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RESUMO – Estudou-se os efeitos da utilização de lotes constituídos por sementes de milho de alto
ou de baixo vigor, bem como a mistura desses em diferentes proporções, simulando-se o uso de lotes
de sementes homogêneos e heterogêneos quanto ao vigor das sementes, sobre o crescimento inicial e
produtividade das plantas. Observou-se que plantas originadas de sementes menos vigorosas foram
inferiores às originadas de sementes mais vigorosas quanto ao crescimento inicial e, para os componentes
de produção, as provenientes de sementes menos vigorosas não foram inferiores nas distribuições onde
houve 100% de um tipo de semente, porém, foram inferiores quanto acúmulo de massa de matéria seca,
número de grãos por fileira e produtividade de grãos nas demais distribuições. Assim, vigor de sementes
está diretamente relacionado ao crescimento inicial das plantas; porém, seus efeitos não persistem até
o final do ciclo da cultura quando há o uso de lotes homogêneos quanto ao vigor das sementes. O uso
de lotes heterogêneos resulta em maior competição intraespecífica proporcionando menor capacidade
competitiva às plantas provenientes de sementes de menos vigorosas, sendo estas dominadas pelas
provenientes de sementes de alto vigor, refletindo negativamente em produção por planta.
Termos para indexação: competição intra-específica, potencial fisiológico, plantas dominadas, Zea mays L.
Index terms: intra-specific competition, seed vigor, dominated plants, Zea mays L.
1
Submetido em 02/04/2011. Aceito para publicação em 27/06/2011.
2
Departamento de Produção Vegetal, USP/ESALQ, Caixa Postal 09, 13418-900 - Piracicaba, SP, Brasil.
*Autor para correspondência <vhvmondo@[Link]>
menor velocidade de emergência deve-se ao fato de que crescimento e na produtividade final individual dessas plantas.
sementes de baixo vigor, antes de dar início ao crescimento Kolchinski et al., (2005), avaliando o crescimento individual de
do eixo embrionário demandarem tempo para a restauração de plantas em populações de plantas de soja, verificaram que as
organelas e tecidos danificados (Villiers, 1973). plantas provenientes de sementes de alto vigor apresentaram
Schuch et al. (2000) desenvolveram trabalho com a maior produtividade de grãos dentro das populações, no
cultura da aveia preta no sentido de estudar o efeito do vigor entanto, não apresentaram dominância sobre as plantas
das sementes no desenvolvimento de plantas, constatando que originadas de sementes de vigor mais baixo adjacentes na linha
sementes de baixo vigor podem provocar reduções na velocidade de semeadura. Resultados semelhantes foram encontrados por
de emergência de plântulas, no tamanho inicial de plantas, na Melo et al., (2006b) e Mielezrski et al., (2008), em trabalhos
área foliar, nas taxas de crescimento das plantas e no acúmulo de com sementes de arroz, mostrando que plantas originadas de
massa de matéria seca. Esses efeitos podem, ainda, afetar além sementes de alto vigor apresentaram produtividade superior às
do estabelecimento da cultura, o seu desempenho ao longo do plantas originadas de sementes de vigor mais baixo.
ciclo, bem como a produtividade final. TeKrony et al. (1989) Além disso, pode-se dizer que o aumento da produtividade
afirmaram que o vigor das sementes pode afetar o crescimento final de grãos de milho está diretamente relacionado à
inicial das culturas, mas o efeito tende a desaparecer no final do maximização da exploração do ambiente, que acontece
ciclo, o que foi constatado também por Schuch et al. (2000) em de forma mais efetiva quando existe uniformidade entre
aveia-preta. Assim, a influência do vigor das sementes sobre a plantas, proporcionando baixa competição intra-específica,
emergência das plântulas em campo, o estabelecimento do principalmente na cultura de milho, que é uma das espécies de
estande e o desenvolvimento inicial das plantas é um consenso gramíneas mais sensíveis à esse tipo de competição (Maddonni
tanto para a comunidade científica quanto para o setor produtivo, e Otegui, 2006).
especialmente sob condições menos favoráveis de ambiente Dessa forma, objetivou-se com esta pesquisa, estudar os
(Marcos-Filho, 2005). efeitos do uso de lotes constituídos por sementes de milho de
Quando o estudo é conduzido dentro de uma população alto ou de vigor mais baixo, bem como de lotes resultantes da
de plantas, esse passa a ser diferente da análise de plantas mistura desses em diferentes proporções, simulando-se o uso de
de forma isolada, onde as plantas estão livres do efeito de lotes de sementes homogêneos e heterogêneos quanto ao vigor
competição (Almeida e Mundstock, 2001a). De acordo com das sementes, sobre o crescimento inicial e produção das plantas.
