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IRAS

O documento aborda as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), destacando a importância das precauções padrão e específicas para prevenir a transmissão de agentes infecciosos. As infecções de sítio cirúrgico são discutidas em detalhes, incluindo suas classificações e fatores de risco, além de mencionar a infecção por Clostridioides difficile e suas manifestações clínicas. Medidas de prevenção, como a antibioticoprofilaxia, também são enfatizadas.

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IRAS

O documento aborda as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), destacando a importância das precauções padrão e específicas para prevenir a transmissão de agentes infecciosos. As infecções de sítio cirúrgico são discutidas em detalhes, incluindo suas classificações e fatores de risco, além de mencionar a infecção por Clostridioides difficile e suas manifestações clínicas. Medidas de prevenção, como a antibioticoprofilaxia, também são enfatizadas.

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INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA À SAÚDE (IRAS)

PRECAUÇÃO PADRÃO:
é aquela que deve ser instituída para TODOS os pacientes, independentemente ou não da
suspeita de infecção. Ela consiste, principalmente, na higiene das mãos (sabão ou álcool) e no
uso de equipamentos de proteção individual (EPI) conforme necessidade.
 A lavagem das mãos com água e sabão é superior ao álcool em casos suspeitos de
infecção por C. difficile
 A higiene das mãos deve ser realizada em cinco momentos durante um atendimento a
um paciente.

PRECAUÇÕES ESPECÍFICAS:
Necessárias para evitar a transmissão de agentes infecciosos quando as medidas de
precaução padrão não são suficientes. Elas devem ser instituídas empiricamente para evitar a
transmissão da doença enquanto o diagnóstico não é confirmado.
Contato: deve ser instituída para pacientes com doenças que são transmitidas dessa forma.
Nesse tipo de precaução, o paciente deve estar em quarto privativo, e todos os
equipamentos, como termômetro, esfigmomanômetro e estetoscópio, devem ser de uso
exclusivo do paciente. Se não houver disponibilidade de um quarto, o paciente pode ficar em
enfermaria, contanto que a distância entre dois leitos seja de, pelo menos, um metro. Os EPIs
necessários são avental e luvas.
Gotícula: paciente apresentar um quadro suspeito ou confirmado de uma doença que pode
ser transmitida por partículas maiores do que 5 mícrons. O paciente deve ser alojado em um
quarto privativo, porém, caso ele não esteja disponível, o paciente pode ficar numa
enfermaria com pacientes internados com a mesma doença. Nesse caso, a distância entre os
leitos deve ser de, pelo menos, um metro. O EPI necessário para o contato com um paciente
em precaução para gotícula deve ser a máscara cirúrgica.

AEROSSOL: pacientes com suspeita ou diagnóstico de uma doença que possa ser
transmitida por partículas pequenas (< 5 mícrons) e que podem ficar suspensas no ar. O
paciente deve ser transferido para um quarto privativo com pressão negativa para evitar que
as partículas em suspensão se disseminem para os ambientes adjacentes. Além disso, o
quarto deve possuir uma filtragem de ar com filtro de alta eficiência (EPA) e com 6 a 12
trocas de ar por hora. O EPI necessário, nesse caso, é a máscara N95 ou PFF2 (são máscaras
equivalentes). Ela tem uma eficiência de filtração de 95% de partículas com 0,3 mícron de
diâmetro.

INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO


,
São as complicações mais comuns que ocorrem após um procedimento cirúrgico. Elas são a
terceira causa mais comum de IRAS. e, as infecções de sítio cirúrgico podem manifestar-se
por meio de drenagem purulenta pela incisão, deiscência espontânea, abscesso, dor no local,
edema, hiperemia e calor. Para diagnóstico microbiológico, podem ser obtidas culturas de
secreção ou de tecido, porém por meio de procedimento asséptico (as culturas de swab não
devem ser valorizadas). De acordo com a ANVISA, a depender do plano anatômico onde a
infecção ocorre, podemos definir as infecções de sítio cirúrgico da seguinte forma:
 ISC incisional superficial: ocorre nos primeiros 30 dias após o procedimento cirúrgico,
envolve apenas pele e tecido subcutâneo.
 ISC incisional profunda: ocorre nos primeiros 30 dias após a cirurgia ou até 90 dias se
houver colocação de implantes e envolve tecidos moles profundos à incisão, como
fáscia e músculos.
 ISC de órgão/cavidade: ocorre nos primeiros 30 dias após a cirurgia ou até 90 dias se
houver colocação de implantes e envolve qualquer órgão ou cavidade que tenha sido
aberta ou manipulada durante a cirurgia.

FATORES DE RISCO
.
GRAU DE CONTAMINAÇÃO DA FERIDA OPERATÓRIA:
 Limpa: É aquela em que não há inflamação, é realizada em tecidos estéreis e em que
não ocorre penetração em vísceras ocas. Exemplos: neurocirurgias, revascularização
miocárdica, hernioplastias, mamoplastias etc. Nesses casos, a probabilidade de
infecção é baixa, girando em torno de 1 a 5%.
 Limpa-contaminada ou potencialmente contaminada: É a ferida em que houve
abertura do sistema digestório ou geniturinário, ou produzida acidentalmente com
arma branca com lesão inferior a 6 horas. O risco de infecção dessas cirurgias varia de
3 a 11%.
 Contaminadas:São aquelas feridas que têm reação inflamatória ou que entraram em
contato com um material contaminado, como fezes, poeira ou outra sujidade. As lesões
traumáticas que passaram das 6 horas entre o trauma e o atendimento também
entram nessa classificação. O risco de infecção é de 10 a 17%.
 Infectadas:São aquelas em que há a presença de agente infeccioso no local e lesão
com evidência de intensa reação inflamatória e destruição tecidual. Pode ter a
presença de pus. Por exemplo, uma apendicectomia supurada encaixa-se nessa
classificação. Como o nome já diz, esse tipo de ferida já está infectada.
Os fatores de risco relacionados com a cirurgia incluem a realização de higiene/antissepsia
inadequada das mãos, preparo da pele inadequado, procedimento de urgência, duração
prolongada da cirurgia, uso ineficaz do antibiótico profilático, grande quantidade de
pessoas na sala cirúrgica e esterilização inadequada dos materiais e equipamentos
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
,

ANTIBIOTICOPROFILAXIA
.
INFECÇÃO DE CORRENTE SANGUÍNEA
.
INFECÇÃO POR CLOSTRIDIOIDES DIFFICILE
.
Fatores de risco para essa infecção incluem o uso de antibióticos, principalmente
cefalosporinas, carbapenêmicos, clindamicina e fluoroquinolonas, idade avançada,
hospitalização recente, cirurgia gastrointestinal, obesidade, imunossupressão e uso de
inibidor de bomba de prótons.

Clinicamente, os casos suspeitos são aqueles que apresentam três ou mais episódios
diarreicos por dia com fezes não formadas. Além disso, podem apresentar dor abdominal,
febre, náuseas e anorexia. Casos graves manifestam-se por meio de diarreia, dor
abdominal difusa, distensão abdominal, acidose lática, hipoalbuminemia, aumento de
creatinina e leucocitose importante (pode chegar a até 40.000 células/mL). O exame de
colonoscopia pode mostrar a presença de pseudomembranas

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