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Karnak

Karnak, uma próspera cidade antiga, caiu em ruínas após a descoberta de uma criatura monstruosa chamada Nagastryx, que aterrorizou seus habitantes e levou ao surgimento de um culto em sua adoração. Os sobreviventes se refugiaram em catacumbas subterrâneas, onde reconstruíram suas vidas em torno de um lago, mas sofreram mudanças físicas e culturais significativas ao longo das gerações. A nova sociedade Karnakiana, adaptada ao ambiente escuro, valoriza a expressão artística, mas enfrenta um preocupante declínio físico devido à falta de luz solar.

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Karnak

Karnak, uma próspera cidade antiga, caiu em ruínas após a descoberta de uma criatura monstruosa chamada Nagastryx, que aterrorizou seus habitantes e levou ao surgimento de um culto em sua adoração. Os sobreviventes se refugiaram em catacumbas subterrâneas, onde reconstruíram suas vidas em torno de um lago, mas sofreram mudanças físicas e culturais significativas ao longo das gerações. A nova sociedade Karnakiana, adaptada ao ambiente escuro, valoriza a expressão artística, mas enfrenta um preocupante declínio físico devido à falta de luz solar.

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Há muitos séculos, Karnak era a próspera capital de um reino rico e fértil.

Seu povo
trabalhava duro para transformar a terra do deserto em terras aráveis, especialmente
durante o reinado do grande Imperador Amenófis, o último e maior governante de
Karnak. Durante seu reinado, vastas extensões de terra foram reclamadas do deserto e
trazidas para a produção agrícola, tornando Karnak uma potência na região.
Como um tributo à grandiosidade do Imperador Amenófis, uma imensa pirâmide foi
erguida em sua honra após sua morte. Essa pirâmide se tornou a construção mais icônica
e importante de Karnak, simbolizando o poder e a glória do reino. Sua magnitude e
majestade atraíam visitantes de todos os cantos do reino e além, tornando-se um
símbolo de orgulho para o povo.
A pirâmide de Amenófis se destacava na paisagem da cidade, com suas proporções
colossais e sua arquitetura impressionante. Ela era considerada uma maravilha do mundo
e um testemunho duradouro da grandeza do Império de Karnak. Sua construção foi um
feito monumental, exigindo a habilidade e a dedicação de muitos trabalhadores e
artesãos talentosos.
A queda de Karnak foi abrupta, marcada pelo fatídico dia em que os trabalhadores,
cavando sob a grande pirâmide para expandir os túneis de acesso, fizeram uma
descoberta aterrorizante. Ao alcançarem o fundo escuro do covil, depararam-se com
uma criatura monstruosa chamada Nagastryx. Essa abominação reptiliana tinha o corpo
maciço de um crocodilo, coberto de escamas grossas e resistentes. Suas várias cabeças
erguiam-se em longos pescoços serpentinos, cada uma delas coroada com olhos que
brilhavam com uma fúria infernal.
As cabeças de Nagastryx eram cobras venenosas, com dentes afiados como lâminas,
prontas para injetar seu veneno letal em qualquer intruso que se atrevesse a se
aproximar.
A criatura emanava uma aura de escuridão e malícia, sua presença era sufocante e
aterrorizante. Seu poder era lendário, e a notícia de sua descoberta se espalhou
rapidamente, gerando medo e desespero entre os habitantes de Karnak. A cidade, que já
estava em declínio, entrou em uma espiral descendente ainda mais rápida à medida que
Nagastryx aterrorizava a população e destruía tudo em seu caminho.
Ninguém sabia de onde o monstro havia surgido. Alguns acreditavam que a criatura era
uma antiga divindade vingativa, despertada de seu sono profundo para punir os pecados
de Karnak. Outros viam-na como um presságio sombrio do destino da cidade.
A aparição de Nagastryx foi um marco sombrio na história de Karnak, sinalizando o
início do fim para essa cidade outrora próspera. A criatura feroz e implacável tornou-se
um pesadelo recorrente nos sonhos dos habitantes da cidade, um lembrete constante de
sua queda do poder e grandeza.
A criatura provou ser uma ameaça implacável, matando quase todos os trabalhadores
que haviam ousado perturbar seu covil sob a grande pirâmide de Karnak. Com seu
