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Catalogo Roca e Vida

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CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO

CATÁLOGO DA EXPOSIÇÃO

De 24 de junho de 2023 a 10 de março de 2024

CURADORIA COMPARTILHADA

Associação dos Remanescentes de Quilombo de São Pedro


Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Talvez o termo “Roça é vida”, escolhido para nomear esta exposição
pode parecer simples, se não analisado a partir de uma cosmopercepção
em territórios brasileiros da diáspora africana. Tratando-se do Quilombo
São Pedro, comunidade que surge nas primeiras décadas do século XIX
e está localizada em meio a Mata Atlântica, assim como muitos outros
quilombos do Vale do Ribeira e do país, a roça de coivara é a materialização
da manutenção da vida nos territórios coletivos ancestrais. Dela não
emergem somente os alimentos, que dão sustentação ao corpo, mas estão
também presentes - ou ligados a ela - saberes ancestrais, passados de
geração em geração através das práticas e vivências, que se configuram
parte do processo de resistência às opressões históricas.
Esta exposição compõe o rol de ações de salvaguarda do Sistema
Agrícola Tradicional Quilombola do Vale do Ribeira, bem como possibilita
a descolonização de mentes sobre preconceitos carregados sobre nós,
povo que construiu este país, povo negro, povo quilombola.
Em cada utensílio, em cada foto, em cada minuto do filme e em cada
ilustração está uma pequena parte de uma dimensão maior, de diversos
contrastes, que são os territórios quilombolas do Vale do Ribeira:
territórios de histórica negação de direitos a políticas públicas essenciais
à vida, territórios de cultura e ancestralidade, territórios de preservação
ambiental, com segurança e soberania alimentar. A roça quilombola é vida
porque alimenta o corpo e a alma!

Luiz Marcos de França Dias


ASSOCIAÇÃO DOS REMANESCENTES DE QUILOMBO DE SÃO PEDRO

3
Roça é vida,
resistência e
liberdade
O meu primeiro contato com os quilombos do Vale do Ribeira foi em 2014,
quando conheci as comunidades de Ivaporunduva, Pedro Cubas, Sapatu e
Mandira no contexto de uma disciplina de graduação do curso de História
da Universidade de São Paulo que eu acompanhava como estagiário. Na
ocasião, fiquei impressionado por duas grandes sensações de familiari-
dade. A primeira foi despertada pelos sotaques, pelas relações com a terra,
as plantas e os bichos e, especialmente, pela grande semelhança entre os
saberes e as narrativas que ouvi ali e aquelas que cresci ouvindo das minhas
avós Maria e Dirce. Duas mulheres caipiras e crescidas na roça. A segunda
sensação de familiaridade teve a ver com o modo como os quilombolas
apresentavam os seus territórios e tudo o que eles evocam — e isso me
remeteu ao trabalho de uma visita mediada a um museu, como em um ro-
teiro que dá sentido ao que está exposto ao público. Assim começava não
só uma pesquisa de doutorado, mas também uma relação de proximidade
com as pessoas e com as suas histórias naquela região. Quase dez anos
depois, a exposição Roça é Vida, no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, ma-
terializa de outra forma o mesmo encontro que identifiquei naquela visita,
pois o meu referencial de visita mediada era justamente o que tinha dos
anos em que trabalhei como educador nesse mesmo museu.
4
A exposição Roça é Vida é o resultado de uma parceria construída entre
o Quilombo São Pedro e o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, um impor-
tante laço que apresenta ao público as relações estabelecidas há séculos
entre as comunidades quilombolas do Vale do Ribeira e a Mata Atlântica, na
região onde se encontra o maior contínuo do bioma no Brasil. Reconhecido
pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como
patrimônio imaterial brasileiro em 2018, o Sistema Agrícola Tradicional das
Comunidades Quilombolas do Vale do Ribeira é um conjunto de saberes,
lugares, formas de expressão e celebrações profundamente interdepen-
dentes e sustentados por um saber: o modo de fazer roça, caracterizado
pela itinerância, pela coivara e por um conhecimento acumulado durante
séculos, a partir da observação dos ciclos da natureza, entendida como
um organismo que precisa de cuidados como o descanso.
Há décadas, os movimentos negros e a História Social da Escravidão
têm apontado para as diversas estratégias de resistência adotadas no
contexto do regime escravista, entre elas o cultivo das roças de sub-
sistência. À luz de um clássico estudo de Robert Slenes, podemos com-
preender a roça como uma das mais importantes marcas da autonomia
alimentar e da reprodução de práticas tradicionais relacionadas ao ali-
mentar-se, à qual tinham acesso, por exemplo, as pessoas escravizadas
quando se casavam. Nesse sentido, o historiador entende a roça como
sinônimo de resistência, associada a outras estratégias para a melhoria
das condições de vida, indo ao encontro do que podemos notar entre as
comunidades do Ribeira:

“O escravo que trilhava esse caminho, igual ao quilombola, levantava


seu ‘mocambo’; resgatava seu passado, que não era apenas a dor, e us-
ava-o para enfrentar o que vinha pela frente. Cultivando sua ‘roça’ um dia

5
por semana e tentando formar uma família e um ‘lar’ em torno dela, ele
não virava apenas uma sétima parte de um camponês, ganhando com
isso um certo espaço psicológico, porém continuando a ser na sua maior
parte (ou essencialmente) ‘escravo’. Ele conquistava ‘direitos’ e formava
uma visão de economia moral que ajudava a aglutinar sua comunidade,
solidificando a determinação coletiva de colocar limites à exploração
senhorial. (...) Na verdade, o ‘lar’ e a roça constituíram-se como uma
encruzilhada da identidade, onde se encontravam tradições africanas
de diversas origens: o âmago do processo de criação de uma classe ou,
talvez, de uma nação. Garantiram que, mesmo onde não parecia haver
chispa alguma, pudesse explodir um incêndio a qualquer instante para
devorar os senhores e sua sociedade”.1

