I. Língua Portuguesa
I. Língua Portuguesa
LÍNGUA PORTUGUESA
90. (Autoral) No Plano Universal da linguagem, o falar em geral é regido por princípios que
independem de uma língua particular. O juízo de valor que avalia se o falante respeita os
padrões universais do pensamento e o conhecimento do mundo empírico denomina-se:
a) correção.
b) adequação.
c) coerência.
d) congruência. x
e) significância.
92. (Autoral) A linguagem é uma atividade humana universal que se realiza historicamente. No
que se refere ao "Saber Linguístico", o domínio de uma língua determinada, conforme a
tradição de uma comunidade, é classificado como:
a) saber elocutivo.
b) saber expressivo.
c) saber técnico.
d) saber idiomático. x
e) saber textual.
93. (Autoral) O produto do falar em uma língua particular, que se concretiza em gramáticas e
dicionários, é denominado como:
a) discurso.
b) texto.
c) língua particular abstrata. x
d) língua funcional.
e) sistema de isoglossas
Conhecimento e Uso da Língua: saber léxico-gramatical; saber
pragmático-textual; saber linguístico-interacional.
94. (FADESP - 2020 - adaptada) Nos enunciados “Joana fez um bolo delicioso”, “Pedro fez bem
seu trabalho na loja” e “As crianças fizeram silêncio durante a aula”, o verbo fazer possui
sentidos diversos. Esse fenômeno linguístico denomina-se
a) polissemia. x
b) metáfora.
c) sinonímia.
d) Antonímia
e) Hiponímia
95.
— Estou em grande perigo, esses homens querem me machucar. Por favor, ajude-me!
Assim que o viajante retomou a sua fuga, o sábio mudou a sua posição, sentando-se sob
uma árvore diferente, com vista para outra direção. Quando os salteadores se aproximaram,
cientes da honestidade do sábio, descreveram o viajante e perguntaram se ele o tinha visto.
— Pela verdade que carrego em meu coração: desde que estou sentado sob esta árvore,
nenhum homem passou por mim.
Assinale a alternativa que melhor explica a estratégia discursiva adotada pelo sábio.
Texto 1
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as
janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque
não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as
cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o
sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café
correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da
viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os
mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas
negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra,
dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para
as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar
o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar
mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho,
para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a
televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado,
conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz
artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água
potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir
passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no
pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não
perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema
está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está
contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a
gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer
a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para
evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente
se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se
perde de si mesma.
COLASANTI. Marina. Crônicas para jovens. Editora Rocco - Rio de Janeiro, 2012.
98. Atentando para progressão temática, leia o texto a seguir e analise, como verdadeiras (V)
ou falsas (F), as afirmativas a seu respeito.
a) F, V, F, V;
b) F, V, V, F;
c) V, F, F, V; x
d) F, F, F, F;
e) V, V, V, V.
99.
Na tirinha acima, o vendedor utilizou um fenômeno linguístico para confundir o cliente o qual
entendeu que o caderno possuía, como quantidade, cem folhas. Tal fenômeno reside no uso
da:
a) sinonímia;
b) polissemia;
c) ambiguidade;
d) antonímia;
e) paronímia. X
100. Na frase “A lua, os poetas sempre cantam esse tema” (Pestana, 2013), tem-se a presença
da seguinte figura de linguagem:
a) pleonasmo;
b) hipérbole;
c) eufemismo;
d) anacoluto; x
e) catacrese.
(__)Enunciação refere-se à atividade social e interacional por meio da qual a língua é colocada
em funcionamento por um enunciador (aquele que fala ou escreve, que emite a mensagem,
locutor, remetente, destinador), tendo em vista um enunciatário (aquele para quem se fala ou
se escreve, receptor, interlocutor, destinatário da mensagem). O produto da enunciação é
chamado enunciado.
(__)A coesão está mais diretamente ligada a elementos que ajudam a estabelecer uma ligação
entre palavras e frases que unem as diferentes partes de um texto. A coerência, por sua vez,
estabelece uma ligação lógica entre as ideias, de forma que umas complementem as outras e,
juntas, garantam que o texto tenho sentido. A frase: "Eu frequento a Igreja todos os dias da
semana, exceto às sextas-feiras e aos sábados". - enuncia uma mensagem coesa e incoerente.
