5 Linux
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Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
250904207975
MAURÍCIO FRANCESCHINI
Servidor público do TJDFT desde 1999, tendo atuado como supervisor de informática
por 8 anos no órgão. Graduado em Ciência da Computação pela UnB, pós-graduado
em Governança de TI pela UCB e mestrando pela UnB. É professor de Informática
para concursos desde 2008 e ministra também algumas disciplinas da área de TI,
com experiência em várias instituições renomadas.
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Maurício Franceschini
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Linux . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1. Conceitos Básicos do Linux. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. Estrutura do Linux. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
3. Distribuições do Linux (Distros). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
4. Interfaces Gráficas do Linux. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
5. Gerenciadores de Boot . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
6. Estrutura de Diretórios do Linux . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
7. Comandos do Linux . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
8. Mapas Mentais dos Principais Comandos do Linux . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
Questões de Concurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
Gabarito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
Gabarito Comentado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
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APRESENTAÇÃO
Olá, concurseiro(a)!
Vamos conhecer o Linux, um pouco menos conhecido e um pouco mais complexo de
se usar que o Windows. Mesmo assim, precisamos aprender os principais tópicos que são
cobrados em prova.
Vários alunos perguntam se é preciso instalar o Linux no computador e saber usá-lo bem
na prática para conseguir fazer uma boa prova de concurso. Minha resposta é não! Não é
necessário fazer isso. Com os conceitos que vamos aprender aqui, você será capaz de fazer
uma excelente prova e até mesmo gabaritar as questões de Linux, pois são conhecimentos
que não carecem de treinamento prático, mas apenas de aprendizado e memorização
do conteúdo.
Obviamente que alguém que já conhece o sistema Linux e trabalha com ele no dia a dia
tem maior facilidade de responder às questões. Mas isso não é um requisito obrigatório.
Como falei, é apenas uma vantagem. Vejamos, então, os principais assuntos relacionados ao
misterioso sistema Linux. Porém, hoje está mais fácil de se treinar o uso do Linux, uma vez
que a partir do Windows 10 já foi possível executa alguns comandos do Linux diretamente
no PowerShell, sem a necessidade de qualquer instalação adicional. Além disso, é possível
instalar o terminal de comandos Ubuntu dentro do Windows por meio da Microsoft Store,
permitindo executar todos os comandos do Linux, superando a limitação do PowerShell.
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Plataforma
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Histórico: o Linux foi criado pelo programador finlandês Linus Torvalds, o qual desejou
lançar um sistema operacional software livre e, para isso, convidou desenvolvedores do
mundo inteiro a se juntar a ele nessa façanha pela internet. Em 1992, foi lançada a primeira
versão estável do Linux. Acredite! Esse assunto já foi cobrado várias vezes em prova.
Além isso, é bom saber que o Minix foi o sistema no qual o Linus Torvalds se baseou para
criar o Linux! O Minix é um sistema operacional Unix-like (semelhante ao UNIX), escrito em
C (linguagem de programação) e assembly, sendo gratuito e com o código fonte disponível.
Por isso o Linux também é considerado um sistema Unix-like.
E por que ele é chamado às vezes vem escrito no edital GNU/Linux? Porque o seu projeto
também foi parceria com o projeto GNU (GNU’s Not Unix) do americano Richard Stallman,
o qual desenvolveu diversas funcionalidades do sistema operacional que complementavam
as tarefas necessárias ao funcionamento do Kernel do Linux. A [Link] diz que o Kernel
do Linux compõe apenas 1,5% e o GNU compõe 15% de uma instalação do sistema GNU/
LINUX. À época eles unirão esforços para lançar o sistema e hoje ficam brigando pra ver
qual dos dois é mais importante. Mas isso não importa pra gente aqui. O importante é saber
que o projeto se chama GNU/LINUX, pois possui partes do projeto GNU e o Kernel do Linux.
Mascote do Linux: o Linux tem um mascote, que é um pinguim chamado Tux. Isso já
caiu em prova também!!!Veja abaixo a foto do Tux.
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2. ESTRUTURA DO LINUX
O Linux é um sistema que possui uma estrutura bem definida em camadas, que são:
Kernel, Shell e aplicativos. Vejamos cada uma delas a seguir:
• Kernel: esse é o núcleo do sistema Linux. Ele é o mesmo em todas as distribuições
do Linux. Ele é o cerne do sistema, é o coração do Linux, no qual residem as principais
funções vitais desse software. Ele possui quatro funções principais: gerenciamento de
memória, gerenciamento de processos, gerenciamento de drivers de dispositivos de
hardware e gerenciamento de chamadas do sistema e segurança. A seguinte analogia
usada pela Red Hat é excelente e ajuda a entender melhor as funções do kernel:
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O kernel é como um assistente pessoal muito ocupado que trabalha para um executivo poderoso
(o hardware). É trabalho do assistente transmitir as mensagens e solicitações (processos) dos
funcionários e do público (usuários) para o executivo, lembrar o que está armazenado e onde
(memória), e determinar quem tem acesso ao executivo, em que horário e por quanto tempo.
• Aplicativos: para que o usuário possa trabalhar no sistema, existem vários aplicativos
úteis que auxiliam a criar documentos, planilhas, navegar na internet, enviar e acessar
e-mails etc. Vários programas são desenvolvidos por programadores do mundo todo
e são integrados ao Linux para que os usuários tenham ferramentas adequadas para
trabalhar nele.
