Exercicios
Exercicios
Secção
se e só se .
Também se tem
e .
Então
(c) Tem-se
(d) Tem-se
(a) .
(b) .
(c) e deduza que
(d)
que é verdadeira.
(c) Para é evidente. Assumamos que se tem e quer-se
mostrar que , isto é, que
3
Daqui vem, multiplicando ambos os lados por , que
(d) Para é evidente. Assumamos que se tem e quer-se
mostrar que .
Tem-se
. Será que se tem
?
Será verdade se
4. Mostre que é um número natural, .
1ª resolução: Tem-se
ou seja que Mas é imediato que
.
.
Mostre que:
(a) (b) .
Resolução: (a) por indução em . Para vem que
Suponhamos que
Quer-se mostrar que Vem que
como pretendido.
(b) Tem-se
como pretendido.
Ora
como pretendido.
9. Prove
10. Prove
Suponhamos que o resultado é válido para e provemos que ainda é válido para
Tem-se
8
(b) Tem-se
11. (a) Mostre que cada inteiro tem uma expressão única na forma onde
.
(b) Mostre que o último par de algarismos (na representação decimal) de
coincide com o último par de algarismos de .
9
17. Mostre que os números da forma são naturais.
Resolução: Todos os números naturais são da forma .
Estudemos os vários casos:
se então
se então
se então
12
se então
se então
se então
.
Alternativamente escrevamos
.
No numerador há três naturais consecutivos, portanto um é múltiplo de . Encontramos
dois pares consecutivos o que implica que um é múltiplo de e outro de . Portanto o
numerador é múltiplo de
18. Prove, usando descida infinita, que se não é um quadrado perfeito então
não é um número racional.
Resolução: Suponhamos que com . Seja ainda tal que
; então, e . Tem-se:
.
É claro que
Mas
Secção 2
2. Sejam e .
(a) Se for ímpar, mostre que
.
(b) Mostre que
.
(c) Use (b) para mostrar que se então .
Resolução: (a) (b), imediatas, fazendo a divisão, ou aplicando a regra de Ruffini.
(c) Se então existe tal que e
e
tem-se o resultado.
e portanto , . Então
Alternativamente, sem usar explicitamente a unicidade de factorização, seja
mdc escreve-se e onde são primos entre si. Existem
tais que pelo que . Por hipótese, existe
tal que logo e , . Logo , e
.
Tem-se que
como pretendido.
Sabe-se que um dos três números é divisível por e também que pelo
menos um deles é divisível por . Como e vem
que .
(d) Tem-se .
• Sabemos (pela resolução da alínea anterior) que
.
• Vem ainda que . Se então
20. Seja tal que é o quadrado de um inteiro. Mostre que .
Resolução: Tem-se que donde . Notemos que não pode ser
porque de contrário existiria tal que (absurdo); de maneira análoga
pois de contrário existiria tal que (absurdo).
Temos então que , com . Temos que mdc
Mas se fosse o número seria par, o que não acontece. É agora imediato que e
têm de ser primos Logo é a decomposição de em factores
primos que sabemos ser única. Então e e
(absurdo), ou e e
21. Calcule
e
24. Determine da forma tal que Note que
é a sua decomposição em factores primos.
Resolução: Temos
22
vem que
(b) Sabe-se que donde
(c) Por indução. Se é trivial. Suponhamos que se tem para algum
Então
(d) Tem-se
,
(b
(c)
vem
donde
= ,
(b) Seguindo um raciocinio semelhante ao que foi usado para calcular a maior potência
de que divide temos de calcular
Secção 3
1. Encontre a solução geral, (se existir) de cada uma das equações
seguintes. Indique quais destas soluções são não-negativas.
(a) (b)
(c) (d)
(e) (f)
(g) (h)
Resolução: Seja uma equação e mdc .
Então a solução é da forma
(a) Temos mdc
e
A solução é da forma
As soluções não-negativas são obtidas para verificando
e , isto é,
logo não há soluções.
