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Documento Assinado Eletronicamente Por DENISE DE SOUSA E SILVA ALVARENGA, em 03/11/2025, Às 17:36:44 - 6999ace

A Procisa do Brasil Projetos, Construções e Instalações LTDA. apresenta manifestação à réplica de André de Brito Lima, reiterando que todas as horas extras foram devidamente pagas ou compensadas, e que a documentação apresentada comprova a regularidade da jornada de trabalho. A empresa contesta as alegações do reclamante sobre horas extras e intervalo intrajornada, argumentando que ele não apresentou provas suficientes para embasar suas reivindicações. Por fim, a Reclamada solicita a improcedência total dos pedidos do autor com base nas evidências apresentadas.

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A Procisa do Brasil Projetos, Construções e Instalações LTDA. apresenta manifestação à réplica de André de Brito Lima, reiterando que todas as horas extras foram devidamente pagas ou compensadas, e que a documentação apresentada comprova a regularidade da jornada de trabalho. A empresa contesta as alegações do reclamante sobre horas extras e intervalo intrajornada, argumentando que ele não apresentou provas suficientes para embasar suas reivindicações. Por fim, a Reclamada solicita a improcedência total dos pedidos do autor com base nas evidências apresentadas.

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EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA JUIZA DA 1ª VARA DO TRABALHO DE SÁO

JOSÉ - SC

Processo: 0001309-31.2025.5.12.0031

PROCISA DO BRASIL PROJETOS, CONSTRUCOES E INSTALACOES LTDA., já


qualificada nos autos do processo da reclamação trabalhista movida por ANDRE DE BRITO
LIMA, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, em atenção à intimação sob
Id. 3dcfd81, apresentar MANIFESTAÇÃO À RÉPLICA apresentada pelo Reclamante.

Em resposta a contestação, o autor apresentou por amostragem o que


entende ser devido no documento sob Id. 7f54163.

1. HORAS EXTRAS SOBRELABOR E INTERVALO INTRAJORNADA

Em primeiro lugar, a Reclamada aproveita a oportunidade para


reiterar a sua contestação apresentada sob Id. 6930373, no sentido de que nenhuma hora
extra é devida ao Reclamante, na medida em que todas as horas extras por ele realizadas
foram devidamente pagas e/ou compensadas, conforme a documentação acostada aos autos.

Assim, toda a jornada de sobrelabor efetuada pelo Reclamante foi


devidamente registrada no seu controle de ponto e paga pela Reclamada, seja por meio do
pagamento da hora extra, conforme demonstram os holerites de pagamento ou por meio do
Banco de Horas (no período em que existiu o banco de horas), conforme demonstra o extrato
de quitação de banco de horas anexo à defesa (documentos sob Id. 8226b36).

Ora, apesar da irreal argumentação apresentada em réplica pelo


Reclamante, no sentido de que os cartões de ponto e toda documentação relativa ao controle

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de frequência juntada pela Reclamada não são verdadeiras, este em nenhum momento
sequer impugnou a sua própria assinatura constantes nos referidos documentos, de modo
que há que se considerar a concordância tácita do obreiro com relação às assinaturas
constantes nos documentos colacionados pela Ré.

Outrossim, não é preciso muito esforço para se constatar que os


relatórios de frequência/cartões de ponto, as fotos do E-ponto e os registros do E-ponto
juntados nos autos, apresentam horários manifestamente variados, bem como existem
registros de horas extras realizadas pelo obreiro.

Ora, se a Reclamada não permitisse ao Reclamante a anotação


correta da sua jornada de trabalho, por qual razão os registros de ponto teriam horas extras
registradas e horários absolutamente variados de entrada e saída?

Nos casos em que a empresa não permite ao empregado a


anotação real da sua jornada, o que normalmente se observa é a anotação de registros
invariáveis de entrada e saída e ausência de marcação quanto às horas extras.

Contudo, no caso do Reclamante, os registros por ele efetuados


são absolutamente variáveis, bem como este anotava todas as horas extras eventualmente
realizadas.

Ainda, ao contrário do que aduz o obreiro, as fotos/selfies


colacionadas pela Ré, relativas aos registros de ponto, são perfeitamente visíveis, assim como
os horários de registros nela constatados, vejamos um exemplo:

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(Documento sob Id. 958a3b6)

Outrossim, tais fotografias sequer seriam necessárias, diante da


prova robusta produzida pelos relatórios de ponto apresentados aos autos, mas a Reclamada
as junta como forma de complementar a sua defesa e demonstrar, de forma inequívoca, a
efetiva jornada de trabalho realizada pelo obreiro, a qual era anotada perfeitamente por este.