tamanho imponente, velocidade feroz e as múltiplas cabeças de cobra que se moviam
com astúcia, a criatura se tornou uma verdadeira máquina de caça. À noite, ela se
aventurava pelas ruas da cidade em busca de presas vivas, espalhando o terror entre os
moradores.
A guarda da cidade, treinada para enfrentar inimigos humanos, mostrou-se impotente
diante da fúria de Nagastryx. Suas cabeças de cobra se moviam em uma dança sinistra,
atacando com mordidas venenosas e esquivando-se habilmente dos golpes desesperados
dos soldados.
Com a crescente carnificina causada pelo monstro, os governantes de Karnak ficaram
desesperados em busca de uma solução. Sem saber como derrotar a criatura, eles
recorreram a uma medida extrema: mandar criminosos das cadeias da cidade para a
pirâmide como isca para Nagastryx se alimentar. Foi uma ação desesperada para tentar
conter o monstro, sacrificando vidas humanas em troca de um momento de alívio.
Os gritos agonizantes das vítimas ecoavam pelos corredores da pirâmide, misturando-se
ao som dos rugidos raivosos. A criatura devorava suas presas com voracidade,
alimentando-se dos condenados que haviam sido oferecidos como sacrifício.
O surgimento do estranho culto em Karnak aconteceu rapidamente, espalhando-se
como uma praga pela cidade assolada pelo terror de Nagastryx. Os membros desse culto
viam a criatura monstruosa como uma divindade, acreditando que ela era um deus que
exigia sacrifícios em troca de sua benevolência. As vítimas do monstro eram
consideradas como oferendas sagradas, oferecidas em ritualísticos atos de adoração.
Os antigos deuses de Karnak, como Lekborh, Phammera e Nuther, que antes eram
amplamente reverenciados, foram rapidamente esquecidos em favor da devoção a
Nagastryx. O culto se voltou para a criatura como uma nova divindade, atribuindo-lhe
poderes e atributos divinos. Os líderes do culto promoviam fervorosamente a adoração a
Nagastryx como o único caminho para a salvação e proteção contra a fúria do monstro.
Com o tempo, o culto a Nagastryx cresceu rapidamente em Karnak. A maioria dos
cidadãos, atormentados pelo medo constante do monstro e desesperados por uma
solução, voltaram-se para a adoração à criatura como sua única esperança. As práticas
religiosas anteriores foram deixadas de lado em favor da veneração a Nagastryx,
considerando-o como uma divindade poderosa e temível que governava sobre a cidade.
Assim, a sombra de Nagastryx pairava sobre Karnak não apenas como uma ameaça
física, mas também como uma presença divina adorada por muitos. O culto ao monstro
se tornou uma parte integral da vida das pessoas, influenciando a cultura, a sociedade e
as crenças dos cidadãos. A antiga adoração aos deuses de Karnak foi eclipsada pela
devoção a Nagastryx, enquanto o culto acreditava que apenas a oferta de sacrifícios
humanos poderia acalmar a ira do monstro e garantir a proteção e favor divino.
Com a crescente influência do culto em Karnak, os adoradores da criatura começaram a
buscar prazeres cada vez mais obscuros e perturbadores. A adoração à monstruosa
divindade se misturou com uma busca por escapismo e indulgência, levando os
seguidores a se entregarem a bebidas e alucinógenos. Essas substâncias, muitas vezes
obtidas através de meios obscuros, eram usadas como uma forma de esquecimento,
uma maneira de fugir da realidade aterrorizante imposta por Nagastryx e seu reinado de
terror.
À medida que a adoração se intensificava, os adoradores negligenciavam suas
responsabilidades e deveres diários. Os trabalhadores, que antes eram encarregados da
manutenção do sistema de irrigação que garantia a fertilidade da terra, abandonaram
suas tarefas, levando a uma rápida deterioração do sistema agrícola de Karnak. A terra
rica e fértil que sustentava a cidade se transformou em um deserto árido e improdutivo,
resultando em escassez de alimentos e recursos.
Além disso, a presença caótica do culto também afetou a disciplina do exército de
Karnak. Antes uma força poderosa e organizada, o exército caiu em desordem, com
muitos soldados aderindo ao culto e abandonando seus deveres militares. A falta de
disciplina e liderança prejudicou a capacidade de defesa da cidade, tornando-a
vulnerável aos ataques de inimigos externos.
