REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
AUTORES:
MAIOMONA CALIPA SIMÃO & EDVÂNIA SEGUNDA
TÍTULO: IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA NO
CRESCIMENTO DA EMPRESA BNA (Banco Nacional de
Angola)
ICOLO BENGO/ANGOLA 2025/2026
INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E
SERVIÇOS SANTO AGOSTINHO
AUTORES:
MAIOMONA CALIPA SIMÃO & EDVÂNIA SEGUNDA
TÍTULO: IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA NO
CRESCIMENTO DA EMPRESA BNA (Banco Nacional de
Angola) .
11ª CLASSE
CURSO: INFORMÁTICA DE GESTÃO.
ICOLO BENGO/ANGOLA 2025/2026
FOLHA DE APROVAÇÃO
Trabalho final de curso apresentado ao Instituto Médio Politécnico de
administração e serviços santo agostinho 6 de Novembro do Icolo Bengo.
Professor Orientador
___________________________________________________
André Fílipe Maiombe Tambué
RESUMO
Palavras chaves:
ABSTRACT
Keywords:
III
SUMÁRIO
ABSTRACT................................................................................................................III
INTRODUÇÃO............................................................................................................ 7
CAPÍTULO I – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA SOBRE A CONTABILIDADE........12
1.1. CONCEITOS SOBRE A CONTABILIDADE....................................................12
1.2. OBJECTIVOS DA CONTABILIDADE..............................................................12
1.3. EVOLUÇÃO HISTÓRICA SOBRE A CONTABILIDADE.................................13
1.3.1. A contabilidade em Angola........................................................................14
1.3.2. Normalização contabilística a nível internacional......................................15
1.3.3. Normalização a nível nacional...................................................................15
1.4. PATRIMÓNIO..................................................................................................16
1.4.1. Equação fundamental da contabilidade....................................................17
1.4.2. Factos patrimoniais...................................................................................17
1.5. LANÇAMENTOS CONTABILÍSTICOS............................................................18
CAPÍTULO II – ANÁLISE DE DADOS, APRESENTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO
DOS RESUTADOS................................................................................................... 20
2.1. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO.................................................20
2.1.1. Estrutura organizacional da empresa........................................................20
2.2. PROCEDIMENTOS DO ENCERAMENTO DE CONTAS................................21
2.3. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS................................................22
2.3.1. Regularização de contas...........................................................................23
2.3.2. Apuramento de resultado da empresa Admil Comercial, Lda...................24
2.3.3. Bases de apresentação das demonstrações financeiras..........................29
CONCLUSÕES......................................................................................................... 33
SUGESTÕES............................................................................................................ 34
5
REFERÊNCIAS.........................................................................................................35
ANEXOS................................................................................................................... 37
APÊNDICES..............................................................................................................41
GLOSSÁRIO............................................................................................................. 44
7
INTRODUÇÃO
Segundo o Padoveze (2008), a contabilidade é uma ciência social que
através da execução de serviços técnicos, ou seja, controla, organiza, estuda e
avalia o património de uma entidade (física ou jurídica) permanentemente.
Um dos objectivos da contabilidade é gerar informações para a tomada de
decisões, conhecida como contabilidade gerencial. Por isso, é fundamental e
indispensável a existência de ferramentas que possibilitam registar os actos e factos
administrativos e produzir informações que possibilitem ao administrador planear e
controlar suas acções, para traçar os objectivos da entidade. (BORGES E FERRÃO,
2000).
Actualmente, a contabilidade tornou-se uma ferramenta muito importante
possibilitando assim, o melhor tratamento do património utilizando métodos ou
critérios contabilísticos aceites, para poder reconhecer e mensurar o património e
outras transacções que podem ocorrer. (ÁVILA, 2006).
A contabilidade permite que os gestores tomem decisões correctas, por
darlhes a conhecer o resultado económico e situação financeira da empresa, por
meio do apuramento do resultado.
Para a empresa apurar os seus resultados económicos deve fazer o
encerramento de contas, com o mesmo, a empresa terá informações necessárias se
o património líquido da empresa sofreu ou não alterações com as receitas e
despesas.
Justificativa da escolha do tema
Após os registos contabilísticos realizados durante um exercício económico,
as empresas devem tomar uma série de medidas de natureza contabilística e
administrativa com a principal finalidade de elaborar as demonstrações financeiras,
assim como, ao cumprimento da lei nº 26/20 de 20 de Julho, lei que altera lei 19/14,
de 22 de Outubro, que aprova o Código do Imposto Industrial.
Daí, que, a escolha deste tema justifica-se propriamente pela necessidade
de se esclarecer a relevância que o encerramento de contas na óptica fiscal possui,
para o devido apuramento e pagamento do imposto industrial.
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Antecedentes do tema
Segundo Nabais e Nabais (2010): define a contabilidade financeira como
sendo uma ciência de natureza económica cujo objecto é a realidade passada,
presente e futura de qualquer unidade económica.
Para Borges, Rodrigues e Rodrigues. (2010), a contabilidade define-se como
sendo aquela que estuda as linhas gerais e comuns a todas as unidades
económicas. Trata dos princípios contabilísticos (princípios, processos e
instrumentos), que todas as unidades económicas, com contabilidade organizada
devem observar na escrituração das suas operações.
Delimitação do tema
O nosso trabalho está delimitado ao encerramento de contas no âmbito
fiscal e restringe-se à empresa Admil Comercial situada no município do Cambulo,
província da Lunda – Norte concernente ao exercício económico de 2020.
Problema científico
O problema é a mola propulsora de todo trabalho de pesquisa. Depois de
definido o tema, levanta-se uma questão para ser respondida através de uma
hipótese, que será aceite ou negada através do trabalho de pesquisa (CARLOS,
2010).
Com base o exposto, pretende-se dar solução à seguinte problematização:
Que relevância tem o encerramento de contas na óptica fiscal para a empresa Admil
Comercial?
Objectivo geral:
Tendo em conta a pergunta de partida o objectivo fundamental deste
trabalho final de curso é analisar a relevância do encerramento de contas na óptica
fiscal na empresa Admil Comercial no exercício económico de 2020.
Objectivos específicos
Contextualizar aspectos introdutórios e essenciais para a compreensão e
enquadramento do processo de encerramento de contas na empresa Admil
Comercial, Lda;
9
Esclarecer os procedimentos contabilísticos inerentes ao processo do
encerramento de contas na empresa Admil Comercial, Lda;
Apresentar o estudo de caso da empresa Admil Comercial, Lda referente ao
encerramento de contas no âmbito contabilístico e fiscal.
Hipótese
Por meio do encerramento de contas na óptica fiscal poderá se conhecer o
resultado económico e financeiro da empresa Admil Comercial, Lda, num determinado
período, norteando-nos assim, para o apuramento do imposto industrial, depois de
serem acrescidos os custos e deduzidos os proveitos que não são aceites para fins
fiscais.
Variável independente: Encerramento de Contas
Variável dependente: Resultados na óptica fiscal.
Objecto de Estudo
Processo de encerramento de contas
Campo de Acção
Análise do encerramento de contas na óptica fiscal na empresa admil
comercial, Lda.
População – Amostra
A nossa pesquisa contou com uma população de 9 trabalhadores que fazem
parte da área administrativa da empresa estudada, na qual foram seleccionados 5
funcionários, correspondendo 56% da população, com a finalidade de recolher
informações sobre o tema na empresa.
Tipos de pesquisa
Pesquisa exploratória: utilizamos para analisar os procedimentos e critérios
contabilísticos da empresa Admil Comercial, permitindo conhecer os critérios usados
para o encerramento de contas no âmbito fiscal.
Pesquisa bibliográfica: uso exclusivo de fontes bibliográficas, usamos para o
desenvolvimento do projecto com base em material já elaborado que aborda sobre o
encerramento de contas.
