QUERIDO(A) PROFESSOR(A)
Que o ano de 2026 seja um tempo de
recomeços, aprendizados e esperança
renovada. Que cada planejamento represente
mais do que conteúdos a cumprir, mas
intenções claras de ensinar com propósito,
sensibilidade e compromisso com cada aluno.
Educar é um ato de coragem, paciência e amor.
Ao longo deste ano, que possamos transformar
desafios em oportunidades, respeitar os
diferentes ritmos de aprendizagem e acreditar
que pequenas ações diárias constroem grandes
conquistas.
Que nunca nos falte olhar atento, escuta
sensível e a certeza de que nosso trabalho faz a
diferença na vida de cada estudante. Que 2026
seja um ano de crescimento profissional,
humano e coletivo, marcado por práticas
significativas e aprendizagens duradouras.
EMEF GENTILA LUIZA DAMASCENO
A importância do planejamento semanal
O planejamento semanal é uma ferramenta essencial para a organização do trabalho pedagógico
no Ensino Fundamental. Por meio dele, o professor organiza as atividades, define objetivos de
aprendizagem e garante que os conteúdos sejam trabalhados de forma adequada à faixa etária e
ao nível de desenvolvimento dos alunos.
Preencher o planejamento de maneira clara e objetiva contribui para que as aulas tenham
intencionalidade, continuidade e coerência. Um planejamento bem elaborado permite visualizar o
que será desenvolvido ao longo da semana, favorecendo a aprendizagem significativa e o
acompanhamento do progresso dos estudantes.
Além disso, o planejamento claro facilita o alinhamento entre professores, coordenação
pedagógica e equipe escolar, possibilitando melhor acompanhamento das práticas pedagógicas e
intervenções quando necessário. Ele também auxilia na adaptação das atividades para alunos
com dificuldades de aprendizagem ou necessidades educacionais específicas, garantindo uma
educação mais inclusiva.
No Ensino Fundamental, onde os alunos estão em fase de consolidação da leitura, escrita e dos
conhecimentos básicos, o planejamento semanal bem preenchido contribui para aulas mais
organizadas, dinâmicas e intencionais, refletindo diretamente na qualidade do ensino oferecido.
Portanto, o planejamento semanal não deve ser visto apenas como um documento burocrático,
mas como um instrumento pedagógico fundamental, que orienta a prática docente e fortalece o
processo de ensino e aprendizagem.
O planejamento semanal é um instrumento essencial para orientar a prática pedagógica no
Ensino Fundamental, pois registra de forma organizada o que será ensinado, como será
ensinado e com qual finalidade. Quando preenchido de maneira clara, ele evidencia a
intencionalidade das atividades propostas, garantindo que cada ação em sala de aula tenha um
objetivo pedagógico definido.
Para que essa intencionalidade fique visível no planejamento, é importante observar alguns
pontos no momento do preenchimento:
Sugestões para um preenchimento claro e intencional
1. Objetivos de aprendizagem
Descrever os objetivos iniciando com verbos que indiquem a ação do aluno, como: identificar,
compreender, ler, escrever, resolver, reconhecer, produzir.
➡ Exemplo: Desenvolver a leitura e a interpretação de pequenos textos narrativos.
2. Conteúdos
Relacionar os conteúdos diretamente aos objetivos propostos, evitando descrições genéricas.
➡ Exemplo: Leitura e interpretação de texto; formação de palavras; uso de pontuação.
3. Metodologia / Estratégias
Explicar brevemente como a atividade será realizada e com qual finalidade, deixando claro o
que o aluno irá fazer.
➡ Exemplo: Leitura coletiva de um texto para estimular a compreensão oral e a ampliação
do vocabulário.
4. Atividades propostas
Descrever a atividade de forma objetiva, evidenciando sua função pedagógica.
➡ Exemplo: Atividade escrita para verificar a compreensão do texto lido.
5. Recursos didáticos
Indicar os recursos utilizados em consonância com a atividade planejada.
➡ Exemplo: Livro didático, cartaz com palavras-chave e caderno.
6. Avaliação
Especificar como será observado o avanço do aluno, destacando que a avaliação é contínua.
➡ Exemplo: Observação da participação, realização das atividades e registro no caderno.