(__)A frase: "Deixe de comer tanto. Procure o que fazer imediatamente! Não abra a geladeira!
Vista logo seu pijama. Pare de teimosia e obedeça aos mais velhos. Escove os dentes e vá logo
para a escola". - enuncia mensagem coerente e coesa.
(__)A frase: "Eu governo com muita transparência porque meu governo é democrático" -
temos exemplo de homônimo perfeito, além de parônimo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de
cima para baixo:
a) V, V, V, V.
b) V, V, F, V.
c) V, V, F, F. x
d) F, V, F, V.
e) F,F,F,F
102. (autoral) Em aula, um aluno diz: “Prof, tipo assim, eu não entendi.” O segmento “tipo
assim” funciona sobretudo como:
a) pronome relativo.
b) marcador conversacional/discursivo. X
c) conjunção adversativa.
d) advérbio de tempo.
e) complemento nominal.
103. Autoral - Num texto argumentativo: “Até o professor mais experiente reconhece que
precisa planejar.” O uso de “até” tende a produzir o efeito de:
a) Essa concepção enfatiza que a língua é vista como uma criação individual,
materializada nos atos da fala, priorizando a expressão pessoal e a subjetividade. x
b) O objetivo principal da concepção de linguagem como expressão do pensamento é a
correção formal da linguagem, com ênfase na eliminação de erros gramaticais.
c) Nessa abordagem, a fala e a enunciação são consideradas aspectos secundários, uma
vez que o foco principal está na estrutura formal da língua.
d) Essa concepção valoriza a língua como um sistema de formas linguísticas que não se
modificam, enfocando a estabilidade e a padronização da linguagem.
e) Segundo essa visão, a língua é analisada como um instrumento de comunicação,
desconsiderando a influência das variedades linguísticas na estrutura da língua.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) Apenas I. x
c) Apenas I e II.
d) Apenas II.
e) Apenas II e III.
(__)Esta concepção vê a língua como código (conjunto de signos que se combinam segundo
regras) capaz de transmitir ao receptador uma certa mensagem. Em livros didáticos, esta é a
concepção confessada nas instruções ao professor, nas introduções, nos títulos, embora em
geral seja abandonada nos exercícios gramaticais (Geraldi, 1984).
(__)Mais do que possibilitar uma transmissão de informações de um emissor a um receptor, a
linguagem é vista como um lugar de constituição humana: por meio dela o sujeito que fala
pratica ações que não conseguiria praticar a não ser falando; com ela o falante age sobre o
ouvinte, constituindo compromissos e vínculos que não preexistiam antes da fala (Geraldi,
1984).
(__)Esta concepção ilumina, basicamente, os estudos tradicionais. Se concebemos a linguagem
como tal, somos levados a afirmações − correntes − de que as pessoas que não conseguem se
expressar não pensam (Geraldi, 1984).
a) 2−3−1
b) 2−1−3
c) 1−2−3
d) 3−2−1
e) 3−1−2X
Cada momento social e histórico demanda uma percepção de língua, de mundo, de sujeito,
demonstrando o caráter dinâmico da linguagem no meio social em que atua. Para Geraldi
(1984), um dos estudiosos dos pressupostos bakhtinianos no Brasil, a linguagem pode ser
concebida sob três concepções: linguagem como expressão do pensamento, linguagem como
instrumento de comunicação e linguagem como forma de interação. Tais concepções são
apresentadas no contexto educacional e, a partir de estudos, tiveram suas características
ampliadas à realidade brasileira de ensino de línguas.
FUZA, Ângela Francine; MENEGASSI, Renilson José; OHUSCHI, Márcia Cristina Greco. Concepções de linguagem e o
ensino da leitura em língua materna. In: Linguagem & Ensino, Pelotas, v.14, n.2, p. 479-501, jul./dez. 2011.