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Instrumentos de pesquisa
Inquérito por questionário: utilizou-se para obtermos
informações relacionadas ao encerramento de contas na óptica fiscal.
Entrevista: utilizamos para colectar informações e levantamentos de dados
com empresa em estudo, relativamente ao encerramento de contas na óptica fiscal.
Tipo de dados
Qualitativos: usamos para obter informações e no levantamento de variáveis
ligadas ao encerramento de contas.
Quantitativos: usou-se na quantificação das informações obtidas, dando-lhes
um tratamento contabiliístico.
Colecta de informações
Levantamento: possibilitou na recolha de informações na empresa estudada,
procedendo à solicitação de informações aos funcionários acerca do problema
estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obtermos as conclusões
correspondentes aos dados coletados.
Estudo de caso: ajudou-nos no estudo profundo sobre o encerramento de
contas na óptica fiscal, permitindo o seu amplo detalhamento e conhecimento.
Fontes de informação
Campo: a pesquisa foi de campo porque coletou dados utilizados em
questionário com a empresa estudada para captar explicações e interpretações de
como ocorrem o encerramento de contas.
Bibliográfica-documental: teve a sua maior incidência no uso da internet,
livros e documentos que tratam sobre o assunto encerramentos de contas no âmbito
fiscal.
Métodos teóricos
Analise-síntese: utilizamos para obter informações para a fundamentação
teórica sobre a contabilidade, permitindo a análise qualitativa e quantitativa das
variáveis estudadas.
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Indução-dedução: este método foi utilizado para enriquecer o conteúdo
acerca do encerramento de contas na óptica fiscal para depois efectuarmos as
devidas generalizações.
Histórico-lógico: utilizou-se para obtermos informações sobre os
acontecimentos passados da contabilidade, para se verificar a influência do
encerramento de contas para a sociedade actual.
Métodos empíricos
Para este método utilizamos inquérito por questionário e análise documental,
com intuito de obtermos informações relacionadas ao encerramento de contas na
óptica fiscal.
Métodos estatísticos
Análise matematico-estatístico: foi utilizada para quantificar os resultados
obtidos, para manipulação das variáveis em estudo e obter as generalizações sobre
o encerramento de contas na óptica fiscal.
Estrutura do trabalho
Para além da introdução, conclusões e sugestões o presente trabalho está
estruturado em dois capítulos: Capítulo I – Abordamos a cerca da fundamentação
teórica sobre a contabilidade. Capítulo II – Análise de dados, apresentação e
interpretação dos resultados. Seguindo de Anexos, Apêndices e Glossário.
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CAPÍTULO I – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA SOBRE A CONTABILIDADE
Neste capítulo abordamos de forma simples sobre aspectos introdutórios e
essenciais como: conceitos da contabilidade na visão de diversos autores, bem
como seu objectivo, a evolução histórica, património, os lançamentos e as regras
das movimentações.
1.1. CONCEITOS SOBRE A CONTABILIDADE
Como defende o Almeida et. al. (2017), definir o conceito de contabilidade é
sem dúvida uma tarefa difícil, pois apresentar uma definição clara e ao mesmo
tempo capaz de encerrar em si as diversas vertentes que esta abrange pode
conduzir à inexactidões ou abordagens demasiadas redutoras, pelo que iremos
apresentar algumas definições comumente aceites como explicativas, daquilo que
deve ser entendido por Contabilidade.
Como também referido pela American Accouting Association (AAA), que em
português quer dizer Associação Americana de Contabilidade, essencialmente a
contabilidade é um sistema de informação, com uma linguagem própria,
indispensável para a tomada de decisão, é um elo entre a organização, o sistema de
informação e os utilizadores desta informação.
Neste sentido, pode-se dizer que a contabilidade é um sistema de
informação que se debruça sobre o impacto das transacções no património da
entidade, atribuindo-lhe o valor monetário (valorização/mensuração), registando-os
(reconhecimento) e divulgando essa informação (relato) sob a forma de
demonstrações financeiras, de modo a que seja útil para a tomada de decisão.
(ALMEIDA et al., 2017).
1.2. OBJECTIVOS DA CONTABILIDADE
Conforme (AAA) defende que a formulação dos objectivos da contabilidade
deveriam ser efectuadas em função das necessidades dos utilizadores da
informação contabilística e que esta noção deveria prevalecer sobre o
estabelecimento dos princípios por parte dos preparadores, como a base para a
construção da teória da contabilidade.
13
Para a International Accouting Standard Board (IASB), em português
Conselho Internacional de Normas de Contabilidade, o objectivo da contabilidade
passa por proporcionar informação da posição financeira, do desempenho e de
fluxos de caixa de uma empresa que seja útil a uma larga faixa de utentes na sua
tomada de decisões económicas.
Conforme Martini (2013), a contabilidade tem como finalidade fornecer
informações aos seus usuários, por meio do registo, controlo e interpretação dos
eventos que alteram, qualitativa e quantitativamente o património das entidades. As
informações fornecidas pela contabilidade permitem a realização de controlo e
planeamento.
1.3. EVOLUÇÃO HISTÓRICA SOBRE A CONTABILIDADE
O homem actual tornou-se vítima da sua própria evolução em relação aos
números: horário para todo tipo de actividade, salários, contas a pagar,
comunicações, impostos, produção, transportes, informática, mercado financeiro,
balanços, câmbio, etc. A partir de um ponto de vista lógico perguntamo-nos: alguém
conseguiria viver sem número no mundo? (BORGES, SILVA e CIOF, 2015).
O surgimento da contabilidade deu-se devido à precisão do homem em
calcular suas riquezas e de declarar suas conquistas. “Para que se compreenda a
Contabilidade, pois, como ramo importante do saber humano que é necessário se
faz remontar a suas profundas origens” (SÁ, 2010).
A classificação das etapas da história da Contabilidade é estabelecida com
observância dos factos analisados, e que nem sempre são os mesmos para seus
actores. Borges, Rodrigues e Rodrigues (2010), refere que a evolução havida da
Contabilidade pode ser dividida em quatro períodos, a saber:
Contabilidade do mundo antigo: período que se inicia com a civilização do
homem e vai até 1202 da Era Cristã, quando Leonardo Fibonacci publica o
Líber Abaci (Livro do Abaco), um compêndio sobre cálculo comercial.
Contabilidade do mundo medieval: período que vai de 1202 da Era Cristã até
1494, com o surgimento do Tratactus de Compututis et Scripturis
(Contabilidade por Partidas Dobradas), de Frei Lucas Pacioli, publicado em
14
1494, enfatizando que a teória contábil do débito e do crédito corresponde a
teória dos números positivos e negativos.
Contabilidade do mundo moderno: período que vai de 1494 até 1840, com o
aparecimento da obra “La Contabilità applicatta alle Amministrazioni Private e
Pubbliche”, de Francesco Villa, premiada pelo governo da Áustria. Obra
marcante da história da Contabilidade.
Contabilidade do mundo científico: período que se inicia em 1840 e continua
até os dias de hoje. A obra de Francesco Villa, em 1840, é considerada o
marco inicial da Contabilidade como ciência.
1.3.1. A contabilidade em Angola
De acordo com Magro e Magro (2008), a história da Contabilidade em
Angola está dividida em duas fases que são:
Angola como Província de Portugal;
Angola como país independente.
Seguindo o mesmo autor, a primeira fase, Angola como província de
Portugal, teve de entrar em grande parte, na evolução que a contabilidade teve no
país colonizador. Na fase colonial eram aplicadas as normas e princípios
contabilísticos que vigoravam em território português, uma vez que Angola se
apresentara como uma colônia portuguesa. Os bancos e os seguros eram obrigados
a utilizar o quadro de contas, registando-se uma anarquia no resto dos sectores.