7. Adequações e adaptações (quando necessário)
Registrar as adaptações previstas, demonstrando a intencionalidade inclusiva do planejamento.
➡ Exemplo: Atividade adaptada com apoio visual e acompanhamento individual.
Atividades essenciais: Para chegar ao detalhamento da rotina semanal de uma classe, o
educador precisa ter clareza de que itens devem ser combinados e com que regularidade devem
ser praticados para garantir o ensino aprendizagem.
Atividades permanentes: São essenciais para o processo de aprendizagem. Por isso, devem
ser praticadas diariamente ou com periodicidade definida e em horário destinado exclusivamente
a elas.
Sequências de atividades: São organizadas para atingir diversos objetivos didáticos
relacionados ao ensino e à aprendizagem da leitura e da escrita. Necessariamente apresentam
um nível progressivo de desafios. A duração varia de acordo com o conteúdo eleito.
Projetos didáticos: São formas de organização dos conteúdos escolares que contribuem para a
aprendizagem da leitura e da escrita ao articular objetivos didáticos e objetivos comunicativos. A
sequência de ações de um projeto culmina na elaboração de um produto final.
Segue abaixo um exemplo de uma rotina organizada e estruturada.
COMPONENTES HABILIDADES/
DIAS ATIVIDADES
CURRICULARES COMPETÊNCIAS
L. Portuguesa EF12LP18 EF02MA04 Leitura Deleite: A lebre e a tartaruga
Matemática EF03LP01 EF03MA02 Cabeçalho, pauta, palavra do dia (CADERNO)
Segunda-
EF15LP02 Livro giro- cap.1- lista, convite, cardápio receita-
feira
EF35LP01 pág. 8 Currículo mat. Aula 9-
(02/02)
composição/decomposição- pág.
40,41
Um planejamento semanal bem preenchido torna a prática docente mais consciente e
organizada, facilita o acompanhamento pedagógico e contribui diretamente para a aprendizagem
dos alunos. Ao explicitar a intencionalidade de cada atividade, o professor fortalece o processo de
ensino e aprendizagem e garante maior qualidade no trabalho desenvolvido em sala de aula.
Como escrever um bom Relatório de Conselho de Classe
O relatório de Conselho de Classe é um documento pedagógico de grande importância, pois tem
a função de registrar de forma clara, objetiva e responsável o percurso escolar dos alunos
ao longo do período letivo. Ele não deve se limitar apenas a notas ou resultados, mas
considerar o aluno em sua totalidade, respeitando suas singularidades e o contexto em que está
inserido.
Para que o relatório seja bem elaborado, é fundamental seguir alguns princípios e cuidados na
escrita.
1. Clareza e objetividade
O texto deve ser escrito de forma simples, direta e organizada, evitando termos confusos ou
julgamentos pessoais. As informações precisam ser compreensíveis para todos os envolvidos no
processo educacional, como equipe gestora, professores, família e órgãos responsáveis, quando
necessário.
2. Foco no processo de aprendizagem
O relatório deve descrever como ocorreu o processo de aprendizagem do aluno, destacando:
avanços observados ao longo do período;
dificuldades apresentadas;
habilidades desenvolvidas;
conteúdos que necessitaram de maior intervenção.
É importante evidenciar que a aprendizagem é um processo contínuo, podendo apresentar
oscilações, avanços e desafios.
3. Registro das intervenções pedagógicas
Um bom relatório deixa claro o que a escola fez para apoiar o aluno. Devem ser mencionadas:
adaptações realizadas nas atividades;
estratégias pedagógicas utilizadas;
atendimentos diferenciados;
participação em recuperação paralela, AEE ou outros acompanhamentos;
orientações dadas à família.
Isso demonstra a intencionalidade do trabalho pedagógico e o compromisso da escola com a
aprendizagem.
4. Consideração dos aspectos comportamentais e socioemocionais
Quando necessário, o relatório pode abordar o comportamento do aluno, sempre de forma ética e
respeitosa, relacionando-o ao contexto escolar. É importante evitar rótulos e priorizar descrições
que ajudem a compreender como esses aspectos interferiram (ou não) no desempenho escolar.