111. (CETREDE - 2026) Um professor discute com a turma a diferença entre gramática
normativa, gramática descritiva e gramática internalizada. A explicação CORRETA sobre o
assunto está na opção
a) A gramática normativa deve ser a única referência para o ensino da Língua Portuguesa,
pois é a única que garante o uso adequado da língua em qualquer situação de
comunicação.
b) A gramática descritiva estabelece regras rígidas para o uso da língua, baseando-se em
uma visão idealizada de como os falantes devem se comportar linguisticamente em
todas as situações.
c) A gramática internalizada corresponde ao conjunto de regras explícitas que os falantes
aprendem na escola e utilizam para adequar sua fala às normas da gramática
tradicional.
d) A língua portuguesa não suporta variação linguística, pois segue um conjunto fixo e
imutável de regras, independentemente do contexto sociocultural dos falantes.
e) Uma gramática descritiva busca analisar e explicar as características linguísticas
observando como a língua é utilizada pelos falantes, sem impor julgamentos de valor
sobre o que é certo ou errado. X
TEXTO II
A Variação linguística é uma expressão empregada para denominar como os indivíduos que
compartilham a mesma língua têm diferentes formas de utilizá-la. Essa diversidade de escrita e
fala decorre de fatores geográficos, socioculturais, temporais e contextuais, e pode ser
justificada pelo funcionamento cerebral dos usuários do idioma bem como pelas interações
entre eles. A importância das variações reside no fato de que elas são elementos históricos,
formadores de identidades e capazes de manter estruturas de poder."
Fonte: [Link]
I. O ensino de variação linguística deve priorizar a norma padrão, já que é a única forma
válida de comunicação formal.
II. A variação linguística é importante para compreender as diferenças socioculturais e
deve ser abordada em sala de aula para promover uma visão crítica da língua.
III. Trabalhar a variação linguística ajuda os alunos a reconhecer os diferentes registros de
fala e a adaptá-los ao contexto comunicativo, sem desprezar a norma padrão.
116. (FACET - 2025) No português brasileiro, a forma “a gente” funciona como pronome de
primeira pessoa plural em registros orais e também em gêneros escritos informais. Tal
fenômeno é relevante para análise da variação linguística. Considerando a reflexão gramatical
e sociolinguística, qual alternativa expressa abordagem pedagógica mais rigorosa?
117. (FGV - 2024) A organização estrutural de uma língua não está rigorosamente associada
com homogeneidade; pelo contrário, a variação é presente em todas as línguas naturais.
(UFSC-2019) De acordo com o texto 3 e com a norma padrão escrita, é correto afirmar que:
120. (UPENET/IAUPE - 2022) Nas relações entre fala e escrita, oralidade e letramento,
percebemos diferenças e semelhanças necessárias ao conhecimento do professor de língua
portuguesa, uma vez que faz parte do dia a dia da sala de aula e necessariamente devem ser
objeto de ensino, como nos esclarece Dionísio e Marcuschi.
(MARCUSCHI, L. A.; DIONÍSIO, A. P. Princípios gerais para o tratamento das relações entre fala e escrita.
In: MARCUSCHI, L. A.; DIONÍSIO, A. P. (orgs.). Fala e Escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 2007).
( ) As relações entre oralidade e escrita se dão num contínuo ou gradação perpassada pelos
gêneros textuais, e não na observação dicotômica de características individualizadas.
( ) É possível detectar certos fenômenos formais diferenciais entre a oralidade e a escrita que
sejam exclusivos da escrita ou da fala, numa visão dicotômica.
a) V, V, V, V
b) V, F, V, V x
c) F, V, V, F
d) V, F, V. F
e) F, F, V, V
121.
(IBADE -2019 - AC) Sobre a linguagem verbal da tirinha, pode-se afirmar que o autor opta por:
a) usar uma linguagem coloquial, que aproxima a fala dos animais àquela praticada pelos
leitores informalmente no dia-a-dia. x
b) usar uma linguagem coloquial, pois trata-se de um texto escrito que deve observar as
normas da Língua Portuguesa.
c) usar uma linguagem culta, uma vez que tirinhas, de uma maneira geral, são lidas por
crianças em fase de letramento.
d) usar uma linguagem culta, por se tratar de um diálogo mais formal entre os bichos de
estimação.
e) usar uma linguagem coloquial, pois as tirinhas, obrigatoriamente, fazem uso desse tipo
de linguagem.
A relação entre oralidade e letramento é evidente nos estudos da linguagem e deve ser um
conteúdo a ser trabalhado em sala de aula. Marcuschi propõe o conceito de
RETEXTUALIZAÇÃO como uma atividade comum das práticas de linguagem, com quatro
processos: da fala para a escrita, da fala para a fala, da escrita para a fala, e da escrita para a
escrita.
