Catalogo Roca e Vida
Catalogo Roca e Vida
CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO
CURADORIA COMPARTILHADA
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Roça é vida,
resistência e
liberdade
O meu primeiro contato com os quilombos do Vale do Ribeira foi em 2014,
quando conheci as comunidades de Ivaporunduva, Pedro Cubas, Sapatu e
Mandira no contexto de uma disciplina de graduação do curso de História
da Universidade de São Paulo que eu acompanhava como estagiário. Na
ocasião, fiquei impressionado por duas grandes sensações de familiari-
dade. A primeira foi despertada pelos sotaques, pelas relações com a terra,
as plantas e os bichos e, especialmente, pela grande semelhança entre os
saberes e as narrativas que ouvi ali e aquelas que cresci ouvindo das minhas
avós Maria e Dirce. Duas mulheres caipiras e crescidas na roça. A segunda
sensação de familiaridade teve a ver com o modo como os quilombolas
apresentavam os seus territórios e tudo o que eles evocam — e isso me
remeteu ao trabalho de uma visita mediada a um museu, como em um ro-
teiro que dá sentido ao que está exposto ao público. Assim começava não
só uma pesquisa de doutorado, mas também uma relação de proximidade
com as pessoas e com as suas histórias naquela região. Quase dez anos
depois, a exposição Roça é Vida, no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, ma-
terializa de outra forma o mesmo encontro que identifiquei naquela visita,
pois o meu referencial de visita mediada era justamente o que tinha dos
anos em que trabalhei como educador nesse mesmo museu.
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A exposição Roça é Vida é o resultado de uma parceria construída entre
o Quilombo São Pedro e o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, um impor-
tante laço que apresenta ao público as relações estabelecidas há séculos
entre as comunidades quilombolas do Vale do Ribeira e a Mata Atlântica, na
região onde se encontra o maior contínuo do bioma no Brasil. Reconhecido
pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como
patrimônio imaterial brasileiro em 2018, o Sistema Agrícola Tradicional das
Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira é um conjunto de saberes,
lugares, formas de expressão e celebrações profundamente interdepen-
dentes e sustentados por um saber: o modo de fazer roça, caracterizado
pela itinerância, pela coivara e por um conhecimento acumulado durante
séculos, a partir da observação dos ciclos da natureza, entendida como
um organismo que precisa de cuidados como o descanso.
Há décadas, os movimentos negros e a História Social da Escravidão
têm apontado para as diversas estratégias de resistência adotadas no
contexto do regime escravista, entre elas o cultivo das roças de sub-
sistência. À luz de um clássico estudo de Robert Slenes, podemos com-
preender a roça como uma das mais importantes marcas da autonomia
alimentar e da reprodução de práticas tradicionais relacionadas ao ali-
mentar-se, à qual tinham acesso, por exemplo, as pessoas escravizadas
quando se casavam. Nesse sentido, o historiador entende a roça como
sinônimo de resistência, associada a outras estratégias para a melhoria
das condições de vida, indo ao encontro do que podemos notar entre as
comunidades do Ribeira:
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por semana e tentando formar uma família e um ‘lar’ em torno dela, ele
não virava apenas uma sétima parte de um camponês, ganhando com
isso um certo espaço psicológico, porém continuando a ser na sua maior
parte (ou essencialmente) ‘escravo’. Ele conquistava ‘direitos’ e formava
uma visão de economia moral que ajudava a aglutinar sua comunidade,
solidificando a determinação coletiva de colocar limites à exploração
senhorial. (...) Na verdade, o ‘lar’ e a roça constituíram-se como uma
encruzilhada da identidade, onde se encontravam tradições africanas
de diversas origens: o âmago do processo de criação de uma classe ou,
talvez, de uma nação. Garantiram que, mesmo onde não parecia haver
chispa alguma, pudesse explodir um incêndio a qualquer instante para
devorar os senhores e sua sociedade”.1
David Ribeiro
HISTORIADOR
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Agô!
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2 O detalhamento das ações desenvolvidas nesta parceria está disponível para consulta
no Centro de Preservação, Pesquisa e Referência do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.
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Muitas são as pessoas a agradecermos pelas etapas e pelos resultados
desta parceria. Em nome da equipe da Associação Museu Afro Brasil,
agradeço a cada uma delas. Nosso desejo é que os resultados do Pro-
jeto MAB Quilombos também contribuam para a sensibilização de todas as
pessoas que os acessam e que reverberem principalmente nas instâncias
públicas e privadas para que promovam respeito e valorização a todas as
comunidades quilombolas, fomentos de acordo com as suas especifici-
dades e a permanência e manutenção do que conquistaram com anos de
trabalhos, lutas, lutos e enfrentamentos ao racismo.
