Curso: TAL
Tema: Hemograma
Docente: Dulcides Daniel
Quelimane, Março de 2026
Objectivos de aprendizagem
✓ Descrever o sangue e suas funções;
✓ Compreender os significados clínicos dos índices hematimetricos;
✓ Diferenciar as patologias que envolvem os eritrócitos, leucócitos e
plaquetas.
Sangue e suas funções
O sangue é um tipo de tecido conjuntivo que se destaca por apresentar-se como
um fluído de cor vermelha e viscoso. Caracteriza-se por apresentar uma matriz
líquida (plasma), em que se encontram suspensos os elementos celulares do
sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas).
Função:
O sangue apresenta diversas funções no corpo, garantindo, por exemplo:
- Transporte de nutrientes;
- Transporte dos gases respiratórios;
- Transporte de resíduos do metabolismo;
- Defesa e imunidade por meio da ação dos leucócitos;
- Coagulação sanguínea por meio da ação das plaquetas
Hemograma
Avaliação quantitativa e qualitativa das células sanguíneas
• Reflete clinicamente o momento dinâmico na hora da coleta
• Manual/Automatizado
Hemograma: é um exame utilizado para avaliar as três linhagens
de células sanguíneas, sendo elas:
• Os glóbulos vermelhos: transportam oxigenio
• Os glóbulos brancos: defesa do organismo
• As plaquetas: coagulação do sangue,
Permitindo conclusões diagnósticas e prognósticas de grande
número de patologias
Globulos vermelhos ou eritrocitos ou hemacias-eritrograma
As hemácias apresentam como função principal o transporte do oxigénio
obtido pelo sistema respiratório e leva-lo para todo o corpo humano.
Também é papel das hemácias retirar o gás carbônico produzido pelas
células para que ele possa ser eliminado do organismo.
RBC-red blood cells: contagem total de eritrocitos
Alto: policitemia
Baixo: anemia
VR: H: 4,5 a 6,0 milhões/mm³; M:4,0 a 5,4 milhões/mm³
HB ou HGB: hemoglobina
Alto: policitemia
Baixo: anemia. VR: H: 13 – 17g/dl M: 12 – 16g/dl
Glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemacias-eritrograma
Hematócrito: percentagem total de eritrócitos
Alto: policitemia
Baixo: anemia
VR: H: 40 – 54%; M: 36 – 48%.
MCV: volume corpuscular médio-tamanho das hemácias (80 – 100 fL)
Alto: macrocitose, hemacias macrociticas (gigantes): carência de vitamin B12 e/ou ácido
fólico, doenças hepaticas, consume de alcool
Baixo: microcitose, hemacias microciticas (menores): carencia de ferro=anemia ferropriva,
anemia secundária a infecções crônicas, anemia Sideroblástica e talassemias
Normal: Normociticas (tamanho normal). Hemorragia e dificiencia de produção de
eritrócitos
Glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemacias-eritrograma
HCM: hemoglobina corpuscular média (27 -32 pg)
Alto: hipercromia ou hemacias hipercrómicas
Baixo: hipocromia ou hemacias hipocrómicas: carencia de ferro
Normal: normocromia ou hemacias normocrómicas
CHCM: concentração da hemoglobina corpuscular média-mais especifico
Alto: hipercromia ou hemacias hipercrómicas
Baixo: hipocromia ou hemacias hipocrómicas: carencia de ferro
Normal: normocromia ou hemacias normocrómicas
VR: (32 -36 g/dl)
Glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemacias-eritrograma
RDW: red distribution width, distribuição das hemácias por tamanho, indica
anisocitose.
Dessa forma, quando o valor está elevado no hemograma significa que os
glóbulos vermelhos têm um tamanho superior ao normal, podendo ser visto no
esfregaço sanguíneo hemácias muito grandes e muito pequenas.
Quando o valor é abaixo do valor de referência, normalmente não apresenta
significado clínico, somente se além do RDW outros índices estiverem também
abaixo do valor normal, como o VCM, por exemplo.
Glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemacias-eritrograma
O RDW é um dos parâmetros que constituem o hemograma e, juntamente com
as outras informações fornecidas pelo exame, é possível verificar como está a
produção das células sanguíneas e o estado geral da pessoa.
Quando o resultado do RDW se encontra alterado, é possível desconfiar de
algumas situações, como anemia, diabetes ou problemas hepáticos, cujo
diagnóstico deve ser feito a partir da análise do hemograma completo e de
exames bioquímicos.
Glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemacias-eritrograma
RDW alto
Anisocitose é o termo que se dá quando o RDW se encontra aumentado,
podendo ser visto no esfregaço sanguíneo uma grande variação de tamanho entre
as hemácias. O RDW pode estar aumentado em algumas situações, como:
✓ Anemia por deficiência de ferro;
✓ Anemia megaloblástica;
✓ Talassemia;
✓ Doenças do fígado.
Além disso, pessoas em tratamento quimioterápico ou com algum antiviral
também podem apresentar RDW aumentado..
Glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemacias-eritrograma
RDW baixo
O RDW baixo normalmente não apresenta significado clínico quando
interpretado isoladamente, no entanto caso sejam verificadas outras alterações no
hemograma, pode indicar anemia causada por doença crônica, como doenças do
fígado, problemas renais, HIV, câncer ou diabetes, por exemplo
Glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemacias-eritrograma
Reticulócitos são eritrócitos (ou hemácias) imaturos, recém-emitidos na circulação
sanguínea. Eles são produzidos na medula óssea e liberados na circulação e normalmente
amadurecem em um ou dois dias em hemácias, as quais têm uma vida útil de
aproximadamente 120 dias em circulação. O valor de referência é de 0,5 a 1,8 % em
relação às hemácias
Reticulócitos baixos: podem indicar a presença de:
✓ Insuficiência da medula óssea causada por toxicidade de certos medicamentos,
tumores, radioterapia ou infecção;
✓ Cirrose hepática;
✓ Anemia causada por baixos níveis de ferro, folato ou vitamina B12;
✓ Insuficiência renal crônica.
Glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemacias-eritrograma
Reticulócitos altos
Um nível de reticulócitos alto pode ser sinal de:
✓ Anemia hemolítica (tipo de anemia em que os glóbulos vermelhos são destruídos
antes do tempo),
✓ Sangramento, eritroblastose fetal (doença do sangue presente no feto ou em bebê
recém-nascido)
✓ Doença renal com aumento da produção do hormônio eritropoietina.
Glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemacias-eritrograma
Velocidade de sedimentação: é um exame de sangue que pode mostrar atividade
inflamatória no corpo.
Os resultados do seu teste de taxa de sedimentação serão expressos na distância em
milímetros (mm) que os glóbulos vermelhos caíram no tubo de ensaio em uma hora (h).
O valor normal do VHS no homem é de zero até 15 mm e na mulher até 20 mm.
Condições que podem afetar a taxa de sedimentação incluem:
✓ Idade avançada.
✓ Anemia.
✓ Gravidez.
✓ Problemas renais.
✓ Doença da tireoide.
✓ Alguns tipos de cancro, como o mieloma múltiplo.
✓ Infecção.
✓ Ferida.
Glóbulos brancos ou leucócitos-leucograma
Os leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, são as células que agem na defesa
do nosso organismo, trabalhando para combater alergias, infecções e, por isso, são
fundamentais contra a presença de microorganismos que causam doenças como vírus,
bactérias e parasitas.
Eles são produzidos na medula óssea.
Os leucócitos são tão importantes que algumas doenças são percebidas pelo médico ao
realizar o hemograma e ver o volume de glóbulos brancos no sangue, como é o caso das
infecções.
Leucócitos aumentados podem ser sugestivos de infecções, por exemplo.
Glóbulos brancos ou leucócitos-leucograma
O número normal de leucócitos no sangue varia de 3.700 a 10 mil a cada mm³
(microlitro) de sangue em média.
