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Magic Dimensions

O documento narra a história de Gian_butuca, um druida que busca entender sua origem em um mundo repleto de lendas e perigos. Ele se encontra com Claire, a Caçadora de CSR, e juntos enfrentam desafios enquanto Gian treina para se tornar mais forte. A trama explora temas de identidade, amizade e a luta contra entidades malignas em um universo mágico.

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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O documento narra a história de Gian_butuca, um druida que busca entender sua origem em um mundo repleto de lendas e perigos. Ele se encontra com Claire, a Caçadora de CSR, e juntos enfrentam desafios enquanto Gian treina para se tornar mais forte. A trama explora temas de identidade, amizade e a luta contra entidades malignas em um universo mágico.

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Magic Dimensions

Feito por: Gian_butuca :3

Arco 1 - Eldoria

capítulo 1 - Quem somos nós

capítulo 2 - A jornada

capítulo 3 - A Fortaleza do Oráculo

capítulo 4 - Lobo em Pele de Cordeiro

capítulo 5 - Eternas memórias

Arco 2 - Novo mundo

capítulo 6 - Claire x Kioto

capítulo 7 - A entidade do vazio

capítulo 8 - A volta de Multi e o monstro Executioner

capítulo 9 - O grande baile

capítulo 10 - Você acredita que possa haver algo depois da luz…?

capítulo 11 - Vingança

capítulo 12 - O início do fim

capítulo 13 - Uma chama infinita

Arco 1: Eldoria
Capítulo 1 — Quem somos nós?
“Essa história se passa depois da fase 45, quando o rei, em uma tentativa de
conter seu minion lendário, aprisiona ele e todas as suas cópias de outras
dimensões em uma subdimensão e faz com que esses minions lendários
esqueçam quem eles são, o que eles são, como vieram parar ali. É como se,
quando foram transportados para essa subdimensão, tudo o que sabiam fosse
apagado…”​
“Ninguém sabia seu propósito ali, eles apenas vivem.”

No meio do deserto, uma silhueta aparece montada em um cavalo.

Gian_butuca: cavalgando — Bem, aqueles russos me acolheram muito bem. Não posso
reclamar da BOM (Band of Magic). Eles são um bom clã, muito bom... pena que eu não sabia o
que eles estavam falando.

Ele continua cavalgando até chegar perto de uma floresta. Ele desce do cavalo e começa a
caminhar em direção à mata.

Gian_butuca: Acho que a cidade fica para esse lado.

Ele olha um mapa que o leva a atravessar a floresta.

Ele caminha por algumas horas até anoitecer, mas continua andando mesmo à noite, já que é
um druida e não tem medo da floresta.

Até que, no meio da caminhada, ele escuta vozes. Ao se aproximar, percebe um culto no meio
da floresta — eram muitas pessoas encapuzadas.

Nesse momento, Gian pisa em um galho, fazendo barulho. Antes que os cultistas o vissem,
alguém o agarra e o esconde em um arbusto.

Desconhecida (sussurrando): O que você tá fazendo, seu idiota?​


Ela faz uma breve pausa.​
Você sabe quem são eles?

Gian_butuca (completamente encantado): A desconhecida falava muitas coisas, mas eu não


estava entendendo nada. Eu estava hipnotizado por sua beleza.

(Pensamento: Ela é linda… ela tá falando algo pra mim?...)

Ela era forte, usava uma armadura de recruta, mas sua postura claramente indicava que
aquela roupa era só um disfarce — ou uma opção estética mesmo. Seus cabelos eram curtos,
brancos e com uma franja; seus olhos tinham um brilho amarelo nunca visto antes, e ela usava
uma máscara vermelha.
Desconhecida: Tá me ouvindo?

Gian_butuca: Ele volta para a realidade e começa a entender o que está acontecendo. Quem
são eles? E quem é você?

A desconhecida olha para o lugar onde havia avistado a seita, mas agora ninguém estava lá.

Desconhecida (irritada): Olha o que você fez!!! Eu perdi eles de vista por sua culpa!

Gian_butuca (muito confuso): Eles quem???

Desconhecida: É sério que você não conhece os CSR? Eles são basicamente lendas que
vagam por esse mundo. Acabam com qualquer um que entre no caminho deles.

Gian_butuca: Mas o que eles querem?

Desconhecida: Eles são os que mais chegaram perto de descobrir nossa origem… mas eles
não são boas pessoas.​
Eles se tornam cada vez mais fortes matando pessoas e fazendo experimentos, tudo para
encontrar essa resposta do que somos nós. Eles querem acabar com todo o resto do mundo e,
inclusive...

Ela faz uma pausa, como se não quisesse se lembrar disso.

Eles acabaram com meu clã...​


Eles caçaram a UMR até não sobrar nada… apenas eu, pelo que sei.

Gian_butuca: O que é a UMR?

Desconhecida: A UMR era meu clã, um dos mais fortes. Esse clã competia contra a MRA —
eram grandes batalhas.​
Mas os CSR os eliminaram um por um, até que não sobrou ninguém.

Gian_butuca: E você é a única sobrevivente?

Desconhecida: Sim…

Gian_butuca: E qual o seu nome?

Desconhecida: Me chamo Claire. Meu apelido é Caçadora de CSR.

Gian_butuca: E o que você faz aqui?

Claire: Eu os caço. Eu não vou deixar que eles continuem fazendo o que estão fazendo.​
Eu juro que vou acabar com todos eles.
Gian_butuca: Eu também sou de um clã. Não sei se você conhece a BOM?

Claire: Eu não faço a menor ideia de quem sejam...​


Bem, eu vou voltar para a minha cabana. Você não deveria estar sozinho nessa floresta, é
perigoso.

Gian_butuca: Eu não tenho muito um rumo... eu poderia ir com você?

Claire (irritada): Você acha que eu vou levar um estranho comigo? Principalmente alguém que
atrapalhou minha caçada?

Ela vira de costas e caminha para longe, sem querer ouvir mais nada dele. Depois de um
tempo, desaparece na floresta, deixando Gian sozinho.

Gian_butuca: Acho que eu estraguei tudo... eu vou voltar a caminhar até a cidade.

Ele caminha por mais algumas horas até chegar a uma cidade. Entra em uma taverna e pede
uma bebida. Por conta de estar muito cansado, acaba dormindo na taverna.

Depois de algumas horas de sono, já é dia e a taverna está cheia de pessoas. Ele se levanta e
percebe que Claire está em uma mesa.

Gian se aproxima da mesa dela.

Gian_butuca: Me desculpe por atrapalhar sua caçada, Caçadora de CSR.

No instante em que Gian fala “CSR”, todos da taverna olham para ele irritados.

Bêbado 1: O que você falou?

Bêbado 2: Você está falando dos CSR???

Bêbado 3: O que você sabe sobre eles???

De repente, todos na taverna começam a se levantar e cercar Gian.

Gian_butuca: Calma, pessoal, eu não sei nada sobre eles!

Bêbado 1 (irritado): Você é um deles, não é?

Todos da taverna vão pra cima do Gian.

Gian_butuca (desesperado): AAAAAAH, eu não fiz nada!!!

Quando todos os bêbados se preparam para atacar Gian, um vulto branco passa por eles e
todos caem no chão, desacordados e com leves cortes.

Claire aparece no meio dos bêbados com uma adaga ensanguentada.


Claire: Você só sabe se meter em encrenca, não é? Vem comigo!

Ela puxa Gian e sai correndo da taverna, deixando todos os bêbados desacordados no chão.
Eles correm pela cidade até chegar em um beco, onde ela para de correr.

Gian_butuca (impressionado): Como você fez aquilo?

Claire emanava uma aura dourada; seus olhos brilhavam ainda mais.

Claire: Você não sabe de nada mesmo, né?

Ela ri um pouco.

Os dois escutam passos vindo até o beco.

Desconhecido: Claire, já é a terceira vez que você causa tumulto na taverna. Você consegue
pagar pelo estrago?

Claire (triste): Dessa vez não, Kiran...

Kiran: Você sabe que não pode continuar fazendo isso, Claire. Você precisa se controlar.​
Bom, se você não pode pagar, eu vou ter que levar você comigo.​
Você precisa limpar a taverna e vai lavar os copos também.

Claire (irritada): Ah, é sério isso? Eu não vou voltar para lá, eu não aguento mais aquilo!

Gian se mete no meio dos dois.

Gian_butuca: Eu vou no seu lugar, Claire.

Claire: O que você tá fazendo?

Kiran: Pra mim não importa, desde que alguém limpe a taverna.

Claire: Por que você está fazendo isso por mim?

Gian_butuca: Eu só não quero mais causar problemas para você.

Claire (emocionada): Obrigada, Gian... você é uma boa pessoa.

Claire abraça Gian rapidamente.

Kiran: Bom, então tá decidido. Você vai comigo.

Gian segue Kiran, e Claire fica para trás, olhando os dois irem embora.

No meio do caminho para a taverna, Gian puxa conversa com Kiran.


Gian_butuca: Como você conhece a Claire?

Kiran: Eu participei de uma busca de salvamento da UMR. Eu era um recruta na época;


encontramos ela sozinha em uma floresta, muito machucada. Eu cuidei dela e, desde então,
ela ficou comigo.

Gian_butuca: Você sabe o que aconteceu com o resto do clã dela?

Kiran: Até encontraram outras pessoas da UMR, mas eu decidi não falar para ela. Ela já
persegue loucamente os CSR; eu não queria que ficasse ainda mais obcecada em encontrar
essas outras pessoas.

Gian_butuca: Entendo... Você é uma boa pessoa, Kiran.

Eles chegam na taverna e Gian começa a limpar os copos e mesas.

Kiran: Pelo que vejo, você não é daqui. O que você faz aqui na cidade?

Gian_butuca: Eu estou procurando respostas sobre quem nós somos... de onde viemos.​
Eu estou caminhando há muito tempo.​
Vim de um clã chamado BOM, mas não sei muito sobre eles — eles apenas me acolheram.

Kiran (pensativo): E como você pretende encontrar essas respostas?

Gian_butuca: Eu conheci um cara chamado Kofeman; ele me disse que existia um tal de rei,
que é o ser que mais sabe sobre nossa origem.​
Ele me disse que o rei ficava em uma fortaleza e seu nome era Profses.

Quando Kiran ouve o nome “Profses”, ele para de limpar os copos e olha fixamente para Gian.

Kiran: Profses... você tem certeza que é esse o nome?

Gian_butuca: Sim.

Kiran: Você deve desistir dessa busca agora mesmo. Profses não é alguém com quem você
deve se envolver.​
Eu vi a briga que você causou na taverna — você é fraco e vai morrer se continuar nessa
jornada.

As palavras de Kiran atingem Gian como uma facada.

Kiran: Desista, meu jovem. Você não está pronto para isso.

Kiran escuta um vendedor ambulante vendendo penetone do outro lado da rua e vai lá
comprar, deixando Gian sozinho.
Gian_butuca (pensativo): Ele não errou — eu iria apanhar para aqueles bêbados se não
fosse a Claire.

Gian para de limpar os copos e olha para o horizonte, pensando no que fazer a seguir.

Gian_butuca: Mas se eu desistir agora, eu vou ser alguém sem motivações... alguém vazio.​
vazio...

De repente, tudo em volta de Gian fica preto e um ser aparece na sua frente. Era uma entidade
gigante, sem expressões faciais — como se todo o universo estivesse em uma forma
humanóide gigante. O corpo dela era como uma galáxia, cheia de estrelas e planetas. Não
dava para saber se era masculino ou feminino; parecia ser ambos ao mesmo tempo. Não dava
para dizer se estava olhando para ele, já que em seu rosto só havia estrelas e um vazio
infinito...

De repente, Gian volta à realidade. Está tudo normal novamente.

Gian_Butuca: O que foi isso?... Isso foi real? O que eu senti foi real?

Não importa!

(determinado) Eu não vou desistir. Eu vou descobrir minha origem, custe o que custar.​
Mas eu preciso ficar mais forte primeiro... eu não posso deixar que eu seja derrotado.

Eu preciso treinar!

Quando Gian fala a palavra “treinar”, um cara solitário no fundo da taverna se levanta com um
sorriso macabro no rosto.

Carlão: Por acaso você falou em treinar?

Capítulo 2 - A jornada

Já faz um mês que Gian está treinando no dojo de Carlão todas as manhãs.​
Ele treina junto de outros dois parceiros: Kioto e Bob.​
E o resto do dia ele passa na taverna, trabalhando para pagar suas despesas.

Gian usava uma armadura de recruta e uma adaga de ferro.​


Era uma manhã de domingo e Gian estava treinando com bonecos de madeira.
Gian_butuca (triste): Parece que eu não estou mais evoluindo...​
Atacando os bonecos com diversas estocadas e lançamentos de sua adaga.

Gian_butuca: Eu já dominei a magia de duplicar itens para lançar minha arma sem perder ela,
mas me falaram que isso é muito básico...​
O que eu preciso fazer para ficar mais forte?

Kioto aparece atrás dele.

Kioto: Tá chorando por quê, Gian?

Gian_butuca: Eu não estou chorando, seu idiota! Eu só estou frustrado por não estar
evoluindo mais rápido!

Kioto: Sinceramente, eu não vejo muita diferença entre você agora e quando você chegou
aqui.​
Você ainda é fraco como antes.

Gian_butuca (irritado): Ah é? E você é tão forte assim?​


Gian puxa sua adaga e aponta para Kioto.

Kioto usava uma armadura diferente, com detalhes em azul e detalhes peludos, como se fosse
de um urso.​
Parecia ser muito resistente. Ele usava uma máscara com vários espinhos brancos
triangulares em sua cabeça.​
Seus olhos eram roxos e brilhantes, e eu não conseguia ver seu rosto direito por conta da
máscara.​
Nas suas costas havia uma grande espada meio curva, com detalhes verdes.

Kioto (sorrindo): Vamos ver quem é mais forte, então!​


Kioto puxa sua espada.

Gian avança rapidamente em direção a Kioto, desferindo uma estocada com sua adaga em
direção ao peito de Kioto.​
Kioto bloqueia o ataque com sua espada, fazendo um barulho alto de metal contra metal.

Kioto: Você vai ter que ser mais rápido que isso se quiser me acertar!

Gian tenta atacar novamente, mas Kioto bloqueia todos os ataques com facilidade.​
Gian recua e lança diversas adagas sem parar em direção a Kioto, que desvia de todas com
sua agilidade.

Kioto: É só isso que você sabe fazer? O básico?

De repente, Kioto fica dourado e envolvido em uma aura dourada e brilhante. Seus olhos ficam
ainda mais intensos.
Gian_butuca: Eu lembro disso em algum lugar... A Claire! A Claire tinha essa aura dourada
quando lutou contra aqueles bêbados na taverna!

Kioto desaparece em velocidade supersônica e aparece atrás de Gian, desferindo um corte em


suas costas antes mesmo dele perceber.

Gian cai no chão, com um corte profundo nas costas, sangrando muito.

Gian_butuca (gritando de dor): AAAAAAHHHH!!!​


Gian olha pra cima e vê Kioto parado na sua frente, com um sorriso de satisfação no rosto.

Kioto: Você conhece a Claire?

Gian_butuca (com dificuldade para falar): S-sim... eu a conheço...

Kioto: Ela treinava comigo e com o Bob antes de partir por essa busca pelos CSR... Eu só
queria conversar com ela de novo, mas enfim...​
Kioto se aproxima de Gian, que ainda está no chão, sangrando muito.

Kioto: Você não serve para usar adagas, é lento demais. O que você é?

Gian_butuca (com raiva): Eu sou um druida.

Kioto: Uau, um druida... Que surpresa. Eu nunca tinha visto um druida antes. Eu sou um bruxo.

Gian se levanta com muita dificuldade, ainda sangrando um pouco.

Gian_butuca: Como você fez isso? Como você me atacou com essa velocidade?

Kioto: Você não sabe nada sobre magia, né? Todas as etnias têm suas magias especiais,
inclusive você, druida.

Gian_butuca: Como eu desperto minha magia?

Kioto: Isso já não é problema meu.​


E vá se cuidar.​
Kioto sai andando.

Gian passa alguns dias se recuperando do ferimento em um santuário próximo ao dojo de


Carlão.​
Depois de se recuperar, ele decide andar pelas ruas.

Gian_butuca (pensativo): Eu preciso descobrir como despertar minha magia de druida... Mas
como?

Gian escuta alguém atrás dele.


Desconhecido: Você está bem? Eu sou o Bob, colega de treino do Kioto.

Gian_butuca: O Kioto me falou sobre você... depois de me atacar.

Bob: O Kioto pode ser meio duro às vezes... Mas você está bem, não é?

Gian_butuca: Sim, eu só estou pensando em como despertar minha magia de druida.

Bob: Infelizmente, no dojo do Carlão eles não ensinam isso. O dojo é focado em ladinos e
guerreiros.​
Só o Kioto, que é feiticeiro, mas está aprendendo também as habilidades de um ladino. Aquele
cara é um prodígio mesmo.

Gian_butuca: Eu ainda vou derrotar ele um dia... Mas me fala uma coisa: como eu desperto
minha magia de druida?

Bob: Eu conheço uma pessoa que já viajou por vários lugares e acho que pode saber. Vem
comigo.

Bob e Gian andam por várias ruas até chegarem em uma barraquinha de comida.

Bob: Sa-sá, você está aí?

Uma mulher aparece atrás da barraca. Ela usava uma armadura leve branca com detalhes
azuis.​
A armadura cobria as mãos, era como se tivesse asas. Seu cabelo era castanho claro e longo,
seus olhos eram amarelos e brilhantes.​
Ela também usava um chapéu branco com detalhes pretos e amarelos.

Sa-sá: Oi, Bob, quem é esse seu amigo?

Bob: Esse é o Gian, ele está procurando como despertar a magia de druida.

Sa-sá: Ah, druida... Eu conheço um pouco sobre essa etnia. Você conhece o castelo do
oráculo?

Gian_butuca: Não, onde fica isso?

Sa-sá: Ele fica na floresta ao norte daqui. É um lugar bem calmo, mas muito difícil de achar.​
Esse castelo se move, ele nunca está no mesmo lugar duas vezes.

Gian_butuca: Um castelo que se move? Isso é loucura...

Sa-sá: Quando o oráculo construiu esse castelo, ele fez de tudo para que os druidas não
fossem extintos.

Gian_butuca: Extintos...? Como assim?


Sa-sá: Essa guerra étnica existia há muitos anos. Os druidas eram caçados pelos feiticeiros, e
a guerra acabou com a morte do oráculo.

Gian_butuca: Quem era o oráculo?

Sa-sá: Foi o maior druida que já pisou nesse mundo.

Gian_butuca: E como eu faço para encontrar esse castelo?

Sa-sá: Eu tenho um mapa mágico que mostra a localização do castelo.

Gian_butuca: Caramba, como você conseguiu isso?

Sa-sá: Eu tenho meus métodos. Mas o mapa só funciona para aqueles que têm uma conexão
com a magia druídica.​
E eu queria viajar para lá algum dia... e acho que minha oportunidade chegou.

Gian_butuca: Então eu consigo usar esse mapa?

Sa-sá: Sim.

Gian_butuca: Então eu aceito sua oferta. Vamos juntos para o castelo do oráculo!

Sa-sá: Bob, você vai vir também? Precisamos de alguém que saiba se defender.

Bob: Claro, eu vou com vocês!

Sa-sá: Ótimo, nos encontramos amanhã de manhã às 8 horas aqui.

Gian_butuca: OK.

Bob: Até amanhã então!

Gian volta para a taverna para avisar Kiran sobre a viagem no dia seguinte.

Gian_butuca: Kiran, eu vou viajar amanhã não sei quando vou voltar.

Kiran: Não tem problema. Só tome cuidado. Eu não gosto dessa sua busca por respostas, mas
se é isso que você quer fazer, eu apoio você.

Gian_butuca: Obrigado, Kiran.

No dia seguinte, Gian, Sa-sá e Bob se encontram na barraca de comida exatamente às 8


horas.

Bob (animado): Vamos nessa!


Os três se aproximam da floresta ao norte, saindo da cidade de Eldoria. Eles olham para o
horizonte e veem uma grande floresta densa se estendendo por vários quilômetros.

Gian_butuca: Que a jornada comece...

Capítulo 3 — A Fortaleza do Oráculo

O trio anda por várias horas pela floresta.

Bob: Sa-Sá, você tem certeza que esse mapa funciona mesmo? Até agora eu só vejo árvores
e mais árvores...

Bob de fato não mentiu — a floresta era tão densa que não dava para ver nada além de
árvores.​
Ele estava usando sua melhor armadura: uma armadura de ladino lendária, branca, com
detalhes de penas azuis. Usava um chapéu grande e branco, com uma pena, e em suas costas
havia uma adaga de osso que não parecia ter sido obtida de forma comum.

Sa-Sá: Eu te garanto que funciona. Só precisamos continuar andando.

Gian andava na frente, olhando o mapa mágico que Sa-Sá havia dado a ele.​
A noite começava a cair, e o trio ainda não havia encontrado nada além de árvores.​
Então, decidem passar a noite em uma clareira na floresta.

Gian_butuca: Vamos montar acampamento aqui mesmo. Já está ficando tarde.

Eles fazem uma fogueira e um abrigo simples. Todos se sentam em volta da fogueira para
comer algo e descansar um pouco.

Bob: Que sensação estranha... eu sinto como se estivéssemos sendo observados.

Gian_butuca: De certa forma, nós estamos. Existem muitos animais na floresta.

Bob: Eu acho que você não entendeu... deixa pra lá.

Todos dormem em volta da fogueira.​


Logo de manhã cedo, acordam.