124. (FFGV - SEEC- RN - 2025) Assinale a frase abaixo em que a linguagem mostra sinais de
oralidade.
a) Otimista é a pessoa que espera no carro com o motor ligado enquanto outra pessoa
faz compras.
b) Qualquer caminho conduz ao fim do mundo.
c) De onde menos se espera é que não sai nada mesmo. X
d) Quem está embaixo não pode cair mais fundo.
e) Minha atitude é a de que nada é impossível... Só demora mais um pouco.
125. (FFGV - SEEC- RN - 2025) Assinale a frase abaixo em que a linguagem mostra sinais de
oralidade.
a) Otimista é a pessoa que espera no carro com o motor ligado enquanto outra pessoa
faz compras.
b) Qualquer caminho conduz ao fim do mundo.
c) De onde menos se espera é que não sai nada mesmo. X
d) Quem está embaixo não pode cair mais fundo.
e) Minha atitude é a de que nada é impossível... Só demora mais um pouco.
126. (HL Processos Seletivos e Concursos - Prefeitura de Ituiutaba - 2024) texto: A atividade de
produção textual escrita.
Quantas vezes, você chegou à escola e se deparou com a situação nada inusitada de ter de
produzir um texto a partir de uma consigna escrita no quadro que dizia mais ou menos assim:
“Escreva um texto dissertativo sobre…” ou “Escreva um texto narrativo sobre…”? E, diante
daquela frase paralisante, teve de acionar o submundo da memória para produzir um texto
sem sequer discutir as condições de produção ou mesmo sem pensar em um provável público
leitor. Ops! Isso não é verdade, pois o público certeiro era a/o docente que certamente
avaliaria se havia erros ortográficos, problemas de concordância e de regência, repetição de
palavras entre outros.
Quantas e quantas vezes recebeu aquele texto de volta um mês depois totalmente riscado,
cheio de sinais ilegíveis e, com vergonha da turma, dobrou a folha disfarçadamente e a
colocou dentro de um livro de onde jamais a retirou? Infelizmente, essa continua sendo a
realidade em muitas escolas brasileiras. A produção de textos orais e escritos em boa parte do
tempo é atividade improvisada que desconsidera as condições de produção, de circulação e de
recepção de textos.
Irandé, em seu texto “Aula de português: encontro e interação”, afirma que “o que é escrito
sem esforço é geralmente lido sem prazer”.
A respeito da relação entre textos escritos e textos orais, no contexto de ensino da produção
de textos, assinale a alternativa correta.
Vatapá
Quem quiser vatapá, ô
Que procure fazer
Primeiro o fubá, depois o dendê
Procure uma nega baiana, ô
Que saiba mexer
Que saiba mexer, que saiba mexer
Procure uma nega baiana, ô
Que saiba mexer
Que saiba mexer, que saiba mexer
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
Amendoim, camarão, rala um coco
Na hora de machucar
Sal com gengibre e cebola, ô iaiá
Na hora de temperar
Não para de mexer, ô
Que é pra não embolar
Panela no fogo, não deixa queimar
Com qualquer dez mil réis e uma nega, ô
Se faz um vatapá, se faz um vatapá
E que bom vatapá
Com qualquer dez mil réis e uma nega, ô
Se faz um vatapá, se faz um vatapá
E que bom vatapá
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
a) ensinar a preparar tão somente uma iguaria da culinária baiana de maneira lúdica.
b) descrever, de forma maliciosa, os ingredientes e o modo de preparo do vatapá.
c) apresentar a variante linguística típica do universo gastronômico da Bahia.
d) exaltar a influência africana tanto na culinária quanto no comportamento dos
brasileiros. X
129. (CPCON UEPB -2024) Sobre o texto e suas condições de leitura, produção e recepção,
analise as assertivas.
I- De forma geral, as condições às quais o produtor de textos precisa atender estão
relacionadas aos seguintes aspectos: conteúdo temático, interlocutor visado objetivo a ser
atingido, gênero textual, suporte e o tom a ser dispensado ao texto. Mesmo assim, é preciso
destacar que estas condições não são rígidas, pois elas costumam variar bastante nos
contextos de produção.
II- As condições de produção compõem o contexto interlocutivo e são acionadas pelos sujeitos,
de forma consciente ou inconsciente, no decorrer do processo de elaboração do texto oral ou
escrito.