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Debian: essa foi a primeira distro oficialmente estável lançada na Internet. Ela é
caracterizada por ser extremamente estável e, por isso, muitas outras distros derivam
desta. Além disso, essa distro possui um vasto suporte a hardware. Uma curiosidade boba
é que o seu nome se deve à junção do nome Débora com Ian, que são o nome do seu criador
e sua esposa. Eita homem apaixonado, né?
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Ubuntu: essa ainda é a distro mais baixada no mundo e isso se deve à sua extrema
facilidade de instalação e configuração, além de uma interface gráfica muito amigável e
de um centro de aplicativos muito farto. Ela é excelente para PCs e laptops. Ela é baseada
na distro Debian, possuindo vasta comunidade e fóruns de suporte. Dela derivaram várias
outras distros, como: Kubuntu, Ubuntu Mate, Xubuntu, Lubuntu, dentre outros.
Red Hat: é uma distribuição comercial do Linux, muito utilizada no meio corporativo
por sua extensa gama de suportes e soluções extra que ela oferece.
Suse: é uma sigla alemã para “Software und System-Entwicklung” (desenvolvimento de
software e sistemas), ela também é uma distro comercial e foi a primeira distro Entreprise
do Linux no mundo.
Fedora: é uma distro da comunidade, porém mantida pela Red Hat, cuja principal função
é que os desenvolvedores da comunidade criem soluções que serão posteriormente testadas
pela Red Hat para serem implantada na distro Red Hat Enterprise Linux.
Mint: a grande concorrente da Ubuntu, por ser atualmente a distro que cresce mais
rapidamente, devido sua rápida curva de aprendizado suave, facilidade que se torna o ponto
mais importante em uma distro Linux para iniciantes. É uma das preferidas quando um
usuário deseja substituir o Windows, devido à sua experiência de desktop quase perfeita.
Kali: essa distro é a queridinha dos hackers éticos, pois vem recheada com centenas
de ferramentas úteis para análise de vulnerabilidade, ataques sem fio, aplicativos web,
ferramentas de exploração, teste de estresse etc.
MX Linux: é uma distro baseada na Debian, sendo então bastante estável, com interface
de usuário limpa e simples. Ela foi considerada em 2021 a distro número 1 no interesse
dos internautas, segundo o Distrowatch, um centro de controle de visitas a uma lista de
distribuições.
Existem várias outras, como a Kurumin, que foi uma distro 100% brasileira, mas foi
descontinuada em sua versão 7 e foi muito cobrada em prova, mas hoje, nem tanto. É bom
lembrar da Slackware, outra distro que também esteve muitos anos na mira das bancas de
concursos, mas que hoje também está descontinuada. Mandriva foi outra distro cobrada,
mas também descontinuada. Há ainda as distros CentOS e Elementary OS, bastante
difundidas nas comunidades Linux.
Acredito que as distros que vimos são suficientes para você entender que são muitas e
também importantes. Mas, dentre essas, quero que se concentre mais na Debian, Ubuntu
e Kali. Por que são tão importantes assim? Porque, como eu disse, a Debian é a mais antiga
e estável distribuição do Linux, da qual se derivaram várias outras distribuições. A Ubuntu,
porque é a distribuição mais usada no mundo todo. E a Kali, porque é muito utilizada para
a ação de hacker ético. Segue abaixo um mapa mental com as 9 distros mais conhecidas.
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como Debian, Ubuntu, Fedora, Suse, CentOS, Arch Linux, Manjaro Gnome e Zorin OS.
A Gnome encerrou sua linhagem 3.x e lançou a versão Gnome 40, trazendo diversas
modificações de usabilidade e aparência. Veja abaixo como ela está atualmente:
• Unity: foi a interface gráfica do Ubuntu durante algumas versões, priorizando muito
a usabilidade touchscreen, com ícones e menus avantajados. Ela trouxe um visual
mais moderno e bonito. Ela foi uma variação do Gnome, absorvendo assim muito de
sua aparência. Veja como ela se parece:
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• KDE: um ambiente gráfico que usa a interface Plasma, uma das mais lindas do Linux,
com vários efeitos gráficos elegantes e arrojados. Foi usado na distribuição Kurumin e
na OpenSuse, sendo a opção de interface gráfica da distro Kubuntu, uma variação do
Ubuntu que já vem com o KDE instalado nela. Da mesma forma, Fedora KDE e Manjaro
KDE são distribuições que passaram por modificações para receberem a KDE como
interface gráfica padrão. A KDE conta com o gerenciador de arquivo Dolphin, muito
elegante, seguindo o conceito gráfico de toda a interface, além oferecer também o
famoso navegador Konqueror. Veja como ela se parece:
• Deepin: essa é uma interface também usada atualmente e de origem chinesa. Ela é
uma variação do Gnome, assim como diversas outras interfaces. Veja:
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• Cinnamon: também variante do Gnome, essa interface é bem mais recente e veio
com vários aplicativos originais dela mesma, pois cada interface traz consigo seus
aplicativos também, sendo que há aplicativos que podem nem rodar em determinada
interface gráfica por não ser compatível. Veja:
• Mate: mais uma variação do Gnome, com a qual se criou a distro variante Ubuntu
Mate. Veja:
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• Enlightenment: outra interface gráfica para Linux bem interessante e que já foi
cobrada em prova.