Gian_butuca (meio grogue): Bom dia... eu dormi tão bem...


Sa-Sá (já acordada há algum tempo): Que estranho, eu nem consegui dormir direito.

Bob (pensativo, olhando para o chão): Eu também não... tive um sonho estranho.

Gian_butuca: Sobre o que era esse sonho?

Bob: Eu sonhei que eu iria morrer...

Todos ficam em silêncio por um momento.

Gian_butuca (assustado): O quê...? Você está falando sério?

Antes que Gian continuasse sua fala, Bob o interrompe.

Bob: Dentro da fortaleza do oráculo.

Gian_butuca: Bob, sonhos não são reais... não se preocupe com isso.

Bob olha para suas próprias mãos, pensativo.

Sa-Sá (tentando mudar de assunto): Vamos continuar andando. Não podemos perder tempo
aqui.

Todos se levantam e pegam suas coisas. Gian pega o mapa e vai na frente, olhando-o.

Gian_butuca: Um ícone estranho apareceu no meu mapa... acho que estamos perto.

De repente, eles caem em um buraco que aparece do nada no chão da floresta.​


Eles desmaiam e acordam em uma floresta diferente, com árvores gigantescas e um clima
místico.

Gian_butuca (assustado): Onde estamos? O mapa ficou em branco...

Gian, Sa-Sá e Bob se levantam, ainda meio tontos.

Sa-Sá: Eu acho que esse é o lugar... ESTAMOS MUITO PERTO!!!!!!!!!!!

Sa-Sá esbanjava felicidade.

Bob (desnorteado): Que entrada mais esquisita... como vamos sair daqui?

Bob olha pra cima e vê que não há nenhum buraco por onde caíram — apenas um céu
azul-claro.

Bob (irritado): QUE PORCARIA DE ENTRADA É ESSA?!

Bob olha para os outros dois para saber a opinião deles, mas se surpreende ao ver que estão
muito longe, correndo como duas gazelas.
Bob: ESPEREM POR MIM!!!​
EU SOU O ÚNICO QUE POSSUI O MÍNIMO DE RACIONALIDADE AQUI???

Gian_butuca (ignorando completamente o Bob): EU CONSIGO VER, SA-SÁ!!!

Sa-Sá (correndo junto): EU TAMBÉM, GIAN!!!

Um gigantesco castelo aparecia no horizonte, com torres altas e brilhantes.

Gian_butuca: É O CASTELO DO ORÁCULO!!!

Quando Gian e Sa-Sá chegam perto do castelo, escutam um rugido ensurdecedor vindo de
cima.​
Eles olham para o céu e veem uma enorme aranha gigante descendo em direção a eles.

Gian_butuca (gritando): UMA ARANHA GIGANTE!!!

Sa-Sá (gritando também): CORRE, GIAN!!!

Gian não consegue correr a tempo e cai no chão, enquanto a aranha gigante fica diante dele.​
Ela era enorme, com várias pernas e olhos; sua cor era predominantemente verde, com
detalhes em verde-escuro.

Antes que Gian pudesse gritar, um vulto dourado muito rápido aparece, pega Gian no colo e sai
correndo, afastando-se um pouco da criatura.​
Gian abre os olhos e vê Bob o segurando — ele estava imbuído de uma aura dourada.

Gian_butuca (assustado): Valeu, Bob...

Bob solta Gian no chão sem o mínimo de cuidado.

Bob (irritado): EU FALEI PRA VOCÊS ESPERAREM POR MIM!!!

Bob saca sua adaga de osso e encara a aranha gigante, sem medo algum.

Bob (determinado): Vamos ver quem é mais forte!

Antes que Bob ou a aranha pudessem se mover, um forte raio verde cai do céu e acerta o chão
entre os dois.

Bob (surpreso): O QUE FOI ISSO???

Vários soldados aparecem saindo da floresta — e no meio deles, uma mulher.

Desconhecida: Quem são vocês? O que estão fazendo aqui?

Bob não baixa a guarda e encara a mulher.


Bob: Eu sou Bob, e esses são meus amigos Gian e Sa-Sá. Nós estamos procurando o castelo
do oráculo.

Desconhecida: Meu nome é Laura, e sou a rainha da fortaleza.

Bob: A rainha? Mas você parece tão jovem...

Gian se levanta rapidamente, impressionado.

Gian_butuca: Uau...

Ela usava uma armadura ancestral, com vários detalhes e folhas. Tinha orelhas pontudas como
as dos elfos e cabelo curto e loiro. Pequenos chifres saíam de sua cabeça, adornada por uma
coroa de flores e folhas. Seus olhos eram brancos, assim como sua pele.

Laura: Como vocês chegaram aqui?

Sa-Sá, que estava escondida em uma moita, aparece.

Sa-Sá: Eu possuo um dos mapas mágicos criados pelo oráculo. Ele nos guiou até aqui.

Laura (levemente surpresa): Interessante... vocês devem ser druidas, então.

Sa-Sá: Apenas o Gian. Ele foi quem utilizou o mapa.

Sa-Sá aponta para Gian.

Laura: Como você conseguiu o mapa, Sa-Sá?

Sa-Sá: Eu sou uma das últimas discípulas do oráculo... NÚMERO 12!

Sa-Sá arregaça a manga da túnica e revela, no braço direito, uma gravura rúnica brilhando em
verde.

Gian_butuca (de boca aberta): Por que você não me contou isso antes?

Laura (surpresa): Eu reconheço essa marca... vocês podem entrar.

De repente, a aranha gigante desaparece em um piscar de olhos, e os soldados abrem


caminho para o trio entrar no castelo.

Gian, Sa-Sá e Bob seguem Laura.​


O castelo era enorme, com paredes de pedra branca e detalhes verdes. Plantas e flores
cresciam pelas paredes. Dentro, havia casas de madeira — parecia uma vila inteira. No centro,
uma grande árvore gigantesca dominava o pátio.

Gian_butuca (impressionado): Uau... esse lugar é incrível...


Bob: Realmente... nunca vi nada igual.

Laura: Sejam bem-vindos ao castelo do oráculo.

Laura anda graciosamente até uma casa.

Laura: Bem, aqui vocês poderão dormir.

Sa-Sá: Gostei do lugar.

A casa era acolhedora e tinha três camas.

Bob: Caramba! Eles têm estações de treino aqui!

Bob sai para explorar a cidade. Logo depois, alguns outros governantes da fortaleza aparecem
para levar Sa-Sá a uma ​
reunião sobre a gravura, deixando Gian e Laura sozinhos.

Laura: Então você é o druida...

Laura estende a mão para ele.

Laura: Vem, vamos conversar.

Capítulo 4 — Lobo em Pele de Cordeiro


Já faz um tempo que o trio está hospedado na fortaleza. Gian segue seu treinamento junto de
Laura, Bob encontrou um amigo que está treinando com ele, e Sa-sá está ocupada discutindo o
rumo do lugar.​
Gian agora está em um santuário: cheio de plantas, pedras e uma nascente. Ele está sentado
em uma pedra e, em sua frente, está Laura.

Gian_Butuca: Eu sinto que estou evoluindo com essas sessões de meditação.

Laura (entusiasmada): Isso é bom, você já está pronto para a próxima parte. Você deve
invocar sua aranha.

Gian_Butuca: Como eu faço isso?

Laura: Você deve canalizar toda sua energia em um ponto do seu peito.

Laura coloca o dedo bem no meio do peito dele.

Laura: Aqui.
Gian_Butuca (corado): Eu vou tentar.

De repente, uma aura dourada aparece em seu corpo, semelhante à que Bob e Claire já
emanaram.

Laura: Agora você deve liberar tudo para fora do seu corpo.

Gian tenta, mas sem sucesso.

Gian_Butuca: Eu não estou conseguindo.

Laura: Tome isso.

Ela entrega uma runa arcana para Gian.

Laura: Ela facilita esse processo.

No instante em que Gian pega a runa, um raio verde cai ao seu lado e aparece uma aranha.

Gian_Butuca (extremamente feliz): EU CONSEGUI!

A cena muda para uma sala com diversas cadeiras, vários governantes e Sa-sá.

Sa-sá: Pensei que vocês eram mais receptivos com as pessoas que aparecem aqui.

Um velho encapuzado se ajeita na cadeira e responde Sa-sá.

Governante 1: Nós éramos mesmo… mas, há pouco tempo, fomos atacados por um
misterioso druida. Ele tinha ideias contrárias às nossas e queria transformar o reino em um tipo
de ritual.

Sa-sá: E o que aconteceu com ele?

Outro velho encapuzado entra na conversa.

Governante 2: Ele está preso nas catacumbas.

A cena muda para o palácio da rainha. Gian e Laura estão sentados em uma mesa tomando
chá.

Laura: Já faz um tempo que você treina aqui. Está evoluindo muito!

Gian_Butuca: Realmente, eu consigo até sentir.


Laura: Acho que já está na hora de você escolher sua arma.

Quando ela termina de falar, uma porta se abre no meio da sala e revela uma sala de armas.

Gian_Butuca (impressionado): Você é cheia de segredos, não é?

Os dois caminham até a sala e Gian observa as armas.

Gian_Butuca: São muitas…

Naquela sala havia machados, espadas, adagas, cajados, martelos e lanças.

Gian_Butuca: Eu vou querer essa!

Ele aponta para uma lança de obsidiana.

Laura: É uma boa escolha.

Ela pega a lança e entrega para ele.

Gian_Butuca: Eu gostei dela.

Laura: Agora vamos treinar!

Os dois vão até uma arena no palácio. A arena tinha vários bonecos de madeira para treino.

Gian_Butuca: Vamos ver então…

Com a ajuda de uma runa, ele invoca sua aranha e parte para cima dos bonecos. A aranha
ataca vários enquanto Gian perfura o restante com a lança.

Gian_Butuca: CARACA!!

A cena muda para Bob caminhando pela cidade.

Bob (falando consigo mesmo): Esse lugar é bonito... mas sei lá, tem algo de estranho.

Ele observa as pessoas.

Bob: Parece que todas as pessoas têm medo… do quê?

A cena volta para Sa-sá discutindo com os governantes.


Sa-sá: Mas que ideia é essa, reviver o oráculo????

Governante 2: Você não percebe o bem que isso traria?

Sa-sá: Essa ideia é ridícula!! Ele morreu por uma causa nobre! E aliás… isso nem é possível!

Governante 1: Claro que é possível. Usando magia de feiticeiros.

Sa-sá: Ele morreu por causa dos feiticeiros, e agora vocês querem usar magia deles para
revivê-lo? Isso não faz sentido!

Governante 2: Existe uma forma funcional. Os discípulos do oráculo têm forte conexão com
ele.

Governante 1: E você é a última que faltava…

Sa-sá se levanta, assustada.

Sa-sá: Eu estou fora! Vocês estão malucos!

Vários soldados cercam Sa-sá.

Sa-sá: Droga…

Um soldado dá um soco nela, que desmaia.

A cena muda para onde o trio está hospedado. Está de noite e Bob e Gian dormem.​
Bob desperta de repente.

Bob: A Sa-sá não voltou para casa… estranho. Tem algo errado acontecendo.

Ele escuta um barulho e vai até a janela.

Bob (olhando pela janela): Que porcaria é essa…?

Ele vê alguém entrando em um beco.

Bob: Quem entraria em um beco de madrugada?

Ele olha para Gian dormindo.

Bob: Eles acham que eu sou burro.

Bob sai de casa e vai até o beco.

Bob: ELES ACHAM QUE EU SOU IDIOTA!


Ele encontra uma porta e a derruba com um soco.​
Dentro, uma taverna velha e duas figuras encapuzadas discutindo.

Bob: Quem são vocês!!!???

Os dois se viram.

Desconhecido 1 (aborrecido): Eu falei pra matarem eles antes! Viu só a merda que deu
agora?

Desconhecido 2: Cala a boca! Ele é só uma pedra no sapato…

Bob (irritado): EU PERGUNTEI QUEM SÃO VOCÊS!

Bob saca sua adaga de osso.

Desconhecido 2: Isso não importa. Você não vai sair daqui vivo. O mestre Jacu vai cuidar de
você…

Bob: Mestre o quê? Que raio de nome é ess—

Antes que terminasse, o chão sob ele desaba. Bob cai em um túnel de esgoto gigantesco.

Bob (se levantando): Que porcaria é essa!?

Ele observa o lugar, cheio de água suja e ossos.​


Uma voz ecoa atrás dele.

Desconhecido: Parabéns… você é muito curioso.

Bob: Você é o tal mestre Jacu?

Miguek: Sim, mas me chame de Miguek. É o último nome que você vai ouvir…

A aparência de Miguek era estranha: armadura azul e marrom, casaco branco, um cajado do
dragão dourado nas costas e uma venda branca no rosto.

Bob: Eu vou acabar com tua raça!

Antes que Bob se mova, uma aranha salta da água e tenta morder seu pescoço.

Bob: Droga!

Ele desvia rápido. A aranha volta para a água.

Bob (pensando): Ele é um druida??? Que tipo de druida é esse…? Eu estou em


desvantagem…
Bob ativa sua habilidade e começa a se mover em alta velocidade.

Miguek: Um ladino… interessante.

Bob joga várias adagas de todos os ângulos, mas Miguek desvia com maestria.

Bob (atacando sem parar): Agora eu te peguei!

Ele encurrala Miguek.

Miguek (ficando dourado): Você é tão ingênuo.

Uma energia laranja explode da mão dele. Quatro bolas de fogo destroem as adagas.

Bob: Que magia é essa!?

Duas bolas de fogo vão em direção a Bob, que desvia, mas elas fazem curva.

Bob (assustado): Teleguiadas!?

As bolas atingem Bob no rosto e na barriga. Ele cai, queimado e sangrando.

Bob (cuspindo sangue e cego de um olho): Q-… que magia é essa…?

Miguek se aproxima.

Miguek: Você não conhece as magias do novo mundo… patético.

Bob (pensando): Novo mundo…? Então meu sonho vai se realizar…​


Eu vou morrer…? Dane-se! Eu vou matar ele custe o que custar!!!

Bob se levanta cambaleando.

Bob: Eu ainda estou de pé!

A cena muda para Sa-sá acordando em uma jaula, em uma sala de pedra subterrânea.

Governante 1: Você não tem noção da sorte que temos por te achar…

Sa-sá: O que aconteceu com esse lugar!?

Governante 1: Esse lugar não é o que você lembra. O oráculo era um gênio. Fez uma
fortaleza invisível. Após sua morte… tudo mudou.

Sa-sá: Mudou como?


Governante 1: Transformamos a fortaleza em uma potência de reanimação dos feiticeiros.
Com sua vida e a dos outros discípulos… vamos reviver o oráculo. Depois disso, vamos
expandir e colonizar.

Sa-sá: Vocês são monstros!!! Só querem usar o oráculo como fantoche!

Governante 1: E você acabou de fechar nosso plano.

Ele bate palmas. Cortinas se abrem revelando várias jaulas com outros discípulos do oráculo.

Governante 1: Só faltava você…

Governante 2 (chegando): Temos novidades… seu amigo Bob encontrou Miguek. Ele não vai
durar muito. E logo Gian também.

A cena muda para Gian acordando na hospedagem.

Gian_Butuca: Cadê todo mundo…?

Ele se veste e caminha até o palácio.

Gian_Butuca: Onde será que eles estão…?

No palácio, Laura o aguarda para o chá.

Gian_Butuca: Oii! Você está bem?

Ele se senta.

Laura (corada): Eu estou… eu só queria te contar algo!

Ela coloca a mão sobre a dele.

Laura: Eu…

Laura é interrompida por um pássaro carregando uma mensagem

Laura(pensando): O que os governadores querem dessa vez…

Laura se levanta pega a carta e lê, logo depois ela fica pálida

Gian_Butuca: O que foi?

Laura lê novamente para si mesmo. A carta diz:​


"Bob já descobriu e está sendo cuidado por Miguek.​
Sa-sá será usada no ritual.​
Preciso que você mate o Gian antes que ele cause problemas.​
Se desobedecer… terá o mesmo destino do seu marido."

Laura (tonta e assustada): Nada… Gian, eu preciso te falar algo sério.

Gian_Butuca: Você está bem? O que está acontecendo?

Laura (desesperada): Tome isso!

Ela entrega um cajado.

Laura: Use isso e fuja daqui agora! Nunca mais volte!

Gian_Butuca: Fugir!? Por quê? O que eu fiz!?

Laura: Você não fez nada… meu bem. Só está no lugar errado na hora errada.

Gian_butuca: Lugar errado?

Laura: Por que você acha que eu vivo sozinha nesse palácio? Esse lugar não é o que parece!

Gian_butuca: Eu não estou entendendo…

Laura: Essa fortaleza já é dominada por feiticeiros há muito tempo! Seus dois amigos foram
capturados, não há mais nada o que possa ser feito... Um druida que odiava o oráculo permitiu
a passagem de vários feiticeiros para nossa fortaleza, na época, meu marido até tentou fazer
algo mas foi morto, desde então eu vivo essa mentira que é minha vida!!!

Laura começa a chorar

Laura: Eu sou apenas um fantoche... sou um monstro, eu vejo todos morrendo e sou obrigada
a fingir que está tudo bem... MAS NÃO ESTÁ, NUNCA ESTEVE!

Gian abraça Laura

Gian_butuca: Hoje não, hoje vai ser diferente, eu nunca iria me perdoar se fugisse daqui e
deixasse todos morrerem. Laura, você não vai assistir tudo desabar, não importa o quanto
tentem nos calar, uma pessoa sem objetivos é alguém vazio!!!! Nós vamos lutar, você tá
comigo?

Gian se afasta e estende a mão para ela

Laura (limpando as lágrimas): Estou, EU ESTOU!

Ela segura a mão dele com força.

Laura (sorrindo): Eu tenho um presentinho pra você…


O olho dela brilha verde. Uma sombra gigantesca de uma aranha aparece sobre a cidade.
Laura encara a janela.

Laura: Miguek… você vai morrer!!!

Capítulo 5 - Eternas memórias

No esgoto, Bob e Jacu ainda estão lutando... Eles lutaram naquele esgoto a madrugada toda,
já era de manhã e Bob se recusava a morrer. Bob estava lutando usando toda a energia que
tinha, seu corpo queria desistir mas sua mente se recusava a deixar ele morrer.

Os pilares do esgoto estavam todos quebrados e havia vários buracos no chão, o lugar estava
um caos.

Jacu(Miguek) estava com alguns cortes e estava cheio de sangue, porém Bob estava muito
pior, metade de seu rosto estava queimado, seu olho esquerdo estava completamente cego,
sua barriga estava em carne viva, sua armadura estava toda destruída e ele estava com vários
cortes pelo corpo*

Bob(gritando de dor): AAAAAAAAHHHHHH!!!!!

Bob se levanta do chão mais uma vez

Bob(determinado): Você não vai me matar, Miguek!!!!!

Miguek(irritado): Você é resistente mesmo... não sei como você ainda está de pé

Bob ativa sua habilidade mais uma vez e se move em velocidade absurda para cima de
Miguek, ele começa a jogar várias adagas.
Miguek começa a defender as adagas com magias de seu cajado, que solta esferas de energia
amarelas que destroem as adagas.​

Bob se reinventa e pula rapidamente para trás de Miguek e crava uma adaga em suas costas

Miguek(gritando de dor): Merda!

Ele se afasta e tira a adaga das costas.

A aranha de Miguek aparece da água por baixo de Bob e morde sua perna.

Bob cai no chão gritando de dor, quando ele olha para frente vê Miguek se aproximando
carregando aquela energia laranja de antes

Miguek: Você vai queimar no inferno!!!!

Miguek solta 4 bolas de fogo na direção de bob, que está caído no chão e sem condições de se
mover

Bob(Pensamento): NÃO, NÃO, NÃO!!! Isso não pode estar acontecendo...

As bolas de fogo se curvam na direção de Bob, que, com seu único olho funcional, chora...

A cena muda para as memórias de bob, quando ele, Kioto e Claire há muitos anos atrás
estavam juntos na taverna de Eldoria

Kiran estava de fundo limpando copos, enquanto os três conversavam animadamente em uma
mesa

Bob(animado): E se a gente criar um clã só nosso... tipo... só nós três... A gente seria os
melhores duelistas de Eldoria e de todos os tempos!!!!

Kioto(desinteressado): Você é burro, Bob... um clã precisa de mais gente... não dá pra ser só
nós três

Bob: Seria um clã diferente... a gente ia ser os melhores, eu prometo!

Kioto: E qual seria o nome...?

Bob(pensando): Daí tu me pegou...

Claire: E que tal BAC?... Bob, Artiz Kioto e Claire...

As memórias avançam para outro momento, agora Kioto estava discutindo com claire no dojo
de Carlão, enquanto Bob estava de canto escutando

Kioto(irritado): Você não entende nada não é! Temos que treinar para o campeonato, e você
está aí caçando os CSR
Claire(Mais irritada): Quem você pensa que é para me dizer o que eu devo ou não fazer? Eu
faço o que eu quiser! Você não sabe o que eu passei!

Kioto: Você é uma egoísta! Você só pensa em você mesma! Você é um fardo...

Claire(As palavras de Kioto atingem ela como milhares de adagas): Eu cansei dessa merda

Claire sai do dojo.

Ás memórias de Bob avançam para o presente.

O corpo de bob desiste, não consegue nem cobrir o rosto das bolas de fogo, ele apenas olha
elas vindo até seu rosto

Bob: É assim que eu vou acabar então... eu só queria a BAC reunida de volta...

A bola de fogo atinge fazendo uma enorme explosão

A cena muda para Laura e Gian se preparando no palácio

Gian_Butuca: Que cajado é esse que você me entregou para fugir?

