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O texto narra a história de um guerreiro tupi que, ao chorar diante da morte, é considerado covarde por seus inimigos timbiras e desqualificado para um nobre sacrifício. Após ser libertado, ele se reencontra com seu pai, que o amaldiçoa por sua fraqueza, mas o guerreiro, em um ato de honra, luta bravamente e preserva a dignidade de sua tribo. O autor também reflete sobre sua vida literária e suas inspirações, expressando gratidão a um amigo que o apoiou ao longo de sua jornada.
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O texto narra a história de um guerreiro tupi que, ao chorar diante da morte, é considerado covarde por seus inimigos timbiras e desqualificado para um nobre sacrifício. Após ser libertado, ele se reencontra com seu pai, que o amaldiçoa por sua fraqueza, mas o guerreiro, em um ato de honra, luta bravamente e preserva a dignidade de sua tribo. O autor também reflete sobre sua vida literária e suas inspirações, expressando gratidão a um amigo que o apoiou ao longo de sua jornada.
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Atitude desse tipo não condizia com um verdadeiro guerreiro, por esse motivo, os que o aprisionara viram nesta

súplica
um sentimento de temor e covardia. Guerreiros, não coro Do pranto que choro; Se a vida deploro, Também sei morrer.
Para os inimigos que o preparava ao sacrifício ritual, o herói, ao chorar, mostrava covardia (não parecia um guerreiro
tupi, senão um tupiniquim). Dessa forma, o guerreiro a ser sacrificado não era digno das galas da morte como “I-JUCA
PIRAMA”. CANTO V: Ao escutarem o canto de morte do guerreiro tupi, os timbiras entendem ser aquilo um ato de
covardia e dessa forma o desqualifica (como já fora citado) para tão nobre morte. És livre; parte! Os timbiras o libertam,
e imediatamente o guerreiro tupi corre para o seio do pai. CANTO VI: O filho encontra-se com o pai que, ao pressentir o
cheiro de tinta que os timbiras costumavam utilizar para rituais de sacrifício, desconfia da conduta do filho, e decide,
ambos, partir para cessa tribo na tentativa de provar aos tais que a tribo tupi é verdadeiramente honrada. CANTO VII: 8
Sob alegação de que os tupis são fracos, o chefe dos timbiras não quer aceitar a consumação do ritual no qual se
provaria a honra dos tupis. CANTO VIII: O pai maldiz o suposto filho covarde. Tu choraste em presença da morte? Na
presença de estranhos choraste? Não descende o cobarde do forte; Pois choraste, meu filho não és! Possas tu,
descendente maldito De uma tribo de nobres guerreiros Implorando cruéis forasteiros Seres presa de vis Aimorés. Nos
quatro primeiros versos, a estranheza do pai. Como poderia seu filho chorar, se era um bravo guerreiro? Nos quatro
versos seguintes começa a admoestação ao filho “maldito”. Um amigo não tenhas piedoso Que a teu corpo na terra
embalsame, Pondo em vaso d’argila cuidoso Arco e flecha e tacape a teus pés! Sê maldito, e sozinho na terra. Pois que a
tanta vileza chegaste, Que em presença da morte choraste, Tu, cobarde, meu filho não és. A maldição paterna reúne o
conjunto de tudo aquilo que significava horror para os selvagens, especialmente a transformação da natureza em
punição e solidão. 9 CANTO IX: Enraivecido o guerreiro tupi lança o seu grito de guerra e derrota valentemente a todos
em nome de sua honra. — Basta! clama o chefe dos Timbiras, Basta, guerreiro ilustre! assaz lutaste... CANTO X: O velho
(o narrador) rende-se frente ao poder tupi e diz a célebre frase: Meninos, eu vi! Enfim, a dignidade da tribo tupi fora
preservada! IBA MENDES Universidade de São Paulo (2004). 10 OFERECIMENTO Ao meu caro e saudoso amigo Dr.
Alexandre Teófilo de Carvalho Leal oferecendo-lhe este volume de poesias. Eis os meus últimos cantos, o meu último
volume de poesias soltas, os últimos arpejos de uma lira, cujas cordas foram estalando, muitas aos balanços ásperos da
desventura, e outras, talvez a maior parte, com as dores de um espírito inferno, — fictícias, mas nem por isso menos
agudas, — produzidas pela imaginação, como se a realidade já não fosse por si bastante penosa, ou que a espírito,
afeito a certa dose de sofrimento, se sobressaltasse de sentir menos pesada a costumada carga. No meio de rudes
trabalhos, de ocupações estéreis, de cuidados pungentes, — inquieto do presente, incerto do futuro, derramando um
olhar cheio de lágrimas e saudades sobre o meu passado— percorri este primeiro estádio da minha vida literária.
