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Praga Rio

O documento apresenta uma ficha técnica sobre insetos-praga coletados no UFT Campus Gurupi, incluindo informações sobre nome comum e científico, culturas atacadas, injúrias causadas e métodos de manejo. Os insetos abordados incluem percevejos, lagartas e cigarrinhas, com recomendações para controle químico e biológico. O manejo integrado é enfatizado para minimizar danos às culturas agrícolas.

Enviado por

Lucas Torres
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O documento apresenta uma ficha técnica sobre insetos-praga coletados no UFT Campus Gurupi, incluindo informações sobre nome comum e científico, culturas atacadas, injúrias causadas e métodos de manejo. Os insetos abordados incluem percevejos, lagartas e cigarrinhas, com recomendações para controle químico e biológico. O manejo integrado é enfatizado para minimizar danos às culturas agrícolas.

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ALUNO: Murilo Dotto

1. Ficha para os Insetos-praga

HEMIPTERA
Número 01

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: Milho/UFT Campus Gurupi
Nome comum: Percevejo-Gaúcho
Nome Científico: Leptoglossus zonatus
Cultura atacadas: milho, sorgo, soja, feijão, tomate e citros.
Injúria: Em milho, pode ser observado a partir do meio do ciclo da cultura, tendo
preferências alimentares das espigas, principalmente de grãos leitosos em formação.
Métodos de Manejo:
 Químico: neonicotinoides e piretróide,
 Biológico: possíveis parasitoides: Trichopoda pennipes (Diptera: Tachinidae) e
Gryon sp. (Hymenoptera: Scelionidae)
 Cultural: fazer o manejo de plantas daninhas que servem de hospedeiro
alternativo para o inseto. Uma segunda alternativa é utilizar de culturas
armadilha em volta de plantações para suprimir as populações

Número 02

Foto: Murilo Dotto (2022)

Local de Coleta: Milho/UFT Campus Gurupi Foto: Murilo Dotto (2022)


Nome comum: Percevejo-vermelho-do-caupi
Nome Científico: Crinocerus sanctus
Cultura atacadas: feijão caupi, laranjeira, limoeiro, mexeriqueira, aceroleira, angico,
araçazeiro, goiabeira e eucalipto
Injúria: As infestações do percevejo não proporcionaram diferenças significativas para
a variável número de vagens por planta
Métodos de Manejo: Fazer o uso de inseticida especifico de acordo com a
recomendação do fabricante.
Número 03

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT Campus Gurupi
Nome comum: Percevejo marrom
Nome Científico: Euschistus heros
Culturas atacadas: Algodão, Girassol, Pastagens, Soja, Todas as culturas com
ocorrência do alvo biológico
Injúria: Os prejuízos resultam da sucção de seiva dos ramos ou hastes e de vagens,
limitando a produção. Também injetam toxinas, provocando a "retenção foliar".
Métodos de Manejo:
 Químico: Organofosforado, Neonicotinóide e Piretóide.
 Biológico: parasitário com: Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae.
Predador com Telenomus podisi.
Número 04

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT Campus Gurupi
Nome comum: Cigarrinha das raízes
Nome Científico: Mahanarva fimbriolata
Culturas atacadas: Cana-de-açúcar, Pastagens
Injúria: A ninfa é facilmente reconhecida no campo devido ao comportamento das
mesmas de produzir e liberar constantemente uma massa mucilaginosa, semelhante a
uma espuma, que recobre todo o seu corpo enquanto sugam a seiva das raízes das
plantas. Entre as funções atribuídas à espuma estão à proteção das ninfas contra
elevadas temperaturas, dessecação e inimigos naturais
Métodos de Manejo: Pode ser efetuado por:
Biológico: A mosca Slapingogaster nigra é predodora natural das ninfas da cigarrinha.
O fungo Metarhizium anisopliae, chamado fungo verde, que tem a capacidade de
infectar ninfas e adultos do inseto.
Químico: Realizar pulverizações ou polvilhamentos com inseticidas específicos e
seletivos aos inimigos naturais, registrados para as culturas.
Número 05

