UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ
CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA
JEYSIANNE LIMA SANTOS
O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO ENSINO DA MATEMÁTICA NOS
ANOS INICIAIS
FORTALEZA - CEARÁ
2023
JEYSIANNE LIMA SANTOS
O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO ENSINO DA MATEMÁTICA NAS
SÉRIES INICIAIS
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado ao Curso Graduação em
Pedagogia do Centro de Educação da
Universidade Estadual do Ceará, como
requisito parcial à obtenção do grau de
licenciado em Pedagogia
Orientador: Prof. Dr. Jarles Lopes de
Medeiros
FORTALEZA - CEARÁ
2023
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação
Universidade Estadual do Ceará
Sistema de Bibliotecas
Gerada automaticamente pelo SidUECE, mediante os dados fornecidos pelo(a)
Santos, Jeysianne Lima.
O uso de tecnologias digitais no ensino da matemática nos
anos iniciais [recurso eletrônico] / Jeysianne Lima Santos. -
2023.
26 f. : il.
Trabalho de conclusão de curso (graduação) - Universidade
Estadual do Ceará, Centro de Educação, Curso de Pedagogia,
Fortaleza, 2023.
Orientação: Prof. Dr. Jarles Lopes de Medeiros.
1. tecnologias digitais. 2. séries iniciais. 3. ensino da
matemática. I. Título.
JEYSIANNE LIMA SANTOS
O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO ENSINO DA MATEMÁTICA NOS
ANOS INICIAIS
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado ao Curso Graduação em
Pedagogia do Centro de Educação da
Universidade Estadual do Ceará, como
requisito parcial à obtenção do grau de
licenciado em Pedagogia.
Orientador: Prof. Dr. Jarles Lopes de
Medeiros
Aprovada em: 29 de dezembro de 2023.
BANCA EXAMINADORA
______________________________________________
Prof. Dr. Jarles Lopes de Medeiros (Orientador)
Universidade Estadual do Ceará – UECE
______________________________________________
Profa. Dra. Antoniele Silvana de Melo Souza
Universidade Estadual do Ceará – UECE
______________________________________________
Prof. Me. Francisco Ivan de Souza
Universidade Estadual do Ceará
RESUMO
O seguinte trabalho tem como objetivo explorar o uso das tecnologias digitais na
educação matemática de crianças das séries iniciais. Buscando mostrar maneiras mais
didáticas e divertidas para o ensino da disciplina, melhorando assim o desempenho dos
alunos. Com o aporte teórico, iremos entender o porquê de trabalhar com essas
ferramentas e a melhor maneira de inseri-las na rotina escolar. Além de vislumbrarmos
os documentos nacionais que regem a educação básica e o que tais documentos falam
sobre o uso da tecnologia em sala de aula. Tal interesse pela temática surgiu após uma
breve experiência em sala com crianças do 5º ano do ensino fundamental I, que possuía
dificuldades na assimilação do conteúdo que era trabalhado. Esse trabalho busca
compreender quais tecnologias podem auxiliar no desenvolvimento dessas crianças na
disciplina de matemática, tornando o conteúdo mais atraente e lúdico. Essa pesquisa será
de teor bibliográfico e será feito um levantamento de documentos que apoiem a utilização
das tecnologias.
Palavras-chaves: Tecnologias digitais. Séries iniciais. Ensino da matemática.
ABSTRACT
The following work aims to explore the use of digital technologies in the mathematics
education of children in the early grades. Seeking to show more didactic and fun ways to
teach the subject, thus improving student performance. With the theoretical contribution,
we will understand why we work with these tools and the best way to insert them into the
school routine. In addition to glimpsing the national documents that govern basic
education and what these documents say about the use of technology in the classroom.
This interest in the theme arose after a brief experience in the classroom with children
from the 5th year of elementary school, who had difficulties in assimilating the content
that was worked on. This work seeks to understand which technologies can help in the
development of these children in the discipline of mathematics, making the content more
attractive and playful. This research will have a bibliographic content and a survey of
documents that support the use of technologies will be made.
Keywords: Digital technologies. Early grades. Mathematics teaching.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO......................................................................................... 6
2 METODOLOGIA..................................................................................... 9
3 O ENSINO DA MATEMÁTICA............................................................. 10
3.1 As tecnologias digitais no ensino da matemática.................................... 12
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS.............................................................. 19
5 CONCLUSÃO............................................................................................ 22
REFERÊNCIAS........................................................................................ 23
6
1 INTRODUÇÃO
Esse trabalho busca explorar o uso das tecnologias digitais no ensino da
matemática nas séries iniciais. Iremos explorar os teóricos que debatem sobre a temática
e qual a importância da utilização das tecnologias, como jogos on-line, softwares e etc.,
no ensino, assim também como a participação do professor como mediador dessa
aprendizagem.