Quando há um número muito elevado, dizemos que há leucocitose, e quando há um
número mais baixo, a leucopenia.
Ambos os casos precisam ser investigados para descobrir a causa, que pode ser uma falha
na medula óssea, por conta de processos inflamatórios ou outras causas menos comuns.
Glóbulos brancos ou leucócitos-leucograma
Os leucócitos são classificados, de acordo com a sua estrutura vista em microscópio
óptico, em granulociticos (presença de grânulos no citoplasma) e agranulociticos (sem
grânulos citoplasma).
Existem três tipos de leucócitos granulosos:
os neutrófilos, os eosinófilos os basófilos;
enquanto os leucócitos agranulosos podem ser de dois tipos: os monócitos e os linfócitos.
Glóbulos brancos ou leucócitos-leucograma
Os neutrófilos se originam das células-tronco mieloides e representam aproximadamente de
60% a 70% dos leucócitos do sangue humano. Essas células têm como principal função
fagocitar bactérias e outros microrganismos.
Por terem grande mobilidade, essas células saem com extrema facilidade dos vasos
sanguíneos e entram nos tecidos infecctados para fagocitar microrganismos e outras partículas
estranhas.
O pús que observamos em alguns ferimentos é constituído principalmente por neutrófilos e
microorganismos fagocitados.
Elevação: Neutrofilia
Redução: Neutropénia
Glóbulos brancos ou leucócitos-leucograma
Os eosinófilos, também chamados de acidófilos, representam cerca de 2% a 4% dos leucócitos do
sangue humano.
Têm como principal função combater invasores de grande tamanho, como vermes parasitas.
Eles combatem esses vermes liberando proteínas tóxicas, íons peróxidos e enzimas, com o objectivo
de destruir esses organismos.
Aumento: Eosinofilia
Redução: Eosinopénia
Os basófilos representam de 0,5% a 1% dos leucócitos do sangue humano.
Liberam histamina que é uma substância que desempenha papel muito importante nas inflamações e
respostas alérgicas, facilitando a saída de anticorpos e neutrófilos para locais onde há invasores.
A histamina é a responsável pela vermelhidão, inchaço e coceira nos ferimentos, além de promover o
aumento da coriza e a contracção da musculatura dos brônquios.
Outra substância produzida pelos basófilos é chamada de heparina, que tem propriedades
anticoagulantes.
Glóbulos brancos ou leucócitos-leucograma
Os monócitos são células sanguíneas grandes e representam de 3% a 8% dos leucócitos do
sangue humano.
Assim que são produzidos na medula óssea, os monócitos migram para os tecidos onde se
transformam em macrófagos, fagocitando microrganismos e células mortas.
Os linfócitos representam de 20% a 30% dos leucócitos do sangue humano.
Essas células podem ser de três tipos: os linfócitos B ou células B; os linfócitos T ou células T;
as células “natural killer”, chamadas de células NK. Cada um desses linfócitos exerce uma
função específica no combate a infecções e também no combate ao cancro.
Doenças envolvendo os leucocitos
Síndromes mieloproliferativas
Síndromes linfoproliferativas
Leucemia aguda (mielóide e linfóide)
Doenças envolvendo os leucocitos
Neoplasias mieloproliferativas
As neoplasias mieloproliferativas (NMP) são um grupo de distúrbios nos quais as células-tronco
da medula óssea crescem e se reproduzem de maneira anormal.
Na NMP, as células-tronco anormais produzem um número excessivo de um ou mais tipos de
células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e / ou plaquetas).
Essas células anormais não podem funcionar corretamente e podem causar sérios problemas de
saúde, a menos que a condição seja tratada e controlada adequadamente
Uma síndrome mieloproliferativa resulta de alteração ou mutação no DNA de uma única célula-
tronco do sangue.
Essa alteração leva ao desenvolvimento anormal das células sanguíneas e, nesse caso, na
superprodução dessas células
As NMPs são geralmente descritas de acordo com o tipo de célula sanguínea mais afetada. Em
alguns casos, um distúrbio pode se transformar ao longo do tempo em outro ou em leucemia
mieloide aguda.
