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I. Língua Portuguesa

O documento aborda diferentes planos e níveis da linguagem, discutindo conceitos como saber expressivo, saber idiomático e fenômenos linguísticos como polissemia e ambiguidade. Ele também explora a concepção de linguagem como expressão do pensamento e suas implicações pedagógicas. Além disso, apresenta questões e análises sobre textos e estratégias discursivas, enfatizando a importância da coesão e coerência na comunicação.

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I. Língua Portuguesa

O documento aborda diferentes planos e níveis da linguagem, discutindo conceitos como saber expressivo, saber idiomático e fenômenos linguísticos como polissemia e ambiguidade. Ele também explora a concepção de linguagem como expressão do pensamento e suas implicações pedagógicas. Além disso, apresenta questões e análises sobre textos e estratégias discursivas, enfatizando a importância da coesão e coerência na comunicação.

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I.

LÍNGUA PORTUGUESA

 Planos e Níveis da Linguagem: plano universal; plano histórico;


plano individual;

90. (Autoral) No Plano Universal da linguagem, o falar em geral é regido por princípios que
independem de uma língua particular. O juízo de valor que avalia se o falante respeita os
padrões universais do pensamento e o conhecimento do mundo empírico denomina-se:

a) correção.
b) adequação.
c) coerência.
d) congruência. x
e) significância.

91. (Autoral) O "saber expressivo" ou competência textual refere-se à capacidade do indivíduo


de criar textos em situações determinadas. Esse saber pertence ao:
a) plano universal.
b) plano histórico.
c) plano individual. x
d) plano gramatical.
e) plano diastrático.

92. (Autoral) A linguagem é uma atividade humana universal que se realiza historicamente. No
que se refere ao "Saber Linguístico", o domínio de uma língua determinada, conforme a
tradição de uma comunidade, é classificado como:

a) saber elocutivo.
b) saber expressivo.
c) saber técnico.
d) saber idiomático. x
e) saber textual.

93. (Autoral) O produto do falar em uma língua particular, que se concretiza em gramáticas e
dicionários, é denominado como:

a) discurso.
b) texto.
c) língua particular abstrata. x
d) língua funcional.
e) sistema de isoglossas
 Conhecimento e Uso da Língua: saber léxico-gramatical; saber
pragmático-textual; saber linguístico-interacional.

94. (FADESP - 2020 - adaptada) Nos enunciados “Joana fez um bolo delicioso”, “Pedro fez bem
seu trabalho na loja” e “As crianças fizeram silêncio durante a aula”, o verbo fazer possui
sentidos diversos. Esse fenômeno linguístico denomina-se

a) polissemia. x
b) metáfora.
c) sinonímia.
d) Antonímia
e) Hiponímia

95.

Assinale a alternativa que explica o objetivo do autor ao empregar, em várias passagens do


texto, o futuro do pretérito:

a) expressar uma ação passada anterior à outra ação passada;


b) condicionar um fato futuro a um outro fato passado;
c) expressar algo que deveria ter acontecido;
d) assinalar uma probabilidade futura; x
e) indicar polidez em relação ao leitor.
96. Leia o texto abaixo para responder à questão.

A verdade e o sábio (conto popular)


Uma história antiga conta que enquanto escapava de um grupo de ladrões cruéis, um
viajante encontrou um sábio sentado sob uma árvore. Desesperado, ele se aproximou do sábio
e implorou:

— Estou em grande perigo, esses homens querem me machucar. Por favor, ajude-me!

O sábio, sempre tranquilo, aconselhou:

— Continue correndo pela trilha, e não olhe para trás.

Assim que o viajante retomou a sua fuga, o sábio mudou a sua posição, sentando-se sob
uma árvore diferente, com vista para outra direção. Quando os salteadores se aproximaram,
cientes da honestidade do sábio, descreveram o viajante e perguntaram se ele o tinha visto.

O sábio repetiu por um instante e respondeu:

— Pela verdade que carrego em meu coração: desde que estou sentado sob esta árvore,
nenhum homem passou por mim.

Os salteadores, confiando na palavra do sábio, optaram por buscar em outra direção, e o


viajante conseguiu escapar ileso.

Assinale a alternativa que melhor explica a estratégia discursiva adotada pelo sábio.

a) O enunciado do sábio constitui um ato de fala indireto, em que a verdade literal é


mantida, porém sua interpretação pragmática é manipulada pela mudança de
enquadre espacial e temporal, configurando uma ética consequencialista orientada à
proteção da vida. x
b) O sábio prioriza o dizer-verdadeiro independente das consequências políticas ou
existenciais, o que reforça a centralidade da coragem moral frente à violência.
c) A ética do sábio fundamenta-se exclusivamente no princípio formal, evitando a
mentira em qualquer situação, mesmo que isso coloque uma vida em risco; sua
enunciação é transparente e literal, o que garante a fuga do viajante.
d) A estratégia do sábio exemplifica o autoengano, uma vez que ele reformula para si
mesmo os limites de sua ação discursiva, justificando moralmente a omissão de
informações essenciais aos salteadores.
e) A situação representa uma inadequação comunicativa típica das máximas
conversacionais, já que o sábio viola deliberadamente a máxima da qualidade,
comunicando algo que acredita ser falso para preservar a ordem social.
97. Leia o texto 1 a seguir para responder a questão

Texto 1

Eu sei, mas não devia.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as
janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque
não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as
cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o
sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café
correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da
viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os
mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas
negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra,
dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para
as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar
o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar
mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho,
para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a
televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado,
conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz
artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água
potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir
passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no
pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não
perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema
está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está
contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a
gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer
a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para
evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente
se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se
perde de si mesma.

COLASANTI. Marina. Crônicas para jovens. Editora Rocco - Rio de Janeiro, 2012.

A construção do texto de Marina Colasanti segue um movimento progressivo em que


pequenas mudanças de comportamento geram transformações mais amplas. Esse efeito é
construído, principalmente, pelo uso:

a) Da reprodução e do paralelismo sintático, que reforçam a ideia de adaptação contínua


e inconsciente. X
b) De metáforas e hipérboles, que intensificam a dramaticidade do relato.
c) De períodos curtos e diretos, que tornam a crítica mais objetiva e racional.
d) Do uso predominante de frases exclamativas e interrogações retóricas, que
evidenciam um tom de indignação constante ao longo do texto.
e) De descrições detalhadas e grandiosas que exaltam o cenário da vida cotidiana.

98. Atentando para progressão temática, leia o texto a seguir e analise, como verdadeiras (V)
ou falsas (F), as afirmativas a seu respeito.

