Inf 0875
Inf 0875
de Jurisprudência
Este periódico destaca teses jurisprudenciais e não consiste em repositório oficial de jurisprudência.
RECURSOS REPETITIVOS
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 1/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
Ocorre que o CPC/2015 inovou ao estabelecer regra específica sobre honorários advocatícios
nos casos de rejeição de embargos à execução de título executivo extrajudicial, categoria que também
abrange a espécie Certidão de Dívida Ativa (CDA).
Agora prevê o art. 827, § 2º, que, quando a defesa apresentada pelo devedor não logra êxito na
desconstituição total ou parcial da dívida cobrada, seja em sede de embargos, seja nos próprios autos da
execução, caberá ao magistrado majorar a verba honorária já estabelecida inicialmente em 10% (dez por
cento), observado o limite de 20% (vinte por cento) sobre o valor do crédito exequendo.
Portanto, a verba honorária somente será devida em relação à cobrança da dívida (processo de
execução), inicialmente fixada em 10% e passível de majoração até 20% para remunerar o trabalho
adicional do advogado do credor, não havendo mais condenação autônoma de honorários advocatícios
na sentença extintiva dos embargos.
Aplicando esta nova disciplina normativa à controvérsia em julgamento, tem-se que, havendo
inclusão de honorários advocatícios referentes à cobrança de dívida pública por ocasião de adesão ao
programa de recuperação fiscal, a Fazenda Pública não poderá exigir judicialmente valor adicional a título
de verba honorária, sob pena de bis in idem, pois o acerto dos honorários no momento da adesão ao
parcelamento configura verdadeira transação sobre esse crédito.
Assim, fixa-se a seguinte tese do Tema Repetitivo 1.317/STJ: "A extinção dos embargos à
execução fiscal em face da desistência ou da renúncia do direito manifestada para fins de adesão a
programa de recuperação fiscal em que já inserida a verba honorária pela cobrança da dívida pública não
enseja nova condenação em honorários advocatícios."
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 2/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 210
DESTAQUE
Nos termos do art. 4º, I, do Decreto n. 9.246/2017, o indulto natalino ou a comutação não será
concedido às pessoas que "tenham sofrido sanção, aplicada pelo juízo competente em audiência de
justificação, garantido o direito aos princípios do contraditório e da ampla defesa, em razão da prática de
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 3/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
infração disciplinar de natureza grave, nos doze meses anteriores à data de publicação deste Decreto.".
De fato, à primeira vista pode parecer, em uma interpretação literal, que a vedação temporal à
aplicação do benefício estaria configurada quando a sanção decorrente da prática de falta grave tenha
sido efetivamente aplicada nos 12 meses anteriores à data do decreto.
Contudo, da própria Exposição de Motivos do Decreto em tela consta que o objetivo da regra é
avaliar a ocorrência de falta disciplinar grave nos 12 meses anteriores, denotando que a redação adotada
apenas não assumiu a melhor técnica, permitindo alguma ambiguidade.
Não há dúvidas, portanto, de que o objetivo da norma foi o de verificar o bom cumprimento da
pena no último ano decorrido, fator indicativo do bom comportamento do beneficiado, essencial ao
"desconto" ofertado em sua pena como incentivo da sociedade para o mais breve retorno ao convívio em
liberdade plena.
Esse entendimento é compatível com o que recentemente definiu esta Corte Superior no
julgamento do Tema 1347, segundo o qual "[a]regressão cautelar de regime prisional é medida de caráter
provisório e está autorizada pelo poder geral de cautela do juízo da execução, podendo ser aplicada,
mediante fundamentação idônea, até a apuração definitiva da falta.".
Note-se que interpretação diversa poderia efetivar a situação de um apenado que, por não ter
a sanção decorrente de falta grave em apuração aplicada no período de 12 meses anteriores ao decreto,
poderia estar em regressão cautelar de regime e ainda assim se beneficiar da comutação.
Por fim, importa registrar que a interpretação aqui acolhida não ofende os princípios que
regem a aplicação da lei penal no tempo, uma vez que, em verdade, apenas garante que cada apenado
receba as consequências positivas ou negativas derivadas de sua conduta naquele período de 12 meses,
compatibilizando-se inclusive uma das três máximas atribuídas ao Direito pelo jurista Romano Ulpiano:
"Dar a cada um o que é seu" (suum cuique tribuere).
