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O documento apresenta uma discussão sobre a inclusão de Brigitte Montfort no Grupo de Ação da CIA, onde seu potencial é defendido por Charles Pitzer, apesar das preocupações sobre sua juventude e beleza. Pitzer acredita que ela possui qualidades excepcionais e propõe que ela participe de uma missão arriscada, o 'Caso Esmeraldas', mesmo ciente dos perigos envolvidos. A conversa revela a tensão entre a confiança em suas habilidades e os riscos que ela enfrentará na missão.
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O documento apresenta uma discussão sobre a inclusão de Brigitte Montfort no Grupo de Ação da CIA, onde seu potencial é defendido por Charles Pitzer, apesar das preocupações sobre sua juventude e beleza. Pitzer acredita que ela possui qualidades excepcionais e propõe que ela participe de uma missão arriscada, o 'Caso Esmeraldas', mesmo ciente dos perigos envolvidos. A conversa revela a tensão entre a confiança em suas habilidades e os riscos que ela enfrentará na missão.
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silêncio ainda perdurou por alguns minutos, até que o ocupante da presidência da mesa ovalada se decidisse a olhar

para Pitzer, dizendo: — Muito impressionante a sua candidata, Charles, porém tem dois graves defeito: é belíssima e
muito jovem. — Ela já realizou pequenos trabalhos para mim com grande eficiência. Não tem uma falha sequer.
Compreenda que na jamais proporia alguém para o Grupo de Ação sem antes submeter esse alguém a duras provas, —
Deverá passar pelos nossos testes e provas físicas. Um agente do Grupo de Ação tem de ser uma máquina perfeita.
Charles. Você sabe. — Se o que desejam é uma máquina, podem esquecer Brigitte; mas, se querem e estão dispostos a
admitir um agente de solidez mental e moral a toda prova, podem contar com ela. — Uma pergunta, Charles: se
dependesse exclusivamente de você, não vacilaria em admiti-la? — Agora mesmo. — Pondo-a imediatamente à prova?
— No ato de admiti-la. — Isso, partindo de você, é a melhor das recomendações, Charles. — Sei o que digo. Conheço-a
muito bem. De há muito esperava que ela oferecesse os seus serviços, porém soube esperar até considerar-se
perfeitamente habilitada. Está em ponto de bala... — Bem... Você chefia há mais de quinze anos o setor de Nova Iorque.
A nossa confiança em seu julgamento é ilimitada, de modo que submeteremos miss Montfort a uma prova. Contudo,
deve ficar bem claro que o Governo dos Estados Unidos e a própria CIA não terão responsabilidade alguma pelo que lhe
acontecer. — Isso é normal em todas as provas da CIA — disse Pitzer, sorrindo. — Tem em mente alguma missão
especial que nos permita conhecer a sua capacidade? — O “Caso Esmeraldas”. O silêncio imperou novamente na sala. O
presidente da Junta de Admissão de Agentes da CIA ficou olhando pata Charles Pitzer com ar de incredulidade. — Você
está brincando, não, Charles?.. — Não estou. — Sabe que Albert Connors e Sam Hagerty, dois de nossos melhores
elementos do Grupo de Combate, morreram nessa missão? — Sem dúvida. Por isso mesmo quero confiá-la a Brigitte
Montfort. A Junta deliberou durante uns minutos antes que seu presidente se dirigisse outra vez a Charles Pitzer. — E se
miss Montfort morrer nessa missão? — Se morrer, nós a enterraremos com música de dança, para satisfazer a um de
seus caprichos. — Concedido. Senhores, está encerrada a sessão. CAPÍTULO TERCEIRO Primeira missão, em Kingston,
Jamaica Um teste de memória visual Armas cabanas ou... russos? No luxuoso apartamento do “Crystal Building”, Charles
Pitzer foi recebido pela jovem e simpática Peggy, que o libertou do chapéu e do sobretudo, conduzindo-o ao living. Em
poucos segundos Brigitte surgiu e Pitzer desinteressou-se imediatamente dos livros, dos objetos de arte, dos quadros...