5. Contexto familiar e fatores externos
Caso existam fatores familiares ou sociais que impactaram o desenvolvimento do aluno, eles
podem ser mencionados de forma cuidadosa e objetiva, apenas quando relevantes para a
compreensão do processo educacional.
6. Linguagem ética e profissional
O relatório deve ser escrito com linguagem profissional, evitando termos pejorativos,
comparações entre alunos ou opiniões pessoais. O foco deve estar sempre no aluno, no
processo educativo e nas ações da escola.
7. Conclusão fundamentada
Ao final, é importante apresentar uma conclusão coerente com tudo o que foi descrito, justificando
decisões do Conselho de Classe, como aprovação, retenção ou encaminhamentos. Essa
conclusão deve mostrar que a decisão foi tomada de forma coletiva, responsável e baseada em
registros pedagógicos
Clareza e objetividade na escrita
O relatório deve apresentar informações organizadas, com frases claras e linguagem acessível.
Evite termos vagos ou subjetivos.
Sugestões de palavras e expressões:
“apresentou dificuldades em…”;
“demonstrou avanços significativos em…”;
“necessitou de acompanhamento constante”;
“ao longo do período letivo”;
“de forma gradual”;
“com apoio da professora”.
2. Descrição do processo de aprendizagem
O foco principal deve ser o desenvolvimento do aluno ao longo do período, destacando avanços,
dificuldades e possibilidades.
Sugestões de palavras e expressões:
“no processo de alfabetização”;
“na leitura e escrita”;
“na resolução de atividades”;
“no desenvolvimento das habilidades básicas”;
“apresenta defasagem em relação à turma”;
“responde positivamente às intervenções”.
3. Registro das intervenções pedagógicas
É fundamental evidenciar as ações da escola para apoiar o aluno, mostrando a intencionalidade
pedagógica.
Sugestões de palavras e expressões:
“foram realizadas atividades adaptadas”;
“recebeu atendimento individualizado”;
“participou da recuperação paralela”;
“contou com apoio pedagógico constante”;
“foi acompanhado pelo AEE”;
“houve orientação à família”.
4. Aspectos comportamentais e socioemocionais
Quando necessário, esses aspectos devem ser descritos de forma ética, sem julgamentos.
Sugestões de palavras e expressões:
“apresentou dificuldades de concentração”;
“em alguns momentos demonstrou comportamento incompatível com a faixa etária”;
“mantém bom relacionamento com colegas”;
“necessitou de mediação em situações de conflito”;
“apresenta bom comportamento em sala”.
5. Contexto familiar e fatores externos
Esses registros devem ser feitos com cautela e apenas quando interferem no processo escolar.
Sugestões de palavras e expressões:
“o contexto familiar impactou o desempenho escolar”;
“a família foi orientada em reuniões”;
“houve baixa participação da família”;
“foram realizados encaminhamentos externos”.
6. Linguagem ética e profissional
Evite termos negativos ou rótulos. Prefira uma linguagem pedagógica e respeitosa.
Evite:
“desinteressado”, “preguiçoso”, “problema”, “não aprende”.
Prefira:
“apresenta pouco interesse”;
“necessita de maior estímulo”;
“encontra dificuldades”;
“está em processo de aprendizagem”.
7. Conclusão e decisão do Conselho
A conclusão deve estar alinhada com tudo o que foi descrito no relatório.
Sugestões de palavras e expressões:
“diante do exposto”;
“após análise do percurso escolar”;
“o Conselho de Classe decidiu”;
“considerando as intervenções realizadas”;;
“visando à continuidade do processo educativo”.
Vocabulário Orientador – Relatório de Classe
INÍCIO DO RELATÓRIO:
Durante o período letivo;
Ao longo do ano/semestre;
No decorrer do processo educativo;
Conforme acompanhamento pedagógico.
PROCESSO DE APRENDIZAGEM:
Processo de aprendizagem;
Desenvolvimento gradual;
Avanços significativos;
Progresso contínuo;
Habilidades em desenvolvimento;
Defasagem de aprendizagem;
Necessidade de reforço pedagógico.
LEITURA, ESCRITA E MATEMÁTICA:
Reconhecimento de letras;
Consciência fonológica;
Fluência leitora;
Escrita espontânea / convencional;
Interpretação de textos;
Raciocínio lógico;
Resolução de situações-problema.