Harper (1977) um indivíduo em uma população sofre efeitos
de restrição sobre a taxa de crescimento em função da presença Material e Métodos
e arranjo dos vizinhos na população de plantas. Os efeitos da
competição entre plantas acontecem tanto quando as plantas A pesquisa foi desenvolvida durante as safras de 2006
estão em maior população ou quando são dominadas por plantas e 2007 em área do Departamento de Produção Vegetal da
vizinhas cujas plântulas emergiram mais rapidamente (Merotto- Universidade de São Paulo (USP/ESALQ), em Piracicaba, SP.
Júnior et al., 1999), como por exemplo, em função do vigor das Utilizou-se parcelas com três linhas de 11 m, e espaçamento
sementes. Nessa situação a desuniformidade na velocidade de de 0,7 m, com área útil para avaliação, 10 m da linha
emergência afetará o desenvolvimento do dossel da cultura, sendo central. O solo da localidade é Nitossolo Vermelho eutrófico
que plântulas que emergem primeiro sombrearão as plântulas (Embrapa, 2006) com 24 [Link]-3 de matéria orgânica e pH de
com emergência mais tardia (Pommel et al., 2002). Além disso, 4,9, sendo as parcelas adubadas na semeadura com 32 [Link]-1
as plântulas com emergência atrasada podem apresentar menor de N, 112 [Link]-1 de P2O5 e 64 [Link]-1 de K2O, em cobertura
crescimento da parte aérea e do sistema radicular, resultando com 90 [Link]-1 N e, mantidas livres de plantas daninhas,
em menor capacidade de competição por água, luz e nutrientes pragas e doenças durante todo o ciclo da cultura. Durante
(Merotto-Júnior et al., 1999). o 1º ano a área foi irrigada, propiciando o desenvolvimento
O uso de lotes de sementes heterogêneos quanto ao vigor adequado da cultura. No 2º ano, a irrigação foi realizada
das sementes pode promover desuniformidade na emergência apenas para permitir a emergência adequada das plântulas e
de plântulas e, também, no crescimento inicial das plantas. obtenção do estande de plantas almejado. Dessa forma, foram
Dessa forma, as plântulas que emergem primeiro e obtêm maior caracterizadas duas condições de competição intra-específica,
crescimento de parte aérea afetarão a intensidade e composição uma minimizada (irrigada) e outra maximizada (não irrigada).
de luz incidente sobre as plantas com menor crescimento na Foram utilizadas, para cada ano, sementes certificadas
população vegetal, consequentemente, podendo refletir no de milho provenientes de dois lotes de mesma peneira, do
híbrido DOW 8480, devidamente caracterizados, por meio de vigor seguidas por uma de baixo vigor [3A:1b (75% A)]; 3) duas
testes fisiológicos (Tabela 1). As parcelas foram constituídas sementes de alto vigor seguidas por uma de baixo vigor [2A:1b
por diferentes distribuições de sementes de alto vigor e de baixo (67% A)]; 4) uma semente de alto vigor seguida por uma de baixo
vigor ao longo da linha de semeadura, simulando o uso de vigor [1A:1b (50% A)]; 5) uma semente de alto vigor seguida por
lotes de sementes homogêneos e heterogêneos quanto ao vigor duas sementes de baixo vigor [1A:2b (33% A)]; 6) uma semente
das sementes. As distribuições foram as seguintes: 1) todas as de alto vigor seguida por três sementes de baixo vigor [1A:3b
sementes de alto vigor [1A:1A (100% A)]; 2) três sementes de alto (25% A)]; 7) todas as sementes de baixo vigor [1b:1b (100% b)].
Tabela 1. Caracterização do potencial fisiológico das sementes de milho utilizadas nos dois anos experimentais:
germinação (G; %); envelhecimento acelerado (EA; %); emergência de plântulas em campo (EC; %); índice
de velocidade de emergência (IVE); condutividade elétrica (CE; µ[Link]-1.g-1).
1º ano 2º ano
Avaliação CV (%) CV (%)
Lote 1 Lote 2 Lote 1 Lote 2
G 98ns 95 1,93 100ns 98 2,45
EA 95ns 88 6,74 98a 91b 0,61
EC 96a* 92b 1,55 98ns 96 2,39
IVE 13,85a 12,73b 3,50 15,96a 14,77b 2,85
CE 20,95ns 21,35 4,13 17,82a 23,77b 5,97
*Para cada ano experimental, as médias seguidas por letras iguais na linha não diferem entre si pelo teste Scott-Knott, com 5% de significância. nsNão
significativo pelo teste F, com 5% de significância. CV: coeficiente de variação. Métodos utilizados G: Brasil, 2009; EA e CE: Mondo e Cicero, 2005;
EC: Fessel et al., 2000; IVE: Maguire, 1962).