As crianças, muitas vezes, deparam-se com livros cheios de números onde é
apresentado de maneira pouco atrativa, uma teoria e exemplos das atividades e em
seguida exercícios que devem ser respondidos. Elas não compreendem a necessidade de
estudar tais assuntos pois eles estão distantes da sua realidade e do seu contexto de vida,
ficando ainda mais difícil assimilar o conteúdo estudado.
O uso das tecnologias é uma maneira que busca aproximar o estudante com o
objeto estudado, é uma alternativa que procura envolver a criança no seu processo de
construção do conhecimento, trazendo mais significado à sua aprendizagem. De acordo
com os autores Amancio e Sanzovo (2020):
A escola como qualquer outra instituição da sociedade, faz parte desse
cenário transformado pela interferência das tecnologias. Ao mesmo
tempo, tem papel fundamental de gerar impactos na vida dos alunos,
em especial no que se refere à formação para o uso benéfico dessas
mesmas tecnologias. Frente a esse cenário, em que o uso das
tecnologias em sala de aula torna-se possível, o ensino de Matemática
precisa ser revisto, sendo plausível a inserção de ferramentas
tecnológicas no aprendizado da disciplina; para tanto se faz necessário
definir ações e estratégias que explorem as potencialidades desses
recursos (AMANCIO; SANZOVO, 2020, p. 03).
Essa pesquisa tem como propósito contribuir na inserção das tecnologias na rotina
escolar das crianças, procurando expor à professores e a outros que interessar, o porquê
de trabalhar com essas ferramentas e como, buscando sempre o melhor resultado e
entendimento do aluno.
Os estudantes brasileiros estão entre os últimos 10 colocados na prova de
matemática realizada pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa)1 em
1
O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tradução de Programme for
International Student Assessment, é um estudo comparativo internacional realizado a cada três
anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Pisa
oferece informações sobre o desempenho dos estudantes na faixa etária dos 15 anos.
7
2018. Esses dados escancaram as dificuldades enfrentadas pelos alunos na disciplina de
matemática.
Muitos alunos, antes mesmo de se depararem com a disciplina, já possuem certo
receio e medo de estuda-la. Para eles, é uma disciplina difícil e que não está diretamente
ligada com a sua rotina do dia a dia. Então, o uso das tecnologias no ensino de matemática
serve para aproximar o conteúdo com a realidade dos alunos, que já estão acostumados
com os recursos tecnológicos, como celulares, computadores, jogos on-line e etc.
(AMANCIO; SANZOVO, 2020).
Mas será que os professores estão preparados para o uso dessas tecnologias em
sala de aula? Em muitas escolas, vemos que os professores usam a internet apenas como
fonte de pesquisa e deixa de lado outros benefícios que ela pode trazer. Como o uso de
softwares que auxiliam no ensino da matemática e mostram o conteúdo estudado de
maneira mais lúdica.
O professor deve ser preparado de forma que ganhe confiança para que consiga
trabalhar de maneira exitosa com as tecnologias. Os professores se sentem incapazes,
muitas vezes, pois veem que as crianças já possuem certa proximidade com as tecnologias
e eles não possuem conhecimento suficiente para intermediar uma nova relação entre as
crianças e os aportes tecnológicos com o objetivo de aprimorar o aprendizado.
(POCINHO; GASPAR, 2012).
Mas quais tecnologias podem ser usadas em sala de aula, para aprimorar o
conhecimento matemático? Jogos interativos, vídeo aulas, questionários e material
interativo são exemplos de conteúdo que encontramos na internet, porém o professor
precisa ter cuidado ao utiliza-los, é necessário estudar a fonte, conhecer previamente o
que quer trabalhar e deixar claro aos alunos o objetivo que pretendem alcançar com essas
ferramentas (CARNEIRO; PASSOS, 2014).
Foi comprovada que a utilização das tecnologias auxilia em um melhor
rendimento escolar na disciplina de matemática? De acordo com uma pesquisa realizada
por Carneiro e Passos (2014), o uso das tecnologias contribui deixando as aulas mais
interessantes e os professores entrevistados relatam que os estudantes se envolvem mais
com o conteúdo estudado. O uso da internet proporciona trabalhar certos conteúdos de
maneira que não seria possível sem essas ferramentas, mostrando ângulos, construções e
8
situações que só são possíveis com a tecnologia. Proporcionando assim, uma melhor
assimilação dos conteúdos estudados pelos alunos.
A discussão sobre esse tema é relevante pois, com o avanço das tecnologias, se
faz necessário que as práticas pedagógicas também avancem afim de manter o objeto de
formamos cidadãos críticos e preparados para o mercado de trabalho que evolui a cada
dia. Também é preciso entendermos e como os pedagogos estão se preparando para trazer
as tecnologias para dentro da sala de aula de maneira relevante.