Aweto!3
Conheça a playlist da
Exposição Roça é Vida
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O Povo da Tradição No Reino da Tradição, homens, mulheres e
crianças aprendem a observar, interpretar
e respeitar os sinais da natureza, pois estão
conectados a ela. Assim, quando o sabiá canta,
nos últimos meses do ano, é o pássaro abrindo
a boca para dizer que é tempo de plantar
arroz. Quando as saracuras cantam, as pedras
choram ou os sapos se alvoroçam, é anunciada Agouro:
a chegada da chuva. As fases da lua e o modo Previsão de algo
ruim a partir
como as estrelas no céu se apresentam, dos hábitos
dos animais.
indicam o tempo do plantio, cultivo e colheita
das lavouras, da caça e da pesca, também a Saracura:
Ave da família
extração de cipós, madeiras e outras fibras Rallidae,
geralmente
naturais para a feitura de artefatos, artesanatos de ambiente
e utensílios do dia a dia. Existem os pássaros aquático, que
possuem pernas
que cantam agouro e anunciam passagem e dedos longos
sem membranas
para o plano ancestral. natatórias.
Vanderlei Ribeiro
– Deco
Luar, 2021
Aquarela sobre
papel
Ilustração
para o livro
Na companhia
de Dona Fartura,
uma história
sobre cultura
alimentar
quilombola
29,7 x 42 cm
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O Rei Tempo Livre é sábio, observador
e conhecedor da natureza. Protetor dos
caçadores e dos animais. É o guardião do
território e da organização social do reino.
Um belo homem que conversa com a mata
e com as águas. Ele lê os sinais presentes
no céu e na terra. Para ele, tudo tem o seu
tempo, e tudo está relacionado ao tempo
da vida em todos os planos.
Rei, 2022
Aquarela sobre papel
29,7 x 21 cm
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Amanda Nainá dos Santos
Rainha, 2022
Aquarela sobre papel
29,7 x 21 cm
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Luiz Ketu
Placa
de identificação
do território
sem data
Luiz Ketu
Vista parcial
Quilombo
São Pedro
sem data
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Luiz Ketu
Procissão na
Festa Quilombo
São Pedro
sem data
Luiz Ketu
Hasteamento
do mastro
de São Pedro
sem data
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Luiz Ketu
Amarrando ripas
para parede de
pau-a-pique
2019
Luiz Ketu
Amarrando as
ripas para casa
de pau-a-pique
2019
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Luiz Ketu
Barreação de casa
de pau-a-pique
2019
Luiz Ketu
Casa de pau-a-pique
2019
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“Atiçamos o fogo com
a lenha de tabocuva
para preparar o jantar
e secar o arroz que
estava no apá em cima
do tendá. (...) Cada vez
que visitamos a rede
nas águas do rio, o
Ribeira nos presenteia
com aniá, cascudo,
saguaru, mandi, taira,
nundjá, acará, lisbão,
corimba, lambari e
outros peixes”.
Teipa, 2021
Aquarela sobre papel
Utilizado para
o transporte de sementes
durante o plantio.
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BATEIA
Ferro
48,2 x 47 x 7,8 cm
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Letícia França
Queimada com
aceiro
2020
Letícia França
Roça de coivara
2020
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RECONHECIDO PELO IPHAN
COMO PATRIMÔNIO
CULTURAL BRASILEIRO,
A ROÇA DE COIVARA
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Trabalhamos no quilombo
na relação de compadrio,
um ajudando o outro, em
forma de coletividade.
Fazemos o puxirão, a
reunida, a troca de dia,
o ajutório, a poiuva ou
a “de-mão”. De onde eu
venho, plantamos arroz,
feijão, milho, inhame,
cará, rama de mandioca,
maracujá, limão, banana
maçã branca, muitas
hortaliças e mais de
duzentos e quarenta Puxirão,
Reunida,
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Luiz Ketu
Em meio à
floresta, roça
2020
Luiz Ketu
No caminho
dos antigos -
indo para a roça
2020
Luiz Ketu
Puxirão de
colheita de arroz
2019
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Luiz Ketu
Puxirão de
colheita de arroz
2019
Luiz Ketu
Colheita de roça
de arroz
2019
Luiz Ketu
Paiol para guarda
temporária da
colheita na roça
2019
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Os conhecimentos quilombolas
revelam uma visão de mundo
voltada para o social e em
consonância com a garantia de
direitos tanto para seu grupo
social como para a própria
natureza, que dele faz parte,
por isso sua preocupação em
trabalhar respeitando a natureza
respeitando-a como um Ente,
tratando a terra como uma mãe em
seu sentido ancestral e com direito
a existir porque nos antecedeu.