A semeadura foi realizada em sulcos, de acordo com Para análise do crescimento inicial foram mensurados
as proporções de sementes especificadas anteriormente, altura de plantas, diâmetro de colmo e índice de área foliar
utilizando-se semeadora manual com limitador de nos estádio fenológicos de quatro e oito folhas. A altura
profundidade, regulado para 0,05 m. Em função da possível das plantas foi determinada por meio da mensuração do
variação no potencial fisiológico entre as sementes do comprimento desde o nível do solo até o ápice da planta,
mesmo lote e para se obter plântulas mais representativas dos com o limbo foliar distendido, baseando em métodos
lotes de alto e de baixo vigor, foram semeadas três sementes descritos por Melo et al. (2006a), juntamente com a
por cova para as posições de alto vigor e quatro sementes determinação do diâmetro de colmo, que foi mensurado na
por cova para as posições de baixo vigor, sendo realizado, base da planta, com o auxílio de um paquímetro. O índice de
posteriormente, desbaste deixando, no caso da posição de área foliar foi calculado pela razão entre a área foliar total de
sementes de alto vigor, a plântula com emergência mais uma planta (AF) e a área de solo por ela ocupada, seguindo
rápida e, para as posições de sementes de baixo vigor, a métodos descritos por Silva et al. (1999). Para tanto, a área
plântula de emergência mais tardia, obtendo-se população foliar total (AF) foi estimada pela soma da área foliar de
final de 71.429 [Link]-1. As covas com sementes de alto cada folha completamente aberta, calculada aplicando-
vigor foram identificadas no ato da semeadura com estacas se a equação AF = 0,75 (C . L), onde C e L representam,
para permitir a realização das determinações experimentais respectivamente, comprimento e largura média, em metros,
durante o ciclo da cultura. de cada folha (Montgomery, 1911).
Quanto às avaliações, todas foram realizadas em quatro Na colheita foram realizadas avaliações do acúmulo de
plantas de cada nível de vigor e posição de semeadura. Os massa de matéria seca da parte áerea, massa de mil grãos,
estádios fenológicos da cultura foram acompanhados de número de grãos por fileira, número de fileiras por espiga
acordo com o procedimento citado por Fancelli e Dourado- e produtividade de grãos. Para a determinação do acúmulo
Neto (2000), tendo como referência a distribuição com 100% de massa de matéria seca da parte aérea, as plantas foram
de plantas originadas de sementes de alto vigor. coletadas inteiras, picadas e colocadas dentro de sacos de
papel e, em seguida, levados à estufa com circulação de ar, com exceção para a distribuição cinco, foram superiores,
regulada a 65 ºC, deixando-as até atingir massa constante; na comparadas a todas as plantas provenientes de sementes de
sequência foi utilizada uma balança analítica, com sensibilidade baixo vigor. No 2º ano, as diferenças entre tratamentos foram
de 0,01 g para a pesagem do material. Ainda, a esse valor foi semelhantes, sendo que nas duas avaliações, com quatro
somada a massa de matéria seca total da espiga e dos grãos folhas (Figura 1C) e oito folhas (Figura 1D), as plantas
de cada planta. Para o restante das avaliações foram colhidas provenientes de sementes de alto vigor foram superiores
as espigas das plantas que foram avaliadas individualmente, às plantas provenientes de sementes de baixo vigor dentro
sendo as espigas secadas ao sol para redução do teor de água. de cada distribuição, independentemente da distribuição de
Na sequência, foi avaliado o número de fileiras por espiga e, semente. Nesse contexto, Pommel et al. (2002) descreveram
posteriormente, estas debulhadas manualmente. Após isso, que plantas emergidas tardiamente e rodeadas por plantas
todos os grãos de cada espiga foram contados e pesados em emersas previamente devem mostrar em algum momento
balança analítica, com sensibilidade de 0,01 g, e os valores o atraso no crescimento foliar e crescimento em altura de
corrigidos para 13% de teor de água. A massa de mil grãos foi plantas, o que foi realmente constatado no presente trabalho
determinada a partir da separação de subamostra de 1000 grãos para essa variável.
das plantas colhidas, seguindo procedimentos descritos nas De maneira semelhante, para a variável diâmetro de colmo
Regras para Análise de Sementes (Brasil, 2009), assim como as (Figura 2) foi possível identificar dois grupos de plantas, um
determinações do teor de água dos grãos, estas realizadas pelo composto por plantas provenientes de sementes de alto vigor
método de estufa a 105 ± 3 ºC durante 24 horas. e um grupo composto por plantas provenientes de sementes
Para a análise estatística aplicou-se teste F para a análise de baixo vigor, este segundo com crescimento inferior ao
da variância e, na ocorrência de efeitos significativos, as primeiro, tanto para as avaliações no estádio fenológico de
médias foram agrupadas pelo teste de Scott-Knott (Scott e quatro folhas (Figuras 2A e 2C) quanto no estádio fenológico
Knott, 1974), com 5% de significância. de oito folhas (Figuras 2B e 2D). Vale ressaltar que as
diferenças de altura de plantas e de diâmetro de colmo foram
Resultados e Discussão observadas tanto nas distribuições com sementes de diferentes
níveis de vigor, condições consideradas heterogêneas, quanto
nas distribuições com apenas sementes de alto vigor ou de
Crescimento inicial de plantas baixo vigor, consideradas homogêneas. Isso demonstra que
Com os resultados obtidos para as variáveis altura de até o estádio fenológico de oito folhas o efeito da competição
planta (Figura 1), diâmetro de colmo (Figura 2) e índice intra-específica entre plantas ainda não pode ser observado,
de área foliar (Figura 3), foi possível identificar o efeito sendo as diferenças de crescimento inicial relacionadas
do vigor das sementes no crescimento inicial das plantas. diretamente à qualidade das sementes.