Laura se vira para olhar

Laura: Esse é o legado do oráculo, é um cajado muito forte e consegue abrir portais para fora
dessa fortaleza

Gian_Butuca: Entendi

Laura: Poucos conseguiram usar...

Antes que Laura terminasse de falar, ela escuta soldados subindo às escadas do palácio

Laura: Eles já sabem minha escolha... desgraçados. Gian, nós não temos mais tempo!

A porta do palácio é arrombada e vários soldados saem

soldado 1: Se entregue, Laura!

Laura rápidamente arremessa sua lança aranha contra o soldado, a lança o perfura e ele cai
morto no chão.

Um outro soldado diferente aparece subindo às escadas

Dark Soldier: Você já foi melhor, Laura...

Ele ri
Laura: Vocês não me controlam mais

Gian olha para esse soldado, ele é diferente, sua postura era melhor, sua armadura é a mesma
de bob, branca com detalhes de penas azuis, porém ele usava uma máscara de bronze e um
grande óculos de inventor dourado na testa, seu cabelo era branco e seus olhos eram belos e
rosas

Laura: Gian...

Gian: O que foi??

Laura: A aranha vai te levar até a Sá-sa, espero que você fique bem! Essa briga é sobre mim e
ele....

Laura puxa gian e o beija nos lábios. Antes que gian pudesse processar algo, Laura joga gian
pela janela do palácio, caindo nas costas da aranha gigante que caminha para longe.

Laura volta sua visão para Dark Soldier

Dark Soldier(Rindo): É isso que fez você se rebelar...?

Dark soldier baixa a guarda e começa a rir.

Quando Dark Soldier começa a rir, Laura avança sem dó, tentando estocar sua lança no peito
dele.

Porém em um movimento rápido, Ele desvia a lança e para ao lado de Laura. Sua expressão
facial muda completamente saindo de alguém risonho para o próprio demônio

Dark Soldier(sussurrando no ouvido de Laura): Você fez a escolha errada...

Logo após terminar a frase ele ergue sua espada(uma fatiadora amaldiçoada) soltando um
golpe de baixo pra cima que faz um corte na bochecha de Laura

Laura: AAARGH

Laura se afasta

Laura(pensando): Eu estou usando toda minha energia pra deixar a aranha gigante com o
Gian... eu não vou conseguir usar minha aranha em batalha...

Laura fica em posição segurando sua lança

Dark Soldier: Você não é nada comparada com o que já foi!


Dark soldier ativa sua habilidade ficando dourado, indo pra cima dela em alta velocidade e
invocando duas espadas mágicas azuis.

Laura desvia pulando por cima de uma das espadas e defende a outra com sua lança, ela joga
várias lanças na direção dele tentando fazer ele se manter distante

Dark Soldier: Isso não vai funcionar

Ele dança graciosamente desviando das lanças chegando na frente de Laura, desferindo um
poderoso golpe de espada pela direita que logo é interceptado pela poderosa lança, Laura finca
a lança no chão fazendo uma onda de explosão venenosa que faz Dark Soldier recuar, Dark
Soldier agora está longe olhando para ela

Dark Soldier: Seu físico está forte... Você acha mesmo que seu namoradinho vai sobreviver ao
Miguek? VOCÊ É PATÉTICA! IGUAL AO SEU MARIDO!!

Laura: Eu vou acabar com tua raça

Laura avança imprudentemente em velocidade surpreendente jogando lanças e tentando


estoca-lo com a mesma.

Dark Soldier ativa sua habilidade defendendo as lanças no peito e lança uma espada mágica
que perfura o ombro de Laura fazendo-a cair no chão

Laura(gemendo de dor): Desgraçado!

Dark pega sua segunda espada mágica e aponta para Laura

Dark Soldier: Mas seu mental está uma merda...

A cena muda para Gian que está montado em uma aranha gigante pulando de casa em casa

Gian(ainda tentando processar o que está acontecendo): Está tudo acontecendo tão rápido...

Olhando a cidade com outros olhos agora

Gian: Eu nem sei se meus amigos estão vivos

A cena muda para Sá-sa que ainda está presa na jaula.

Ela consegue ver pela jaula um ser encapuzado sentado no chão no meio da sala.
O ser encapuzado emana uma aura cada vez maior, uma aura sombria.

Quando de repente um mecanismo de correntes puxa Sá-sa para parede e a prende em uma
cápsula

Sá-sa: O que está acontecendo!

O ser encapuzado solta vários raios que se conectam nas cápsulas inclusive na de Sá-sa

Sá-sa: Que sensação é essa... isso doí...

Lentamente Sá-sa sente sua vida sendo consumida

Sá-sa: Não pode ser!

A cena muda para Bob que abre os olhos e vê que a explosão não acertou seu rosto, ele vê
uma espécie de clone do Kioto em sua frente, que foi o mesmo que absorveu a explosão

Bob(cuspindo sangue): Um clone de bruxo...? como assim

De repente, Kioto cai do seu lado

Kioto: Você é um chorão mesmo... Eu até iria te deixar morrer mas você não parava de chorar

Kioto ri

Bob(Feliz mas muito surpreso): O que você tá fazendo aqui???? Como você sabia que eu tava
aqui??? E VOCÊ NÃO ERA FEITICEIRO???

Antes que Kioto pudesse responder, Jacu interrompe

Miguek: Pelo visto você recebeu ajuda... São apenas pedras no meu sapato

Kioto olha para Miguek e vê seu traje e aparência

Kioto: Como você vê com essa venda na cara?

Kioto ri muito.

De repente, do lado de Kioto uma aranha surge da água e tenta morder sua perna.

Kioto logo desvia, pega a aranha e joga ela longe


Kioto: Um druida então...

Kioto pega sua espada e lença na direção de Miguek que logo desvia.

Quando ele olha de volta para Kioto, ele vê apenas um clone sem expressão

Miguek: Não vai funcionar...

Kioto aparece atrás de Miguek desferindo uma espadada em direção ao pescoço dele.

Ele se abaixa e desvia sem olhar como se já soubesse da posição de Kioto

Kioto(Pensamento): Como ele consegue desviar com uma venda na cara...

A aranha de miguek salta da água, mordendo a barriga de Kioto

Kioto(sentindo o veneno da aranha): AAARGH

Kioto tira a aranha de sua barriga e se afasta

Kioto: Como é possível...

Kioto gospe sangue.

O esgoto começa a tremer, desabar e os escombros caem.

Kioto vai pra cima lançando espadas enquanto do outro lado seu clone repete seus
movimentos fazendo uma chuva de espadas vindo pela frente e por trás de Miguek

Kioto: Escapa dessa, seu Desgraçado!

Bob: Cuidado, Kioto! É uma armadilha!!!


Miguek ri e quando várias espadas estão prestes a acerta-lo, ele brilha laranja e solta 4 bolas
de fogo que destroem as espadas, uma delas acerta Kioto no braço, que cai no chão com o
braço queimado

Kioto(meio tonto): Mas que poracaria de druida você é!

Kioto se levanta irritado

Kioto(pensando): Que habilidade esquisita foi essa... isso não é algo dos druidas

Miguek: É sério que nenhum de vocês conhecem as habilidades do novo mundo... vocês são
patéticos!

Miguek parte para cima de Kioto.

Ele dispara uma energia de seu cajado em direção ao peito dele.

Kioto pula por cima da esfera de energia, desviando facilmente.

No ar, Kioto olha para baixo e vê a aranha saltando da água, voando em direção ao seu
pescoço

Kioto: Desgraça de aranha maldita!

Kioto se inclina para trás e desvia por pouco, a aranha passando do lado do seu pescoço.

Ele aterriza distante de Jacu

Kioto(pensando): Como ele consegue prever tão bem onde eu estou mesmo estando
vendado...

De repente o esgoto começa a tremer e vários escombros caem.

Um dos escombros atinge a aranha de Miguek, fazendo ela ser esmagada.

Outro escombro cai do lado de Kioto

Kioto(pensando): Eu não vou perder pra um druida!

Kioto cria novamente seu clone e parte para cima de Jacu, seu clone na retaguarda atirando
espadas.

Jacu de forma bem inesperada foge de forma desengonçada evitando o confronto e evitando
as espadas.

Agora Jacu está longe e estranhamente não parece querer atacar


Kioto(parando de correr e pensando): Que porcaria foi essa... ele fugiu como se não soubesse
onde estava. Como se não visse nada, logo depois da aranha dele ser esmagada... EU TENHO
UMA IDEIA

Kioto olha para Miguek, ao longe ele o vê invocando uma aranha

Kioto: Eu já entendi... seu druida fajuto

Kioto Invoca novamente seu clone e vai pra cima de Miguek.

Kioto está longe mas corre junto de seu clone com muita velocidade, Miguek até tenta acerta-lo
mas Kioto desvia enquanto corre em sua direção.

Kioto quando está prestes a pular pra cima de Miguek, ele para

Kioto: Vamos ver do que você é capaz!

Kioto e seu clone se movem de um lado para o outro arremessando espadas em diversos
lugares da água, ignorando a presença de Miguek

Miguek: O que você está fazendo seu idiota!

Miguek tenta atirar rajadas de energia com seu cajado, porém o clone de Kioto intercepta com
facilidade cada disparo.

Uma das espadas atinge a água e a aranha junto. Isso faz a aranha pular, revelando sua
posição.

Kioto: Te achei!

Miguek: NÃO!

Como um raio, Kioto aparece na frente da aranha e corta sua cabeça

Miguek(pensando): Como ele descobriu! PORRA!

Miguek treme de medo, ele se posiciona puxando seu cajado

Kioto(sussurrando): Não sabe onde eu estou não é?

Miguek percebe Kioto sussurrando em seu ouvido e dispara uma esfera de energia de seu
cajado. Porém, ele não escuta nada... ele não sabe se acertou.
Ele escuta um barulho atrás dele. Quase no mesmo instante ele sente suas costas serem
fatiadas

Miguek: AAARGHHHHHH!!!

As costas de Miguek se abrem e sangue jorra

Miguek(gemendo de dor): S-... SEU Desgraçado

Miguek pula para longe e invoca sua aranha de novo. Quando a aranha aparece, ele logo
percebe que Kioto estava à sua frente. Kioto esmaga a aranha de novo, Miguek não vê mais
nada.

Kioto: O que foi? não consegue ver sem sua aranha?

Kioto fatia o rosto de Miguek, fazendo um corte no meio de sua face

Miguek: AAARG-...

Miguek cai na água

Kioto: Fraco

Antes que Kioto pudesse fazer qualquer coisa, ele sente o veneno da aranha em sua barriga

Kioto(cuspindo sangue): Isso ainda está em mim!?

Caído no chão, Miguek aproveita para disparar de seu cajado uma esfera de energia que
atinge o rosto de Kioto.

O rosto de Kioto queima

Kioto(sentindo muita dor): Sua praga!!!!

Kioto cai no chão com as mãos no rosto

Miguek(Com o rosto coberto de sangue): Te acertei... você vai morrer comigo! EU V-...

Miguek não sente mais nada. Bob aparece em cima de Miguek, com sua adaga enfiada na
cabeça dele

Bob(quase não se aguentando de pé): Eu não morri ainda, seu lixo!

Bob chuta o corpo de Miguek

Kioto: Até que enfim você fez algo de bom

Kioto se levanta ainda com o rosto machucadado


Bob: Você tinha me falado que era um feiticeiro...

Kioto: Tem muitas coisas sobre mim que você não conhece... Eu nunca te contei mas..-

Antes que Kioto terminasse de falar, o corpo de Miguek começa a virar pó

Bob: O que?!

O corpo de Miguek vira chamas pretas e desaparece

Kioto: Eu acho que essa guerra está longe de acabar...

Bob: Veio só você?

Kioto: Eu trouxe uma pessoa junto...

A cena muda para o palácio, Laura estava muito machucada enquanto Dark Soldier estava
rindo

Dark Soldier: De todas as escolhas burras que você já fez, ESSA FOI MAIOR!

Dark Soldier avança impiedosamente, sua espada amaldiçoada e a lança de Laura colidem.
Cada golpe de DS(Dark Soldier) Obriga Laura a mudar de base, fazendo recuar e ficar contra a
parede.

Laura: Eu prefiro morrer do que obedecer vocês!

Laura defende ataques de todos os lados, sem conseguir atacar. Dark se agacha e gira, usa
sua habilidade e cria duas espadas mágicas. As espadas acertam as pernas de Laura como
um peão, fatiando-as. Laura cambaleia para longe e cai no chão com as pernas mutiladas.

Laura: Droga!

Olhando para as suas pernas

Dark Soldier: Sua armadura é impressionante... era para o golpe ter arrancado suas duas
pernas fora...

DS ri muito

Dark Soldier: O que eu sonhei está acontecendo! Eu vou poder matar você e todos desta vila...
O que mais falta para acontecer?
De repente, um barulho muito grande ecoa. A janela do palácio quebra e, em alta velocidade,
Claire aparece voando em direção a Dark Soldier.

Ela passa por ele muito rapidamente, enfiando uma adaga em sua mandíbula. O golpe
destroça a parte de baixo de sua face

Dark soldier(tentando falar algo mas sem mandíbula): AH-... Ah....-.....

DS treme, ele olha para baixo e vê seu próprio sangue escorrendo e pedaços de seu rosto

Claire(vendo tudo em câmera lenta): Ops....

Dark Soldier se afasta completamente assustado e tonto

Dark Soldier(Sentindo uma dor tremenda mas sem conseguir falar): -...AAARGH.....-!!!!!!!!

Claire: O que foi? A gata comeu sua língua?

Ela ri docemente e olha para DS

Dark Soldier(Pensamento): Quem é essa vagabun-...!!!! QUE DOR DO INFERNO


AAARGHHHHHHHHHHHHHHH! Onde o Jacu está!!!!!????

DS sai correndo cambaleando do palácio.

Claire se aproxima de Laura

Claire: Você está bem?

Laura se levanta

Laura: Eu estou, mas não sei se o Gian está...

A cena muda para Sá-sa, que está sem forças naquela cápsula

Sá-sa: E-... Eu não sei se consigo aguentar mais...

Até que de repente o ser encapuzado para e se levanta

Encapuzado: Não é possível... eu fui derrotado... eu esperava que minha outra parte fosse
cuidar do recadado
Uma labareda de chamas negras aparece e das chamas o corpo de Jacu se revela

Encapuzado: Como o Bob conseguiu... isso não faz sentido

O ser encapuzado estende a mão e o corpo de Jacu volta a ser chamas.

Ele absorve as chamas

Encapuzado: Eu vou ter que cuidar disso sozinho

O ser encapuzado tira a capa e revela ser o próprio Jacu

Jacu: Como você conseguiu perder? CALA A BOCA! Eles chamaram aliados

Sá-sa observa Jacu com estranheza, ele estava falando consigo mesmo? Não, ele estava
brigando consigo mesmo... como se tivesse dois corpos ali

Jacu: Não importa, eu estou quase conseguindo reviver o oráculo

*Os raios voltam e começam a sugar a vida de todos os discípulos do Oráculo*

Jacu: eu sinto isso... NÓS SENTIMOS ISSO!!!!

De repente, a catacumba começa a tremer

Jacu: Eu sinto, EU SINTO!!!!!!!!!!!!!!!!!

Um forte estrondo ecoa da parte de cima das catacumbas.

Às escadas explodem e uma aranha gigante invade o local. Em cima da aranha estava Gian

Gian_Butuca: Isso acaba hoje!

aponta a lança de obsidiana na mão direita e na mão esquerda levanta o cajado do Oráculo.

A Sá-sa com o pouco de consciência que tinha consegue ver

Sá-sa: Gian....

A cena muda para Claire e Laura olhando na sacada do palácio.

Os moradores estavam se rebelando também, uma grande guerra entre soldados e os


cidadãos se travava

Laura: Tantas memórias que eu tenho deste lugar... todas estão sendo destruídas
Claire: Você está errada!

Laura se vira e olha para Claire

Claire: Não deve ser fácil para você ver todo esse reino sendo destruído, mas isso não é
motivo para destruir suas memórias! Nossas memórias vão além de simples materiais, casas,
luxos ou qualquer coisa. São os sentimentos, os amigos que fizemos pelo caminho, porque, vai
por mim, isso é eterno!

Laura: Você tem amigos?

Claire ri.

Claire começa a lembrar.

Um dia atrás, Claire estava em sua cabana vendo planos sobre a posição dos CSR

Claire: Onde eles estão...

Alguém bate na porta desesperado. Quando ela abre é nada mais nada menos que Kioto

Kioto: EU PRECISO DA SUA AJUDA!

Claire: O que você quer... por que você iria querer ajuda de um fardo?

Kioto: Deixa isso de lado... A Sá-sa, Bob e Gian estão em perigo!

Claire volta a realidade e olha para o céu

Claire: Laura... eu não sei mais...

Laura: Agora você tem! Vamos encontrar a Sá-sa e Gian

A cena muda para a catacumba. Gian montado na aranha gigante está encarando Jacu

Jacu: Pelo visto os guardas e o Dark Soldier não foram capazes de te parar...

Jacu tira a venda da cara. Seu rosto era completamente vazio, a não ser uma escuridão que
habitava

Gian_Butuca: Como pode um druida ser um feiticeiro ao mesmo tempo... o que você é?

Jacu: Eu sou o novo oráculo...

Ele intensifica os raios e começa a sugar a vida de todos


Gian_Butuca(pensando): Droga! eu tenho que libertar os discípulos das cápsulas

Gian salta da aranha e ela vai correndo pra cima de Miguek. Enquanto isso, Gian começa a
soltar as cápsulas

Gian_Butuca: Eu vou te salvar Sá-sa

Ele abre a cápsula de Sá-sa, libertando-a

Gian_Butuca: Você tá bem?

Sá-sa(tossindo um pouco): Sim...

Enquanto isso, a aranha parte pra cima de Jacu

Miguek: Não adianta mais libertar os discípulos, eu já tenho tudo que eu preciso!

Ele ergue a mão e a aranha para

Miguek: Você não pode usar uma Criação do Oráculo contra o próprio Oráculo

Ele ri

Gian_butuca: Você não é o Oráculo!

Jacu: Eu sou o que eu quiser

Gian rapidamente arremessa sua lança em direção ao rosto de Jacu. A lança simplesmente
entra dentro do rosto dele e desaparece

Gian_butuca: MAS O QUE!?

Jacu vai pra cima de Gian, disparando várias esferas de energia. Gian desvia, recuando de
cada disparo

Gian_butuca(pensando): Pra onde foi parar aquela minha lança

Gian pega uma runa e solta um raio, que cai na frente de Jacu, desse raio sai sua aranha, que
pula pra cima dele. Mas o rosto de Jacu puxa a aranha para dentro e a aranha desaparece

Jacu: Você é patético!

Jacu dispara uma energia que bate no peito de Gian e faz ele ser jogado longe, batendo a
cabeça na parede e deixando seu cajado e lança caídos no chão

Gian_Butuca(tonto): Droga...
Jacu volta a emenar aquela enrgia e volta a sugar a vida dos discípulos

Gian_Butuca: Desculpa Sá-sa... eu não consigo

De repente, um raio passa por Gian. Claire aparece em alta velocidade. Ela arremessa várias
adagas na direção de Jacu.

Uma barreira de vinhas grossas surge do chão e defende as adagas.

Claire: O que?!!!

Uma das vinhas chicoteia na sua barriga e esmaga ela contra a parede

Claire(gemendo de dor): AAAAAAAGH eu acho que eu quebrei algo...

Laura e Kioto aparecem logo depois

Jacu: Você ainda está viva, Laura? impressionante...

Jacu começa a puxar mais vitalidade dos discípulos que agora estão presos por vinhas. As
vinhas de jacu formam um casulo que o protege

Kioto: Eu vou destruir aquele casulo de merda!

Antes de Kioto atacar, Laura o para

Laura: Só temos um ataque para realizar... não temos mais tempo! Temos que o parar antes
que ele desperte os poderes do oráculo de forma completa!

Kioto mesmo envenenado, Laura mesmo com as pernas cortadas e Claire com ossos
quebrados vão pra cima. Todos atacando em um mesmo ponto, Laura com lanças, Kioto com
espadas e Claire com adagas.

As vinhas de Jacu até tentam parar eles, porém eles chegam atacando juntos. Eles abrem um
buraco na cápsula de vinhas

Laura(grita): Gian! O cajado!!! USE O CAJADO!

Gian se levanta e quando está prestes a pegar o cajado, uma das vinhas de Jacu pega o
cajado e cresce, fugindo de suas mãos e levando o cajado para o alto

Gian_Butuca: Eu não vou conseguir alcançar!

De repente outro raio aparece, é bob dilacerando as vinhas com suas adagas. O cajado cai no
chão
Bob: CORRE!

Gian pega o cajado e corre como nunca antes

Laura: NO ROSTO

Enquanto Gian corria as vinhas de Jacu tentavam pega-lo, porém Bob passava como um raio e
destruia todas

Jacu(Olhando pela brecha na cápsula): NÃO!

Jacu para de sugar a vida dos discípulos e sai da cápsula, tentando fugir

Laura: Não vai não!

Laura puxa o pé de Jacu e o trás para baixo

Gian_Butuca: Você quer poder não é? ENTÃO TOMA!

Gian pula e enfia o cajado do oráculo dentro do rosto de Jacu.

O corpo de Jacu começa a tremer

Jacu: NÃO, NÃO, NÃO

Todo o reino começa a desmoronar.

Jacu tenta tirar o cajado de seu rosto, porém Gian continua forçando

Jacu: Não pode ser

Jacu absorve o cajado e o Gian para dentro de seu rosto

Jacu: Eu perdi…?

Seu corpo começa a virar chamas negras.