A situação caótica em Karnak também afetou a população em geral. Aqueles que não
aderiram ao culto de Nagastryx se rebelaram contra o caos e a opressão imposta pelo
culto e pelo monstro. Muitos cidadãos abandonaram Karnak, buscando refúgio em
outras terras em busca de uma vida mais estável e segura, longe do domínio de
Nagastryx.
Assim, a influência do culto em Karnak trouxe uma série de consequências negativas
para a cidade. A busca por prazeres viciosos, a negligência das responsabilidades
cotidianas, a deterioração do sistema agrícola, a desorganização do exército e a revolta
da população resultaram em um caos generalizado.
Saqueadores invadiram Karnak com violência, derrubando seus muros e incendiando
seus edifícios. A cidade uma vez próspera foi reduzida a escombros em um curto espaço
de tempo. A maioria dos habitantes foi morta ou capturada, enquanto poucos
conseguiram escapar para as profundezas das catacumbas que se estendiam sob a
cidade.
Os sobreviventes encontraram refúgio nas vastas e escuras catacumbas, guiados pelos
sacerdotes de Nagastryx. Eles lideraram o povo de Karnak através de túneis estreitos e
passagens escondidas, buscando um novo lar nas entranhas da terra. A vida nas
catacumbas era difícil, com falta de luz, comida e condições precárias.
Com o tempo, os Karnakianos começaram a construir uma nova cidade subterrânea,
usando as habilidades e conhecimentos que tinham trazido consigo da cidade acima. Eles
esculpiram novas habitações nas rochas, criaram fontes de água, construíram templos e
até mesmo tentaram cultivar plantas subterrâneas para sustento. No entanto, a
adoração a Nagastryx continuou a ser a força central que os impulsionava, com os
sacerdotes exercendo poder e influência sobre a comunidade.
A nova cidade subterrânea de Karnak era sombria e enigmática, com corredores
estreitos e passagens secretas, iluminadas apenas por tochas e luzes tênues. A vida lá
era dura e desafiadora, mas os Karnakianos se adaptaram, desenvolvendo novas
habilidades e sobrevivendo em seu novo ambiente subterrâneo. A cidade cresceu
lentamente, enquanto eles lutavam para manter sua cultura e adoração a Nagastryx
viva, mesmo nas profundezas das catacumbas.
A história de Karnak tornou-se lendária entre seu povo, passando de geração em
geração como uma cidade outrora grandiosa que havia caído, mas que havia renascido
em um mundo subterrâneo. Os Karnakianos mantiveram sua devoção a Nagastryx, o
monstro que havia destruído sua cidade original, e continuaram a adorá-lo como um
deus, acreditando que sua proteção e bênçãos eram necessárias para sua sobrevivência
nas catacumbas escuras e perigosas.
O povo sobrevivente de Karnak, refugiado nas catacumbas subterrâneas, estabeleceu
sua nova vida em torno de um grande lago alimentado por canais cortados em rocha
sólida. Esse lago tinha sido originalmente construído durante o reinado do Imperador
Amenófis como o principal suprimento de água da cidade. Agora, ele se tornara uma
fonte vital de água para a nova cidade subterrânea.
Os habitantes de Karnak aprenderam a cultivar cogumelos e outros fungos comestíveis
nas margens do lago, garantindo assim uma fonte sustentável de comida nas
profundezas das catacumbas.
As casas foram construídas acima das ruínas da antiga cidade, aproveitando as
estruturas existentes, como paredes de pedra e ruínas de edifícios, para criar novos
lares subterrâneos. Embora a nova cidade subterrânea fosse muito menor em tamanho
do que a antiga capital de Karnak, ela oferecia maior segurança, escondida sob as areias
do deserto, longe do alcance dos invasores e dos perigos do mundo exterior.
Acima, as areias do deserto cobriram os remanescentes da cidade original de Karnak,
fazendo com que ela se perdesse na vastidão do deserto. A nova cidade subterrânea era
um refúgio seguro para os sobreviventes, onde podiam reconstruir suas vidas e
preservar sua cultura e adoração a Nagastryx, longe das ameaças do mundo exterior. O
lago subterrâneo e a agricultura de fungos se tornaram a base da subsistência dos
habitantes de Karnak, permitindo-lhes prosperar em seu novo ambiente subterrâneo,
adaptando-se às condições desafiadoras e reconstruindo sua cidade em um novo lar sob
as areias do deserto.