(b) Temos mdc donde e e
A solução é da forma
As soluções não-negativas são obtidas para verificando
e , isto é, .
Há soluções quando (que é ) e (que é ).
(c) Temos que mdc donde e
e
A solução é da forma
As soluções não-negativas são obtidas para verificando
26
e , isto é, .
As primeiras soluções são (para ), (para , etc.
(d) Temos mdc . Mas / logo não há soluções.
(e) Tem-se mdc donde
e . Tem-se ainda que
A solução é da forma
As soluções não-negativas são obtidas para verificando
e , isto é, .
As primeiras soluções são (para ), (para , etc.
(f) Tem-se mdc donde e
. Tem-se ainda que
A solução é da forma
As soluções não-negativas são obtidas para
e .
logo há soluções para e , que são e , respectivamente.
(g) Tem-se que mdc 0 (
donde e . Tem-se ainda que
A solução é da forma
As soluções não-negativas são obtidas para
e .
Portanto há soluções para . As primeiras soluções são (para ),
(para , etc.
(h) Temos mdc . Mas / logo não há soluções.
quando, depois de ter gasto 68 cêntimos se deu conta de que tinha na conta o dobro do
montante original. Qual é o menor valor que podia ter sido escrito no cheque?
Resolução: Seja o número de euros e o de cêntimos, . A relação
proposta no problema é dada pela igualdade
,
4. Mostre que nem nem podem fazer parte de um terno pitagórico enquanto
é o único terno pitagórico que contém ou .
Caso em que . Um estudo semelhante ao que foi visto nos casos anteriores pode ser
feito. Só vamos examinar alguns casos.
Se fizesse parte de um terno pitagórico poderíamos escrever e, como
, tem de ser da forma . Não pode ser porque de contrário ter-se-
ia que só é possível se
Se então . E com
efeito ( é um terno pitagórico.
29
.
.
é um terno pitagórico.
Resolução: (a) Vai-se provar que .
Por indução em . Para temos , que é verdadeira por
indução: para temos . Considere-se que é válida
para , isto é, que . Então
,
como pretendido
Vai-se agora provar que
, por indução em . Para vem
. Seja a expressão válida para , isto é,
.
Usando a propriedade anterior (fazendo ) vem que
.
ou seja
(b) Tem-se que em que têm paridades opostas. Portanto um de
entre eles é divisível por Agora quanto à divisibilidade por Se ou forem
divisiveis por , o resultado é imediato. Vamos agora supor que não é o caso.
Se então . De
forma análoga, se então
. Mas já foi visto (exercício 5) que nenhum quadrado perfeito é desta forma e
portanto não podem ser desta forma. Finalmente, considere-se que e
(ou e ) então e, portanto divide
. Em conclusão é divisível por e por ou seja por
(c)
32
Por um lado tem-se que a área é dada por . Designando o centro da
circunferência inscrita por , também se tem que a área é a soma das áreas dos
triângulos e ou seja e . Então
Secção 4
mod
(e) Se então e
(f) Contra-exemplo: sejam e . Tem-se mod mas
(g) mod
Tem-se que donde
(h) mod . Mas como vem
imediatamente que mod
(i) mod mod
Notando que
vem que
5. Mostre que nenhum número natural cuja soma dos algarismos seja pode ser um
quadrado ou um cubo.
Resolução: Sabe-se que um qualquer quadrado verifica mod e que um
qualquer cubo verifica mod Se for um número cuja soma dos algarismos
for vem que mod , e nenhum quadrado ou cubo assume este valor.
35
6. Mostre que:
(a) mod (b) mod .
Resolução: (a) mod .
(b) Tendo em conta que mod e mod vem que
mod
Mas mod donde as potências de mod se
repetem de em Note-se agora que mod .
Tem-se também que mod donde as potências de mod se
repetem de em Note-se agora que mod .Então a expressão anterior é
congruente com mod , isto é, com
mod mod mod
9. Escolhendo módulos apropriados mostre que não existem soluções inteiras das
equações:
(a) , (b) .