Segundo o mesmo autor, face à crescente globalização da economia
mundial, a evolução do mercado financeiro angolano e o surgimento de uma bolsa
de valores em curto prazo, torna-se necessário que as organizações angolanas
comecem a preocuparem-se em apresentar as suas demonstrações financeiras
correctamente, para que estas possam ser divulgadas sem suspeitas. É
indispensável ainda a harmonização pelo menos parcial, das práticas locais
contabilísticas com as internacionais.
Os Contabilistas são representados pela Ordem dos Contabilistas e Peritos
Contabilistas de Angola (OCPCA), em funcionamento desde Fevereiro de 2010, que
prevê um código de éticas para os Contabilistas do país e que apoia o governo em
15
matérias de índole contabilística e fiscal, e colabora com as escolas de ensino médio
e superior de Contabilidade.
1.3.2. Normalização contabilística a nível internacional
A International Federation of Accountants (IFAC), que traduzido para
português quer dizer Federação Internacional de Contadores, que tem como
objectivo primordial a harmonização contabilística a nível mundial, tem vindo a
desenvolver esforços para a consecução do seu objectivo, através do International
Accouting Standards Committee (IASC) em português Comité Internacional de
Normas de Contabilidade, órgão dependente da IFAC, mediante a emissão de
normas de contabilidade internacionais.
1.3.3. Normalização a nível nacional
Os princípios de contabilidade das sociedades comerciais e empresas
públicas do nosso país têm vindo a evoluir ao longo das ύltimas décadas, como se
apresenta no quadro seguinte:
Quadro 1.1 – Resumo dos Normativos Nacionais
Data Decretos presidenciais que aprovaram o PGC angolano ao longo dos tempos.
1979 Decreto n° 259/79, de 19 de Outubro.
1984 Decreto n°74/84, de 19 de Outubro.
1989 Decreto n ° 70/89, de 23 de Dezembro.
2001 Decreto n° 82/01, de 16 de Novembro.
Fonte: Adaptado de Manuel e Gonçalves (2013) - Práticas Contabilísticas.
Quadro 1.2 – Alteração na Lista de Contas da Contabilidade Financeira
Novo Plano de Contas Antigo Plano de Contas
Classe 1 Meios Fixos e Investimentos Meios Monetários
Classe 2 Existências Terceiros
Classe 3 Terceiros Existências
Classe 4 Meios Monetários Meios Fixos
Capital Social, Fundo, Reservas e
Classe 5 Capital e Reservas
Provisões.
Classe 6 Proveitos e Ganhos Por Natureza Custos Por Natureza
Classe 7 Custos e Perdas Por Natureza Proveitos Por Natureza
Classe 8 Resultados Resultados Financeiros
Fonte: Adaptado do Plano Geral de Contabilidade Angolano.
16
1.4. PATRIMÓNIO
No desenvolvimento da sua actividade qualquer entidade necessita possuir
um conjunto de bens e direitos (elementos patrimoniais activos), e assumir um
conjunto de obrigações (elementos patrimoniais passivos), denominando-se estes
elementos como património (ALMEIDA et al., 2017).
Segundo Manuel e Gonçalves (2013), o património é o conjunto de bens,
direitos e obrigações afectos à empresa, sujeito à uma gestão e redutíveis a valor
pecuniário.
Entretanto, podemos definir o Património como conjunto de bens, direitos e
obrigações pertencente a uma entidade.
Assim sendo, consideramos as seguintes massas patrimoniais:
Activo é o somatório dos bens e dos direitos, ou seja, o conjunto de valores
que a empresa possui e tem a receber. Estes recursos dividem-se pelas seguintes
categorias:
Activo não corrente: que se espera que permaneçam na posse da entidade
por um período superior a um ano;
Activo corrente: que se espera que permaneça na posse da entidade por um
ano.
Enquanto que o passivo: é o somatório das obrigações, ou seja, o conjunto
dos valores a pagar.
A diferença entre o activo e o passivo, ou entre bens, direitos e obrigações é
designado como capital próprio ou património líquido.
Capital próprio = Activo – Passivo Ou Capital próprio = Bens + Direitos –
Obrigações
17
1.4.1. Equação fundamental da contabilidade
Os conceitos acima mencionados conduzem a um dos elementos centrais
da contabilidade que consubstancia na equação fundamental da contabilidade,
sendo esta a seguinte:
Activo = Capital Próprio + Passivo
Pode se dizer que da comparação do activo com o passivo, o património
assume de qualquer maneira uma das três situações:
Quadro 1.3 – Resumo das três situações do património
1 A>P Implica A-P>0 Ou seja A = CP + P Situação líquida activa
2 A=P Implica A-P=0 Ou seja A = P – CP Situação líquida nula
3 A<P Implica A-P<0 Ou seja A + CP = P Situação líquida passiva
Fonte: Guerreiro (2015) - Plano Geral de Contabilidade Explicado.
1.4.2. Factos patrimoniais
Segundo o Almeida et al. (2017), os factos patrimoniais são todos os
acontecimentos ou transacções que alterem a composição e/ou valor do património
de uma empresa. Estes factos podem ser divididos em duas tipologias distintas
denominada de factos patrimoniais modificativos e permutativos.
Factos patrimoniais modificativos: são considerados aqueles que alteram a
composição do património (elementos patrimoniais e/ou passivos) bem como
o seu valor (situação líquida ou capital próprio);
Factos patrimoniais permutativos: são considerados aqueles que alteram a
composição do património, mas não tem impacto no seu valor:
Os factos patrimoniais (modificativos e permutativos) implicam sempre a
alteração da composição e/ou o valor de pelo menos uma das massas patrimoniais
(activo, passivo e capital próprio) e consequentemente da equação fundamental da
contabilidade, não invalidando nunca tal facto a manutenção da igualdade entre dois
membros da equação fundamental da Contabilidade. (ALMEIDA et al., 2017).
18
1.5. LANÇAMENTOS CONTABILÍSTICOS
Para Manuel e Gonçalves (2013), os lançamentos são registos, nos referidos
livros da contabilidade, dos factos patrimoniais sempre baseados em documentos de
suporte. Estes lançamentos devem conter:
A data em que ocorreu o facto patrimonial;
As contas a movimentar;
O histórico, ou seja, a descrição do facto patrimonial; O valor ou a
importância das variações nas contas.
Segundo a natureza das movimentações, poderemos classificar os
lançamentos da seguinte forma:
De abertura, ou seja, aqueles que se efectuam no início da actividade;
Correntes, que se referem aos registos dos factos patrimoniais no decorrer
do exercício;
De estorno, que servem para corrigir os saldos das contas fora da realidade;
De apuramento de resultados, os que visam o apuramento de resultados por
transferência de proveitos e custos;
De encerramentos, aqueles que, após o balanço, servem para fechar as
contas que apresentam saldos;
De reabertura, os que se destinam a registar no início do exercício e os
saldos finais do exercício anterior.
De acordo com Almeida et al. (2017), os lançamentos ainda podem ser
classificados de acordo com números de contas movimentadas, sendo a classificação
usualmente utilizada a seguinte:
Figura 1.1 – Resumo do lançamento simples no razão
Um débito igual a crédito
Débito 11.4 – Viatura Crédito Débito 43 - Depósitos a ordem Crédito
160.000,00 160.000,00
Fonte: Elaboração própria.
19
Figura 1.2 – Resumo do lançamento composto no razão
Um débito igual a vários créditos
26 – Mercadoria 43 – Dep. Bancários 32 – Fornecedor
20.000,00 14.000,00 6.
00 0,
00
Vários débitos iguais a crédito
11.1 – Terreno 11.2 – Edifícios 33.1 – Emp. Bancários
2.000.000,00 8.000.000,00 10.000.000,00
Vários débitos iguais a vários créditos
26 – Mercadorias 71- CMVMC 61 - Vendas
60.000,00
40.000,00 40.000,00
34 – Estado 31 – Clientes
8.400,00 68.400,00
Fonte: Elaboração própria.
