos complexos
Veículos autônomos carros autônomos utilizam IA para:
percepção do ambiente
planejamento de trajetórias
tomada de decisão
Jogos complexos IA venceu humanos em jogos como:
xadrez
Go
poker
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CONCLUSÃO
A Inteligência Artificial (IA) constitui um dos campos mais abrangentes e
interdisciplinares da ciência contemporânea. Seu objetivo central consiste em
desenvolver sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente exigiriam
inteligência humana, tais como raciocínio, aprendizagem, percepção, tomada de
decisão e compreensão da linguagem. Por meio da criação de algoritmos e modelos
computacionais avançados, a IA busca simular aspectos do pensamento humano e
ampliar as capacidades das máquinas na resolução de problemas complexos.
O campo emergiu formalmente na década de 1950, mas suas raízes
intelectuais remontam à filosofia clássica, à matemática lógica e aos estudos sobre
cognição humana. Pensadores ao longo da história questionaram a natureza da
inteligência e a possibilidade de reproduzi-la artificialmente. Com o avanço da
computação e o desenvolvimento de novas tecnologias, essas reflexões teóricas
passaram a ser aplicadas na criação de sistemas capazes de processar
informações, aprender com experiências e executar tarefas de forma autônoma.
Atualmente, a Inteligência Artificial é considerada um dos pilares da
revolução digital. Suas aplicações estão presentes em diversas áreas do
conhecimento e da sociedade, como robótica, sistemas autônomos, medicina,
indústria, economia, ciência de dados e segurança. Tecnologias baseadas em IA
permitem, por exemplo, diagnósticos médicos mais precisos, otimização de
processos industriais, análise de grandes volumes de dados, reconhecimento de
padrões e desenvolvimento de assistentes virtuais que auxiliam nas atividades
cotidianas. O desenvolvimento da IA baseia-se em
algumas questões fundamentais que orientam suas pesquisas: o que significa ser
inteligente? Como modelar computacionalmente processos cognitivos humanos? E
de que maneira é possível construir sistemas capazes de tomar decisões eficazes
em ambientes complexos e dinâmicos? Essas perguntas impulsionam estudos que
combinam conhecimentos de diversas áreas, como ciência da computação,
psicologia, matemática, neurociência, estatística e engenharia.
Além disso, o avanço da Inteligência
Artificial tem gerado importantes debates sobre seus impactos sociais, econômicos e
éticos. Questões relacionadas ao uso responsável da tecnologia, à privacidade de
dados, à automação de empregos e à tomada de decisões por sistemas inteligentes
16
têm se tornado cada vez maisrelevantes.
Dessa forma, compreender os fundamentos da IA
não é importante apenas para profissionais da área tecnológica, mas também para a
sociedade como um todo. Nesta pesquisa, busca-se introduzir o tema da Inteligência
Artificial de forma clara e acessível, apresentando seus conceitos fundamentais e
seu desenvolvimento histórico.
O trabalho baseia-se principalmente nos tópicos
abordados no livro Inteligência Artificial, de Stuart Russell e Peter Norvig, uma das
principais referências acadêmicas da área. Dessa forma, pretende-se apresentar
uma visão geral da IA de maneira simples, porém sólida, destacando seus
fundamentos, evolução e importância no cenário tecnológico atual, bem como sua
crescente influência no desenvolvimento científico e tecnológico do século XXI.
REFERÊNCIAS
17
RUSSELL, Stuart; NORVIG, Peter. Inteligência artificial. 3. ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2013.