III- O texto é a materialização de uma mensagem, isto é, um fato do discurso: uma passagem
falada, escrita ou representada de forma não-verbal que forma um todo significativo,
independentemente da sua extensão.
IV- Um texto só se constitui por múltiplos atos de fala, escrita ou representação não-verbal.
Alternativas
a) I, II e IV.
b) I e II.
c) II e III.
d) I e IV.
e) I, II e III. X
Sobre as condições de produção dessa tira, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para
as falsas.
a) V, F, F, V
b) F, V, V, V
c) V, V, F, F X
d) V, F, V, F
131. (FURB - 2024 ) Leia o excerto que segue, extraído do "Glossário Ceale", produzido pela
Faculdade de Educação da UFMG:
a) Situações de comunicação.
b) Suportes de escrita.
c) Esferas de atividade humana.
d) Condições de produção. X
e) Gêneros discursivos.
132. (UESPI-2024)
Em convergência com suas condições de produção e circulação, o post do Senado Federal tem
caráter
a) punitivo.
b) preventivo. X
c) dogmático.
d) publicitário.
e) programático.
À moda brasileira
1. Estou me vendo debaixo de uma árvore, lendo a pequena história da literatura brasileira.
2. Olavo Bilac! – eu disse em voz alta e de repente parei quase num susto depois que li os
primeiros versos do soneto à língua portuguesa: Última flor do Lácio, inculta e bela / És, a um
tempo, esplendor e sepultura.
3. Fiquei pensando, mas o poeta disse sepultura?! O tal de Lácio eu não sabia onde ficava, mas de
sepultura eu entendia bem, disso eu entendia, repensei baixando o olhar para a terra. Se
escrevia (e já escrevia) pequenos contos nessa língua, quer dizer que era a sepultura que
esperava por esses meus escritos?
4. Fui falar com meu pai. Comecei por aquelas minhas sondagens antes de chegar até onde
queria, os tais rodeios que ele ia ouvindo com paciência enquanto enrolava o cigarro de palha,
fumava nessa época esses cigarros. Comecei por perguntar se minha mãe e ele não tinham
viajado para o exterior.
5. Meu pai fixou em mim o olhar verde. Viagens, só pelo Brasil, meus avós é que tinham feito
aquelas longas viagens de navio, Portugal, França, Itália... Não esquecer que a minha avó,
Pedrina Perucchi, era italiana, ele acrescentou. Mas por que essa curiosidade?
6. Sentei-me ao lado dele, respirei fundo e comecei a gaguejar, é que seria tão bom se ambos
tivessem nascido lá longe e assim eu estaria hoje escrevendo em italiano, italiano! – fiquei
repetindo e abri o livro que trazia na mão: Olha aí, pai, o poeta escreveu com todas as letras,
nossa língua é sepultura mesmo, tudo o que a gente fizer vai para debaixo da terra,
desaparece!
7. Calmamente ele pousou o cigarro no cinzeiro ao lado. Pegou os óculos. O soneto é muito
bonito, disse me encarando com severidade. Feio é isso, filha, isso de querer renegar a própria
língua. Se você chegar a escrever bem, não precisa ser em italiano ou espanhol ou alemão,
você ficará na nossa língua mesmo, está me compreendendo? E as traduções? Renegar a
língua é renegar o país, guarde isso nessa cabecinha. E depois (ele voltou a abrir o livro), olha
que beleza o que o poeta escreveu em seguida, Amo-te assim, desconhecida e obscura, veja
que confissão de amor ele fez à nossa língua! Tem mais, ele precisava da rima para sepultura e
calhou tão bem essa obscura, entendeu agora? – acrescentou e levantou-se. Deu alguns
passos e ficou olhando a borboleta que entrou na varanda: Já fez a sua lição de casa?
8. Fechei o livro e recuei. Sempre que meu pai queria mudar de assunto ele mudava de lugar:
saía da poltrona e ia para a cadeira de vime. Saía da cadeira de vime e ia para a rede ou
simplesmente começava a andar. Era o sinal, Não quero falar nisso, chega. Então a gente
falava noutra coisa ou ficava quieta.
9. Tantos anos depois, quando me avisaram lá do pequeno hotel em Jacareí que ele tinha
morrido, fiquei pensando nisso, ah! se quando a morte entrou, se nesse instante ele tivesse
mudado de lugar. Mudar depressa de lugar e de assunto. Depressa, pai, saia da cama e fique
na cadeira ou vá pra rua e feche a porta!