Os Karnakianos

Geração após geração, os Karnakianos viveram suas vidas nas profundezas do subsolo,
adaptando-se ao ambiente escuro e confinado. Sua pele, antes bronzeada pela
exposição ao sol, agora se tornou extremamente pálida. A falta de luz solar fez com que
sua pigmentação diminuísse gradualmente ao longo do tempo, deixando suas peles
quase translúcidas, de um tom esbranquiçado.
Além disso, os cabelos dos Karnakianos também passaram por mudanças significativas.
Antes de cor escura, seus cabelos agora se tornaram brancos como osso. Essa mudança
pode ter sido uma resposta evolutiva à falta de exposição à luz solar, tornando-se uma
vantagem para a visibilidade no ambiente escuro do subsolo.
Outra notável adaptação dos Karnakianos foi o desenvolvimento de visão no escuro.
Suas pupilas se dilataram ao longo das gerações, permitindo-lhes captar mais luz em
ambientes de baixa luminosidade. Além disso, suas células fotossensíveis na retina
foram modificadas para se tornarem mais sensíveis a pouca luz, permitindo-lhes
enxergar melhor no escuro. Isso lhes deu uma clara vantagem em seu ambiente
subterrâneo, permitindo-lhes se movimentar e caçar com maior facilidade nas condições
de pouca luminosidade.
Essas mudanças na pele, cabelos e visão dos Karnakianos foram adaptações genéticas
que ocorreram ao longo de várias gerações de vida no subsolo. Essas características
físicas os tornaram distintos dos humanos que viviam na superfície, permitindo-lhes
sobreviver e prosperar. A nova geração de Karnakianos, com pele pálida, cabelos brancos
e visão aguçada no escuro, estava perfeitamente adaptada à sua nova vida nas
profundezas das ruínas subterrâneas.
Os Karnakianos valorizam muito a estética e a expressão individual, mesmo em seu
ambiente subterrâneo. Cada um deles usa uma máscara estilizada, que pode representar
um animal, uma face humana ou até mesmo uma figura mitológica. Essas máscaras são
verdadeiras obras de arte, feitas com diferentes materiais, como ouro, prata ou bronze.
Elas são decoradas com detalhes meticulosos, como miçangas, ossos, plumas e jóias,
criando uma verdadeira explosão de cores e texturas.
Além das máscaras, as roupas dos Karnakianos também são extravagantes. Eles não
economizam em cores brilhantes, tecidos exóticos e padrões elaborados. Suas
vestimentas são uma forma de expressão pessoal, e cada Karnakiano pode ter seu estilo
único. As jóias também são uma parte importante de sua aparência, com braceletes,
colares, anéis e brincos adornando seus corpos de forma vistosa.
Outra forma de expressão dos Karnakianos é a pintura corporal. Alguns deles pintam
seus corpos com cores brilhantes, criando intrincados desenhos e padrões em suas peles
pálidas. Essa prática pode ter significados simbólicos ou simplesmente ser uma forma de
autoexpressão artística.
As espadas curtas ou adagas são comuns entre os Karnakianos, e muitos deles carregam
essas armas consigo como uma medida de proteção e status. Essas espadas são muitas
vezes ornamentadas com detalhes decorativos, como gravuras ou jóias incrustadas,
adicionando ainda mais estilo às vestimentas dos Karnakianos.
A cultura dos Karnakianos é rica em expressão artística e visual, com suas máscaras,
roupas extravagantes, jóias brilhantes e pinturas corporais, que refletem a sua
identidade como um povo único e adaptado à vida no subsolo. Essa forma de expressão
criativa e adornada é uma parte importante da sua sociedade, adicionando cor e beleza
ao ambiente escuro das catacumbas onde construíram sua nova cidade.
Apesar de sua expressão artística e visual marcante, estão sofrendo as consequências
da vida no subsolo. Cada nova geração é menor do que a anterior, evidenciando um
declínio físico preocupante. A falta de exposição à luz solar e o confinamento nas
catacumbas subterrâneas têm afetado seu crescimento e desenvolvimento.
Muitos Karnakianos têm perdido a conexão com o mundo exterior, esquecendo-se da
existência de um mundo além das catacumbas. Eles passam a maior parte de suas vidas
imersos em sonhos bizarros, escapando da realidade difícil em que vivem. Esses sonhos
podem ser cada vez mais frequentes, substituindo a percepção da realidade e levando-
os a se desconectar do mundo ao seu redor.
Seus costumes atípicos, como o uso de máscaras e a expressão artística exuberante,
muitas vezes se tornam uma fuga ainda mais profunda para seus mundos de sonhos. As
máscaras podem ser usadas como uma forma de se desconectar da realidade e se
esconder atrás de uma persona fictícia, enquanto suas expressões artísticas podem ser
uma tentativa de encontrar significado e beleza em meio às adversidades.
A cultura dos Karnakianos está sendo impactada negativamente pelo declínio físico e
mental resultante de sua vida subterrânea. A desconexão do mundo exterior, a
diminuição de tamanho de suas gerações e a prevalência de sonhos bizarros estão
mudando drasticamente sua forma de viver e perceber a realidade, tornando sua raça
moribunda e levando-os a questionar a natureza de sua existência.

Facções de Karnak

Os Lekbohranos: são um grupo de guerreiros devotos do deus Lekbohr, o deus da


natureza e fertilidade. Eles são conhecidos por sua conexão com a natureza e sua
devoção à justiça temperada pela misericórdia. Os Lekbohranos usam máscaras de
madeira com a face de Lekbohr, retratando um homem de cabelos compridos, barbado e
com um olhar sereno, simbolizando sua conexão com o deus da natureza. Além das
máscaras, cada membro dos Lekbohranos veste uma camisa de malha sob uma túnica
verde, representando sua ligação com a natureza e seu papel como guerreiros da
natureza.
Um aspecto marcante dos Lekbohranos é a tatuagem de uma pequena folha verde em
seu ombro direito, que simboliza sua devoção à natureza e sua crença na importância da
proteção e preservação do meio ambiente. Os Lekbohranos acreditam que a justiça deve
ser equilibrada com a misericórdia, buscando encontrar harmonia e equilíbrio nas suas
ações.
Os Lekbohranos também têm uma forte conexão com os ciclos das estações do ano, e
veneram Lekbohr durante esses ciclos, reconhecendo sua importância na fertilidade da
terra e na renovação da natureza. Eles podem realizar rituais sazonais, cerimônias e
práticas religiosas associadas à celebração da natureza e à adoração de Lekbohr.
Como guerreiros ligados à natureza, os Lekbohranos podem se envolver em atividades
de proteção do meio ambiente, defesa dos recursos naturais e promoção da harmonia
entre os seres humanos e a natureza. Eles podem ser respeitados e reverenciados como
defensores da natureza e líderes em sua comunidade Karnakiana.

Os Phammerianos: são uma facção de seguidores de Phammera, a deusa da magia. Eles


