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Goblins

A caverna é um ambiente opressivo onde goblins trabalham sob a supervisão de orcs, preparando-se para uma invasão ao Forte Warkon. O RexOrc, um orc imponente, comanda a operação, incutindo medo e respeito nos goblins, que se organizam para a batalha iminente. A tensão aumenta à medida que os goblins se preparam para a missão, cientes de que o sucesso ou fracasso determinará seu destino.

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Goblins

A caverna é um ambiente opressivo onde goblins trabalham sob a supervisão de orcs, preparando-se para uma invasão ao Forte Warkon. O RexOrc, um orc imponente, comanda a operação, incutindo medo e respeito nos goblins, que se organizam para a batalha iminente. A tensão aumenta à medida que os goblins se preparam para a missão, cientes de que o sucesso ou fracasso determinará seu destino.

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O ar úmido e pesado da caverna é cortado pelo cheiro acre de fumaça e suor.

A luz
bruxuleante de tochas precárias mal ilumina o espaço cavernoso, revelando paredes
desgastadas pelo tempo e pela erosão. Um murmúrio constante de sons preenche o ar: ruídos
metálicos, grunhidos abafados, vozes esganiçadas e rosnados guturais.

No centro da caverna, um espetáculo frenético se desenrola. Goblins de todos os tamanhos se


movimentam em um ritmo frenético, como formigas em um formigueiro gigante. Carregam
fardos pesados, arrastam corpos de seus semelhantes, afiam suas lâminas enferrujadas e
preparam pequenas flechas com pontas de ossos. A cena lembra uma fábrica macabra, onde a
produção é incessante e a miséria é a lei.

Os goblins menores correm de um lado para o outro, enquanto os orcs maiores os observam
com desdém. Um orc musculoso se aproxima de um goblin franzino que carrega uma caixa de
madeira desproporcionalmente grande para seu tamanho. O goblin cambaleia sob o peso, mas
não pede ajuda. Ninguém se importa.

Com um gemido de esforço, o goblin tropeça e cai. A caixa se despedaça, espalhando escudos
malfeitos pelo chão. A fábrica improvisada para de repente, e todos os olhares se voltam para o
goblin caído. O orc que o observava se aproxima, com uma expressão cruel no rosto.

O orc agarra o goblin pelo colarinho, erguendo-o do chão. Seu rosto contorcido em fúria, ele
grita insultos incompreensíveis para o pequeno ser que se debate em vão. O goblin,
desajeitado e apavorado, tenta inutilmente bater na mão do orc para afrouxar o aperto em seu
pescoço. Seus olhos arregalados transbordam de terror enquanto ele luta desesperadamente
por ar.

A fábrica inteira observa em silêncio, o murmúrio constante de sons se transformando em um


silêncio sepulcral. Todos os olhares estão fixos no goblin, testemunhando os últimos momentos
de sua vida. As batidas frenéticas de suas mãos contra a mão do orc diminuem
gradativamente, substituídas por um engasgo gutural. Sua língua, inchada e arroxeada,
projeta-se para fora da boca em uma súplica silenciosa por oxigênio.

Com um último espasmo, o corpo do goblin se afrouxa e cai molemente no chão. O orc solta o
corpo sem vida e ruge um comando áspero.

-Arrumem isso aqui!. - A fábrica volta à vida em um frenesi renovado.

Três goblins apressados se aproximam da caixa quebrada, seus rostos contorcidos em


expressões de medo e submissão. Com movimentos rápidos e precisos, eles juntam os
pedaços de madeira espalhados pelo chão e consertam a caixa danificada. Os escudos
malfeitos, agora devidamente organizados, são colocados de volta em seu interior.

Dois goblins, curvados sob o peso da caixa consertada, a erguem com dificuldade e a
carregam em direção ao seu destino final. Seus passos são lentos e pesados, mas
determinados. A fábrica, agora em um ritmo frenético, volta a funcionar como uma máquina
implacável, indiferente à morte brutal que acabara de acontecer.

O som de passos pesados ecoava pelo túnel principal, um ritmo constante e implacável que
anunciava a chegada de alguém importante. Os goblins, que até então estavam ocupados em
suas tarefas, pararam imediatamente, virando-se para a entrada da caverna com expressões
de medo e respeito.

Das profundezas da escuridão, uma figura colossal emergiu. Seus olhos brilhavam com uma
luz sinistra, refletindo a chama das tochas. Era o orc que se auto chamava de RexOrc, portava
uma coroa de dentes, dos orcs que vencerá para ocupar esse posto, um colar com diferentes
tipos de ossos ostentava em seu peito, seu corpo massivo coberto de cicatrizes que narravam
histórias de incontáveis batalhas. Seu machado de guerra, imenso e ornamentado com runas
antigas, descansava sobre seu ombro, enquanto ele avançava com passos firmes e decididos.