Resolução: (a), (b) As potências sextas mod só tomam valores no conjunto
mod Portanto mod
Repare-se que e mod ;
daqui vem que 1 mod .
Agora vem que mod e que mod estão fora do conjunto.
10. Seja Determine os inversos (quando existem) dos
elementos de para
(a) (b) (c)
Resolução: (a) Os elementos invertíveis em 10 são e os seus inversos são
(c) Os elementos invertíveis em 1 são e os seus inversos são
Portanto
Então mod Como vem que e portanto
Então mod .
14. (a) Demonstre o critério de divisibilidade por : Seja
e . Então
38
Considerando agora
e portanto
(b) Usando o critério anterior ter-se-á mod sse , o que é verdade.
De forma análoga mod sse ; por seu lado
mod sse
, o que é verdade.
39
Secção 5
Por outro lado
mdc
com a última desigualdade justificada por se ter ( ), e vem um
absurdo (estamos a assumir que existem factores e .
(c) Suponhamos que . Tendo em conta sabemos que , isto é,
ou , o que implica que (caso excluído porque não é primo)
ou Então e é impossível.
Alternativamente sabe-se que é ímpar se e só se , caso em que .
Portanto a equação não pode ter soluções.
(d) Suponhamos que , o que implica que 1. Tendo em conta sabemos
que , isto é, ou ou , o que implica que
ou Portanto . É evidente que 1 e . Examinemos
estes casos um a um.
(i) Se então implica que
Se vem o que é absurdo.
Se vem donde ou .
Logo ou são solução.
(ii) Se então
Se vem donde ; se vem donde .
Então 1 ou
Aqui e .
1
1
Resolução: Se então
44
como pretendido.
mod ."
(b) Sejam tais que mdc . Prove que mod .
Resolução: Seja Então vem (usando várias vezes o
teorema de Euler) que
e
logo .
Como o mesmo se passa com conclui-se que
,
.
como pretendido.
14 Mostre que existe uma infinidade de números naturais tais que
Resolução: Os têm de ser multiplos de , pois de contrário a expressão não faria
sentido. Suponhamos que , onde e um primo diferente de . Tem-se
( ( (
Queremos que se tenha . Mas
implica que se tenha .
Consideremos então os naturais da forma com Tem-se, com efeito, que
( ( (
Secção 6
1. Encontre o resto da divisão de por (note que é primo).
Resolução: Sabe-se que mod que neste caso se traduz por
mod . Sabe-se que mod . Daqui vem que
mod mod e portanto mod .
É claro que mod e também que mod Vem então que
mod .
Então
mod
Temos que
mod
como pretendido.
48
De forma análoga
mod mod mod .
Note-se agora que . Sabe-se que mod . Usando o resultado:
"Sejam tais que mdc Se mod e mod então
mod " vem que mod
Só é preciso mostrar que mod e para tal basta mostrar que
mod e mod Temos que
mod ,
10. (a) Use o teorema de Fermat para determinar o algarismo das unidades de .
50
mod ."
donde
como pretendido.
(b) De mod vem que mod e portanto
.
52
e portanto
donde
como pretendido.
Suponhamos, por absurdo que / . Então pelo teorema de Fermat 1
mod Mas 1 mod , pois estamos a considerar primos da forma .
Tem-se o absurdo e consequentemente tem de ser . Recordemos que se partiu da
hipótese que mod . Vem que mod e portanto , absurdo.
Temos que , para algum pelo teorema de Fermat. Por outro lado
. Portanto
Secção 7
1. Determine as ordens de e :
(a) mod (b) mod
(c) mod (d) mod
Resolução: (a) e os seus divisores são
Tem-se que mod mod ; .
Tem-se mod mod mod e
portanto .
Tem-se mod 13 mod 58 mod 5
mod e portanto .
(b) e os seus divisores são
Tem-se que mod mod mod ; .
(c) e os seus divisores são
Tem-se que mod ; .