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT - TO
Nome comum: Preservo do grão do arroz
Nome Científico: Oebalus ypsilongriseus
Culturas atacadas: Arroz
Injúria: Essa espécie suga a seiva das folhas e grãos leitosos, causando chochamento e
gessamento dos grãos, que se quebram facilmente ao serem beneficiados.
Métodos de Manejo:
Realizar pulverizações com inseticidas específicos, registrados para as culturas.
 Quimíco: Realizar pulverizações com inseticidas específicos, registrados para as
culturas. Piretróide e neonicotinóide.
 Biológico: Pulvevizar soluções de sabões aromáticos (como erva cideira –
Cymbopogon para afastamento do percevejo
Número 06

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: Quiabo/UFT Campus Gurupi
Nome comum: percevejo do quiabo
Nome Científico: Atta ssp.
Culturas atacadas: algodoeiro e quiabeiro
Injúria: Quando a sucção de seiva ocorre nos ramos das plantas, há uma queda dos
botões florais, flores e maçãs novas. Quando as maçãs são atacadas, estas não se abrem
normalmente, ficam deformadas e finalmente constata-se uma queda na produçã
Métodos de Manejo: Pulverizações com inseticidas específicos, registrados para a
cultura
Número 07

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT Campus Gurupi
Nome comum: Vaquinha
Nome Científico: Cerotoma arcuata
Culturas atacadas: milho, soja e feijão.
Injúria: desfolhamento e transmissão de vírus são reconhecidamente causados pelo
inseto adulto, pouca importância é dada à fase larval. Entretanto, as larvas também
transmite e, ao se alimentarem de plântulas, coletos, cotilédones, raízes e principalmente
de nódulos de feijoeiro, onde ocorre a fixação biológica de nitrogênio podem reduzir em
a produção de grãos de feijoeiro dependente de nitrogênio via simbiose, com rizóbio em
condições de campo
Métodos de Manejo:
Indivíduos dessas pragas que podem ser tolerados antes que ocorra dano econômico
(nível de controle), e o uso de inseticidas.
Número 08

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT - TO
Nome comum: percevejo do tomate
Nome Científico: Phthia picta
Culturas atacadas: Tomate
Injúria: Em consequência das picadas nos frutos, estes podem murchar e apodrecer.
Métodos de Manejo: Pulverização com fosforados registrados para as culturas
Número 09

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT Campus Gurupi
Nome comum: percevejo-verde-pequeno-da-soja
Nome Científico: Piezodorus guildinii
Culturas atacadas: Girassol, Soja, Feijão
Injúria: O impacto da alimentação destes percevejos pode causar perdas
significativas no rendimento, na qualidade e no potencial germinativo da soja. São,
também, responsáveis por reduções no teor de óleo, aumento na percentagem de
proteínas e ácidos graxos livres nas sementes, e pela transmissão de patógenos e de
distúrbios fisiológicos, como a retenção foliar que, normalmente, estão associados à
atividade alimentar desses pentatomídeos.
Métodos de Manejo: O controle desses insetos deve ser feito utilizando-se produtos
em pulverização, escolhendo-se aqueles mais seletivos aos inimigos naturais e menos
tóxicos ao homem. Utilizar produtos de carência curta, principalmente se a produção for
destinada ao consumo verde.

Controle Biológico
Há a possibilidade de controle de percevejos através do controle biológico, priorizando
a seletividade a inimigos naturais.
Controle Químico
O controle químico é a principal ferramenta para controlar percevejos em soja A
utilização de produtos químicos deve ser iniciada apenas no momento que houver
vagens na soja, pois antes desse estágio o percevejo-marrom não possui potencial de
causar danos à cultura não é justificado.

LEPDOPITERA
Número 10

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT Campus Gurupi
Nome comum: traça
Nome Científico: Sitotroga cerealella
Cultura(s): Arroz, Arroz - Armazenado, Aveia, Centeio, Cevada, Milho, Milho -
Armazenado, Trigo, Trigo – Armazenado. As fêmeas de Sitotroga cerealella depositam
ovos sobre os grãos, preferencialmente naqueles quebrados ou fendidos.
Injúria: As larvas penetram no interior do grão, onde se alimentam e completam a fase
larval. É uma praga primária que ataca grãos inteiros, alternado o peso e a qualidade dos
mesmos.
Injuria: As larvas penetram no interior do grão, onde se alimentam e completam a fase
larval. É uma praga primária que ataca grãos inteiros, alternado o peso e a qualidade dos
mesmo
Métodos de Manejo: inseticidas químicos líquidos (tratamento preventivo), inseticida
natural à base de terra de diatomáceas (tratamento preventivo), e o expurgo das
sementes com o inseticida fosfina (tratamento curativo). Estes três métodos podem ser
usados isoladamente ou em combinação, com emprego de mais de um em cada UBS.