Cada movimento do RexOrc exalava poder bruto. Seus músculos robustos, esculpidos por
anos de guerra, pulsavam sob a pele verde-escura. Seus olhos, de um vermelho penetrante,
varreram a caverna com uma intensidade que fez os goblins estremecerem. Ele parou no
centro da caverna, seu olhar fixo na multidão de criaturas à sua frente.

O silêncio que se seguiu foi quase palpável. Os goblins, em um ato de deferência coletiva,
abaixaram a cabeça, evitando o olhar direto do RexOrc. Eles sabem que ele é poderoso e
cruel, e temem sua ira. Ao mesmo tempo, eles o admiram por sua força e liderança. Ele
inspirou profundamente, seu peito amplo se expandindo, antes de soltar um rugido que
reverberou pelas paredes de pedra. O som era feroz, primitivo, e parecia ecoar nas
profundezas da alma de cada criatura presente.

-Ouvam bem, meus guerreiros! - A voz do RexOrc era um trovão, preenchendo a caverna e
deixando claro que ele estava acostumado a ser obedecido. -Esta noite, marchamos para o
Forte Warkon. Os humanos e anões que ousaram desafiar nosso poder sentirão a ira do
RexOrc!

Os goblins vibraram em resposta, um coro de grunhidos e clamores de assentimento. Snagg, o


chefe goblin, avançou, seu corpo pequeno em comparação com a figura imponente do RexOrc.
Ele fez uma reverência profunda, mantendo a cabeça baixa em sinal de respeito.

-Estamos prontos, meu senhor. - Disse Snagg, sua voz tremendo ligeiramente. -Os goblins
farão conforme ordenado. Tomaremos o Forte Warkon e tomaremos tudo o que é deles.

O RexOrc olhou para Snagg por um momento que pareceu uma eternidade, antes de dar um
breve aceno de cabeça.

-Lembre, Snagg, quero que deixem uma mensagem crara. Estas terras agora pertencem a nós.

O RexOrc se afasta mostrando suas costas largas e segue para um dos muitos túneis da
caverna. Assim que ele desaparece da bosta dos goblins todo o barulho e o trabalho voltam.

-Ouçam bem, miseráveis. - Rosnou Gorf, um goblin mais velho e experiente, com uma cicatriz
atravessando seu rosto. -Temos ordens diretas do RexOrc. Vamos atacar o Forte Warkon e
tomar suas cervejas e vinhos.

-Mas, Gorf. - Um goblin menor interrompeu. -Como vamos chegar lá sem sermos vistos? Os
humanos e anões vão nos pegar antes mesmo de chegarmos perto!
-Por isso temos um plano, seu idiota. - Gorf respondeu com um olhar feroz. -Vamos viajar pelas
passagens subterrâneas. Os túneis antigos nos levarão diretamente até os arredores do forte.
Ninguém espera que venhamos por baixo.

Outro goblin, com uma armadura mal ajustada, se aproximou com um mapa grosseiramente
desenhado.

-Aqui estão os túneis. - Apontou ele com um dedo sujo. -Levaremos três dias para atravessá-
los. Mas uma vez que estivermos fora, precisaremos nos mover rápido. Os patrulheiros dos
Warkon fazem rondas frequentes.

Gorf assentiu.

-Isso mesmo. Vamos nos dividir em três grupos. Um irá direto para os barris de cerveja, o outro
para os vinhedos, e o terceiro grupo ficará de guarda e enfrentará qualquer resistência.

Os goblins ao redor murmuravam entre si, alguns com medo, outros excitados pela perspectiva
de pilhagem e bebida.

-Cada um de vocês tem uma função. - Continuou Snagg. - Os batedores vão na frente para
garantir que os túneis estejam seguros. Os arqueiros ficarão na retaguarda para cobrir nossa
retirada, se necessário. E os guerreiros, bem, vocês sabem o que fazer.

Enquanto os goblins se preparavam, amarrando mochilas cheias de suprimentos e afiando


suas armas, Gorf se aproximou de um goblin mais jovem, Tremil, que tremia de medo.

-Tremil. - Disse Gorf, suavizando sua voz apenas um pouco. -Lembre-se, estamos fazendo isso
pelo RexOrc. Ele precisa dessas bebidas. Não podemos falhar.

Tremil assentiu, tentando esconder o medo em seus olhos.

-Eu vou dar o meu melhor, Gorf.

-Isso mesmo. - Gorf bateu no ombro de Tremil. -Agora, vamos nos mover. Não temos tempo a
perder.