No zoológico, podemos encontrar uma variedade de animais fascinantes. Entre os mamíferos,


temos leões, tigres e ursos. O leão é um tipo de felino, assim como o tigre. Ambos são
carnívoros e têm características físicas impressionantes, como garras afiadas e dentes fortes. O
urso, por sua vez, é um mamífero, mas pertence a uma família diferente. Ele é omnívoro e
possui um olfato apurado.

I. Neste texto, a hiponímia e a hiperonímia são utilizadas para estabelecer relações


semânticas entre os termos e garantir a coesão textual;
II. A palavra “animais” é um hipônimo de “mamíferos”, “felinos”, “carnívoros” e
“omnívoros” que são tipos específicos de animais;
III. As palavras “leão”, “tigre” e “urso” são hiperônimos de “felino” e “mamífero”;
IV. Esses conceitos contribuem para a progressão temática do texto porque estabelecem
conexões lógicas e semânticas entre as palavras e ideias apresentadas.
Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é:

a) F, V, F, V;
b) F, V, V, F;
c) V, F, F, V; x
d) F, F, F, F;
e) V, V, V, V.
99.

Na tirinha acima, o vendedor utilizou um fenômeno linguístico para confundir o cliente o qual
entendeu que o caderno possuía, como quantidade, cem folhas. Tal fenômeno reside no uso
da:

a) sinonímia;
b) polissemia;
c) ambiguidade;
d) antonímia;
e) paronímia. X

100. Na frase “A lua, os poetas sempre cantam esse tema” (Pestana, 2013), tem-se a presença
da seguinte figura de linguagem:

a) pleonasmo;
b) hipérbole;
c) eufemismo;
d) anacoluto; x
e) catacrese.

101. Analise as assertivas com (V) verdadeiro ou (F) falso:

(__)Enunciação refere-se à atividade social e interacional por meio da qual a língua é colocada
em funcionamento por um enunciador (aquele que fala ou escreve, que emite a mensagem,
locutor, remetente, destinador), tendo em vista um enunciatário (aquele para quem se fala ou
se escreve, receptor, interlocutor, destinatário da mensagem). O produto da enunciação é
chamado enunciado.

(__)A coesão está mais diretamente ligada a elementos que ajudam a estabelecer uma ligação
entre palavras e frases que unem as diferentes partes de um texto. A coerência, por sua vez,
estabelece uma ligação lógica entre as ideias, de forma que umas complementem as outras e,
juntas, garantam que o texto tenho sentido. A frase: "Eu frequento a Igreja todos os dias da
semana, exceto às sextas-feiras e aos sábados". - enuncia uma mensagem coesa e incoerente.
(__)A frase: "Deixe de comer tanto. Procure o que fazer imediatamente! Não abra a geladeira!
Vista logo seu pijama. Pare de teimosia e obedeça aos mais velhos. Escove os dentes e vá logo
para a escola". - enuncia mensagem coerente e coesa.

(__)A frase: "Eu governo com muita transparência porque meu governo é democrático" -
temos exemplo de homônimo perfeito, além de parônimo.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de
cima para baixo:

a) V, V, V, V.
b) V, V, F, V.
c) V, V, F, F. x
d) F, V, F, V.
e) F,F,F,F

102. (autoral) Em aula, um aluno diz: “Prof, tipo assim, eu não entendi.” O segmento “tipo
assim” funciona sobretudo como:

a) pronome relativo.
b) marcador conversacional/discursivo. X
c) conjunção adversativa.
d) advérbio de tempo.
e) complemento nominal.

103. Autoral - Num texto argumentativo: “Até o professor mais experiente reconhece que
precisa planejar.” O uso de “até” tende a produzir o efeito de:

a) neutralizar a argumentação por ambiguidade.


b) criar pressuposto de que alguns não precisam planejar.
c) reforçar o argumento por escala (caso extremo). x
d) eliminar implícitos e tornar a frase puramente informativa.
e) indicar ironia obrigatória.

 Concepções de Linguagem e consequências pedagógicas:


Linguagem como expressão do pensamento; Linguagem
como instrumento de comunicação; Linguagem como
interação social.
104. (FURB - 2023) A concepção de linguagem como expressão do pensamento vê a língua
como criação individual, materializada nos atos da fala; além disso, essa teoria se reflete nas
práticas pedagógicas tradicionais do ensino de língua que têm como objetivo a correção formal
da linguagem. A concepção de linguagem como instrumento de comunicação analisa a língua
como um sistema de formas linguísticas que deve mostrar o funcionamento desta, por mais
que haja variedades; estas, conforme essa concepção, não modificam a estrutura da língua.

(Disponível em: [Link]


Qual é a característica principal da concepção de linguagem como expressão do pensamento?

a) Essa concepção enfatiza que a língua é vista como uma criação individual,
materializada nos atos da fala, priorizando a expressão pessoal e a subjetividade. x
b) O objetivo principal da concepção de linguagem como expressão do pensamento é a
correção formal da linguagem, com ênfase na eliminação de erros gramaticais.
c) Nessa abordagem, a fala e a enunciação são consideradas aspectos secundários, uma
vez que o foco principal está na estrutura formal da língua.
d) Essa concepção valoriza a língua como um sistema de formas linguísticas que não se
modificam, enfocando a estabilidade e a padronização da linguagem.
e) Segundo essa visão, a língua é analisada como um instrumento de comunicação,
desconsiderando a influência das variedades linguísticas na estrutura da língua.

105. (Unesc - 2024) As concepções de linguagem são diferentes formas de entender e


explicar como a linguagem funciona e qual o seu papel na comunicação humana.

Entre as concepções de linguagem, a ideia de linguagem como expressão do pensamento


considera:

I. O "psiquismo individual" a fonte constituidora da língua, de modo a restringir-se apenas


em explicar o fato linguístico resultante de um ato de criação individual.
II. Considera uma gramática universal com base em fatores fonéticos, gramaticais e
lexicais, os quais permanecem imutáveis para todos os enunciados, ou seja, um sistema
estável e acabado.
III. Considera os sujeitos, uma vez que eles "são vistos como atores/construtores sociais,
sujeitos ativos" (Koch; Elias, 2006, p. 10), ou seja, essa concepção situa a linguagem como
um espaço de interação humana.

Estão corretas:

a) I, II e III.
b) Apenas I. x
c) Apenas I e II.
d) Apenas II.
e) Apenas II e III.