Esses resultados, de forma geral, estratificaram as plantas Para a variável índice de área foliar (Figura 3), foi
originadas de sementes de alto vigor das originadas de possível observar a superioridade de crescimento das
sementes de baixo vigor. Assim, tanto nas distribuições plantas provenientes de sementes de alto vigor perante
homogêneas quanto nas heterogêneas quanto ao vigor as de baixo vigor, tanto no estádio fenológico de quatro
das sementes, as plantas originadas de sementes de folhas (Figuras 3A e 3C) quanto no de oito folhas (Figuras
alto vigor foram superiores às originadas de sementes 3B e 3D). Esses resultados foram similares aos obtidos
de baixo vigor. Esse efeito no crescimento inicial das para as variáveis de crescimento de plantas anteriormente
plantas, visto como um impulso ao crescimento era discutidas e corroboram com os encontrados em trabalhos
esperado, baseando-se em trabalhos que vem sendo realizados com arroz (Melo et al., 2006b; Mielezrski et
realizados comparando-se o efeito do vigor das sementes al., 2008) e soja (Kolchinski et al., 2006). No trabalho
sobre o crescimento inicial de plantas (TeKrony et al., 1989; de Höfs et al. (2004), desenvolvidos para o estudo dos
Schuch et al., 2000; Kolchinski et al., 2006). efeitos do vigor das sementes sobre a área foliar, também
As diferenças em altura de plantas puderam ser foi constatado o mesmo efeito. Para a cultura de milho,
observadas em dois estádios fenológicos diferentes. Para o Pommel et al. (2002) encontraram resultados semelhantes
1º ano tanto para o estádio de quatro folhas (Figura 1A) quanto quanto a área foliar, acrescentando que as plantas de
para o estádio de oito folhas (Figura 1B) pôde-se observar emergência tardia, obtiveram menores áreas foliares
que as plantas provenientes de sementes de alto vigor, perante as plantas emersas previamente.
dede planta
0,55b 0,52b 0,53b
0,50b 0,52b 0,51b 0,51b 0,50b
de planta
0.5 0.5
Alturade
0.4 0.4
Altura
Altura
Altura
0.3 0.3
0.2 0.2
0.1 0.1
0.0 0.0
A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b
AAAA(1) bA2 A1 A2b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7) AAAA(1) bA2 A1 A2b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7)
(A)
(A) Distribuição
Distribuição de plantas
de plantas CV: 5,19%
(C)
(C) Distribuição
Distribuição de plantas
de plantas CV: 6,53%
1.6 1.4
1,43a* 1,25a* 1,23a
1,39a 1,39a 1,40a 1,21a
1.4 1,33b 1,31b 1,33b 1,33b 1.2 1,17a 1,15a 1,17a 1,15a
1,30b
1,21c
1,25c 1,24c 1,24c 1,25c 1,10b 1,06b 1,05b 1,04b
1.0
1.0 dedeplanta
de planta
0.8
0.8
0.6
AlturaAltura
Altura
0.6
Altura
0.4
0.4
0.2 0.2
0.0 0.0
A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b
AAAA(1) bA2A1A2b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2b1b2A(6) bbbb (7) AAAA(1) bA2 A1 A2b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7)
(B)
(B) Distribuição
Distribuição de plantas
de plantas CV: 4,04% (D)
(D) Distribuição
Distribuição de plantas
de plantas CV: 10,04%
Figura 1. Altura (m) individual de plantas de milho dentro das populações constituídas pelas diferentes distribuições de
plantas originadas de sementes de alto vigor ou de baixo vigor nos estádios de quatro (A, 1º ano e C, 2º ano) e
oito (B, 1º ano e D, 2º ano) folhas.
A: plantas originadas de sementes de alto vigor; b: plantas originadas de sementes de baixo vigor; A1 e b1: plantas localizadas, dentro do arranjo de plantas,
entre duas plantas originadas de sementes de alto vigor ou duas plantas originadas de sementes de baixo vigor, respectivamente; A2 e b2: plantas
localizadas, dentro do arranjo de plantas, entre uma planta originada de semente de alto vigor e uma originada de semente de baixo vigor.*Médias
seguidas por letras iguais não diferem entre si pelo teste Scott-Knott, com 5% de significância. CV: coeficiente de variação.