De repente tudo fica branco, toda a fortaleza do oráculo começa a desaparecer. O corpo de
Jacu explode fazendo uma enorme tempestade de chamas negras.

Laura acorda no meio de uma floresta fora da fortaleza

Laura: O... O que aconteceu...?

Claire acorda também


Claire: Conseguimos...?

Claire olha em volta e vê: Kioto, Bob, Laura, Sá-sa e vários cidadãos da fortaleza

Laura: Cadê o Gian...?

Claire: Eu não sei

Um tempo passa e sem sinal de Gian.

Claire: Eu acho que ele não vai aparecer...

Laura(chorando): Ele não pode ter morrido...

A cena muda para muitooooo longe, em uma torre no meio do nada, alguém surge e vai
andando até a ponta da torre

Blu(olhando para o espaço): Tempos ruins estão por vir...

A visão que ele tem é de uma enorme entidade em forma de galáxia

Arco 2: Novo Mundo

Capítulo 6 - Claire x Kioto


Já faz dois meses desde a morte de Gian. A BAC estava reunida de volta; porém Bob, ainda
muito machucado, decidiu seguir outro caminho. Ele queria ficar sozinho por um tempo.
Claire e Kioto estão seguindo para o novo mundo, em busca de poder e respostas.
Kiran ainda está triste por pensar que poderia ter tirado a ideia da cabeça de Gian, impedindo
que ele morresse. Laura agora vaga sozinha; ela não é mais rainha de nada, não protege mais
nada, ela sumiu… Sá-sa continua em Eldoria, vendendo seus itens e comidas, longe de
qualquer outra aventura que custe sua vida.

Agora Kioto e Claire estão caminhando pela floresta

Kioto: Isso tudo é tão idiota! Um enterro sem nenhum corpo no caixão! Nós nem sabemos se
ele morreu

Kioto ri

Claire: E Você queria o que? Nós nem sabemos se o Jacu morreu, eles dois apenas sumiram…
Kioto: Isso tudo tá errado

Os dois param na frente de um desfiladeiro que termina em uma cachoeira

Claire: Como você conseguiu entrar na fortaleza do Oráculo e me levar junto?

Uma cena do passado volta. Kioto na cabana de Claire, após descobrir a verdade da fortaleza

Kioto: EU PRECISO DA SUA AJUDA!

Claire: O que você quer... por que você iria querer ajuda de um fardo?

Kioto: Deixa isso de lado... A Sá-sa, Bob e Gian estão em perigo!

Claire: C-como assim

Kioto: Aqueles idiotas se meteram em encrenca, eu preciso de você!

Os dois correm pela floresta rápidamente

Claire(enquanto corre): Explica isso direito!

Kioto(correndo também): Eu segui aqueles idiotas sabendo que eles iam se meter em furada.
Eu estava certo. Eu acho que eles pegaram a Sá-sa, Bob está lutando até a morte, Gian e a
rainha de lá estão com problemas também!

Claire: E por que você não ajudou o Bob??

Kioto: É muita coisa acontecendo, eu preciso de ajuda!

Kioto para e toca a mão no chão. Quando ele toca no chão, vários símbolos de magias de
feiticeiros aparecem

Kioto: Isso deve funcionar

Os dois caem em uma floresta perto da fortaleza.

A cena volta para o presente. Kioto volta a pergunta de Claire

Kioto: O Jacu deixou a passagem para a fortaleza acessível para todos os feiticeiros

Claire(Se lembrando de mais uma pergunta): E, aliás… como você tem 3 classes?

Kioto ri

Kioto(ignorando completamente): Temos um longo caminho, não é?


Kioto brilha dourado e, usando a habilidade de um ladino, ele pula do desfiladeiro

Kioto: Consegue manter o ritmo, ou é lenta demais?

Claire fica irritada

Claire: Você que é lento, seu falso ladino!

Claire rapidamente desce o desfiladeiro, seguindo kioto

O desfiladeiro termina em uma grande floresta

Kioto(pensando): Não é que ela é rápida mesmo…

Quando Kioto olha para trás, ele não vê nada, quando volta a olhar para frente, ele percebe
que Claire já o superou e o ultrapassou.

Claire começa a correr de costas e olha nos olhos de Kioto

Claire(Andando mais lento para que kioto pudesse acompanhar): Qual o sentido de travar uma
disputa que você sabia que ia perder?

Kioto: Quem disse que eu perdi?

Um clone de Kioto aparece e puxa o pé de Claire, fazendo-a cair. Kioto logo toma a frente

Kioto: Viu só?

Kioto ri

Claire(No chão): Isso é sujo! Muito sujo

Quando ela tenta se levantar, dois esqueletos aparecem e puxam ela para baixo

Claire(Pensando): Como é possível! Esse cara não é comum

Kioto continua correndo, agora muito longe de claire

Kioto(Gritando): Ganha quem chegar no final da floresta!

Claire: Idiota…

Claire continua sentada no chão

Kioto(Correndo): Eu nem mais a vejo…

Rindo enquanto corre


Kioto: Vou ter que esperar ela

Quando Kioto chega ao final da floresta ele escuta uma doce voz

Claire(Tomando um chá): Eu tive que te esperar… apenas seja mais rápido da próxima!

Claire levanta e volta a andar

Kioto(Boquiaberto): O que…? Pera…?

Kioto olha pra trás

Kioto: Como pode!

Kioto segue Claire, ainda que incrédulo.

A cena muda para uma torre, a torre dos renegados, uma torre enorme no céu, cheia de
esqueletos e restos mortais, a altura era infinita, tudo que caía lá nunca voltava e nem aparecia
em algum outro lugar

Bluu está segurando alguém pela gola da armadura

Bluu: Morra!

Ele solta e o soldado cai da torre.

bluu se vira e olha para o céu

Bluu: EU FIZ O QUE VOCÊ PEDIU! O QUE MAIS VOCÊ QUER!?

A cena volta para Kioto e Claire que estão atravessando o pantâno do vulcão morto

Kioto: Esse lugar é estranho…

Claire: De fato…

O lugar não era nada agradável, lama, raízes e fedor para todo lado

Claire: Não parece que ocorreu uma guerra neste lugar?

Além da vegetação, havia várias construções e pontes quebradas

Kioto: É verdade… tem algo de errado com este lugar

Eles andam por um tempo pelo pantâno, até que o chão começa a tremer. Um monstro de lama
surge, seu corpo era coberto de lama verde e seus olhos eram vermelhos

Kioto: Que porr…


A cena muda para uma câmara, a câmara dos vigilantes. Uma arena mais parecida com uma
prisão, cheia de barreiras, inimigos e construções de pedra. Duas pessoas estão lá, um deles
está suando e escondido atrás de um pilar de pedra

Soldado(Chorando de nervoso): Não pode ser…

Ele tira a cabeça de trás do pilar para olhar e não vê nada

Soldado: Onde ele está…?

De repente, com um soco, o pilar é destruído. O soldado olha e vê ele… Executioner. Sua
armadura era pesada, uma viúva de ferro, sua arma era um martelo que parecia ter acabado
de sair da forja, porque nunca parava de brilhar amarelo, como se sempre estivesse fervendo

Soldado: MORRA!

O soldado carrega uma carga explosiva na mão e dá um soco, desferindo a carga em direção
ao rosto de Executioner.

Executioner segura a mão do soldado, a carga explode, porém ele segura a carga inteira na
mão, sem receber nenhum dano

Executioner: Fraco…

Exe(executioner) aperta a mão do soldado e quebra ela em questão de segundos. A mão dele
é despedaçada

Soldado(Gritando de dor): ARGHHHHHH

Exe dá um soco na cara do soldado, o soco afunda a sua cara, logo após o primeiro soco, ele
começa a desferir socos sem parar. Depois de alguns socos a cabeça do soldado explode,
manchando todo o local e a armadura de Exe com sangue. Mesmo após a explosão, ele
continua desferindo socos

Executioner(Parando de dar socos): Inútil

A cena volta para Kioto e Claire no pântano

Claire: Que bichos são esses!

Um dos monstros vai para cima de Claire, tentando um golpe vertical em sua cabeça. Claire,
movendo seus pés rapidamente, desvia do golpe, que passa ao lado de seu ombro. Logo após
desviar, ela desfere uma estocada de sua adaga, que perfura a cabeça do monstro, fazendo
ele explodir.

Outro monstro aparece atrás de Kioto, porém antes que ele pudesse pensar, Claire aparece
atrás dele e o destrói
Kioto: O que?!

Vários monstros começam a aparecer e, como um raio, Claire passa matando todos antes que
pudessem levantar. Kioto observa com surpresa, aquele raio branco passando e destruindo
todos

Kioto: Mas que tipo de coisa é você!

Ela dançava entre os monstros, seus passos completamente calculados, sua arma passava
pela cabeça deles como se fosse manteiga. Após um tempo, os monstros param de aparecer

Kioto: Exibida!

Ele volta a andar como se nada tivesse acontecido

Claire: De nada, tá?

Kioto: Eu não preciso da sua proteção! Eu sei me virar sozinho, e você também não precisa da
minha

Claire: A gente está junto nessa! Ou você acha que vai ter alguém para te ajudar no novo
mundo? Eu conversei com a Laura, ela disse que esse novo mundo é além de tudo o que
conhecemos…

Kioto: Eu já disse que não preciso de ajuda! Podem colocar tudo para me parar, eu vou me
adaptar ao novo mundo

Claire: Eu não sei… eu sinto uma qua algo ruim está vindo…

Claire tem uma visão. Ela vê uma caveira e uma espada amaldiçoada

Claire: Não é nada…

Kioto: Você tá é maluca!

Um desconhecido chama a atenção deles

Desconhecido: O que vocês fazem no meu pântano?

Kioto se vira e puxa sua espada

Kioto: Quem é você!?

Desconhecido: Eu perguntei primeiro!

Kioto: E eu tenho uma arma!

O desconhecido puxa uma lança venenosa


Desconhecido: Eu também

Kioto puxa Claire para seu lado

Kioto: Somos dois!

O desconhecido bate o pé no chão e vários monstros saem do chão

Desconhecido: Somos milhares

Kioto: … Estamos indo para o novo mundo

Tokito: Meu nome é Tokito, e eu sou o dono desse pântano

Tokito aparentava ser um druida, usava uma armadura de madeira, uma máscara com dois
chifres, a máscara cobria o rosto todo

Kioto: Estamos de passagem, não queremos incomodar

Tokito: Fica tranquilo, é só que os arredores são perigosos. Podem seguir seus caminhos, só
cuidado com o perseguidor noturno

Claire: P-perseguidor noturno?

Tokito: Sim. Ele anda caçando alguém a um tempo

Kioto: Como você sabe?

Tokito: Eu já encontrei ele uma vez, ele é um monstro! Seu rosto parece uma caveira, também
não tem… mandíbula

Claire(Pensando assustada): Não pode ser ele

Kioto: Eu não tenho medo de um cara assim

Kioto ri muito

Kioto: Isso não passa de uma mera história, e se não for… eu mato ele!

Claire: E o que aconteceu quando você encontrou ele?

Tokito: Aparentemente eu não era o alvo dele, porque ele saiu andando

Claire: Entendo

Tokito: Vocês estão indo a pé para o novo mundo? Se vocês quiserem eu tenho uma carroça,
que vocês podem usar
Kioto: UMA CARROÇA?! O QUE VOCÊ ACHA QUE EU SOU? UM-...

Claire tapa a boca de Kioto

Claire(sorrindo): Nós aceitamos de bom grado

Passa um tempo e Kioto e Claire estão andando de carroça

Kioto: Isso é ridículo! Daqui a pouco eu vou estar com um capim na boca falando: “O trem bão”

Claire ri

Claire: Você deveria calar a boca mais vezes

A cena muda para um grande deserto, no centro, havia Laura sentada na areia

Laura(meditando de olhos fechados): Onde ele está…

Laura tem uma visão. Um oceano, e o resto do mundo era apenas escuridão, no meio do vasto
oceano estava Gian boiando

Gian_butuca: …O que aconteceu…

A voz de jacu ecoa. Porém ele não sabe de onde vem

Jacu: Bem vindo… ao meu mundo

Gian tenta sair da água mas não consegue

Jacu: Infelizmente você ainda está vivo… Diferente de mim

Gian_butuca: ME TIRA DAQUI!

Jacu: …

A cena muda para uma fortaleza subterrânea, onde alguém, está sentado em um trono

Multi: Que sensação estranha…

Capítulo 7 - A entidade do vazio


Cri cri cri…

Era uma bela noite, tirando o fato que havia um som ensurdecedor de grilos.
No alto de uma montanha havia um ser encapuzado olhando para as estrelas
Executioner: A entidade é o caminho… A ENTIDADE É A SALVAÇÃO
Já se passaram um ano desde a morte de Gian.
Um mês antes da morte de um dos membros da BAC:

Kioto de fato estava certo, ele de fato se adaptou ao novo mundo. Kioto enriqueceu, virando um
magnata na cidade.
Agora ele estava andando pelo meio da cidade, usando sua bela armadura polida.
Todos observavam ele andar, alguns olhando com inveja, outras olhando com admiração.
Kioto era mesmo um monstro, em menos de um ano ele dominou as ruas das maiores cidades
do novo mundo, muitos o queriam morto, muitas a queriam do seu lado, muitos queriam
negociar, muitos queriam roubar, porém uma coisa era certa, Kioto não era alguém de se
brincar

Kioto(andando pelas ruas da cidade): Sim, sim, vamos aumentar a venda dos tônicos

ele fala com um de seus assessores.

Claire logo aparece

Claire: Você deveria parar de andar com essa marra toda!

Kioto: Há um ano atrás você deveria ter entrado no meu projeto de venda de tônicos no
mercado negro, tu só fala isso porque está pobre!

Claire: Você não entende, vai acabar morrendo desse jeito!

Kioto(Para de andar e se vira para Claire, dando um sorriso quase sádico): Quero ver eles
tentarem!

Kioto ao se virar puxa um tônico, era um tônico diferente dos que Claire conhecia

Kioto: Não conhece não é? Você teria que vender sua alma para comprar um desses!

Kioto joga a supernova no chão e, das sombras, vários plebeus aparecem, se deitando no chão
para lamber o que sobrou do líquido.

claire olha com desgosto

Claire: Você está se perdendo, de novo…

Por mais que Kioto tivesse fama, dinheiro e poder, ele nunca teve alguém que realmente
gostasse dele, ou que pudesse confiar nele. Na verdade… Ele tinha a Claire, por algum motivo
ela continuava andando junto com ele, era a única que realmente se importava, a única que
conhecia ele sem aquelas armaduras, tônicos dinheiro.

Kioto: Você está aqui para me dizer isso?

Claire(Bufando): Eu vim aqui por outro motivo! Preciso conversar com você

Kioto:(Virando as costas): Já pode agendar que eu não falo com qualquer um não

Claire segura Kioto pelo ombro

Claire: KIOTO!

Kioto se vira e percebe que é sério mesmo

Kioto: Minha casa, às 20h em ponto, pode ser?

Claire: Sim…

A cena muda para uma cabana isolada. dentro dela havia três pessoas olhando um mapa

Light: Isso tá errado… COMO É POSSÍVEL!

Light grita

Souza: Eu não sei, PORRA!

Light: Já olhamos todos os lugares

Souza: Eu preciso esfriar a cabeça, já volto!

Souza sai da cabana e vai caminhar pela floresta.

A cena muda para Laura em uma cabana tomando chá.

Laura(para de tomar chá): O que é isso?

Ela coloca a mão na cabeça e deixa a xícara cair no chão, a xícara se quebra

Laura: Finalmente!

A cena muda para Gian, que ainda está naquele oceano

Gian_butuca: Quanto tempo mais vai me manter aqui!??


Jacu: Já foi o suficiente…

De repente, o oceano se abre e Gian cai para o vazio.

A cena muda para Souza que está olhando as estrelas

Souza: Será que temos chance…?

Souza escuta um barulho atrás dele.


Ele rapidamente puxa sua lança gorgon

Souza: QUEM ESTÁ AÍ?

Ninguém responde. Ele anda para frente e vê um corpo no chão

Gian_butuca(fraquejando): D-desculpa, eu não queria incomodar, mas você poderia me ajudar


com uma coisa…?

A cena muda para o outro lado da cidade.


Bob finalmente foi atrás de seus amigos, ele estava diferente, mais musculoso, sério e com
diversas cicatrizes, ele chamava atenção da mulherada!

Bob(Segurando um mapa de cabeça pra baixo): Eu não deveria ter faltado naquela aula de
localização do Carlão!

Ele continua andando

Bob: Mapas são difíceis!

Já estava de noite e Bob escuta alguém atrás dele

Executioner: Está sozinho?

Ele sorria malicioso.

A cena muda para a casa do Kioto, exatamente às 20h.

Claire e Kioto estão jantando na cozinha dele

Kioto(Comendo mas parando para falar): O que você tem para dizer?

Claire: Bem… nós temos um novo problema


Kioto: Hum… diga mais

Claire: Eu descobri que existe um culto a uma certa… entidade universal

Kioto: Universal…? Não tem como eu não ter percebido algo do tipo

O ambiente estava agradável, iluminação, temperatura, comida.


Porém Claire estava meio nervosa

Claire: Você só dá importância para seus negócio, é claro que não deve saber

Kioto: Que seja! Não é como se não fosse difícil

Claire: Desta vez parece algo sério, essa entidade não me parece ser boa coisa

Kioto: Mas você tem um plano não é?

Claire se levanta e sai da casa, observando a noite na floresta

Claire: Eu tenho! Essa entidade tem um discípulo bem sanguinário

Kioto: E…?

Claire(observando a floresta): Vai ter um baile, daqui a alguns dias, tenho informações de que
ele vai estar lá

Kioto: Um baile? Interessante…

Claire: Ele é o que mais sabe da entidade, precisamos tentar arrancar informações dele

Kioto: Você sabe o nome?

Claire: Chamam ele de Executioner, ele é um assassino pelo que sei

Kioto(Termina de comer e ri um pouco): Está me chamando para um baile? Parece que os


papéis se inverteram…

Claire: É… você tá comigo né? Como nos velhos tempos

Kioto: Você acha que eu estou completamente cego, né? Eu ainda sigo a missão do Gian, de
descobrir nossa origem, eu tô dentro!

Claire: Perfeito! Você precisa arranjar um terno e um vestido para mim, não seja mão de vaca,
temos que parecer da elite
Kioto ri

Kioto: Eu sou a elite

Kioto sai para resolver a questão das roupas e deixa Claire sozinha

Claire(olhando com medo para a floresta): Será que é ele mesmo…

Um forte vento bate em seu rosto e ela sente como se uma lâmina passasse pelo seu maxilar

Claire: Não pode ser…

Claire volta para a casa de Kioto e tranca a porta.

A cena muda para a cabana de Tokito.


Tokito estava em sua casa tomando seu chocolate quente.
Até que alguém bate à sua porta.

Tokito: Quem será que é…?

Tokito vai em direção a porta e abre

Tokito: Oi

Ele vê alguém encapuzado

Multi: Eu moro aqui perto… por acaso você sentiu alguma energia ou estrondo nas
redondezas?

Tokito: Não! São 10h da noite, eu já estava para dormir

Multi: Mentiroso…

Multi puxa de suas costas um cajado crânio de dragão

Tokito: Pera aí, eu acho que conheço você!

Tokito puxa sua lança, mas antes que pudesse fazer algo, Multi dispara um raio de fogo que
frita a cabeça de tokito.
Tokito cai morto, sem nenhuma pele na cara, seu rosto derretido e deformado, nem teve tempo
de gritar

Multi: Vamos ver se ele está aqui…


Multi entra na cabana e não encontra ninguém

Multi: Não é que ele falou a verdade…

Multi sai da cabana

Multi: Essa sensação… alguma coisa entrou nesse mundo, essa coisa pode atrapalhar meus
planos

Multi olha em volta

Multi: Não importa onde você estiver… eu vou te matar!

Capítulo 8 - A volta de Multi e o monstro Executioner

28 dias antes da morte de um membro da BAC:

Era uma noite muito calma. Claire estava sentada em cima do telhado de uma grande torre,
perto da casa de Kioto.
Claire não estava fazendo nada além de observar a casa de Kioto e as estrelas

Claire escuta uma voz atrás dela:


“Noite bonita, não é?”

Claire se vira e vê alguém do outro lado do telhado, fumando.


Mesmo que estivesse falando com ela, ele continuava de costas.
Usava uma armadura branca, o traje da tempestade, em sua cabeça havia um extravagante
chapéu branco, que combinava com sua armadura.
Seus cabelos eram longos e azuis escuros.

Ele se vira, revelando seus belos olhos brancos


Mas que tipo de anjo era esse?

Conspiracy: Aceita um cigarro?

ele sorri gentilmente.


Claire fica meia embaraçada

Claire: E-eu não fumo…


con(conspiracy) joga seu cigarro longe

Conspiracy: Eu entendo…
Ele olha para onde Claire estava olhando
Conspiracy: O que você tá fazendo aqui? Está tarde.

Claire secretamente já estava com sua adaga preparada; porém, ela guarda quando percebe
que ele está desarmado.
Claire suspira.

Claire: Eu estou refletindo, sabe? A vida não está fácil…

Con se senta ao lado dela

Conspiracy: Eu entendo… Mas na frente da casa de um dos maiores magnatas dessa cidade?

Claire: Ele é meu amigo; é também uma boa pessoa; ele faria de tudo para salvar quem ele
ama!

Conspiracy: E ele te ama?

Claire: …

Con nota a falta de resposta

Conspiracy: Você faz parte dos nascidos na tormenta, não é?

Claire fica visivelmente surpresa com a pergunta de con.