106. (ACESS - MG - 2026) A concepção de linguagem como expressão do pensamento


compreende a língua como instrumento por meio do qual o sujeito traduz ideias previamente
organizadas na mente, priorizando a dimensão interna do pensamento e sua exteriorização
verbal (CUNHA; CINTRA, 2017. adaptado.)
De acordo com esse enfoque, assinale a alternativa correta.

a) A linguagem, nesse enfoque, funciona como sistema autônomo de signos, cuja


estrutura interna se organiza independentemente do sujeito e das condições históricas
de uso.
b) A linguagem, sob essa concepção, é vista prioritariamente como prática social
interativa, em que os sentidos se constroem no diálogo entre os sujeitos e nas
situações concretas de uso.
c) A linguagem, segundo essa concepção, resulta do embate entre forças ideológicas e
sociais, sendo os sentidos produzidos nas relações de poder e nas práticas discursivas.
d) A linguagem, nessa concepção, é entendida como meio de exteriorização de ideias
estruturadas no pensamento, enfatizando o caráter individual do ato linguístico, e
atribui ao sujeito a centralidade na produção do sentido. X

107. (FURB - SC - 2023) A respeito das concepções de linguagem amplamente apresentadas na


literatura de ensino de língua portuguesa, associe a segunda coluna de acordo com a primeira,
que relaciona concepções de linguagem à sua respectiva explicação:

(1)Linguagem como interação


(2)Linguagem como expressão do pensamento
(3)Linguagem como comunicação

(__)Esta concepção vê a língua como código (conjunto de signos que se combinam segundo
regras) capaz de transmitir ao receptador uma certa mensagem. Em livros didáticos, esta é a
concepção confessada nas instruções ao professor, nas introduções, nos títulos, embora em
geral seja abandonada nos exercícios gramaticais (Geraldi, 1984).
(__)Mais do que possibilitar uma transmissão de informações de um emissor a um receptor, a
linguagem é vista como um lugar de constituição humana: por meio dela o sujeito que fala
pratica ações que não conseguiria praticar a não ser falando; com ela o falante age sobre o
ouvinte, constituindo compromissos e vínculos que não preexistiam antes da fala (Geraldi,
1984).
(__)Esta concepção ilumina, basicamente, os estudos tradicionais. Se concebemos a linguagem
como tal, somos levados a afirmações − correntes − de que as pessoas que não conseguem se
expressar não pensam (Geraldi, 1984).

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:

a) 2−3−1
b) 2−1−3
c) 1−2−3
d) 3−2−1
e) 3−1−2X

108. (FUNCERN - RN - 2018) no trecho a seguir, as concepções de linguagem foram


apresentadas com base nos estudos do autor referenciado.

Cada momento social e histórico demanda uma percepção de língua, de mundo, de sujeito,
demonstrando o caráter dinâmico da linguagem no meio social em que atua. Para Geraldi
(1984), um dos estudiosos dos pressupostos bakhtinianos no Brasil, a linguagem pode ser
concebida sob três concepções: linguagem como expressão do pensamento, linguagem como
instrumento de comunicação e linguagem como forma de interação. Tais concepções são
apresentadas no contexto educacional e, a partir de estudos, tiveram suas características
ampliadas à realidade brasileira de ensino de línguas.
FUZA, Ângela Francine; MENEGASSI, Renilson José; OHUSCHI, Márcia Cristina Greco. Concepções de linguagem e o
ensino da leitura em língua materna. In: Linguagem & Ensino, Pelotas, v.14, n.2, p. 479-501, jul./dez. 2011.

Assinale a opção cuja situação exemplificada corresponda à concepção indicada nos


parênteses.

a) O professor expõe o conteúdo, e, em seguida, solicita a resolução de exercícios


estruturais que focalizam a internalização de modelos linguísticos socialmente
privilegiados. (Concepção de linguagem como instrumento de interação).
b) O professor explica um determinado recurso linguístico em cenas enunciativas
distintas e, em seguida, discute com os alunos os efeitos de sentidos produzidos em
cada uma das situações enunciativas. (Concepção de linguagem como instrumento de
comunicação). X
c) O professor explica o conteúdo e, em seguida, propõe atividades que exijam do aluno
a capacidade de definir conceitos, classificar e identificar categorias sob uma ótica
prescritiva e normativa. (Concepção de linguagem como expressão do pensamento).
d) O professor expõe um determinado assunto, privilegiando um modelo linguístico em
detrimento de outras possibilidades com a intenção de que os alunos internalizem tal
modelo. (Concepção de linguagem como forma de interação).

109. (FEPESE - SC - 2019) Considerando as diversas concepções de linguagem, assinale a


alternativa correta.

a) Na Concepção da Linguagem como Forma de Interação, a linguagem é lugar de


convívio. Através dela o sujeito que fala pratica ações que não conseguiria praticar a
não ser falando. Há um aprendizado mais ativo por parte dos alunos. X
b) Na Concepção da Linguagem como Instrumento de Comunicação, fica evidente uma
ênfase ao ensino da gramática normativa, norteando o aprendizado dos alunos como
“certo e errado”. Foco na exteriorização do pensamento.
c) Na Concepção da Linguagem como Forma de Interação, a língua é vista como um
código que transmite uma mensagem e toma forma fora do pensamento.
d) Na Concepção da Linguagem como Forma de Expressão do Pensamento, a língua é
compreendida como homogênea e estática. O professor deve trabalhar a leitura,
interpretação e produção de textos variados, enfatizando as variedades da língua.
e) Na Concepção da Linguagem com Instrumento de Comunicação, a língua é vista como
um código que transmite uma mensagem e toma forma fora de nosso pensamento. As
formas gramaticais pré-estabelecidas são enfatizadas, configurando o ensino como
prescritivo.

 Tipos de Gramática e Ensino de Língua; Gramática


normativa; Gramática descritiva; Gramática reflexiva;
Gramática do uso.
110. (CESP/SESI - SP - 2008) Travaglia sugere que há quatro formas de focalizar os conteúdos
de gramática no ensino de língua: a gramática de uso, a gramática reflexiva, a gramática
teórica e a gramática normativa. A respeito dessa proposta de Travaglia, assinale a opção
correta.

a) Por meio de atividades que envolvam a gramática de uso, é possível trabalhar os


recursos da língua de forma inconsciente e implícita, visando à internalização das
construções lingüísticas. x
b) Os exercícios de gramática reflexiva não devem ser utilizados para trabalhar as
variedades do português, porque exigem do aluno o domínio inconsciente da língua.
c) O trabalho com a gramática normativa deve levar em conta que as análises dos fatos
lingüísticos encontradas nos manuais não são passíveis de alteração.
d) Ao trabalhar determinado conteúdo, o professor deve escolher apenas uma das quatro
formas propostas, para não confundir os alunos.