Conforme observado com os resultados de crescimento fisiológico das sementes sobre a produtividade final, para
inicial de plantas, as plantas originadas de sementes de as plantas produtoras de grãos, no entanto, na competição
baixo vigor apresentaram menor crescimento de parte por recursos dentro das populações de plantas (cultura), o
aérea, porém a medida que os estádios de desenvolvimento rápido crescimento da parte aérea e sistema radicular serão
se sucederam, essa influência do vigor sobre o crescimento decisivos para o futuro do indivíduo, pois é durante a fase
das plantas tendeu a ser reduzido, tornando o desempenho de crescimento que se manifestam as características de
da planta mais dependente das relações genótipo e plasticidade fenotípica e, sobretudo, as ações modificativas
ambiente. Realmente, quando não há redução significativa em relação às condições do habitat (Larcher, 2000). Ainda,
no estande inicial, não é esperada influência do potencial a variabilidade de crescimento inicial das plantas nas
parcelas semeadas com lotes heterogêneos pode intensificar penetração de radiação solar e a competição passará a
a competição intra-específica dentro da população de ser desigual. Ainda, Pommel et al. (2002), confirmaram
plantas. Segundo Weiner (1990), as plantas de menor que a desuniformidade de emergência de plântulas
crescimento terão suas folhas em nível abaixo àquelas resulta em diferenciação de interceptação de luz em plantas
de plantas com maior crescimento, onde haverá menor individuais.
25 25
21,63a 22,00a
21,38a 21,25a 21,69a
21,19a
20,88a*
(mm) (mm)
de Colmo (mm)
20 20
17,81b
17,50b 17,63b 17,50a 17,06a
16,88b 16,94b 16,94b 16,81a* 16,17a 16,50a 16,33a
15,81b 15,83a
15 15
decolmo
Diâmetro
10 10
5 5
0 0
A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b
AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7) AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7)
(A)
(A) Distribuição dedeplantas
Distribuição plantas CV: 5,48%
(C)
(C) Distribuição
Distribuiçãode
de plantas
plantas CV: 9,32%
35 35
31,63a
30,00a 29,75a 29,38a
30 28,44a* 28,44a 30
28,13a
25,92a 25,92a 26,44a
25,50b
(mm)
(mm)
colmo (mm)
22,33b
dedeColmo
dedeColmo
15 15
Diâmetro
Diâmetro
Diâmetro
Diâmetro
10 10
5 5
0 0
A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b
AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7) AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7)
(B)
(B) Distribuição
Distribuiçãode
de plantas
plantas CV: 5,47%
(D)
(D) Distribuição
Distribuiçãode
de plantas
plantas CV: 8,80%
Figura 2. Diâmetro individual de colmo (mm) de plantas de milho dentro das populações constituídas pelas diferentes
distribuições de plantas originadas de sementes de alto vigor ou de baixo vigor, nos estádios de quatro (A, 1º
ano e C, 2º ano) e oito (B, 1º ano e D, 2º ano) folhas.
A: plantas originadas de sementes de alto vigor; b: plantas originadas de sementes de baixo vigor; A1 e b1: plantas localizadas, dentro do arranjo de
plantas, entre duas plantas originadas de sementes de alto vigor ou duas plantas originadas de sementes de baixo vigor, respectivamente; A2 e b2: plantas
localizadas, dentro do arranjo de plantas, entre uma planta originada de semente de alto vigor e uma originada de semente de baixo vigor.*Médias
seguidas por letras iguais não diferem entre si pelo teste Scott-Knott, com 5% de significância. CV: coeficiente de variação.
Assim, como independentemente da distribuição, entre plantas provenientes de sementes de baixo vigor,
não foram constatadas diferenças de crescimento inicial pôde-se inferir que não houve efeito dominante entre
entre plantas provenientes de sementes de alto vigor ou plantas até o estádio fenológico de oito folhas; entretanto,
a variabilidade existente entre as plantas dentro das de água durante o 2º ano proporcionou competição
distribuições semeadas com lotes heterogêneos revela intra-específica maximizada, justificando os resultados
a existência de plantas com capacidade competitiva mais expressivos nas avaliações comparados ao 1º ano,
diferente (Edmeades e Daynard, 1979). caracterizado como condição de competição intra-específica
Observou-se, também, que a menor disponibilidade minimizada por ter sido conduzido de forma irrigada.