A escolha dessa temática se deu após um período de trabalho como monitora da
disciplina de matemática no ensino fundamental I, onde as crianças mostravam pouco ou
nenhum interesse pela aprendizagem matemática, pois entendiam como algo monótono e
de difícil compreensão. Tais crianças já possuíam acesso à tecnologia em casa, muitas
vezes sem a supervisão de um responsável. Mas na escola, não é explorada essas
ferramentas com o intuito de auxiliar na aprendizagem.
O objetivo geral deste trabalho é analisar o uso das tecnologias digitais no ensino
de matemática nos anos iniciais do ensino fundamental I.
Os objetivos específicos são:
Examinar algumas tecnologias digitais que podem ser utilizadas de maneira
didática em sala de aula, visando a melhoria do desempenho escolar na disciplina de
matemática.
Analisar o que os documentos que regem a educação no âmbito nacional falam sobre
a utilização das tecnologias digitais em sala de aula.
Compreender o papel do professor como mediador do uso das tecnologias digitais em
sala de aula e se ele está apto para trabalhar com essas ferramentas.
9
2 METODOLOGIA
O presente estudo foi realizado por meio de uma pesquisa bibliográfica, com foco
na utilização das tecnologias no ensino de matemática para os anos iniciais. A pesquisa
também traz relatos de pedagogas que utilizam os aparatos digitais em sala de aula.
Essa pesquisa tem uma abordagem qualitativa.
[...] a pesquisa qualitativa costuma ser direcionada, ao longo de seu
desenvolvimento; além disso, não busca enumerar ou medir eventos, e
geralmente, não emprega instrumental estatístico para análise de dados;
seu foco de interesse é amplo e parte de uma perspectiva diferenciada
da adotada pelos métodos quantitativos. Dela faz parte a obtenção de
dados descritivos mediante contato direto e interativo do pesquisador
com a situação objeto de estudo. Nas pesquisas qualitativas, é frequente
que o pesquisador procure entender os fenômenos, segundo a
perspectiva dos participantes da situação estudada e, a partir, daí situe
sua interpretação dos fenômenos estudados (NEVES, 1996, p. 01).
A pesquisa será de caráter bibliográfico pois foi escrita a partir de fontes já
existentes, como livros, artigos acadêmicos, monografias, teses, dissertações e outros
materiais desse tipo, com o objetivo de aproximar o pesquisador com o assunto da
pesquisa. Cabe também ao pesquisador verificar a veracidade dos dados e observar as
possíveis incoerências que possam surgir (PRODANOV; FREITAS, 2013).
Este trabalho foi realizado a partir de uma pesquisa teórica e será de objetivo
exploratório, pois foi realizado a partir da análise de trabalhos de outros autores. A forma
de acesso a esses autores e suas pesquisas já publicadas será a internet.
10
3 O ENSINO DA MATEMÁTICA
Em dezembro de 2017 foi criado no Brasil o documento chamado de “Base
Nacional Comum Curricular” (BNCC) (BRASIL, 2017), que tem como objetivo ser uma
referencia nacional para a educação escolar. É um documento normativo que define
competências gerais e patamares comuns de aprendizagens a todos os alunos.
Para a BNCC, a matemática é considerada fundamental pois ela está ligada
diretamente com a formação de cidadãos críticos. No Ensino Fundamental, a área
matemática está dividida em 5 eixos: geometria, grandezas e medidas, estatística e
probabilidade, números e operações, álgebra e funções. Os eixos tem como objetivo:
garantir que os alunos relacionem observações empíricas do mundo real
a representações (tabelas, figuras e esquemas) e associem essas
representações a uma atividade matemática (conceitos e propriedades),
fazendo induções e conjecturas. Assim, espera-se que eles desenvolvam
a capacidade de identificar oportunidades de utilização da Matemática
para resolver problemas, aplicando conceitos, procedimentos e
resultados para obter soluções e interpretá-las segundo os contextos das
situações. A dedução de algumas propriedades e a verificação de
conjecturas, a partir de outras, podem ser estimuladas, sobretudo ao
final do ensino fundamental (BNCC, 2017, p. 265).
No que diz respeito ao uso de tecnologias no ensino, a competência geral 5 da
BNCC aborda sobre a utilização das tecnologias em todas as áreas do conhecimento e vê
como necessária a alfabetização e letramento digital de todos, oportunizando assim a
inclusão digital.
Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas
diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar,
acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver
problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva
(BNCC, 2018, p. 09).
Autores e pesquisadores da área do ensino de matemática nos anos inicias tecem
críticas à BNCC. Para Ortega (2022), a maneira em que a BNCC está organizada faz com
que o ensino da disciplina seja trabalhado de forma muito fragmentada, dificultando
assim o trabalho do pedagogo que, muitas vezes, não possui uma boa formação inicial
para que consiga trabalhar a disciplina de maneira satisfatória.