111. (CETREDE - 2026) Um professor discute com a turma a diferença entre gramática
normativa, gramática descritiva e gramática internalizada. A explicação CORRETA sobre o
assunto está na opção

a) A gramática normativa registra todos os usos, e a descritiva seleciona, a partir deles, o


que deve ser considerado correto.
b) A gramática normativa fixa usos valorizados, a descritiva registra práticas de grupos e a
internalizada orienta escolhas espontâneas em situações concretas. X
c) A gramática internalizada coincide com regras de livros, que antecedem qualquer
experiência de fala.
d) A gramática descritiva limita-se a fatos antigos da língua, sem atenção a usos atuais.
e) A gramática normativa corresponde à gramática gerativa, que descreve estruturas
profundas do idioma.

112. ( EDUCA - Prefeitura de Pedras de Fogo - 2025) As concepções de gramática influenciam


diretamente o ensino de Língua Portuguesa e a prática docente. As três principais abordagens
sobre gramática são: a normativa ou prescritiva, a descritiva e a internalizada.

Com base nesses conceitos, assinale a alternativa CORRETA:

a) A gramática normativa deve ser a única referência para o ensino da Língua Portuguesa,
pois é a única que garante o uso adequado da língua em qualquer situação de
comunicação.
b) A gramática descritiva estabelece regras rígidas para o uso da língua, baseando-se em
uma visão idealizada de como os falantes devem se comportar linguisticamente em
todas as situações.
c) A gramática internalizada corresponde ao conjunto de regras explícitas que os falantes
aprendem na escola e utilizam para adequar sua fala às normas da gramática
tradicional.
d) A língua portuguesa não suporta variação linguística, pois segue um conjunto fixo e
imutável de regras, independentemente do contexto sociocultural dos falantes.
e) Uma gramática descritiva busca analisar e explicar as características linguísticas
observando como a língua é utilizada pelos falantes, sem impor julgamentos de valor
sobre o que é certo ou errado. X

113. (Autoral) A gramática reflexiva deve ser definida ou caracterizada como:


a) Uma metodologia de ensino de gramática que enfatiza aulas centradas na
apresentação ou exposição de regras gramaticais.
b) Conceito e metodologia de gramática que se caracterizam pela reflexão teórica sobre a
gramática, com ênfase em definições e memorização de regras.
c) Uma forma de ensinar gramática que leva o aluno a intuir os fatos ou regras
gramaticais a partir de atividades dirigidas e do uso da língua em textos e em situações
de comunicação. x
d) Um conjunto de regras e normas gramaticais da língua padrão, sem vinculação com o
texto escrito.
e) Uma gramática relacionada com a internalização de regularidades da língua durante o
processo de aquisição da linguagem na infância, antes mesmo da escolaridade ou do
letramento.

 Unidade e Variedade na Língua; Variabilidade Linguística; as


várias normas e a variedade padrão.; Modalidades: falada e
escrita; A (in)formalidade na fala e na escrita; Presença da
oralidade e da escrita na sociedade; oralidade versus
letramento; sistematização da modalidade escrita.
114.

TEXTO II
A Variação linguística é uma expressão empregada para denominar como os indivíduos que
compartilham a mesma língua têm diferentes formas de utilizá-la. Essa diversidade de escrita e
fala decorre de fatores geográficos, socioculturais, temporais e contextuais, e pode ser
justificada pelo funcionamento cerebral dos usuários do idioma bem como pelas interações
entre eles. A importância das variações reside no fato de que elas são elementos históricos,
formadores de identidades e capazes de manter estruturas de poder."

Fonte: [Link]

A respeito da relação entre variação linguística e ensino de língua materna, analise as


afirmativas abaixo:

I. O ensino de variação linguística deve priorizar a norma padrão, já que é a única forma
válida de comunicação formal.
II. A variação linguística é importante para compreender as diferenças socioculturais e
deve ser abordada em sala de aula para promover uma visão crítica da língua.
III. Trabalhar a variação linguística ajuda os alunos a reconhecer os diferentes registros de
fala e a adaptá-los ao contexto comunicativo, sem desprezar a norma padrão.

Marque a alternativa correta:

a) Apenas a afirmativa I está correta.


b) Apenas as afirmativas Il e IIl estão corretas. x
c) Todas as afirmativas estão corretas.
d) Nenhuma das afirmativas está correta.

115. (Avança SP - Prefeitura do Município de Araçariguama - 2025) Em relação à variação


linguística e à prática pedagógica, de acordo com Marcos Bagno, Imguistas e educadores sem
formação sociológica adequada acabam produzindo análises equivocadas. Assinale a
alternativa que apresenta um desses equívocos:

a) Empregar as expressões norma-padrão e norma culta diferentemente,


entendendo que não são sinônimos.
b) Usar criticamente o adjetivo “culto”, discutindo sobre a forte conotação ideológica
e o preconceito social que ele carrega.
c) Ter a ideia de que existe uma “variedade padrão” ou um “dialeto padrão”. x
d) Entender que a norma-padrão não faz parte do espectro continuo de variedades
linguísticas reais.
e) Não equiparar a língua falada à informalidade e a língua escrita à formalidade, já
que existem usos falados formais e usos escritos informais.

116. (FACET - 2025) No português brasileiro, a forma “a gente” funciona como pronome de
primeira pessoa plural em registros orais e também em gêneros escritos informais. Tal
fenômeno é relevante para análise da variação linguística. Considerando a reflexão gramatical
e sociolinguística, qual alternativa expressa abordagem pedagógica mais rigorosa?

a) O ensino deve priorizar a substituição de “a gente” por “nós”, tratando a forma


popular como inadequada em qualquer registro.
b) A análise deve problematizar legitimidade e adequação, reconhecendo “a gente” como
forma válida em contextos orais e situados. x
c) O uso de “a gente” deve ser eliminado sistematicamente, por não corresponder ao
padrão culto registrado nas gramáticas normativas.
d) O uso de “a gente” deve ser interpretado como sinal de ignorância, corrigido pela
norma para garantir prestígio social.
e) O trabalho pedagógico deve restringir-se à prescrição normativa, ignorando a
diversidade efetiva dos usos linguísticos cotidianos.

117. (FGV - 2024) A organização estrutural de uma língua não está rigorosamente associada
com homogeneidade; pelo contrário, a variação é presente em todas as línguas naturais.