Eu fiz esse mapinha mental abaixo pra você memorizar as principais GUI’s do Linux.
Divirta-se:
GNOME
Enightenment UNITY
GUI
LINUX
MATE KDE
CINNAMON DEEPIN
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5. GERENCIADORES DE BOOT
Existem várias formas de inicializar o sistema operacional e, para isso, existem os
gerenciadores de inicialização ou gerenciadores de Boot. Eles permitem escolher qual
sistema operacional será carregado, quando houver mais de um instalado no mesmo micro.
Também permite carregar o sistema no modo seguro, entre outras opções. A inicialização
do sistema também é chamada Boot, por isso esses utilitários são chamados gerenciadores
de Boot. Esses gerenciadores são instalados na MBR (Master Boot Record), que é o primeiro
setor do disco rígido, o qual será buscado pelo processador na inicialização do sistema. Veja:
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• GRUB – Grand Unified Bootloader – é o gerenciador de Boot que tem interface gráfica.
É mais recente que o LILO e vem na maioria das distribuições.
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Quando o usuário está instalando o Linux, ele pode escolher entre o LILO ou o GRUB
para ser o gerenciador de Boot do sistema. Porém, se o LILO for escolhido, não poderá ser
usado o GRUB, e vice-versa. Para usar o BURG, o usuário deve instalá-lo no sistema.
Veja esta questão sobre gerenciadores de Boot:
O GRUB e o LILO são gerenciadores de inicialização das distros Linux e, de fato, podem ser
acionadas por meio da interface do Shell de comandos.
Certo.
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e as características desses diretórios. Mas, antes de falarmos dos diretórios, quero trazer
algumas características que também já foram muito exploradas.
• Case sensitive: os diretórios e arquivos diferenciam maiúsculas de minúsculas.
Portanto, se forem criados dois subdiretórios com o mesmo nome dentro do mesmo
diretório, porém um com todas as letras minúsculas (/home/contas) e o outro com
alguma letra maiúscula (/home/Contas), o sistema aceitará tranquilamente, sem
nenhum problema, considerando que são diretórios diferentes. Além dos diretórios,
os comandos também são case sensitive.
• Endereço ou caminhos dos diretórios: os diretórios possuem um endereço hierár-
quico que os identifica, também chamado de caminho do diretório. Esses caminhos
são formados por barras normais “/”, diferentemente do Windows, que usa barras
invertidas “\”.
• Arquivos ocultos: os arquivos ocultos no Linux possuem um ponto-final antes do
nome do arquivo, como por exemplo “.[Link]”. Portanto, para ocultar um arquivo
em um diretório, basta renomeá-lo acrescentando um ponto “.” antes do seu nome.
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O comando cd não cria diretórios, e, sim, o comando mkdir. O comando exibido na questão
apenas permite acessar o diretório teste que está dentro de /etc.
Errado.
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Veja que a questão está falando dos documentos pessoais dos usuários, que ficam no
Windows em C:\Usuários e, no Linux, em /home.
Lembre-se: o Windows e o Linux possuem estrutura e diretórios completamente diferentes,
embora alguns diretórios possuam finalidades semelhantes.
Errado.
Arquivos que contêm um ponto antes do nome indica que são ocultos. Então, se você quer
ocultar um arquivo, você deve renomeá-lo acrescentando esse ponto na frente do nome
do arquivo. Se quiser fazer com que ele deixe de ser oculto, você deve apenas renomeá-lo,
retirando o ponto. E para visualizar o arquivo em um diretório? Basta usar o comando ls -a,
que lista todos os arquivos, inclusive os ocultos.
Certo.
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Trata-se de um grande peguinha! De fato, o diretório padrão dos usuários é o /home. Porém,
o usuário só tem permissão total (escrita, execução e leitura) em seu próprio diretório, por
exemplo, /home/fulano. O erro foi dizer que o usuário tem privilégio total em /home, o que
não é verdade, pois, assim, ele teria permissão total sobre todos os usuários. Nesse caso,
somente o root ou um superusuário teria essa permissão.
E, se ele estivesse falando de um superusuário, estaria certa a questão? Aí, sim, estaria
certa! Mas não é o caso.
Errado.
7. COMANDOS DO LINUX
O Linux possui diversos comandos que são executados no terminal de comandos, a
famosa telinha preta, e são interpretados pelo Shell. Antes de vermos os comandos, vamos
falar de algumas características básicas a respeito deles.
• Sudo: comando que concede permissão temporária para que um usuário comum possa
executar um comando reservado a superusuários. Esse sudo deve ser designado a
um usuário comum específico e é uma permissão temporária. Ele exige uma senha
do usuário e é concedida por um superusuário a outro usuário.
• Nível de permissão do usuário: no terminal de comandos, é possível identificar se o
usuário que está executando um comando é o superusuário root ou qualquer outro
usuário, por meio do caractere que vem antes do cursor que fica piscando. Veja essa
identificação:
Se o caractere for um $, é qualquer outro usuário que está logado. Se for um #, é o root
quem está logado.