DIFICULDADES (LINGUAGEM ÉTICA):
Apresenta dificuldades em;
Necessita de apoio constant;
Requer maior tempo para realização das atividades;
Demonstra insegurança;
Necessita de mediação frequente.
INTERVENÇÕES PEDAGÓGICAS:
Acompanhamento pedagógico;
Intervenções sistemáticas;
Atividades adaptadas;
Atendimento individualizado;
Recuperação paralela;
Apoio constante da professor;
Atendimento Educacional Especializado (AEE).
COMPORTAMENTO E ASPECTOS SOCIOEMOCIONAIS:
Comportamento adequado à faixa etária;
Dificuldades de concentração;
Necessidade de mediação;
Boa interação com os colegas;
Autonomia em desenvolvimento.
CONTEXTO FAMILIAR (COM CAUTELA):
Acompanhamento familiar;
Orientações à família;
Participação da família nas reuniões;
Contexto familiar impacta o processo escolar.
CONCLUSÃO DO RELATÓRIO:
Diante do exposto…;
Após análise do percurso escolar…;
Considerando os registros pedagógicos…;
O Conselho de Classe deliberou…;
Aprovado(a) pelo Conselho de Classe.
📌 Linguagem clara, ética e pedagógica garante relatórios justos, profissionais e bem
fundamentados.
✔️Checklist para um bom Relatório de Conselho de Classe
Antes de finalizar o relatório, verifique:
☐ O texto está claro e organizado
☐ Descreve o processo de aprendizagem do aluno
☐ Aponta avanços e dificuldades
☐ Registra as intervenções pedagógicas realizadas
☐ Utiliza linguagem ética e profissional
☐ Evita julgamentos e rótulos
☐ Considera aspectos comportamentais quando necessário
☐ Menciona o contexto familiar apenas quando relevante
☐ Justifica a decisão do Conselho de Classe
☐ Está coerente com a prática pedagógica da escola
SUGESTÕES DE PALAVRAS E EXPRESSÕES PARA USO EM RELATÓRIOS
VOCÊ PENSA VOCÊ ESCREVE
O aluno não adquiriu os conceitos, está em fase de aprendizado.
O aluno não sabe
Não tem limites Apresenta dificuldades de auto regulação, pois...
Ainda não desenvolveu habilidades para convívio no ambiente
É nervoso escolar, pois...
Tem o costume de roubar Apresenta dificuldade de autocontrole, pois,...
Demostra agressividade em situações de conflito, usa meios
É agressivo físicos para alcançar o que deseja
É bagunceiro, relaxado, Ainda não desenvolveu hábitos próprios de higiene e de cuidado
porco com seus pertences.
Não sabe nada Aprendeu algumas noções, mas necessita desenvolver...
É largado da família Aparenta ser desassistido pela família, pois...
Costuma não aceitar e compreender as solicitações dos adultos,
É desobediente tem dificuldade em cumprir regras.
Ainda não demostrai interesse em participar das atividades
É apático, distraído propostas, muitas vezes parece se desligar da
realidade, envolvido em seus pensamentos
Costuma utilizar inverdades para justificar seus atos ou relatar as
É mentiroso atitudes dos colegas
Costuma se preocupar com os hábitos e atitudes dos colegas
É fofoqueiro
É muito afetuoso, demostra constantemente seu carinho...
É chiclete
É sonso e dissimulado Em situações de conflito coloca-se como expectador, mesmo
quando está clara a sua participação.
Não realiza as tarefas, aparentando desânimo e cansaço. Porém
É preguiçoso logo parte para as brincadeiras e outras atitudes.
Aparenta desejar atenções diferenciadas para si, solicitando que
É mimado sejam feitas todas as suas vontades
Evita o contato e o diálogo com colegas e professores preferindo
É deprimido, isolado, anti- permanecer sozinho, ainda não desenvolveu hábitos e atitudes
ssocial próprios do convívio social
Costuma falar mais que o necessário, não respeitando os
É tagarela momentos em que o grupo necessita de silêncio.
Utiliza-se de palavras pouco cordiais para repelir ou afrontar.