0.30 0.30
0,278a*0,276a
0,269a 0,264a 0,261a
0,253a 0,248a 0,248a* 0,248a
0,242a 0,242a
0.25 0.25 0,238a 0,236a 0,235a
0,225b
0,214b
de área foliar
0,208b 0,210b
0,203b
0,199b 0,193b 0,194b
foliar
0.20 0,187b 0.20 0,181b
Índice de área foliar
de área foliar
0,176b 0,171b
0,161b 0,162b
de área
0.15 0.15
Índice Índice
Índice
0.10 0.10
0.05 0.05
0.00 0.00
A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b
AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7) AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7)
(A)
(A) Distribuição dedeplantas
Distribuição plantas CV: 7,25%
(C)
(C) Distribuição
Distribuiçãode plantas
de plantas CV: 9,55%
1.6 1.6
1,405a
1,383a* 1,357a
1.4 1,373a 1,331a 1,330a 1.4
1,290a
1,236b 1,225b 1,247a
1,167b 1,210a 1,190a
1,163b 1,163a*
foliarfoliar
1.0 1.0
área
0,860b 0,875b
de área
0.8 0.8
Índicede
Índice
0.6 0.6
0.4 0.4
0.2 0.2
0.0 0.0
A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b
AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7) AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7)
(B)
(B) Distribuição dedeplantas
Distribuição plantas CV: 5,39% (D)
(D) Distribuição
Distribuiçãode plantas
de plantas CV: 12,61%
Figura 3. Índice individual de área foliar de plantas de milho dentro das populações constituídas pelas diferentes
distribuições de plantas originadas de sementes de alto vigor ou de baixo vigor, nos estádios de quatro (A, 1º ano
e C, 2º ano) e oito (B, 1º ano e D, 2º ano) folhas.
A: plantas originadas de sementes de alto vigor; b: plantas originadas de sementes de baixo vigor; A1 e b1: plantas localizadas, dentro do arranjo de
plantas, entre duas plantas originadas de sementes de alto vigor ou duas plantas originadas de sementes de baixo vigor, respectivamente; A2 e b2: plantas
localizadas, dentro do arranjo de plantas, entre uma planta originada de semente de alto vigor e uma originada de semente de baixo vigor*Médias
seguidas por letras iguais não diferem entre si pelo teste Scott-Knott, com 5% de significância. CV: coeficiente de variação.
Produtividade
(Figura 4A), observou-se a superioridade dessas plantas
Em relação ao acúmulo de massa de matéria seca por sobre as provenientes de sementes de baixo vigor, em todas
planta (Figura 4A e 4B), de forma geral, a superioridade de as distribuições de sementes. No 2º ano (Figura 4B), com
crescimento inicial de plantas provenientes de sementes de exceção para distribuição com 100% de sementes de baixo
alto vigor se mantiveram. Com os resultados para o 1º ano vigor (distribuição sete), os resultados do 1º ano foram
confirmados. Essa superioridade de acúmulo de massa de trabalhos realizados com arroz (Melo et al., 2006b), milho
matéria seca de parte aérea condiz com os encontrados em (Pommel et al., 2002) e soja (Kolchinski et al., 2006).
0.40 45
porfileira
0,267b 0,277b
Massa de matéria seca
fileira
0,268b 0,248b 30,1b 30,3b
0,254b 0,250b 30
0.25
(kg . planta-1)
25,1c
por
0,200c 25
de grãos
0.20
de grãos
20
0.15
Número
15
Números
0.10
10
0.05 5
0.00 0
A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b
AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7) AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7)
(A)
(A) Distribuição deplantas
Distribuição de plantas CV: 12,06%
(C)
(C) Distribuição dedeplantas
Distribuição plantas CV: 9,01%
0.40 45
0.35 40
fileira
Massa de matéria seca ([Link] -1)
34,0a
0,290a 35 32,4a
0.30
Massa de matéria seca
0,280a
30,6a 30,4a
fileira
30,3a
0,246b 29,1a* 28,9a
0,249b 0,250b 30
por
0,245b 27,2a
(kg . planta-1)
25 23,8b 23,4b
degrãos
0.15 0,138c
15
Números
0.10
10
0.05 5
0.00 0
A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b
AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7) AAAA(1) bA2A1A2b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab 2b1b2A(6) bbbb (7)
Figura 4. Massa de matéria seca de parte aérea (kg) de plantas de milho (A, 1º ano e B, 2º ano) e número de grãos
por fileira (C, 1º ano e D, 2º ano) dentro das populações constituídas pelas diferentes distribuições de plantas
originadas de sementes de alto vigor ou de baixo vigor.
A: plantas originadas de sementes de alto vigor; b: plantas originadas de sementes de baixo vigor; A1 e b1: plantas localizadas, dentro do arranjo de
plantas, entre duas plantas originadas de sementes de alto vigor ou duas plantas originadas de sementes de baixo vigor, respectivamente; A2 e b2: plantas
localizadas, dentro do arranjo de plantas, entre uma planta originada de semente de alto vigor e uma originada de semente de baixo vigor*Médias
seguidas por letras iguais não diferem entre si pelo teste Scott-Knott, com 5% de significância. CV: coeficiente de variação.