Número 11

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT - TO
Nome comum: Lagarta rosca
Nome Científico: Agrotis ipsilon
Culturas atacadas: Geral, Abóbora, Abobrinha, Acelga, Agrião, Alface, Algodão,
Alho, Batata, Batata yacon, Berinjela, Beterraba, Brócolis, Cebola, Chalota, Chicória,
Chuchu, Couve, Couve-chinesa, Couve-de-bruxelas, Couve-flor, Espinafre, Feijão,
Fumo, Gengibre, Jiló, Mandioquinha-salsa, Maxixe, Melancia, Milho, Nabo, Pimenta,
Pimentão, Quiabo, Rabanete, Repolho, Rúcula, Soja, Soja (Pré-plantio), Tomate, Trigo
Injúria: A lagarta-rosca vive enterrada no solo, à pequena profundidade, junto às
plântulas. Sai a noite para cortar as plântulas rente ao solo. Em plantas mais
desenvolvidas pode provocar o sintoma de “coração morto”, ao abrir galerias, ou
provocar o perfilhamento excessivo destas, gerando uma touceira. Sua ocorrência pode
estar associada a presença de plantas hospedeiras na lavoura antes da semeadura, como
língua-de-vada e caruru.
Métodos de Manejo: Em áreas com histórico de incidência da praga é recomendado o
tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos e a eliminação antecipada de plantas
invasoras hospedeiras, visto que as mariposas preferem ovipositar em plantas ou restos
culturais ainda verdes. Em áreas menores é recomendado também a distribuição de iscas
preparadas a base de farelo, melaço e um inseticida sem odor.

Número 12
Foto: Murilo Dotto (2022)
Local de Coleta: UFT - TO
Nome comum: Lagarta do cartucho
Nome Científico: Spodoptera frugiperda
Culturas atacadas: Acelga, Agrião, Alface, Alfafa, Algodão, Almeirão, Alstroemeria,
Amendoim, Arroz, Arroz irrigado, Arroz sequeiro, Aveia, Batata, Boca de Leao,
Brócolis, Cana-de-açúcar, Cenoura, Centeio, Cevada, Chicória, Coco, Couve, Couve-
flor, Crisântemo , Espatifilo, Espinafre, Estévia, Feijão, Fumo, Gérbera, Gipsofila,
Lisianthus, Mamona, Mandioca, Maracujá, Milheto, Milho, Milho (Pré-plantio),
Mostarda, Pastagens, Pimenta, Pimentão, Repolho, Rosa, Rúcula, Seringueira (Floresta
implantada), Soja, Sorgo, Todas, Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico,
Tomate, Trigo, Triticale
Injúria: Esta espécie ataca preferencialmente o cartucho, mas também podem ser
encontradas atacando plântulas, com hábito semelhante ao da lagarta rosca, espigas e,
também, perfurando a base da planta, atingindo o ponto de crescimento e provocando o
sintoma de "coração morto", típico da elasmo.
Métodos de Manejo:
 Controle químico: piretróides, organofosforado, antranilamida, metilcarbamato
de oxima, benzoiluréia, semicarbazone.
 Controle biológico: Baculovirus spodoptera e Bacillus thuringiensis
Número 13

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: Milho/UFT Campus Gurupi
Nome comum: cigarrinha-do-milho
Nome Científico: Dalbulus maidis
Culturas atacadas: Milho
Métodos de Manejo: Evitar o plantio de milho pipoca e milho doce em áreas com
histórico recente de alta incidência dos enfezamentos dado à alta susceptibilidade da
maioria dessas cultivares. Os métodos de controle mais eficientes são os culturais
evitando-se a multiplicação do vetor em plantios sucessivos, erradicação de plantas
voluntárias na área antes do plantio e uso de cultivares menos susceptíveis aos
patógenos. Também pode ser utilizado o tratamento de semente com inseticidas
sistêmicos.
Injuria: O exame do cartucho pode comprovar a presença do inseto. A contaminação
das plantas com as doenças somente pode ser comprovada pelo aparecimento dos
sintomas.
 Químico: tratamento de sementes para controle das cigarrinhas nos estádios
iniciais de desenvolvimento das lavouras e complementar com a aplicação de
inseticidas que também deve ser realizada na fase inicial de desenvolvimento da
cultura.
 Físico: plantio de diferentes cultivares pode ser considerada como medida de
controle
 Biológico: Para o controle biológico da cigarrinha do milho costuma ser usado o
fungo entomopatogênico Beauveria bassiana.