A movimentação das contas difere mediante as contas, estejamos a falar de
uma conta representativa de activos, passivos, capital próprio, proveitos e custos.
Assim, a seguir apresentaremos as regras de movimentação das contas para cada
tipologia de elementos:
Quadro 1.4 – Resumo das regras das movimentações das contas
Contas Debitam-se pelo Creditam-se pelo
Activos - Valor inicial - Diminuições
- Aumentos
Capital próprio e Passivo - Diminuições - Valor inicial
- Aumentos
Proveitos e Ganhos Por Natureza - Pelas devoluções - Proveitos obtidos
- Descontos
- Correções
Custos e Perdas Por Natureza - Custos suportados - Pelas devoluções
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- Descontos
- Correções
Fonte: Adaptado a Manuel e Gonçalves (2013).
CAPÍTULO II – ANÁLISE DE DADOS, APRESENTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS
RESUTADOS.
Neste capítulo apresentamos a caracterização da Admil Comercial, Lda, de
um modo sintético abordamos sobre os procedimentos de encerramentos de contas,
análise de dados, apresentação e interpretação dos resultados.
2.1. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
A empresa Admil Comercial, Lda, é uma sociedade por quota que tem a sua
sede fiscal no Dundo, Município do Chitato, província da Lunda-Norte, a empresa foi
fundada no ano de 2010, ela emprega um total de 100 trabalhadores, cujo objecto
social, consiste em comércio geral e prestação de serviços.
2.1.1. Estrutura organizacional da empresa
A estrutura organizacional é a forma como uma organização está dividida e
hierarquizada. Ela define como é feita a gestão das suas actividades e a
comunicação entre seus sectores, visando atingir seus objectivos estratégicos.
Figura 2. 1 – Organigrama da empresa Admil Comercial, Lda.
Direção Geral
Contabilidade
Consultor
Gerente
Dep. Comercial
Recursos Humanos
Área Comercial
Fonte: Elaboração própria com base os dados da pesquisa, 2022.
21
2.2. PROCEDIMENTOS DO ENCERAMENTO DE CONTAS
A primeira operação antes de fechar qualquer exercício consiste em elaborar
um balancete e verificar os saldos de todas as contas, com o objectivo de detectar
saldos “anormais” (ex: clientes com saldo credor, conta 21 com saldo, fornecedor
com saldo devedor, etc...). Posteriormente, todas as operações a efectuar a seguir
são operações de regularização de contas.
Um aspecto importante a ter em conta no final do ano é a imputação, ao
exercício económico que termina, de todos os seus custos e proveitos que só a ele
dizem respeito - Princípio da especialização do exercício.
2.2.1. Procedimentos Técnicos - Contabilísticos de Fim do Exercício
A figura abaixo ilustra o esquema sequencial das operações do fim do
exercício, começando pela elaboração do balancete de verificação, onde é feita a
verificação dos saldos das contas, seguido da regularização de contas, que tem por
finalidade rectificar os saldos com base os dados fornecidos pelo balancete de
verificação e o inventário que se efectua no final do exercício, posteriormente é
elaborado o balancete rectificado, que permite-nos ajustar os saldos encontrados
para os seus valores reais. Feito isso chega-se a apurar o resultado com intuíto de
transferir para as contas principais os saldos evidenciados pelas contas subsidiária,
com vista a determinação dos resultados líquidos da empresa. Feito isso, é
elaborado o balancete final com os saldos actuais de cada conta e, a partir dele
elabora-se a demonstração de resultados e o balanço final.
Figura 2.2 – Esquema sequencial das operações do fim do exercício
22
Balancete de Regularização de Balancete Apuramento de
verificação contas rectificado resultado
Balancete final
Demonstração de
resultados
Balanço Final
Fonte: Elaboração própria com base à pesquisa de 2022.
2.3. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS
Para recolha de dados foi nos fornecido o relatório e contas da empresa
Admil Comercial, Lda, que nos possibilitou na elaboração, apresentação e análise
das demonstrações financeiras da Admil Comercial, com intuíto de efectuarmos a
análise do encerramento de contas.
A primeira operação antes de fechar qualquer exercício consiste em elaborar
um balancete e verificar os saldos de todas as contas, sendo assim, procedeu-se,
portanto à elaboração de um balancete de verificação do razão com o objectivo de
detectar os saldos anormais e poder servir de base para a elaboração dos
documentos de prestação de contas. Posteriormente é complementado com
operações referentes à regularização de contas. Conforme ilustra a tabela 2.1.
Tabela 2.1 – Balancete de verificação 31/12/2020
Valores expressos em Kwanza
Movimentos Saldos
Conta Descrição
Débitos Créditos Devedores Credores
11 IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS 75 143 692,00 0,00 75 143 692,00 0,00
12 IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS 1 200 000,00 0,00 1 200 000,00 0,00
26 MERCADORIAS 65 461 713,00 50 800 000,00 24 661 713,00 0,00
31 CLIENTES 24 060 000,00 0,00 24 060 000,00 0,00
32 FORNECEDORES 0,00 20 620 000,00 0,00 20 620 000,00
34 ESTADO 0,00 2 850 000,00 0,00 2 850 000,00
35 ENTIDADES PART. E PARTICIPADAS. 0,00 100 000,00 0,00 100 000,00
37 OUTROS VALORES A RECEBER E A
PAGAR 0,00 92 332 224,73 0,00 92 332 224,73
43 DEPÓSITOS À ORDEM 83 000 000,46 31 061 800,00 51 938 200,46 0,00
45 CAIXA 41 869 044,00 26 000 200,00 15 868 844,00 0,00
51 CAPITAL 0,00 52 332 224,73 0,00 52 332 224,73
61 VENDAS 0,00 80 000 000,46 0,00 80 000 000,46
62 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 0,00 32 500 000,00 0,00 32 500 000,00
71 CUSTO DE MERCADORIAS VENDIDAS 40 800 000,00 0,00 40 800 000,00 0,00
72 CUSTOS COM PESSOAL 21 061 800,00 0,00 21 061 800,00 0,00
23
75 OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS 35 500 200,00 0,00 35 500 200,00 0,00
78 OUTROS CUSTOS NÃO OPERACIONAIS 500 000,00 0,00 500 000,00 0,00
TOTAL 388 596 49,46 388 596 449,46 280 734 449,46 280 734 449,46
Fonte: Elaboração própria com base relatório e contas da Admil Comercia, Lda (2020).
2.3.1. Regularização de contas
A tabela abaixo ilustra a regularização de contas que é feita com vista à
rectificar os saldos das contas que não correspondem à realidade, como é elaborada
geralmente no final do exercício, por isso dispomos do balancete de verificação para
sabermos o real valor de cada conta.
Tendo em conta a necessidade de se regularizar os saldos das contas,
ajustando-os para seus saldos reais de acordo ao processo de encerramento de
contas e conforme o Decreto Presidencial n° 207/15 de 5 de Novembro- Tabela das
taxas de amortizações e reintegração, procedeu-se, portanto, a regularização das
amortizações dos bens a isto sujeitos.