(d) e os seus divisores são
Tem-se que mod mod ;
2. Seja um primo.
(a) Quantas raízes primitivas e distintas mod existem?
(b) Enumere todas as raizes primitivas mod 11 e mod 15.
Resolução: (a)
(b) mod há 10 e são Os restantes números têm ordem (o
número ) e (o número
Mas mod não há raizes primitivas, de acordo com o teorema da raiz primitiva.
3. Indique quantas raízes primitivas mod existem para cada primo tal que
, exibindo pelo menos uma para todos os primos inferiores a
Resolução: . A única raiz primitiva é
55
4. Indique quantas raízes primitivas mod existem para cada um dos números:
(a) (b) (c)
Resolução: (a) admite raizes primitivas. São
(b) admite raizes primitivas. São
(c) não admite raizes primitivas (pelo teorema da raiz primitiva).
5. Tendo em conta que é uma raiz primitiva mod determine todos os naturais no
conjunto que são raizes primitivas mod
Resolução: Sabe-se que ( Como é raiz primitiva mod os naturais
coprimos com são congruentes com algum dos números
Sabemos que é raiz primitiva mod se e só se mdc , isto é, se
As raizes primitivas são e (mod ), isto é, e 1 (mod ).
6. Seja tal que mod . Seja uma raiz primitiva mod . Mostre que
também é raiz primitiva mod Encontre um exemplo para mostrar que isto
pode falhar se mod
Resolução: Sendo vem que . Tem-se também que
mod .
Suponhamos que é par Então 1 mod e portanto Mas é raiz
primitiva e daqui se conclui que Consequentemente é raiz primitiva
56
Suponhamos agora que é ímpar. Então 2 2 2 mod e portanto
. Isto implica que , isto é, , o que é absurdo.
Tomemos agora mod . é uma raiz primitiva, ou seja tem ordem ; mas
mod tem ordem 3.
7. Suponhamos que e que Mostre que divide
. Em particular se mdc tem-se
Resolução: De mod vem mod ; de mod vem mod .
Então mod Portanto
Considere-se agora que mdc .
Seja e onde os e os são distintos, visto que
. Seja ; sabe-se que e portanto
com e .
Tem-se que e . Seja e . Então
donde
mod
Resolução: (a) Basta notar que mod e mod existem raizes primitivas e que
.
Alternativamente pode-se verificar que se for raiz primitiva mod (podemos supor
que é ímpar, pois se for par, então é ímpar e também é raiz primitiva mod
então mdc e divide ( (( (
Mas mod implica que mod e portanto ( . Vem
então que ( , isto é, é raiz primitiva mod
57
Reciprocamente se for raiz primitiva mod então mdc( com ímpar. Se
vem que ( . Tem-se também que mod donde
para algum . Mas é par e portanto , Portanto
para algum e daqui vem que mod . Então ( ( .
Conclui-se que ( e portanto é uma raiz primitiva mod .
b) Temos que mdc( donde mdc Sendo vem que
mod e portanto . Tem-se também que , para algum
Seja e calculemos
Portanto mod . Como se sabe que é raiz primitiva mod então
9. Prove que se são raizes primitivas mod primo ímpar) então não é raiz
primitiva mod .
Resolução: Se então e donde
e não é uma raiz
primitiva mod .
Se é uma raiz primitiva mod e então , com mdc . Em
particular tem de ser ímpar porque é par. Mas então que não pode ser
raiz primitiva porque mdc
10. Seja , , mod . Seja tal que .
(a) Observe que é raiz do polinómio . Como
Portanto .
11. (a) Seja , . Utilize a teoria dos grupos finitos cíclicos para mostrar:
(1) Se mod então existe tal que mod .
(2) Se mod então não existe tal que mod .
(b) Para , encontre tal que mod .
Resolução: (a.1) Se mod então pois , para algum
. Então pelo teorema de Lagrange existe de ordem e esse grupo é cíclico, ou
seja é gerado por . Então e portanto
(a.2) Se mod então pois
Suponhamos que existe tal que mod . Então donde .