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• Opções: os comandos podem possuir opções, que são diretrizes que mudam o
comportamento deles. Por exemplo, um comando que exibe o conteúdo de um
diretório pode também passar a exibir os arquivos e subdiretórios ocultos por meio
de uma opção fornecida pelo usuário.
• Argumentos: os comandos podem receber argumentos, que são valores de entrada.
Por exemplo, o usuário quer excluir um arquivo, mas, para isso, precisa fornecer o
nome do arquivo como valor de entrada do comando.
• Caracteres especiais: alguns caracteres funcionam quase como comandos e já
foram muito cobrados em prova. Eles realizam algumas ações, embora não sejam
considerados comandos, mas caracteres especiais.
Caracteres
Características
Especiais
O sinal de maior serve para criar um novo arquivo introduzindo nele um conteúdo
ou também sobrescrever o conteúdo de um arquivo. No exemplo a seguir, é listado o
> conteúdo do diretório fulano e essa lista é escrita no arquivo [Link], sobrescrevendo
todo o seu conteúdo se ele já existir ou criando esse novo arquivo:
ls /home/fulano > [Link]
Essa barra vertical se chama Pipe e serve para pegar o resultado de um comando e
|
usar como entrada de outro comando, seguindo a estrutura comando1 | comando2
Esse caractere serve para executar um comando em segundo plano. Suponha que você
quer executar um comando para compactar uma pasta muito grande. Esse comando
certamente vai demorar muito para ser concluído, não permitindo que outro comando
& seja executado até que ele seja finalizado. Para não ter de esperar esse comando finalizar
para somente depois executar outro comando, podemos colocá-lo em segundo plano
antes de executá-lo por meio do caractere & ao final do comando. Veja o exemplo:
comando &
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Essa ação desejada na questão é feita por meio do pipe “|”. Portanto, para corrigir a questão,
basta substituir o & por “|”.
Vejamos agora os principais comandos.
Errado.
Comandos Características
man Exibe o manual de um determinado comando.
whatis Exibe a definição de um comando.
whereis Localiza um comando.
whoami Exibe o nome do usuário atual.
pwd Exibe o caminho do diretório atual.
ps Exibe um print estático dos processos em execução.
top Exibe os processos em execução em tempo real (dinâmico).
df Exibe as propriedades do disco rígido, como espaço disponível.
free Exibe as propriedades da memória RAM, como memória alocada.
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Comandos Características
Lista ou exibe o conteúdo do diretório atual.
O comando ls pode exibir mais propriedades do arquivo se forem usadas outros
parâmetros, como:
ls -l – exibe mais propriedades, como permissões do arquivo, o dono, o grupo
do dono, o tamanho, o nome completo do arquivo e a data de modificação.
Veja no exemplo abaixo a forma que seria exibido o conteúdo do diretório que
possui o arquivo [Link]:
-rwxr--r-- 1 carlos diretoria 20 Mar 10 13:21 [Link]
Os 10 primeiros caracteres falam sobre a natureza e permissões do arquivo. O
primeiro caractere (hífen “-“), indica que se trata de um arquivo, pois se tivesse
uma letra “d”, seria um diretório. Em seguida, temos 3 grupos de 3 caracteres,
ls
que indicam as 3 permissões UGO, ou seja, o dono possui permissão de leitura,
escrita e execução (rwx), o grupo do dono possui apenas permissão de leitura
(r--) e os demais usuários, pois quando se tem um hífen no lugar das letras,
significa que aquela permissão não foi atribuída. Em seguida, temos o nome
“carlos” que indica o dono do arquivo; depois temos “diretoria”, indicando
o grupo ao qual o carlos pertence. Depois, temos o valor “20”, indicando o
tamanho do arquivo em bytes. Em seguida, temos a data “Mar 10 13:21”,
significando a data e hora da última modificação do arquivo. Depois temos o
nome do arquivo “[Link]”.
Quando se deseja exibir arquivos ocultos do diretório, podemos usar o parâmetro
“-a” no ls, ficando “ls -a”.
adduser ou useradd Cria um usuário.
deluser ou userdel Exclui um usuário.
passwd Altera a senha do usuário.
init Reinicia o micro.
login Inicia uma nova sessão de usuário.
exit Encerra uma sessão aberta do usuário.
shutdown Desliga o micro (opção -h) ou reinicia (opção -r).
kill Mata ou encerra um processo.
su Switch user, ou seja, troca de usuário.
cd Troca de diretório.
cp Copia arquivos e diretórios.
mv Move ou recorta ou ainda renomeia arquivos e diretórios.
rename Renomeia arquivos e diretórios.
rm Remove ou exclui arquivos.
Cria arquivo em branco e/ou altera o registro de data e hora de arquivos ou
touch
pastas (acesso, modificação de conteúdo, alteração de propriedades).
mkdir Cria diretórios.
rmdir Exclui ou remove diretórios.
cat Exibe o conteúdo de um arquivo.
grep Filtra ou pesquisa conteúdos em arquivos.
vi É o editor de arquivos no terminal de comandos.
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Comandos Características
Altera as permissões de acesso a arquivos e diretórios.
Quero chamar sua atenção para esse comando, em especial, pois ele tem sido
muito cobrado e é um dos mais difíceis.
Primeiramente, é importante saber que as permissões são divididas em 3
categorias:
U=usuário dono/proprietério do arquivo
G=grupo ao qual o dono pertenece
O=todos os demais usuários que não seja o dono nem pertençam ao seu grupo.
