Justina Bernardo
Relatório de Prática Pedagógica de Filosofia I
Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos naturais e Ambiente
2025
Justina Bernardo
Relatório de Prática Pedagógica de Filosofia I
Licenciatura Em Ensino de Filosofia com Habilidades em Ética
Relatório de carácter avaliativo a ser
entregue no Departamento de Ciências
Sociais e Filosóficas, na cadeira de
PPFI, 1° semestre, 2º ano recomendado
pelo docente:
dr dr:Belmiro Fernando
Universidade Rovuma
Instituto Superior de Recursos naturais e Ambiente
2025
Índice
Dedicatória........................................................................................................................4
Declaração de Honra.........................................................................................................5
Agradecimentos.................................................................................................................6
Lista de abreviaturas..........................................................................................................7
Lista de Anexos.................................................................................................................8
Resumo..............................................................................................................................9
Introdução........................................................................................................................10
Objectivo.........................................................................................................................10
Estrutura do trabalho.......................................................................................................10
Metodologia.....................................................................................................................10
CAPÍTULO I - RELATÓRIO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE FILOSOFIA I...12
1.1. Conceitualização do tema.........................................................................................12
1.3. Importância das Práticas Pedagógicas I...................................................................13
CAPIUTLO 2 DESCRICAO E OBSERVAÇÃO GERAL DA ESCOLA E
ASSISTENCIAS DE AULAS DE FILOSOFIA.............................................................13
2.1. História da Escola Secundária de Montepuez..........................................................13
2.2. Situação geográfica da Escola secundaria de Montepuez........................................13
2.3. Meio físico escolar...................................................................................................14
2.4. Descrição da área desportiva....................................................................................15
2.5. O pátio escolar..........................................................................................................15
2.6. Actividades Realizadas na Escola Secundária Sagrada Família – O processo de
assistência........................................................................................................................15
2.7. Análise crítica do processo de assistência de aulas (Prós e Contras).......................17
2.8. Sugestões de Melhoramento.....................................................................................18
Conclusão........................................................................................................................21
Referencias Bibliográficas...............................................................................................22
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Introdução
A presente pesquisa tem como tema A teoria política de John Locke, representa um
marco no pensamento filosófico e na construção do liberalismo moderno. Suas ideias
sobre o estado de natureza, o contrato social, os direitos naturais, a legitimidade do
governo e a separação de poderes influenciaram profundamente a formação das
sociedades democráticas contemporâneas.
Este trabalho científico tem como objectivo analisar detalhadamente os principais
conceitos da teoria política de Locke, explorando as bases do estado de natureza, a
função do governo civil, os direitos naturais, a separação de poderes e o direito de
resistência, buscando compreender como suas ideias buscando compreender como suas
ideias fundamentam o pensamento político moderno.
Objectivo Geral
Compreender A teoria Política de John Locke
Objectivos Específicos
Descrever a vida e obra de John Locke;
Explicar Estado de Natureza e a lei Natural;
Apresentar as características essências do contrato social e Direitos naturais;
Metodologia
A metodologia aperfeiçoada no presente trabalho foi de consulta de obras literárias e
internet, no qual organização do trabalho obedece-se a seguinte estrutura: Introdução,
Desenvolvimento, Conclusão e por fim a referência bibliográfica.
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1. Vida e obra John Locke
Segundo Reale e Antiseri (2005, p. 92) John Locke nasceu em Wrington (nas
proximidades de Bristol) em 1632 (no mesmo ano em que também nasceu Spinoza).
Estudou na Universidade de Oxford, onde conseguiu o título de Master of Arts em 1658
e onde ensinou (na qualidade de tutor) grego e retórica, e se tornou censor de filosofia
moral. Em 1668, foi nomeado membro da prestigiosa Royal Society de Londres, na qual
Hobbes não foi admitido por causa das polémicas e das fortes divisões suscitadas por
suas teses de fundo.