Isso está corporificado, por exemplo, nas palavras de Aurico Dias,


importante liderança e agricultor do quilombo São Pedro, ao ressaltar o
aprendizado construído enquanto acompanhava seus pais na infância:

“O nosso trabalho não era escravo, era um trabalho de formação, um


trabalho de aprender, um trabalho para que a gente ficasse sabendo
algumas coisas (...)”.2

Suas palavras lembram as de Antônio Bispo dos Santos, Nego Bispo,


importante pensador quilombola do Piauí, que ressalta as diferentes con-
cepções de trabalho que existem entre colonizadores e contra-coloniza-
dores: o trabalho como sofrimento e exploração versus o trabalho como
relação com a terra e com a comunidade. O trabalho na roça quilombola

1 SLENES, Robert W. Na senzala, uma flor: esperanças e recordações da família escrava


— Brasil Sudeste, século XIX. 2ª ed. Campinas: Ed. Unicamp, 2011, p. 191-193; 200-201; 213-
214. Ênfases minhas. Cabe o adendo que Slenes entende que “antes de serem capturadas e
trazidas ao Sudeste do Brasil, muitas das pessoas desterradas da África Central, talvez a maioria,
já eram praticamente ‘quilombolas’ — inclusive no sentido original da palavra, já que moravam
em aldeias que eram pouco mais do que ‘acampamentos (de guerreiros)’” (Id., Ibid., p. 181).

2 INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Dossiê Sistema Agrícola Tradicional


Quilombola do Vale do Ribeira, SP, v. 1, 2017, p. 72-73. Ênfases minhas.
6
e a convivência por ele proporcionada são formas privilegiadas para a
transmissão de saberes, além de evocarem narrativas históricas que são
“vetores importantes de continuidade dos saberes sobre a ordem do
mundo”, como as histórias sobrenaturais que fazem parte do repertório
local e as próprias histórias das famílias, dos lugares, dos caminhos.3
Iniciativa quilombola que dá nome à exposição, o livro Roça é Vida,
fruto da parceria entre o GT da Roça e o Iphan/SP, é uma narrativa com
personagens que simbolizam a relação entre os quilombolas do Vale do
Ribeira e o seu sistema agrícola. Estes personagens, cujos nomes fazem
referência a conceitos, valores e circunstâncias marcantes do modo
quilombola de pensar e viver, nos conduzem em uma história — apre-
sentada por Fartura, filha da Experiência e neta da Tradição — que é a da
luta pela terra e pelo reconhecimento do sistema agrícola tradicional, co-
municando a centralidade da roça para a continuidade das comunidades
e da Mata Atlântica.
A partir da narrativa, vemos ainda uma definição precisa e uma defesa
da coivara contra a criminalização que lhe é imposta, lembrando que a
terra é viva e que precisa de um tempo de descanso. O texto também
pode ser compreendido como uma ode aos direitos da natureza, ontologi-
camente ligado aos direitos dos povos tradicionais. A conclusão da nar-
rativa é o casamento dos personagens Resistência e Êxodo, então fixado
no campo: “os dois juntos geraram ESPERANÇA, minha netinha, e ela é
quem nos faz seguir resistindo. A arteira adora tomar banho no rio, subir
nas árvores e brincar na chuva. Gosta também de participar da corrida da
bandeira do Divino Espírito Santo nas casas, da Folia de Reis e da romaria
de São Gonçalo”. A Fartura demonstra que o futuro está na Esperança,

3 INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Op. cit., v. 1, 2017, p. 73.


7
que depois de ter nascido é vista como se sempre tivesse estado junto
deles. A Esperança também está sempre presente na feira anual de troca
de sementes, nas apresentações culturais e na vivência da “partilha de
saberes que os [seus] pais cultivam e trocam com outras comunidades”.
Esta exposição é uma das muitas ações de salvaguarda, isto é, de cui-
dado com o patrimônio cultivado por comunidades quilombolas como a
de São Pedro. Seja pelas aquarelas de Amanda Nainá dos Santos e de
Vanderlei Ribeiro (Deco), seja pelos objetos relacionados ao modo de
fazer roça e à cultura material quilombola, bem como pelos registros do
cotidiano desse quilombo, é possível conhecer algumas das expressões
escolhidas pela própria comunidade para comunicar aquilo que a sustenta.
Roça é Vida apresenta, sobretudo, a história da luta pelo território e
pela Terra, uma luta em puxirão, em conjunto, pela continuidade dessas
comunidades quilombolas e da própria Mata Atlântica, essa floresta so-
ciobiodiversa construída durante séculos pela natureza em parceria com
as comunidades tradicionais.

David Ribeiro
HISTORIADOR

8
Agô!
1

Sobre a parceria Museu Afro Brasil


Emanoel Araujo e Quilombo São Pedro

Em 2016, a Associação Museu Afro Brasil e a Associação dos Rema-


nescentes de Quilombo de São Pedro iniciaram uma parceria articulada
pelo Grupo Técnico de Coordenação do Sistema Estadual de Museus de
São Paulo (GTC SISEM-SP), visando um projeto piloto que contribuísse
com a salvaguarda e a extroversão de bens, memórias, saberes e fazeres
ancestrais dos quilombos paulistas. A parceria, que tomou como base a
museologia social, possibilitou diálogos e experiências a partir de visitas a
museus, comunidades culturais e exposições, além de vivências no terri-
tório do Quilombo, no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo e na 13ª Feira de
Trocas de Sementes e Mudas Tradicionais das Comunidades Quilombolas
do Vale do Ribeira.
Uma das ações dessa parceria se deu no período de maior impacto da
Covid-19, quando a Cooperativa dos Agricultores Quilombolas do Vale do
Ribeira, Cooperquivale, implementou o projeto emergencial Do Quilombo
para a Favela, como alternativa de escoamento de trezentas e trinta tone-
ladas de produtos agrícolas orgânicos, diante do fim da aquisição desses
alimentos pelo Ministério da Educação, para o Programa Nacional de Ali-
mentação Escolar – PNAE.