Sendo assim, é incorreto afirmar que:

a) A variação é um fenômeno recorrente, sistemático, motivado pelas próprias regras do


sistema linguístico.
b) Todas as línguas e dialetos são igualmente complexos e eficientes para o exercício de
todas as funções a que se destinam.
c) Algumas línguas ou variações dialetais impõem limitações cognitivas tanto na
percepção quanto na produção de enunciados. X
d) O fenômeno de variação e, ao mesmo tempo, de persistência de formas do passado na
língua mostra que nenhuma é imutável.
118.

(UFSC-2019) De acordo com o texto 3 e com a norma padrão escrita, é correto afirmar que:

a) um dos falantes não frequentou a escola.


b) o diálogo entre amigos é uma oportunidade para aprender regras da norma padrão.
c) a forma de dizer é mais importante do que o conteúdo.
d) não é possível um diálogo entre pessoas que usam diferentes variantes linguísticas.
e) a preocupação excessiva com a forma gerou truncamento na comunicação. X
119. (FUNPAR NC/UFPR - IFPR - 2023)Com base no tema variação linguística, assinale a
alternativa correta.

a) Na sociedade brasileira existem duas normas linguísticas: a padrão e a culta.B


b) Norma é a junção de um conjunto de formas linguísticas, bem como um agregado de
valores socioculturais. x
c) A norma padrão é aquela que envolve certo grau de formalidade e é legitimada por
grupos que controlam o poder social.
d) A norma culta busca uma estabilização linguística para facilitar a comunicação entre os
falantes da língua.
e) Por ser imposta aos falantes da língua, a norma padrão não sofre alterações.

120. (UPENET/IAUPE - 2022) Nas relações entre fala e escrita, oralidade e letramento,
percebemos diferenças e semelhanças necessárias ao conhecimento do professor de língua
portuguesa, uma vez que faz parte do dia a dia da sala de aula e necessariamente devem ser
objeto de ensino, como nos esclarece Dionísio e Marcuschi.
(MARCUSCHI, L. A.; DIONÍSIO, A. P. Princípios gerais para o tratamento das relações entre fala e escrita.
In: MARCUSCHI, L. A.; DIONÍSIO, A. P. (orgs.). Fala e Escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 2007).

Analise as afirmações abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.

( ) As relações entre oralidade e escrita se dão num contínuo ou gradação perpassada pelos
gêneros textuais, e não na observação dicotômica de características individualizadas.

( ) É possível detectar certos fenômenos formais diferenciais entre a oralidade e a escrita que
sejam exclusivos da escrita ou da fala, numa visão dicotômica.

( ) Tanto a fala como a escrita variam socialmente de maneira relativamente considerável.

( ) O tempo de produção e recepção, na fala, é concomitante e, na escrita, é defasado. Apesar


das novas tecnologias digitais de informação e comunicação, ainda se percebe essa diferença.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

a) V, V, V, V
b) V, F, V, V x
c) F, V, V, F
d) V, F, V. F
e) F, F, V, V
121.

(IBADE -2019 - AC) Sobre a linguagem verbal da tirinha, pode-se afirmar que o autor opta por:

a) usar uma linguagem coloquial, que aproxima a fala dos animais àquela praticada pelos
leitores informalmente no dia-a-dia. x
b) usar uma linguagem coloquial, pois trata-se de um texto escrito que deve observar as
normas da Língua Portuguesa.
c) usar uma linguagem culta, uma vez que tirinhas, de uma maneira geral, são lidas por
crianças em fase de letramento.
d) usar uma linguagem culta, por se tratar de um diálogo mais formal entre os bichos de
estimação.
e) usar uma linguagem coloquial, pois as tirinhas, obrigatoriamente, fazem uso desse tipo
de linguagem.

122. (UPENET/IAUPE - 2023)

“Como mostram vários estudos, a oralidade e letramento são atividades interativas e


complementares no contexto das práticas sociais e culturais e por isso não devem ser tratadas
de maneira estanque e dicotômica. Tal como pontua Marcuschi (2013), trata-se de uma
relação em que as diferenças existentes se dão dentro de um contínuo tipológico das práticas
sociais de produção textual, e não na relação dicotômica de dois polos opostos. Por essa razão,
essas duas modalidades da língua devem ser trabalhadas de maneira integrada em sala de
aula. Por exemplo, o professor pode mostrar que a carta pessoal se aproxima muito da
conversação espontânea, pois, mediante as trocas de correspondência, os papéis de
remetente e destinatário vão-se encadeando alternadamente num movimento que se
assemelha aos grandes turnos de uma interação. Além dos movimentos de idas e vindas,
vários são os índices que evidenciam o caráter dialogal da interação epistolar na superfície
textual. [...]”
CAVALCANTE, M. C. B.; MELO, C. T. V. Oralidade no ensino médio: em busca de uma prática. In: In: BUZEN, Clécio;
MENDONÇA, Márcia (orgs.). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola, 2006, p.
193.

A relação entre oralidade e letramento é evidente nos estudos da linguagem e deve ser um
conteúdo a ser trabalhado em sala de aula. Marcuschi propõe o conceito de
RETEXTUALIZAÇÃO como uma atividade comum das práticas de linguagem, com quatro
processos: da fala para a escrita, da fala para a fala, da escrita para a fala, e da escrita para a
escrita.

Assinale a alternativa que apresenta o conceito mais assertivo para retextualização.

a) É a capacidade de transformar um texto, de um processo de caos para uma


formulação mais elaborada, eliminando erros e projetando melhorias para a finalidade
da produção.
b) Trata-se de uma operação complexa que interfere no código utilizado para a interação,
quanto no sentido pretendido, evidenciando uma série de processos de adaptação. X
c) É um processo natural e simples de passagem da fala para escrita, vice-versa, ou
adaptações para passar de um gênero textual para outro. Como processo natural,
todos fazem corriqueiramente.
d) É um movimento de adaptação de um texto para outro, na maioria das vezes de uma
modalidade para outra, da fala para escrita ou vice-versa. De um gênero textual para
outro, sem preocupações mais formais.
e) É um processo complexo de adaptação, em que o código e o sentido são reproduzidos
no novo gênero textual, preservando as intenções e as formatações. Esse processo é
natural nas construções do dia a dia.