O ano de 1672 marca reviravolta muito importante na vida de Locke. Com efeito, nesse
ano ele se tornou secretário do lorde Ashley Cooper, chanceler da Inglaterra e conde de
Shaftesbury, passando a se ocupar activamente dos negócios políticos. Entre 1674 e
1689, em consequência de suas opções politicas, a vida de Locke foi arrastada por uma
série vertiginosa de acontecimentos, destinados a deixar marcas indeléveis em seu
espírito. Em 1675, logo depois da queda de lorde Shaftesbury, Locke viajou para a
França, onde travou conhecimento com o cartesianismo.
De 1679 a 1682, esteve novamente ao lado de lorde Shaftesbury, que havia conseguido
reconquistar as posiq6es politicas perdidas. Mas, em 1682, lorde Shaftesbury foi
envolvido na conjura do duque de Monmouth contra Carlos I1 e teve de se refugiar na
Holanda, onde morreu. No ano seguinte, Locke também teve de deixar a Inglaterra para
refugiar-se na Holanda, onde trabalhou activamente nos preparativos para a expedição
de Guilherme de Orange (Ibid, p. 92).
A obra-prima de Locke é constituída pelo imponente Ensaio sobre o intelecto humano,
publicado em 1690, depois de uma gestação que durou cerca de vinte anos. A obra teve
sucesso enorme, e em 1700, concomitantemente com a 4" edição, aparece a tradução
francesa controlada pelo próprio Locke.
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Em 1689, ele havia publicado a Epistola sobre a tolerância. No mesmo ano do Ensaio,
foram publicados também os Dois tratados sobre o governo. Em 1693, saíram os
Pensamentos sobre a educação, e, em 1695, A racionalidade do cristianismo. Alguns
de seus escritos foram publicados postumamente, entre os quais revestem-se de
particular importância as Paráfrases e notas das epistolas de são Paulo aos Gálatas,
aos Coríntios, aos Romanos e aos Efésios e o Ensaio para a compreensão das epistolas
de são Paulo (Reale e Antiseri, 2005, p. 92).
Foram três os interesses principais de Locke:
a) O gnosiológico, do qual brotou o Ensaio;
b) O Etico-politico, que encontrou expressão (além de sua própria militância política
pratica) nos escritos dedicados a esse tema;
c) O religioso, campo no qual a atenção do nosso filósofo se concentrou sobretudo nos
últimos anos de sua vida (a esses pode- mos acrescentar, mas numa dimensão menor,
um quarto interesse, de carácter pedagógico, que encontrou expressão nos Pensamentos
sobre a educação.
Esta é a breve biografia do magno filósofo John Locke, de seguida abordaremos a sua
teoria política que é ponto central desta pesquisa.
2. A teoria política de Locke
2.1. Estado de Natureza e a lei Natural
O estado de natureza é o conceito fundamental para a teoria política de John Locke.
Trata-se da condição na qual os indivíduos se encontram antes de estabelecer qualquer
forma de sociedade civil ou governo. Ao contrário de uma simples abstracção teórica, o
estado de natureza para Locke serve como ponto de referência para entender a origem
do poder político e os direitos que o indivíduo possui naturalmente.
Diferente de Thomas Hobbes, que via o estado de natureza como uma guerra constante
de todos contra todos, Locke oferece uma visão mais equilibrada e otimista da condição
humana. Para ele, os homens são dotados de razão, igualdade e liberdade, e possuem a
capacidade de viver de acordo com a lei natural, um conjunto de regras racionais que
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orientam a conduta e a preservação de seus direitos essenciais: a vida, a liberdade e a
propriedade.
A sociedade e o Estado nascem do direito natural, que coincide com a razão, a qual diz
que, sendo todos os homens iguais e independentes, "ninguém deve prejudicar os outros
na vida, na saúde, na liberdade e nas posses". São portanto "direitos naturais" o direito e
vida, o direito i liberdade, o direito a propriedade e o direito a defesa desses direitos
(Reale e Antiseri, 2005, p.108).