1 Palavra do idioma Yorùbá que expressa pedido de licença, permissão ou passagem.


9
Na ocasião, a Associação Museu Afro Brasil apoiou a iniciativa por meio
da campanha Dos quilombos às periferias: resistência contra a fome.
Lançada na plataforma Benfeitoria, no dia 30 de novembro de 2021, e
encerrada em janeiro de 2022, a ação possibilitou a aquisição e doação
de cerca de duas toneladas de alimentos, contribuindo com a renda dos
agricultores quilombolas, com o acesso à alimentação de qualidade e
com a valorização do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola.
Em 2023, a parceria se consolidou com a formação do Grupo de Tra-
balho Museu Quilombo São Pedro e com a Oficina Prática de Curadoria,
resultando no vídeo documentário Quilombo São Pedro: Modo de ser e
viver e na exposição Roça é Vida2, bonitos resultados do encontro de
tempos, espaços, histórias e saberes, das nuances de um percurso rico
em escutas, respeito, encantos e trocas, de importantes presenças e
contribuições.
Inaugurada em 24 de junho de 2023, a exposição reuniu diferentes
tipos de objetos do acervo do Quilombo, tais como fotografias, ferra-
mentas de trabalho e utensílios de uso cotidiano, além de sementes cri-
oulas típicas do Sistema Agrícola Tradicional Quilombola. Também foram
expostos o vídeo documentário e as aquarelas que ilustram os livros
Roça é Vida (2020) e Na companhia de Dona Fartura: uma história sobre
cultura alimentar quilombola (2022), dos quais também foram extraídos
trechos de textos. Tais conteúdos encontram-se reunidos no catálogo
Roça é Vida, como mais uma forma de contribuir com a missão de sal-
vaguardar e de difundir bens, memórias, saberes e fazeres ancestrais
dos Quilombos.

2 O detalhamento das ações desenvolvidas nesta parceria está disponível para consulta
no Centro de Preservação, Pesquisa e Referência do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.
10
Muitas são as pessoas a agradecermos pelas etapas e pelos resultados
desta parceria. Em nome da equipe da Associação Museu Afro Brasil,
agradeço a cada uma delas. Nosso desejo é que os resultados do Pro-
jeto MAB Quilombos também contribuam para a sensibilização de todas as
pessoas que os acessam e que reverberem principalmente nas instâncias
públicas e privadas para que promovam respeito e valorização a todas as
comunidades quilombolas, fomentos de acordo com as suas especifici-
dades e a permanência e manutenção do que conquistaram com anos de
trabalhos, lutas, lutos e enfrentamentos ao racismo.
Aweto!3

Janderson Brasil Paiva


ANALISTA DE ARTICULAÇÃO EM REDE | PROGRAMA CONEXÕES MUSEUS SP
ASSOCIAÇÃO MUSEU AFRO BRASIL | MUSEU AFRO BRASIL EMANOEL ARAUJO

3 Palavra do idioma Bantu que significa “assim seja”.

Conheça a playlist da
Exposição Roça é Vida
11
12
O Povo da Tradição No Reino da Tradição, homens, mulheres e
crianças aprendem a observar, interpretar
e respeitar os sinais da natureza, pois estão
conectados a ela. Assim, quando o sabiá canta,
nos últimos meses do ano, é o pássaro abrindo
a boca para dizer que é tempo de plantar
arroz. Quando as saracuras cantam, as pedras
choram ou os sapos se alvoroçam, é anunciada Agouro:
a chegada da chuva. As fases da lua e o modo Previsão de algo
ruim a partir
como as estrelas no céu se apresentam, dos hábitos
dos animais.
indicam o tempo do plantio, cultivo e colheita
das lavouras, da caça e da pesca, também a Saracura:
Ave da família
extração de cipós, madeiras e outras fibras Rallidae,
geralmente
naturais para a feitura de artefatos, artesanatos de ambiente
e utensílios do dia a dia. Existem os pássaros aquático, que
possuem pernas
que cantam agouro e anunciam passagem e dedos longos
sem membranas
para o plano ancestral. natatórias.

Vanderlei Ribeiro
– Deco

Luar, 2021
Aquarela sobre
papel

Ilustração
para o livro
Na companhia
de Dona Fartura,
uma história
sobre cultura
alimentar
quilombola

29,7 x 42 cm
13
O Rei Tempo Livre é sábio, observador
e conhecedor da natureza. Protetor dos
caçadores e dos animais. É o guardião do
território e da organização social do reino.
Um belo homem que conversa com a mata
e com as águas. Ele lê os sinais presentes
no céu e na terra. Para ele, tudo tem o seu
tempo, e tudo está relacionado ao tempo
da vida em todos os planos.

Amanda Nainá dos Santos

Rei, 2022
Aquarela sobre papel

Ilustração para o livro


Na companhia de Dona
Fartura, uma história
sobre cultura alimentar
quilombola

29,7 x 21 cm
14
Amanda Nainá dos Santos

Rainha, 2022
Aquarela sobre papel

Ilustração para o livro


Na companhia de Dona
Fartura, uma história
sobre cultura alimentar
quilombola

29,7 x 21 cm

A Rainha, grande guardiã das lavouras e da


moradia, é conhecedora do poder curativo
das plantas medicinais e de uma infinidade
de espécies alimentares. Mulher sábia, bonita,
altiva e valente, trabalha em contato direto com
a terra e é a grande mediadora de conflitos. Ela
se inspira no exemplo da mãe terra, por isso,
é muito generosa. A Rainha Cultura Alimentar
garante que todos e todas tenham terra para
plantar, tenham colheita para se alimentar e
casa para morar. Essas são as bases para o bem
Lavoura: Plantação. viver coletivo no reino.