Número 14

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: Milho/UFT Campus Gurupi
Nome comum: Lagarta da espiga do milho
Nome Científico: Helicoverpa zea
Culturas atacadas: Abóbora, Abobrinha, Alfafa, Algodão, Amendoim, Arroz, Batata,
Berinjela, Brócolis, Cana-de-açúcar, Chuchu, Coco, Couve, Couve-flor, Fumo, Jiló,
Linhaça, Mandioca, Maracujá, Melancia, Melão, Milho, Pastagens, Pepino, Pimenta,
Pimentão, Repolho, Seringueira (Floresta implantada), Soja, Todas as culturas com
ocorrência do alvo biológico, Tomate, Tomate industrial, Trigo
Injúrias: Esta espécie de mariposa é considerada uma das mais importantes, pois tem
preferência por atacar as partes comercializáveis das plantas. No milho, o ataque das
pragas causa redução da fertilidade e do peso dos grãos, as lagartas atacam os estigmas
impedindo a fertilização provocando falhas em toda a espiga
Métodos de Manejo: O controle biológico é feito através dos predadores e
parasitoides: A tesourinha Doru luteipes se alimenta de ovos e de larvas pequenas da
praga; A vespa Trichogramma parasita os ovos de Helicoverpa zea.

ORTHOPTERA

Número 15

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT Campus Gurupi
Nome comum: Gafanhoto no milho
Nome Científico: Sphenarium purpurascens
Culturas atacadas: Lavoura do milho
Injúria: O dano que causa é a desfolha e foram encontrados entre 15 a 28
indivíduos por planta, enquanto coletados durante o ciclo agrícola de, entre
5 e 10 exemplares na área.
Métodos de Manejo: o controle químico ou os inseticidas biológicos.
Uma aplicação aérea com controle químico afetaria as áreas vizinhas por estarem
próxima das casas do Distrito.

Número 16

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: Cariri - TO
Nome comum: Gafanhoto marrom da caatinga
Nome Científico: Schistocerca ssp.
Culturas atacadas: Pastagens, Soja
Injúrias: começam a se alimentar de plantas rasteiras e, posteriormente, atacam
arbustos e até árvores. Permanecem sempre reunidas e se movem em conjunto. Somente
à noite, em tempo frio ou de calor intenso, permanecem estacionadas, procurando
abrigos. As formas jovens conhecidas como "saltões" causam danos consideráveis as
culturas. Os adultos, reunidos em grandes nuvens, são extremamente vorazes. Como
uma onda destruidora, danificam tudo por onde passam, não havendo obstáculos que
possam detê-los.
Métodos de Manejo: O controle do gafanhoto deve ser feito visando tanto as formas
jovens, como os adultos. Para o controle recomenda-se:
- Marcar rigorosamente os logais de postura, bem como as dimensões das áreas e datas
das posturas;
- Evitar revolver a terra onde os gafanhotos colocaram ovos;
- Quinze dias após as posturas, observar o nascimento das formas jovens;
- Iniciar o controle logo após o nascimento, antes que se espalhem;
- Caso já se tenham espalhado, localizar os locais de reunião e iniciar o controle ao
anoitecer ou ao amanhecer, pois ficam concentrados devido ao frio e o controle é bem
mais fácil;
- O controle pode ser feito por meio de iscas ou pulverização utilizando-se inseticidas
registrados para a cultura.