Desejar e sofrer—eis toda a minha vida neste período; e estes desejos imensos, indizíveis, e nunca satisfeitos, —
caprichosos como a imaginação, — vagos como o oceano, — e terríveis como a tempestade; — e estes sofrimentos de
todos os dias, de todos os instantes, obscuros, implacáveis, renascentes, — ligados a minha existência, reconcentrados
em minha alma, devorados comigo, — umas vezes me deixarão sem força e sem coragem, e se reproduzirão em pálidos
reflexos do que eu sentia, ou me forçarão a procurar um alívio, uma distração no estudo, e a esquecer-me da realidade
com as ficções do ideal. Se as minhas pobres composições não foram inteiramente inúteis ao meu país; se algumas
vezes tive o maior prazer que me foi dado sentir — a mais lisonjeira recompensa a que poderia aspirar, — de as ouvir
estimadas pelos homens da arte, daqueles, que segundo o poeta, porque a entendem, a estimam, e repetidas por
aquela classe do povo, que só de cor as poderia ter aprendido, isto é, dos outros 11 que a compreendem, porque a
sentem, porque a adivinhão—paguei bem caro esta momentânea celebridade com decepções profundas, com
desenganos amargos, e com a lenta agonia de um martírio ignorado. Melhor que ninguém o sabes: podes a teu grado
sondar os arcanos da minha consciência, e não te será difícil descobrir o segredo das minhas tristes inspirações. Os
meus primeiros, os meus últimos cantos são teus: o que sou, o que for, a ti o devo, — a ti, ao teu nobre coração, que
durante os melhores anos da juventude bateu constantemente ao meu lado, — a aragem benfazeja da tua amizade
solícita e desvelada, —a tua voz que me animava e consolava, — a tua inteligência que me vivificava— ao prodígio de
duas índoles tão assimiladas, de duas almas tão irmãs, tão gêmeas, que uma delas rematava o pensamento apenas
enunciado da outra, e aos sentimentos uníssonos de dois corações, que mutuamente se falavam, se interpretavam, se
respondiam sem o auxílio de palavras. Duplicada a minha existência, não era muito que eu me sentisse com forças para
abalançar-me a esta empresa; e agora que em parte a tenho concluído, é um dever de gratidão, um dever para que sou
atraído por todas as potências da minha alma, escrever aqui o teu nome, como talvez seja o derradeiro que escreverei
em minhas obras, o último que os meus lábios pronunciem, se nos paroxismos da morte se poder destacar inteiramente
do meu coração. Ser-me-ia doloroso não cumprir os teus desejos, — não satisfazer as esperanças, que em mim tinhas
depositado, — não realizar a expectação da tua desinteressada amizade. Entrei na luta, e procurei disputar ao tempo
uma fraca parcela da sua duração, não por amor do orgulho, nem por amor da gloria; mas para que, depois da morte de
ambos, uma só que fosse das minhas produções sobrenadasse no olvido, e por mais uma geração estendesse a memória
tua e minha. Assim passa a onda sobre um navio que soçobra, e atira à praias desconhecidas os destroços de um mastro
embrulhado nas vestes dos navegantes. 12 Entrei na luta, e por mais algum tempo continuarei nela, variando apenas o
sentido dos meus cantos. A fé e o entusiasmo, o óleo e o pabulo da lâmpada que alumia as composições do artista, vão-
se-me esfriando dentro do peito; eu o conheço e o sinto; se pois ainda persisto nesta carreira é por teu respeito:
continuarei — até que satisfeito dos meus esforços que digas: basta! — Então, já to hei dito, voltarei gostoso à
obscuridade, donde não devera ter saído, e — como um soldado desconhecido— contarei os meus triunfos pelas
minhas feridas, voltando a habitação singela, onde me correrão, não felizes, mas os primeiros dias da minha infância.
Minha alma não está comigo, não anda entre os nevoeiros dos Órgãos, envolta em neblina, balouçada em castelos de
nuvens, nem rouquejando na voz do trovão. Lá está ela! — lá está a espreguiçarse nas vagas de S. Marcos, a rumorejar
nas folhas dos mangues, a sussurrar nos leques das palmeiras: lá está ela nos sítios que os meus olhos sempre virão, nas
paisagens que eu amo, onde se avista a palmeira esbelta, a cajazeira coberta de cipós, e o pau d'arco coberto de flores
amarelas. Ali sim, — ali está—desfeita em lágrimas nas folhas das bananeiras — desfeita em orvalho sobre as nossas
flores, desfeita em harmonia sobre os nossos bosques, sobre os nossos rios, sobre os nossos mares, sobre tudo que eu
amo, e que em bem veja eu em breve! Aí, outra vez remoçado e vivificado de todos os anos que desperdicei, poderei
enxugar os meus vestidos, voltar aos gozos de uma vida ignorada, e do meu lar tranquilo ver outros mais corajosos e
mais felizes que eu afrontar as borrascas desencadeadas no oceano, que eu houver para sempre deixado atrás de mim.

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