De acordo com Höfs et al. (2004), as plantas originadas em trabalho realizado por Almeida e Mundstock (2001b),
de sementes de alto potencial fisiológico apresentam maior estudando o efeito da desuniformidade da profundidade
eficiência na produção de biomassa seca, sendo as diferenças de semeadura em sementes de aveia, concluiu-se que
reduzidas com o desenvolvimento das plantas, mas ainda a competição intra-específica resultante da emergência
mensuráveis ao final do ciclo da cultura. Tais resultados desuniforme de plântulas afetou a alocação de massa de
são condizentes com os encontrados neste trabalho. Ainda, matéria seca nas mesmas. Esse efeito pode ser comparado à
utilização de sementes de diferentes níveis de vigor na linha Salienta-se que a definição da densidade dos grãos ocorre
de semeadura e que resultou desde o início do crescimento no estádio fenológico de grãos leitosos (Fancelli e Dourado-
das plantas até a colheita, diferenças de crescimento entre Neto, 2000; Magalhães et al., 2002), momento o qual, no 2º
plantas provenientes de sementes de alto vigor e provenientes ano, coincidiu com período de aproximadamente 20 dias sem
de sementes de baixo vigor. Segundo Maddonni e Otegui ocorrência de chuvas. Como a eficiência da translocação de
(2004), para plantas maiores há o aumento da capacidade fotoassimilados para os órgãos produtivos é dependente
competitiva e podem ser identificadas como plantas da disponibilidade de água (Magalhães et al., 1998),
dominantes na população de plantas, em contraste àquelas esse fator provavelmente influenciou a não ocorrência
com menor capacidade competitiva para captura de recursos, de diferenças entre os tratamentos nesse ano.
sendas as plantas dominadas. Para a variável produtividade de grãos por planta
Quando estudadas as variáveis componentes de (Figuras 5C e 5D), os resultados encontrados foram
produção de grãos, representada pelo número de grãos condizentes com os obtidos em outras variáveis de
por fileira, número de fileiras por espiga, massa de componentes de produção analisadas, principalmente
mil grãos e a produtividade final de grãos por planta, acúmulo de massa de matéria seca e número de grãos
foi possível entender a influência de cada uma dessas por fileira.
variáveis sobre a produtividade de grãos. Assim, no 1º ano (Figura 5C) as plantas provenientes
Para número de grãos por espiga, no 1º ano (Figura 4C), de sementes de alto vigor foram superiores às provenientes
diferenças entre plantas provenientes de sementes de alto de sementes de baixo vigor nas distribuições heterogêneas
vigor das provenientes de sementes de baixo vigor foram quanto ao nível de vigor das sementes, com exceção para a
constatadas apenas nas distribuições três, quatro e cinco. distribuição dois, o que se refletiu de forma mais acentuada
Entretanto, no 2º ano (Figura 4D), devido provavelmente no 2º ano (Figura 5D), onde para esses tratamentos, todas
a condição de competição intra-específica maximizada, as as plantas provenientes de sementes de baixo vigor foram
plantas provenientes de sementes de baixo vigor foram inferiores em produtividade de grãos em relação às plantas
inferiores às plantas provenientes de sementes de alto provenientes de sementes de alto vigor.
vigor em combinações heterogêneas quanto ao nível Em geral para os componentes de produção, no 2º
de vigor das sementes, ou seja, distribuições dois, três, ano do experimento, as plantas dos tratamentos com
quatro, cinco e seis, assim como encontrado para acúmulo distribuição homogênea, um e sete, independentemente
de massa de matéria seca. do nível de vigor das sementes, apresentaram desempenho
Quanto ao número de fileiras por espiga, não foram semelhante, demonstrando que apesar do crescimento
constatadas diferenças entre os diferentes tipos de plantas, inicial diferenciado, em função do vigor das sementes, o
independentemente da distribuição e do ano experimental, crescimento uniforme da população minimizou os efeitos
(dados não apresentados), demonstrando que para esse de competição intra-específica e nessa situação, o efeito
fator não houve influência do vigor das sementes e, do vigor das sementes passou a ser menos evidente com a
consequentemente, da competição intra-específica de sucessão das fases de desenvolvimento da cultura, não sendo
plantas. Por meio desses resultados, foi possível inferir que mais constatados no final do ciclo. Assim, a homogeneidade
até o estádio fenológico de oito folhas a competição intra- do lote de sementes quanto ao nível de vigor, seja este alto
específica não foi acentuada, visto que é nesse momento ou mais baixo, mostra-se fundamental para a obtenção de
que o número de fileiras por espiga é definido (Magalhães altas produtividades em campos de produção de milho,
et al., 2002). Isso corrobora com os resultados encontrados prevenindo a ocorrência de plantas dominadas, as quais
no crescimento inicial de plantas onde ainda puderam apresentarão níveis de produtividade inferiores.