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Arroz Amarelo Crioulo
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Feijão Roxinho
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Feijão Cara Suja
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Feijão Carioca
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Café
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Milho Crioulo e
Espiga de Milho
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Vanderlei Ribeiro - Deco
FEIRA DE TROCA DE
Feira de
sementes
SEMENTES E MUDAS
QUILOMBOLAS, 2019
Aquarela sobre papel/Tinta à
base de terra do quilombo
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Vanderlei Ribeiro - Assim como os outros filhos da Mestra
Deco
TRADIÇÃO, a minha mãe, EXPERIÊNCIA, formou
TERRITÓRIO, 2019
Aquarela sobre papel/ família em terras quilombolas, dentro da Mata
Tinta à base de terra
do quilombo Atlântica, na região do Vale do Ribeira, no
Ilustração para o livro Estado de São Paulo. Mamãe EXPERIÊNCIA
Roça é Vida
ensinou os seus herdeiros a cuidar, a amar e a
29,7 x 42 cm
respeitar a terra, as nascentes, a flora, a fauna e
tudo que existe dentro do nosso território. Sabe
por quê?
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Vanderlei Ribeiro - Deco
continuou:
— O quê?
— Ora homê! A roça de coivara é a base do
Sistema Agrícola
Tradicional Quilombola.
— O que é isso? Como é?
— Vou explicar! A roça de coivara é
uma técnica de manejo tradicional
em que usamos o fogo para o melhor
aproveitamento do solo na plantação de
todos os nossos alimentos.
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— Mas o uso do fogo agride o meio
ambiente! – disse o entrevistador.
— Do jeito que fazemos, não agride
não. Olha, primeiro escolhemos
a área fértil para fazer a roçada e a
derrubada da vegetação; depois,
picamos os galhos das árvores já
derrubadas. Em seguida, fazemos
o aceiro para o controle do fogo
durante a queimada. Posteriormente,
selecionamos as sementes e mudas
Vanderlei Ribeiro - Deco para o plantio.
ACEIRO, 2019
Aquarela sobre papel
Aceiro: Desbaste de um terreno em volta
Ilustração para o livro Roça é Vida
de propriedades, matas e coivaras, para
29,7 x 42 cm impedir propagação de incêndios.
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Vanderlei Ribeiro
- Deco
ROÇA, 2019
Aquarela sobre
papel
Ilustração para o
livro Roça é Vida
29,7 x 42 cm
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Amanda Nainá
dos Santos
MÃOZINHAS,
2022
Aquarela sobre
papel
21 x 29,7 cm
Amanda Nainá
dos Santos
AVÓ E
CRIANÇAS,
2022
Aquarela sobre
papel
21 x 29,7 cm
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Nosso Lugar
Encantado
é Quilombo
Entranhado
Todo quilombola que planta
a semente na terra é também Vanderlei Ribeiro - Deco
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Os livros “Roça é Vida” (2020) e “Na
companhia de Dona Fartura: uma história
Roça é Vida sobre cultura alimentar quilombola”
(2022) foram propostos, escritos e
ilustrados pelo Grupo de Trabalho da Roça,
formado por pesquisadores, educadores
Na companhia e artistas quilombolas e aquilombados,
de Dona Fartura,
uma história e realizados em parceria com o Instituto
sobre a cultura
alimentar
quilombola
Socioambiental, com financiamento da
União Europeia. O primeiro livro contou
ainda com a parceria do Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
– IPHAN, e o segundo, com a parceria da
Cooperativa dos Agricultores Quilombolas
do Vale do Ribeira – Cooperquivale.