“Nascidos na Tormenta” era o nome de um grupo de quatro pessoas; eles descobriram o culto
a tal entidade e, desde então, estão buscando pará-la.

Claire: Eu não faço parte, eu apenas tenho os mesmos interesses que eles…

Como ele sabe desse grupo, e como ele sabe que eu tenho envolvimento? – pensa Claire.
Con interrompe os pensamentos de Claire.

Conspiracy: Eu observo bastante essa cidade… Vi você conversando com eles

Claire: Apenas buscando informações…

Conspiracy: Você vai para o baile não é? O líder do grupo também vai.

Claire: Eu vou… Você tá sabendo demais, faz parte do grupo?

Conspiracy: Não… Não mais


Con começa a olhar para as estrelas

Conspiracy: É uma noite linda, não é?

Claire fica confusa com a mudança de assunto.


Con olha para os olhos de Claire.

Conspiracy: Você transmite medo… O que está acontecendo?

Claire suspira

Claire: É como se algo do passado viesse para me matar…

Conspiracy: Seus erros do passado não te deixam seguir em frente?

Ela toca o próprio maxilar

Claire: Não. Algo do passado literalmente quer me me matar!

Claire olha para a floresta como se procurasse algo.

A cena muda para Bluu na casa de Tokito, no mesmo horário da conversa de Con com Claire.
Ele vê o corpo morto de Tokito

Bluu: A…

Bluu se vira de costas para vomitar; porém, antes que o vômito caísse no chão, outro Bluu
aparece e coloca um balde.
Quando Bluu termina de vomitar, o outro Bluu desaparece

Bluu: Obrigado!

Ele se vira e volta a examinar o corpo

Bluu: Isso me parece obra dele… MAS QUE DIABOS! Que cheiro horrível, eu preciso de um
grampo

Quando Bluu levanta o braço, ele percebe um grampo em seus dedos

Bluu: Que conhecidencia!

Ele coloca o grampo no nariz e volta a analisar o corpo


Bluu: Com certeza é obra dele… Preciso contar pra rapaziada!

A cena muda para a cabana dos nascidos na tormenta, que está cheia de papéis e documentos

Light: EU NÃO AGUENTO, NÃO AGUENTO MAIS!!

Ele já estava, a horas, olhando plantas de estruturas e documentos para ver se achava algo
relacionado com a entidade. Enquanto isso, Souza estava em outro quarto, cuidando de um
estranho que ele encontrou na floresta

Light: Por que o trabalho chato sempre sobra pra mim?! “Vamos lutar contra monstros, Light?”,
“Vamos entrar em uma masmorra?” NÃO! ELES SÓ ME CHAMAM PARA ESSAS
PORCARIAS!

Light bate a papelada na mesa e, quando olha pra frente, vê Bluu sentado do outro lado, com
os pés sobre a mesa e com cara de tédio.

Bluu: Você reclama demais…

Light fica tão irritado, que quase tem um treco ali mesmo

Light: COMO VOCÊ ENTROU AQUI!!!!! QUAL É O SENTIDO DE TER UM CÓDIGO PARA
ENTRAR, SE VOCÊ PODE SIMPLESMENTE APARECER DO NADA

Light dá um soco na mesa. Quando ele olha pra frente de novo, ele percebe que Bluu não está
mais alí.

Bluu(sussurrando no ouvido de Light): Eu tenho notícias!

Light leva um susto ao perceber ele ao seu lado

Light: Eu também tenho uma notícia, VOCÊ VAI MORRER HOJE!

Bluu: Que chato, odeio descobrir as coisas em cima da hora…

Light desfere um soco em direção ao rosto de Bluu, mas, antes que o soco chegasse, Bluu
desaparece em um piscar de olhos.
Bluu aparece atrás de Light.

Bluu: Acertou ele?

Light se vira.

Light: Quando você ficou tão rápido?


Bluu: Isso não tem nada haver com velocidade…

Bluu ri.
De repente, alguém bate na porta. Light vai para a parede e fala

Light: Qual é a senha?

Ele escuta do outro lado: “Cozinha o frango”.


Light abre a porta.

Stheverson: Que maldita senha nova é essa?

Ele entra na cabana.


Stheverson era um alto mago; usava um traje da tempestade, um chapéu característico dos
altos magos e olhos verdes.

Light era um bruxo; tinha um cabelo azul escuro chanel; usava uma túnica roxa; em sua cabeça
havia dois chifres salmões, um deles quebrado; seus olhos eram brancos, e tinha uma espécie
de olho ambulante andando ao seu lado.

Bluu vestia uma armadura da bruxa do vento, igual a de Bob; usava uma espécie de elmo de
ferro dourado que cobria sua testa; seus cabelos eram azuis e jogados para trás e possuía
olhos rosas

Light: Alguma coisa nova?

Stheverson: Nada demais, parece que esse culto nem existe

Bluu interrompe e fala dos dois

Bluu: Eu tenho notícias um tanto quanto preocupantes

Stheverson: Como se já não bastasse o que temos!

Bluu: Eu tenho quase certeza que o Multi está de volta!

Sthe(Stheverson) e Light não entendem nada

Light: Multi?

Bluu: Esse cara é um monstro, tenho certeza que é um demônio! A muitos anos atrás, antes
mesmo de vocês existirem, ele era um discípulo de um grande mago, Dark. Multi se tornou uma
lenda, um monstro; ele dominou e criou as técnicas de fogo que todo mago hoje em dia usa.
Os mais fortes da época, como o patrulheiro do tempo, Bra10, Oráculo e Erick, reconheciam
seu poder. Eu vivi nessa época para presenciar a ascensão… e a queda também… Ele tinha
idéias diferentes de seu mestre; Multi era mais brutal, e isso o levou a lutar contra Dark. Eu
nunca soube o resultado; pensei que ele tivesse morrido…

Stheverson: E como tu tá vivo até hoje? Você tem quantos anos?

Bluu: Esse não é o assunto!

Light: E por que você acha que ele voltou?

Bluu: A poucos minutos atrás, eu achei o corpo de Tokito em sua própria casa, com o rosto
completamente derretido.

Light: Aquele druida que mora no pântano?

Bluu: Sim. A forma brutal que ele morreu é característica do Multi…

Stheverson: E ele está do lado da entidade?

Bluu: Não. Ele é maior que a entidade…

O clima pesa como se uma bigorna tivesse caído na cabeça de cada um

Stheverson: Caralho…

Todos escutam uma voz do outro lado da cabana.


Souza sai do quarto.

Souza: Se ele é tão forte, por que deixou o corpo largado? Ele, por acaso, é burro?

Bluu: Ele não tem medo de nós, mas, pelo visto, ele está preocupado com algo para ter feito
isso

Light: Alguém tão forte não tem que se preocupar com nada, não é?

Bluu: Eu não sei o que poderia ter deixado ele assim… mas ele tem um plano, e já está
botando em execução!

Stheverson: Se ele não está do lado da entidade, nem do nosso, de que lado ele está?

Bluu: É isso que me dá medo…

Light: Será que ele vai estar no baile?


Bluu: Eu presumo que sim. Se eu o ver, não hesitarei em matá-lo

Light: Como? Não é permitido armas no baile…

Bluu estende a mão para Light e, de repente, uma espada aparece

Bluu: Isso não é um problema… para mim

O clima pesa por alguns segundos até Souza mudar de assunto

Souza: Eu não consegui descobrir muito sobre o cara que eu achei na floresta. Antes de
desmaiar ele disse que o nome dele era Jacu.

Bluu: Vamos cuidar dele até ele recuperar a consciência, depois vemos se ele possui alguma
informação.

Souza: Ok.

Bluu: Eu e o Souza vamos para o baile buscar informações; Light e Stheverson ficarão
cuidando dele.

Light: Isso já virou palhaçada, por que eu sempre fico com a parte mais chata?

Antes de Light terminar a fala, Bluu nem estava mais lá.

Light(irritado): COMO ELE FAZ ISSO!!?

A cena muda para um castelo, vários soldados estão amarrados por correntes.
Entre os soldados, está Bob, que acabou de acordar

Bob: O que… O que aconteceu… Eu estava andando e de repente encontrei um homem alto…
Eu não me lembro de mais nada

Bob procura sua adaga mas não encontra nada.


Um soldado escuta Bob falar e decide conversar com ele

Nathan: Ele te pegou…

Bob: Ele quem? E quem é você?

Nathan: Meu nome é Nathan, e quem te capturou foi Executioner… Você é um homem morto!

Quando ele fala “Executioner”, todos os soldados se assustam.


Alguns soldados pareciam estar ali faz muito tempo, em péssimo estado.
Havia corpos de soldados que bateram a cabeça na parede até a morte.

John: O que você disse!?

John estava completamente louco; seu corpo podre, espumando pela boca. Quem quer que
seja Executioner, ele era um monstro.

Nathan: Cala a boca, John

John, no limite das correntes, pula para cima de Nathan, e começa a devorá-lo vivo. Nathan
gritava, enquanto John, completamente ensandecido, comia seus olhos. Os braços e pernas de
todos estavam amarrados, então Nathan só conseguia gritar, enquanto John estraçalhava seu
rosto.

Nathan: AAAAHH!!!!!!

Nathan morre ali mesmo, enquanto John não parava de devorar seu rosto.
Todos escutam passos e um dos soldados grita.

“Ele está vindo!!!”


John rapidamente se enforca com as correntes e em pouco menos de um minuto, ele morre ao
lado de Nathan.

Bob fica completamente horrorizado com o que viu. Em poucos minutos, dois soldados da
cidade morreram de formas brutais, apenas com a presença de um homem.

Bob: Eu não vou morrer, eu sou o top global!

Com um movimento rápido, Bob quebra a corrente dos dois braços, e logo depois, as correntes
das pernas.
Bob olha para os soldados

Bob: É sério que vocês não conseguem quebrar simples correntes?

Todos os soldados tremem e choram

Bob: O que foi?

Um dos soldados aponta para algo atrás de Bob.

Bob se vira e lá está ele, Executioner.


Ele era alto, mais de 2 metros de altura, seus passos entregavam sua armadura pesada, seu
capacete é fechado, pesado, feito de um metal opaco que parece ter sido forjado mais para
resistir do que para brilhar. Ele cobre toda a cabeça, deixando apenas duas aberturas estreitas
onde surgem olhos incandescentes, de um vermelho profundo, como brasas presas atrás de
uma grade.

Executioner: Você é um sacrifício bem corajoso… talvez eu devesse arrancar uma de suas
pernas.

Sua voz é abafada e fria.


Bob não se deixa amedrontar; ele levanta os dois punhos, indicando que, mesmo desarmado,
ele lutará.

Bob, avança na direção de Exe, desferindo um soco contra seu rosto. O impacto ecoa
como um trovão, mas Exe permanece imóvel, firme como uma montanha.

Executioner (com desprezo): Fraco!

Num instante, Exe responde com um golpe brutal no estômago de Bob. A força é
tamanha que o corpo de Bob é lançado pelos ares, até colidir violentamente contra a
parede, fazendo o chão tremer.

Bob se levanta com um sorriso no rosto

Bob: Você é forte…

Exe avança com passos fortes, ele lança um soco pesado na direção do rosto de Bob.
Bob com extrema maestria e velocidade, desvia do soco e com contra-ataca com uma
pancada na cara de Exe

Bob: Mas você é muito lento

Exe tenta desferir uma sequência de socos em Bob. Porém, Bob ativa sua habilidade de
ladino e começa a desviar de cada golpe, respondendo com ataques duas vezes mais
rápidos. Em poucos segundos, o que era a ofensiva de Exe se transforma em uma
barragem incessante de socos de Bob.

Os socos são tão rápidos que parece que Bob possui quatro braços. A sucessão de golpes é
absurda, uma enxurrada que força Exe, mesmo contra a própria vontade, a dar um passo para
trás. Bob não para. A velocidade cresce até romper o limite do possível, e então acontece: seus
punhos se incendeiam, chamas vivas surgem a cada impacto. O rosto de Exe é engolido pelo
fogo enquanto Bob continua avançando, golpe após golpe. As chamas consomem suas mãos
por completo — e ainda assim, Bob não demonstra dor, nem hesitação, apenas fúria.
Exe pula para trás.
Um pouco de sangue escorre de sua máscara.

Executioner (cuspindo sangue para o lado): Você é mesmo determinado… Porém eu não tenho
tempo para matar você.
Exe pisa no chão e as correntes de todos os soldados se quebram

Executioner: Quem matar esse homem, será livre para sempre!

Ele aponta para Bob.


Em alguns segundos, todos os soldados se levantam e olham de forma sádica para Bob.

Executioner: Boa sorte…

Ele bate palmas, e vários compartimentos do castelo se abrem, revelando armamentos em seu
interior. Os soldados logo os pegam e apontam para Bob, que estava desarmado.

Exe desce as escadas do castelo, deixando Bob sozinho com o bando de soldados loucos.

Bob (com as mãos queimadas): Droga…

A cena muda para Exe descendo as escadas.


Ele estava descendo de forma apressada e aparentemente desesperada.

Executioner: Não… Não… Não me deixe virar isso…

Ele sai correndo para fora do castelo e cai de joelhos na grama.


Ele tira a armadura do seu braço direito e revela seu braço feito de escuridão.
Semelhante ao braço de um gêmeo sombrio. A escuridão começava a se alastrar e infectar seu
ombro

Executioner: Me dê mais tempo! Por favor…

Ele olha para o céu enquanto fala isso

Executioner: Eu não posso me tornar um gêmeo sombrio, não hoje!

De repente, a escuridão de seu braço para de se alastrar.


Seus olhos brilham de devoção sádica.

Executioner: Eu farei bom uso desse tempo. Eu lhe prometo, entidade…

Uma grande imagem no céu aparece.


A entidade, o universo em forma humanoide, o senhor do vazio.
Ele estende seu braço (diminuído), que toca o chão e, de repente, uma névoa começa a rodear
a cidade, como uma espécie de redoma.

Entidade: Aqueles que aceitarem o vazio serão envolvidos por ele. Nas sombras do nada,
estarão sob minha proteção.
Capítulo 9 - O grande baile

Bob está no coração do castelo, cercado por paredes negras ainda fumegantes da batalha.
Seus punhos carbonizados tremem, mas ele não abaixa a cabeça. O sangue escorre pelos
cortes que cobrem seu corpo, formando rios vermelhos entre as pedras frias. Ao redor,
dezenas de soldados jazem derrotados, como um mar de sombras vencidas.

Bob (gritando): QUEM VOCÊ ACHA QUE É? EXECUTIONER, VOCÊ NÃO É NADA!

Bob enfaixa seus punhos e machucados com uma bandagem que ele achou em um dos
compartimentos do castelo.
Bob encontra sua adaga de osso.
Ele sai andando do castelo.

Bob: Você mexeu com a pessoa errada…

20 dias antes da morte de um membro da BAC:

Era uma noite deslumbrante. Claire, diante do espelho, ajustava delicadamente cada detalhe
de seu vestido cintilante. Do outro lado da porta, Kioto aguardava em silêncio, impecavelmente
trajado.

Kioto estava nervoso

Kioto: Eu estou te esperando há uma hora!! não dá pra ser mais rápida???

Antes que Kioto pudesse terminar a frase, a porta se abriu com suavidade, revelando Claire
envolta em um vestido branco.

Ela estava impecável, como se tivesse nascido para aquele momento. O tecido fluía ao redor
de seu corpo como ondas de pureza, e seus olhos refletiam uma força silenciosa.

Kioto, parado diante dela, sentiu o coração acelerar. Um rubor tomou seu rosto, e sua boca se
entreabriu em espanto.

Kioto: … O vestido ficou bom em você. Até esqueci que você mora na rua

Claire: Fazia muito tempo que eu não usava roupa do tipo...

Ela gira suavemente, deixando o vestido branco se abrir em ondas elegantes.

Kioto: É melhor irmos, quero ser o primeiro.

A voz dele carrega impaciência.


Claire estende o braço, firme e graciosa, como uma atriz que sabe exatamente o papel que
precisa desempenhar.

Kioto: O que você está fazendo?

Ele pergunta, surpreso, o rubor ainda marcando suas faces.

Claire: Temos que ser convincentes, não acha?

Kioto, vencido pela intensidade do momento, aproxima-se e, com delicadeza, engancha o


braço no dela. Os dois seguem pela rua em direção ao baile

Kioto: Você sabe como ele é?

Claire: Você vai saber…

Enquanto eles andavam um estranho esbarra no ombro de kioto. O estranho logo se vira

Multi: Me desculpe, casal. Eu estou com pressa, mil perdões.

Kioto: Não tem o que se desculpar, fique tranquilo, amigo.

Multi continua a andar.

Kioto: Viu só, Claire? É esse tipo de pessoa que deveria haver mais no mundo: pessoas
educadas.

Eles prosseguiram pela estrada até alcançar a entrada da grandiosa estrutura. O lugar
ostentava tapeçarias ricas, candelabros dourados e colunas talhadas com minúcia, um salão
digno apenas dos mais nobres.

Após dirigirem-se a um velho mordomo e confirmarem sua reserva, adentraram o recinto.


Diversas mesas de madeira maciça estavam dispostas sob a luz trêmula das tochas, e em uma
delas repousava ele.

Kioto reconheceu de imediato: tratava-se de Executioner. Um homem de estatura colossal,


ombros largos como muralhas e músculos forjados em batalhas. Sua presença era tão
imponente que parecia dobrar o ar ao redor, e a aura sombria que emanava era tamanha que
se poderia crer que as janelas se estilhaçariam apenas por sua existência

Kioto: Vamos ao que importa.


Kioto caminha confiante ao lado de Claire até a mesa de Exe. Executioner estava sozinho e, ao
notar a presença dos dois, os recebe com um sorriso largo, quase provocador.

Kioto: Um grande homem, eu presumo.

Executioner: Meu nome é Exe e eu te conheço. Você é Kioto, do grandioso mercado de


tônicos.

Exe se levanta e para bem à frente de Kioto, sua presença impondo silêncio ao redor.

Kioto: O próprio!

Executioner: Prazer… Kioto

Kioto estende a mão para cumprimentá-lo. Exe aperta sua mão de imediato. O que deveria ser
apenas um gesto cordial rapidamente se transforma em algo mais. O aperto de Exe é firme,
constante e cresce a cada segundo. Kioto não percebe de imediato que entrou em uma luta
silenciosa.

Em poucos instantes, o simples aperto de mão se torna uma disputa por dominância. Claire
não nota nada; nenhum dos dois deixa transparecer em seus rostos o que realmente está
acontecendo.

Kioto aperta com toda a força que consegue, mas as mãos de Exe são maiores, mais pesadas.
Por um breve momento, Kioto sente como se aquela força pudesse esmagá-lo, como se
estivesse sendo prensado contra o chão apenas pelo aperto.

Poucos segundos depois, Exe larga a mão de Kioto e cumprimenta Claire com uma delicadeza
quase irônica. Naquele instante, Kioto entende a verdade: aquele homem não era apenas
perigoso, era o próprio demônio disfarçado de cortesia. Os três se sentam e começam a
conversar

Executioner: Me diga, qual o seu segredo? Vejo que dominou o novo mundo…

Kioto: Então eu sou conhecido por suas bandas?

Kioto ri

Kioto: É uma questão de ser mais forte. Pode me jogar em qualquer ambiente… e você verá eu
prosperar.

Exe parece, por um instante, genuinamente impressionado com o orgulho de Kioto. Conforme o
tempo passa, mais pessoas começam a entrar no salão, ocupando mesas, preenchendo os
espaços vazios, até que o lugar esteja completamente tomado por vozes baixas e olhares
atentos.

Kioto: Vejo que você também possui muita riqueza.


Executioner: Eu possuo terras… Toda essa cidade é minha. Sou eu quem decide quais ratos
podem prosperar por aqui… como você

Kioto congela. O peso daquelas palavras cai como uma lâmina invisível.​
“Ele sabe?”, pensa Kioto. O ambiente parece se fechar ao redor da mesa. Antes que tenha
tempo de reagir ou responder, outro convidado se aproxima, interrompendo a tensão.

Multi: Vejo que só temos a elite nessa mesa. Eu posso me sentar?

Exe muda completamente a expressão, substituindo a frieza por um sorriso amigável, quase
ensaiado.

Executioner: Mas é claro. Estamos tendo conversas interessantes.

Multi puxa uma cadeira com calma e se senta entre eles.​


“É aquele cara que eu esbarrei, a alguns minutos atrás”, pensa Kioto, observando cada
movimento.

Multi: Prazer, meu nome é Multi e… vocês viram a névoa que está cobrindo a cidade?

Claire percebe a deixa imediatamente. Era a abertura perfeita para entrar na conversa e
conduzi-la para onde queria.

Claire: Sim. E vocês também escutaram rumores sobre esses cultos a uma tal entidade?

Multi parece se interessar de imediato, inclinando levemente a cabeça, como se aquele fosse
exatamente o assunto que aguardava surgir. Exe, porém, fraqueja por um breve momento. Seu
corpo enrijece, e o medo atravessa sua expressão antes que ele consiga disfarçar.

Executioner: Eu… também já ouvi falar nisso…

Kioto estreita os olhos.

Kioto: “Ouvir falar”? Você é basicamente o dono desta cidade. Você deve saber muito mais do
que isso.

Antes que Exe pudesse responder, outro cavalheiro, em um piscar de olhos, aparece sentado
em uma cadeira, sem nenhuma permissão.

Bluu: Vejo que todos os demônios estão na mesa

Bluu encara Multi com um olhar assassino. “Como ele apareceu na cadeira? Eu não vi ele
chegando” — pensa Kioto. Multi fica levemente surpreso. Claire era a única que sabia de sua
vinda.