ser encontradas diferenças até mesmo nas distribuições Vale ressaltar que, nos dois anos avaliados, as plantas
homogêneas, um e sete, onde houve o desenvolvimento provenientes de sementes de baixo vigor das distribuições
uniforme da população de plantas. heterogêneas foram inferiores as plantas provenientes de
Com a avaliação da variável massa de mil grãos, foi sementes de baixo vigor da distribuição homogênea com
possível identificar melhores resultados para as plantas sementes de baixo vigor (100% de plantas provenientes de
provenientes de sementes de alto vigor nas distribuições sementes de baixo vigor) quanto ao acúmulo de massa de
dois, quatro e seis, apenas no 1º ano (Figura 5A). No 2º matéria seca da parte aérea, número de grãos por fileira
ano (Figura 5B), não houve diferenças entre tratamentos. e produtividade de grãos. Isso indicou que a competição
intra-específica acentuada pela desuniformidade de homogênea com sementes de alto vigor (100% de plantas
desenvolvimento das plantas nas distribuições heterogêneas provenientes de sementes de alto vigor), resultado
quanto ao nível de vigor das sementes, resultou na esperado, visto que, a planta de milho exibe crescimento
ocorrência de plantas dominadas de milho, nesse caso com baixa plasticidade, o que decorre, principalmente, pela
plantas provenientes de sementes de baixo vigor. De forma baixa ocorrência de perfilhamento e ramificações laterais
oposta, as plantas provenientes de sementes de alto vigor de (Balbinot-Júnior e Fleck, 2005), não traduzindo em maior
distribuições heterogêneas não foram superiores às plantas crescimento de plantas e produtividade de grãos a maior
provenientes de sementes de alto vigor da distribuição capacidade de competição por recursos.
0,197a
0.40 0.20 0,190a 0,192a
0,337a 0,177a
0,333a 0.18 0,171a
0.35 0,334a 0,334a 0,319b 0,331a 0,166a
0,324b* 0,321b 0,316b 0,322b 0,159a* 0,158a 0,160a 0,161a
0,315b 0,314b 0,314b 0.16
. planta-1)
(kg) (kg)
0,307b 0,145b
0.30 0,144b
0,140b
0.14
([Link]-1)
grãos
0.25
0.12
milgrãos
0,108c
Produtividade(kg
0.20 0.10
de mil
Produtividade
Massade
0.08
0.15
Massa
0.06
0.10
0.04
0.05
0.02
0.00 0.00
A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b
AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7) AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7)
(A)
(A) Distribuição
Distribuição dede plantas
plantas CV: 3,32%
(C)
(C) Distribuição
Distribuição de plantas
de plantas CV: 14,12%
0.40 0.20
0.18
0.35
0.309 0,158a
0.305 0.307 0.307 0.16 0,152a
. planta-1)
0,301 ns 0.304
(kg) (kg)
0.291 0.290
0.30 0.283 0.279
0,136a 0,141a 0,140a
0.267 0.277 0,136a* 0,136a
0.264 0.267 0.14
([Link]-1)
0,132a
grãos
0.25
0.12
mil grãos
Produtividade(kg
0,096b 0,102b
dedemil
0,078b
0.08 0,072b
Massa
0.15
Massa
0.06
0.10
0.04
0.05
0.02
0.00 0.00
A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b A A1 A2 b A b A b A b A b2 b1 b
AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7) AAAA(1) bA2 A1 A2 b(2) bAAb(3) AbAb(4) AbbA(5) Ab2 b1 b2 A(6) bbbb (7)
Figura 5. Massa de mil grãos (A, 1º ano e B, 2º ano) e produção de grãos por planta (C, 1º ano e D, 2º ano) dentro das populações
constituídas pelas diferentes distribuições de plantas originadas de sementes de alto vigor ou de baixo vigor.
A: plantas originadas de sementes de alto vigor; b: plantas originadas de sementes de baixo vigor; A1 e b1: plantas localizadas, dentro do arranjo de
plantas, entre duas plantas originadas de sementes de alto vigor ou duas plantas originadas de sementes de baixo vigor, respectivamente; A2 e b2: plantas
localizadas, dentro do arranjo de plantas, entre uma planta originada de semente de alto vigor e uma originada de semente de baixo vigor*Médias
seguidas por letras iguais não diferem entre si pelo teste Scott-Knott, com 5% de significância. ns Não significativo ao teste F, com 5% de significância
CV: coeficiente de variação.
heterogêneos) resulta em maior competição intra- FESSEL, S.A.; RODRIGUES, T.J.D.; FAGIOLI, M.; VIERIA, R.D.
específica proporcionando menor capacidade competitiva Temperatura e período de exposição no teste de envelhecimento
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