Temos então o UGO!!!!
Outra informação importantíssima que você precisa saber é que existem 3
tipos de permissões que podem ser combinadas:
r=leitura
w=escrita
x=execução
Essas Letras também podem ser representadas de forma numérica, que
chamamos de representação octal, sendo que cada letra possui um valor, veja:
r=4
w=2
x=1
Ao combinar essas permissões, podemos atribuir apenas uma delas ou todas,
por exemplo:
O usuário pode receber permissão rwx, ou seja, possui permissão de leitura,
escrita e execução sobre um arquivo. Essa combinação também será a soma
dos valores de cada permissão, ou seja, 4+2+1=7. Essa é a permissão máxima,
chmod
de forma que o usuário pode fazer o que quiser sobre o arquivo. Mas é possível
dar apenas as permissões de leitura e execução, ficando r-x, ou seja, valor 5
de permissão.
A atribuição de permissão: para atribuir as permissões sobre um arquivo,
devemos definir qual será a permissão do dono, do grupo do dono e dos demais
usuários (lembra-se do UGO?). Sempre será nessa ordem! Então, se queremos
dar permissão total ao dono do arquivo; permissão de leitura e execução ao
grupo do dono; e permissão apenas de leitura para os outros usuários, sobre
o [Link], usamos o seguinte comando:
chmod 754 [Link]
Ao exibir o conteúdo de um diretório com o comando ls -l, são mostradas as
permissões dos arquivos, como no exemplo lá em cima:
-rwxr--r-- 1 carlos diretoria 20 Mar 10 13:21 [Link]
Nesse caso, para que esse arquivo receba essas permissões, o comando correto
deveria ser:
chmod 744 [Link]
Uma outra forma de atribuir permissões seria com as letras, mas aí precisamos
indicar quem está recebendo a permissão, por exemplo:
chmod u=rwx [Link]
Esse comando acima dá ao dono (e somente ao dono) do arquivo [Link]
permissões totais de leitura, escrita e execução. As permissões do grupo e de
outros usuários não são alteradas.
É muito mais comum vermos questões de prova usando a primeira forma de
atribuição com números, em vez dessa última.
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O comando para essa ação é uname. O comando pwd exibe o caminho do diretório que está
sendo acessado no momento.
Errado.
Embora shutdown seja originalmente um comando para encerrar o Linux, como ele está
usando a opção -r, o comando atua diferentemente, passando, então, a reiniciar o computador
em vez de apenas desligá-lo.
Certo.
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Aqui encontramos o uso do caractere pipe “|”, que usa o resultado do comando ps, filtrando
apenas os processos que contenham a palavra arq em seu nome. Talvez você tenha percebido
que depois de ps tem -aexf. Isso são opções que alteram o comportamento do comando
os e que aqui não interferiu absolutamente nada em nosso comando.
Certo.
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Agora que você conseguiu finalizar a parte teórica, na qual também resolveu várias
questões, vamos praticar a fundo tudo aquilo que foi visto, mas com muito mais questões.
Muito bem, foram selecionadas 50 questões de diferentes bancas muito conceituadas no
mundo dos concursos. Todas as questões foram extraídas do nosso site Gran Questões,
[Link] e possuem um identificador ou ID, por meio
do qual é possível localizá-las pelo campo Pesquisar. Faça bom proveito dessa incrível
ferramenta que a Assinatura Ilimitada oferece a você.
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Primeiramente, trarei as questões para você resolvê-las. Logo após a bateria de questões,
teremos o seu gabarito e, sem seguida, teremos cada uma delas comentadas com minha
explicação, na qual procurei ser o mais minucioso possível para que não reste nenhuma
dúvida e você nem precise voltar ao caderno de teoria. Mas se ainda assim você ficar com
dúvida, não tem problema: é só me procurar no fórum de dúvidas que eu vou te responder
o mais rápido possível.
Se quiser estar um pouco mais próximo de mim, venha para minha rede social no
Instagram, @[Link] ou aponte a câmera do seu celular para o QR-Code
abaixo. E se quiser fazer o meu curso completaço, você pode apontar para o outro QR-
Code da direita, no qual você encontrará todas as matérias de Informática e Direito Digital,
como LGPD, LAI, Marco Civil da Internet, SEI e tantas outras aulas. Te espero lá pra me dizer
quantas questões deste caderno você gabaritou, ok?
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QUESTÕES DE CONCURSO
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c) rw- indica que o grupo tem permissões para ler e escrever, mas não para executar o
arquivo.
d) --- indica que outros usuários têm permissão para ler, escrever ou executar o arquivo.
e) . indica que o contexto de segurança da SELinux não está definido para o diretório.
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c) excluir diretórios que tenham algum conteúdo, sem precisar esvaziá-los antes da exclu-
são. O comando kill exclui um diretório específico; e killall, todos os diretórios dentro de
outro diretório.
d) eliminar partições de disco; kill exclui uma partição específica, e killall elimina todas as
partições, sendo necessário muito cuidado no seu uso.
e) excluir usuários do sistema, em que kill exclui um usuário específico, e killall, todos os
usuários de um grupo.