A luz fraca das tochas mal conseguia conter a escuridão que se aproximava, mas a atividade
dentro da caverna não diminuía. Os goblins, impulsionados pela ordem do RexOrc,
trabalhavam incansavelmente até o anoitecer.

Figuras imponentes de orcs circulavam pela caverna, observando os goblins com seus olhos
ferozes. Eles garantiam que o ritmo de trabalho fosse mantido, inspirando medo e respeito nos
goblins com sua presença dominante.

Alguns orcs se juntavam aos goblins em suas tarefas, demonstrando sua força e habilidades
superiores.

Em um canto da caverna, Gorf, trabalhava incansavelmente. Suas mãos calejadas moviam-se


com rapidez e precisão, deslizando a pedra de amolar sobre as lâminas de espadas e lanças.
O som metálico ecoava pela caverna, um ritmo constante que marcava a preparação para a
guerra.
Cada lâmina que passava por suas mãos era examinada com cuidado, garantindo que o fio
estivesse afiado o suficiente para perfurar a carne e o osso dos inimigos.

Snagg, o chefe goblin, caminhava pela caverna com um olhar atento, inspecionando cada
detalhe dos preparativos. Ele verificava as provisões, as armas, as armaduras e a disposição
dos goblins. Sua mente calculista avaliava cada aspecto da operação, buscando identificar
qualquer falha que pudesse colocar em risco a missão.

Snagg parava frequentemente para conversar com os goblins, dando instruções, encorajando-
os e cobrando eficiência. Sua voz aguda e cortante cortava o ar da caverna, deixando claro que
ele não toleraria erros ou negligência.

À medida que a escuridão se intensificava, um silêncio solene tomava conta da caverna. Os


goblins, exaustos de um dia de trabalho árduo, se reuniam em pequenos grupos,
compartilhando comida e histórias sussurradas.

A tensão era palpável no ar. Todos sabiam que o dia seguinte seria decisivo, e o futuro da tribo
dependia do sucesso da invasão ao Forte Warkon.

Uma fogueira crepitava no centro da caverna, lançando sombras dançantes nas paredes. Os
goblins se sentavam ao redor do fogo, seus rostos iluminados pela luz quente. Havia medo em
seus olhos, mas também havia determinação.

Naquela noite, os goblins dormiriam pouco, seus pensamentos ocupados com a batalha que se
aproximava. Eles sonhavam com vitória e glória, mas também com a possibilidade de derrota e
morte.

Um clarão pálido rompia a escuridão da caverna, anunciando o fim da noite e o início de um dia
que prometia ser decisivo. Os goblins, despertados pelo canto rouco dos corvos que se
alimentavam dos restos da ceia da noite anterior, erguiam-se com um misto de medo e
expectativa. O aroma de carne assada e ervas selvagens pairava no ar, misturando-se ao
cheiro úmido da caverna.

Gorf, ergueu-se como um monólito de pedra, sua figura imponente projetada contra a luz fraca
da tocha. Seus olhos, como duas brasas queimando em seu rosto maculado de cicatrizes,
percorriam a multidão de goblins reunidos à sua frente. Sua voz grave, como o rugido de um
urso faminto, ecoou pela caverna, transmitindo ordens precisas e concisas.

Com movimentos sincronizados, os goblins se organizaram em formações de batalha. Os mais


experientes, armados com espadas afiadas e lanças pontiagudas, formaram a vanguarda. Os
arqueiros, com seus arcos curvos e flechas envenenadas, posicionaram-se nas laterais,
prontos para disparar contra qualquer inimigo que se aproximasse. E na retaguarda, os goblins
mais jovens e menos experientes carregavam as provisões e armaduras sob olhares atentos
dos veteranos de guerra.

A luz das tochas lançava sombras dançantes nas paredes da caverna enquanto os goblins se
moviam em fila indiana, seus passos leves e silenciosos como os de fantasmas. O ar era
pesado com a tensão da batalha iminente, e o único som que se ouvia era o ranger das
armaduras e o ocasional murmúrio nervoso de um goblin.
O caminho que levava ao Forte Warkon era um labirinto de túneis escuros e sinuosos,
esculpidos na rocha há séculos por forças desconhecidas. As paredes úmidas e escorregadias
estavam cobertas de musgo e fungos luminescentes, que lançavam uma luz fantasmagórica
sobre o caminho. O ar era úmido e frio, e o silêncio era quebrado apenas pelo pingar constante
da água que escorria pelas paredes.

Gorf, liderando a marcha, movia-se com passos largos e confiantes, seus sentidos aguçados
alertando-o para qualquer perigo. Os batedores, goblins experientes em explorar a escuridão
dos túneis, caminhavam à frente, mapeando o caminho e buscando por armadilhas ou
inimigos.

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