Número 17
Foto: Murilo Dotto (2022)
Local de Coleta: UFT -TO
Nome comum: Grilo-marrom
Nome Científico: Gryllus assimilis
Culturas atacadas: Ocorre como praga em hortas e jardins. Em lavouras extensivas,
raramente atinge o nível de dano.
Injúrias: Os danos de grilos são confundidos com os causados pelas lagartas cortadoras de
plântulas, de formigas e de besouros.
Os grilos cortam as plântulas e as transportam para dentro das galerias, onde também
armazenam palha e sementes. Os danos são causados pelo consumo de sementes, antes
da germinação e, principalmente, pelo corte de plântulas.
Métodos de Manejo: O controle de grilos em lavouras extensivas é considerado difícil pelo
hábito que a praga tem de proteger-se e armazenar alimento nas galerias.
Os agentes de controle biológico natural mantêm as populações de grilos em equilíbrio.
Dentro de galerias de grilos, freqüentemente são encontradas aranhas, lacraias,
reduvídeos e carabídeos predadores. Fungos que causam doenças em grilos se
desenvolvem quando são cultivadas plantas com ampla cobertura do solo e vegetação
exuberante, como o nabo forrageiro. A cobertura de solo, nos meses de outono e
inverno, com plantas de vegetação abundante cria ambiente favorável aos fatores de
controle biológico natural e desfavoráveis para a praga.
Número 18

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta:Cariri - TO
Nome comum: Gafanhoto voador
Nome Científico: Schistocerca cancellata
Culturas atacadas: culturas de arroz, feijão, milho, sorgo, trigo, cevada, centeio, canola
e aveia, que estão em vários estágios do desenvolvimento vegetativos, desde plantas
jovens às plantas maduras prontas para a colheita
Injúria: specialistas estão estudando os fatores que levam ao ressurgimento da praga
em sua fase mais agressiva. Possivelmente é decorrência da conjunção de fatores
climáticos (alta temperatura, baixa umidade, vento, etc).
Métodos de Manejo: inseticidas biológicos a base de Beauveria bassiana, Metarhizium
anisopliae, Acefato1, Cipermetrina, Deltametrina, Lambda-cialotrina e Malationa
COLEOPTERA
Número 19

Foto: Murilo Dotto (2022)

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: Milho/UFT Campus Gurupi
Nome comum: Vaquinha verde-amarela
Nome Científico: Diabrotica speciosa
Culturas atacadas: Abóbora, Alho, Batata, Batata yacon, Berinjela, Beterraba,
Brócolis, Canola, Cebola, Chalota, Couve, Couve-flor, Ervilha, Feijão, Feijão-caupi,
Feijão-vagem, Flores, Fumo, Gergelim, Girassol, Hortaliças, Lentilha, Mandioquinha-
salsa, Melancia, Melão, Milho, Pepino, Pimentão, Repolho, Sisal, Soja, Tomate.
Injúria: a larva se alimenta das raízes e interfere na absorção de nutrientes e água, e
também reduz a sustentação das plantas. O ataque ocasiona o acamamento das plantas
em situações de ventos fortes e de alta precipitação pluviométrica.
Métodos de Manejo
 Químico: Organofosfato;Piretroide;Neonicotinóides O método de controle mais
usado no Brasil é o emprego de inseticidas químicos aplicados via tratamento de
sementes, granulados e pulverização no sulco de plantio.
 Biológico: inimigos naturais Celatoria bosqi, Centistes gasseni,
fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae.

Número 20

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT - TO
Nome comum: Besouro
Nome Científico: Tenebrio molitor
Culturas atacadas: Farinha de trigo, Milho
Injúria: As larvas destroem farinhas, fubás, farelos, rações, macarrão, grãos quebrados
ou anteriormente danificados.
Métodos de Manejo:
 Químico: Inorgânicos percussor de fosfina. Plantas com propriedades inseticidas e/ou
repelentes.
 Físico: manuseio da temperatura e a umidade.
 Biológico: uso de inimigos naturais: Predadores: Podisus nigrispinus (Heteroptera:
Pentatomidae). Parasitoides: Trichoderma sp. Patógenos: o fungo entomopatogênico
Beauveria bassiana.
Número 21

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: Mandioca/UFT Campus Gurupi
Nome comum: mosca-das-galhas, verruga da mandioca
Nome Científico: Latrophobia brasiliensis
Culturas atacadas: Mandioca
Injuria
Métodos de Manejo: Para evitar o surgimento deste inseto em sua lavoura, siga as
seguintes medidas de controle:
- Utilize manivas sadias para o plantio;
- Faça análise de solo antes do plantio e as correções da adubação necessária para o
mandiocal;
- Faça rotação de cultura com plantas que não fazem parte da mesma família que a
mandioca, como por exemplo, o feijão, milho, arroz entre outras.
Número 22