Diante do exposto, não subsistem argumentos para se invalidar


os cartões de ponto acostados pela Ré como prova da jornada de trabalho realizada pelo
Autor, bem como TODOS OS DIAS trabalhados pelo Reclamante, que foram efetivamente
registrados.

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Salienta-se que a autorização para utilização do Banco de Horas,
está prevista nas cláusulas trigésima sétima das Convenções Coletivas de Trabalho (Id.
d7cbfad e Id. 4f3a2f2) colacionadas aos autos pela Reclamada e mencionadas em defesa,
portanto, havendo expressa autorização em norma coletiva, não há que se falar na invalidade
do Banco de Horas, ao contrário do que pretende o obreiro.

Lembrando que, como dito em defesa, o regime de banco de


horas perdurou apenas por um período, sendo que, por meio dos cartões de ponto e do
relatório de banco de horas é possível saber exatamente o período em que o regime de banco
de horas perdurou.

Outrossim, não há fundamento legal para a invalidade do regime


de banco de horas e pagamento de horas extras, sendo que sempre foram devidamente
respeitadas as previsões legais para ambos os institutos, bem como os períodos de descanso
do empregado previstos na Lei, o que sequer é objeto de discussão pelo empregado.

Portanto, impugna-se veemente o pedido de invalidade do


Banco de Horas, posto que infundado!

Não há razões para se impugnar o regime de banco de horas,


ao contrário do que pretendeu o obreiro. As alegações dele são extremamente genéricas e
não se prestam para invalidar o banco de horas.

Outrossim, do relatório de banco de horas e dos cartões de


ponto do obreiro é possível se visualizar com facilidade o que foi pago como hora extra e o
que foi contabilizado no banco de horas, inclusive com a informação clara sobre os saldos
finais.

Os referidos documentos, como dito, eram, inclusive, assinados


mensalmente pelo empregado.

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Assim, reitera a Reclamada o pleito para que sejam julgados
totalmente improcedentes os pedidos de horas extras e intervalo interjornada formulados pelo
Autor, nos termos da peça contestatória.

Quanto ao intervalo intrajornada, a impugnação do Reclamante


não veio acompanhada de nenhuma prova ou fundamento plausível, sendo que os registros
de ponto anotados pelo empregado demonstram a perfeita regularidade da fruição do
intervalo intrajornada, sendo ônus do autor apresentar prova ao contrário, nos termos do art.
818, I, da CLT, ônus do qual este não se desincumbiu.

2. PRÊMIO PRODUÇÃO

Esclarece a Reclamada que o prêmio de produção era pago aos


funcionários com o intuito de aumentar a quantidade e qualidade dos serviços, vez que era
devido quando a meta era atingida.

Os critérios de pagamento foram colacionadas à defesa pela


Reclamada conforme o documento de Id. 60912dc.

O fato é que, tal como demonstrado em defesa, quando o


Reclamante bateu as metas indicadas, recebeu devidamente o valor a título de produção,
conforme inclusa documentação colacionada aos autos, em especial os holerites de
pagamento e os extratos de produção.

Tendo a Reclamada colacionado aos autos os extratos de


produção e os holerites de pagamento do empregado, cabia a este apontar de forma
específica as diferenças que entendesse lhe serem devidas, ônus do qual não se desincumbiu.

Diante de todo o exposto, torna-se evidente que as alegações


obreiras são inverídicas. Repita-se: quando o Reclamante bateu as metas indicadas, recebeu
devidamente o valor a título de produção, conforme contracheques anexos, não havendo que
se falar em parcelas a título de “produção” pendentes de pagamento, razão pela qual referido
pedido deverá ser desprovido.

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Destaque-se que o Autor não logrou êxito em comprovar as suas
alegações no particular, ônus que lhe competia por força do art. 818 da CLT c/c art. 373, I
do CPC.

3. DOS DESCONTOS DEVIDOS

Salienta a Reclamada que o art. 462, §1º, é expressa quanto à


possibilidade/licitude do desconto por dano causado pelo empregado.

Inclusive, a Reclamada colacionou à defesa a autorização do


desconto questionado pelo empregado em sua inicial.

Nesse sentido, a Reclamada informa que jamais procedeu com


a realização de descontos indevidos em detrimento deste empregado, de modo que os valores
descontados são consequência justamente dos danos provocados pelo empregado ao
patrimônio da empresa.