Antes que Bluu pudesse falar, Multi o interrompe


Multi: Você interrompeu a fala do nosso amigo, Executioner, você pode continuar…

Kioto e Claire sentem na hora aquela atmosfera pesada, era como se os mais fortes do mundo
estivessem nessa mesa, aquela aura que emanava deles, era como um veneno.

“Quem é esse tal de Multi… e por que o Bluu está desse jeito, pensei que ele estivesse aqui
apenas para pegar informações do Executioner, tem algo de errado nessa mesa — pensa
Claire”

Claire: Amor! O que você acha de dançar um pouco?

Ela diz, olhando para Kioto, que entende a deixa imediatamente.

Kioto: Mas é claro.

Os dois deixam os três à mesa e seguem para a pista de dança. A música é uma valsa, o que
facilita a conversa pela proximidade dos corpos. Eles começam em um ritmo lento. Kioto coloca
a mão na cintura de Claire; ela apoia a mão no ombro dele. Com a outra mão entrelaçada,
passam a se mover juntos, acompanhando o compasso suave da música.

Claire (enquanto dança): A gente precisa sair daqui. Tem algo acontecendo.

Kioto: O que você tá fazendo? O Executioner ia finalmente abrir o bico!

Claire: Esse multi não é coisa boa, a gente precisa de reforços!

A cena muda para a cabana dos nascidos na tormenta.

LIght e Sthe estavam jogando cartas enquanto vigiavam Gian

Light: Que tédio, sério…

De repente, Gian acorda

Gian_butuca: Onde… eu estou…?

Light: Não é que ele acordou mesmo!

Light e Stheverson escutam um barulho no telhado

Stheverson: Escutou isso?

Light olha pra cima

Light: … Eles tão no teto, mano.

O telhado quebra e Laura surge, caindo em cima de Sthe


Laura (extremamente furiosa): Foram vocês que sequestraram o Gian!

Light: Eu não sei do que você tá falando!

Laura puxa sua lança-aranha e bate com o cabo dela na cara de Light. Ele cai no chão e
percebe que Sthe desmaiou

Light: O que você tá fazendo!??

A cena muda para o baile, no mesmo momento que Laura invade a cabana dos nascidos na
tormenta.

Multi, Bluu e Executioner estão na mesa

Exe finalmente diz o que tem a falar, lentamente, ele ri. Não é uma risada alta, é baixa, contida,
satisfeita.

Executioner: Vocês realmente acham que essa cidade prosperou sozinha?

Ele se inclina para frente, apoiando os cotovelos na mesa. Seus olhos brilham com algo
doentio.

Executioner: A névoa… os cultos… o medo. Nada disso é um problema.

Ele sorri, agora sem qualquer tentativa de parecer amigável.

Executioner: É um presente.

Claire e Kioto no meio da pista de dança escutam

Executioner: Eu não estou sendo ameaçado pela entidade.

Ele ergue levemente a cabeça, como quem saboreia a própria confissão.​


Eu fui escolhido por ela.

O sorriso se alarga, cruel.

Executioner: Enquanto vocês lutam contra o vazio… eu o sirvo. E ele me recompensa!!!!!!

No instante seguinte, todas as janelas se estilhaçam ao mesmo tempo. O salão explode em


gritos e pânico; o baile se transforma em uma correria desesperada. Do lado de fora, a névoa
que envolve a cidade se adensa como uma muralha viva, e rajadas violentas de vento
atravessam o local, rasgando cortinas, derrubando móveis e lançando destroços pelo ar.

E, ainda assim, em meio à destruição absoluta, Multi sente algo diferente.

Uma presença.
Uma energia colossal, distante, mas inconfundível, surgindo muito além dali — vindo da
cabana dos Nascidos na Tormenta.

Gian havia acordado.

Multi: Essa energia…

Sem dizer mais nada, ele salta por entre o caos e dispara para fora do baile, ignorando gritos e
escombros. Bluu percebe o movimento no mesmo instante.

Ele sente a energia vindo da cabana

Bluu: Souza!

Souza no meio da multidão aparece

Souza: O que tá acontecendo??? Pensei que era só pra pegar informações!!

Bluu: O multi tá indo pra cabana, sejá rápido!

Bluu desaparece.

Souza: Droga!

Souza sai correndo do local

Executioner se levanta da cadeira e olha para Claire e Kioto

Executioner: Vocês são mesmo idiotas se acham que podem ir contra a entidade… não há
nada do que buscar sobre nossa origem, não há luz no fim do túnel, aceite o vazio

A cidade começa a tremer, as pessoas do baile correm desesperadamente para fora

Kioto: Não importa o quão difícil seja, nós buscaremos a luz!

Exe, em meio à multidão em pânico, apenas ri.

Executioner: Deixe que a entidade decida isso!

Um raio despenca do céu entre os dois, rasgando o chão com um estrondo ensurdecedor. Da
descarga de energia, um portal se abre, distorcendo o ar ao redor. A força que emana dele
cresce rapidamente, puxando Kioto e Exe em sua direção.

Claire corre e consegue segurar o braço de Kioto por um instante, lutando contra a atração
absurda do portal. Mas é inútil.

Kioto: CLAIRE!
Kioto entrega um tônico na mão de Claire

Claire: KIOTO!

A energia vence, arrancando Kioto de suas mãos e tragando os dois para dentro da fenda
luminosa.

O portal se fecha com violência.

Claire: O que está acontecendo!?

Ela corre para fora da estrutura e percebe uma tempestade enorme se formando e, no meio
dela, uma gigante entidade. Claire olha para o tônico

Claire: Que negócio é esse…

Ela escuta uma voz estranha e macabra atrás dela.

“Pode gritar… sei que ninguém vai te escutar… pode gritar… sei que ninguém vai te escutar”

Claire se vira e vê exatamente quem ela pensava que veria, Dark soldier.

Ele agora estava diferente, sem mandíbula e com o rosto completamente deformado.

De fato ele parecia uma caveira.

Sua voz vinha do interior do seu corpo, como se fosse um demônio falando por ele. Era um
som arrastado, mórbido, sombrio. “Como ele conseguia falar sem mandíbula e língua?”

Dark Soldier: Quanto tempo… Não é?

Ele puxa sua fatiadora amaldiçoada.

Con após escutar o estrondo, aparece na rua e vê os dois

Conspiracy: Era disso que ela estava falando…

A cena muda para a cabana dos nascidos na tormenta.

Bluu aparece porque também sentiu a mesma energia que Multi havia notado. Ele
magicamente aparece na frente da cabana e vê a situação: Stheverson desmaiado e uma
estranha batendo em Light

Bluu: Quem é você???!!!

Uma perfuradora do ar aparece em sua mão, era um espada linda, ela parecia ter sido feita de
algum cristal
Laura: Foi você que sequestrou o Gian, não é?

Bluu: Nós apenas o resgatamos… e o nome dele é Jacu

Laura se enche de raiva, porém antes que pudesse falar, alguém aparece na porta

Multi: Pelo visto você continua com esses seus poderes, Bluu…

Bluu se vira

Bluu: São eles que mantiveram vivo até hoje

Multi: Hoje eles não te salvarão…

Multi puxa seu cajado crânio de dragão.

A cena muda para a câmara dos renegados.

Era como se fosse uma prisão de pedra, cheias de monstros e restos de outros soldados

Kioto: Que lugar é esse…

Kioto percebe que não está mais de terno, ele está com sua túnica dos incansáveis, espada
gorgon e seu anel, espektador.

Exe está do outro lado da câmara, com sua viúva de ferro e seu martelo, uma esmagadora
forjada na guerra

Executioner: Bem-vindo, Kioto, aos duelos do destino, apenas um sairá daqui com vida… Esse
lugar é seu túmulo…

Capítulo 10 - Você acredita que possa haver algo depois da


luz…?

20 dias antes da morte de um membro da BAC:

Kioto do outro lado da câmara, encarava Exe com frieza.


Kioto ergue sua espada gorgon.

Kioto: Você é muito idiota se acha que pode me matar…

Kioto ativa sua habilidade de ladino e, em um piscar de olhos, surge à frente de Exe. Com a
mesma velocidade absurda, desfere um golpe horizontal, atingindo em cheio o capacete do
inimigo. O impacto faz Exe virar o rosto, o metal ecoando com violência, porém ele não recua,
permanecendo firme, como se o ataque não tivesse sido suficiente para detê-lo.
Kioto, ao perceber que o ataque não surtiu nenhum efeito, invoca dois esqueletos, um de cada
lado de Exe.

Executioner: Você acha que eu não te conheço?

Ele pula, saindo de perto dos esqueletos, subindo para a parte superior da câmara

Executioner: Eu te conheço muito bem… menino prodígio.

Kioto: Eu não ligo para o que você sabe!

Kioto invoca um clone

Executioner: Eu passei pelo mesmo programa que você… O tal recrutamento para os lutadores
mais promissores

Kioto, junto de seu clone, pulam para a parte superior da câmara também

Executioner: Você é o tal do prodígio que conseguia dominar todas as classes.

Kioto: E você deve ser um inútil, porque eu não faço ideia de quem você seja!

Kioto ergue sua espada, e seu clone repete o mesmo movimento, como um reflexo perfeito.

Executioner: Mas afinal… o que você é?

Até aquele momento, Executioner não havia sequer levantado os braços; sua guarda
permanecia completamente baixa, quase provocativa.

Kioto avança na direção de Exe, e sua espada colide com força contra a armadura do braço
dele. No mesmo instante, o clone surge atrás de Kioto, e a lâmina atravessa o ar, atingindo
novamente a cabeça de Executioner, fazendo-o finalmente dar um passo para trás.

Kioto ri

Kioto: Eu sou um bruxo, seu idiota, e você deveria começar a lutar… vai acabar morrendo
dessa forma!

Kioto provoca Exe. Exe puxa seu martelo forjado na guerra e olha para Kioto

Executioner: Você está com muita pressa para um homem morto… até agora, em nenhuma
batalha eu usei 100% da minha força, nunca foi preciso… E o tempo passa mais rápido nos
duelos do destino, horas são como dias, fique calmo.
O martelo de Exe brilhava com uma intensa energia dourada; Kioto sabia que aquele poder
vinha diretamente da árvore de habilidades. Exe arremessa o martelo na direção de Kioto, que
desvia com extrema facilidade. Porém, antes que Kioto pudesse dizer qualquer coisa, o martelo
explode, liberando uma onda de energia que o arremessa violentamente para o outro lado da
arena.
Kioto bate as costas na parede e cospe sangue

Kioto: Interessante… muita repulsão.

Kioto e seu clone se levantam. De repente, Kioto olha para trás, e vê Exe saindo por um portal
da arena, atrás dele.

Executioner: Surpresa!

Kioto até tenta atacá-lo, mas, quando as armas se chocam, ele é arremessado para o centro da
arena.

Kioto (se levantando novamente): Isso é irritante.

Kioto olha para o lado direito e percebe que existem passagens que levam ao lado esquerdo, e
vice-versa.

Kioto: Entendi.

Kioto dispara pela arena, correndo em alta velocidade junto de seu clone. Exe estava na parte
inferior da arena, no lado esquerdo, eliminando os monstros que surgiam por ali.

Kioto manda seu clone para a direita e começa a descer pela esquerda.

Executioner: Isso não vai funcionar…

Kioto desce, surgindo à frente de Executioner. Exe pega seu martelo para arremessá-lo em
Kioto, porém, antes de atacar, o clone que foi pela direita aparece atrás dele e desfere um
golpe em seu tornozelo, fazendo-o cair. Kioto aproveita a chance e, pela frente, estoca sua
espada para dentro do capacete de Exe. Kioto ri triunfante

Kioto: Essa batalha acabou!

Ele olha para Exe e percebe que ele está coberto de um brilho dourado

Executioner: Gêmeo sombrio!

Um clone sombrio de Exe aparece ao seu lado

Executioner: Parabéns, eu não esperava que teria que lutar um pouco mais sério…
O clone sombrio de Exe, dispara uma energia sombria contra Kioto, que desvia entrando
rapidamente no portal e aparecendo no lado direito da arena

Kioto: Já era de se esperar que você usaria habilidades da árvore…

Executioner (falando consigo mesmo): Por que ele continua lutando…? porque ele não aceita o
vazio…?

Exe sente a escuridão subindo pelo seu braço

Executioner: Droga!

Exe sobe para o meio da arena. Kioto também sobe para o meio.

Executioner: Vamos ver do que você é capaz!

Kioto arremessa suas espadas, porém Exe ativa sua habilidade de guerreiro de elite e cria
duas barreiras que interceptam as lâminas. Logo em seguida, uma explosão violenta irrompe
no impacto. A onda de choque arremessa Kioto contra a parede, quebrando parte de sua
armadura.

Kioto: Como eu consigo bater de frente com essa coisa…?

Kioto arremessa sua espada que bate futilmente na armadura de Exe.

Executioner: Patético…

Kioto se levanta

Kioto: Eu preciso ser mais estratégico. Em um confronto direto, eu não tenho chance.

Exe avança para esmagar sua cabeça; o martelo desce com força total, mas, no instante do
impacto, Kioto ativa seu gêmeo sombrio e anula o golpe. O gêmeo de Kioto fica imovél, sem
atacar Exe

Kioto: Como…?

Kioto pula e vai para parte superior antes que fosse atacado de novo

Executioner: Você não pode usar gêmeos sombrios contra mim! Eu domino essa técnica.

Kioto observa Exe sugando seu gêmeo para dentro de sua mão

Executioner: Você não sabe, mas a técnica dos gêmeos é aperfeiçoada pelos cultistas do
vazio… tão aperfeiçoada que, quanto mais você a usa, mais você se torna um deles. Vocês
não sabem o que é usar o gêmeo sombrio!
A atmosfera ao redor se torna pesada e sombria. De repente, um gêmeo sombrio se forma: ele
emerge do chão e surge ao lado de Kioto, era o gêmeo dele.

Kioto: Mas… eu não te invoquei.

Sem hesitar, o próprio gêmeo dispara uma esfera de energia escura contra o ombro de Kioto. O
impacto o lança ao chão, com o ombro dilacerado.

Kioto: DESGRAÇADO!

Ele recua e se esconde atrás de uma parede de concreto.

Kioto: Como ele faz isso? Como ele controla meu gêmeo?

Kioto puxa de seu bolso uma poção de cura. Ele bebe sem hesitar e seu ombro começa a
cicatrizar

Executioner: Aceite seu destino ao lado da entidade…

A parede de concreto explode com o martelo de Exe. Kioto olha para ele

Kioto: Eu ainda nem comecei.

Kioto ri

Executioner: Você merece apodrecer buscando luzes de falsos profetas!

Status de Kioto:

2/3 gêmeos sombrios usados. outra habilidade não revelada

Status de Exe:

1/? gêmeos sombrios usados. Outra habilidade não revelada

Kioto: Você está completamente cego!

Kioto salta em direção ao portal e é teleportado para o lado esquerdo da arena.

Kioto: Vamos ver se eu ainda sei…

O corpo de Kioto começa a brilhar com uma intensidade absurda, a luz pulsando como um
coração fora do controle.

Kioto: Eu não preciso intercalar as três habilidades… se eu posso usar todas de uma vez!

Kioto transcende seus próprios limites e, com um grito que ecoa pela arena, ativa três
habilidades ao mesmo tempo. Uma aura jamais vista explode ao seu redor, selvagem, instável,
impossível. Como ele conseguia sustentar tanto poder? Como seu corpo ainda permanecia de
pé? Os esqueletos surgem do chão, o clone se manifesta ao seu lado, e todos são
imediatamente imbuídos pela velocidade de um ladino.

Kioto (gritando com todas as forças): VOCÊ TÁ MORTO!

Exe escuta uma explosão, seguida pelo grito de Kioto, ecoando pela arena.

Executioner: Não importa o que você faça, não vai funcionar.

Passos ressoam vindos da parte superior direita e esquerda.

Executioner: Um ataque duplo com seu clone? Patético!

Quando as duas silhuetas surgem, Exe ativa sua habilidade e, com uma explosão devastadora,
destrói ambos, revelando apenas esqueletos despedaçados.

Executioner: Esqueletos? Acha mesmo que isso pode me enganar?

Então, novos passos ecoam pela esquerda.

Executioner: Bela tentativa…

No instante em que Kioto ataca, Exe ativa seu gêmeo sombrio, mas logo percebe o erro: os
passos eram apenas do clone de Kioto. Sua habilidade havia sido desperdiçada, assim como
seu próprio gêmeo, tudo consumido por meras iscas.

Executioner: Não pode ser…

Ele se vira bruscamente e vê Kioto no ar, bem à sua frente, com a mão brilhando intensamente,
segurando uma carga explosiva.

Executioner: Filho da p-…

Antes que pudesse terminar a frase, Kioto libera a carga explosiva diretamente contra o rosto
dele. A explosão é brutal, lançando o corpo de Exe e seu gêmeo para longe e fazendo seu
capacete voar, girando no ar.

Executioner (com a voz meio fraca): Eu não devia ter–... ter-... te subestimado…

Kioto observa o rosto de Exe com espanto. Seu rosto era o mesmo de um gêmeo:
completamente sem expressão, com apenas dois olhos vermelhos e vazios. Ele realmente não
havia mentido, o domínio sobre os gêmeos estava, de fato, fazendo com que ele se tornasse
um deles.

Executioner: Vamos elevar o nível


Um tônico verde aparece em sua mão, ele logo bebe e duas esferas verdes aparecem ao seu
lado. Exe se levanta.

Executioner: Não importa treinar mais de cem golpes; você sempre vai perder para aquele que
treina um único golpe cem vezes.

Kioto arremessa várias espadas, mas nenhuma causa sequer o mínimo efeito.

Kioto: Como…?

Exe começa a brilhar, envolto por uma energia verde intensa.

Executioner: Ficarei surpreso se você sobreviver a isso…

Ele libera o poder acumulado e, em um instante, um raio verde colossal despenca sobre Kioto.
A dor é imediata e absoluta. Seu corpo inteiro queima, consumido pela energia brutal. A
máscara se despedaça sob o impacto, e o fogo verde marca seu rosto, deixando o ar pesado
com o cheiro de carne queimada. Kioto cai de joelhos e grita de dor.

Kioto: AAAAARGH!!! Que-... que porcaria é essa

Kioto está com os olhos fechados, o raio danificou significativamente sua visão. Exe pula pra
frente dele e, com seu martelo, desfere uma pancada no rosto que arremessa ele para o outro
lado da arena, quebrando o nariz de Kioto.

Kioto (Cuspindo sangue): S-... Se-... Seu desgr-...

Executioner: Eu disse… eu não estava lutando sério

Ter feito o Clone, esqueletos e usar a velocidade de um ladino tinham o esgotado, Kioto estava
a beira de um colapso, mas sabia que se descansasse, ele não iria conseguir manter o ritmo,
Kioto só havia usado as três habilidades juntas em alguns treinos, nunca tinha conseguido
segurar por muito tempo.

Kioto (Tossindo sangue): Nem e-... Nem eu!

Kioto puxa um tônico de sua túnica, era um tônico azul com um rosto monstruoso, ele bebe
sem hesitar. Kioto sente seu corpo ficando frágil como vidro, mas também uma chama ardendo,
como se tivesse usando 102% dele. Kioto se levanta do chão, seus olhos brilhando.

Executioner (surpreso): Uau

Kioto (respirando pesado): Eu ainda estou de pé, seu idiota!

“Eu preciso ganhar isso logo, eu posso morrer com um mísero ataque” — pensa Kioto

Executioner: Vamos ver quanto tempo você ainda consegue resistir…


Exe arremessa seu martelo e Kioto sobe para o superior da arena

Executioner: Você não vai conseguir desviar para sempre!

Quando Kioto olha para trás, percebe uma névoa densa se espalhando pela arena, carregada
por um cheiro mortal que faz o ar queimar nos pulmões.

Kioto (pensando): Eu conheço essa super habilidade do raio. Ele ainda tem mais um golpe
guardado… mas como eu vou me defender, se ele consegue controlar meu gêmeo sombrio?
Só existe uma forma de derrotá-lo: impedir que ele use o raio.

O desespero tenta se infiltrar em sua mente, mas Kioto cerra os dentes. Não era mais uma
questão de força, era uma batalha de sobrevivência.

Kioto: Eu preciso maximizar meu dano!

Ele invoca seu clone

Kioto: PERFEITA SIMETRIA!

O clone se posiciona exatamente ao lado de Kioto, repetindo cada movimento com precisão
absoluta. Do centro da arena, Exe observa Kioto gritar, sentindo algo diferente no ar.

Executioner: Você não está entendendo…

Alinhado com seu clone, impulsionado pela velocidade de um ladino e pela força do suco, Kioto
surge instantaneamente à frente de Exe.

Kioto: Isso precisa funcionar…

Em um único movimento perfeito, como se atravessassem manteiga, Kioto e seu clone


desferem o golpe juntos, e o braço inteiro de Exe é cortado fora. Exe cai de joelhos

Executioner (completamente assustado): Voc-… não… VOCÊ NÃO ENTENDEU NADA!

Exe começa a rir. O braço caído no chão se dissolve no ar, enquanto sombras espessas se
agitam ao redor do corpo dele. Elas se contorcem, se unem e, pouco a pouco, passam a
reconstruir o membro perdido. Em um piscar de olhos, o braço de Exe está novamente no
lugar, intacto, como se nada jamais tivesse acontecido.

Exe cria um gêmeo sombrio e pega Kioto pelo pescoço.

Executioner: Aceite o vazio.

O gêmeo abre um buraco no peito de Kioto, porém percebe que era só seu clone, Kioto estava
na parte inferior da câmara
Executioner: EU SOU O PRÓPRIO VAZIO! NÃO HÁ COMO ME DERROTAR!