123. (AVANÇA-SP-2025) A retextualização não é um processo mecânico, mas envolve


operações complexas que evidenciam aspectos da relação entre oralidade e escrita. Assinale a
alternativa correta a respeito dos aspectos envolvidos nos processos de retextualização:

a) Os aspectos linguísticos-textuais-discursivos são a idealização e a compreensão


apenas.
b) A reformulação não é um elemento envolvido no processo de retextualização.
c) Na transferência da oralidade para a escrita, não se pode realizar nenhum tipo de
adaptação quando se trata de retextualização.
d) O aspecto cognitivo conduz a processos relativos à compreensão de um modo geral e
levam às mudanças mais complexas. X
e) O único processo cognitivo envolvido na retextualização é a substituição

124. (FFGV - SEEC- RN - 2025) Assinale a frase abaixo em que a linguagem mostra sinais de
oralidade.
a) Otimista é a pessoa que espera no carro com o motor ligado enquanto outra pessoa
faz compras.
b) Qualquer caminho conduz ao fim do mundo.
c) De onde menos se espera é que não sai nada mesmo. X
d) Quem está embaixo não pode cair mais fundo.
e) Minha atitude é a de que nada é impossível... Só demora mais um pouco.

125. (FFGV - SEEC- RN - 2025) Assinale a frase abaixo em que a linguagem mostra sinais de
oralidade.

a) Otimista é a pessoa que espera no carro com o motor ligado enquanto outra pessoa
faz compras.
b) Qualquer caminho conduz ao fim do mundo.
c) De onde menos se espera é que não sai nada mesmo. X
d) Quem está embaixo não pode cair mais fundo.
e) Minha atitude é a de que nada é impossível... Só demora mais um pouco.

126. (HL Processos Seletivos e Concursos - Prefeitura de Ituiutaba - 2024) texto: A atividade de
produção textual escrita.

Quantas vezes, você chegou à escola e se deparou com a situação nada inusitada de ter de
produzir um texto a partir de uma consigna escrita no quadro que dizia mais ou menos assim:
“Escreva um texto dissertativo sobre…” ou “Escreva um texto narrativo sobre…”? E, diante
daquela frase paralisante, teve de acionar o submundo da memória para produzir um texto
sem sequer discutir as condições de produção ou mesmo sem pensar em um provável público
leitor. Ops! Isso não é verdade, pois o público certeiro era a/o docente que certamente
avaliaria se havia erros ortográficos, problemas de concordância e de regência, repetição de
palavras entre outros.

Quantas e quantas vezes recebeu aquele texto de volta um mês depois totalmente riscado,
cheio de sinais ilegíveis e, com vergonha da turma, dobrou a folha disfarçadamente e a
colocou dentro de um livro de onde jamais a retirou? Infelizmente, essa continua sendo a
realidade em muitas escolas brasileiras. A produção de textos orais e escritos em boa parte do
tempo é atividade improvisada que desconsidera as condições de produção, de circulação e de
recepção de textos.

Irandé, em seu texto “Aula de português: encontro e interação”, afirma que “o que é escrito
sem esforço é geralmente lido sem prazer”.

A partir disso, reforçamos a necessidade de direcionar as atividades de produção escrita para


uma prática sistematizada que leve em conta o planejamento, a textualização (a escrita
propriamente dita) e a reescrita.
O texto acima discute as atividades de produção de textos escritos na escola com uma visão
pragmática desse processo, partindo de supostas atividades propostas em sala e possíveis
dificuldades encontradas pelo aluno na produção de seus textos.

A respeito da relação entre textos escritos e textos orais, no contexto de ensino da produção
de textos, assinale a alternativa correta.

a) As modalidades escrita e falada do idioma são sistemas independentes de organização


linguística e produção de sentido, por conseguinte o ensino de produção textual na
escola deve focar na modalidade escrita, uma vez que textos orais são mais facilmente
produzidos pelo estudante, que domina esta modalidade nas interações sócias
cotidianas.
b) Apesar de uma relativa independência entre as modalidades escrita e falada do
idioma, ambas exigem que o autor considere as condições de produção, o contexto de
circulação e a existência de um público-alvo do texto. X
c) Uma diferença na produção de textos escritos e de textos orais encontra-se na relação
do autor com seu interlocutor, uma vez que na oralidade o ouvinte está presente e é
bem definido pelo contexto de enunciação, ao passo que, na produção escrita, não se
pode supor um interlocutor dada a ampla circulação desse tipo de texto.
d) A prática da escrita na escola deve aproximar-se da produção oral com a finalidade de
transformar a produção de textos escritos em uma atividade descontraída e prazerosa
para o estudante.

127. (FURB - 2024) À luz da concepção sociocognitiva e interacional da linguagem, são


características próprias da linguagem falada:

I. Ser relativamente não-planejável de antemão, o que decorre de sua natureza altamente


interacional.
II. Apresentar-se no em se fazendo, isto é, em sua própria gênese, em que o planejamento
textual e a verbalização ocorrem simultaneamente.
III. Apresentar uma sintaxe característica, sem, contudo, deixar de ter como pano de fundo
a sintaxe geral da língua.
IV.O fluxo discursivo que apresenta descontinuidades frequentes, determinadas por uma
série de fatores de ordem cognitivo-interacional, as quais têm, portanto, justificativas
pragmáticas de relevância.
V.A fala é processo, portanto, é dinâmica; enquanto a escrita é resultado de um processo,
logo, estática.

É correto o que se afirma em:

a) II, III e V, apenas.


b) I, II, III, IV e V. x
c) I, apenas.
d) I e IV, apenas.
e) II, III, IV e V, apenas.
128. (FUNCERN - 2019) A questão refere-se ao texto a seguir.

Vatapá
Quem quiser vatapá, ô
Que procure fazer
Primeiro o fubá, depois o dendê
Procure uma nega baiana, ô
Que saiba mexer
Que saiba mexer, que saiba mexer
Procure uma nega baiana, ô
Que saiba mexer
Que saiba mexer, que saiba mexer
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
Amendoim, camarão, rala um coco
Na hora de machucar
Sal com gengibre e cebola, ô iaiá
Na hora de temperar
Não para de mexer, ô
Que é pra não embolar
Panela no fogo, não deixa queimar
Com qualquer dez mil réis e uma nega, ô
Se faz um vatapá, se faz um vatapá
E que bom vatapá
Com qualquer dez mil réis e uma nega, ô
Se faz um vatapá, se faz um vatapá
E que bom vatapá
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais

(Disponível em:<[Link]/dorival-caymm>. Acesso em: 20 abr. 2019.)