Tabela 2.2 – Amortização e Reintegração dos Meios Fixos 31/12/2020
Amortização e Reintegração Valor
Descrição Valor
CÓD Do Activo Data Qt Taxa Da
De exercício De Contabilísti
Anterior Exercício Acumulado co
Imobilizado Aquisição
Actual
1 2 3 4 5 6 7 8= 5*7*3 9 = 8+6 10 = 5-9
11 IMOB. CORP. 75 143 692,00 49 797 745,76 14 264 896,86 64 062 642,62 11 081 049,38
11.2.1 Edifícios 25/05/13 2 4% 10 000 000,00 2 0633 333,00 400 000,00 3 033 333,00 6 966 667,00
Sub-Total 10 000 000,00 2 633 333,00 400 000,00 3 033 333,00 6.966.667,00
11.3.1 Conj. Mobiliários 07/03/17 17% 20 000 000,00 9 633 333,00 3 400 000,00 13 033 333,00 6 966 667,00
11.3.2 Grupo gerador 13/02/18 4 25% 17 594 426,00 8 430 663,00 4 398 606,50 12 829 269,50 4 765 156,50
Sub-Total 37 594 426,00 18 063 996,00 7 798 606,50 25 862 602,50 11 731 823,50
11.4.1 Land Cruz 12/06/14 1 20% 8 000 000,00 8 800 000,00 1 600 000,00 10 400 000,00 -2 400 000,00
11.4.2 Toyota ilux (3) 14/06/14 1 20% 15 000 000,00 16 500 000,00 3 000 000,00 19 500 000,00 -4 500 000,00
11.4.3 Motorizada 09/02/19 1 25% 600 000,00 400 000,00 150 000,00 550 000,00 50 000,00
Sub-Total 23 600 000,00 25 700 000,00 4 750 000,00 30 450 000,00 -6 850 000,00
11.5.1 Impressoras 23/05/17 10 33,33% 1 100 000,00 947 127,50 366 630,00 1 313 757,50 -213 757,50
11.5.2 Computador de 26/05/17 10
33,33% 2 200 000,00 1 894 255,00 733 260,00 2 627 515,00 -427 515,00
mesa
11.5.3 Computador 29/05/17 2
33,33% 649 266,00 559 034,26 216 400,36 775 434,62 -126 168,62
Portátil
Sub-Total 3 949 266,00 3 400 416,76 1 316 290,36 4.716 707,12 -767 441,12
12 IMOB. INCORP. 1 200 000,00 299 970,00 399 960,00 699.930,00 500 070,00
12.9 Software de
14/04/19 33,33% 1 200 000,00 299 970,00 399 960,00 699.930,00 500 070,00
gestão
TOTAL 76 343 692,00 50 097 715,76 14 664 856,86 64 762 572,62 11 581 119,38
Fonte: Elaboração própria com base relatório e contas da Admil Comercia, Lda (2020).
Figura 2.3 – Registo das amortizações
18 - Amortizações Acumuladas 73 - Amortização do Exercício
64 762 572,62(a a)14 196 856,86
24
Fórmulas:
Eq. 1
Amort. Ex. Actual = Vo*i*n
Vo*i*n
Amort. Ex. Anterior Eq. 2
Tabela 2.3 – Balancete Rectificado em 31/12/2020
Valores expressos em Kwanza
Movimentos Saldos
Conta Descrição
Débitos Créditos Devedores Credores
11 IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS 75 143 692,00 0,00 75 143 692,00 0,00
12 IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS 1 200 000,00 0,00 1 200 000,00 0,00
18 AMORTIZAÇÕES ACUMULADAS 0,00 64 762 572,62 0,00 64 762 572,62
26 MERCADORIAS 65 461 713,00 40 800 000,00 24 661 713,00 0,00
31 CLIENTES 24 060 000,00 0,00 24 060 000,00 0,00
32 FORNECEDORES 0,00 20 620 000,00 0,00 20 620 000,00
34 ESTADO 0,00 2 850 000,00 0,00 2 850 000,00
35 ENTIDADES PART. E 0,00 100 000,00 0,00 100 000,00
PARTICIPADAS.
37 OUTROS VALORES A RECEBER E A 0,00 92 332 224,73 0,00 92 332 224,73
PAGAR
43 DEPÓSITOS À ORDEM 83 000 000,46 31 061 800,00 51 938 200,46 0,00
45 CAIXA 82 434 759,68 26 000 200,00 56 434 559,68 0,00
51 CAPITAL 0,00 52 332 224,73 0,00 52 332 224,73
61 VENDAS 0,00 80 000 000,00 0,00 80 000 000,00
62 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 0,00 42 500 000,00 0,00 42 500 000,00
71 CUSTO DAS MERCADORIAS 40 800 000,00 0,00 40 800 000,00 0,00
VENDIDAS
72 CUSTOS COM PESSOAL 21 061 800,00 0,00 21 061 800,00 0,00
73 AMORTIZAÇÃO DO EXERCÍCIO 14 196 856,86 0,00 14 196 856,86 0,00
75 OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS 35 500 200,00 0,00 35 500 200,00 0,00
78 OUTROS CUSTOS NÃO 500 000,00 0,00 500 000,00 0,00
OPERACIONAIS
TOTAL 453 359 022,00 453 359 022,08 355 497 022,00 355 497 022,08
Fonte: Elaboração própria com base relatório e contas da Admil Comercial (2020).
2.3.2. Apuramento de resultado da empresa Admil Comercial, Lda.
Depois de elaborado e analisado o balancete de verificação, tendo feito a
regularização das contas, é em seguida procedido o apuramento do resultado da
empresa Admil Comercial, Lda, com intuito de sabermos se a mesma obteve lucro
ou prejuízo no exercício económico presente.
25
Entretanto os saldos das contas de proveitos e ganhos por natureza e
custos e perdas por natureza são transferidos para as devidas contas de resultados,
para posterior as respectivas contas de resultados serem transferidas para o
resultado líquido do exercício.
Apuramento de resultados da Admil Comercial, Lda.
Figura 2.4 – Apuramento do resultado operacional
82 - Resultado Operacional
3) 40 800 000,00 80 000 000,46 (1
4) 21 061 42 500 000,00 (2
800,00
5) 35 500
200,00 6) 14 196
856,86
111 558 856,86 122 500 000,46
Sc) 10 941 143,6
122 500 000,46 122 500 000,46
Fonte: Elaborção própria.
Onde:
1. Transferência do saldo da conta de venda;
2. Transferência do saldo da conta de prestação de serviços;
3. Transferência do saldo da conta de custo das mercadorias vendidas;
4. Transferência do saldo da conta de custo com o pessoal; 5. Transferência do
saldo da conta de outros custos operacionais;
6. Transferência do saldo da conta de amortização do exercício.
Figura 2.5 – Apuramento de resultado não operacional
85 - Resultado Não Operacional
26
7) 500 000,00
Fonte: Elaborção própria.
Onde:
7. Transferência do saldo da conta resultados não operacionais
Apuramento do Resultado Antes do Imposto
RAI = RO + RNO
RAI = 10 941 143,6 + (-500 000,00)
RAI = 10 441 143,6
Nota: a partir do cálculo acima, podemos destacar que a empresa obteve
lucro, logo é possível determinar o Imposto Industrial.
II = RAI*25%
II = 10 441 143,06*0,25
II = 2 610 285,9kz
Nota: a empresa teve lucro.
A tabela abaixo mostra-nos que todas as contas de custo e proveito
encontram-se saldadas, permite saber qual é o valor do resultado da empresa no
exercício económico e ajuda na elaboração do balanço final através dos saldos das
respectivas contas.
Tabela 2.4 – Balancete Final
CÓD Descrição Movimentos Saldos
Débitos Créditos Devedores Credores
11 IMOBILIZAÇOES CORPÓREAS 75 143 692,00 0,00 65 143 692,00 0,00
12 IMOBILIZAÇOES INCORPÓREAS 1 200 000,00 0,00 1 200 000,00 0,00
18 AMORTIZAÇOES ACUMULADAS 0,00 64 762 572,62 0,00 64 762 572,62
26 MERCADORIAS 65 461 713,00 40 800 000,00 24 661 713,00 0,00
31 CLIENTES 60 393 700,00 0,00 60 393 700,00 0,00
32 FORNECEDORES 0,00 20 620 000,00 0,00 20 620 000,00
34 ESTADO 0,00 5 460 285,09 0,00 5 460 285,09
ENTIDADES PART. E
35 0,00 100 000,00 0,00 100 000,00
PARTICIPADAS.