Assim, fixa-se a seguinte tese do Tema Repetitivo 1195/STJ: O período de 12 meses a que se
refere o art. 4º, I, do Decreto n. 9.246/2017 caracteriza-se pela não ocorrência de falta grave, não se
relacionando à data de sua apuração, desde que já instaurado o processo administrativo disciplinar.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 4/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
PRECEDENTES QUALIFICADOS
Tema 1347/STJ
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 5/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
CORTE ESPECIAL
DESTAQUE
O art. 216-C do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (RISTJ) dispõe que "a
homologação da decisão estrangeira será proposta pela parte requerente, devendo a petição inicial
conter os requisitos indicados na lei processual, bem como os previstos no art. 216-D, e ser instruída com
o original ou cópia autenticada da decisão homologanda e de outros documentos indispensáveis,
devidamente traduzidos por tradutor oficial ou juramentado no Brasil e chancelados pela autoridade
consular brasileira competente, quando for o caso".
Nesse contexto, entende-se que a orientação jurisprudencial acima referida ainda está
conforme os novos regramentos do Código de Processo Civil de 2015.
Destarte, para o interessado que não é parte no processo alienígena ser considerado parte
legítima para requerer o pedido de homologação, deverá demonstrar a presença de interesse jurídico na
homologação.
Tal interesse decorre da necessidade de regularização de seu estado civil no Brasil, bem como
do reconhecimento de seu casamento com o falecido, celebrado em 2016 na Alemanha, para que possa
exercer plenamente seus direitos civis.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 6/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (RISTJ), art. 216-C, art. 216-D
Constituição Federal (CF), art. 1º, III, art. 5º, XV
ÁUDIO DO TEXTO
PROCESSO AgInt na Rcl 49.398-DF, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura,
Corte Especial, por unanimidade, julgado em 11/11/2025, DJEN
14/11/2025.
DESTAQUE
Não é cabível reclamação contra ato proferido por órgão julgador do próprio Superior
Tribunal de Justiça.
Vale dizer, "a reclamação constitucional é instituto voltado à higidez da hierarquia desta Corte
Superior sobre os demais juízes e tribunais nacionais, não constituindo via adequada para impugnar
decisão do próprio STJ, seja ela proveniente de qualquer dos seus órgãos colegiados ou de seus
respectivos membros" (AgInt na Rcl n. 38.564/PR, relatora Ministra Nancy Andrighi, Segunda Seção,
julgado em 29/10/2019, DJe de 4/11/2019).
No caso, o ato apontado como reclamado é decisão proferida pela Quarta Turma do STJ em
Agravo em Recurso Especial que, inclusive, foi objeto de embargos de divergência, os quais foram
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 7/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
indeferidos liminarmente, decisão mantida em sede de agravo interno pela Corte Especial.
Sendo assim, diante do evidente manejo da reclamação como sucedâneo recursal, não é
admissível a presente via de impugnação.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
ÁUDIO DO TEXTO
DESTAQUE
Em suas razões, o Ministério Público Federal alegou que "o Superior Tribunal de Justiça, ao
apreciar outras cartas rogatórias baseadas em decisões judiciais, julgou ser auxílio direto o meio legítimo
para o processamento dos respectivos pedidos de cooperação jurídica".
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 8/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
administrativa ─ o que se enquadraria na hipótese de auxílio direto, previsto no art. 28 do Código
de Processo Civil ─ ou se o pedido tem por objeto ato que enseja juízo deliberatório do STJ
─ hipótese de Carta Rogatória prevista no art. 36 do Código de Processo Civil.
A carta rogatória passiva diz respeito a decisões judiciais oriundas de juízos ou tribunais
estrangeiros que, para serem executadas em território nacional, precisam do juízo de delibação do STJ
sem, contudo, adentrar no mérito da decisão proveniente do país alienígena. No auxílio direto, por sua
vez, há um pedido de assistência do Estado estrangeiro diretamente ao Estado rogado para que este
adote as medidas internas mais adequadas para fazer cumprir o pedido. Essa assistência direta decorre de
acordo ou tratado internacional de cooperação em que o Brasil seja, necessariamente, signatário ou, na
ausência de tratado, ocorre quando há reciprocidade.
Ademais, de acordo com a doutrina, a grande diferença entre os dois veículos está no fato de a
carta rogatória buscar dar eficácia a uma decisão judicial estrangeira; no auxílio direto, é produzida uma
decisão brasileira a partir de um processo nacional, criado para cumprir uma demanda internacional.
Conforme previsto no art. 216-O do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, cabe
ao STJ analisar os pedidos de cooperação jurídica internacional que tiverem por objeto atos com o
necessário juízo de delibação, o qual compreende a análise do ato decisório emanado de autoridade
judicial estrangeira competente que não ofenda a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana e a
ordem pública nacional, conforme estabelecido no art. 216-P do RISTJ.