Locke (2005, p. 271) Afirma que:
"A razão, que é a lei natural, ensina a todos os homens que, sendo todos iguais e
independentes, nenhum deve prejudicar a vida, a saúde, a liberdade ou a posse
de outro"
Essa citação evidencia dois pontos centrais. Primeiro, que a lei natural não é produto do
Estado, mas uma ordem racional intrínseca à condição humana. Segundo, que todos os
indivíduos são, por natureza, iguais e independentes, possuindo direitos que não
dependem da autorização de nenhum soberano. Essa perspectiva introduz a ideia de que
os direitos naturais são inalienáveis, antecedendo qualquer forma de governo.
Mondin (2003, p. 217) reforça essa visão, explicando que:
“O estado de natureza não é um caos, mas uma ordem moral fundada na lei
natural, que preexiste a qualquer instituição humana.”
Assim, no estado de natureza, cada indivíduo possui autonomia moral e liberdade para
agir, desde que respeite os direitos dos outros. A liberdade, portanto, não é ausência de
regras, mas a capacidade de viver segundo a razão, respeitando a lei natural. Locke
distingue liberdade de licença: enquanto a liberdade permite agir de acordo com a razão,
a licença é agir sem consideração pela justiça.
Mesmo no estado de natureza, cada indivíduo possui autonomia moral e liberdade para
agir, desde que respeite os direitos dos outros. Contudo, a ausência de um poder comum
para aplicar a lei natural pode levar a conflitos, tornando necessária a criação de um
governo para garantir justiça e segurança.
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Contudo, apesar de sua racionalidade e justiça potencial, o estado de natureza apresenta
limitações práticas importantes. Por não existir uma autoridade comum para aplicar a lei
natural, podem surgir conflitos. Cada pessoa é juiz em causa própria, o que torna a
justiça parcial e potencialmente injusta. Locke descreve os principais problemas do
estado de natureza:
Falta de normas positiva: Embora a lei natural exista, ela não está codificada.
Diferentes interpretações podem levar a disputas sobre direitos e propriedades.
Ausência de juiz imparcial: Cada indivíduo, ao defender seus interesses, pode
distorcer a aplicação da lei natural, criando injustiças.
Inexistência de força coercitiva: Sem um poder comum para fazer cumprir a
lei, não há garantias de que os direitos serão efectivamente protegidos.
Locke explica:
Locke explica que “A liberdade natural dos homens não consiste em estar livre de
qualquer lei, mas em não se submeter a qualquer poder legislativo, a não ser aquele
estabelecido pelo consentimento” (Locke, 2005, p. 269).
Essa distinção entre liberdade e anarquia é crucial. Para Locke, a liberdade natural não é
absoluta no sentido de ausência de regras; ela é limitada pela obrigação de respeitar os
direitos dos outros. É a racionalidade humana que impõe limites, mas sem a existência
de um governo, esses limites não têm força prática.
Para exemplificar, imaginemos dois homens que encontram um recurso natural por
exemplo, uma plantação ou terreno fértil. Ambos têm direito natural à propriedade do
que cultivarem. No entanto, se não houver um árbitro imparcial, disputas podem
ocorrer, potencialmente resultando em conflito ou injustiça. A lei natural fornece
critérios para julgar quem tem razão, mas, sem força para aplicá-la, a justiça permanece
vulnerável.
É nesse contexto que Locke introduz a necessidade do contrato social: a transição do
estado de natureza para a sociedade civil não implica renúncia aos direitos naturais, mas
sim a criação de mecanismos que garantam sua efectividade. Em outras palavras, a
sociedade e o governo são instrumentos criados pelos homens para preservar a liberdade
e a propriedade, não para negá-las.
2.2. O Contrato Social e a Formação do Governo Civil
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A teoria política de John Locke encontra no contrato social o instrumento central para a
transição do estado de natureza para a sociedade civil. Diferentemente do pessimismo
hobbesiano, que via a criação do Estado como uma necessidade para evitar o caos,
Locke entende que o contrato social é um mecanismo racional que visa preservar os
direitos naturais dos indivíduos, especialmente a vida, a liberdade e a propriedade.