15
Luiz Ketu
Placa
de identificação
do território
sem data

Luiz Ketu
Vista parcial
Quilombo
São Pedro
sem data

16
Luiz Ketu
Procissão na
Festa Quilombo
São Pedro
sem data

Luiz Ketu
Hasteamento
do mastro
de São Pedro
sem data

17
Luiz Ketu
Amarrando ripas
para parede de
pau-a-pique
2019

Luiz Ketu
Amarrando as
ripas para casa
de pau-a-pique
2019

18
Luiz Ketu
Barreação de casa
de pau-a-pique
2019

Luiz Ketu
Casa de pau-a-pique
2019

19
“Atiçamos o fogo com
a lenha de tabocuva
para preparar o jantar
e secar o arroz que
estava no apá em cima
do tendá. (...) Cada vez
que visitamos a rede
nas águas do rio, o
Ribeira nos presenteia
com aniá, cascudo,
saguaru, mandi, taira,
nundjá, acará, lisbão,
corimba, lambari e
outros peixes”.

Vanderlei Ribeiro - Deco

Teipa, 2021
Aquarela sobre papel

Ilustração para o livro


Na companhia de Dona
Fartura, uma história Apá: Utensílio utilizado
sobre cultura alimentar
quilombola para abanar grãos.

42 x 29,7 cm Tabocuva: Árvore nativa


da América do Sul. Nome
científico: Pera glabrata.

Tendá: Suporte feito


de bambu ou madeira,
utilizado acima do fogão
de lenha para defumar
carnes, secar arroz e
outros alimentos.
20
ESTEIRA
Fibra de taboa
130,2 x 197,3cm
21
CHALEIRA
Ferro
27,2 x 17,5 x 27,1 cm
22
TACHO DE FARINHA
Cobre
78 cm (diâmetro)

Utilizado para torra


de mandioca ralada,
até o ponto de farinha.
23
FRASCO COM PERFUME
Vidro
21,2 x 10,2 x 10,2 cm
24
FERRO DE
PASSAR ROUPAS
Ferro e madeira
20 x 10 x 22 cm
25
PÉ DE FERRO
Ferro
17,8 x 15 x 15 cm

Utilizado para fabricação


artesanal de calçados.
26
PILÃO DEITADO
Madeira
Pilão: 34,2 x 71,7 x 36,8 cm
Mão de pilão: 121 x 6 cm

Utilizado para descascar ou


triturar grãos e para a feitura
de alimentos como paçoca,
cuscuz de arroz, entre outros.
27
RODA DE FARINHA
Madeira e ferro
93 x 92 x 77 cm

Utilizado para ralar mandioca


para o preparo de farinha.
28
SARAQUÁ
Madeira Erva de Macuco e metal
185 x 5 cm

Utilizado para abrir


fendas na terra para
o plantio de sementes.
29
CESTOS
Cipó timbopeva
31 x 39 x 28 cm
36 x 42 x 31 cm
31 x 51 x 31 cm

Utilizados para transportar


alimentos da roça.
30
PIQUA
Tecido
60 x 35 x 15 cm

Utilizado para
o transporte de sementes
durante o plantio.
31
BATEIA
Ferro
48,2 x 47 x 7,8 cm

Utilizado no garimpo para


separar pedras preciosas.
32
APÁ OU PENEIRA
Tiras de taquaruçu e embira
de imbaúba-vermelha

Utilizada para abanar grãos.


33
APÁS OU PENEIRAS
Tiras de taquaruçu e embira
de imbaúba-vermelha

Utilizadas para abanar grãos.


34
Tá na hora
da Roça! Roça
de Coivara!
Mexendo e experimentando, trabalhamos
a roça de coivara para alimentar todas
as famílias da comunidade. Todo esse
conjunto de saberes e técnicas passado Vanderlei Ribeiro
- Deco
de geração a geração, e a interação com
Roça de milho, 2019
todos os elementos da natureza, são Aquarela sobre
papel
conhecimentos que fazem parte de um
Ilustração para o
grande ciclo conhecido como Sistema livro Roça é Vida

Agrícola Tradicional Quilombola. 29,7 x 42 cm

35
Letícia França
Queimada com
aceiro
2020

Letícia França
Roça de coivara
2020

36
RECONHECIDO PELO IPHAN
COMO PATRIMÔNIO
CULTURAL BRASILEIRO,
A ROÇA DE COIVARA

Pelo IPHAN reconhecido não pode descuidar


alegres vamos festejar tudo tem tempo marcado
a roça de coivara na hora de plantar.
quilombola Se não fossem esses
não podemos descansar. abnegados
Não ficar adormecido o povo da cidade não iria
a voz de Zumbi diz se alimentar
Abnegado: Aquele que
que não podemos parar se ele planta atrasado se sacrifica em favor
de outra pessoa.
muitas vezes a vaca vai pro brejo
amedrontado e porque arroz e feijão Brejo: Terreno
alagadiço e lodoso.
esquecido ainda não vi fabricar.
Coivara: quantidade
mas não se pode Olha firme o infinito de ramagens a que se
põe fogo nas roçadas
desanimar. acredita no Deus pai
para desembaraçar
Com fé, força e ardor, pede a ele proteção o terreno e adubá-lo
com as cinzas, técnica
com muita união, que nunca falte o pão agrícola utilizada
em comunidades
por isso é que eu digo: em cada mesa de um lar
tradicionais como
lutar sempre em mutirão. para que cada família quilombolas, indígenas,
caiçaras e ribeirinhas.
Quilombola sempre foi possa a fome saciar.
Mutirão: Mobilização
soldado
coletiva para ajuda em
que cedo ao trabalho sai Leonila Priscila Da Costa Pontes determinada tarefa.
QUILOMBO ABOBRAL MARGEM
cuida pelo seu roçado ESQUERDA, ELDORADO-SP Saciar: satisfazer.