Para a autora, a BNCC visa apenas atender princípios tecnicistas. Seria mais
proveitoso que houvessem formações continuadas para os professores, tornando possível
um melhor entendimento dos conceitos e princípios gerais da BNCC, e assim o
11
profissional iria adequar os conteúdos a sua prática e realidade em sala de aula.
(ORTEGA, 2022).
Para além das dificuldades formativas no ensino de Matemática, os pedagogos
também enfrentam barreiras quanto ao uso da tecnologia como ferramenta educativa.
Segundo Auler, Santos e Cericatto (2016), as instituições formadoras tem o papel
de preparar os futuros pedagogos para trabalhar com a tecnologia, tornando possível que
aprendam com elas, mas que também as utilize como ferramenta de trabalho em sala de
aula.
É necessário que os professores se apropriem das tecnologias,
desenvolvendo alternativas educacionais apropriadas em prol do
aprendizado, e da agregação do conhecimento e da motivação de seus
alunos, verifica-se que a cibercultura ganha ênfase, pois na sociedade
contemporânea a atitude de buscar novas alternativas, novas formas de
ensinar e aprender com as tecnologias torna-se fundamental para o
profissional da educação. (AULER, SANTOS, CERICATTO, 2016,
P.166)
Para Scheffer e Battisti (2016), é necessário que os professores inovem suas
práticas pedagógicas e utilizem ferramentas e materiais em sala de aula, possibilitando
uma aprendizagem mais significativa. Esse tipo de formação para uma pratica inovadora
deve começar até mesmo na graduação, com a participação em cursos de extensão e
atividades voluntárias na comunidade em que a Universidade está inserida. Essas
experiencias irão auxiliar na formação do futuro professor.
De acordo com uma pesquisa feita em 2014 pelos autores Carneiro e Passos com
16 professores sobre a utilização de tecnologias em sala de aula, os autores notaram que
os professores se preocupavam em proporcionar o acesso às tecnologias para seus alunos.
Segundo os professores, os alunos devem ter acesso à essas ferramentas não apenas em
aulas de informática, mas também em outras disciplinas, como matemática.
A utilização de calculadoras, gráficos online, vídeos e figuras tridimensionais
auxiliam na visualização de certos aspectos e conteúdo que muitas vezes os alunos não
compreenderiam sem a utilização de alguma ferramenta digital. (CARNEIRO; PASSOS,
2014).
Mas, apesar dos benefícios do uso dessas ferramentas, os autores ainda observam
alguns entraves sobre o assunto:
12
A partir do exposto, percebemos que a relação dos professores com as
tecnologias está ainda muito pautada em práticas que buscam controlar
e evitar imprevistos nas aulas, além de apresentar aspectos do ensino
convencional em que o docente transmite informações e os alunos as
recebem de forma passiva. [...] As discussões realizadas nesse artigo
evidenciam algumas características dessas práticas com as TIC nas
aulas de matemática que parecem fazer parte da zona de conforto:
exposição e memorização do conteúdo, facilitação dos cálculos,
exibição de um vídeo e resposta a um questionário, além da dificuldade
em planejamento da aula e organização do ambiente (CARNEIRO;
PASSOS, 2014, p.117).
Por esse mesmo caminho, Pocinho e Gaspar (2012) destaca qual o papel do
professor nessa inclusão digital:
No processo de aprendizagem as atitudes têm um grande peso e caberá
ao professor orientá-las e modelá-las. A atenção do professor terá que
se centrar no despertar do aluno, tornando-o atento ao que o rodeio, para
que esteja preparado para novas situações, imediatas e futuras. É
importante que essa mensagem seja passada ao aluno por quem a saiba
transmitir. [...] há que saber pesquisar, procurar e, ainda mais
importante, saber gerir a informação que é recebida. O diálogo com o
professor é fundamental e insubstituível. As novas tecnologias da
informação não põem em causa o seu papel, bem pelo contrário,
modificando-o, atribuem-lhe funções de especial relevância
(POCINHO; GASPAR, 2012, p.146).
Já ao aluno cabe o papel de se envolver com essas novas metodologias,
procurando participar das atividades propostas, buscando integrar seus conhecimentos
tecnológicos com as intervenções dos professores; sendo seres ativos na construção dos
seus conhecimentos (POCINHO; GASPAR, 2012).
3.1 As tecnologias digitais no ensino de matemática
A matemática está presente em nossas vidas desde o início da nossa vida escolar
e nos segue até a fase adulta, seja para realizar atividades na rotina ou no trabalho. O
primeiro contato das crianças com o ensino da matemática se dá na escola, onde
geralmente é utilizado livros ou materiais clássicos, como material dourado e ábaco.
