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Um tiroteio entre nortistas e sulistas se intensifica, resultando em mortes e caos na rua. O xerife e seus auxiliares chegam após o confronto, enquanto cowboys discutem a tensão crescente na cidade e rumores de uma reunião na Mansão O'Brien. A atmosfera é de expectativa e mistério, com todos aguardando um desdobramento significativo relacionado à guerra entre os lados.
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Um tiroteio entre nortistas e sulistas se intensifica, resultando em mortes e caos na rua. O xerife e seus auxiliares chegam após o confronto, enquanto cowboys discutem a tensão crescente na cidade e rumores de uma reunião na Mansão O'Brien. A atmosfera é de expectativa e mistério, com todos aguardando um desdobramento significativo relacionado à guerra entre os lados.
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Um dos nortistas havia conseguido apanhar seu rifle na sela do cavalo e começou a responder ao fogo, sem atingir

ninguém. — Bastardos! — falou uma das garotas, apanhando uma das tochas que iluminavam a rua. Arremessou na
direção da carroça. A garrafa caiu sobre a madeira, jogando fagulhas para todo lado, mas continuando a arder e
espalhando rapidamente o fogo. — Malditos rebeldes! — berrou um deles, tentando apagar as chamas, batendo com
seu colete, mas incendiandoo e jogando o fogo sobre seus amigos. Eles trataram de fugir dali, tentando correr para
longe da carroça. Um dos sulistas cortou-lhes o caminho com sua espingarda engatilhada e apontou-a para eles,
disparando os dois canos sem piedade. A carga especialmente reforçada abriu-se num leque mortal, atingindo todo eles
e derrubando-os. Alguns ainda ficaram se contorcendo na poeira, com as roupas em chamas. As garotas aproximaram-
se e foram imobilizando-os com certeiros disparos de Derringer na cabeça. Os corpos ficaram imóveis, ardendo
macabramente no meio da rua. Um dos sulistas soltou o grito de guerra rebelde, no momento em que Oates e Riley,
atraídos pelo tiroteio, dobravam a esquina a galope. — Que diabos é isso? — indagou Riley, surpreso, olhando aquelas
estranhas fogueiras ardendo no meio da rua. A resposta veio em seguida com uma série de disparos na direção deles. —
Oates, acho que não nos convidaram para esta festa — gritou Riley, saltando do cavalo e indo ocultar-se do outro lado
da rua. — Diabos, esta noite promete — comentou Oates, erguendo a sua Winchester e disparando de volta. Sua
pontaria foi certeira. Três tiros acertaram em sequência o corpo de um dos atiradores, jogando-o contra uma parede.
Quando escorregou para o chão, deixou uma trilha de sangue na madeira. — Filho de uma cadela!... Maldito! — gritou
uma das garotas, mirando sua pequena arma na direção de Oates. — É uma garota, Oates! — alertou Riley. O delegado
hesitou por instantes. Era mesmo uma garota confederada, com os cabelos soltos, correndo na direção dele com uma
Derringer em cada mão. Riley percebeu a indecisão do amigo e disparou sua Overland contra a garota, jogando-a para
trás, sobre o corpo em chamas de um nortista. A outra garota começou a correr na direção de Riley, que tratou de
remuniciar sua arma. — Pegue-a, Oates! Pegue-a ou ela vai me acertar — pediu Riley, atrapalhando-se para recarregar a
espingarda. — Diabos! — praguejou Oates, apontando o rifle na direção da garota que corria pela rua. Jamais vira uma
imagem tão impressionante. A garota parecia fora de si, disparando e remuniciando com rapidez as armas que tinha
mas mãos. — Atire, demônios! — insistiu Riley, no momento em que Oates apertava o gatilho. Riley viu, na sua frente, a
garota ser puxada para trás por uma força invisível. Seu corpo arrastou-se na poeira, ficando imóvel, numa posição
grotesca e retorcida. O disparo secionara sua espinha e abrira um rombo em sua barriga, jogando para fora tudo que
estava lá dentro. Riley respirou aliviado, enquanto remuniciava sua espingarda, engatilhando-a em seguida. Avançou na
direção dos corpos que se espalhavam pela rua. Oates seguiu-o, após recarregar sua arma também. — Pensei que não
fosse atirar - comentou Riley. — Era uma mulher... — Pois então não pense nela como uma mulher. Pense nela como
uma assassina, que é o que ela era, na verdade. Você já tinha visto coisa assim antes? O tropel de cavalos aproximando-
se indicava que o xerife e seus auxiliares, com certeza, se aproximavam. Como sempre, apareciam só quando o tiroteio
cessava. — O que temos aqui? — indagou o homem da lei. — Uma besta a cavalo! — respondeu Oates. — Muito
engraçado, delegado! Não acha que já teve encrenca demais para uma só noite? — insistiu o policial, desmontando. Os
curiosos chegaram em seguida. Oates e Riley foram examinar a cena da tragédia e tentar entender o que havia
acontecido, seguidos pelo xerife. — Muito bem, pessoal: que diabos aconteceu aqui? — indagou o xerife às pessoas que
saíam das casas, ainda com olhar assustado. Mais tochas foram acesas, iluminando macabramente o cenário de morte.