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c) tail
d) touch
e) head
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informática, está trabalhando em modo texto no sistema operacional Linux e precisa ve-
rificar qual é o espaço livre no disco. Qual comando ele deve digitar?
a) cd
b) cp
c) mv
d) rm
e) df
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executando as ações solicitadas. Assinale a alternativa que contém o comando base “Para
navegar pelos arquivos e diretórios Linux”.
a) cat
b) cd
c) cp
d) ls
e) sudo
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d) V, V, F, F.
e) V, F, F, V.
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GABARITO
1. E 35. b
2. C 36. C
3. C 37. b
4. C 38. e
5. C 39. c
6. E 40. c
7. E 41. c
8. E 42. b
9. C 43. b
10. c 44. a
11. d 45. d
12. c 46. b
13. b 47. c
14. a 48. b
15. c 49. e
16. b 50. e
17. d
18. b
19. d
20. d
21. E
22. a
23. c
24. E
25. e
26. c
27. a
28. c
29. d
30. e
31. d
32. a
33. c
34. c
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GABARITO COMENTADO
O comando mv move ou recorta ou ainda renomeia arquivos e diretórios sem que sua
localização seja alterada. Nesta questão, ele está sendo usado para renomear o arquivo.
Certo.
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O Linux é um sistema originalmente acessado via linha de comando, o que fez dele um
sistema muito complexo de ser acessado. Com o lançamento dos sistemas operacionais
gráficos como o Windows e o Mac OS, as comunidades do Linux passaram também a
desenvolver interfaces gráficas para se tornar mais amigável aos seus usuários, permitindo
que eles acessassem o sistema com o mouse, clicando em botões e janelas que se abrem
no ambiente gráfico. No Linux é possível escolher entre ambientes de desktop, como, por
exemplo, entre o GNOME e KDE. Veja abaixo um mapa mental com as principais interfaces
gráficas dos usuários (GUI):
Certo.
O comando cp (copy) copia arquivos e diretórios, inclusive o arquivo a ser copiado e o local
da cópia podem estar em sistemas de arquivos distintos ou no mesmo diretório, desde que
os nomes sejam diferentes; -v (de verbose) exibe ou verbaliza o que está sendo copiado
durante a execução, portanto gabarito Certa da questão.
Certo.
O comando ls lista ou exibe o conteúdo do diretório atual, mas não os ocultos como diz o
enunciado da questão.
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O comando pwd exibe o caminho do diretório atual, enquanto o comando passwd altera a
senha do usuário.
Errado.
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rwx, que é a permissão total; o segundo algarismo ou 5 diz respeito às permissões do dono
do arquivo, que é a combinação de 4+1, ou seja, leitura+execução ou r-x; por fim, temos a
permissão dos outros usuários ou 5 diz respeito às permissões do dono do arquivo, que é
a combinação de 4+1, ou seja, leitura+execução ou r-x.
Errado.
O diretório /boot é onde são armazenados os arquivos de inicialização do Linux, bem como
partes do kernel que serão carregadas na memória para execução.
Certo.
É muito importante conhecer as principais interfaces gráficas para usuários (GUI) do Linux,
conhecidas como desktops. Veja abaixo um mapa mental que fiz com as principais delas:
Letra c.
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c) 750
d) 751
e) 762
A forma octal de atribuição de permissão aos arquivos e diretórios do Linux usa combinações
de valores de 0 a 7 (oito valores) para cada um dos três perfis de usuários, gerando um
número de 3 algarismos. As combinações de permissões são de leitura (valor 4), escrita (valor
2) e execução (valor 1) ou nenhuma permissão (0). A combinação dessas três permissões
pode resultar em valores de 0 a 7, primeiramente para o dono, depois para o grupo ao qual
o grupo pertence e finalmente para os demais usuários, o que forma esse número de 3
algarismos. Veja que, na resposta do nosso gabarito, o primeiro algarismo ou 7 diz respeito às
permissões do dono do arquivo, que é a permissão total, ou seja, leitura+escrita+execução; o
segundo algarismo ou 5 são as permissões do grupo do dono, ou seja, leitura+execução; por
fim, temos a permissão dos outros usuários ou 1, que é a permissão apenas de execução.
Letra d.
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c) ls
d) tar
e) grep
O comando kill finaliza um processo por meio do seu PID, enquanto o comando killall finaliza
o processo por meio do seu nome.
Letra b.
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Em quase todos os sistemas operacionais, as teclas SHIFT+DEL são utilizadas para excluir
permanentemente o conteúdo selecionado.
Letra b.
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Mais uma vez o comando touch sendo cobrado! Sua principal função é a criação de um
arquivo em branco. Além disso, ele também pode atualizar a data de criação de um arquivo
existente, pois é como se ele fosse recriado, então sua data de criação é atualizada.
Errado.
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O comando “cd” permite navegar pelos diretórios do disco, acessando seu conteúdo. Porém,
perceba um detalhe quase imperceptível: após o comando “cd” há um ponto final “.”. Isso
tem um significado importante. Esse ponto final indica o diretório atual. Se fossem dois
pontos finais “..”, indicaria o diretório imediatamente acima dele. Portanto, ao ser executado
o comando “cd.”, o terminal acessará o diretório atual.
Letra a.
Como vimos, esse é outro comando muito cobrado, porém, um dos mais difíceis também.
