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O delegado Oates interroga Pete, um ferido que foi atacado por amigos da garota que ele estava ajudando. Durante a tensão, Pete revela a localização da Fazenda Graceland antes de ser fatalmente atingido. Oates, frustrado por não conseguir mais informações, se preocupa com o que pode acontecer no leilão da fazenda no dia seguinte.
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20

O delegado Oates interroga Pete, um ferido que foi atacado por amigos da garota que ele estava ajudando. Durante a tensão, Pete revela a localização da Fazenda Graceland antes de ser fatalmente atingido. Oates, frustrado por não conseguir mais informações, se preocupa com o que pode acontecer no leilão da fazenda no dia seguinte.
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Oates inclinou-se sobre ele como se fosse dizer-lhe alguma coisa.

Ao invés disso, o cano de sua arma atingiu a coxa


ferida, que urrou de dor. O sangue começou a escorrer novamente, enquanto o rapaz encolhia-se todo na cama. Oates
o fez sentar-se com as costas apoiadas contra a cabeceira da cama. Pete tentava fazer parar o sangue que escorria. —
Não pode fazer isso — falou a garota. — Este bastardo e mais alguns amigos atacaram-me ainda há pouco. Balearam
meu parceiro. Acha que não tenho o direito de fazer o mesmo com ele? — Eu não fiz nada disso — defendeu-se Pete. —
Dê o fora! — disse o delegado a ela. A garota sumiu rapidamente pela porta. — Agora só nós — falou-lhe Oates,
olhando-o com profundo ódio. Pete viu a frieza estampada nos olhos daquele homem diante dele. Eram olhos
assustadores, que pareciam vasculhar sua alma. — Você tem que acreditar em mim... Não fiz nada... Novamente o cano
da arma atingiu Pete, desta vez no braço ferido. Um filete de sangue começou escorrer por debaixo da bandagem
aplicada às pressas. — Vamos por parte, seu covarde. Antes de mais nada, quero saber os nomes de seus amigos e para
onde eles foram — indagou-lhe Oates. — Não sei de nada... Não posso lhe dizer nada... — Não sabe ou não pode? —
insistiu Oates. O rapaz ficou indeciso, sem saber o que fazer. — Vista-se! — ordenou-lhe Oates. — Não pode fazer isso
comigo... Eles vão me matar... — choromingou ele. — Quem vai matá-lo? — Não posso dizer — insistiu Pete, sentando-
se com dificuldade e apanhando suas botas. Calçou com dificuldade a primeira. Quando apanhou a segunda, sua mão
firmou-se no cabo de uma faca. — Preciso de uma camisa limpa. Tem naquele guardaroupa — falou o rapaz. Oates
olhou na direção. Pete sacou a faca e ergueu o braço para arremessá-la nas costas de Oates. O delegado federal, no
entanto, estava alerta. Girou o corpo rapidamente e bateu com a coronha do rifle encima do nariz do pistoleiro, que
soltou a faca, gemendo e tentando estancar o sangue que brotava de seu nariz quebrado. — Se tentar mais uma dessas
gracinhas, acabo com sua raça, seu bastardo! — rugiu Oates. — Vista essa bota. Foi até o armário, apanhou uma camisa
e jogou-a encima de Pete. O rapaz terminou de se vestir com dificuldade. — Vamos dar um passeio agora — ordenou
Oates, segurando-o pelo pescoço e jogando-o na direção da porta. Ele caiu exatamente nos pés do xerife e de Robert
Woodfarm, que acabavam de chegar. — O que está havendo aqui, delegado? — indagou o xerife, trêmulo de raiva.
Robert reconheceu logo Pete, um dos homens que haviam sido mandados para emboscar os delegados. — Estou
efetuando uma prisão, xerife. Vou levar este homem para interrogatório. — Ele está ferido... Precisa ser medicado
primeiro — argumentou o xerife. — O médico está ocupado agora, xerife. Está tratando Riley, que foi baleado por este
bastardo — informou Oates, chutando as costelas de Pete, que tentava se levantar. — E é melhor que saiam todos de
minha frente. Não estou com muita paciência esta noite. O xerife olhou na direção de Robert, que fez um sinal. —
Precisa de ajuda com o prisioneiro, delegado? — indagou o homem da lei. — Não, eu dou conta disto sozinho —
afirmou Oates, segurando Pete pelos colarinhos e chutando-o para o corredor. Os homens se afastaram para dar
passagem aos dois. Entre eles estavam os três amigos de Pete, que olharam temerosos para o prisioneiro, temendo que