Considerando as condições de produção do texto, a intenção comunicativa prioritária é

a) ensinar a preparar tão somente uma iguaria da culinária baiana de maneira lúdica.
b) descrever, de forma maliciosa, os ingredientes e o modo de preparo do vatapá.
c) apresentar a variante linguística típica do universo gastronômico da Bahia.
d) exaltar a influência africana tanto na culinária quanto no comportamento dos
brasileiros. X

129. (CPCON UEPB -2024) Sobre o texto e suas condições de leitura, produção e recepção,
analise as assertivas.
I- De forma geral, as condições às quais o produtor de textos precisa atender estão
relacionadas aos seguintes aspectos: conteúdo temático, interlocutor visado objetivo a ser
atingido, gênero textual, suporte e o tom a ser dispensado ao texto. Mesmo assim, é preciso
destacar que estas condições não são rígidas, pois elas costumam variar bastante nos
contextos de produção.
II- As condições de produção compõem o contexto interlocutivo e são acionadas pelos sujeitos,
de forma consciente ou inconsciente, no decorrer do processo de elaboração do texto oral ou
escrito.
III- O texto é a materialização de uma mensagem, isto é, um fato do discurso: uma passagem
falada, escrita ou representada de forma não-verbal que forma um todo significativo,
independentemente da sua extensão.
IV- Um texto só se constitui por múltiplos atos de fala, escrita ou representação não-verbal.

De acordo com as características apresentadas, é CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas

a) I, II e IV.
b) I e II.
c) II e III.
d) I e IV.
e) I, II e III. X

130. (UFMT -2014)

Sobre as condições de produção dessa tira, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para
as falsas.

( ) O nível de linguagem utilizado pelos personagens está de acordo com a informalidade da


situação.
( ) Nessa tira, o autor tem como intencionalidade principal provocar humor.
( ) O uso de expressões da oralidade está inadequado ao contexto situacional.
( ) As falas dos personagens estão organizadas de acordo com a norma culta da língua.
Assinale a sequência correta.

a) V, F, F, V
b) F, V, V, V
c) V, V, F, F X
d) V, F, V, F

131. (FURB - 2024 ) Leia o excerto que segue, extraído do "Glossário Ceale", produzido pela
Faculdade de Educação da UFMG:

"...são as características básicas do contexto interlocutivo acionadas pelos sujeitos, de forma


consciente ou inconsciente, no decorrer do processo de elaboração do texto oral ou escrito.
De forma geral, essas demandas às quais o produtor de textos precisa atender situam-se num
determinado tempo, espaço e cultura, e estão, em primeira instância, relacionadas aos
seguintes aspectos: conteúdo temático (assunto tratado no texto), interlocutor visado (sujeito
a quem o texto se dirige e que pode ser conhecido ou presumido), objetivo a ser atingido
(propósito que motiva a produção), gênero textual próprio da situação de comunicação (regras
de jogo, conto, parlenda, debate, publicidade, tirinha etc.), suporte em que o texto vai ser
veiculado (jornal mural, jornal da escola, rádio comunitária, revista em quadrinhos, panfleto
etc.) e, até mesmo, ao tom a ser dispensado ao texto (formal, informal, engraçado, irônico,
carinhoso etc.). É preciso destacar que essas características não são rígidas. Ao contrário, elas
costumam variar bastante nos contextos de produção."
(Disponível em: [Link] oducao-do-texto. Acesso
em 10 nov. 2024. Adaptado.)

Pensando no contexto de produção de textos, o excerto anterior trata-se do conceito de:

a) Situações de comunicação.
b) Suportes de escrita.
c) Esferas de atividade humana.
d) Condições de produção. X
e) Gêneros discursivos.
132. (UESPI-2024)

Disponível em: [Link]


xenofobia. Acesso em: 22 set. 2022.

Em convergência com suas condições de produção e circulação, o post do Senado Federal tem
caráter

a) punitivo.
b) preventivo. X
c) dogmático.
d) publicitário.
e) programático.

133. (CESGRANRIO - 2023) Leia o texto:

À moda brasileira
1. Estou me vendo debaixo de uma árvore, lendo a pequena história da literatura brasileira.
2. Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei quase num susto depois que li os
primeiros versos do soneto à língua portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um
tempo, esplendor e sepultura.
3. Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de Lácio eu não sabia onde ficava, mas de
sepultura eu entendia bem, disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se
escrevia (e já escrevia) pequenos contos nessa língua, quer dizer que era a sepultura que
esperava por esses meus escritos?
4. Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sondagens antes de chegar até onde
queria, os tais rodeios que ele ia ouvindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha,
fumava nessa época esses cigarros. Comecei por perguntar se minha mãe e ele não tinham
viajado para o exterior.
5. Meu pai fixou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Brasil, meus avós é que tinham feito
aquelas longas viagens de navio, Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó,
Pedrina Perucchi, era italiana, ele acrescentou. Mas por que essa curiosidade?
6. Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, é que seria tão bom se ambos
tivessem nascido lá longe e assim eu estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – fiquei
repetindo e abri o livro que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta escreveu com todas as letras,
nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a gente fizer vai para debaixo da terra,
desaparece!
7. Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pegou os óculos. O soneto é muito
bonito, disse me encarando com severidade. Feio é isso, filha, isso de querer renegar a própria
língua. Se você chegar a escrever bem, não precisa ser em italiano ou espanhol ou alemão,
você ficará na nossa língua mesmo, está me compreendendo? E as traduções? Renegar a
língua é renegar o país, guarde isso nessa cabecinha. E depois (ele voltou a abrir o livro), olha
que beleza o que o poeta escreveu em seguida, Amo-te assim, desconhecida e obscura, veja
que confissão de amor ele fez à nossa língua! Tem mais, ele precisava da rima para sepultura e
calhou tão bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou-se. Deu alguns
passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varanda: Já fez a sua lição de casa?
8. Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai queria mudar de assunto ele mudava de lugar:
saía da poltrona e ia para a cadeira de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou
simplesmente começava a andar. Era o sinal, Não quero falar nisso, chega. Então a gente
falava noutra coisa ou ficava quieta.
9. Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno hotel em Jacareí que ele tinha
morrido, fiquei pensando nisso, ah! se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse
mudado de lugar. Mudar depressa de lugar e de assunto. Depressa, pai, saia da cama e fique
na cadeira ou vá pra rua e feche a porta!
TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111.
Fragmento adaptado.

A palavra que funciona como um mecanismo de coesão textual, retomando um antecedente,


em:

a) “parei quase num susto depois que li os primeiros versos”. (parágrafo 2)


b) “Não esquecer que a minha avó, Pedrina Perucchi, era italiana”. (parágrafo 5)
c) “ficou olhando a borboleta que entrou na varanda” (parágrafo 7) x
d) “Sempre que meu pai queria mudar de assunto ele mudava de lugar”. (parágrafo 8)
e) “quando me avisaram lá do pequeno hotel em Jacareí que ele tinha morrido”.
(parágrafo 9)
134. (IDECAN - 2019) Leia os textos abaixo para responder à questão.