Mas então , o que é absurdo.
(b) . Temos que mod , Temos que 8 mod 13.
Temos que mod , Temos que mod
12. Usando uma tabela de indices para uma raiz primitiva mod resolva as
congruências:
(a) mod (b) mod
(c) mod (d) mod
Resolução: Seja a raiz primitiva e consideremos a tabela
ind
ind
ind
14. Sejam .
(a) Suponha que divide . Mostre que é solução da congruência
mod se e só se é solução da congruência mod .
(b) Suponha que divide e que ; então existe .
Mostre que é solução da congruência mod se e só se é solução da
congruência mod .
Resolução: (a) Se existem tais que
.
Suponhamos que . Então e portanto
mod .
Reciprocamente Então
(b) De conclui-se que existem tais que
mod e portanto existe mod
Assumimos que mod . Então e portanto . Vem
então que (mod
Note-se que mod e portanto o que implica
que pois , e portanto (mod ); analogamente se
prova que (mod ). Vem então que ( (mod
.
15. Encontre todas as soluções, incongruentes mod , com , das
congruências seguintes:
(a) mod (b) mod
(c) mod (d) mod
(e) mod (f) mod .
Resolução: (a) Tem-se que mdc . Existe solução da congruência porque
. As soluções são da forma . Neste caso a solução é
(b) Tem-se que mdc 3. Não existe solução da congruência porque 3 / .
61
(c) Tem-se que mdc 3. Existe solução da congruência porque . As soluções
são da forma . Neste caso as soluções são
(d) Tem-se que mdc . Não existe solução da congruência porque / .
(e) Tem-se que mdc . Existe solução da congruência porque . As
soluções são da forma . Neste caso as soluções são
Nota: mod mod mod mod
(f) Tem-se que mdc mdc . Existe solução da congruência
porque . Testando alguns números encontramos a solução porque
As soluções são da forma . Neste caso a solução única é
16. Encontre a solução geral, bem como a solução positiva mais pequena, dos
sistemas seguintes:
mod mod
(a) mod (b) mod
mod mod
mod mod
(c) mod (d)
mod
mod
mod
4 mod .
Resolução: (a) ;
mod mod mod
(mod (mod
É solução.
(b) ;
mod mod mod
(mod
(mod (mod
Tendo em conta que os deste exercício são os simétricos dos da alínea anterior seria
de esperar (por aplicação do teorema chinês dos restos) que (mod .
(c) Por inspecção, é solução. Logo a solução geral é da forma mod
(d) ;
62
17. Num cesto com muitos ovos sobrou sempre um quando estes foram retirados em
grupos de e Sabendo que no cesto não cabiam mais do que ,
quantos ovos lá havia?
Resolução: Queremos resolver o sistema
mod
mod
mod
Note-se que as condições suplementares mod mod mod
são superflúas. Aplicando o teorema chinês dos restos obtém-se 1 ou . É a
segunda resposta porque o cesto contém muitos (isto é, mais do que um) ovos.
Mostre que
Resolução: Seja um primo maior que e . Então mdc mdc
Como mdc , pelo teorema chinês dos restos, existe algum natural que é
solução de
mod
mod
A primeira congruência diz que Pelo teorema de Fermat sabe-se que
mod donde mod . Vem então que mod e daqui vem
que mod mod . Tem-se que (relação
justificada pela hipótese) donde mod .
Mas mod donde mod . Mas implica que
e portanto
mod . Testando todos os casos verifica-se que (mod é solução. Note-se que
mod Resolvendo a equação
mod mod
mod mod
Resolvendo esta equação, e tendo em conta que , mod
vem que
mod mod mod
mod
Resolvendo esta equação, e tendo em conta que vem que
mod mod mod
Resolvendo esta equação, e tendo em conta que vem que
mod mod mod
mod
mod
Pelo exercício 19(b) a primeira equação tem por solução mod Examinando
todos os casos possíveis a segunda equação tem por solução mod . Então o
sistema é equivalente a
mod
mod .
isto é,
mod
mod mod
mod
Secção 8
2
.