Locke explica que, no estado de natureza, cada homem é juiz de seus próprios
interesses, mas que esta condição pode levar a conflitos e insegurança. Portanto, surge a
necessidade de instituir um governo que tenha autoridade para aplicar a lei de maneira
imparcial. Ele escreve:
"Para escapar das imperfeições do estado de natureza, os homens
concordam em formar uma comunidade política, delegando parte de seu
poder à autoridade comum, a fim de proteger seus direitos naturais de
forma mais segura e eficaz" (Locke, 2005, p. 275).
O contrato social, segundo Locke, não implica na renúncia total à liberdade. Pelo
contrário, os indivíduos transferem apenas parte de seu poder natural para o governo,
mantendo direitos essenciais inalienáveis. Essa concepção reforça a ideia de um
governo limitado e baseado no consentimento dos governados, conceito que seria
fundamental para o liberalismo clássico e para a filosofia política moderna.
Mondin (2003, p. 223) complementa:
"O contrato social de Locke é racional e moralmente fundado; ele estabelece o
Estado como instrumento de protecção dos direitos naturais, não como um
poder absoluto capaz de suprimir a liberdade individual."
O contrato social de Locke é racional e moralmente fundado; ele estabelece o Estado
como instrumento de protecção dos direitos naturais, não como um poder absoluto
capaz de suprimir a liberdade individual.
A legitimidade do governo, portanto, deriva directamente do consentimento dos
cidadãos. Um governo que viole ou negligencie a protecção dos direitos naturais perde
sua legitimidade e pode ser, segundo Locke, substituído ou reformado. Este princípio é
inovador, pois limita o poder político e estabelece o direito à resistência em face da
tirania.
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O contrato social e a formação do governo civil, segundo Locke, são a resposta racional
às limitações do estado de natureza. O governo existe para proteger a vida, a liberdade e
a propriedade, derivando sua legitimidade do consentimento dos governados e
permanecendo limitado por leis e pelo respeito aos direitos naturais. Locke combina,
assim, liberdade individual e autoridade política em uma relação equilibrada e
fundamentada na razão.
2.3. Direitos Naturais, Propriedade e Limites do Governo
Os direitos naturais são anteriores à formação do Estado e constituem a base da
sociedade civil. Essa direita vida, liberdade e propriedade são inalienáveis e devem ser
preservados pelo governo. Diferentemente de Hobbes, que considerava que os
indivíduos cedem todos os direitos ao soberano em troca de segurança, Locke defende
que certos direitos não podem ser transferidos, mesmo por meio do contrato social.
Locke explica que a vida é o direito mais fundamental, mas que a liberdade e a
propriedade estão igualmente protegidas pela lei natural. O trabalho é o mecanismo pelo
qual a propriedade se torna legítima, propriedade é aquela que o indivíduo adquire
através de seu trabalho o homem apropria-se do que sua indústria transforma ou cultiva,
sem prejudicar outros (Locke, 2005, p. 284).
Na óptica de Abbagnano (2007, p. 627):
Locke combina liberdade económica e responsabilidade moral, mostrando que a
propriedade não é um direito absoluto de exploração, mas um direito
condicionado à preservação da equidade e dos direitos de terceiros."
Além disso, Locke distingue propriedade natural e propriedade civil. A primeira surge
do estado de natureza, baseada no trabalho individual e na lei natural; a segunda é
regulada pelo governo civil, que estabelece normas de uso, herança e tributação,
garantindo segurança jurídica e ordem social. Essa distinção permite compreender a
função do Estado não como proprietário, mas como garante da justiça e da ordem.
2.4. A Função do Governo e a Separação de Poderes
O Estado tem o poder de fazer as leis (poder legislativo) e de impô-las, e fazer com que
sejam cumpridas (poder executivo). Os limites do poder do Estado são estabelecidos por
aqueles mesmos direitos dos cidadãos para cuja defesa nasceu. Portanto, os cidadãos
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mantem o direito de se rebelarem contra o poder estatal, quando este atua
contrariamente as finalidades para as quais nasceu. E os governantes estão sempre
sujeitos ao julgamento do povo (Reale e Antiseri, 2005, p. 108).