ele viesse a falar. Assim que Oates desceu as escadas, Robert chamou os três pistoleiros. — Que diabos aconteceu? —
indagou, furioso. — Estávamos a sua procura para lhe contar. Pete foi ferido lá no saloon e ficou furioso, querendo ir à
forra. Tentamos detê-lo, mas não houve como segurá-lo... — Saem o que vai acontecer se ele falar? — indagou Robert,
olhando-os significativamente. — Ele não vai falar, Robert. Prometemos — disse um dele, fazendo um sinal para que
seus amigos o seguissem. — Acha que eles dão conta do recado? — perguntou o xerife a Robert. — Pode ficar
sossegado. Pete não abrirá a boca. Nem que queira... Lá embaixo, Oates sentia o clima hostil que pairava no saloon,
enquanto empurrava Pete, seguro pelo colarinho da camisa. O ferido deixava uma trilha de sangue para trás. Saíram do
saloon e foram para o meio da rua. Ao longo da rua, tocheiros acesos iluminavam-na. Lá na frente, porém, Oates viu
alguns deles sendo derrubados, deixando o trecho na escuridão. Não tinha outra alternativa. Sabia que não seria fácil
sair dali. A questão toda era garantir a vida de Pete para tirar dele a verdade sobre o que estava acontecendo. Fazê-lo
falar era necessário. De qualquer maneira. — Viu aquilo lá na frente, Pete? — Não vai conseguir me levar, delegado. —
Não é isso o que me preocupa, Pete. Minha preocupação é levá-lo vivo até o escritório. Lá pode ficar certo que saberei
fazê-lo falar. Só que acho que não vou conseguir... — O que quer dizer com isso? — Neste momento, Pete, quem seus
amigos desejariam matar? A mim ou a você! Pete estacou, após pensar no assunto por instantes. As ordens que haviam
recebido era apenas para disparar contra os delegados, não matá-los. Deveria haver um motivo para não querer que
eles morressem. Quanto a ele, reconhecia que cometera um erro e que poderia ser morto por isso. Seus amigos não
iriam deixar que ele falasse. Essa situação assustou-o. Oates percebeu isso. — E então, Pete? Quem acha que eles estão
esperando para matar lá na frente. — Eles não fariam isso... Não atirariam em mim... — Você pode levar todos eles para
a forca, Pete. Acha que eles não estão com medo? — continuou Oates, assustando-o. — Tem que me tirar dessa,
delegado... — Só se me contar o que sabe... O pistoleiro hesitou, mas percebeu logo de estava condenado à morte de
qualquer maneira. Saber que seus amigos poderiam matá-lo enfureceu-o, tornando-se maior que seu ódio pelos
ianques. — Está bem... Eu falo. — Diga-me alguma coisa importante para que eu me convença de que ala a verdade —
pediu o delegado. — Certo, certo. Vou lhe dar algo realmente grande, delegado... — ia dizendo Pete. Não continuou. De
um ponto no escuro adiante deles surgiu uma língua de fogo. O pistoleiro foi jogado para trás, no exato instante que o
som do tiro chegava até eles. Oates não precisou examinar atentamente para ver que Pete estava nas últimas, com um
rombo no peito. Arrastou-o para a beirada da rua. Pete tentava respirar, com o peito aberto. Seus olhos arregalados
refletiam seu pavor. Ele ficou olhando pateticamente para o delegado. — Vamos, fale, Pete! O que tinha para me dizer?
— insistiu Oates, furioso por perder aquela chance de descobrir alguma coisa. — Graceland... Fazenda Graceland... —
conseguiu dizer Pete, estrebuchando em seguida. O xerife e seus homens avançaram pela rua logo em seguida. Ao
perceberem que Pete estava morto, demonstraram alívio. — Diabos! Eu poderia ter arrancado alguma coisa dele —
falou Oates. — Ele não disse nada? — indagou o xerife. — Nada! — assegurou Oates, afastando-se. Estava intrigado
com aquela informação. O que Pete quisera dizer ao se referir à Fazenda Graceland? Deixou o setor rebelde da cidade,
ao passar pela linha férrea. Rumava com pressa agora para o escritório, ansioso para ter notícias de Riley. Ao passar
diante do prédio do Banco, no entanto, parou, olhando o cartaz que anunciava o leilão da Fazenda Graceland, no dia
seguinte, ao meio-dia. — Diabos! O que vai acontecer lá amanhã? — indagouse. Quando chegou ao escritório, o médico
já havia atendido Riley e o ajudara a se levantar para ir até a cama, num dos quartos nos fundos do escritório.

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