— Os nortistas provocaram os nossos, xerife. Começaram a surrá-los. Um dos rapazes sacou uma espingarda e começou
um tiroteio. Estavam se saindo bem, até que chegaram os dois federais — explicou uma das pessoas. Riley, percebendo
que Oates afastara-se para não demonstrar sua irritação para com o xerife. — Foi isso mesmo, Oates? — Sim —
antecipou-se Riley. — Ouvimos o tiroteio e viemos ver o que estava acontecendo, quando alguém atirou em nós e
revidamos, atirando de volta — explicou. Espero que esteja falando a verdade, Riley. Seria uma pena ter de puni-los por
excesso de força... CAPÍTULO TRÊS Um grupo de cowboys que acabava de chegar à cidade entrou no saloon com ar
cansado e poeira cobrindo seus rostos. Quando chegaram no balcão, O bartender já servira a bebida preferida de todos
eles, uísque puro. — Burt, se minha mulher soubesse meus gostos como você sabe, eu seria um homem feliz —
comentou um deles. — Como foi o dia, rapazes? — indagou Burt, que havia sido cowboy antes da guerra e agora era
sócio do Saloon da Rose, o mais frequentado da zona sulista da cidade. — O mesmo trabalho de sempre, Burt — falou
Doyle, tirando o chapéu e esfregando uma das mãos nos ralos cabelos. — O dia inteiro olhando traseiros de vacas. Pelo
menos estamos livres do chumbo que anda correndo solto pelas ruas de Atlanta, não? Houve briga feia ainda há pouco.
Passamos por lá e vimos os cadáveres espalhados. — Algum dos nossos? — Dos dois lados. — Sem contar que tentaram
assaltar um coletor de impostos nas barbas sabe de quem? — Oates Fordd? — Ele mesmo. O bastardo é mais esperto
que uma serpente. Ele e Riley despacharam uma porção deles para o inferno. — Eram dos nossos? — Acho que não, só
pode ser gente de fora. Quem seria maluco de tentar isso na frente daqueles dois? — É... Não devia mesmo conhecer
Oates, aquele demônio — comentou o bartender, mas ninguém mais o ouvia, ocupados com suas bebidas. O bartender
foi até o fim do balcão, onde um velho grisalho, num surrado uniforme confederado, bebia sozinho seu uísque. — Como
eu estava lhe dizendo, Burt, parece que alguma coisa grande vai começar a acontecer por aqui, depois daquela reunião
hoje na Mansão O'Brien. Os rapazes todos estavam lá — comentou ele. — Tem alguma idéia do que seja? — Nenhuma,
mas o Coronel está no meio. — E o resto dos rapazes? — Não falei com nenhum deles. Esperei encontrá-los aqui. —
Ficarei atento. Alguém deverá saber o que está acontecendo. O bartender retornou ao balcão, onde os cowboys
terminavam suas bebidas. Repetiu-lhes a dose. Chamou-os para mais junto de si. Os homens debruçaram-se sobre o
balcão. — Sabem alguma sobre o que houve lá para os lados do rio esta noite, pessoal? — indagou ele. — Nada que
saibamos com detalhes, Burt. Parece que houve uma reunião do nosso pessoal. Um amigo passou por lá, mas muito
depois e já não havia mais ninguém para informar o que havia sido resolvido. Sei apenas que há uma notícia correndo
por aí... — Que notícia? — Manda limparmos e remendarmos nossos uniformes e dobrarmos o lenço vermelho —
informou o cowboy. — Ninguém tem ao menos uma ideia do que esteja acontecendo? — Não sabemos ao certo, Burt,
mas estávamos justamente comentando isso. Exceto por esses dois tiroteios, percebeu como a noite está calma? O
bartender olhou ao seu redor. Percebeu que a maioria de seus habituais fregueses ainda não havia chegado. Sempre
apareciam com uma história a mais de humilhação e sofrimento para contar. Naquela noite, porém, pareciam não ter
motivos para beber e chorar as mágoas. ã medida que a noite avançava, ao invés de aumentarem as confusões, como