Nesse contexto, não significa que o relatório socioeconômico requerido pela Justiça rogante
necessite de ordem judicial brasileira para ser realizado, mas, sim, que a decisão exarada no processo
judicial não ofenda os critérios supracitados para seu cumprimento no Brasil.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 9/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 350
ÁUDIO DO TEXTO
DESTAQUE
Inicialmente, o critério para a definição do órgão competente para julgar o presente conflito
no Superior Tribunal de Justiça é a natureza do título cuja execução se busca.
O ANPP é um acordo criminal e não há previsão para sua execução no juízo cível. A execução
do acordo de não persecução penal é feita pelo juízo criminal, na forma do art. 28-A, § 6º, do Código de
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 10/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
Processo Penal.
Não há previsão de execução do ANPP no juízo cível, como ocorre na sentença penal
condenatória, na forma do art. 63 do CPP e do art. 516, III, do Código de Processo Civil.
A hipótese não é semelhante àquela de execução aparelhada por acordo firmado no âmbito
dos Juizados Especiais (CC n. 204.530, Rel. Ministro Raul Araújo, julgado em 7/8/2024). Na lei de regência
dos Juizados Especiais, está expresso que a composição civil dos danos é executada no Juízo cível (art. 74
da Lei n. 9.099/1995). Não há previsão semelhante para o ANPP.
Dessa forma, tendo em vista que a origem do título é criminal, em relação ao qual não há
previsão de execução no Juízo cível, a competência para resolver o conflito de competência é dos
colegiados criminais do Superior Tribunal de Justiça.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 757
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 11/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
PRIMEIRA SEÇÃO
DESTAQUE
Com efeito, a Lei n. 12.990/2014, vigente à época, determinava a reserva de 20% das vagas
oferecidas em concursos públicos da Administração Pública Federal sempre que o edital previsse, no
mínimo, três vagas, impondo que a nomeação dos aprovados observasse critérios de alternância e
proporcionalidade; sua constitucionalidade foi afirmada pelo STF na ADC (Ação Declaratória de
Constitucionalidade) n. 41.
O Plenário do STF, no julgamento da ADC n. 41, fixou que: (a) os percentuais de reserva de
vagas incidem em todas as fases dos concursos; (b) a reserva deve alcançar todas as vagas ofertadas no
certame, não se limitando ao edital de abertura; (c) é inadmissível o fracionamento de vagas por
especialidade com o objetivo de contornar a política de ação afirmativa, a qual somente se aplica a
concursos com mais de duas vagas; e (d) a classificação decorrente dos critérios de alternância e
proporcionalidade na nomeação deve irradiar efeitos por toda a trajetória funcional do beneficiário da
reserva.
Desse modo, os parâmetros legais então vigentes estabeleciam: reserva de 20% das vagas;
arredondamento para o primeiro inteiro subsequente quando o resultado fosse igual ou superior a 0,5, ou
redução para o inteiro imediatamente inferior quando menor; e nomeação observando critérios de
alternância e proporcionalidade, conforme a relação entre o número total de vagas e aquelas destinadas
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 12/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
aos cotistas.
O sorteio, entretanto, deve operar em estrita consonância com a política de ações afirmativas:
o quantitativo de vagas reservadas às pessoas negras deve incidir sobre o total de vagas do cargo, vedado
o fracionamento por áreas de especialização, "para burlar a política de ação afirmativa", conforme
assentado na ADC n. 41 e na Lei n. 12.990/2014.
Assim, a reserva da única vaga da Especialidade P02 para cotas raciais, em concurso com
especialidades autônomas e requisitos próprios do cargo, viola o art. 1º, § 1º, da Lei n. 12.990/2014, bem
como os critérios de alternância e proporcionalidade, e não encontra respaldo no método de sorteio,
destituído de fundamento legal.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
PRECEDENTES QUALIFICADOS
ADC n. 41.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 13/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
DESTAQUE
Com efeito, o art. 14 do Decreto n. 8.242/2014 dispõe que da decisão que indeferir o
requerimento de concessão, renovação ou que cancelar a certificação, caberá recurso no prazo de 30
(trinta) dias, contado da data de sua publicação. Estabelece, ainda, que o recurso deverá ser remetido à
autoridade certificadora, a qual, caso não reconsidere a decisão no prazo de 10 (dez) dias, encaminhará o
recurso ao respectivo Ministro de Estado para julgamento em última instância administrativa, no prazo de
60 (sessenta) dias.
Das informações prestadas pela autoridade impetrada, depreende-se que não houve
reconsideração da decisão e que, após essa etapa, o recurso foi submetido à manifestação da sociedade
civil, em cumprimento ao disposto no art. 26 da Lei n. 12.101/2009; e no art. 14, § 4º, do Decreto n.