Então .
, e
Então
1
67
(g)
(h)
(i)
2. Prove:
.
.
Caso 1. Suponhamos que mod . Então . Por II.6.12 (c) tem-se
(mod ) isto é, (mod ). Os únicos que verificam esta relação
verificam também mod . Ora
mod mod mod
mod mod mod
1 mod mod mod
Caso 2. Suponhamos que 3 mod . Então . Por II.6.112 (c) tem-se
(mod ) isto é, (mod ). Os únicos que verificam esta relação
verificam também mod . Ora
mod mod mod
mod mod mod
mod mod mod
,
como pretendido.
E em extra: tem-se mod e mod . Então por 4, como a equação
mod não admite solução então mod também não tem solução.
71
(b) Tem-se
Notar que mod Portanto mod não admite solução.
Portanto a equação mod não admite solução.
Alternativamente: em primeiro lugar verifique-se que 4 mod , por indução. Para
é evidente. Assumindo que é válido para vejamos que também é para .
Tem-se mod .
De seguida verifiquemos que mod mod .
Resolução: (a) Suponhamos que . Então mod , isto é, é
solução da equação mod . Então
Portanto é residuo quadrático mod (note-se que mdc ). Vem então que
(mod
(mod .
(mod
(mod
Se
então
10. Mostre que para primos existem sempre resíduos quadráticos mod
consecutivos.
Resolução: Comecemos por reparar que para só há dois resíduos quadráticos e
, que não são consecutivos. Se temos os resíduos quadráticos , dois dos
quais são consecutivos.
Seja agora , isto é, . Notemos que são resíduos quadráticos. Basta ver,
agora, que pelo menos um de entre e também é. Se for, o resultado está
provado. Se for, o resultado também está provado. Mas se não forem vamos ver que
é residuo quadrático. Basta notar que
75
11. Seja um primo ímpar. Mostre que se mod tem solução então 1
(mod
Resolução: Sabe-se que "II.4.6. Corolário. Seja um primo. A congruência mod
, tem solução se e só se
mdc( mod ."
Usou-se
no denominador.
Já se sabe que " mod admite solução se e só se mod " Como
mod tem solução então mod donde mod ou mod
Se então
mdc(
mdc(
mdc(
mdc( .
1
Se 1 então
mdc(
mdc( 1
mdc(
mdc(
tendo em conta que mod e mod As soluções são e .
Temos ainda de ver se alguma das equações mod e mod
tem solução. Ora
76
,
Portanto mod tem apenas duas soluções, que são mod e
mod .
(b) mod mod
mod mod .
e há solução se .
77
Resolução: (a) Em primeiro lugar note-se que os números formam um
SRC (mod ) e portanto
Esta soma é nula porque metade dos números entre e são resíduos quadráticos e
a outra metade são não-quadráticos.
(b) Tem-se
mod
mod mod
Se varia de o número mod varia de e mod varia de
a . Portanto
mod
Mas
14. Prove que se e são raizes primitivas mod primo ímpar) então não é
raiz primitiva mod .
Resolução: (Já foi resolvido na secção anterior, com um método diferente) Se for uma
raiz primitiva mod então (mod . De forma análoga
Então , o que implica que não pode ser raiz primitiva.
Seja . Então (mod . Mas pois mod ;
logo não é raiz primitiva (mod
16. Seja um primo verificando mod . Mostre que a soma dos resíduos
quadráticos (mod é igual a
Resolução: Se vamos ver que . Sabe-se que (mod .
Ora
(mod
Portanto se é resíduo quadrático mod então também é.
Consideremos agora os residuos quadráticos mod inferiores a Então
são os resíduos quadráticos mod maiores que São todos
incongruentes mod por serem todos inferiores a
Então a soma dos resíduos quadráticos é .