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O Coletivo Mulheres Quilombolas Na
Luta surge no ano de 2019 articulado
por mulheres dos Quilombos São
Pedro, Galvão, Ivaporunduva, Piririca e
Nhunguara, localizados nos municípios
de Eldorado e Iporanga, na região do
Vale do Ribeira-SP. Com o objetivo do
fortalecimento de mulheres quilombolas
no território, de forma abrangente e
interseccional, articulamos as categorias
de raça, classe, gênero e território, sem
descaracterizar ou invalidar a oralidade
como marca central das comunidades
tradicionais quilombolas. A metodologia
adotada pelo Coletivo são as rodas de
conversa, circulares e rotativas nos
territórios e que nos remetem à base da oralidade como epistemologia Amanda Nainá
dos Santos
africana, nossa história e memória em conexão com o ancestral. As
MULHER
vidas nesses espaços também são gestadas por uma organização de CACHOEIRA
- FORÇA DA
mulheres em conexão com o território, que compreende tudo o que NATUREZA
QUE DESÁGUA
nele está: a vivência com a sacralidade da terra, do rio, das folhas, PELO MUNDO,
2020
Aquarela
das cachoeiras, dos bichos, demais entes da natureza, e do umbigo sobre papel
das pessoas mais velhas fincados no território. Esses conhecimentos Logotipo
do Coletivo
são direcionados para o processo organizativo das comunidades e Mulheres
Quilombolas
suas gerações. As demandas que compõem as pautas expressam na Luta - MQNL
Mulheres
Quilombolas
Márcia Cristina Américo e Viviane Marinho Luiz na Luta
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QUILOMBO SÃO PEDRO
MODO DE SER E VIVER
Eldorado, São Paulo, Brasil.
2023
Duração: 35"
Classificação: Livre
Direção
Luiz Marcos de França
Dias e Paulo Pereira
Roteiro
Amanda Nainá dos Santos,
Andrey das Neves Pupo,
Letícia Ester de França,
Márcia Cristina Américo,
Valni de França Dias
e Vanderlei Ribeiro
Entrevistas
Andrey das Neves Pupo,
Gabriel dos Santos Rocha,
Juliane Duarte Prado e
Letícia Ester de França
Fotografia e Câmera
Representantes do Quilombo São Pedro, do município de Latoya Winnie e Paulo Pereira
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ASSOCIAÇÃO DOS REMANESCENTES DE QUILOMBO DE SÃO PEDRO
VANESSA DE FRANÇA
Vice-presidente
HELOISA DE FRANÇA
2ª Secretária
SIDNEI MORATO
1º Tesoureiro
DIRETORIA
EDUCAÇÃO
HÉLIO SANTOS MENEZES NETO
Diretor Artístico SIMEIA DE MELLO ARAUJO
Coordenação
RENEI PEREIRA MEDEIROS
Diretor Administrativo Financeiro SIDNEY RODRIGUES FERRER
Educador Sênior
SANDRA MARA SALLES
Diretora Executiva FABIO EDUARDO MATIAS SIQUEIRA
GABRIELLE NASCIMENTO BATISTA
ESTELA MARIA OLIMPIO JULIANE DUARTE PRADO
Assistente de Gestão Executiva RAPHAELLIE LÁZARO REZENDE SILVA MACIEL
UILA GARCIA CARDOSO JUNIOR
RODOLFO BELTRÃO YAO JEAN PIERRE BERANGER KOFFI
Assessor de Planejamento e Gestão GABRIELA LAGES GONÇALVES
FRANCISCO PHELIPE CUNHA PAES
GABRIEL MOREIRA DOS SANTOS GUILHERME RENAN DOMINGOS
Analista Administrativo Júnior Educadores
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AÉLIO SANTIAGO DOS SANTOS JUREMA LETICIA BERALDO LEITE
SÉRGIO FRANCO DA SILVA Conservadora Júnior
Marceneiros
MARCIA CRISTINA GABRIEL RODRIGUES
ADALBERTO ANTONIO PIRES DE JESUS Técnica em Documentação Sênior
FERNANDO DA SILVA AMORIM
½ Oficiais de Marcenaria KAUÊ FURLAN LORIANO
Auxiliar Técnico em Conservação do Acervo
GILBERTO ALMEIDA SANTOS
Pintor THAINA TEIXEIRA DA SILVA
Estágio em Conservação
PESQUISA
SETOR ADMINISTRATIVO FINANCEIRO
JOYCE FARIAS DE OLIVEIRA
Pesquisador II CONTRATOS/ JURÍDICO
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CLAUDIO ALVES
BILHETERIA/ LOJA CLAUDIO DISESSA
FRANCISCO HELVECIO DE MIRANDA
ALCIDES SANTOS HOMERO MARCIANO VIEIRA FILHO
Assistente de Infraestrutura PEDRO DAS DORES SANTOS
REINALDO DA MATA SANTOS
GILSON DE OLIVEIRA SANCHEZ Vigias
Bilheteiro
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Vários colaboradores.
ISBN 978-65-89568-07-0
24-210968 CDD-709.81