Ao contrário do que sustentava Hobbes, para Locke o Estado não deve ter ingerência
nas questões religiosas. E, visto que a fé não é uma coisa que possa ser imposta, é
preciso ter respeito e tolerância para com as várias fés religiosas: "A tolerância para
com aqueles que discordam dos outros em matéria de religião é algo de tal forma
consoante com o Evangelho e com a razão, que é monstruoso existirem homens cegos a
tanta luz".
Locke distingue três poderes fundamentais dentro de qualquer governo legítimo: o
legislativo, o executivo e o federativo. O legislativo é o mais importante, pois cria leis
que devem reflectir a razão e a protecção dos direitos naturais. O executivo garante a
aplicação das leis, e o federativo cuida das relações exteriores e da defesa da
comunidade.
Segundo Locke ressalta que "O legislativo é supremo dentro da sociedade civil, pois
define a lei que regula a vida e a propriedade de todos, sendo indispensável que seja
escolhido pelo consentimento dos cidadãos e limitado pela lei natural" (Locke, 2005, p.
290).
Além disso, Locke estabelece que o governo deve ser limitado e responsável, pois o
poder absoluto é incompatível com a protecção dos direitos naturais. Um governante
que viole esses direitos perde legitimidade, e os cidadãos têm o direito de resistir ou
substituir o governo. Essa concepção é revolucionária, pois cria um vínculo moral e
jurídico entre o Estado e os cidadãos:
2.5. O Direito de Resistência e a Legitimidade do Governo
O direito de resistência é um dos pilares da teoria política de Locke. Para Locke, o
governo civil existe para proteger os direitos naturais vida, liberdade e propriedade e sua
legitimidade depende do cumprimento dessa função. Sempre que o governo falha nesse
propósito, os cidadãos têm o direito de resistir e, se necessário, reformar ou substituir o
governo.
Locke (2005, p. 278), explica que :
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"Sempre que o governo viola os direitos de seus cidadãos, estes têm o direito de
dissolver tal governo e instituir outro que garanta a protecção da vida, da
liberdade e da propriedade".
O contrato social e a formação do governo civil, segundo Locke, são a resposta racional
às limitações do estado de natureza. O governo existe para proteger a vida, a liberdade e
a propriedade, derivando sua legitimidade do consentimento dos governados e
permanecendo limitado por leis e pelo respeito aos direitos naturais. Locke combina,
assim, liberdade individual e autoridade política em uma relação equilibrada e
fundamentada na razão.
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Conclusão
Ao longo deste trabalho, analisou-se a teoria política de John Locke, abordando o estado
de natureza, o contrato social, os direitos naturais, a função do governo, a separação de
poderes e o direito de resistência. Verificou-se que Locke propõe um modelo de.
Sociedade civil em que a liberdade, a propriedade e a igualdade natural são preservadas,
e em que o governo é legítimo somente quando cumpre sua função de proteger esses
direitos. O contrato social não elimina a liberdade, mas estabelece mecanismos de
protecção, garantindo que a autoridade seja limitada e subordinada à lei natural.
A teoria política de John Locke fundamenta-se na protecção dos direitos naturais, na
limitação do poder governamental e na legitimidade derivada do consentimento dos
governados. Por meio da análise do estado de natureza, do contrato social, da separação
de poderes e do direito de resistência, percebe-se que Locke cria um modelo de governo
racional, limitado e moralmente fundado, antecipando conceitos essenciais do
liberalismo moderno e da democracia representativa.
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Referencias Bibliográficas
Abbagnano, N. (2007) Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes.
Mondin, B. (2003) História da Filosofia Política. Lisboa: Edições Universitárias.
Locke, J. (2005) Dois Tratados sobre o Governo. São Paulo: Martins Fontes.
Reale, G & Antiseri, D. (2005) História da filosofia: de Spinoza a Kant, v. 4 1. São
Paulo: Paulus.