8.242/2014.
Ademais, a alegação de que "os requerimentos de concessão e renovação do CEBAS devem ser
apreciados em ordem cronológica de protocolo, observando-se os princípios da legalidade,
impessoalidade e eficiência" não justifica a extrapolação excessiva do prazo legal estabelecido para
julgamento do recurso.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 14/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
Dessa forma, o transcurso de mais de 6 (seis) anos sem o exame do recurso administrativo
interposto pela impetrante revela-se excessivo e violador dos princípios constitucionais da eficiência e da
duração razoável do processo, previstos nos arts. 5º, inciso LXXVIII, e 37 da Constituição Federal.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
ÁUDIO DO TEXTO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 15/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
PRIMEIRA TURMA
DESTAQUE
Assim, o Tribunal a quo, analisando o apelo do autor, afirmou categoricamente que houve o
enriquecimento ilícito do réu, capitulando a conduta do art. 9º da LIA e imputando-lhe o perdimento dos
valores ilicitamente recebidos.
Portanto, não se extrai reforma em prejuízo dos réus, tendo o autor da ação postulado, com
base no enriquecimento ilícito, a aplicação das penalidades previstas no inciso I do art. 12 da LIA e,
notadamente, a perda de valores ilicitamente exigidos.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 16/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
ÁUDIO DO TEXTO
PROCESSO REsp 2.181.090-DF, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, por
unanimidade, julgado em 11/11/2025, DJEN 5/12/2025.
DESTAQUE
Com efeito, a fixação de prazos para a atuação investigativa do Ministério Público não ofende
norma constitucional expressa. A autonomia institucional e a independência funcional previstas no art.
127 da Constituição Federal não significam ausência absoluta de controles temporais.
Após as alterações promovidas pela Lei n. 14.230/2021, o inquérito civil para apuração de ato
de improbidade pode ser prorrogado apenas uma única vez por igual período de 365 dias, conforme art.
23, § 2º, da Lei n. 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), de modo que a extrapolação desse
limite caracteriza violação direta à norma legal.
Ademais, o referido prazo possui caráter peremptório, já que inserido no capítulo da Lei de
Improbidade que trata da prescrição (instituto de natureza peremptória), além de a norma expressamente
indicar a consequência para o descumprimento do prazo sem ajuizamento da ação: arquivamento. Não se
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 17/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
Por sua vez, o § 2º do art. 23 da Lei 8.429/1992 exige que a prorrogação seja determinada
"mediante ato fundamentado", exigência que deve ser interpretada junto com o art. 50 da Lei n.
9.784/1999, que determina motivação explícita, clara e congruente dos atos que afetem direitos.
Por fim, ressalte-se que a nulidade da prorrogação não implica extinção da pretensão punitiva,
nem impede o ajuizamento da ação de improbidade com base em elementos reunidos no inquérito civil
até a data da prorrogação inválida ou com fundamento em outras fontes probatórias.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 18/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
SEGUNDA TURMA
DESTAQUE
No caso, o Tribunal de origem concluiu, em julgamento não unânime, que é lícita a cláusula
que veda a veiculação de publicidade de venda de serviços e/ou produtos concorrentes ao transporte
coletivo municipal no âmbito de contrato de concessão de serviço de utilidade pública, com outorga
onerosa, para criação, confecção, instalação e manutenção de abrigos em ponto de parada de ônibus,
com possibilidade de exploração publicitária. E registrou que o tipo de serviço/produto prestado pelas
anunciantes - aplicativos de transportes - concorre com os das empresas que prestam serviço de
transporte público municipal.
Ocorre que não há concorrência entre o serviço de transporte urbano público coletivo e o
serviço de transporte urbano individual privado. A relação, nestes casos, é de complementaridade,
havendo evidente distinção entre os preços praticados e a forma de prestação, a exemplo da existência
de rota e horários predefinidos para o primeiro e da liberdade de definição de rota e horários para o
segundo.
Ademais, nos termos do art. 4º da Lei n. 13.874/2019: "É dever da administração pública e das
demais entidades que se vinculam a esta Lei, no exercício de regulamentação de norma pública
pertencente à legislação sobre a qual esta Lei versa, exceto se em estrito cumprimento a previsão
explícita em lei, evitar o abuso do poder regulatório de maneira a, indevidamente: [...] IV - redigir
enunciados que impeçam ou retardem a inovação e a adoção de novas tecnologias, processos ou
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 19/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
Assim, a aplicabilidade da norma disposta na referida lei não exige a superação da cláusula do
contrato administrativo, que proíbe a veiculação de publicidade que: "contenha mensagem que estimule
a venda de serviços e/ou produtos concorrentes ao Transporte Coletivo Municipal.", mas a sua
interpretação à luz da legislação infraconstitucional.