37
Trabalhamos no quilombo
na relação de compadrio,
um ajudando o outro, em
forma de coletividade.
Fazemos o puxirão, a
reunida, a troca de dia,
o ajutório, a poiuva ou
a “de-mão”. De onde eu
venho, plantamos arroz,
feijão, milho, inhame,
cará, rama de mandioca,
maracujá, limão, banana
maçã branca, muitas
hortaliças e mais de
duzentos e quarenta Puxirão,
Reunida,

variedades que servem Troca de


dia, Ajutório,
Poiuva,
de alimentos e remédios. De-mão:
modos de

Tudo sem veneno. mobilização


coletiva para
ajuda em
Nós plantamos saúde! determinada
tarefa.

38
Luiz Ketu
Em meio à
floresta, roça
2020

Luiz Ketu
No caminho
dos antigos -
indo para a roça
2020

Luiz Ketu
Puxirão de
colheita de arroz
2019

39
Luiz Ketu
Puxirão de
colheita de arroz
2019

Luiz Ketu
Colheita de roça
de arroz
2019

Luiz Ketu
Paiol para guarda
temporária da
colheita na roça
2019

40
Os conhecimentos quilombolas
revelam uma visão de mundo
voltada para o social e em
consonância com a garantia de
direitos tanto para seu grupo
social como para a própria
natureza, que dele faz parte,
por isso sua preocupação em
trabalhar respeitando a natureza
respeitando-a como um Ente,
tratando a terra como uma mãe em
seu sentido ancestral e com direito
a existir porque nos antecedeu.

41
Arroz Amarelo Crioulo
42
Feijão Roxinho
43
Feijão Cara Suja
44
Feijão Carioca
45
Café
46
Milho Crioulo e
Espiga de Milho
47
Vanderlei Ribeiro - Deco

FEIRA DE TROCA DE
Feira de
sementes
SEMENTES E MUDAS
QUILOMBOLAS, 2019
Aquarela sobre papel/Tinta à
base de terra do quilombo

Ilustração para o livro


Roça é Vida

29,7 x 42 cm ESPERANÇA adora ir à feira anual


de troca de sementes e mudas
das comunidades quilombolas
do Vale do Ribeira ver as várias
apresentações culturais e
vivenciar a partilha de saberes
que os pais cultivam e trocam
com outras comunidades,
mantendo viva a nossa tradição.
48
Eu sou a FARTURA. Sou filha
da EXPERIÊNCIA e minha avó
é a Mestra TRADIÇÃO. Muitos
dos filhos e filhas de minha
avó foram trazidos de diversos
países da África e formaram
quilombos no Brasil. Todos
nós, quilombolas, somos
detentores de um bem, o
rico conhecimento ancestral,
herdado da Tradição.
Amanda Nainá dos Santos

TRADIÇÃO EXPERIÊNCIA, 2019


Aquarela sobre papel

Ilustração para o livro Roça é Vida


Ancestral: que vem do familiar
21 x 29,7 cm
mais antigo, dos antepassados.

49
Vanderlei Ribeiro - Assim como os outros filhos da Mestra
Deco
TRADIÇÃO, a minha mãe, EXPERIÊNCIA, formou
TERRITÓRIO, 2019
Aquarela sobre papel/ família em terras quilombolas, dentro da Mata
Tinta à base de terra
do quilombo Atlântica, na região do Vale do Ribeira, no
Ilustração para o livro Estado de São Paulo. Mamãe EXPERIÊNCIA
Roça é Vida
ensinou os seus herdeiros a cuidar, a amar e a
29,7 x 42 cm
respeitar a terra, as nascentes, a flora, a fauna e
tudo que existe dentro do nosso território. Sabe
por quê?

Porque o território alimenta todo mundo, gente,


bicho, planta – o território é vida!

Nascente: De onde surge um curso


de água, fonte, mina, olho d’água.
50
Nós das comunidades quilombolas do Vale
do Ribeira aprendemos com os nossos
mais velhos a mexer com a terra desde que
nascemos. Meu filho ÊXODO e minha filha
CONTINUAÇÃO nasceram aqui na roça, nas
mãos da avó EXPERIÊNCIA, parteira estimada
das comunidades. Desde pequeninos, os
ensinei a mexer com a terra, assim como
compadre TERRITÓRIO e comadre LUTA
também ensinaram a sua filha RESISTÊNCIA. Amanda Nainá
dos Santos
Aqui eles aprenderam a trabalhar na terra e dela
PARTEIRA, 2019
adquiriram muitos conhecimentos. Aquarela sobre papel

Ilustração para o livro


Roça é Vida

Fértil: Que possui alta capacidade produtiva. 21 x 29,7 cm

51
Vanderlei Ribeiro - Deco

Então, ele abriu a boca entusiasmado e CAPOEIRA, 2019


Aquarela sobre papel
começou a explicar o que sabia:
Ilustração para o livro
— Eu sei fazer roça, roça de coivara! Roça é Vida

Boquiaberto e surpreso, o entrevistador 29,7 x 42 cm

continuou:
— O quê?
— Ora homê! A roça de coivara é a base do
Sistema Agrícola
Tradicional Quilombola.
— O que é isso? Como é?
— Vou explicar! A roça de coivara é
uma técnica de manejo tradicional
em que usamos o fogo para o melhor
aproveitamento do solo na plantação de
todos os nossos alimentos.
52
— Mas o uso do fogo agride o meio
ambiente! – disse o entrevistador.
— Do jeito que fazemos, não agride
não. Olha, primeiro escolhemos
a área fértil para fazer a roçada e a
derrubada da vegetação; depois,
picamos os galhos das árvores já
derrubadas. Em seguida, fazemos
o aceiro para o controle do fogo
durante a queimada. Posteriormente,
selecionamos as sementes e mudas
Vanderlei Ribeiro - Deco para o plantio.
ACEIRO, 2019
Aquarela sobre papel
Aceiro: Desbaste de um terreno em volta
Ilustração para o livro Roça é Vida
de propriedades, matas e coivaras, para
29,7 x 42 cm impedir propagação de incêndios.