De repente, Exe sente um aperto violento na barriga. As sombras começam a consumir sua
barriga agora.

Executioner (com o medo se instalando): S-… só mais um pouco…

Sua voz falha, quebrada, como se estivesse sendo arrancada à força.

Executioner (desesperado): VOCÊ VAI MORRER! VAI MORRER!

Exe desce rapidamente e se coloca frente a frente com Kioto. O raio já está carregado em suas
mãos, a energia pulsando de forma caótica.

Executioner: MORRA!

Ele libera todo o poder de uma vez. O raio despenca sobre Kioto com uma força descomunal,
fazendo a câmara inteira tremer violentamente, como se o próprio vazio estivesse rugindo. Exe
não consegue ver nada, o raio era tão intenso que fazia toda a arena brilhar

Porém… Exe percebe que o brilho não era do raio, era um brilho colorido, Kioto estava
brilhando como se tivesse engolido um arco-íris

Kioto (com o corpo envolto por uma aura de todas as cores): Sinta o poder de um deus!

Exe arremessa o martelo, mas nada acontece. A arma atinge Kioto e simplesmente ricocheteia,
incapaz de causar qualquer dano.

Executioner: Supernova desgraçada!

Em um instante, Kioto e seu clone surgem à frente dele. Com um único golpe coordenado, a
espada de Kioto arranca parte do peitoral de Exe, enquanto a lâmina do clone se crava em sua
barriga, atravessando parcialmente suas defesas e quebrando, enfim, sua postura dominante.

Executioner: I-... isso não vai me-...

Kioto corta a fala de Exe

Kioto: Eu sei que isso não vai te matar… mas isso vai!

Ele e seu clone avançam ao mesmo tempo, Kioto carregando uma carga explosiva em direção
ao pescoço de Exe. Sem alternativa, Exe é forçado a ativar seu gêmeo sombrio, mas Kioto não
lança a carga. Era apenas uma finta. Exe havia desperdiçado sua habilidade à toa.

Logo em seguida, Exe salta e sobe para a parte central da arena. No instante em que chega ao
topo, seu coração afunda: Kioto já está lá, à sua espera.
Kioto: Não vai escapar!

Kioto avança novamente, empunhando outra carga explosiva. Desesperado, Exe ativa mais um
gêmeo sombrio e, mais uma vez, Kioto não dispara. Apenas observa, frio, enquanto Exe
queima seus últimos recursos.

Então, Exe força o limite e invoca outro gêmeo, surgindo atrás do inimigo. Kioto olha para a
frente e para trás, vê um gêmeo de cada lado e solta uma risada curta, incrédula, diante do
desespero evidente de Exe. Por um breve instante, ele hesita ao ver que um dos gêmeos o
segura

Kioto: Dois gêmeos sombrios ao mesmo tempo… isso é impossível. Quando você invoca um, o
outro desaparece!

Kioto sente a supernova acabando

Executioner (Sua barriga completamente transformada em escuridão): …E-... EU SOU O


GUERREIRO QUE CONQUISTOU AS SOMBRAS!

A supernova se dissipa, e Kioto se vê preso em uma armadilha formada por dois gêmeos
sombrios. Seguindo todas as regras da árvore de habilidades, aquilo era simplesmente
impossível. Aquele homem, não! Aquela coisa era, sem dúvida alguma, a entidade mais forte
que Kioto já havia enfrentado.

Kioto (uma lágrima escorre): Claire… desculpa te decepcionar…

Os dois gêmeos disparam suas energias sombrias ao mesmo tempo. O ataque vindo por trás
atravessa uma parte de sua barriga e o faz perder as forças, enquanto a energia frontal o
atinge em cheio no peito, abrindo um vazio ardente, o silêncio que se segue é pesado, quase
sufocante. Kioto cai de joelhos no chão, o clone da frente dispara uma energia que queima
mais seu rosto, fazendo ele perder completamente a visão. Quando o gêmeo para de o
segurar, ele bebe um tônico de carga explosiva instantânea e com a carga, os arremessa para
longe

Kioto (cego e coberto de sangue): Eu… não aguento mais

Kioto cai de cara no chão, ele escuta Exe também caindo.

Executioner (completamente envolvido pela escuridão, sem nem conseguir andar mais): Você
acredita que possa haver algo depois da luz…?

Kioto (usando todas suas forças para conseguir falar, com sua cara carbonizada): A-..pós a…
m-...orte…?

Executioner: Não. Fora do vazio, fora desse mundo…

Kioto: C-... com certeza… nós precisamos descobir… p-... porque estamos aqui…
Como isso é possível… Eu usei muitos clones… Como alguém consegue ir tão longe, sangrar,
resistir e desafiar tudo, apenas para buscar uma verdade que talvez nem exista? Enquanto eu
escolhi abraçar o vazio… será que passei a vida inteira seguindo o caminho errado? Não
importa o que eu faça, o vazio vai me consumir… Mas esse garoto… esse garoto ainda pode
viver. Ele ainda pode sair daqui. E se for ele quem encontrar a luz, será que, enfim, eu também
poderei ser liberto? — pensa Exe.

Executioner (com as sombras já em todo seu corpo): E-... Eu sei como parar a entidade!

Kioto sente seu corpo falhar e cair sem vida.

A cena muda para a cidade, na frente do destruído baile, Claire estava desviando dos ataques
de Dark Soldier. Era difícil para de lutar, já que estava desarmada e de vestido.

Dark soldier: Eu não vou te poupar como você me poupou!

Ele desfere um golpe que quase atinge Claire em cheio, abrindo apenas um corte em sua
bochecha. Ela se afasta

“Como eu vou lutar neste estado?” — pensa Claire.

Con olha a luta de longe

Conspiracy: Eu preciso ajudar… Já sei!

Ele sai correndo

Claire continua se esquivando e tentando bloquear, mas nem sempre consegue, Dark Soldier é
rápido e aos poucos vai fazendo leves cortes no corpo dela

Claire: Seu desgraçado!

Dark soldier ri

Con aparece e grita: “Claire!”.

Como um raio, Claire dispara e vai na direção de Con.

Claire: O que você tá fazendo aqui!?

Conspiracy: Eu trouxe sua adaga e seu traje…

Ele mostra os dois. Claire fica visivelmente corada e intrigada sobre como ele sabe onde ela
guarda seu equipamento

Claire: Como…?

Dark Soldier interrompe a conversa


Dark Soldier: Vai! Pega essa arma, você não terá chances mesmo…

Claire pega adaga e a armadura e, com velocidade impressionante, ela desaparece e aparece
de novo com a armadura vestida e a adaga em mãos

Claire: Obrigado, Conspiracy.

Claire anda em direção a Dark Soldier

Claire: Kioto, eu confio em você. Sei que você vai conseguir!

Capítulo 11 - Vingança
Se passa ao mesmo tempo da batalha de Exe contra Kioto.

A cidade havia mergulhado em um caos absoluto. Ruas antes familiares agora estavam
irreconhecíveis, tomadas por gritos distantes, estruturas destruídas e uma sensação constante
de pânico. Não era mais possível dizer se ainda era dia ou se a noite já havia caído, pois a
entidade se espalhava pelo céu, envolvendo tudo sob uma névoa negra e opressora. A luz do
sol era sufocada antes mesmo de tocar o chão, e o ar parecia pesado, carregado de medo e
desespero, como se a própria cidade estivesse sendo lentamente engolida pela escuridão.

Claire avança na direção de Dark soldier

Dark Soldier: Vamos ver do que você é capaz…

Com velocidade impressionante, Claire aparece e trava sua adaga com a espada de Dark
Soldier

Dark Soldier: Velocidade impressionante!

Ele desfere um golpe de baixo pra cima que força Claire a se afastar.
Claire dá um pulo para trás. Dark soldier ativa sua habilidade de guardião e duas espadas
azuis mágicas aparecem ao redor dele.
Dark Soldier: Eu treinei para este momento... para acabar com você!

Com uma velocidade absurda, ele avança contra Claire e desfere um corte devastador com sua
espada. Claire, firme, intercepta o golpe com sua adaga, o som metálico ecoando como um
trovão. Num giro impressionante, DK se move para trás dela e, com precisão implacável, crava
sua espada mágica na perna de Claire. O impacto é brutal: ela cai de joelhos.

Claire (gemendo de dor): Droga…

Dark Soldier: Eu treinei para todos os tipos de combate... não existe mundo em que você
vença!
DK ergue sua espada e, num golpe veloz, mira o pescoço de Claire. No chão, ela ativa sua
habilidade no último segundo e se afasta, escapando por um fio da lâmina que poderia selar
seu destino.

Claire (pensando): Ele pode ter treinado seu combate ao máximo... mas será que possui as
super habilidades?

Claire se ergue num salto feroz e avança contra DK. Sua mão brilha com uma energia amarela
intensa, e, num gesto explosivo, ela dispara uma carga devastadora. O impacto rasga o chão,
abrindo uma cratera luminosa. Quando a poeira baixa, ela percebe DK com seu gêmeo
sombrio.

Claire: Droga! Ele sabe.

DK havia defendido a carga com a imunidade de seu gêmeo sombrio.

Dark Soldier: Achou mesmo que isso funcionaria?

O gêmeo de DK ergue as mãos e dispara esferas de energia sombria que perseguem Claire.
Ela corre entre as casas, o som das explosões ecoando atrás de si, desviando das esferas que
rasgam o ar e destroem tudo em seu caminho. Quando ela vira para o lado de uma casa, ela
dá de cara com DK, que com um golpe vindo de baixo, corta o ombro de Claire. Ela logo corre
para longe com o ombro ferido

Status de Claire:

1/3 cargas explosivas. Outra super habilidade não revelada

Status de DK:

1/3 gêmeos sombrios. Outra super habilidade não revelada

Claire (pensando): O que eu faço…

Dark Soldier (andando na direção de Claire): Sabe, muitos falaram para não ter escolhido essa
espada…

Ele olha sua própria espada, uma fatiadora amaldiçoada

Dark Soldier: Eles falaram que era amaldiçoada, que era feita com gêmeos sombrios

Claire: Eles quem?

Dark Soldier: O pessoal do meu esquadrão de guardiões… eu matei todos eles.

Claire: Você é um monstro!


Dark Soldier: Está escutando?

Ele coloca a espada ao lado da orelha

Dark Soldier: Eu escuto as almas gritarem!

Claire: Por que? por que você faz isso…? Você tem algum objetivo

Dark Soldier: Meu objetivo atual é cortar sua cabeça!

Ele avança rapidamente, sua espada corta o ar, visando o pescoço de Claire. Ela desvia para
trás.

Dark Soldier: Não adianta fugir!

Ele salta e libera uma carga explosiva de sua mão, a carga sai com velocidade na direção de
Claire.

Claire: Eu consigo!

Em vez de usar uma super habilidade para se defender, ela dispara pela cidade, correndo entre
ruas estreitas e fazendo inúmeras curvas, enquanto as cargas a perseguem incansavelmente.

Claire (correndo): Esse negócio não larga do meu pé!

Num instante decisivo, ela ativa sua habilidade de ladino.

Ao longe, DK observa as esferas seguirem Claire.

Dark Soldier: Patético…

As cargas colidem contra uma casa e explodem em um clarão devastador. Quando a poeira se
dissipa, não há sinal de Claire.

Dark Soldier: Como assim?

Como um raio, Claire passa por DK

Dark Soldier: O que…

Ele percebe um grande corte em suas costas.

Dark Soldier: Uau…

O sangue escorre pelas suas costas. Ele se vira e vê Claire olhando para ele.

Dark Soldier: Sua velocidade é incrível


Claire não esboça reação

Dark Soldier: Olha quem ficou séria…

Claire aparece na frente de DK e solta uma carga explosiva na cara dele. DK novamente, se
defende usando gêmeo sombrio.

Dark Soldier: Mesma jogada? Isso não vai funcionar…

Quando a poeira baixa, Claire não estava mais ali

Dark Soldier: Não adianta!

Claire estava sentada, escondida atrás de uma casa lendo o rótulo do tônico que Kioto lhe
entregou

Claire: “Perseguição… no instante que tomar, todos os disparos vão se voltar contra o inimigo”.
Entendi…

Ela sai de perto da casa

Dark Soldier: Você está me deixando irritado, por acaso você está com medo?

DK avança com suas duas espadas mágicas girando ao redor dele e sua fatiadora na mão.

Dark Soldier: DESVIE DISSO!

Ele arremessa diversas fatiadoras, bloqueando cada rota de fuga de Claire. O som metálico
ecoa pelas ruas. Ao se aproximar, Dark Soldier inicia um giro frenético com suas espadas
mágicas, desferindo golpes incessantes, transformando o ataque em uma tempestade de
lâminas que ameaça engolir Claire por completo. Ela se defende dos primeiros ataques, porém
logo começa a ser cortada sem parar, a espada de DK fatia as mãos de Claire com extrema
facilidade. No meio dos cortes, ela consegue pular para trás.

Claire: (ofegante): Droga…

Ela tinha deixado sua adaga cair.

Dark Soldier: Que pena…

Ele pisa em cima de adaga

Dark Soldier: Acho que alguém deixou a arma cair

Ele avança novamente, carregando uma carga explosiva

Claire: Seu desgraçado!


Claire avança, também carregando sua carga explosiva.

No instante em que se encontram, ambos liberam suas energias. O choque é devastador: uma
explosão colossal surge, sacudindo a cidade e lançando ondas de destruição que iluminam o
céu. Após a explosão, os dois estavam com os punhos na cara do outro.

DK tenta puxar sua espada, porém Claire segura seu braço

Claire: Não vai não!

Ela começa a desferir uma sequência sem parar de socos no rosto de DK, sua habilidade de
ladino faz os socos serem ainda mais rápidos, transformando seus punhos em uma
tempestade implacável

Claire: Morre!

De repente, um aperto brutal na barriga a paralisa. Estava perto demais. DK havia ativado sua
habilidade e, como uma sombra letal, uma de suas espadas surge fincada em seu corpo.

Claire: Não…

Ela se afasta com a fenda na barriga

Dark Soldier (com o rosto todo surrado): Ops…

Por sorte, a armadura de Claire impediu que o golpe fosse letal, porém ela não iria conseguir
lutar por mais tanto tempo.

Dark Soldier: Eu acho que eu já sei o resultado dessa batalha…

DK caminha até fica em frente a Claire, que está de joelhos

Dark Soldier: Eu queria dizer que foi uma boa luta…

Ele ergue sua fatiadora

Con que estava de longe tentando acompanhar a luta, observa a cena

Conspiracy: Não…

Ele enche o pulmão de ar

Conspiracy: CLAIRE, NÃO DESISTA!

DK olha para Con com desprezo

Dark Soldier: Cale a boca, eu vou te matar logo depois de matar el-...
Ele se interrompe ao olhar para baixo e ver que Claire sumiu

Dark Soldier: O que?

Ele olha para trás e percebe uma carga explosiva vindo.

DK ativa seu terceiro gêmeo sombrio e defende da carga

Dark Soldier: Eu já disse que isso não vai funcionar…

Claire aparece correndo em volta de DK

Claire: Eu só queria que você gastasse seu gêmeo… agora você gastou seus três.

DK olha em volta e percebe: adagas por todos os lados, lançadas sem parar por Claire, mas
nenhuma parecia ter como alvo direto.

Dark Soldier: Disparando adagas para o céu?

Claire ri, com confiança.

Claire: Esse é seu caixão!

Ela bebe o tônico de precisão e, num instante, a energia percorre seu corpo. As adagas que
antes voavam em direções aleatórias mudam de trajetória. Todas convergem contra DK,
cercando-o por todos os ângulos. Ele se vê completamente encurralado, um mar de lâminas
vindo em sua direção.

Dark Soldier: Que porr—...

Antes que termine a frase, as lâminas surgem de todos os lados. Ele é atingido em múltiplos
ângulos, cada corte rasgando o ar com violência.

Dark Soldier cai de joelhos, sangrando e com múltiplas adagas fincadas em seu corpo

Dark Soldier: …

Ele cai de cara no chão.

Claire cai de joelhos no chão.

Claire: Queime no inferno…

Con aparece e lhe abraça

Conspiracy: Você conseguiu!


Claire (ainda com dor por conta do seu corte na barriga): Ainda não… Nós temos que
continuar… tem algo acontecendo na cabana dos nascidos na tormenta.

A cena muda justamente para a cabana.

Laura estava dentro da cabana, com olhos incandescidos olhando para Bluu.

Multi estava do lado de fora

Bluu estava na porta, no meio dos dois.

Bluu: Que fase…

Laura pula pra cima de Bluu, ele misteriosamente desaparece e Laura cai no chão

Laura: O que?

Multi olha Laura com desprezo.

Bluu reaparece ao lado de Laura e a pega pelo pescoço. Ele joga Laura contra a parede da
cabana.

Laura: Seu desgraçado!

Ela pula pra cima de Bluu e agarra seus dois punhos

Laura: Eu vou te matar!

Um terceiro punho de Bluu aparece por baixo e dá um soco no queixo de Laura

Laura (se afastando): Eu… segurei seus dois braços… DE ONDE SAIU UM TERCEIRO?

Ela olha para baixo e não percebe nada.

Souza, correndo, finalmente chega na cabana

Souza (ofegante): Eu cheguei, Bluu…

Bluu: Tenta conversar com essa doida…

Bluu aponta para Laura e logo volta a olhar para Multi

Multi: Parece que você tem vários problemas…

Bluu (irônico): Não me diga.

Multi: Por que não me deixa entrar e pegar aquele… monstro?


“Esse cara que encontramos parece possuir uma enorme energia vindo de dentro dele, seja lá
o que o Multi queira fazer, eu não vou permitir” — pensa Bluu

Ele aponta a espada para Multi

Bluu: Nosso destino é só um…

Multi: Que assim seja.

Num instante, Bluu desaparece e surge ao lado de Multi, rasgando o ar com um corte
fulminante de sua espada. Multi, com reflexos sobre-humanos, gira o corpo e ergue seu cajado,
bloqueando o golpe no exato momento em que a lâmina desceria.

Multi: Você seria um lutador formidável se sua doença não limitasse todas as suas
capacidades…

O cajado de Multi pulsa e libera uma onda colossal de energia, arremessando Bluu para longe.

Bluu, com maestria, aterrissa firme, o olhar ardendo em determinação.

Bluu: Eu fiz dela o meu maior trunfo.

“Eu sei sobre suas peculiaridades… sei o quanto a doença restringiu seu corpo. Ele precisou
treinar por décadas para se tornar minimamente poderoso. E, ainda assim, ele é de fato
impressionante.” — pensa Multi.

Bluu, usando sua magia de guardião, invoca duas espadas mágicas ao seu lado

Bluu: Você matou Tokito, não é?

Multi ri, ele não se importava e nem se arrependia do que tinha feito

Multi: Você nem sequer conhecia ele…

Bluu fica extremamente irritado

Bluu: VOCÊ ACHA QUE O MUNDO É ASSIM? QUE VOCÊ PODE CAMINHAR E TRILHAR AS
SUAS PRÓPRIAS AMBIÇÕES SOBRE A VIDA DOS OUTROS?

Bluu estava visivelmente irritado

Multi: Você também matou pessoas. Acha que eu não sei as coisas que você fez para parar a
entidade?

Bluu: EU FUI OBRIGADO!

Multi tem um flashback:


Uma casa no meio de uma floresta, duas pessoas sentadas comendo sopa.

Dark Jr: Você sabe que esse não é o caminho, discípulo!

Multi pega sua tigela e arremessa contra a parede

Multi: Eu não aguento mais essa merda!

Dark Jr olha com seriedade

Multi: EU NÃO AGUENTO MAIS VIVER NESSA TERRA.

Ele se levanta

Multi: Nossos avanços são nulos… EU SINTO A PRESENÇA DE ALGO MAIOR! fora de toda
essa palhaçada

Dark Jr abre a boca para falar algo, porém Multi interrompe

Multi: Eu não quero saber de ensinamentos de merda

Ele anda até a porta da casa

Multi: Eu vou seguir meu próprio caminho!

Dark Jr: Eu não posso permitir.

Multi se vira para Dark. Seu olhar carregado de raiva, não só dele, mas de todo esse mundo

Dark Jr: Eu não queria esse final…

Multi volta para o momento atual

Multi: Bluu, você é tão ingênuo…

O lugar estava carregado de uma forte energia, a atmosfera entre Multi e Bluu poderia ser
sentida de longe.

Enquanto isso, Souza tentava conversar com laura.

Souza: Eu não sei o que você q-...

Antes que terminasse, Laura desfere uma estocada de sua lança. Souza defende com sua
lança gorgon

Souza: NÓS NÃO SOMOS INIMIGOS!

Laura pressiona a lança contra Souza


Laura: Então o que o Gian faz na casa de vocês?

Souza: Gian?? O nome dele é Jacu

Ao escutar esse nome, Laura dá um giro e bate com o cabo da lança na cara de Souza, que cai
no chão

Laura: Seu idiota!

Antes que Souza pudesse falar algo, Gian sai da cabana e vê toda a cena

Gian_butuca: O que está acontecendo…

Laura se aproxima e abraça Gian

Laura: Eu sabia que você não tinha morrido, Gian

Jacu (não entendendo o abraço): Gian? Eu não estou entendendo.

Laura se afasta

Laura: Como assim?

Souza se levanta

Souza: É isso que eu estou falando! E quem você devia querer lutar é contra aquele cara ali.

Souza aponta para Multi, que está em uma batalha contra Bluu.

Ao mesmo tempo que Souza convencia Laura, Multi e Bluu estavam em uma grande luta.

Bluu desaparece e aparece ao lado de Multi.