Tem a boca suja
Possui distúrbio de Apresenta comportamento fora do comum para sua idade e para
comportamento o convívio em grupo, tais como...
Ainda não sabe dividir o espaço e os materiais de forma coletiva.
É egoísta
É importante considerar, na construção do relatório individual das crianças os seguintes
critérios:
• A avaliação deve sempre enfatizar os avanços e não os fracassos dos alunos. Registrar o
que o aluno conseguiu, em que progrediu, nunca utilizar termos pejorativos;
Valorizar e registra o desenvolvimento sócio afetivo como: participação, solidariedade,
posicionamento diante das rodas de conversa etc;
Registrar a participação do aluno nos projetos desenvolvidos na sala;
• Deve-se proceder relação com o registro anterior, ou seja, dar uma continuidade ao texto
valorizando o que o aluno aprendeu;
• Diversificar a redação de um aluno para o outro, buscando ser fiel em suas colocações,
produzindo um texto narrativo e não em tópicos.
Sugestões para iniciar relatórios:
• Com base nos objetivos trabalhados no bimestre, foi possível observar que o aluno...
• Observando diariamente o desempenho do aluno, foi constatado que neste bimestre...
• A partir das atividades apresentadas, o aluno demonstrou habilidades em... Com base
na observação diária, foi possível constatar que o aluno...
Sugestões de possíveis abordagens para registro do desenvolvimento cognitivo:
• O aluno demonstra um ótimo aproveitamento na aquisição da leitura e escrita;
• O aluno apresenta bom desenvolvimento no processo de aquisição da leitura e da escrita;
• O aluno está desenvolvendo-se gradualmente no processo de aprendizagem da leitura e
da escrita; Encontra-se em desenvolvimento no processo de aprendizagem da leitura e da
escrita.
• Tem um bom desenvolvimento cognitivo, mas apresenta dificuldades na leitura (citar quais
dificuldades) contudo, com a realização da recuperação paralela tem apresentado avanços
importantes;
• Lê com fluência qualquer tipo de texto, fazendo relações com a realidade;
• Lê e interpreta os textos trabalhados em aula sem maiores dificuldades;
• Lê com alguma dificuldade, mas demonstra interesse e esforça-se em aprender;
• Escreve, ordena e amplia frases, formando textos coerentes e lógicos;
• Produz frases e pequenos textos com criatividade e entendimento;
• Constrói o conceito lógico-matemático, realizando cálculos com as quatro operações
matemáticas (citar com ou sem autonomia);
PRÁTICAS PARA GARANTIR O APRENDIZADO DE TODOS OS ALUNOS
I- Definir metas e ter claro o que se quer alcançar.
• Essas metas deverão ser claras e voltadas para a aprendizagem dos alunos.
Definidas as metas, cria-se a necessidade de definir parâmetros claros sobre o que se espera
que os alunos aprendam;
• Uma vez definidas as metas, focar em planejar cuidadosamente as estratégias e ações
que usarão para atingi-las.
II- Acompanhar de perto e continuamente o aprendizado dos alunos.
• O acompanhamento do aprendizado é algo contínuo e consistente, que se faz diariamente
e não apenas em provas periódicas que acontecem ao final de determinados períodos;
• A gestão irá cuidar do pedagógico tendo um documento de visitas em sala de aula para um
feedback;
• A observação das salas de aula e a análise dos cadernos dos alunos será constante;
• Criar uma cultura de avaliação permanente levando os alunos a demonstrarem uma
relação natural com as avaliações;
• Não ter avaliações com o objetivo de rotular alunos, mas sim de entender o processo de
aprendizagem e corrigir eventuais desalinhamentos entre os objetivos e a realidade;
• O objetivo desse modelo de acompanhamento, contínuo e focado no aprendizado,
proporciona aos professores e à escola, a capacidade de interferir assim que identifica um
problema de aprendizagem.
II- Usar dados sobre o aprendizado para embasar ações pedagógicas.