Na vida escolar, o aluno é apresentado à matemática desde a educação infantil,
onde tem o primeiro contato com os números, perpassa o ensino fundamental onde temos
um ensino mais aprofundado da disciplina e segue até o fim do ensino médio, onde a
matemática é usada também em outras disciplinas, como física e química.
Para além da vida escolar, também utilizamos a matemática no nosso cotidiano.
Na utilização do sistema monetário, em pesos e medidas e contas básicas. Para sermos
adultos funcionais precisamos saber como utilizar os números e operações. Por isso
13
devemos nos atentar em construir uma boa base de educação matemática. Essa
importância é destacada nos Parâmetros Curriculares Nacionais (1997):
É importante, que a Matemática desempenhe, equilibrada e
indissociavelmente, seu papel na formação de capacidades intelectuais,
na estruturação do pensamento, na agilização do raciocínio dedutivo
do aluno, na sua aplicação a problemas, situações da vida cotidiana e
atividades do mundo do trabalho e no apoio à construção de
conhecimentos em outras áreas curriculares. (BRASIL, 1997, p.29).
Para que o ensino da disciplina se torne mais leve e didático, é importante que o
professor faça uma aproximação do conteúdo com o cotidiano do aluno. Por exemplo:
caso o conteúdo seja sobre comprimento de medidas, podemos utilizar de materiais como
régua para medir o comprimento de objetos que os alunos utilizem. Tal prática torna o
aprendizado mais significativo para a criança.
A aprendizagem significativa de Ausubel é uma aprendizagem por compreensão:
caracteriza-se pela interação entre o novo conhecimento e o conhecimento prévio. O novo
conhecimento adquire significados para o aprendiz e o conhecimento prévio fica mais
rico, mais diferenciado, mais elaborado em termos de significados e adquire mais
estabilidade (MOREIRA, 1982).
Um dos argumentos utilizados para defender a inserção da tecnologia em sala de
aula é que tal prática já estaria preparando os alunos para o futuro mercado de trabalho.
É cada vez mais comum vermos que a mão de obra humana está sendo substituída por
máquinas, então se faz necessário que as pessoas também evoluam em conhecimento e
saibam manusear diferentes tipos de ferramenta. (CARNEIRO; PASSOS, 2014).
Os autores também defendem que o uso das tecnologias na escola pode alcançar
aqueles alunos mais desfavorecidos que não possuem acesso em casa, pois todas as
pessoas tem o direito de serem alfabetizadas tecnologicamente. Para Carneiro e Passos
(2014, p. 103), “Nesse sentido, a escola deve assumir a responsabilidade para tentar
diminuir o abismo existente entre os que estão e os que não estão conectado”.
Para Amancio e Sanzovo (2020), somente a inserção da tecnologia em sala de aula
não vai ajudar o aluno, é preciso que o professor desenvolva novas habilidades e técnicas
de ensino que trabalhem em conjunto com as tecnológicas utilizadas, tornando o
momento proveitoso e significativo, para que assim a utilização dessas ferramentas tenha
resultados satisfatórios.
14
Quando se popularizou o uso de ferramentas tecnológicas em sala de aula, alguns
professores foram contra pois acreditavam que seriam substituídos por maquinas. Mas na
verdade, a presença do professor como mediador é essencial no processo de ensino
aprendizagem. O professor estabelece com os alunos uma relação afetiva, que motiva e
orienta os alunos na utilização das ferramentas. (CARNEIRO; PASSOS, 2014).
Para que haja um uso correto das tecnologias em sala, é necessário que os
professores estejam dispostos a estudar, pesquisar e se especializar. Tendo em vista que
na primeira formação de professores pouco se é visto sobre ferramentas virtuais. De
acordo com Tarja (2000), o professor precisa conhecer os recursos que irá trabalhar para
que consiga realizar uma aula dinâmica, criativa e segura.
De acordo com Elorza (2012), muitos professores utilizam as mesmas técnicas de
ensino tradicional com o uso de tecnologia, onde o professor transmite informações e os
alunos recebem e reproduzem, não explorando assim toda a potencialidade que essas
ferramentas podem trazer.
Para Pocinho e Gaspar (2012), não há formula milagrosa para a integração
absoluta das tecnologias em sala. É necessário considerar o elemento cognitivo
comportamental dos alunos, sendo necessária uma reestruturação dos modelos
pedagógicos, começando pela formação inicial de professores.
Mesmo que estudos mostrem que a utilização de tecnologias em sala de aula já é
debatida a muitos anos, vemos que essas ferramentas vêm ocupando lentamente e
timidamente, poucos espaços nas instituições escolares. Para Borba e Penteado (2001)
isso se deve também ao fato de que o professor não quer sair de sua zona de conforto:
Por mais que o professor seja experiente é sempre possível que uma
combinação de teclas e comandos leve a uma situação nova que, por
vezes, requer um tempo mais longo de análise e compreensão. Muitas
dessas situações necessitam de exploração cuidadosa ou até mesmo de
discussão com outras pessoas (BORBA; PENTEADO, 2001, p. 55).