são todos magos dedicados à prática da magia em todas as suas formas. Vestem
máscaras de pedra que representam a face de Phammera, que é retratada como um
anciã com longas mechas e uma expressão sábia. A máscara de pedra é esculpida com
detalhes cuidadosos para capturar a sabedoria e o poder associados à magia.
Os Phammerianos também portam adagas prateadas, que são usadas como símbolo de
sua dedicação à magia e como ferramentas em seus rituais e feitiços. As adagas são
afiadas e elegantes, com punhos ornamentados e gravuras místicas que representam a
conexão com Phammera e o poder da magia.
Além disso, os Phammerianos vestem robes que são decorados com vários símbolos
mágicos e rúnicas. Esses símbolos podem representar elementos, estrelas, luas, ou
outros símbolos associados à magia e ao poder místico. Os robes são geralmente de
cores escuras, como preto ou azul escuro, para evocar a aura misteriosa e poderosa da
magia.
Os Phammerianos acreditam que a magia é uma força poderosa e misteriosa que
permeia o mundo, e eles se dedicam a estudá-la, dominá-la e usá-la para o bem de sua
sociedade e para honrar a deusa Phammera. Eles são considerados sábios e respeitados
dentro da sociedade Karnakiana, sendo procurados para orientação e ajuda em questões
mágicas e espirituais. Através de suas máscaras, adagas e robes, os Phammerianos
exibem sua devoção à magia e à deusa Phammera, buscando manter viva a chama do
conhecimento místico em sua sociedade moribunda.
A palma da mão direita de cada um é marcada com pequenas linhas prateadas na forma
de uma estrela de cinco pontas. Os Phammerianos recordam as posições das estrelas e
dos planetas, então eles saberão quando são seus dias sagrados.
Os Phammerianos são conhecidos por sua amigável relação com feiticeiros, bardos e
magos, considerando-os como aliados e companheiros na busca do conhecimento e
domínio da magia. No entanto, eles olham com desconfiança para guerreiros e bárbaros,
que são vistos como mais inclinados à força bruta e menos sintonizados com os aspectos
sutis e complexos da magia.
Os Phammerianos têm um profundo respeito pela natureza cósmica da magia,
acreditando que as estrelas e os planetas são entidades divinas que influenciam e
moldam a magia do mundo. Eles buscam entender e se harmonizar com essas influências
celestiais, utilizando-as em sua prática mágica e em sua busca por sabedoria e poder.
Através da observação das estrelas e planetas, os Phammerianos buscam compreender
os mistérios do universo e aprofundar sua conexão com o deus Phammera.

Os Nutherianos são devotos de Nuther, o deus da renovação. Eles são conhecidos por
serem guerreiros divinos, dedicados à proteção e à promoção da renovação e
regeneração em todas as suas formas. Sua fé é baseada na crença de que a renovação é
um processo sagrado e essencial para o equilíbrio e a harmonia do mundo.
Os Nutherianos usam máscaras de metal que representam a face de Nuther,
retratando-o como um jovem rapaz, com traços suaves e expressão serena. Essas
máscaras são consideradas sagradas e são usadas como símbolos de devoção e conexão
com seu deus. As máscaras são geralmente feitas de metal dourado ou prateado, e são
habilmente trabalhadas para capturar os detalhes do rosto de Nuther.
Além das máscaras, os Nutherianos usam cotas de malha como armadura, que são
usadas sob túnicas brancas ou amarelas. Essas cores são consideradas sagradas e
simbolizam a pureza, a luz e a renovação. A cota de malha é usada como proteção
durante as batalhas e combates, enquanto as túnicas brancas ou amarelas representam
a devoção e a conexão com Nuther como seu deus.
Os Nutherianos são guerreiros habilidosos e comprometidos, dedicados a defender os
princípios de renovação e regeneração em sua fé. Eles acreditam que a renovação é um
processo contínuo e necessário para o crescimento, a cura e a transformação, tanto a
nível individual como coletivo. Os Nutherianos veem sua missão como a de proteger e
promover a renovação em todas as áreas da vida, lutando contra a estagnação, a
decadência e a destruição, e buscando ativamente trazer a energia revitalizadora de
Nuther para aqueles que precisam dela. Eles são conhecidos por sua bravura, disciplina e
compromisso com a justiça e a renovação, e são respeitados como defensores dos
ensinamentos e valores de Nuther.
As três facções em Karnak, os Lekbohranos, os Phammerianos e os Nutherianos, têm
uma relação tensa entre si. Cada facção acredita firmemente que apenas seus membros
têm o conhecimento e a sabedoria necessários para restaurar a grandeza perdida de
Karnak, e há uma rivalidade constante entre eles.
Quando membros das diferentes facções se encontram, é comum ocorrerem discussões
acaloradas e até mesmo confrontos físicos. As diferenças de crenças, práticas e visões
de mundo entre as facções muitas vezes resultam em desentendimentos e animosidade.
As discussões podem envolver debates acalorados sobre qual facção possui o caminho
correto para restaurar Karnak, com cada grupo defendendo com fervor sua própria
abordagem e menosprezando as dos outros.

O Alquimista de Loom

A caravana avançava lentamente pelo deserto escaldante, com os raios do sol brilhando
implacavelmente sobre a paisagem árida. A areia fina soprava pelo ar, formando
pequenos redemoinhos que dançavam ao redor dos viajantes. A caravana consistia em
uma série de carroças e cavalos, todos carregando suprimentos, mercadorias e os
próprios viajantes.

Entre os viajantes estava Salix olhando para seu escudo de madeira adornado com uma
pedra azul no centro.
-É estranho carregar isso comigo. Eu não me lembro de nada, mas algo nesse escudo me
atrai. - E se perdia na pedra mais uma vez.
Ao lado dele vendo essa cena estava Ultimus, um homem com vestes vermelhas, uma
armadura que protegia seu braço esquerdo inteiro em um tom escarlate sangue. Usava
uma máscara vermelha sobre o rosto que estava bem esfarrapada.
Assim como o homem careca com escudo ao seu lado, ele se permitia devanear, lebrando
do seu motivo de estar na caravana.
-Preciso pegar ele. -Dizia para si mesmo. Mantinha sua guarda atento enquanto a
caravana avançava.