Chmod altera as permissões de acesso a arquivos e diretórios. A forma octal de atribuição
de permissão aos arquivos e diretórios do Linux usa combinações de valores de 0 a 7 (oito
valores) para cada um dos três perfis de usuários, gerando um número de 3 algarismos. As
combinações de permissões são de leitura (valor 4), escrita (valor 2) e execução (valor 1) ou
nenhuma permissão (0). A combinação dessas três permissões pode resultar em valores de 0
a 7, primeiramente para o dono, depois para o grupo ao qual o grupo pertence e finalmente
para os demais usuários, o que forma esse número de 3 algarismos. Veja que, na resposta
do nosso gabarito, o primeiro algarismo ou 7 diz respeito às permissões do dono do arquivo,
que é a permissão total, ou seja, leitura+escrita+execução; o segundo algarismo ou 5 são as
permissões do grupo do dono, ou seja, leitura+execução; por fim, temos a permissão dos
outros usuários ou 5, que também é a permissão de leitura+execução.
Certo.
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O termo “dev” vem de “devices”, que significa dispositivos, em inglês. Dessa forma, esse diretório
armazena os arquivos de configurações dos dispositivos ou equipamentos de hardware.
Tais arquivos são conhecidos como “drivers”, ou seja, uma espécie de software que permite
a comunicação do sistema operacional com os equipamentos conectados ao computador.
Errado.
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c) dir2
d) dir3
e) dir4
Lembre-se que o comando “cd” permite navegar entre os diretórios. Agora, preste atenção a
esses dois pontos finais após o comando cd “..”. Eles representam o diretório pai do diretório
atual. Como a estrutura de diretórios do sistema operacional é hierárquica, o diretório pai
e sempre aquele que está acima do diretório atual. Portanto, se estamos no diretório “dir3”
e executamos o comando “cd..”, acessamos o diretório imediatamente acima deste, que é
o diretório “dir2”.
Letra c.
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Olha aí o operador “>” sendo cobrado em prova! Às vezes a gente não dá valor, mas eles
cobram sim! Nesse caso, temos o comando ls buscando a lista de diretórios e armazenando
esse resultado no [Link].
Letra d.
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Lembre-se que “menos protegido” significa que se está dando muito privilégio de acesso
aos demais usuários. Nesse caso, a permissão 7 é a total, ou seja, está dando controle total
ao arquivo [Link] para os demais usuários.
Letra e.
Como vimos, Kali traz inúmeras ferramentas de hacker para fazermos testes em ambientes
para verificar se há vulnerabilidades encontradas.
Letra d.
Um pequeno detalhe que devemos atentar nessa questão é que a pasta Desktop é a Área
de Trabalho. O comando cd nos permite acessar, portanto, a pasta Área de Trabalho do
usuário, simples assim!
Letra a.
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O erro da afirmativa I foi afirmar que o NTFS não é reconhecido pelo Linux, pois ele o
reconhece, assim como o FAT32, para pen drives. Veja abaixo os principais sistemas de
arquivos implementados no Linux nativamente:
• ext4 (Fourth Extended Filesystem): É o padrão atual na maioria das distribuições
Linux. É conhecido por sua extrema estabilidade, confiabilidade e bom desempenho
geral, sendo uma evolução sólida do popular ext3.
• Btrfs (B-tree File System): Um sistema de arquivos moderno focado em recursos
avançados. Permite “snapshots” (cópias instantâneas do sistema), compressão de
dados e gerenciamento de múltiplos discos (RAID) de forma integrada.
• XFS (Extended File System): Focado em alto desempenho e escalabilidade. É excelente
para lidar com sistemas de arquivos muito grandes (terabytes ou petabytes) e arquivos
gigantescos, sendo comum em servidores e sistemas de armazenamento.
Letra b.
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Há muito tempo o Linux vem apresentando interfaces gráficas incríveis, muito semelhantes
ao Windows, com menu principal, janela, botões, efeitos etc. Particularmente, não considero
a KDE tão semelhante ao Windows. Eu acho a Gnome mais parecida com ele. Porém, se
assemelham no aspecto das janelas, menus e botões. Portanto, a afirmativa está correta.
Certo.
A exibição das permissões por meio do comando ls -l, traz para nós, logo nos primeiros
caracteres da linha, grupos de 3 permissões (rwx), sendo 3 grupos desses. Quando se tem
um hífen “-“ no lugar das letras, significa que não há aquela permissão. Lembre-se que essas
permissões possuem lugar fixo, ou seja, o r (read – leitura) sempre vem primeiro, depois
o w (write – escrita/gravação) e depois o x (execução). O arquivo tarefas concede as três
permissões para todos os usuários no terceiro grupo de permissões, o que significa que é
o arquivo menos protegido. Ah! O primeiro hífen da linha diz se é um arquivo ou diretório,
caso haja um “d”.
Letra b.
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Lembre-se que o primeiro hífen é para identificar se é arquivo ou diretório. Nesse caso, é
um arquivo. O primeiro grupo de permissão “rwx” diz respeito ao Gabriel, que é o dono do
arquivo. O segundo grupo “-w-“ possui apenas a permissão de escrita, que diz respeito ao
grupo “financeiro”. O último grupo de permissões “r—” é a permissão dos demais usuários,
que é apenas de leitura.
Letra e.