Mas, para que essa dinâmica funcione, também é necessário que haja mudanças
no espaço escolar. As cadeiras já não ficam enfileiradas, a turma geralmente precisa
trabalhar em equipe por conta da pouca quantidade de ferramentas (computadores e
afins), e os alunos já não permanecem naquele silencio total, pois precisam participar
ativamente dessas atividades.
15
A relação professor-aluno fica mais estreita, pois os dois estão ali construindo
novos conhecimentos e trocando experiencias. Em alguns momentos, os alunos terão
dificuldades com as ferramentas e o professor estará lá para auxiliar, em outros
momentos, os alunos que já possuem maior familiaridade com as tecnologias também
podem auxiliar o professor em alguma eventual dúvida, podendo colaborar com a
construção do planejamento, trazendo novas ferramentas que surgem diariamente.
(CARNEIRO; PASSOS, 2014)
Com o passar dos anos, a tecnologia foi se tornando mais presente em nossas vidas
e se tornando mais acessível e portátil. Disseminando assim o uso de celulares, tabletes e
computadores portáteis que estejam ligados à internet. Para Sá e Machado:
o uso das tecnologias na sala de aula vem se tornando uma ferramenta
de grande importância, pois consegue auxiliar tanto o professor quanto
o aluno na explicação e compreensão dos conteúdos. Com a tecnologia
na aula os alunos sentem-se mais motivados a aprender e a partir disso
o docente consegue ensinar de forma mais dinâmica e criativa (Sá;
Machado, 2017, p. 01).
Segundo Feltrin (2013), as tecnologias exigem uma maior interação entre alunos
e professores e também exercita outras áreas cognitivas, como: participação ativa,
interação com o outro e criação de um pensamento crítico. Ajudando os alunos a
desenvolverem seu potencial, explorando outros espaços e formas de aprendizagem.
Para Sancho,
A prática docente deve responder às questões reais dos estudantes, que
chegam até ela com todas as suas experiências vitais, e devem utilizar-
se dos mesmos recursos que contribuíram para transformar suas mentes
fora dali. Desconhecer a interferência da tecnologia, dos diferentes
instrumentos tecnológicos, na vida cotidiana dos alunos é retroceder a
um ensino baseado na ficção. (SANCHO, 1998, p. 40).
Para Feltrin (2013), as diferentes formas de tecnologias são um dos principais
agentes de transformação na nossa atual sociedade. Principalmente para crianças que
estão sempre conectadas a seus aparelhos, buscando as novidades e seguindo as trends
criadas. É necessário que os professores se apropriem da utilização das tecnologias e
tragam para dentro da sala.
Quando falamos de tecnologias digitais, logo pensamos em ferramentas mais
complexas como softwares modernos e lousas digitais. Mas, trazendo para o ensino de
Matemática de crianças do Ensino Fundamental I, podemos utilizar ferramentas mais
simples, como: jogos on-line, vídeos interativos, animações, fóruns online e televisão.
16
Quando utilizamos o termo tecnologia educacional, os educadores
consideram como um paradigma do futuro, mas a tecnologia
educacional está relacionada aos antigos instrumentos utilizados no
processo de ensino aprendizagem. O giz, a lousa, o retro-projetor, o
vídeo, a televisão, o jornal impresso, um aparelho de som, um gravador
de fitas cassete e de vídeo, o rádio, o livro e o computador são todos
elementos instrumentais componentes da tecnologia educacional
(TARJA, 2000, p.32).
A seguir iremos explorar algumas tecnologias que podem ser utilizadas em sala de
aula:
• Sala virtual de reunião, por exemplo, Google Meets: essa ferramenta ganhou
popularidade durante a Covid-19, onde é possível realizar reuniões virtuais online
com pessoas de diferentes lugares. Trazendo para a realidade da sala de aula, podemos
utiliza-la para alcançar alunos que por algum motivo não podem estar presentes na
sala ou com convidados que podemos trazer virtualmente para dialogar com a classe.
• Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA): é uma plataforma de apoio a
aprendizagem onde podemos encontrar os conteúdos estudados em sala, livros
utilizados, agenda diária, canal de comunicação entre a escola e família, links para
vídeos e aulas-online que deem apoio ao aprendizado em sala. Cada instituição pode
criar seu AVA, adicionando outras ferramentas que sejam pertinentes a cada modelo
pedagógico.