Erik olhava sua espada que tinha o tamanho de 1,4m .


-Acho que vamos se aperfeiçoar ainda mais. - Dizia enquanto olhava para Arthur que
estava sorrindo.
-Os melhores guerreiros se encontram no reino de Atuna. Mal posso esperar para
começar. Dizia Arthur limpando a lâmina da sua lança.
Erik olhava para o vasto deserto e o admirava.
-É realmente impressionande. Essa vastidão de areia. Me pergunto o que era está
região.

Na caravana, um anão mais claro que os anões habituais, careca e sem barba. Ele usava
um macacão de couro e um lenço laranja em seu pescoço. Em suas mãos se encontrava
uma aranha metálica que estava analisando.
-Que interessante. Nunca tinha visto essa liga antes. - Um elfo loiro, de olhos verdes se
movia no banco para mais próximo do anão.
-Olá, o que você está analisando, amigo? - Souza exclamou com surpresa.
-Ah, olá! Sou Souza Minerato. Estava apeas dando uma olhada nessa peça. Além de ter
uma composição única ela tem um efeito interessante. - O elfo já estava convulsionando
para perguntar.
-Posso dar uma olhada? - Assim que o anão entregava a aranha o elfo continuava - Eu
sou Darel Nanten um artesão elfico. Por isso fiquei intrigado com você, também me
parece um artesão. - Quando ele olhava para o anão sentia a aranha andar sobre sua
mão e virava a cabeça quase lhe dando torcicolo. Mas ao colocar seus olhos na aranha ela
estava parada. Um olhar de indagação permeava a cara do elfo e Souza o elucidou.
-Ela anda quando ninguém está vendo. - Dizia com um sorriso bondoso em seu rosto.
-Mas isso é magnífico, você que inventou? Como ela sabe quando olham para ela? Ela
possui visão, ou apenas detecta movimentos e presume para onde está olhando. Isso é
incrível.
Os dois se envolvem em uma animada conversa e criam teorias para o funcionamente da
aranha.

Por fim, havia Smol, um homem negro com cabelos e barba grisalhos, mas ainda cheio
de vigor e energia. Ele havia se juntado à caravana para protegê-la de possíveis ataques,
com sua experiência em combate e sua lealdade inabalável.

Os ventos fortes que sopravam pelo deserto se intensificaram rapidamente,


transformando-se em uma tempestade de areia implacável. A areia era carregada pelo
vento com força, dificultando a visibilidade e tornando difícil respirar. A caravana foi
pega de surpresa, e os membros lutaram para se protegerem do furor da tempestade.

A caravana foi tomada pela fúria da natureza, e as carroças foram viradas, separando os
membros em meio à areia que soprava violentamente. Os viajantes se agarraram uns aos
outros, lutando para se manterem juntos em meio ao caos. No entanto, a força da
tempestade era avassaladora, e em questão de minutos, a visão da caravana foi
completamente obscurecida.

Souza se erguia com a mão na frente do sol para se proteger.


-Pelo martelo de Morain, nunca vi nada assim antes. Essa tempestade realmente
derrubou a gente.
Ultimus, batia suas roupas caindo areia, ajeitava sua máscara e observava ao redor.
-Parece que estamos em uma situação difícil. Sem pontos de referência. - Ultimus
pensava em como iam encontrar alguma referência.
Erik estreitava os olhos para o horizonte, mas a vista é a mesma de quando estava na
caravana, somente areia durante quilometros.
Arthur começa a olhar ao redor, e colaca as mãos em seu capacete que cobre seu rosto
inteiro.
-Isso não está acontecendo. - Arthur sente seu escudo na suas costas e sua lança junto.
Se sente um pouco mais aliviado.
Todos procurando um jeito de se orientar, Drake até chega a se aproximar da areia, mas
como usa uma armadura pesada ele se desequilibra e cai no chão [1].
O minerador demonstra que teve uma ideia e diz.
-Talvez possamos subir em uma duna alta e ter uma visão melhor do terreno.
O grupo se move com cautela pelas dunas de areia, enfrentando o calor escaldante e a
falta de pontos de referência. Subindo em uma duna alta, eles tentam avaliar a melhor
direção a seguir. A paisagem desértica se estende até onde os olhos podem ver, e a
sensação de desespero se instala. No entanto, o grupo está determinado a encontrar
uma saída dessa situação e continua a se movimentar, buscando pistas e se apoiando
uns nos outros para manter a esperança viva em meio à adversidade.