53
Vanderlei Ribeiro
- Deco

ROÇA, 2019
Aquarela sobre
papel

Ilustração para o
livro Roça é Vida

29,7 x 42 cm

— E depois? – perguntou o entrevistador,


interessado na explicação.
— A gente cuida das plantas até a colheita
em seguida cultivamos outras espécies de
alimentos. Desse modo evitamos a abertura
de novas áreas
e aproveitamos o máximo dos nutrientes
do solo. Depois disso a área fica em pousio
para que a vegetação possa se regenerar.
E nós iremos cultivar outra área para novos
plantios. Vamos fazendo um rodízio das
áreas.
— Pousio?
— Sim, nós quilombolas temos a prática
Pousio: Descanso das
de trabalhar a terra, manejá-la, cultivá-la, terras cultiváveis, onde a
utilização do solo é pausada
mas também deixamos a terra descansar, para torná-lo mais fértil.
porque assim como as pessoas, a terra é viva Rodízio: Alternância
e precisa de um tempo de descanso. É isso planejada e ordenada de
utilização do solo em uma
que nós chamamos de pousio. área em um dado período.

54
Amanda Nainá
dos Santos

MÃOZINHAS,
2022
Aquarela sobre
papel

21 x 29,7 cm

Amanda Nainá
dos Santos

AVÓ E
CRIANÇAS,
2022
Aquarela sobre
papel

21 x 29,7 cm

55
Nosso Lugar
Encantado
é Quilombo
Entranhado
Todo quilombola que planta
a semente na terra é também Vanderlei Ribeiro - Deco

uma semente que está plantada FESTA, 2021


Aquarela sobre papel / Tinta
no território, e no tempo livre à base de terra do Quilombo
São Pedro.
da natureza vira ancestral e a
Ilustração para o livro Na
terra o recebe. É por isso que companhia de Dona Fartura,
uma história sobre cultura
celebramos a vida no território alimentar quilombola

que a todos alimenta e acolhe. 29,7 x 42 cm

56
Os livros “Roça é Vida” (2020) e “Na
companhia de Dona Fartura: uma história
Roça é Vida sobre cultura alimentar quilombola”
(2022) foram propostos, escritos e
ilustrados pelo Grupo de Trabalho da Roça,
formado por pesquisadores, educadores
Na companhia e artistas quilombolas e aquilombados,
de Dona Fartura,
uma história e realizados em parceria com o Instituto
sobre a cultura
alimentar
quilombola
Socioambiental, com financiamento da
União Europeia. O primeiro livro contou
ainda com a parceria do Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
– IPHAN, e o segundo, com a parceria da
Cooperativa dos Agricultores Quilombolas
do Vale do Ribeira – Cooperquivale.
57
O Coletivo Mulheres Quilombolas Na
Luta surge no ano de 2019 articulado
por mulheres dos Quilombos São
Pedro, Galvão, Ivaporunduva, Piririca e
Nhunguara, localizados nos municípios
de Eldorado e Iporanga, na região do
Vale do Ribeira-SP. Com o objetivo do
fortalecimento de mulheres quilombolas
no território, de forma abrangente e
interseccional, articulamos as categorias
de raça, classe, gênero e território, sem
descaracterizar ou invalidar a oralidade
como marca central das comunidades
tradicionais quilombolas. A metodologia
adotada pelo Coletivo são as rodas de
conversa, circulares e rotativas nos
territórios e que nos remetem à base da oralidade como epistemologia Amanda Nainá
dos Santos
africana, nossa história e memória em conexão com o ancestral. As
MULHER
vidas nesses espaços também são gestadas por uma organização de CACHOEIRA
- FORÇA DA
mulheres em conexão com o território, que compreende tudo o que NATUREZA
QUE DESÁGUA
nele está: a vivência com a sacralidade da terra, do rio, das folhas, PELO MUNDO,
2020
Aquarela
das cachoeiras, dos bichos, demais entes da natureza, e do umbigo sobre papel
das pessoas mais velhas fincados no território. Esses conhecimentos Logotipo
do Coletivo
são direcionados para o processo organizativo das comunidades e Mulheres
Quilombolas
suas gerações. As demandas que compõem as pautas expressam na Luta - MQNL

as consequências interligadas ao racismo (estrutural e estruturante), 29,7 x 21 cm

patriarcado, machismo, sexismo e homofobia. A compreensão das


opressões e estabelecimento de formas de enfrentamento das
violências sofridas pelas mulheres é essencial para a continuidade da
luta pelos territórios.