A jovem, com um negligé alarmante, de um vermelho intenso, anulava a presença de tudo o mais. Pitzer engoliu em
seco ao vislumbrar as formas de Brigitte sob tanta transparência. — Meu querido Tio Charlie — disse ela, estendendo-
lhe as mãos. — Fez boa viagem? Pitzer apressou-se em segurar aquelas mãos, beijando-as entusiasticamente — Sempre
tão impetuoso... Traz boas notícias? Oh, por favor, meu querido tio, sente-se. Deixou-se cair graciosamente no sofá,
mostrando um pedaço de perna que fez o coração de Pitzer dar pinotes, levando-o a resistir um pouco ao convite para
sentar-se. — Você... você me deixa louco, Brigitte. Não sei se faz isso de propósito ou... — Pode estar certo de que não
tenho a intenção de conquistá-lo. Você não é o meu tipo: muito baixo e com um coração duro como pedra. — Mas se
você o deixa mole como um pudim... — Pois eu lhe avisarei quando estiver com vontade de comer pudim. Tenho a
impressão de que as minhas pernas o atraem, tio Charles. Por que não senta ao meu lado? Perderá, panoramicamente
falando, mas ganhará em proximidade. — Ah! Grata perspectiva! Sentou-se tão colado a Brigitte que ela teve de se
afastar. — Por favor, contenha-se, Tio Charlie! — Vamos jantar juntos? — Ainda? Vocês são invariáveis. — Vocês? A
quem mais se refere? — Você, Frank Minello, mister Grogan... Não perdem a mania de me convidar para jantar. Porem
eu vejo nos olhos dos três certos desejos ignóbeis e, portanto, continuo dizendo: Não! Em troca, posso convidá-lo para
uma taça de champanha, mas não alimente por isso qualquer esperança de maior intimidade. — Está sendo cruel! —
protestou Pitzer. — Como deve ser todo espião. Tenho de me acostumar a não ser bondosa, para não comprometer
minha carreira. Fui aceita? Peggy entrou trazendo uma garrafa de “Perignon” da safra de 1955 e duas taças com cereja
no fundo. — Custou-me grande trabalho para convencê-los disse Pitzer —, mas acabaram concordando... sob certas
condições. A alegria desapareceu do rosto de Brigitte. — Isentaram-se de quais quer responsabilidades, bem? —
indagou. — Isso mesmo. Terá todo o material necessário e um intérprete em Kingston, Jamaica. Será tudo. Se for morta
ou mesmo detida, a CIA e até o nosso Governo negarão qualquer conhecimento de suas atividades. Tive que me
responsabilizar pessoalmente por você. Por escrito. — Talvez eu o esteja comprometendo demais. Não quero prejudicá-
lo, Tio Charlie. Há outros serviços secretos no mundo e posso trabalhar para eles. — Não! — sobressaltou-se Pitzer. —
Nem fale nisso, querida! Eu lhe ensinei algumas coisas e você aprendeu outras tantas sozinha. Tenho confiança absoluta
em sua capacidade, Brigitte! — A ponto de responsabilizar-se por minha possível morte? — Eu já pensei seriamente
nisso e ainda me pergunto se estou agindo com sensatez. Sei que tem confiança ilimitada em si mesma e eu próprio a
encorajei para a espionagem porque identifiquei qualidades excepcionais em você, porém, dois de nossos agentes
também eram dotados de confiança própria e qualidades invejáveis e, a despeito disso, ainda não regressaram da
Jamaica. Simplesmente perdemos suas pistas. Pensando bem, enviá-la a Kingston é uma completa loucura. Quase me
sinto um... assassino. — Tio Charlie: não estou obedecendo a suas ordens, de modo que seria uma tolice considerar-se
responsável. Eu lhe imploro que me deixe saber, na prática, se minha vocação é realmente espionar em favor da paz.
Irei à Jamaica, tentarei resolver o “Caso Esmeraldas” e, caso perceba que me faltam as qualidades necessárias,
abandonarei a missão, regressando imediatamente a Nova Iorque. Talvez minha vocação real seja para a diplomacia,
mas só poderei saber ao certo experimentando... Estava de acordo com isso. Pretende recuar?

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