• Com avaliações frequentes e acompanhamentos contínuos dos alunos, a escola tem uma
grande base sobre o aprendizado;
Com o uso dessas informações é possível planejar, desenhar e implementar as ações
pedagógicas;
• Com base nas avaliações é possível traçar formações continuadas para o aprimoramento;
• Obteve êxito em uma prática pedagógica, compartilhe seu método com os demais;
• A complementação pedagógica, recuperação paralela seguirá a mesma lógica. Ela atende
o aluno de acordo com as suas dificuldades específicas. Alunos que demonstram habilidades
além das esperadas também têm acompanhamento personalizado com o objetivo de manter a
motivação e o interesse;
• Identificar alunos com melhor desempenho e elegê-los como "monitores' para os que estão
com mais dificuldades.
II- Fazer da escola um ambiente agradável e propício ao aprendizado.
• Um bom clima escolar está direta e positivamente relacionado ao aprendizado;
• É preciso garantir as questões básicas e fundamentais, que vão da segurança à limpeza;
• Prédios simples, mas bem preservados e manutenção em dia são um diferencial;
• Buscar por meio de parcerias um ambiente propício ao aprendizado;
• Requisite o acompanhamento de profissionais especializados para apoiar alunos com
dificuldades especificas por meio do encaminhamento dos alunos ao Centro multidisciplinar;
• A escola e as aulas devem ter rotinas estruturadas que ajudam a assegurar a frequência e
a pontualidade de alunos e professores,
• A disciplina é fator fundamental para garantir o bom andamento das aulas;
• O relacionamento com os funcionários, professores e alunos têm de ser um ambiente
respeitoso e prazeroso demonstrando sensibilidade com todos e buscando atender às suas
necessidades; participar de projetos externos, de modo a garantir o desenvolvimento integral
dos alunos,
II- O que não pode faltar no dia a dia escolar
Todos os dias, sem exceção, iniciar com a ROTINA DIÁRIA e a retomada de conteúdos
abordados anteriormente.
ORGANIZAÇÃO DIÁRIA
• Receber os alunos na sala de maneira acolhedora estabelecendo vínculos e mediações.
• Fazer uma breve roda de conversa, com questionamentos acerca do conteúdo visto no dia
anterior, o que eles recordam e como recordam, isso funciona também como um
"termômetro".
• Estruturar uma rotina: isso diminui a ansiedade do aluno no desenvolvimento das
atividades propostas
II- Rotina de língua portuguesa e matemática
FAZER O CABEÇALHO DIARIAMENTE INCLUINDO OS TÓPICOS:
• Nome completo da escola.
• Nome completo do aluno, acrescido da intercalação do nome do professor, nome do
responsável, endereço, data de nascimento.
• Números (representação por extenso e com uso de algarismos).
Operações (intercalando na semana como uso das nomenclaturas: SOMA, DIFERENÇA,
PRODUTO e QUOCIENTE).
Uso do GIRO de matemática na rotina, lembrando que não há necessidade de ser o conteúdo
abordado dentro do plano de aula da semana, desde que previamente escolhido, com a
garantia de que o assunto já foi tratado em momentos anteriores.
• Ditado de letras, palavras e frases.
• Palavra do dia (escolher uma que apresente um ponto ortográfico, gramatical ou semântico
que está trabalhando ou precisa retomar, sempre respeitando o ano/série). Exemplo:
Quantas letras? PALAVRA DO DIA
Quantas vogais?
Quais vogais?
Quantas consoantes?
Quais consoantes?
CADERNO
Separe - a em sílabas;
Qual é a sílaba inicial?
Qual é a sílaba final?
Qual sílaba possui mais letras?
Quantas sílabas?
Monossílabas, Dissílabas, Trissílabas ou Polissílabas.
Forme uma frase com ela;
Faça um desenho que a represente.
TABUADA DIARIAMENTE
• No 2° ano, retomar com o material concreto e, em seguida, apresentar os algoritmos.
Com relação à operação divisão, trabalhar os passos contidos no material do professor do
projeto "Um Giro pela Aprendizagem", conforme estabelecido abaixo:
• 2º ano: Divisão por um algarismo, do 1° passo ao 5° passo B, ao longo do ano letivo.
• 3º ano: retomar a divisão por um algarismo, iniciando do 1° passo ao 12° passo, ao longo
do ano letivo.