Significa dizer que a cláusula contratual por si só não padece de ilegalidade, mas sim o ato
praticado a partir dessa regra, qual seja, a proibição de veiculação de publicidade de aplicativos, bens e
serviços de empresas que atuam no mercado de mobilidade urbana na cidade.
Ou seja, a execução do contrato de acordo com as regras nele dispostas não pode, como feito,
servir para retardar ou impedir a adoção de novas tecnologias ou negócios, como no caso do transporte
urbano individual privado.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
PROCESSO REsp 1.829.707-MG, Rel. Ministro Francisco Falcão, Rel. para acórdão
Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, por maioria, julgado em
5/11/2024, DJEN 9/9/2025.
DESTAQUE
A efetiva inscrição do imóvel rural no Cadastro Ambiental Rural - CAR torna inexigível a
anterior obrigação, assumida em Termo de Ajustamento de Conduta, de averbação da reserva
legal na matrícula do imóvel, pois atingida a finalidade de regularização legal.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 20/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
Lei n. 4.771/1965, não extinguiu a obrigação de averbar a Reserva Legal na matrícula do imóvel, mas
apenas possibilitou que tal anotação seja realizada, alternativamente, no Cadastro Ambiental Rural - CAR"
(REsp n. 1.691.644/MG, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 14/8/2018, DJe de
9/9/2020).
No caso, o Tribunal de origem, após registrar que "a extinção da obrigação de fazer só ocorre
quando o proprietário prova o registro regular da reserva legal junto ao CAR, ou a satisfação da obrigação
original de averbação no registro dentro do termo firmado", concluiu que os recorridos demonstraram
"ter efetivamente produzido, relativamente aos imóveis rurais, a averbação da reserva legal segundo as
condições da legislação atual".
Com efeito, para fins de preservação ambiental, objetivo maior a ser tutelado, o Cadastro
Ambiental Rural - CAR é mais eficiente do que a averbação da reserva legal na matrícula do imóvel no
Cartório de Registro de Imóveis.
Isso porque a averbação da reserva legal na matrícula do imóvel exige apenas a menção da
área. Além disso, é documento de difícil acesso, disponível apenas no local do imóvel.
Por outro lado, nos termos do art. 29 da Lei n. 12.651/2012, o CAR é um "registro público
eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais, com a finalidade de integrar as
informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo base de dados para controle,
monitoramento, planejamento ambiental e econômico e combate ao desmatamento".
Em que pese não ter sido objeto expresso do julgamento, a importância do CAR também foi
ressaltada no julgamento da ADC 42/DF, constando do voto condutor do acórdão que "o CAR também
permitirá aos órgãos de controle dimensionar adequadamente o tamanho do nosso passivo ambiental".
Ou seja, o CAR é um sistema mais avançado, que traz segurança jurídica na evolução da
proteção ambiental, pois é de âmbito nacional, de fácil acesso, disponível na internet ([Link]), o
que não ocorre com o CRI.
Nesse contexto, a efetiva inscrição do imóvel rural no CAR torna inexigível a anterior obrigação
de averbação da Reserva Legal na matrícula do imóvel, pois atingida a finalidade de regularização legal.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 21/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 561
PROCESSO REsp 2.202.015-DF, Rel. Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, por
maioria, julgado em 9/9/2025, DJEN 16/9/2025.
DESTAQUE
Ao tratar dos pronunciamentos do juiz, o Código de Processo Civil define sentença como a
decisão por meio da qual a fase cognitiva é encerrada ou a execução é extinta. Os demais
pronunciamentos de natureza decisória se enquadram na definição de decisão interlocutória, conforme
art. 203, §§ 1º e 2º, do CPC.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 22/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
Assim, ainda que inexista na decisão o comando expresso de extinção do feito executório, são
inerentes ao ato os efeitos de uma decisão terminativa, recorrível por meio de recurso de apelação (art.
1.009 do CPC).
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 23/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
TERCEIRA TURMA
PROCESSO REsp 2.011.981-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira
Turma, por unanimidade, julgado em 9/12/2025, DJEN 17/12/2025.
DESTAQUE
A Lei n. 8.009/1990 - que disciplina o bem de família legal, cuja proteção independe da
manifestação da vontade do proprietário - foi promulgada com o propósito de resguardar o direito
fundamental à moradia, assegurando, à luz do princípio do patrimônio mínimo, a preservação da
dignidade da pessoa humana.