sempre acontecia, elas foram diminuindo. Dava para sentir nos ossos que alguma coisa estava acontecendo. —
Estranho? — comentava o bartender, a todo momento, com ar pensativo. Todos os fregueses que entravam tinham a
mesma sensação. Alguma coisa estava acontecendo e eles desconheciam. Era como se as pessoas tivessem alguma
coisa muito importante para fazer naquela noite. Essa idéia não lhe saía da cabeça. Passava um pouco das onze da
noite, quando o xerife e seus assistentes passaram por ali para beber um trago. — Que diabos estão fazendo aqui tão
cedo? — indagou ele.— Estão desertando do serviço? — Burt, tudo está em paz lá fora — afirmou o xerife, num tom
misterioso. — Isso tem alguma coisa a ver com a reunião na Mansão O'Brien? — É possível... A maneira como o xerife
falava e sorria misteriosamente dava a entender que sabia o que estava acontecendo. E não podia ser de outra maneira.
O Xerife Jefferson era um sulista que, graças a sua tremenda habilidade e o apoio do Coronel Woodfarm, conseguira ser
nomeado xerife da cidade dividida, tendo livre trânsito nos dois territórios. — O que está acontecendo? — insistiu o
bartender.— Os rapazes todos estão curiosos, Rose está curiosa. Se é algo contra os ianques, queremos todos saber e
participar. — Vocês terão sua chance, só posso lhe dizer isso por enquanto — assegurou o homem da lei. — Espero que
seja para breve, xerife. Estamos todos com esses ianques atravessados na garganta — comentou o bartender, mas
interrompeu quando viu um velho soldado, apoiado numa muleta, entrar no bar e ir até uma parede, onde havia uma
bandeira confederada pregada. Espetou um pedaço de pano vermelho com um alfinete nela, deu o grito de guerra
rebelde, depois retirou-se diante de todos os outros, que haviam feito silêncio. O bartender deixou seu posto e foi até
lá, olhar o pano que ele deixara. Era um pedaço de uma antiga bandeira confederada, com um nome escrito nela:
Quantrill, o guerrilheiro que por muito tempo infernizara os ianques com seus ataques às cidades nortistas. Seu bando
havia sido, finalmente, destruído, sobrando apenas alguns nomes que agora enfeitavam cartazes de procura-se,
espalhados nas árvores de todo o país. O pano vermelho significava que Quantrill ou sua idéia estava de volta. Quando
retornou ao balcão, o xerife o olhava com interesse. Burt podia sentir em seus ossos que ele sabia algo sobre aquela
historia toda, mas não a contaria. — É um recado para limparmos as armas e os uniformes, xerife. Vamos voltar a agir
contra os ianques? — Vamos deixar esse assunto de lado, Burt. Apenas espere e vá limpando as armas... — recomendou
o xerife. — Onde está Rose? — Lá encima. — Vou falar com ela. — Vai contar o que está havendo? — Talvez. — E ela
dirá a nós? — Pergunte a ela — finalizou o xerife, deixando-o sem resposta. * * * Os dois delegados haviam voltado para
o escritório, onde ficava a Delegacia Federal. Após aqueles tiroteios, uma incrível calma havia se abatido no lado sulista
da cidade. — O que acha que pode estar havendo? — questionou Oates. — Diabos como há muito tempo não vejo esta
cidade tão parada. Alguma coisa está acontecendo? — Será que tem alguma coisa a ver com o que houve lá na beira do
rio? — Refere-se à movimentação na velha Mansão O'Brien? — Sim... Mas nada havia quando fomos lá. Será que o
negro não se enganou? — Quem pode saber. O pobre Pete "Noite Escura" não fica sóbrio desde que começou a guerra,
pelo que sei. — Talvez possamos obter algumas respostas — comentou Oates. — Como? — Indo ao Saloon da Rose

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