OUTROS VALORES A RECEBER E A
37 0,00 92 332 224,73 0,00 92 332 224,73
PAGAR
43 DEPÓSITOS À ORDEM 83 000 000,46 31 061 800,00 51 938 200,46 0,00
45 CAIXA 82 434 759,68 26 000 200,00 56 434 559,68 0,00
51 CAPITAL 0,00 52 332 224,73 0,00 52 332 224,73
27
61 VENDAS 80 000 000,00 80 000 000,00 0,00 0,00
62 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS 42 500 000,00 42 500 000,00 0,00 0,00
CUSTOS DE MERCADORIAS
71 40 800 000,00 40 800 000,00 0,00 0,00
VENDIDAS
72 CUSTOS COM PESSOAL 21 061 800,00 21 061 800,00 0,00 0,00
73 AMORT. DO EXERCÍCIO 14 196 856,86 14 196 856,86 0,00 0,00
75 OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS 35 500 200,00 35 500 200,00 0,00 0,00
OUTROS CUSTOS NÃO
78 500 000,00 500 000,00 0,00 0,00
OPERACIONAIS
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCICIO
88 2 610 285,9 10 441 143,6 0,00 7 830 857, 7
TOTAL 845 199 105,49 845 199 105,49 178 675 592,46 178 675 592,46
Fonte: Elaboração própria com base relatório e contas da Admil Comercial (2020).
Depois de apresentado o apuramento de resultados, é elaborado a
Demonstração de Resultados por Natureza da empresa.
A tabela abaixo ilustra a situação económica da empresa Admil Comercial
Lda, e podemos constatar que no exercício económico de 2020 a empresa obteve
resultados positivos e gerou um resultado líquido de 7 830 857,7kz tendo apurado
um imposto a pagar ao estado no valor de 2 610 285,9kz.
Tabela 2.5 – Demonstração de Resultados por Natureza
Admil Comercial, Lda. Valores expressos em Kwanzas
Exercícios
Designação Notas
2020 2019
Vendas 22 80 000 000,46 0,00
Prestação de serviços 23 42 500 000,00 0,00
Outros Proveitos Operacionais 24 0,00 0,00
122 500 000,46 0,00
Variações nos produtos acabados e produtos em via de
fabrico
25 0,00 0,00
Trabalhos para própria empresa 26 0,00 0,00
Custos das mercadorias vendidas e matérias-primas e
subsidiárias consumida 27 40 800 000,00 0,00
Custos com o pessoal 28 21 061 800,00 0,00
28
Amortizações 29 14 196 856,86 0,00
Outros custos e perdas operacionais 30 35 500 200,00 0,00
Resultado operacional 10 941 143,6 0,00
Resultados financeiros 31 0,00 0,00
Resultados de filiais e associadas 32 0,00 0,00
Resultados não operacionais 33 500 000,00 0,00
Resultado antes de impostos 10 441 143,6 0,00
Imposto sobre o rendimento 35 2 610 285,09 0,00
Resultado líquido da actividades correntes 7 830 857,7 0,00
Resultados extraordinários 34 0,00 0,00
Imposto sobre o rendimento 35 2 610 285,9 0,00
Resultado líquido do exercício 7 830 857,7 0,00
Fonte: Elaboração própria com base relatório e contas da Admil Comercial (2020).
O mapa abaixo ilustra a situação financeira e patrimonial da empresa Admil
Comercial,Lda, bem como a sua capacidade de honrar as obrigações de curto,
médio e longo prazo.
Tabela 2.6 – Balanço Final
Admil Comercial, Lda. Valores
expressos em Kwanza
Exercícios
Designação Notas
2020 2019
ACTIVO
Activos Não Correntes:
Imobilizações corpóreas 4 11 081 049,38 0,00
Imobilizações incorpóreas 5 500 070,00 0,00
Investimentos em subsidiaria e associados 6 0,00 0,00
Outros activos financeiros 7 0,00 0,00
Outros activos não correntes 9 0,00 0,00
11 581 049,38
Activos Correntes:
Existências 8 24 661 713,00 0,00
Contas a receber 9 64 625 817,48 0,00
Disponibilidades 10 77 807 044,46 0,00
Outros activos correntes 11 0,00 0,00
167 094 574,94
Total do activo 178 675 694,32 0,00
CAPITAL PROPRIO E PASSIVO
29
Capital próprio:
Capital 12 52 332 224,73 0,00
Reservas 14 0,00 0,00
Resultados transitados 13 0,00 0,00
Resultado do exercício 7 830 857,35 0,00
60 163 082,08 0,00
Passivo não corrente:
Empréstimos de médio e longo prazo 15 0,00 0,00
Impostos diferidos 16 0,00 0,00
Provisões para pensões 17 0,00 0,00
Provisões para outros riscos e encargos 18 0,00 0,00
Outros passivos não correntes 19 0,00 0,00
0,00 0,00
Passivos correntes:
Contas a pagar 19 76 180 285,79 0,00
Empréstimos de curto prazo 20 0,00 0,00
Parte cor. dos emp. a médio e longos prazos 15 0,00 0,00
Outros passivos correntes 21 42 332 326,45 0,00
118 512 612,24 0,00
Total do capital próprio e passivo 178 675 694,32 0,00
Fonte: Elaboração própria com base relatório e contas da Admil Comercial (2020).
2.3.3. Bases de apresentação das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras são normalmente preparadas de acordo com
PGC em vigor em Angola e respeitam as características de relevância e fiabilidade,
são preparadas na base da continuidade e do acréscimo, bem como em obediência
aos princípios contabilísticos da consistência, materialidade, não compensação de
saldos e comparabilidade.
Bases de valorimetria adoptadas na preparação das
demonstrações financeira
A base de valorimetria global adoptada é a do custo histórico e a do custo
corrente;
A taxa de câmbio utilizada para a valorimetria de activos e passivos cujo valor
esteja dependente das flutuações da moeda estrangeira (USD).
Critérios de Reconhecimento e Bases de Valorimetria Especificas
Os principais critérios de reconhecimento e as bases de valorimetria
específicas usadas na preparação das demonstrações financeiras são as seguintes
para cada uma das contas:
Imobilizações Corpóreas e Incorpóreas:
30
a) A base de medição para determinar a quantia bruta registada é o custo de
aquisição, tendo como base a factura do fornecedor;
b) O método de depreciação utilizado é o das quotas constantes;
c) Vida útil por categoria e taxas de depreciação utilizadas. Outras
imobilizações incorpóreas – 33,33%
Contas a Receber:
As contas a receber são valorizadas ao custo histórico
Disponibilidade:
As disponibilidades são valorizadas ao custo histórico.
Outros Activos Correntes:
O critério utilizado para o reconhecimento do activo foi à probabilidade de um
benefício económico futuro associado a estes elementos.
Estes activos são valorizados ao custo histórico.
Passivos:
O critério utilizado para o reconhecimento do passivo, é a
probabilidade da liquidação de uma obrigação presente que resulte num
exfluxos de recursos incorporando benefícios económicos e a quantia pela
qual a liquidação tenha lugar possa ser quantificada com fiabilidade.
Custos:
As políticas adoptadas para o reconhecimento do custo são as seguintes:
Diminuição dos benefícios económicos futuros relacionadas com uma
diminuição num activo ou com um aumento do passivo:
Estes possam ser quantificados com fiabilidade.
Impostos Sobre os Lucros:
Os impostos sobre os lucros a pagar são valorizados ao custo corrente. A
empresa encontra-se sujeita a tributação em sede de Imposto Industrial – Regime
Geral.
31
O Imposto é calculado com base no lucro tributável (resultado
contabilístico corrigido para efeitos fiscais) utilizando uma taxa nominal de
25%.