Assim, uma vez caracterizado o imóvel como bem de família, ele passa a estar sujeito a um
regime jurídico especial, encontrando-se protegido das obrigações decorrentes de direitos patrimoniais
subjetivos. Para tanto, basta que o imóvel sirva de residência da família do devedor ou que a renda obtida
com a sua locação seja destinada à subsistência da entidade familiar.
Evoluindo em tal orientação, a Terceira Turma do STJ concluiu que, mesmo em distintas
configurações familiares, com distintos núcleos em múltiplos imóveis, a proteção do instituto não cessa,
mas se estende a tantos imóveis quantos residam membros da entidade familiar.
Adensando ainda mais o conteúdo material da proteção do bem de família, a Quarta Turma do
STJ concluiu que, como a proteção da impenhorabilidade pode desdobrar-se para alcançar múltiplos
imóveis, ela também alberga situações que venham se consolidar supervenientemente à concessão da
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 24/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
Deduz-se, portanto, que a jurisprudência desta Corte Superior tem reiteradamente afirmado
que a proteção conferida ao bem de família pela Lei n. 8.009/1990 não visa a proteger o devedor contra
suas dívidas, mas a entidade familiar em sentido amplo, garantindo a dignidade da pessoa humana em
distintas configurações familiares. Essas situações abrangem mesmo circunstâncias fáticas constituídas
posteriormente à concessão do imóvel em garantia hipotecária de mútuo e estendem-se mesmo a mais
de um imóvel, desde que nele residam familiares do devedor.
Assim, o fato de a união estável e o nascimento do filho terem ocorrido após a constituição da
hipoteca não impede o reconhecimento da impenhorabilidade, desde que comprovada a utilização do
imóvel como residência da entidade familiar, como ocorreu, na espécie.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 493
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 25/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
DESTAQUE
Por isso, quanto ao dano, a Súmula 403/STJ estabelece que "independe de prova do prejuízo a
indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais",
sendo hipótese de dano moral in re ipsa, com ressalvas a partir de critérios de razoabilidade.
No que tange aos documentários, em especial aqueles que retratam fatos históricos, como
crimes de grande repercussão, existe um propósito informativo. Por isso, ambas as Turmas de Direito
Privado desta Corte Superior já apontaram que, inexistindo viés econômico ou comercial, apenas o uso
degradante da imagem gerará o dever de indenizar.
Neste processo, o autor autorizou o uso de sua imagem pela televisão aberta, para produção
de reportagem sobre Guilherme de Pádua, condenado pelo assassinato de Daniella Perez. Um trecho
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 26/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
desta reportagem, em que o recorrente aparece por dois segundos, foi reproduzido em documentário
exibido pela HBO. Ele aparece no documentário de forma acidental ou como coadjuvante, inexistindo
qualquer papel de relevo ou destaque, seja pelo pouco tempo de tela, seja pela inexistência de maiores
informações a seu respeito, pois sequer seu nome foi divulgado.
Por fim, não se trata de estender a autorização dada pelo autor à reportagem exibida na
televisão aberta, também, ao documentário produzido pela HBO. Trata-se de reconhecer a inexistência
de violação ao direito de imagem.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SÚMULAS
Súmula 403/STJ.
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 621
PROCESSO REsp 2.233.886-RS, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por
unanimidade, julgado em 9/12/2025, DJEN 15/12/2025.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 27/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
DESTAQUE
A alienação fiduciária constitui-se como espécie moderna do instituto hipotecário, razão pela
qual se impõe estender os mesmos efeitos protetivos da impenhorabilidade de pequena propriedade rural
já reconhecidos à hipótese de oferecimento do bem em hipoteca.
Depreende-se que o ordenamento jurídico brasileiro não distingue atos judiciais dos
extrajudiciais quando o resultado é a impenhorabilidade de bem protegido, razão pela qual a proteção
conferida à pequena propriedade rural é oponível tanto à penhora judicial quanto à consolidação
extrajudicial da propriedade, nos termos do art. 833, VIII, do CPC, e do art. 5º, XXVI, da CF.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 28/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
PRECEDENTES QUALIFICADOS
Tema 961/STF
Tema 1234/STJ
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 496
PROCESSO REsp 2.221.399-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por
unanimidade, julgado em 24/11/2025, DJEN 27/11/2025.
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 29/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
ÁUDIO DO TEXTO
PROCESSO REsp 2.114.283-RJ, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por
unanimidade, julgado em 3/11/2025, DJEN 6/11/2025.