Mulheres
Quilombolas
Márcia Cristina Américo e Viviane Marinho Luiz na Luta

58
QUILOMBO SÃO PEDRO
MODO DE SER E VIVER
Eldorado, São Paulo, Brasil.
2023

Duração: 35"
Classificação: Livre
Direção
Luiz Marcos de França
Dias e Paulo Pereira
Roteiro
Amanda Nainá dos Santos,
Andrey das Neves Pupo,
Letícia Ester de França,
Márcia Cristina Américo,
Valni de França Dias
e Vanderlei Ribeiro
Entrevistas
Andrey das Neves Pupo,
Gabriel dos Santos Rocha,
Juliane Duarte Prado e
Letícia Ester de França
Fotografia e Câmera
Representantes do Quilombo São Pedro, do município de Latoya Winnie e Paulo Pereira

Eldorado - SP, no Vale do Ribeira, relatam as suas memórias Edição


Teia Documenta
e experiências a partir do Sistema Agrícola Tradicional Produção
Associação Museu Afro
Quilombola que é reconhecido como Patrimônio Imaterial Brasil e Associação
dos Remanescentes de
do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Quilombo de São Pedro

Nacional – IPHAN. O documentário resulta da parceria Assistente de produção


Janderson Brasil Paiva
entre a Associação Museu Afro Brasil e a Associação dos Trilha Sonora
Luiz Marcos de França Dias
Remanescentes de Quilombo de São Pedro, iniciada em
Tradução Libras
2017 para contribuir com a preservação e a extroversão Mão Preta Libras
Parceria
do patrimônio, da memória e da cultura do Quilombo São Sistema Estadual de Museus
de São Paulo - SISEM-SP
Pedro, a partir do Programa Conexões Museus SP, do
Projeto vinculado ao
Programa Conexões
Sistema Estadual de Museus de São Paulo – SISEM-SP. Museus SP

Quilombo São Pedro

Assista Visite a exposição virtual Quilombo


Esporte Clube São Pedro
no Youtube São Pedro no Google Arts & Culture
59
EXPOSIÇÃO

no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo

60
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65
66
ASSOCIAÇÃO DOS REMANESCENTES DE QUILOMBO DE SÃO PEDRO

LUIZ MARCOS DE FRANÇA DIAS


Presidente

VANESSA DE FRANÇA
Vice-presidente

PATRÍCIA FRANÇA DA ROSA


1ª Secretária

HELOISA DE FRANÇA
2ª Secretária

SIDNEI MORATO
1º Tesoureiro

REGIANE LILIAN DE FRANÇA


2ª Tesoureira

JOSÉ DA GUIA RODRIGUES MORATO


JOSÉ LUIZ DE FRANÇA DIAS
LETÍCIA ESTER DE FRANÇA
Conselho Fiscal

ROSELI RIBEIRO FURQUIM


Suplente de Conselho Fiscal

AMANDA NAINÁ DOS SANTOS


ANDREY DAS NEVES PUPO
LETÍCIA ESTER DE FRANÇA
VALNI DE FRANÇA DIAS
VANDERLEI RIBEIRO (DECO)
Grupo de Trabalho Museu Quilombo São Pedro
67
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

TARCÍSIO DE FREITAS VANESSA COSTA RIBEIRO


Governador do Estado Diretora do Grupo de Preservação
do Patrimônio Museológico
FELÍCIO RAMUTH
Vice-Governador do Estado DENISE DOS SANTOS PARREIRA
Diretora do Núcleo de Apoio Administrativo
MARILIA MARTON
Secretária de Estado de Cultura
e Economia Criativa
ANGELITA SORAIA FANTAGUSSI
MARCELO ASSIS DAYANE ROSALINA RIBEIRO
Secretário Executivo de Estado de Cultura ELEONORA MARIA FINCATO FLEURY
e Economia Criativa KELLY RIZZO TOLEDO CUNEGUNDES
LUANA GONÇALVES VIERA DA SILVA
DANIEL SCHEIBLICH RODRIGUES MARCIA PISANESCHI SORRENTINO
Chefe de Gabinete MARCOS ANTÔNIO NOGUEIRA DA SILVA
MIRIAN MIDORI PERES YAGUI
KARINA SANTIAGO REGIANE LIMA JUSTINO
Coordenadora da Unidade de Preservação ROBERTA MARTINS SILVA
do Patrimônio Museológico SOFIA GONÇALEZ
TAYNA DA SILVA RIOS
RENATA CITTADIN THIAGO BRANDÃO XAVIER
Diretora do Grupo Técnico de Coordenação Equipe técnica da Unidade de Preservação
do Sistema Estadual de Museus do Patrimônio Museológico
68
ASSOCIAÇÃO MUSEU AFRO BRASIL
(Organização Social de Cultura)

EMANOEL ARAUJO DOCUMENTAÇÃO E ARQUIVO


(in memoriam)
Idealizador e Fundador WINDERSON JESUS GOMES
Técnico em Documentação e Arquivo

DIRETORIA
EDUCAÇÃO
HÉLIO SANTOS MENEZES NETO
Diretor Artístico SIMEIA DE MELLO ARAUJO
Coordenação
RENEI PEREIRA MEDEIROS
Diretor Administrativo Financeiro SIDNEY RODRIGUES FERRER
Educador Sênior
SANDRA MARA SALLES
Diretora Executiva FABIO EDUARDO MATIAS SIQUEIRA
GABRIELLE NASCIMENTO BATISTA
ESTELA MARIA OLIMPIO JULIANE DUARTE PRADO
Assistente de Gestão Executiva RAPHAELLIE LÁZARO REZENDE SILVA MACIEL
UILA GARCIA CARDOSO JUNIOR
RODOLFO BELTRÃO YAO JEAN PIERRE BERANGER KOFFI
Assessor de Planejamento e Gestão GABRIELA LAGES GONÇALVES
FRANCISCO PHELIPE CUNHA PAES
GABRIEL MOREIRA DOS SANTOS GUILHERME RENAN DOMINGOS
Analista Administrativo Júnior Educadores

KEVIN ROMANI SANTOS AMARAL


BIBLIOTECA Estágio em Educação

JANAINA FRANÇA DE MELO ALESSANDRA ROCHA DE SOUSA


Bibliotecária Sênior Supervisora de Atendimento

COMUNICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL EXPOSIÇÕES E PROGRAMAÇÃO VISUAL

ALESSANDRO AUGUSTO FERREIRA PELLEGRINI CLÁUDIO ROBERTO NAKAI


Coordenação Coordenação

GABRIEL JONATHAN DE SOUZA CRUZ MAKAYA MAYUMA BEDEL


Analista de Comunicação Pleno Assistente Editorial

CONEXÕES MUSEUS SP ROSA APARECIDA DO COUTO SILVA


Assistente de Planejamento Curatorial
JANDERSON BRASIL PAIVA
Analista de Articulação em Rede Pleno JOSÉ CARLOS GABRIEL
Técnico em Montagem