• Lousa virtual: ferramenta utilizada em sala de aula que permite a navegação em 3D,
por mapas, fotos e formas, além da exibição de vídeos. Pode ser utilizada por
professores e alunos, trazendo para mais perto do aluno o objeto de estudo. Por
exemplo: possibilitando ver as formas tridimensionais, utilizando para jogos online,
etc.
• Jogos virtuais: podem ser acessados de diferentes ferramentas, como computadores,
celulares e tablets. Podem ser utilizados para trabalhar em grupos ou individualmente.
O site de jogo Matific foi criado por professores para ser uma plataforma de jogos que
envolvem a matemática para crianças até o 8º ano. As atividades estão alinhadas com
a BNCC.
• Calculadoras
Há também softwares disponíveis para serem acessados livremente, com uso de
internet e computador, são eles:
17
• TuxMath: disponível online e gratuitamente. Conta com jogos que estimulam a
prática de adição, subtração, divisão e multiplicação em níveis básicos e
avançados. Acesso pelo link: [Link]
Figura 5.1.1: Software Tux Math
Fonte: Print da janela do software Tux Math
• Luz do Saber: disponível online e gratuitamente. Plataforma idealizado pela
Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Fortaleza. Conta com diversas
atividades para as crianças do Ensino Fundamental I, incluindo matemática.
Acesso pelo link: [Link]
Figura 5.1.2: Software Luz do Saber
Fonte: Print da janela do Software Luz do Saber
No site da Academia do Professor Darcy Ribeiro, idealizado pela Prefeitura de
Fortaleza e a Secretaria Municipal de Educação, existem links que levam a canais do
Youtube, material de apoio, jogos e plataformas voltadas para a inserção de ferramentas
pedagógicas em sala de aula. Além de contar com guias rápidos que auxiliam no manuseio
dos recursos digitais disponibilizados também na plataforma.
18
Figura 5.1.3: Plataforma de apoio ao professor pela Academia do Professor Darcy
Ribeiro
Fonte: Print da janela do site Academia do Professor Darcy Ribeiro
É necessário que esse acesso às ferramentas digitais seja algo possível para a
realidade da sala de aula. Entendemos que poucas escolas possuem livre acesso aos
computadores e à internet, então se faz preciso uma adaptação àquela instituição e a
metodologia utilizada pelo professor.
Para além das ferramentas, o essencial para a inclusão das tecnologias em sala de
aula é a preparação do professor que irá mediar a utilização dessas ferramentas. A
problematização dessa preparação dos professores vem desde a formação inicial, onde os
pedagogos tem pouquíssimo acesso a disciplinas e materiais que visam a utilização de
tecnologias em sala. E chega até a sua profissão de fato, já na escola, onde o profissional
precisa se encaixar em um modelo de ensino que muitas vezes não permite que ele traga
inovação para a sala, e também pela extensa carga horária que não possibilita que o
profissional estude novas metodologias.
19
4 ANÁLISE DOS RESULTADOS
Foi realizada uma pesquisa de caráter qualitativo com 2 pedagogas. As professoras
serão identificadas pela letra inicial de seu nome e um número, estando descritas como
A1 e L2. Entrei em contato com as professoras por meio de um grupo da universidade
que existe no Facebook e a entrevista foi realizada via WhatsApp.
As participantes falaram sobre como foi sua formação inicial no curso de Pedagogia
e como foram realizados os estudos que as prepararam para lecionar aulas de Matemática
para crianças da Educação Infantil e Ensino Fundamental.
Cursei apenas duas. Mas fiz um curso extra, oferecido pela própria
universidade e foi uma experiencia ótima. (Questionário, A1)
Foram ofertadas duas disciplinas obrigatórias. Aprendemos mais sobre
a História da Matemática e sobre matrizes curriculares. Acredito que
faltou mais exemplos práticos. (Questionário, L2)
Sobre a realização de estudos a cerca de tecnologias digitais em sala de aula, as
pedagogas falam
Tivemos apenas uma cadeira de mídias digitais, ferramentas digitais e
algumas tecnologias em sala de aula. (Questionário, A1)
Cursei duas disciplinas optativas voltadas para o uso de ferramentas
digitais. Foram proveitosas, estudamos sobre algumas ferramentas
online e realizamos estudos práticos com elas. (Questionário, L2)
De acordo com Mello (2000), é necessário que a formação docente propicie os
professores uma melhor oportunidade de aprendizado do que foi realizado na educação
básica, só assim eles se tornarão bons professores que irão contribuir futuramente na
melhoria da qualidade da educação brasileira.
Cabe ao profissional, logo em sua formação inicial, buscar conhecimento.
Participando de projetos de extensão, estágios e oficinas. Além disso, é necessário
associar o conhecimento cientifico com sua experiencia profissional, adaptando as
práticas pedagógicas para a realidade a qual está inserido (BATTISTI; SCHEFFER,
2016).