DESTAQUE
A decisão judicial que impõe obrigação geral de "degustação" do serviço por prazo
determinado a todas as operadoras de telefonia extrapola a função jurisdicional e invade a esfera
de competência regulatória da ANATEL, violando a Lei n. 9.472/1997.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 30/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
No caso, as operadoras sustentam que a decisão do Tribunal de origem, ao criar uma regra
geral e abstrata de conduta, invadiu a competência regulatória da ANATEL.
De fato, a decisão judicial que impõe obrigação geral de "degustação" do serviço por prazo
determinado a todas as operadoras de telefonia extrapola a função jurisdicional e invade a esfera de
competência regulatória da ANATEL, violando a Lei n. 9.472/1997.
Assim, a criação de norma de caráter geral e abstrato pelo Poder Judiciário, modificando
condições de prestação de serviços para todo um setor econômico, viola o princípio da separação dos
poderes e a competência legalmente atribuída à agência reguladora.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
Código de Defesa do Consumidor (CDC), art. 18, art. 20, art. 35 e art. 49
Lei n. 9.472/1997 (Lei Geral de Telecomunicações), art. 19, X
ÁUDIO DO TEXTO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 31/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
DESTAQUE
É dever dos pais e mães primar pela preservação dos direitos de seus filhos, representando-os
judicialmente na hipótese de ação que busca o implemento de obrigação alimentar. Diante da relevância
da ação de alimentos ajuizada em favor de crianças e adolescentes, o abandono da causa por seu
representante legal configura conflito de interesses apto a autorizar a nomeação da Defensoria Pública
como curadora especial do alimentando.
Com efeito, em recente julgamento da Terceira Turma do STJ, concluiu-se que "o abandono
da causa em que postula a declaração de paternidade e a condenação a alimentos implica o
reconhecimento do conflito de interesses entre os da mãe e os da criança ou adolescente, justificando a
nomeação de curador especial" (REsp 2040310/MT, Terceira Turma, DJe 15/8/2024).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 32/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
encontro à sua proteção integral, não podendo a criança ter seu direito à subsistência prejudicado pela
negligência de seu representante. Assim, configurado o conflito de interesses do representante legal em
razão de sua inércia, é do melhor interesse do alimentando a nomeação da Defensoria Pública como
curadora especial, a fim de dar prosseguimento à demanda.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 12 - Edição Especial
ÁUDIO DO TEXTO
DESTAQUE
O art. 85, § 2º, do CPC não impede a cumulação das bases de cálculo dos honorários
advocatícios sucumbenciais, sendo possível considerar tanto o valor da condenação quanto o
proveito econômico obtido.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 33/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
Pela dicção do art. 85, § 2º, do CPC, verifica-se que não há impedimento para cumulação, na
base de cálculo dos honorários, do valor da condenação e do proveito econômico obtido.
O único elemento subsidiário refere-se ao valor da causa, que apenas incidirá se não houver
valor de condenação ou proveito econômico obtido, os quais se situam na mesma categoria, sem ordem
lógica de exclusão.
Com efeito, é comum que em ações contratuais haja condenação em dano moral, a ensejar
honorários sobre o valor da condenação, e declaração de inexigibilidade do débito, a ensejar honorários
sobre o valor do proveito econômico obtido (valor da inexigibilidade da dívida).
Por serem autônomas e apresentarem naturezas distintas, as duas bases de cálculo são
somáveis, e não excludentes, não havendo bis in idem. Aliás, as duas bases (pretensão declaratória e
pretensão indenizatória) deveriam representar, juntas, o valor adequado da causa, que deve corresponder
ao "conteúdo patrimonial em discussão ou ao proveito econômico perseguido pelo autor" (art. 292, § 3º,
CPC).
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
Código de Processo Civil (CPC), art. 85, § 2º, e art. 292, § 3º;
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 20 - Edição Especial
ÁUDIO DO TEXTO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 34/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
PROCESSO REsp 2.215.427-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por
unanimidade, julgado em 7/10/2025, DJEN 13/10/2025.
DESTAQUE
Por seu turno, a Resolução n. 96/2021 do BACEN, alterada pela Resolução BCB n. 365/2023,
que dispõe sobre a abertura, a manutenção e o encerramento de contas de pagamento, estabelece que o
consumidor deve ser informado acerca da redução dos limites de crédito em conta de pagamento pós-
paga.
Diversamente, quando tal conduta estiver associada a elementos que demonstrem efetivo
prejuízo, a exemplo de negativa vexatória, humilhação, exposição indevida ou constrangimento gerado
pela impossibilidade de realizar compras específicas e determinadas, poderá caracterizar dano moral
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 35/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
indenizável.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
PROCESSO REsp 2.230.998-SP, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira
Turma, por unanimidade, julgado em 11/11/2025, DJEN 27/11/2025.