O Imposto apurado refere-se em exclusivo ao imposto corrente não sendo
calculado nem registados quaisquer impostos diferidos quer activos quer passivos.
A entrega do imposto é efectuada por auto liquidação mediante a apresentação
do modelo 1 que se encontra sujeita a revisão e correção por parte das autoridades
fiscais durante um período de 5 anos.
Apuramento dos resultados na óptica fiscal
De acordo com código do imposto industrial não são aceites como custos e
proveitos dedutíveis à matéria colectável do imposto industrial aqueles que não
cumprem com os requisitos previstos na lei, vamos apresentar alguns pontos
detectados durante a pesquisa.
Resultado Antes do Imposto = Lucro Bruto RAI = LB RAI = Total dos
proveitos – Total dos custos Lucro tributável = Proveitos – Custos + a
acrescer – a deduzir
Onde:
A acrescer: compreende todos os custos que não são aceites para fins
fiscais;
A deduzir: compreende todos os proveitos que não são aceites para fins
fiscais.
Resultado Líquido = Resultado Antes do Imposto (RAI) – Imposto
MC = Lucro Tributável – Prejuízos Fiscais – Lucros Levados à
reserva.
Para o apuramento do imposto industrial na óptica fiscal solicitamos que nos
cedessem algumas informações que serviram de base para a elaboração das
demonstrações financeiras da empresa em estudo.
32
1. Em 2014, a empresa adquiriu dois edifícios administrativos e comercial no
valor global de AOA 10 000 000,00. De acordo com o artigo n°31 no ponto 2
da lei 19/14 de 22 de outubro, código que aprova a lei do imposto industrial,
diz: no caso dos imóveis que integrem terrenos e edifícios e outras
construções e que tenham sido adquiridos sem indicação expressas do valor
do custo do terreno, o valor a atribuir a este para efeitos fiscais é fixado a
20% do valor global. No ponto 3 em relação ao imóvel referido no nύmero
anterior, o custo a considerar para efeitos de valorimetria dos activos
amortizáveis previstos no artigo n° 26 do presente código e para efeito de
cálculo das respectivas amortizações, é o que corresponde a diferença entre
o valor global de aquisição de imóveis e valor atribuído ao terreno.
2. A empresa efectuo doações no valor de AOA 500 000,00 que não foram
registados e que deveriam ser registados na conta 78.1 – Donativos e
conforme o artigo n°19 da lei 19/14 de 22 de Outubro, código que aprova a lei
do imposto industrial no seu ponto 2 diz: a atribuição de qualquer donativo ou
liberalidade em incumprimento das regras estabelecida na Lei do Mecenato,
não só importam a não aceitação destes custos como determinam a
tributação autônoma dessas realidades a taxa de 15% sobre o seu valor.
3. Fatura referente à formação registada na rubrica 72.7- Formação no valor de
AOA 600 000,00, esta fatura é de uma instituição de ensino privado,
questionado sobre o registo nos foi dito que é formação referente à filha da
gerente da empresa. De acordo com artigo nº 15 da lei 19/14 de 22 de
outubro, Código que aprova a lei do Imposto Industrial, diz: os custos ou
gastos com assistência social para que sejam aceites para fins fiscais o
benefício deve ser atribuído generalizadamente a todos trabalhadores.
Imposto para fins contabilísticos = 2 610 285,9kz.
Imposto para fins fiscais = 3 447 785,9
Diferença = Imposto para fins fiscais – Imposto para fins contabilísticos
Diferença = 3 447 785,9 – 2 610 285,9
Diferença = 837 500,00kz
33
A diferença registada é o valor do imposto industrial, que o estado deixa de
arrecadar quando a sociedade não cumpre com as suas obrigações fiscais, causada
por quaisquer circunstâncias, porém, o que se regista e é para implementar, é o
facto de que o estado perde a possibilidade de arrecadar um certo valor que serviria
para cobrir as despesas. Nisto, imaginemos que cerca de 100 empresas deixam de
apurar o imposto conforme os parâmetros legais.
CONCLUSÕES
Depois de cautelosamente termos feito a análise do encerramento de contas
na óptica fiscal na empresa Admil Comercial, Lda, a partir da utilização das
pesquisas bibliográficas e exploratórias, chegamos as seguintes conclusões:
1- A contextualização dos aspectos introdutórios permitiu-nos descrever de
forma simples e nítida sobre a compreensão do processo do encerramento de
contas a partir da utilização dos procedimentos contabilísticos existentes.
2- O encerramento de conta é um processo obrigatório e legal que todo
profissional ligado a contabilidade deve levar acabo no final do exercício
económico, de modo a serem elaboradas as demonstrações financeiras e as
demais peças contabilísticas tais como, balancetes, apuramento de resultado,
demonstração de resultado e balanço que permitem ter o diagnóstico da real
situação da empresa.
3- E por fim, apresentamos o estudo de caso da Admil Comercial, Lda referente
ao encerramento de contas na óptica fiscal, permitindo a sua análise à
possibilidade de fornecermos informações legais de como deve ser apurado o
imposto no âmbito contabilístico e fiscal.
Portanto, fica comprovada a hipótese preestabelecida de que, com o
encerramento de contas na óptica fiscal poderá se conhecer o resultado económico
e financeiro da empresa Admil Comercial, Lda num determinado período,
norteandonos assim, para o apuramento do imposto industrial, depois de serem
acrescidos os custos e deduzidos os proveitos que não são aceites para fins fiscais.
34
Sendo assim, a empresa encerrou a sua actividade económica no ano de
2020 com Imposto Industrial para fins contabilísticos na ordem de 2 610 285,9kz,
depois de serem acrescidos os custos que não são aceites para fins fiscais passou a
ter Imposto para fins fiscais na ordem de 3 447 785,9kz.
SUGESTÕES
Após serem feitas as analises mediante o estudo exploratório e com base
nas informações da empresa Admil Comercial, Lda sugerimos o seguinte:
Que tenha um contabilista fixo de modo que a sua contabilidade se mantenha
sempre organizada e para que o alcance seja de maior eficiência na gestão e
processo contabilístico;
A contabilidade deve fazer o registo das distorções detectadas ao longo da
realização do nosso trabalho e deve-se reestruturar o mapa de amortização,
utilizando as taxas estabelecidas pelo Decreto–Presidencial n° 207/15 de 05
de Novembro – Tabela de Taxas de Reintegrações e Amortizações;
Sempre que possuir lucro constituir reservas obrigatórias, conforme a lei
n°01/04 de 13 de fevereiro, lei das sociedades comerciais;
Adicionalmente sugerimos, que é necessário que os gestores saibam que os
relatos financeiros obtidos pelas demonstrações financeiras, não servem
simplesmente para fins fiscais, mas também para conduzir a empresa na
tomada de decisões.
35
REFERÊNCIAS
ÁVILA, C. A de. (2006). Gestão Contábil para contadores e não contadores. Curitiba:
Ibpex.
ALMEIDA, R. M. P de; MIRANDA, S. J; NOGUEIRA, A; SILVA, J. L da; PINHEIRO,
P. M. (2017). Plano Geral de Contabilidade Angolano – Explicada. 2ª ed.,
Cacém, [Link] – edições técnicas.
ANGOLA. Decreto – Presidencial n°207/15 de 05 de Novembro – Tabela de Taxas
de Reintegrações e Amortizações.
ANGOLA. Decreto – Lei n° 19/14 de 22 de Outubro – Lei que aprova o código do
Imposto Industrial.
ANGOLA. Decreto – Lei n° 26/20 de 20 de Julho – Lei que altera a lei que aprova o
código do Imposto Industrial.
ANGOLA. Decreto – Lei n°82/01 de 16 de Novembro – Lei que aprova o Plano Geral
de Contabilidade Angolano.