Souza parecia cansando, o sol era imperdoável. Parecia que estavam em uma sauna, com
seu braço enxugarra sua testa.
-Essa areia está quente como uma forja.
Ultimus olhava ao redor, por baixo do capuz poderia estar quente, mas não sofria
esolação no rosto.
-Não estamos chegando a lugar nenhum. Não temos ideia de para onde estamos indo. -
O cansaço estava atacando seus ombros.
-Eu sei me movimentar em florestas, mas em desertos eu fico perdido. - Dizia Smol
coçando a cabeça. -Me pergunto como estão os outros.
Arthur segurava o ombro de Salix e tranquilizava-o.
-Não se preocupe, Salix. Vamos encontrar uma saída dessa situação.
Salix que não demonstrava sinais de cansaço, segurava seu escudo acima da cabeça.
O grupo continua a andar sem rumo aparente, enfrentando os desafios do terreno
arenoso e do calor intenso. Eles conversam entre si, buscando manter o moral elevado e
compartilhando suas preocupações e ideias para encontrar uma saída. No entanto, a
falta de pontos de referência e a imensidão do deserto começam a abalar o ânimo do
grupo, que começa a sentir a exaustão e a frustração se acumulando.

Uma voz entra na cabeça de Salix. Ela era rouca e ele sabia que a voz vinha de seu
escudo.
-Use a magia de gelo.
O homem careca e com barba loira acizentada olha para seu escudo.
-Congele sua carne, congele seu ser. - Ao dizer as palavras um raio de gelo é disparado
da pedra do escudo, atingindo o chão e em segundo o gelo virou água no calor
escaldante.
Todos se impressionaram e foram beber a água.
-Consegue fazer mais? - Dizia Souza molhando o rosto.
Saliz apontava mais uma vez para o chão e criava uma poça um pouco maior. Todos
enxeram seus odres e estavam mais felizes.
-Isso foi incrível Salix. - Disse Erik, que recolocava seu capacete após tomar água.
O sol, que tinha brilhado implacavelmente durante todo o dia, agora estava se pondo no
horizonte, pintando o céu com tons quentes de laranja e rosa. A caravana dos
sobreviventes se estabeleceu em um local protegido, entre algumas rochas, para se
abrigar dos ventos e das areias do deserto. As dunas de areia, antes tão ameaçadoras,
agora eram suavemente iluminadas pela luz do entardecer.

Com a chegada do crepúsculo, a temperatura começou a cair, trazendo um alívio bem-


vindo do calor escaldante do dia. Os viajantes acenderam uma fogueira, que crepitava e
lançava uma luz reconfortante ao redor do acampamento. O ar estava fresco e sereno,
com uma brisa suave soprando do norte.

Os personagens estavam ocupados com suas tarefas de acampamento. Souza e Ultimus


trabalhavam juntos para montar uma barraca improvisada, usando os materiais que
tinham à disposição. Erik e Arthur estavam preparando a comida do jantar, enquanto
Smol e Salix estavam deitados na areia. O escudo de Salix, agora em repouso, estava ao
seu lado, emitindo uma suave luminescência azul.
-Obrigado Morozko. - Olhava para o escudo feliz. Salix sentia que gostava de ajudar os
outros.
-Que alívio ter sobrevivio a essa tempestade. Essa paisagem é realmente
impressionante. - Observava o pôr do sol.
-Sim, é incrível como a natureza pode ser implacável e, ao mesmo tempo, tão bela. -
Arthur concordava com Erik.
-Prontinho! Temos um abrigo decente para passar a noite. - Souza parecia feliz com as
barracas feitas com alguns materiais que carregava na mochila, hastes de metal e a
tenta um tecido que ganhou de aniversário quando fez 137 anos.
-Decente é uma palavra muito forte. - Ironizava Arthur que recebia uma batida na
cabeça por Erik.
-Está incrível Souza, muito bom para passar a noite.

Com o acampamento montado e os cuidados devidamente prestados, os viajantes se


reuniram ao redor da fogueira, compartilhando histórias e risadas. A lua começou a
surgir no céu, iluminando a paisagem com uma luz prateada. Apesar das adversidades
enfrentadas, havia um sentimento de camaradagem e esperança no ar. A noite no
deserto prometia ser tranquila, e os viajantes se preparavam para descansar,
recarregando suas energias para o dia seguinte de sua jornada.

No segundo dia, os sobreviventes da caravana acordaram cedo, ainda sentindo o cansaço


da jornada anterior, mas determinados a continuar sua busca por respostas. Com o sol
nascente tingindo o céu de tons dourados, eles começaram a desmontar o
acampamento.
Arthur se espruiçava enquanto Erik bocejava.
-Bom dia, pessoal! Vamos lá, temos um longo dia pela frente, ou não.
Erik dava risada pelo animo matinal do amigo.
-Não dura duas horas.
Souza guardava as ferramentas e desmontava as barracas.
-Eu estou animado para ver o que encontraremos hoje. Quem sabe o que mais o deserto
pode revelar.
Smol ria de Souza.
-Areia, o que mais? Eu espero que não encontremos outra tempestade.

Com o acampamento desmontado e os pertences devidamente arrumados, os viajantes


caminhavam enquanto o sol não se estabelecia como o deus do calor. Depois de alguns
quilometros, Salix encontrava algumas pedras cobertas na areia [19].
-Gente, acho melhor ir por aqui. - Apontava para as pedras.
Todos se dirigiram em direção aos blocos de pedra que emergiam das dunas. Ao se
aproximarem, perceberam que aquelas pedras eram na verdade os restos de uma alta
parede de pedra que havia sido coberta pela areia do deserto ao longo dos anos.
-É impressionante como a natureza pode esconder algo assim. - Salix caminhava com
um pouco de excitação.
Erik ajudava todos a passar por aquele terreno difícil.
-Cuidado onde pisam, pessoal. Essas pedras estão soltas.