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 36/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
Uma vez comprovada a sucessão empresarial, sobretudo se promovida às margens da lei, passa
a sociedade adquirente a responder solidariamente pelos débitos da empresa sucedida, mesmo os
contraídos anteriormente à aquisição.
SAIBA MAIS
Pesquisa Pronta / DIREITO EMPRESARIAL - PESSOAS JURÍDICAS
PROCESSO REsp 2.167.952-PE, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, por
unanimidade, julgado em 14/10/2025, DJEN 17/10/2025.
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 37/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
Nesse contexto, é necessário analisar (I) se a fiança bancária se enquadra na mesma espécie de
caução determinada pelo art. 520, IV, do CPC/15; (II) se o poder geral de cautela do Juízo possibilita a
exigência de fiança bancária para a liberação de valores no cumprimento definitivo de sentença.
A fiança bancária não é uma caução em sentido amplo, mas uma espécie de garantia
fidejussória, na qual uma instituição financeira garante a restituição ao estado anterior, na hipótese de
reversão da decisão que possibilitou ao exequente levantar os valores. Dessa forma, a fiança bancária é
uma garantia menos gravosa que a caução, pois não exige, num primeiro momento, um grande dispêndio
econômico do exequente.
Destarte, a jurisprudência do STJ compreende que "ao interpretar as normas que regem a
execução, deve-se extrair a maior efetividade possível ao procedimento executório" (REsp 1.851.436/PR,
Terceira Turma, DJe 11/2/2021).
Na mesma linha, a Terceira Turma do STJ entende que "a menor onerosidade ao executado
não se sobrepõe à efetividade da execução" (REsp 1.953.667/SP, Terceira Turma, DJe 13/12/2021). Nesse
aspecto, no cumprimento definitivo de sentença, não bastam a mera referência ao poder geral de cautela
do Juízo e a simples alegação de que a execução versa sobre elevado valor para justificar a exigência de
apresentação de fiança bancária sobre o valor incontroverso ao exequente.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 38/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
PROCESSO REsp 2.197.464-SP, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Rel. para acórdão
Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, por maioria, julgado em
9/12/2025, DJEN 23/12/2025.
DESTAQUE
Os advogados não estão sujeitos à aplicação de pena processual por sua atuação
profissional, devendo a sua responsabilidade pelo ajuizamento de lide temerária ser apurada em
ação própria.
Contudo, sobre a responsabilidade dos causídicos, o art. 77, § 6º, do CPC determina que os
advogados não estão sujeitos à aplicação de pena processual por sua atuação profissional.
No caso, verifica-se o ajuizamento de lide temerária, hipótese que atrai a incidência do art. 32
do Estatuto da OAB, pelo qual o advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, praticar
com dolo ou culpa. O parágrafo único do referido dispositivo legal dispõe que, em caso de lide temerária,
o advogado será solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a
parte contrária, o que será apurado em ação própria.
Assim, ainda que o advogado tenha proposto lide temerária, sua responsabilidade pelos ônus
sucumbenciais deve ser apurada em ação própria.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 39/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 40/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
SEXTA TURMA
PROCESSO RHC 219.766-SP, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma,
por maioria, julgado em 16/12/2025, DJEN 23/12/2025.
DESTAQUE
A redução do prazo prescricional pelo art. 115 do Código Penal aplica-se quando o réu
possui mais de 70 anos na data do acórdão que altera substancialmente a sentença condenatória.
Outros julgados desta Corte também apontam que há alteração substancial da sentença
quando o acórdão majora a reprimenda de modo a alterar inclusive o prazo prescricional. Nesse sentido,
o AgRg no AREsp 743.426/DF, Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 1º/8/2017 e o AgRg no REsp
1.481.022/RS, rel. para acórdão Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJe 22/10/2018.
No caso, constata-se que o réu completou 70 anos antes do acórdão que confirmou a
sentença condenatória, alterando-a de forma substancial, uma vez que majorou a pena de 4 anos para 5
anos, com agravamento do regime inicial, revogação da substituição por penas alternativas e modificação
do prazo prescricional, hipótese que se enquadra nos precedentes deste Superior Tribunal.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 41/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 42/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
ÁUDIO DO TEXTO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 43/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
ÁUDIO DO TEXTO
ÁUDIO DO TEXTO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 44/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
ÁUDIO DO TEXTO
ÁUDIO DO TEXTO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 45/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
ÁUDIO DO TEXTO
ÁUDIO DO TEXTO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 46/47
Informativo de Jurisprudência n. 875 3 de fevereiro de 2026.
ÁUDIO DO TEXTO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 47/47