• 4º ano: No primeiro semestre, retomar a divisão por um algarismo, do 1° passo ao 12°
passo e, no 2° semestre, iniciar do 1° passo ao 6° passo B, da divisão por dois algarismos.
• 5° ano: No primeiro semestre, retomar a divisão por um algarismo (todos os passos) e a
divisão por dois algarismos do 1° passo ao 6° passo B. E, no 2º semestre, divisão por dois
algarismos do 7° passo ao 10° passo e já apresentar divisão por mais de dois algarismos.
Obs: Sugerimos o uso do método longo de divisão.
Para o retorno das aulas, é importante em Língua Portuguesa:
• No 2° ano, ainda fazer uso de letras móveis, silabas móveis (construção de palavras,
silaba inicial, medial e final), dominó de palavras, fichas de leitura de textos para leitura e
interpretação.
• No 3º ano e 4º anos, é importante inserir atividades de leitura e compreensão de textos,
bem como atividades ortográficas (palavras com correspondências regulares contextuais entre
grafemas e fonemas).
• No 5° ano, além das atividades do 3 e 4° anos, retomar conceitos envoltos às classes
gramaticais e aos gêneros textuais.
II- Dicas gerais:
• Saber que existe diferença entre entender e aprender.
• Todos os dias, os alunos deverão ter ocupação diária (tarefa) para casa, as qual podem
ser realizadas com autonomia pelos alunos e em quantidade que o professor consiga dar a
devolutiva imediatamente no dia posterior ao envio. Os alunos do Projeto Despertar terão
tempo para fazer a tarefa na escola.
• Usar as OS (Ocupações Semanais), que são atividades básicas para serem realizadas
semanalmente, com o objetivo de fortalecer a aprendizagem mínima dos alunos nos
conteúdos que estão presentes no cotidiano.
• Utilizar as RUBRICAS GIRO: as rubricas estabelecem o que é direito de aprendizagem
básica do aluno em cada ano/série, em cada Componente Curricular (Língua Portuguesa e
Matemática). Leitura sempre: alunos lendo e escrevendo. Utilize o caderno!
Produzir ao menos um texto completo por semana, mesmo que de forma coletiva, fazer
devolutiva e correção, quando possível selecione um texto transcreva da maneira que foi
entregue e explore a correção com a turma.
• Fazer todos os dias a leitura deleite, que deverá acontecer de maneira prazerosa e
convidativa. Realize contação de histórias com livros ilustrados, opte por narrativas
envolventes e personagens cativantes. Ao contar as histórias, dê vida aos personagens
usando diferentes Vozes e gestos, buscando a atenção das crianças e aguçando sua
imaginação.
Roda de leitura: nesta modalidade, ofereça a oportunidade para que cada criança compartilhe
sua história favorita. Faça escolha de livros adequados à idade e solicite para que cada um
realize a leitura de um trecho. O aluno precisa ler EM VOZ ALTA TODOS OS DIAS nesse
momento.
História colaborativas: Proponha uma história colaborativa em que cada criança adicione uma
frase narrativa. Comece com uma frase introdutória e, em seguida, peça a cada aluno que
contribua com uma nova frase, criando uma única história.
• Registros em caderno de classe (caderno diário) devem acontecer diariamente. Este
caderno deverá ser corrigido durante o uso. O professor deverá sempre circular pela sala e
acompanhar a escrita dos alunos intervindo enfaticamente. Na utilização de cadernos, mesmo
com a finalidade de cópia, deverá ser destacado e trabalhado com as ideias de paragrafação
e títulos.
Obrigatoriamente a rotina escolar deverá incluir uma atividade em grupo, preferencialmente
com agrupamentos produtivos, semanalmente.
ATENÇÃO SEMPRE!
• O planejamento tem de ser revisto sempre, com o objetivo de acompanhar as ações
desenvolvidas e atingir os objetivos previstos.
• Com isso, é possível retomar e corrigir rotas, quando necessário.
E LEMBRE-SE SOMOS UMA EQUIPE, SUGESTÕES E AJUDA SEMPRE SERÃO BEM
VINDAS!
UM EXCELENTE ANO LETIVO.
CALENDÁRIO ESCOLAR
CALENDÁRIO ESCOLAR – GENTILA
GRADE CURRICULAR