Só é necessário determinar . Mas note-se que existem resíduos quadráticos no
intervalo de a , e que no intervalo de a há , assim como no intervalo de a
Então e vem o resultado.
De mod mod conclui-se que . Por II.6.22(c)
sabe-se que mod o que implica, em particular, que se tem mod ou
(mod .
(i) Se mod , isto é, mod vem que para algum . Mas isso é
absurdo porque e é suposto ser o maior primo dessa forma. Vem então que:
(ii) mod , isto é, para algum .
Recordemos que é um qualquer divisor primo ímpar de (que é ímpar) e portanto
tem de ser da forma
s s
conclui-se que tem de ser da forma , para algum Recordemos que
. Então
donde se conclui que , e portanto mod , o que é absurdo.
Portanto existe uma infinidade de primos da forma
80
Secção 9
e de forma análoga
(b) e (c)
comprimento 1
comprimento
comprimento
comprimento
comprimento
comprimento
comprimento .
(d) comprimento comprimento
comprimento comprimento
comprimento comprimento
comprimento
(e)
04347826086 95652173913 e 04347826086 95652173913 99999999999
0 03448275862068 965517241379310 e 03448275862068 965517241379310 99999999999999
02127659574468085106382 97872340425531914893617
82
3. Calcule e em base , assumindo que os seus algarismos nessa base são
Resolução: Para obter em base faz-se
1
e portanto Para obter em base faz-se
e portanto
5. Seja primo ímpar e , o período de em base e
É possível mostrar que todo o número formado por algarismos consecutivos
de ou de alguma sua redisposição cíclica, é congruente com mod
Seja Então e tem-se
Secção 10
Resolução: Tem-se
e .
84
Sabemos que
Vamos assumir, por indução, que e queremos ver que
Ora
De forma análoga
Vamos assumir, por indução, que e queremos ver que
Ora
como pretendido.
,
e
.
e ."
É claro que det det . Suponhamos, por indução completa, que se tem
det . Então
det det det
det det det
.
;
det
det
vezes
(b) Tem-se
e sabe-se que
e
T
(
T
;
e
e ,
isto é,
e .
Exercícios extra. Calcule o número racional, na forma com , mdc .
(a) (b)
Resolução: (a) Basta fazer
4
1 2 3 4 5
1
Portanto
87
4
1
Portanto
,
que se simplifica para
. Então .
Alternativamente
e vem Então
Então
( )
Vem que e tem-se
. Vem que
e tem-se
Vem que
1,15... e tem-se
. Portanto
Vem que e tem-se
.
Então
89
Teorema. Seja , não-quadrado. Suponha que é a fracção continua de . Então a
equação de Pell admite a solução se for ímpar, e a solução se for par.
Corolário. Seja , não-quadrado. Suponha que é solução da equação de Pell .
Seja e definem-se por
Então também é solução. Em particular, a equação admite um número infinito de soluções distintas.
6. Encontre a solução fundamental e mais duas soluções de cada uma das equações seguintes:
(a) (b)
(c) (d)
(e) (f)
(g) (h)
(i) (j) .
Resolução: (a) Sabemos que . Tem-se
Notar que e
Note-se que
Outras soluções: 2 Notar que
Como é par é solução da equação; com efeito
Outras soluções: e
(h) Sabemos que . Tem-se
Como 1 é ímpar 1 1 é solução da equação; com efeito
Outras soluções: ( e (
(i) Sabemos que . Tem-se
Como é par é solução da equação; com efeito
Outras soluções: e
Como é ímpar é solução da equação; mas este não está no intervalo
pretendido. A seguinte é ( ; também este não está no intervalo. Logo
não existe tal solução.
8. Determine os primeiros três números triangulares que também são quadrados perfeitos.
Resolução: O -ésimo número triangular é Igualemos a Vem então que
Secção 11
se
Como é imediato que se trata de uma bijecção os dois intervalos são equipotentes.