E quando questionadas se realizaram alguma formação complementar, fora o curso
de Pedagogia, seja realizado por conta própria ou ofertado pela instituição que
trabalhavam, elas responderam
Teve sim. A própria escola ofereceu treinamento sobre o uso da lousa
mágica e sobre modos interativos de ensinar, como o uso de podcasts
para interagir com os alunos. (Questionário, A1).
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Nos momentos em que tive a oportunidade de usar ferramentas digitais
em sala de aula, houve um breve treinamento com as coordenadoras que
já tinham conhecimento da plataforma. Mas, nenhum curso de maneira
mais profunda sobre essas práticas. (Questionário, L2)
Questionei também sobre quais ferramentas eram utilizadas em sala e como ocorria
a inserção dessas tecnologias na rotina escolar, sobre isso foi respondido que
Utilizo o computador, para aulas com o projetor, como método de poder
mostrar os vídeos, slides ou até filmes. (Questionário, A1)
É disponibilizado um Chromebook para os alunos, nele temos acessos
à jogos e plataformas de aprendizagem. Quando necessário, marcamos
um horário para utilizar o projetor que tem na biblioteca da escola para
assistirmos vídeos. (Questionário, L2)
Para Carneiro e Passos (2014), apenas a inserção de equipamentos de informática
em sala de aula não é sinônimo de um ensino de boa qualidade. Esses recursos estariam
apenas camuflando práticas convencionais, não trazendo novas técnicas de ensino em que
o aluno seja o protagonista do saber.
É necessário que o professor repense sua prática, colocando o aluno como um ser
ativo no processo educativo, onde ele deve realizar pesquisas e descobertas, tendo como
mediador o professor. Esses conceitos no espaço educativo, ajudam a desenvolver no
estudante aspectos sociais e cívicos, além do seu conhecimento cultural e cientifico
(POCINHO; GASPAR, 2012).
Sobre a utilização das tecnologias e como elas podem influenciar no aprendizado
das crianças, as professoras respondem
Acho que a tecnologia auxilia o professor, quanto a uma aula dinâmica
e que cause maior interesse no aluno. É muito mais fácil, em sala de
aula, prender a atenção dos alunos, passando um vídeo, uma música,
um filme, depois discutindo com eles sobre, do que aquela coisa
mecânica do professor, lousa e aluno. (Questionário, A1)
A gente percebe que os alunos se envolvem mais quando trazemos algo
novo e damos a liberdade deles interagirem com o material. Quando
utilizado o Chromebook, abro a plataforma de jogos matemáticos e
permito que eles naveguem sozinhos. Temos o momento de todos
estarem no mesmo jogo, mas também permito que eles descubram algo
novo. (Questionário, L2)
Nesse novo processo de aprendizagem, a atenção do professor deverá ser centrada
no despertar do aluno diante daquela nova ferramenta trazida. Ele precisa estar atento e
preparado para eventuais situações que apareça e precisa estar pronto para ajudar os
alunos caso surja dúvidas sobre a plataforma utilizada. É importante que o aluno aprenda
com quem saiba transmitir (POCINHO; GASPAR, 2012).
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Ainda de acordo com os autores, esse avanço da tecnologia trouxe inúmeras novas
informações às crianças. É preciso que eles sejam mediados para saber pesquisar,
procurar e gerir as informações adquiridas. Por isso, o professor é uma peça importante
nessa interação. Essas novas tecnologias não podem ser vistas como uma ameaça a
profissão, mas sim como uma nova função dada ao profissional.
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5 CONCLUSÃO
Com o objetivo de trazer à tona algumas discussões acerca da inclusão digital no
ambiente escolar, exploramos a fala de alguns autores da área que mostram os benefícios
decorrente da utilização dessas ferramentas em sala de aula.
E junto à fala desses autores, vimos também o ponto de vista de profissionais que
atuam na área e explicitam que o uso dessas tecnologias ajudam os alunos à melhorarem
seu rendimento e entendimento da disciplina de matemática, além de estimular outras
áreas cognitivas e sociais, também os preparando para o mercado de trabalho que está
cada vez mais competitivo e modernizado, com diversas tecnologias.
Também se faz necessário que haja uma mudança na formação inicial dos
pedagogos, onde é pouco explorado a utilização de tecnologias. Se é necessário que a
educação de crianças se modernize, também é preciso que a formação de professores
acompanhe essa modernização.
E como a tecnologia está sempre avançando, é necessário que essa prática
pedagógica se renove a cada dia, com formação continuada voltada para as novas
ferramentas disponíveis e novas metodologias.
Por fim, acredito que a utilização das tecnologias só tem a acrescentar em sala de
aula. Pois torna o aprendizado mais próximo e significativo para o aluno, e o professor
ganha um aliado no seu trabalho de formar cidadãos ativos na sociedade.
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