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT - TO
Nome comum: formiga saúva
Nome Científico: Atta ssp.
Culturas atacada: Milho, algodoeiro, arroz, feijão, amendoim, cana de açúcar, soja,
pastagem e eucalipto.
Injúrias: Atacam quase todas as culturas, cortando folhas e ramos tenros, podendo
destruir completamente as plantas.
Métodos de Manejo:
 Controle químico: substâncias químicas aplicadas na forma de pó seco,
líquidos termonebulizáveis e iscas granuladas que as operarias carregam para
dentro do ninho. Pirazol, sulfonamida fluroalifática. O controle deve ser voltado
a eliminação da rainha.
 Controle biológico: utilizado fungos dos gêneros Beauveria bassiana (mais
eficientes) e Metarhizium anisopliae, mosquinhas da família Phoridae parasitam
as operárias, besouros, galinhas da angola e outros animais são inimigos
naturais. Outras formigas como a correição.
 Controle mecânico: destruição dos ninhos 3 dias após a revoada das formigas, e
remoção das gramíneas em volta.
 Controle cultural: usar plantas atrativas longe da área cultivada, usar plantas
repelentes entre o formigueiro e a área cultivada, preservação do meio ambiente
para que animais que se alimentam das formigas permaneçam por perto. Cultivar
algumas espécies de plantas que as formigas cortam e que controlam o
crescimento do fungo nos formigueiros como, gergelim, feijão guandu e
mamona.

Número 23

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT - TO
Nome comum: Gorgulho do milho
Nome Científico: Sitophilus zeamais
Culturas atacadas: Arroz, Arroz - Armazenado, Aveia, Cevada, Farelo de soja, Milho,
Milho - Armazenado, Soja, Todas as culturas com ocorrência do alvo biológico, Trigo,
Trigo - Armazenado
Injúria: Tanto larvas como os adultos são prejudiciais e atacam grãos inteiros. Os
danos se verificam na redução do peso e na qualidade do grão.
Métodos de Manejo:
 Químico: Organofosforado, piretróide, fosfina (fosfeto de alumínio e fosfeto de
magnésio), terra de diatomáceas, subprodutos do xisto. Plantas com propriedades
inseticidas e/ou repelentes.
 Físico: manuseio da temperatura e a umidade.
 Biológico: uso de inimigos naturais: Parasitoides: Anisopteromalus calandrae
(Hymenoptera: Pteromalidae), Theocolax elegans. Patógenos: o fungo
entomopatogênico Beauveria bassiana.

Número 24

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local de Coleta: UFT - TO
Nome comum: Besouro castanho
Nome Científico: Tribolium castaneum
Culturas atacadas: Arroz, Arroz - Armazenado, Aveia, Castanha-de-Cajú, Cevada,
Farelo de soja, Farinha de trigo, Milho, Milho - Armazenado, Soja, Todas as culturas
com ocorrência do alvo biológico, Trigo
Injúria: Esses insetos atacam todos os tipos de cereiais moídos, como farelo, rações,
farinhas, fubá e grãos quebrados, defeituosos ou já atacados por outras pragas. Atacam
raízes de gengibre, frutos secos, chocolate, nozes, grãos de leguminosas, etc. Por ser
praga secundária, sua presença, geralmente, é um sinal de que os grãos estão infestados
por pragas primárias.
Métodos de Manejo:
 Biológico: Armadilha atrativo feromônio
 Químico: Inorgânicos percussor de fosfina, fosfeto de alumínio, fosfeto de magnésio,
Terra de diatomacea, Dealmetrina.
 Físico: manuseio da temperatura e a umidade.
Biológico: Armadilha atrativo feromônio.