(b) Notemos que
2. Prove que a função definida por é uma bijecção entre e .
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Suponhamos que . Então , mas é par enquanto que é
ímpar. Como a hipótese conduz ao mesmo absurdo deduz-se que . Mas então
Vejamos agora que é sobrejectiva: sendo , pelo algoritmo da divisão existe e
tal que
• Se , isto é, se é par então Tomando e temos que
• Agora, se , isto é, se é ímpar vem que Daqui vem que
é par. Sendo max temos com
necessariamente ímpar, ou seja , para algum . Daqui vem que
, como pretendido.
3. Construa uma bijecção entre o intervalo aberto e que aplique racionais em racionais e
irracionais em irracionais.
Resolução: Tomemos a aplicação definida por
que transforma racionais em racionais e irracionais em irracionais.
4. Mostre que
Resolução: A maneira mais simples de se provar este resultado é usar o argumento da diagonal de
Cantor. Suponhamos que existia uma bijecção Pode ser, por exemplo, a seguinte (em
que escrevemos todos os números em notação binária, para simplificar):
segunda casa, etc. Este número está em mas não está em que era suposto ser igual a
, o que é absurdo.
Tomando tal que vem que
Assim é uma bijecção e .
Portanto
Considere-se agora a aplicação definida por cos sin ; é uma bijecção de
sobre . Vem então que donde
De temos e como concluímos por CSB que
Portanto
13. Seja o conjunto das funções reais definidas e contínuas em . Prove que . Note
que uma função real contínua é determinada pelos seus valores em .
Resolução: Vamos ver que , isto é, que card .
Sejam arbitrárias tais que , isto é, existe tal que Mas
então, por continuidade, existe tal que e vem que e, em
particular , .
Daqui vem que a aplicação que a faz corresponder é injectiva e portanto .
Pelo exercício 3 e usando aritmética de cardinais vem que .
Notando agora que a aplicação que a faz corresponder a função constante é
injectiva vem que . Então pelo teorema CSB vem que
14. Prove que um conjunto de conjuntos finitos admite um selector se e só se toda a parte
finita de admite um selector.
Resolução: Seja um conjunto de conjuntos finitos. Se admite um selector então para qualquer
,
Seja finito. Se então o único selector admitido por é a aplicação vazia.
Suponhamos então que . Então a restrição de a \{} é um selector para .
Reciprocamente, suponhamos agora que toda a parte finita de admite um selector. Vejamos que
admite um selector. Para qualquer temos que é uma parte finita de e
portanto, por hipótese, existe um selector para tal que .
Consideremos a família
é um selector para
Por (AC) existe um selector tal que é um selector para ) é um selector para o qual
designaremos por . Então , de domínio definida por é um selector
para .
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15. (a) Seja um conjunto infinito de círculos (bolas limitadas e fechadas) do plano euclidiano
, disjuntos dois a dois, cujas coordenadas do centro e o raio são racionais. Prove que é
numerável.
(b) Prove que uma qualquer colecção infinita de intervalos disjuntos (não reduzidos a um
ponto) é numerável.
Resolução: (a) Um círculo é unicamente determinado pelo seu centro e raio . Seja o
conjunto de todos os círculos cujas coordenadas do centro e o raio são racionais. Então temos uma
aplicação definida por Sabemos que por existir uma
quantidade infinita de círculos disjuntos dois a dois. Por outro lado e daqui vem
o resultado.
(b) Podemos usar (AC) e tomando o intervalo escolher nele um ponto racional . Então a
aplicação é uma injecção. Como é numerável também vai ser.
17. Mostre que o conjunto dos números algébricos é numerável e o dos transcendentes é não-
numerável.
Resolução: Se um número é algébrico, é raiz de um polinómio com coeficientes inteiros. Como só
há uma quantidade numerável de polinómios deste tipo (cada um com um número finito de
raízes), então só há uma quantidade numerável destes . Como existe uma quantidade não-
numerável de números reais (ou complexos) e só uma quantidade numerável deles são algébricos,
existe uma quantidade não-numerável de números transcendentes.