Doenças envolvendo os leucocitos
Neoplasias mieloproliferativas:
✓ Trombocitemia Essencial
✓ Policitemia Vera
✓ Mielofibrose
✓ Leucemia Mielóide Crônica
✓ Leucemia Eosinofílica Crônica
✓ Leucemia Mielomonocítica Crônica (LMMC)
✓ Mastocitose Sistêmica
Doenças envolvendo os leucocitos
Neoplasias linfoproliferativas:
✓ Linfomas: cancros de linfócitos B
✓ Leucemia linfoide aguda: cancro dos linfocitos
✓ Leucemia linfoide crónica: cancro dos linfocitos
Glóbulos brancos ou leucócitos-leucograma
Leucocitose acentuada, acima até 50,000 células/microlitros: reacção leucemóide.
Elevação de leucócitos devido a um estimulo infecioso de natureza bacteriana, viral,
parasitaria ou fúngica.
Leucocitose acentuada, acima até 50,000 células/microlitros: suspeita de leucemia.
Leucemias são cancros sanguíneos que iniciam na medula óssea.
Dependendo da linhagem de células afectadas podem mieloides ou linfoides:
Mieloides: afecta a linhagem mieloide.
Tipos de células da linhagem Mieloide
Granulócitos: Incluem os neutrófilos, eosinófilos e basófilos, que estão envolvidos em
respostas inflamatórias e contra parasitas.
Células Monocíticas: Os monócitos e macrófagos são células que fagocitam patógenos e
atuam na resposta imune.
Eritrócitos: Células que transportam oxigénio.
Plaquetas: Importantes para a coagulação do sangue.
Células Dendríticas: Podem originar-se tanto da linhagem mieloide quanto da linfóide.
Glóbulos brancos ou leucócitos-leucograma
Leucemia linfoide: afecta os linfócitos.
Quanto a velocidade de instalação e gravidade podem ser crónicas ou agudas
Leucemia crónica: inicio lento e insidioso
Leucemia aguda: inicio rapído com doença grave
Juntando a classificação quanto a linhagem e velocidade de instalação pode se obter
quarto tipos principais de leucemia:
✓ Leucemia mieolide aguda
✓ Leucemia mieolide crónica
✓ Leucemia linfoide aguda
✓ Leucemia linfoide crónica
Plaquetas ou trombócitos-plaquetograma
O plaquetograma se refere à dosagem das plaquetas, estas são fragmentos de células
responsáveis pelo início do processo de coagulação.
Quando um tecido de qualquer vaso sanguíneo é lesado, o organismo rapidamente
encaminha as plaquetas ao local da lesão
As plaquetas, também conhecidas por trombócitos, são células sanguíneas formadas na
medula óssea derivadas da fragmentação dos megacariócitos.
São fundamentais no processo inicial da hemostasia com participação na coagulação
sanguínea, ou seja, funcionam como tampões formando os coágulos sanguíneos
O valor de referencia normal de plaquetas em crianças e adultos fica entre 150.000 e
450.000 mm3.
Plaquetas ou trombócitos-plaquetograma
O aumento do número de plaquetas acima de 450.000 mm3 é denominado de plaquetose
ou trombocitose.
Plaquetoses ou trombocitoses até 700.000 mm3 podem ocorrer notadamente na anemia
ferropriva, hemorragias agudas, inflamações e infecções crônicas, anemias hemolíticas,
leucemias e policitemia vera
Entretanto há situações em que a contagem de plaquetas é superior a 700.000 mm3
podendo chegar até 3.000.000 mm3, como é o caso da trombocitemia essencial – doença
mieloproliferativa que desencadeia a formação descontrolada das células precursoras das
plaquetas, os megacariócitos
A plaquetopenia ou trombocitopenia é um nível excepcionalmente baixo de plaquetas no
sangue.
Pessoas com baixos níveis de plaquetas sangram e apresentam manchas rochas com
facilidade.