Ainda, dos demonstrativos de pagamento deste empregado


verifica-se a existência de pouquíssimos descontos efetuados pela empresa a título de
“recuperação perdas e danos”, sendo que as demais nomenclaturas de supostos descontos
informados pelo obreiro na inicial restam totalmente impugnadas pois sequer existem nos
demonstrativos de pagamento.

Assim, reitera-se o pleito para que sejam julgados totalmente


improcedentes os pedidos de restituição dos valores descontados durante o pacto laboral,
ainda mais que o Reclamante não logrou êxito em comprovar suas alegações.

4. DAS DEMAIS IMPUGNAÇÕES

Quanto as demais impugnações do Reclamante, destaque-se


que este não logrou êxito em comprovar as suas alegações, ônus que lhe competia por força
do art. 818 da CLT c/c art. 373, I do CPC.

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5. DA IMPUGNAÇÃO DA AMOSTRAGEM DE HORAS EXTRAS FEITA PELO
OBREIRO

Esta Reclamada impugna veemente as horas de sobrelabor


supostamente não quitadas apresentadas pelo obreiro em sua “amostragem”!

Ocorre que, verifica-se que nos seus cálculos o Reclamante não


considera as horas que foram incluídas no regime de banco de horas, o que configura
verdadeira tentativa de enriquecimento ilícito às custas da Reclamada.

Assim, apenas por este fator, não merecem ser acolhidas as


diferenças apresentadas pelo obreiro, posto que irregulares.

Ainda, o Reclamante desconsidera que laborava de segunda a


sábado, das 8h às 16h20, com 1 hora de intervalo, de modo que o apontamento que ele faz
com relação aos sábados e demais dias é absolutamente incorreto.

O Reclamante aponta como hora extra toda hora laborada a


partir da 4ª hora diária aos sábados, sendo que, neste dia, a jornada normal do obreiro era
de 7h20min por dia, de modo que é totalmente incorreto apurar como hora extra a partir da
4ª hora diária aos sábados:

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Da análise dos registros de ponto colacionados pela ré,
verifica-se que tudo foi registrado corretamente, e que não existem diferenças a
serem computadas, além de que é importante destacar que o obreiro
desconsiderou por completo todo os minutos que foram para o Banco de Horas em
seus apontamentos:

No período de 11/05/2024 a 10/06/2024, as mesmas falhas e


descuidos acima apontados foram realizados, uma vez que o Recorrente desconsidera o banco
de horas e desconsidera sua verdadeira jornada de trabalho, o que resultou em inúmeras
incorreções nas diferenças por ele apontadas.

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Outrossim, quanto ao labor em feriados, em especial a
Reclamada destaca o dia 30/05/2024, verifica-se nos cartões de ponto que a Reclamada
computou esta jornada como horas extras 100%:

Os contracheques do empregado deixam claro que esta hora


extra foi paga corretamente:

Com isso, resta claro que o obreiro está apontando, inclusive,


horas que lhe foram devidamente pagas e estão devidamente documentadas.

Quanto ao dia 20 novembro de 2023, não se tratava de feriado.


Importante salientar que o dia 20 de novembro somente passou a ser feriado a partir da Lei
14.759, de dezembro de 2023. Ou seja, o primeiro feriado o dia 20 de novembro ocorreu
apenas em 2024. Portanto, antes disso, esta data não se tratava de feriado.

Portanto, as apurações de diferenças estão manifestamente


incorretas.

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O Reclamante desconsidera a realidade da sua jornada de
trabalho e tenta pintar um cenário inexistente para se enriquecer ilicitamente em detrimento
da sua ex-empregadora, o que não poderá ser admitido!

Assim, as horas extras demonstradas pelo reclamante não


podem ser tidas como corretas.

Não tendo o autor demonstrado de forma correta eventuais


diferenças devidas, devem ser considerados como corretos os controles de ponto juntados
pela Ré, com o julgamento da improcedência total do pedido obreiro.

Assim, reitera a Reclamada pela improcedência da ação, diante


dos fundamentos robustamente expostos acima.

DA CONCLUSÃO

Diante do exposto e pelo conjunto probatório, devem ser


julgados totalmente improcedentes os pedidos apresentados na petição inicial.

Termos em que,
Pede deferimento.

São Paulo, 03 de novembro de 2025

Denise de Sousa e Silva Alvarenga


OAB/SP 181.241-A

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[Link]
Número do processo: 0001309-31.2025.5.12.0031
Número do documento: 25110317323468500000079950232

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