TELLES, Lygia Fagundes. Durante aquele estranho chá: perdidos e achados. Rio de Janeiro: Rocco, 2002, p.109-111.
Fragmento adaptado.
TEXTO I
EPÍLOGO
(Bertolt Brecht)
TEXTO II
Esse texto é o epílogo, muito célebre, da peça teatral A resistível ascensão de Arturo Ui, no
qual o dramaturgo se dirige aos espectadores. Escrita nos anos de 1940 e revista durante a
década de 1950, a peça tem como referências históricas a ascensão do nazifacismo na Europa
e a Segunda Guerra Mundial. Assim, a “coisa” que “quase chegou a governar o mundo”, de
que fala o texto, remete ao projeto nazifacista de dominação, do qual são parte inseparável,
além da mencionada guerra mundial, também os programas de perseguição e de extermínio
de minorias étnico-religiosas, de dissidentes políticos e de minorias sexuais, entre outros
grupos. Essa conjugação característica de violência e preconceito, gangsterismo e terror,
regressão e barbárie é que o autor designou como “a coisa imunda”.
Com base nas relações de coesão textual, pode-se afirmar que, no TEXTO I, o remissivo “la”,
em “dominá-la” possui referente textual
a) anafórico. x
b) metonímico.
c) hiperonímico.
d) hiponímico.
e) Catafórico.
135. (INSTITUTO AOCP - 2024)
O Google tinha planos ambiciosos de alcançar zero emissões líquidas de carbono até
2030. Isso significa que a empresa pretendia remover da atmosfera a mesma quantidade
de CO2 que emite. Agora, por causa da demanda energética dos novos produtos de
inteligência artificial, a meta ficou bem mais difícil de ser cumprida. As emissões do Google
cresceram 48% em cinco anos.
Os principais motivos do aumento foram o consumo de eletricidade por centros de
processamento de dados e emissões causadas pela cadeia de logística da empresa. Em
2023, as emissões cresceram 13% em comparação com o ano anterior, atingindo a marca
de 14,3 toneladas de carbono.
Esses dados foram revelados no relatório ambiental anual da big tech. A própria
empresa admite que alcançar a meta de zero emissões líquidas até 2030 vai ser difícil,
ressaltando que um dos problemas é “a incerteza em volta do impacto ambiental futuro da
IA, que é complexo e difícil de prever”.
A Agência Internacional de Energia estima que, até 2026, o consumo de energia dos
centros de processamento de dados do mundo pode dobrar dos 1000 TWh registrados em
2022. Se isso acontecer, só essas estruturas das empresas de tecnologia vão ter uma
demanda de energia comparável à do Japão, o terceiro maior PIB do mundo.
Segundo a consultoria e empresa de pesquisa SemiAnalysis, a demanda exigida pelas IAs
vai levar os centros de processamento de dados a usar 4,5% de toda energia gerada no
mundo até 2030.
[...]
Adaptado de: [Link]
causa-de-ia/.
Com referência aos mecanismos de coesão e aos tempos e modos verbais empregados no
texto CB1A1AAA, assinale a opção correta.
137. (AMEOSC - 2025) A coesão textual é um dos fatores responsáveis pela textualidade,
garantindo a ligação entre os elementos de um texto. No que tange aos mecanismos de coesão
referencial, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
(__)A coesão anafórica ocorre quando um termo (pronome, advérbio) retoma um elemento já
mencionado anteriormente no texto, como em: "João comprou um carro novo; ele é azul".
(__)A coesão catafórica se manifesta quando um termo remete a um elemento que ainda será
enunciado no texto, estabelecendo uma antecipação, como em: "Só desejo isto: que todos
sejam aprovados".
(__)No enunciado "O problema é este: falta de recursos para a educação", o pronome "este"
funciona como um elemento de coesão referencial catafórica, antecipando a informação que o
especifica.
(__)Em "Maria conversou com o diretor. Depois, foi falar com o mesmo", o termo "o mesmo"
constitui um mecanismo de coesão por elipse, pois omite o nome da pessoa.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima
para baixo:
a) V, V, F, V.
b) V, V, V, F. X
c) V, F, V, F.
d) F, V, F, V.