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A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Selemane Chapo, inaugurou o Mês da Mulher em Pemba, destacando a importância da data que celebra o Dia do Destacamento Feminino. Apesar dos avanços na representação feminina e na redução da mortalidade materno-infantil, desafios como uniões prematuras e violência de gênero persistem. O mês deve focar na ampliação da participação feminina, fortalecimento de leis contra a violência, investimento na educação e melhoria do acesso à saúde.

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A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Selemane Chapo, inaugurou o Mês da Mulher em Pemba, destacando a importância da data que celebra o Dia do Destacamento Feminino. Apesar dos avanços na representação feminina e na redução da mortalidade materno-infantil, desafios como uniões prematuras e violência de gênero persistem. O mês deve focar na ampliação da participação feminina, fortalecimento de leis contra a violência, investimento na educação e melhoria do acesso à saúde.

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‼️PEMBA CELEBRA INÍCIO DO MÊS DA MULHER COM OLHOS NO PRESENTE

E FUTURO

Hoje, 4 de Março de 2026, a Primeira-Dama, Gueta Selemane Chapo,


dirige, na Cidade de Pemba, a cerimónia central que marca o início do
Mês da Mulher. Participam neste importante evento as Ministras do
Trabalho, Género e Acção Social e dos Combatentes, Ivete Alane e
Nyeleti Mondlane, respectivamente.

Esta data coincide com o Dia do Destacamento Feminino, criado a 4 de


Março de 1967, quando 25 jovens mulheres se incorporaram na luta pela
independência. A sua coragem inspira-nos a olhar além da festa.

É verdade que Moçambique alcançou um dos maiores índices de


representação feminina na África Austral – cerca de 43% dos lugares do
Parlamento pertenceram, até 2024 a mulheres e, em 2022, registou-se
paridade no Conselho de Ministros.

Também se registou uma redução da mortalidade materno-infantil,


estimada em cerca de 400 mortes por 100 000 nascimentos em 2023.

Contudo, os desafios são profundos. As raparigas estão mais expostas a


uniões prematuras, gravidezes precoces e longas distâncias para chegar
às escolas e a violência baseada no género persiste.

Por isso, o Mês da Mulher deve ser mais do que cerimónias. É preciso:

• Ampliar a participação real das mulheres em todos os órgãos de


decisão e nos sectores privados, transformando a paridade legal em
realidade.

• Fortalecer e aplicar as leis contra a violência, as uniões prematuras e


o assédio laboral, garantindo protecção e apoio às vítimas.

• Investir na educação das raparigas, com programas de retenção nas


zonas rurais, segurança nas deslocações e combate ao abandono
escolar.

• Melhorar o acesso à saúde materna e reprodutiva, reduzindo as


assimetrias regionais.

• Empoderar as comunidades para prevenir e responder a violência,


garantindo a assistência holística às sobreviventes.
O Mês da Mulher culmina a 7 de Abril no Dia da Mulher Moçambicana,
data que homenageia Josina Machel e a luta contínua pelas liberdades
das mulheres.

Fonte. Ministério do Trabalho, Género e Acção Social.

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