VALDINEI DE JESUS JUNQUEIRA


Assistente Técnico de Montagem

69
AÉLIO SANTIAGO DOS SANTOS JUREMA LETICIA BERALDO LEITE
SÉRGIO FRANCO DA SILVA Conservadora Júnior
Marceneiros
MARCIA CRISTINA GABRIEL RODRIGUES
ADALBERTO ANTONIO PIRES DE JESUS Técnica em Documentação Sênior
FERNANDO DA SILVA AMORIM
½ Oficiais de Marcenaria KAUÊ FURLAN LORIANO
Auxiliar Técnico em Conservação do Acervo
GILBERTO ALMEIDA SANTOS
Pintor THAINA TEIXEIRA DA SILVA
Estágio em Conservação

PESQUISA
SETOR ADMINISTRATIVO FINANCEIRO
JOYCE FARIAS DE OLIVEIRA
Pesquisador II CONTRATOS/ JURÍDICO

CAMILE MARIA PEREIRA ROSSETTO EDNA LÚCIA DA CRUZ


Assistente de Pesquisa Analista Administrativo Jurídico Sênior

LEONARDO HENRIQUE DA CONCEIÇÃO CORDEIRO


PRODUÇÃO E PROGRAMAÇÃO CULTURAL Jovem Aprendiz

ZÉLIA RODRIGUES PEIXOTO


Coordenação COMPRAS

ALINE JOSIANE DOS SANTOS SILVA FABIO MATHIAS


Assistente de Produção Comprador Pleno

MAURICIO DE SENA MONTEIRO FINANCEIRO


Estagiário
JOSÉ VALDIR ANZOLIM
Coordenação
PROJETOS
HAROLDO DOS SANTOS MENDES
CAELI DA SILVA GOBBATO Analista Financeiro
Analista de Projetos
RAYSSA RODRIGUES DA SILVA
Auxiliar Administrativo Financeiro
SALVAGUARDA

ANDREA ANDIRA LEITE ALMOXARIFADO E IMOBILIZADO


Coordenação
ADRIANO APARECIDO DE JESUS DO CARMO
MILENA CATTINI MAXIMIANO Assistente de Almoxarifado
Documentalista Júnior
JANISON SILVA MENDES
RENATO FELIX PEREIRA Assistente de Almoxarifado
Conservador Sênior

70
CLAUDIO ALVES
BILHETERIA/ LOJA CLAUDIO DISESSA
FRANCISCO HELVECIO DE MIRANDA
ALCIDES SANTOS HOMERO MARCIANO VIEIRA FILHO
Assistente de Infraestrutura PEDRO DAS DORES SANTOS
REINALDO DA MATA SANTOS
GILSON DE OLIVEIRA SANCHEZ Vigias
Bilheteiro

MOISES SOUZA LIMA CONSELHO ADMINISTRATIVO


Vendedor
HUBERT ALQUERES
Presidente
RECURSOS HUMANOS
ANTÔNIO RUDNEI DENARDI (in memoriam)
ELAINE CRISTINA DE MENESES FRANCISCO VIDAL LUNA
Coordenação GEORGE ACOHAMO BRASILIANO DE LIMA
JANDARACI FERREIRA DE ARAUJO
KENDELY DE OLIVEIRA JOYCE FARIAS DE OLIVEIRA
Assistente de Recursos Humanos LUIS CARLOS GOUVEIA PEREIRA
MARIA TEREZA MARSICANO RODRIGUES
ROSANA PAULINO
INFRAESTRUTURA RUY SOUZA E SILVA
WELLINTON FRANCISCO DE SOUZA PEREIRA
ALEXANDRE SILVINO PEREIRA
Supervisor de Facilities
CONSELHO FISCAL
ROSANGELA OLIVEIRA SANTOS
Auxiliar de Facilities ANNA GABRIELA FERREIRA MENDES DA ROCHA
JOÃO WAGNER GALUZIO
GELSON SANCHEZ GIMENEZ JUNIOR PATRICIA TADEU DE ALBUQUERQUE
MATHEUS DE CARVALHO COELHO
Assistentes Administrativo (Acolhimento)
CATÁLOGO ROÇA É VIDA
LUIS DA SILVA VIEIRA NUNES
SAMUEL ALEX DO NASCIMENTO MENDES ALICE JARDIM
Eletricistas Projeto Gráfico

LUCAS EDUARDO DO NASCIMENTO MENDES HENRIQUE LUZ


Oficial de Manutenção Predial Registros Fotográficos da Exposição

LUCIANO ANDRADE DOS SANTOS


½ Oficial de Manutenção Predial

KEVIN LUÍS NUNES VIERA


Auxiliar de Manutenção Predial

71
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Catálogo da exposição [livro eletrônico] : Roça é vida /


curadoria compartilhada Associação dos Remanescentes de
Quilombo de São Pedro, Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. --
São Paulo : Museu Afro Brasil, 2024.
PDF

Vários colaboradores.
ISBN 978-65-89568-07-0

1. Arte afro-brasileira 2. Arte - Exposições - Catálogos 3. Museu


Afro Brasil Emanoel (SP) 4. Quilombos - Brasil I. Associação dos
Remanescentes de Quilombo de São Pedro. II. Museu Afro Brasil
Emanoel Araujo.

24-210968 CDD-709.81

Índices para catálogo sistemático:


1. Museu Afro Brasil Emanoel Araujo 709.81
Tábata Alves da Silva - Bibliotecária - CRB-8/9253

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