Com algum esforço, o grupo conseguiu atravessar os destroços e alcançar o outro lado
da parede. Eles ficaram atônitos com o que viram. Diante deles estava uma cidade em
ruínas, coberta pela areia do deserto. Os edifícios estavam desmoronados, as ruas
estavam cobertas de areia e a cidade estava deserta, com uma atmosfera de abandono.
Ultimus olhava ao redor e arregalava seus olhos castanhos.
-Isso é incrível! Essa cidade teve ser sido enorme.
Souza analizava as pedras.
-Parece que houve uma civilização avançada aqui. Olhem a arquitetura desses edifícios.

Os personagens começaram a explorar as ruínas da cidade, com cautela, observando os


detalhes das estruturas desmoronadas, as pinturas nas paredes e os vestígios de uma
civilização que existiu ali há muito tempo. A cidade estava em silêncio, com apenas o
som do vento soprando pela areia. A curiosidade dos viajantes estava aguçada, e eles
avançavam com cuidado, examinando cada canto em busca de pistas sobre o que havia
acontecido.

Smol via inscrições nas paredes.


Parece que houve algum tipo de desastre aqui. Talvez um terremoto.
Erik encontrava uma armadura. -Olhem isso! Que legal.
Arthur observava a armadura e dizia.
-Parece bem antiga, será que ainda presta?
Após horas de exploração, os personagens começaram a sentir o cansaço se acumulando.
O sol já estava se pondo, e a temperatura começava a cair. Eles decidiram que era hora
de descansar e se preparar para passar a noite ali mesmo, entre as ruínas da cidade
abandonada.
Erik encontrava um local seguro para acampar e os outros concordavam.
Com o acampamento montado, os personagens se acomodaram ao redor da fogueira,
observando o sol se pôr no horizonte. A cidade em ruínas ganhou uma nova aparência à
medida que a luz do dia diminuía, criando uma atmosfera ainda mais misteriosa e
intrigante.
Ultimus se pegava deslumbrado com a cidade em ruínas.
-Me pergunto como era essa cidade em seu auge?
Erik comia uma ração de viagem.
Após um jantar improvisado com as rações de viagem, os personagens se acomodaram
em suas barracas, se enrolando em cobertores e sacos de dormir para se protegerem do
frio. A cidade em ruínas estava silenciosa ao seu redor, mas havia uma sensação palpável
de mistério e intriga no ar.
Arthur encontrou um livro e estava lendo sobre a história da cidades.
Souza roncava em sua barraca.
Ultimus ficava de alerta, para caso acontecesse, estava pornto com sua alabarda.
Com o tempo, os personagens foram adormecendo, mergulhando em sonhos cheios de
mistério e aventura. A noite passou sem incidentes, mas o frio do deserto ainda se fazia
sentir quando o sol começou a nascer no horizonte.
Souza se espreguiçava ao acordar enquanto bocejava.
-Vamos nos levantar e preparar para o dia.
Smol saia de sua barraca coçando as cosas.
-Dormi como pedra. - O homem grisalho via Erik esfregando os olhos se preparando
para falar.
-Estou doido para comer comida de verdade, cansado de comer rações de viagem.
Os sobreviventes desmontaram o acampamento, empacotaram suas coisas e se
prepararam para continuar a explorar a cidade em ruínas. Eles estavam ansiosos para
descobrir mais sobre sua história e o que teria acontecido ali. Com os suprimentos e
equipamentos prontos, eles seguiram adiante, prontos para desvendar os segredos
ocultos da cidade abandonada.
Continuaram a caminhar pelas ruas estreitas e entre os prédios em ruínas,
maravilhando-se com a arquitetura antiga e os detalhes artísticos das construções. A
cada passo, descobriam mais pistas sobre a história da cidade e o destino de seu povo.
Salix analisava as pinturas dos muros.
Ultimos observava os escombros. - Acho que foi atacada. Essas marcas são de armas. -
Apontava para a parede desgastada.
-Essa placa, parece ter sido uma dedicatória a um líder importante desta cidade, mas
está ilegível. - Dizia Arthur, tentando limpar a placa. - Será que ele é culpado? Um
governante precisa cuidar da sua cidade.
Erik analisando os restos de uma escada, olhava a lateral e sentia uma brisa fresca [16].
Ao tatear a parede descobre um local para colocar os dedos e ao puxar, ele consegue
arrancar um pedaço de pedra fazendo a porta se abrir.
-Encontrei uma entrada secreta aqui! -
Os personagens trocaram olhares animados e decidiram explorar a passagem secreta,
curiosos para descobrir o que estava escondido abaixo das ruínas da cidade. Eles
acenderam tochas e adentraram cuidadosamente na passagem escura, seguindo o
corredor estreito e empoeirado.
Smol pegava seu martelo e o empunhava.
-Cuidado, pessoal. Não sabemos o que pode estar nos esperando. - Descia com cautela.
Salix iluminava seu caminho com a pouca luminosidade que o escudo oferecia.

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