BORGES, A; FERRÃO, M. (2000). Contabilidade e a prestação de contas. 8ª ed. Rei
dos livros.
BORGES, A; RODRIGUES A; RODRIGUES R. (2010). Elementos da contabilidade
geral. 25ª ed. Lisboa: áreas, Editora.
BORGES, V. A; SILVA, J. M da; CIOF, J. L (2015). Contabilidade básica. 1° ed.
Editora Estácio. Rio de Janeiro.
CARLOS, M. (2010). Metodologia científica – Investigação: Problema aos
Resultados. (Dissertação de Mestrado) – CIEC – Universidade do Minho –
Braga/Portugal – Instituto Politécnico de Bragança/Portugal. Disponível em:
hpp://[Link]:pt/ ̴ cmmm. (Acesso: 26 de Novembro de 2021).
36
GUERREIRO, M. (2015). Plano Geral de Contabilidade Explicado, Angola: Editora
Plural Editores, Lda.
MAGRO, J; MAGRO, A (2008). Manual de Contabilidade Angolano, 2ª Edição, Uniart
Gráfica.
MANUEL, N; GONÇALVES, F. (2010). Práticas Contabilísticas, 2ª ed., Lisboa: Lidel
Edições, Lda.
MARTINI, L. (2013). Contabilidade Geral.
NABAIS, C; NABAIS, F. (2010). Prática contabilística. 2ª ed. Lisboa – Porto: editora
Lidel – Edições, Lda.
PADOVEZE, C. L. (2008). Manual de Contabilidade básica: contabilidade introdutória
e intermediária. 6ª ed. São Paulo.
SÁ, A. L. de (2010) - Teoria da contabilidade. 5ª ed. São Paulo: Atlas.
ANEXOS
ANEXO – B: DECLARAÇÃO DO MODELO 1 DO IMPOSTO INDUSTRIAL
APÊNDICES
APÊNDICE – A: GUIA DE ENTREVISTA DE PESQUISA DIRIGIDA AO GESTOR DA
EMPRESA.
GUIDA DE ENTREVISTA DE PESQUISA
Estimado senhor gestor, a presente entrevista é parte integrante de um
projecto final do curso de CON-GEST, foi elaborado exclusivamente para finalidades
de pesquisa científica no âmbito da realização do projecto final do curso de
Contabilidade e Gestão no Instituto Médio Politécnico 28 de Agosto, com ele e a
partir da vossa ajuda e de todos que carinhosamente cederam o tempo para
participar, pudemos desenvolver o nosso trabalho do fim do curso, cujo, o tema é
Análise do encerramento de contas na óptica fiscal na empresa Admil
Comercial. A vossa colaboração é de extrema importância no preenchimento deste
formulário, não havendo preceitos das opiniões certas ou erradas.
LOCAL DA ENTREVISTA ___________________________________
DATA_____/______/______
DEPARTAMENTO_________________________
TIPO DE PESQUISA__________________________
QUESTÕES
1. Qual foi a data que se fundou a “Sociedade Admil Comercial, Lda.”?
2. Quantos funcionários tem a “Sociedade Admil Comercial, Lda.”?
3. Qual é o objectivo e o objecto social?
4. Qual é a visão, missão e valor?
5. Quais impostos a empresa está sujeita a pagar?
Obrigado pelo tempo despendido e participação.
APÊNDICE – B: GUIA DE INQUÉRITO POR QUESTIONÁRIO DIRIGIDO AO
GESTOR E CONSULTOR DA ADMIL COMERCIAL, LDA.
Cordiais Saudações.
Estimado (a) senhor (a), somos finalistas no curso de Técnico de
Contabilidade e Gestão na área de Administração e Serviços, no Instituto Médio
Politécnico 28 de Agosto do Dundo. No âmbito da elaboração do trabalho do fim do
curso, cujo tema é “Análise do encerramento de contas na óptica fiscal na
empresa Admil comercial, Lda.”, estamos a dirigir um questionário ao (a) estimado
(a) senhor (a) com a finalidade de recolhermos os dados para o efeito. Para tal,
precisamos da sua contribuição na concretização deste trabalho.
Observação: Os dados pessoais serão mantidos em segredo.
Iº. IDENTIDADE Idade:_____
Sexo:_____
IIº. QUESTIONÁRIO
Na preparação de demonstrações anuais e de prestação de contas,
devemos considerar todos os registos contabilísticos não correntes – operações de
fim de exercício.
As operações de fim do exercício deverão ser abordadas segundo duas
ópticas distintas: Sequência das operações e registos a efectuar – as operações tem
como ponto de partida o Balancete de Verificação do Razão que depois das entradas
de regularização se obtém o Balancete Rectificado e Final (Balancetes
Progressivos). Mapas a elaborar (Demonstrações Financeiras): Demonstrações de
Resultados, Balanço, Demonstração de Fluxo de Caixa e Anexos.
Marque com X nas questões que considera mais coerente ou correctas.
QUESTÕES
Será que os senhores conhecem como é feito o calculo do imposto industrial?
SIM ____ NÃO____
Comentário:
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
Será que o imposto industrial é calcuado obedecendo todos os procedimentos
fiscais?
SIM ____ NÃO____
Comentário:
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
Gostaríamos de saber se é feita uma uma separação entre os custos e proveitos que
são aceites e que não são aceites para fins fiscais?
SIM ____ NÃO____
Comentário:
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
No ano estudado será que a empresa fez compra a partir do enstrageiro. Suportou
custos não documentadas ou com a bonificação?
SIM ____ NÃO____
Comentário:
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
GLOSSÁRIO
O glossário é uma espécie de dicionário de palavras não tão conhecidas,
seja porque são palavras de uso técnico ou porque são palavras regionais e de outro
idioma.
Então, de forma geral, o glossário serve para explicar o significado de alguns
termos que, por algum motivo, o leitor ou leitora pode não conhecer.
Ou seja: nos glossários podem aparecer palavras que são conhecidas
apenas por pessoas familiarizadas com a área de conhecimento. É o que se
denomina de palavra de uso técnico. Como, por exemplo, termos médicos ou
jurídicos.
É a imputação sistemática da quantia depreciá vel de um
Amortização
imobilizado durante a sua vidaútil.
É o registo realizado para as contas patrimoniais: aumentar
o valor de uma conta do passivo ou do PL, ou diminuir uma
Crédito
conta do activo; nas contas de resultado: serve para
aumentar as contas das receitas.
É processo pelo qual a alta administração verifica se as
Controlo directrizes e políticas por ela definidas ou pelos
sócios da entidade estão sendo seguidas.
Interesse residual no Activo depois de deduzido o Passivo.
Capital próprio
É o registo realizado para: as contas patrimoniais, que são activo, passivo e
Património Líquido (PL): aumentar o valor
Débito
de uma conta do activo (que são bens e/ou direitos) ou
diminuir uma conta do passivo (obrigações) ou do PL
Exfluxos
Lucro contabilístico
Luro tributável
(prejuízo fiscal) Planeamento
Resultado contabilistico
serão tomadas para o futuro, considerando um segmento ou
toda empresa.
Vida útil (de um
imobilizado)
São pagamentos ou saidas de caixa e seus equivalentes.
É o resultado global positivo ou negativo, de um período, antes
É a quantia de
da dedução do respectivo imposto sobre os lucros.
lucro (prejuizo) de
um período,
determinado de
acordo com as
regras
estabelecidas O período durante o qual se espera que um activo deprecíavel
pela seja usado pela empresa.
Administraçao
Fiscal que serve
de base ao
apuramento do
imposto a pagar
(recuperar).
É o resultado
líquido (positivo)
de um período
antes da dedução
do gasto dos
impostos.
É o processo pelo
qual a alta
administraçao e
os sócios da
entidade decidem
quais acções