Alguns tipos de quimioterapia podem danificar a medula de forma que ela deixe de
produzir a quantidade necessária de plaquetas.
A trombocitopenia causada pela quimioterapia é geralmente temporária
Plaquetas ou trombócitos-plaquetograma
Outros medicamentos também podem reduzir o número de plaquetas, além disso, o corpo
de uma pessoa pode produzir anticorpos contra as plaquetas, reduzindo o número de
plaquetas.
A radioterapia sozinha não causa trombocitopenia, a menos que seja dada uma alta dose
de radiação na região pélvica, e o paciente esteja recebendo quimioterapia, ao mesmo
tempo, ou se o câncer disseminou para os ossos.
A trombocitopenia, também, pode ocorrer quando as células de cancro, como leucemia ou
linfoma, diminuem o número de células normais da medula.
Apesar de raro, a trombocitopenia pode ocorrer quando outros tipos de cancro, como
próstata ou mama, disseminam-se para a medula.
E, embora menos frequente o cancro do baço também pode causar trombocitopenia.
Plaquetas ou trombócitos-plaquetograma
Tempo de sangramento: é um teste laboratorial realizado in vivo que avalia a função
hemostática das plaquetas. O TS se refere ao tempo de duração do sangramento de uma
pequena incisão provocada com o auxílio de uma lanceta. Há duas técnicas comumente
utilizadas: Duke, sendo posteriormente modificada por Ivy
Plaquetas ou trombócitos-plaquetograma
A determinação de tempo de coagulação avalia a atividade dos fatores que participam do
processo intrínseco da coagulação. É exame útil na avaliação da via intrínseca da
coagulação, porém é teste de pouca sensibilidade.
Resultados normais, no entanto, podem ser obtida em pacientes com deficiência leve ou
moderada de um desses fatores.
O resultado mostra o tempo gasto para a homeostasia completa do sangue quando colhido
e colocado em condições padrão.
Valores normais: 5 a 14 minutos
O tempo de coagulação pode estar prolongado em diversas coagulopatias como:
deficiência de fibrinogênio, hemofilia A, hemofilia B, doença de Von Willebrand,
hepatopatia severa, deficiência de vitamina K, trombocitopenia, e na presença de
anticoagulantes circulantes.
Plaquetas ou trombócitos-distúrbios de coagulação sanguinea
Distúrbios de coagulação ocorrem quando o organismo é incapaz de produzir quantidades
suficientes das proteínas que são necessárias para ajudar o sangue a coagular,
interrompendo a hemorragia.
Essas proteínas são chamadas de fatores de coagulação. Todos os fatores de coagulação
são sintetizados no fígado. O fígado necessita de vitamina K para produzir alguns dos
fatores de coagulação.
Os distúrbios de coagulação hereditários mais comuns são:
A hemofilia é um distúrbio na coagulação do sangue. Quando cortamos alguma parte do
nosso corpo e começa a sangrar, as proteínas entram em ação para estancar o
sangramento. No final dessa sequência é formado o coágulo e o sangramento é
interrompido. Em uma pessoa com hemofilia, um desses fatores não funciona. Sendo
assim, o coagulo não se forma e o sangramento continua.
A coagulação intravascular disseminada (CIVD) é uma síndrome adquirida caracterizada
pela ativação descontrolada da coagulação no espaço intravascular levando à formação e
deposição de fibrina na microvasculatura. Na maior parte dos casos de CIVD, há inibição
da fibrinólise, o que contribui para a deposição de fibrina em diferentes órgãos
Plaquetas ou trombócitos-tempo da promtrobina
O tempo de protrombina ou TP é um exame de sangue que avalia a capacidade do sangue
para coagular, isto é, o tempo necessário para estancar uma hemorragia.
A protrombina, também conhecida como fator II da coagulação, é uma proteína produzida
pelo fígado e quando ativada promove a conversão de fibrinogênio em fibrina, que,
juntamente com as plaquetas, forma uma camada que impede o sangramento.
O valor de referência do tempo de protrombina para uma pessoa saudável deve variar
entre 10 e 14 segundos.