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Como o arquivo passwd traz as configurações de usuários, então ele diz respeito às
configurações do sistema, ficando armazenado no diretório /etc. Veja o significado dos
demais diretórios:
• /boot Contém os arquivos essenciais para a inicialização (boot) do sistema, como o
kernel do Linux e o gerenciador de inicialização (GRUB).
• /dev (Devices) Contém os arquivos de dispositivo. No Linux, todo hardware (como
discos rígidos, mouses, impressoras) é representado por um arquivo neste diretório.
• /etc Contém todos os arquivos de configuração do sistema operacional e dos aplicativos
instalados.
• /proc (Processes) Um diretório virtual (não existe em disco) que fornece informações
em tempo real sobre os processos e o estado do kernel.
• /sys (System) Um diretório virtual (similar ao /proc) usado para visualizar e alterar
configurações de dispositivos e do kernel enquanto o sistema está rodando.
Letra c.
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é usada para enviar pedidos ao terminal Linux, também conhecido como Shell. O objetivo
do terminal é receber esses comandos, de forma semelhante ao Prompt de comando ou
Powershell do Windows e ao Terminal do MacOS, e repassá-los ao sistema operacional,
executando as ações solicitadas. Assinale a alternativa que contém o comando base “Para
navegar pelos arquivos e diretórios Linux”.
a) cat
b) cd
c) cp
d) ls
e) sudo
Veja abaixo o significado de cada um dos comandos das alternativas da nossa questão
a) cat (Concatenate): Usado para exibir o conteúdo de arquivos diretamente no terminal.
b) cd (Change Directory): Usado para mudar o diretório (pasta) atual em que você está.
c) cp (Copy): Usado para copiar arquivos ou diretórios de um local para outro.
d) ls (List): Usado para listar o conteúdo (arquivos e pastas) de um diretório.
e) sudo (Superuser Do): Usado para executar um comando com privilégios de administrador
(ou “root”), necessário para tarefas que exigem permissões elevadas.
Letra b.
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(F) Pois o Linux exige baixas configurações de computador para rodar. Já o Windows costuma
exigir mais recursos.
(F) Pois o Linux não exige licença para o seu uso, e apresenta maior estabilidade em relação
ao Windows.
Letra d.
O comando “ls -a” permite listar os arquivos ocultos do diretório, enquanto o comando
“ls -l” permite exibir mais propriedades no resultado listado, porém não lista os arquivos
ocultos. O “grep” permite filtrar o resultado de um comando, como o ls.
Letra b.
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É!!! Esse comando “ls” é extremamente cobrado, como você pode ver! Vamos revisar os
demais comandos da questão
a) cd (Change Directory): Usado para mudar o diretório (pasta) atual.
b) cp (Copy): Usado para copiar arquivos ou diretórios.
c) ls (List): Usado para listar o conteúdo (arquivos e pastas) de um diretório.
d) mkdir (Make Directory): Usado para criar um novo diretório.
e) rmdir (Remove Directory): Usado para remover diretórios (pastas) que estão vazios.
Letra c.
Essa questão foi muitíssimo parecida com a anterior, não é mesmo? O único comando
diferente aqui foi o rm, que serve para remover arquivos, enquanto rmdir remove diretórios.
Letra b.
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Lembre-se que cada permissão corresponde a um valor, então precisamos somar cada uma
das permissões em cada situação, conforme abaixo.
• ler (4) + escrever (2) + executar (1) = 7
• ler (4) + executar (1) = 5
• ler (4) = 4
• Permissão: 754.
Sendo assim, o comando deve ser: chmod 754 [Link].
Letra e.
Veja abaixo a definição de cada um dos comandos. Alguns deles, não vimos em aula por não
serem tão cobrados assim, como pudemos ver ao longo da nossa imensa lista de exercícios.
a) ifconfig (Interface Configuration): Usado para exibir ou configurar as interfaces de rede do
sistema (como endereços IP, máscaras de rede etc.). Tem sido substituído pelo comando ip.
b) wget (Web Get): Um utilitário de linha de comando para baixar (fazer download) de
arquivos da internet (via HTTP, HTTPS ou FTP).
c) chmod (Change Mode): Usado para alterar as permissões de acesso (leitura, escrita e
execução) de arquivos e diretórios.
d) kill [PID] (Kill Process): Usado para enviar um sinal a um processo (identificado pelo seu
PID/Process ID), geralmente para terminá-lo (encerrá-lo).
e) apt-get (Advanced Package Tool/Get): A ferramenta de linha de comando usada em
distribuições baseadas em Debian (como Ubuntu) para gerenciar pacotes (instalar, atualizar
e remover softwares).
Letra e.
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Chegamos, assim, ao fim dessa maratona de questões! Espero que você tenha gabaritado
todas elas. Ah!!!! faz o seguinte agora: vai lá nas avaliações dessa aula, diz pra mim o quanto
você gostou dela e quantas questões você gabaritou, beleza? Eu lerei sua avaliação assim
que você a fizer, pois eu leio todos os comentários das avaliações dos meus alunos!
Se você quiser fazer parte da minha rede social, siga-me em:
Parabéns por ter chegado até aqui! Parabéns por não ter desistido e parado antes de
terminar todas as questões! Você é uma pessoa vencedora, campeã mesmo!
Estou muito orgulhoso de você!!!
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