TEXTO I
EPÍLOGO

Vocês, melhor aprenderem a ver, em vez de apenas

Arregalar os olhos, e a agir, em vez de somente falar.

Uma coisa dessas quase chegou a governar o mundo!

Os povos conseguiram dominá-la, mas ainda

É muito cedo para sair cantando vitória:

O ventre que gerou a coisa imunda continua fértil!

(Bertolt Brecht)

TEXTO II
Esse texto é o epílogo, muito célebre, da peça teatral A resistível ascensão de Arturo Ui, no
qual o dramaturgo se dirige aos espectadores. Escrita nos anos de 1940 e revista durante a
década de 1950, a peça tem como referências históricas a ascensão do nazifacismo na Europa
e a Segunda Guerra Mundial. Assim, a “coisa” que “quase chegou a governar o mundo”, de
que fala o texto, remete ao projeto nazifacista de dominação, do qual são parte inseparável,
além da mencionada guerra mundial, também os programas de perseguição e de extermínio
de minorias étnico-religiosas, de dissidentes políticos e de minorias sexuais, entre outros
grupos. Essa conjugação característica de violência e preconceito, gangsterismo e terror,
regressão e barbárie é que o autor designou como “a coisa imunda”.

Com base nas relações de coesão textual, pode-se afirmar que, no TEXTO I, o remissivo “la”,
em “dominá-la” possui referente textual

a) anafórico. x
b) metonímico.
c) hiperonímico.
d) hiponímico.
e) Catafórico.
135. (INSTITUTO AOCP - 2024)

Emissões de carbono do Google aumentam em 50% por causa de IA


Centros de processamento de dados da big tech estão demandando mais energia,
dificultando metas de sustentabilidade.

Por Eduardo Lima

O Google tinha planos ambiciosos de alcançar zero emissões líquidas de carbono até
2030. Isso significa que a empresa pretendia remover da atmosfera a mesma quantidade
de CO2 que emite. Agora, por causa da demanda energética dos novos produtos de
inteligência artificial, a meta ficou bem mais difícil de ser cumprida. As emissões do Google
cresceram 48% em cinco anos.
Os principais motivos do aumento foram o consumo de eletricidade por centros de
processamento de dados e emissões causadas pela cadeia de logística da empresa. Em
2023, as emissões cresceram 13% em comparação com o ano anterior, atingindo a marca
de 14,3 toneladas de carbono.
Esses dados foram revelados no relatório ambiental anual da big tech. A própria
empresa admite que alcançar a meta de zero emissões líquidas até 2030 vai ser difícil,
ressaltando que um dos problemas é “a incerteza em volta do impacto ambiental futuro da
IA, que é complexo e difícil de prever”.
A Agência Internacional de Energia estima que, até 2026, o consumo de energia dos
centros de processamento de dados do mundo pode dobrar dos 1000 TWh registrados em
2022. Se isso acontecer, só essas estruturas das empresas de tecnologia vão ter uma
demanda de energia comparável à do Japão, o terceiro maior PIB do mundo.
Segundo a consultoria e empresa de pesquisa SemiAnalysis, a demanda exigida pelas IAs
vai levar os centros de processamento de dados a usar 4,5% de toda energia gerada no
mundo até 2030.
[...]
Adaptado de: [Link]
causa-de-ia/.

Em relação aos mecanismos de coesão textual, assinale a alternativa correta.

a) Em “Isso significa que a empresa pretendia remover da atmosfera a mesma


quantidade de CO2 que emite.”, o termo destacado estabelece uma coesão
catafórica, pois refere-se a algo que será exposto posteriormente no texto.
b) Em “Emissões de carbono do Google aumentam em 50% por causa de IA”, a
expressão em destaque pode ser adequadamente substituída, sem alterar os
sentidos, por “desde a invenção de”.
c) Em “A Agência Internacional de Energia estima que, até 2026, o consumo de
energia dos centros de processamento de dados [...]”, o termo destacado marca
um limite espacial.
d) Em “Se isso acontecer, só essas estruturas das empresas de tecnologia vão ter uma
demanda de energia comparável à do Japão [...]”, o termo em destaque introduz
uma oração condicional. x
e) Em “Isso significa que a empresa pretendia remover da atmosfera a mesma
quantidade de CO2 que emite.”, o termo em destaque é um pronome relativo que
retoma a expressão “significa”.
136. (CESPE - GO - 2016)

Com referência aos mecanismos de coesão e aos tempos e modos verbais empregados no
texto CB1A1AAA, assinale a opção correta.

a) A substituição da forma verbal “designava” (l.3) por chamava manteria a coesão e o


sentido original do texto.
b) O antecedente do pronome “cujo” (l.10) pode ser o vocábulo “direitos”, do trecho
“uma série de direitos” (l.9), ou a expressão “os direitos à liberdade e à propriedade”
(l.10). x
c) A coesão textual seria mantida caso a expressão “Para tanto” (l.12) fosse substituída
pelo vocábulo Porquanto.
d) Nas linhas 16 e 17, as formas pronominais em “torná-la” e “fazê-la” referem-se ao
termo “administração pública”.
e) A substituição da forma verbal “era” (l.2) pela forma verbal foi geraria problema no
sequenciamento textual, uma vez que tais formas verbais de passado possuem
funções diferentes.

137. (AMEOSC - 2025) A coesão textual é um dos fatores responsáveis pela textualidade,
garantindo a ligação entre os elementos de um texto. No que tange aos mecanismos de coesão
referencial, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.

(__)A coesão anafórica ocorre quando um termo (pronome, advérbio) retoma um elemento já
mencionado anteriormente no texto, como em: "João comprou um carro novo; ele é azul".
(__)A coesão catafórica se manifesta quando um termo remete a um elemento que ainda será
enunciado no texto, estabelecendo uma antecipação, como em: "Só desejo isto: que todos
sejam aprovados".
(__)No enunciado "O problema é este: falta de recursos para a educação", o pronome "este"
funciona como um elemento de coesão referencial catafórica, antecipando a informação que o
especifica.
(__)Em "Maria conversou com o diretor. Depois, foi falar com o mesmo", o termo "o mesmo"
constitui um mecanismo de coesão por elipse, pois omite o nome da pessoa.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima
para baixo:

a) V, V, F, V.
b) V, V, V, F. X
c) V, F, V, F.
d) F, V, F, V.

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