DIPTERA
Número 25
Foto: Murilo Dotto (2022)
Local de Coleta: Milho/UFT Campus Gurupi
Nome comum: Mosca-da-espiga
Nome Científico: Euxesta spp.
Culturas atacadas: é uma praga da cultura do milho, principalmente milho doce.
Injúria: As larvas, uma vez alcançando os grãos ainda leitosos, penetram no seu
interior onde completam o desenvolvimento larvário. Muitas vezes as larvas penetram
pelo embrião da semente, alimentando-se totalmente do grão, deixando apenas a
membrana externa
Métodos de Manejo: Controles químico e biológico são ineficientes contra a mosca-da-
espiga
A aplicação de produtos químicos ainda conta com o risco de deixar resíduos tóxicos nos grãos
que se destinam ao consumo humanospiga.
Para os insetos da ordem Lepidoptera, que na fase larval são as lagartas, o controle biológico
pode ser realizado com sucesso por meio da liberação de parasitoides de ovos como
o Trichogramma spp, uma vespinha capaz de parasitar os ovos, impedindo o desenvolvimento
do inseto.
2. Ficha para os ABC

Número 01

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local da Foto: UFT - TO
Nome comum: Tesourinha
Nome Científico: Doru luteipes
Tipo: Predador
Praga alvo: pulgões, ninfas de cigarrinhas, mosca-branca, lagartas pequenas, larvas
pequenas e pupas em geral
Cultura(s): milho, feijão, soja, algodão, trigo e outras culturas que ocorra a praga alvo

Produto Comercial no Brasil: Sim (X) Não ( )


Número 02

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local da Foto: UFT - TO
Nome comum: Maribondo Tatu
Nome Científico: Synoeca cyanea
Tipo: predador
Praga alvo: lagartas, vaquinhas, percevejos, bicho mineiro e outros.
Cultura(s): Milho, algodão, soja e demais culturas que ocorrer as pragas
Produto Comercial no Brasil: Sim ( ) Não ( )
Número 03

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local da Foto: UFT - TO
Nome comum: joaninha
Nome Científico: Coleomegilla maculata
Praga alvo: predador
Cultura(s): pulgões, mas também atacam ácaros, ovos de insetos e pequenas larvas
Produto Comercial no Brasil: Sim (X) Não ( )
Número 04

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local da Foto: UFT - TO
Nome comum: percevejo-predador
Nome Científico: Zelus
Tipo: predador
Praga alvo: lagarta - do - cartucho e ataca outros insetos.
Cultura(s): milho
Produto Comercial no Brasil: Sim ( ) Não ( )
Número 05

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local da Foto: UFT - TO
Nome comum: Louva-a-Deus
Nome Científico: Mantis religiosa
Tipo: predador
Praga alvo: moscas, mariposas, borboletas, grilos e gafanhotos, além de lagartos, pequenos
pássaros e até pequenos mamíferos
Cultura(s): Soja
Produto Comercial no Brasil: Sim (X) Não ( )
Número 06

Local da Foto: UFT - TO


Nome comum: Vespa paulista
Nome Científico: Polybia paulista
Praga alvo:
Cultura(s): Comercial no Brasil: Sim ( ) Não ( )
Número 07

Local da Foto: UFT - TO


Nome comum: Joaninha
Nome Científico: Cicloneda sanguínea
Tipo: predador
Cultura(s): várias, principalmente, principalmente pulgões, mosca-branca,
Lagartas e ovos.
Produto Comercial no Brasil: Sim (X) Não ( )
Número 08

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local da Foto: UFT - TO
Nome comum: Joaninha
Nome Científico: Eriopis connexa
Tipo: predador
Praga alvo: excelente predador de pulgões.
Cultura(s): lavoura de melancia
Produto Comercial no Brasil: Sim (X) Não ( )
Número 09

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local da Foto: UFT - TO
Nome comum: Besouro Caçador de Lagartas
Nome Científico: Calosoma sp. (Carabidae: Carabinae: Carabini)
Tipo: predador
Praga alvo: besouro é um caçador de lagartas
Cultura(s): são predadoras naturais de lagartas em plantações, especialmente na cultura
da soja
Produto Comercial no Brasil: Sim ( ) Não ( )

Número 10

Foto: Murilo Dotto (2022)


Local da Foto: UFT - TO
Nome comum: Libelinha ou donzelinha
Nome Científico: Heteragrion sp.
Tipo: Predador
Praga alvo: Moscas, mosquitos (inclusive o Aedes aegypti), mariposas, formigas,
abelhas, vespas e também alguns anfíbios e peixes pequenos e podem comer, em um só
dia, o equivalente a 14% de seu peso.
Cultura(s): gergelim, milho, feijão, regiões úmidas
Produto Comercial no Brasil: Sim ( ) Não ( )

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