Bluu: Você está doente!

Ele desfere um golpe feroz com sua espada, rasgando o ar com intensidade. Multi gira o corpo
e ergue seu cajado, bloqueando o ataque no instante exato.

Bluu gira suas duas espadas mágicas em um movimento mortal, criando um redemoinho de
lâminas que força Multi a recuar. O ar vibra com a energia cortante, e, ao olhar para sua túnica,
Multi percebe um corte leve.

Multi: Você evoluiu muito…

Diz ele, olhando para a túnica cortada.

Bluu desaparece novamente e reaparece ao lado de Multi, pronto para atacar.


Multi: Mas o mesmo truque não funciona duas vezes.

Ele bate o cajado contra o chão. Uma explosão de fogo irrompe com fúria, engolindo o espaço
ao redor e obrigando Bluu a se teleportar para longe. Bluu reaparece ofegante, alguns metros à
frente.

Multi: Eu já perdi tempo demais nisso.

Ele puxa um frasco de sua túnica, um suco de monstro, denso e pulsante de energia. Sem
hesitar, leva-o à boca e bebe em um só gole.
Multi, com um salto explosivo, voa em direção a Bluu. Seu cajado brilha com uma energia
amarela intensa, iluminando o céu como um relâmpago divino.

De repente, do cajado, ele libera um raio de fogo colossal que rasga o ar e varre o chão em
linha reta, avançando com fúria em direção a Bluu. O impacto transforma o campo em um mar
de chamas.

O raio de fogo consome o chão, mas Bluu desaparece em um clarão azul antes de ser atingido.

Multi aterrissa com força, o cajado ainda pulsando energia. Seus olhos se estreitam, a
expressão marcada pela fúria e pela frustração.

Multi: Não vai fugir!

Ele gira rapidamente de costas, o cajado em chamas. Sem hesitar, dispara mais um raio
devastador em direção ao vazio.

No mesmo instante, Bluu reaparece em meio ao clarão azul de seu teleporte, exatamente no
ponto previsto por Multi. O raio o atinge em cheio, uma explosão de fogo e energia varrendo o
campo, engolindo Bluu antes que pudesse reagir.

Bluu fica inteiramente queimado, porém não recua nem um passo

Bluu (sangue escorrendo de sua boca): Vai precisar de mais que isso!

Ele grita como se estivesse claramente ganhando

Bluu: VOCÊ NÃO VAI FAZER O QUE QUISER COMO SE VIDAS NÃO IMPORTASSEM!

Ele desaparece em um clarão, suas palavras ecoando carregadas de ódio. Multi sente o peso
daquela fúria, mas mantém o olhar frio.

Bluu reaparece diante dele, pronto para atacar.

Multi: Eu não ligo para o que você acha.


Num movimento rápido, Multi ergue seu cajado. A energia se concentra em sua ponta e, em
um instante, uma esfera de fogo incandescente explode a cabeça de Bluu.

O corpo de Bluu cai no chão, sem cabeça.

Multi: Chega de brincadeiras!

No instante seguinte, Bluu surge atrás dele

Com ambas as mãos firmes em sua espada, desfere um corte poderoso nas costas de Multi.

Ele geme de dor e se vira

Multi: Seu desgraçado!

De repente, outro Bluu surge ao seu lado, a lâmina descendo em direção à sua perna. Mas
antes que o golpe pudesse acertar, Multi ativa sua habilidade de mago.

Uma explosão de fogo irrompe o chão. Várias bolas de fogo se desprendem em todas as
direções, devastando tudo ao redor. O ar se enche de chamas e fumaça.

Multi: Como ele consegue fazer esses…. “clones”?

Bluu aparece a alguns metros dele, com uma expressão séria.

Então, em um clarão súbito, Bluu desaparece novamente

Multi: Eu já cansei desses seus joguinhos!

Bluu surge diante dele em um clarão, desferindo um golpe rápido de espada.

Num movimento inesperado, Multi ergue as mãos nuas e segura a lâmina no ar.

Bluu (assustado): O quê?!

As mãos de Multi brilham em vermelho intenso, como brasas vivas. A espada de Bluu começa
a esquentar rapidamente, o cristal vibrando.

Num instante, o calor se torna insuportável e a lâmina explode em uma onda de fogo e
estilhaços. Bluu se afasta.

Bluu: Você não me dá escolha…

Sua mão começa a se abrir lentamente, revelando um brilho intenso. De dentro, como se fosse
forjada pela própria essência de sua alma, surge uma espada dourada, a agulha de ouro.

Ele aponta a lâmina


Multi (surpreso): Quantos truques você ainda tem na manga?

Antes que os dois voltassem para a luta, alguém interrompe

Bob: O que tá acontecendo aqui?

Outras duas pessoas aparecem

Claire (ainda meio machucada): O de azul tá com a gente…

Con também aparece.

Bob vê Gian na porta da cabana

Bob: GIAN?!

Bluu: Acho melhor guardarem os comprimentos e focar em outra coisa…

Multi olha em volta, vê Laura, Gian, Souza, Bluu, Bob, Claire, Con e Light. Todos encarando
ele.

Bluu: Vejo que você tem vários problemas…

Multi ri, lembrando do que disse mais cedo

Multi: Vocês realmente acham que tem chance?

Capítulo 12 - O início do fim

Cento e poucos anos atrás


Naquela mesma cidade, Bluu havia surgido.

Ninguém sabia de onde aquela criança tinha vindo. Seu olhar carregava um brilho diferente,
uma intensidade que não se via em outros. Os moradores apenas sabiam de uma coisa: Bluu
era especial.

Ele cresceu rápido e logo mostrou ter poderes que nunca foram vistos em nenhum lugar antes.

Em um dojo, Bluu estava treinando, dando socos em um boneco de madeira.

Do lado de fora do Dojo, Multi observava

Multi: Ele tem potencial… O Dark não aceita, mas ele pode ser o único jeito de sair desse
mundo sujo… eu só preciso… “extrair a energia dele”.
Multi entra no Dojo

Multi: Vejo que está treinando muito…

Bluu para de golpear o boneco e se vira para olhar Multi

Bluu: Eu quero me tornar um grande guardião!

Ele sorri, inocente

Multi: Vejo que está no caminho certo… Eu vejo seu potencial! Quero te ajudar…

Multi estende a mão, escondendo suas intenções

Bluu: Me ajudar? Como assim…

Multi: Eu sou um grande treinador, e você parece ter um talento especial

Bluu olha para as próprias mãos, como se reconhecesse seu poder

Bluu: Eu ainda não sei controlar muito bem

Multi: Isso não é um problema!

Bluu aperta a mão de Multi

Multi: Eu vou te ajudar…

O quadro muda para alguns anos depois

Bluu está submerso dentro de um tanque cilíndrico, preenchido por água cristalina. Seu corpo
permanece imóvel, inconsciente, como se estivesse em um sono profundo ou aprisionado em
um estado suspenso.

Cabos e runas mágicas se conectam ao tanque, pulsando em tons azulados e dourados, como
se estivessem drenando ou alimentando sua energia vital.

Multi está do outro lado, coletando informações que a máquina está dando

Multi: Você é um sujeito tão interessante

Ele olha para o tanque

Multi: Já é um grande avanço você estar vivo aí dentro…

Ele olha para os resultados da máquina

Multi: Mas de resto, você é inútil


Ele dá um soco no painel de informações

Multi: É como se seu corpo não se adaptasse a este mundo…

Sua voz ecoa pelo espaço, carregada de desprezo e frieza.

Multi: Isso explica seus constantes teleportes. Seu corpo se move em outra frequência, fora da
ordem natural. Mas essa mesma diferença limita seus limites. Estamos treinando há muitos
anos, e mesmo assim, você evolui muito lentamente.

Ele dá outro soco

Multi (furioso): VOCÊ É UM ERRO DA REALIDADE, não vai me ajudar em nada…

Dentro do tanque, Bluu desperta subitamente. Seus olhos se abrem em choque, e ele percebe
que está completamente sem ar.

Bluu (pensando): SEU DESGRAÇADO…

Ele olha em volta, confuso, e percebe que, apesar de estar submerso, não está se afogando.

Multi (com frieza): Ah… você acordou…

Multi ergue uma espada dourada, uma agulha de ouro reluzente. Num movimento rápido e
preciso, ele a arremessa. A lâmina atravessa o tanque com força devastadora e perfura o peito
de Bluu, atingindo diretamente seu coração.

Bluu (cuspindo sangue): AH….

Ele olha para baixo e vê a espada fincada no seu peito, logo olha para trás e percebe a ponta
da espada saindo nas suas costas.

Bluu cai no chão

Multi (impressionado): Um belo disparo, direto no coração

Ele se vira e anda para longe, com um diário na mão

Multi: Não é possível que não existam fontes de energia suficientes para ligar os portais…

Ele chega em uma cabana, dentro da cabana havia um misterioso portal desligado

Multi: O Dark não sabe, mas eu ainda vou conseguir ligar isso, não importa como… eu só
preciso de uma fonte de energia maior.

A cena muda para o laboratório em que Bluu havia sido atacado.

Ele cuspia sangue


A espada realmente havia acertado o local do seu coração… mas não seu coração.

Bluu (se levantando): Se-... Seu degraçado…

Não foi uma reação de Bluu, mas sim do que habita dentro dele. Seu coração havia mudado de
lugar antes que a lâmina o atravessasse. Era como se seu corpo tivesse se adaptado.

Bluu: Você errou, Multi…

Ele sai andando de dentro do tanque, ainda com a espada atravessada em seu peito.

O momento avança até o atual

No terreno em frente à cabana dos Nascidos na Tormenta, o vento sopra forte, carregando
poeira e eletricidade no ar. Ali, alinhados lado a lado, estão Souza, Laura, Bob, Claire,
Conspiracy, Bluu e Light. Seus olhares fixos, determinados, todos encarando a mesma figura:
Multi

Multi: Isso já virou bagunça…

Multi ergue o cajado, pronto para liberar sua fúria, mas de repente percebe: Gian não estava
mais lá. A energia dele havia se afastado, distante, como se tivesse desaparecido do campo.

Multi (irritado): Infelizmente eu não poderei ter—

Antes que pudesse terminar, um clarão corta o ar. Bob avança com velocidade implacável,
traçando uma estocada em sua direção

Mas, num instante, o chão treme. Uma coluna de fogo colossal envolve Multi, explodindo em
chamas que se espalham para todos os lados. O calor é sufocante, o ar se distorce, e a luz das
labaredas ilumina o campo.

Bob é forçado a recuar, protegendo-se da onda de fogo.

Bob: Que porcaria é essa!

Ele se afasta vendo o tornado de chamas.

Quando as chamas se dissipam, o corpo de Multi não estava mais lá

Bob: COVARDE, TODOS VOCÊS SÃO COVARDES!

Ele ergue seus punhos, ainda queimados.

Bluu intervém a frustração de Bob

Bluu (com olhar sério): O objetivo dele é outro…


De repente, uma onda de energia percorre o campo. Bluu sente algo se deslocando: Gian.

Ele ergue os olhos e percebe que a entidade no céu, envolta em nuvens e relâmpagos, estava
crescendo, tornando-se cada vez mais ameaçadora. Gian estava se movendo em direção a
ela, como se fosse atraído ou conduzido por uma força maior.

Bluu (gritando para os outros): Precisamos ir em direção à entidade!

Todos começam a correr em direção a grande entidade colossal.

Bluu fica para trás, Souza percebe e volta para discutir com ele

Souza: Você acha que temos chance?

Bluu ri

Bluu (com voz trêmula): Eu acho que pela primeira vez, nós temos…

Souza (firme, olhando para o horizonte onde via a entidade): Fizemos tanta coisa para chegar
aqui.

Bluu abaixa o olhar, a sombra da culpa pesando sobre ele.

Bluu: Muitas que eu me arrependo… pessoas morreram por minha causa. Tudo por esse
propósito maior… que idiota que eu fui.

Ele fecha os punhos com força

Bluu: Eu odeio o Multi… mas ele está certo, eu segui um caminho semelhante ao dele.

Souza: Mas você reconhece o que fez! E está lutando para fazer o certo, buscar a luz.

Bluu olha pra frente e vê o resto do grupo correndo em direção a entidade

Bluu: E se Multi estiver certo? E se aquele tal de Jacu for a única chave para desvendar esse
mundo?

Souza: Eu não sei…

Bluu: Você mataria ele por essa causa?

O clima pesa

Souza: …

Bluu desaparece.

Souza olha pra cima refletindo sobre o assunto


Souza: Que seja!

Ele sai correndo em direção a entidade.

A cena muda para Multi que estava perseguindo Jacu pela floresta

Multi (gritando, tomado pela fúria): CENTENAS DE ANOS EU LUTEI PARA CHEGAR A ESSE
MOMENTO!

Dentro de sua mente, pensamentos se entrelaçam com a chama da obsessão:

“Fazia muito tempo que eu não via uma fonte de energia como esta… Isso provavelmente será
suficiente para ligar o portal. O Dark realmente foi genial em descobrir que os portais poderiam
ser ligados através de runas movidas a energia mágica… mas ele não sabia que a energia não
seria suficiente e acabaria destruindo seu corpo.”

Multi (falando consigo mesmo): Pobre Dark, você nunca quis acreditar nas minhas ideias
porque… só os mais fortes serão capazes de transcender!

Ele corre até uma planície onde ele vê Jacu olhando para a entidade no céu.

A cena muda para o grupo correndo em direção a energia que Gian emanava, porém Claire
sente algo diferente.

Claire (enquanto corre): Que sensação diferente é essa…

Ela olha para uma grande torre e no topo ela sente uma energia familiar

Claire: Eu vou mudar a rota!

Ela se afasta do grupo e começa a correr para a torre

Conspiracy: Claire, o que você tá fazendo?

Claire continua correndo e Con vai atrás enquanto o resto continua o caminho.

Enquanto Con corre atrás de Claire, ele começa a refletir.

“Quem diria que eu estaria ajudando os Nascidos na Tormenta de novo…Se nós sobrevivermos
a isso tudo, eu irei pedir desculpas para Bluu… por ter abandonado o projeto, por ter dito que o
mundo estava condenado.”

O vento da tormenta sopra contra seu rosto, e Con sente o peso da culpa misturado com a
esperança. Pela primeira vez, ele percebe que ainda há tempo para redenção.

Claire sobe a torre como um raio, cada passo ecoando contra as pedras antigas. O vento da
tormenta sopra forte, chicoteando seus cabelos, mas nada a detém.
No topo, a visão a paralisa por um instante: Kioto está caído no chão, imóvel

Claire (com os olhos cheios de lágrima): KIOTO!

Kioto acorda, ele olha em volta a percebe que não estava mais naquela câmara, seu corpo
estava sem nenhum machucado, “Ele tinha ganhado de Exe? O prodígio ganhou da grande
montanha invulnerável?”

Kioto (ainda meio tonto): Eu estou v-... vivo?.... Eu tenho certeza que morri….

Claire abraça Kioto que ainda estava no chão

Claire: EU SABIA QUE VOCÊ IRIA CONSEGUIR

Kioto (confuso): Eu consegui…?

Seu corpo estava completamente curado, seus ferimentos, seus olhos…

Kioto (se levanta ainda meio tonto): É claro que eu consegui, Claire. Como eu disse, eu não
preciso de ajuda

Ele sorri arrogante e Claire sorri ao perceber que Kioto estava normal de volta.

Con termina de subir a torre e vê a situação.

Conspiracy: Tudo bem com vocês?

Claire se vira para olhar Con

Claire: Sim, o Kioto conseguiu derrotar o Exe

Con fica evidentemente surpreso

Conspiracy: Uau…

Uma voz ecoa de trás de Kioto.

Uma grande energia sombria aparece, Executioner aparece em sua forma de gêmeo

Executioner: Você de fato morreu, mas eu me transformei em gêmeo por completo, então…
você… ganhou…

Ele fala como se fosse a coisa mais difícil do mundo

Claire puxa sua adaga e aponta para Exe

Claire: O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI!


Executioner: Eu vou ajudar vocês, meu corpo já foi consumido pelo vazio, se vocês quiserem
derrotar a entidade vão precisar de muita energia do vazio

Kioto sente sua habilidade de gêmeo pulsando, como se Executioner fosse um gêmeo dele

Kioto: Claire, ele tá com a gente

Claire: COMO ASSIM!

Executioner: Me levem até a Entidade, eu posso a destruir

Executioner desaparece em meio a chamas negras

Kioto: Energia de gêmeos sombrios…. Entendi

Claire olha para Kioto e Con

Claire: Vamos acabar com essa entidade.

O céu tornava-se cada vez mais sombrio, enquanto uma vasta penumbra se espalhava sobre a
cidade. Já não se podia distinguir se era dia ou noite. A tempestade rugia com fúria crescente,
seus ventos uivavam entre as construções e a chuva castigava as ruas como se o próprio
mundo estivesse à beira do colapso.

A alguns metros dali:

Dark Soldier jazia no chão frio de pedra, o corpo marcado pela brutalidade da batalha. Diversas
adagas estavam cravadas em sua carne.

Os olhos dele se abrem

Dark Soldier: … que sensação estranha…

Ele fixa o olhar em sua fatiadora amaldiçoada, agora brilhando com uma luz sombria.

Em seguida, observa o próprio corpo: adagas cravadas no peito, nas costas, nas pernas e até
no pescoço.

Dark Soldier: Como eu… estou vivo?

A espada pulsa cada vez mais forte, como se algo quisesse libertar-se de dentro dela.

Dark Soldier: Claire… sua desgraçada!

Com brutalidade, começa a arrancar as adagas de sua carne.

Dark Soldier: Eu vou te matar…


Ele se ergue lentamente, em meio a uma poça de sangue, o corpo marcado por buracos e
feridas abertas, mas a presença dele é tão ameaçadora que parece impossível que ainda
respire.

Ele olha para uma grande entidade acima de uma planície.

Sua espada parece apontar para o local, como se tivesse vida própria.

Sem mandíbula, com diversos ossos quebrados, feridas abertas, sangue escorrendo, Dark
Soldier anda em direção a entidade.

A cena muda para a vasta planície, onde Gian permanecia imóvel, enquanto Multi avançava
rapidamente, quase o alcançando.

De repente, para Gian, o mundo ao redor se desfaz. As colinas, o céu e até o vento
desaparecem, engolidos por uma escuridão absoluta. Não há som, não há chão, apenas o
vazio.

No meio dessa escuridão, uma silhueta colossal se revela. Uma entidade gigantesca ergue-se
diante dele, tão imensa que parece tocar o infinito. Seus contornos são difusos, como se
fossem feitos de sombras vivas, todo o universo parecia estar contido naquele ser.

Gian sente o peso esmagador daquela presença, como se o próprio ar fosse arrancado de
seus pulmões.

Entidade: Você está indo tão longe…

Gian_butuca (assustado): Quem é você?!

Entidade: A chama bate muito forte em seu peito… Por que você insiste em continuar?

Gian_butuca: Como assim?

Entidade: Vocês foram inseridos para não buscarem a verdade… mas, mesmo assim,
continuam a procurar… como se a liberdade fosse uma constante.

Gian_butuca: O que você está falando?

Entidade: Vocês seriam tão felizes se apenas continuassem vivendo normalmente… Mas
insistem em se lembrar.

A colossal entidade ergue lentamente seus dois braços, e o ar ao redor começa a tremer. Das
sombras que a envolvem, forma-se um vórtice de energia, girando com fúria, como se o próprio
tecido da realidade estivesse prestes a se rasgar
Entidade: Esse é seu fim… eu não queria que fosse assim.

O vórtice libera uma rajada de energia que atinge em cheio a cabeça de Gian. A força sombria
começa a penetrar em sua mente, como se tentasse devorar sua essência. O ar ao redor vibra

Por longos minutos, a entidade observa, confiante de que sua magia consumiria o jovem. Mas
então, um silêncio estranho se instala. Gian permanece de pé, imóvel, e a energia continua a
fluir sem causar qualquer efeito.

Entidade: Que tipo de coisa você é?

Gian ergue a cabeça.

Seu corpo começa a mudar, sua armadura se transforma em uma armadura branca, a túnica
da justiça infinita, uma faixa cobre seus olhos e sua lança obsidiana se torna um cajado do
dragão dourado, Jacu aparece em seu lugar

Jacu: Eu sou o maior druida desse mundo

Ele ergue os dois braços, mostra o dedo do meio com ambas as mãos

Entidade: Dois corpos… como!!??

A entidade ergue o braço direito, pronta para esmagá-lo com toda a sua força. Mas, antes que
pudesse concluir o gesto, tudo se desfaz. O cenário retorna ao normal, e a presença colossal
desaparece como fumaça levada pelo vento.

No chão da planície, Multi havia derrubado Jacu, arrancando-o do transe sombrio que o
consumia

Multi (olhando surpreso): Que porcaria você!?

Ele ergue Jacu do chão

Multi: Não importa mesmo… a energia continua aqui!

A tempestade estava mais intensa, a entidade olhava do céu a cena, analisando o que
aconteceu ali “O raio era pra destruir seu corpo… mas ele tinha outro… como?”

Jacu: Que porra tá acontecendo…

Multi olha sério para ele

Multi: Você é um presente para mim, sua morte não vai ser em vão… Mas agora eu preciso de
você vivo

Ele olha para o céu e vê a Entidade


Multi (Enquanto olha para a entidade): Seu mero arauto, você não vai acabar com meus
planos!

Jacu se afasta de Multi

Jacu (irritado): Quem tu acha que é?

Multi ergue seu cajado crânio de dragão e aponta para Jacu

Multi: Talvez um pouquinho de fogo não te mate…

Mas, antes que pudesse liberar qualquer feitiço, uma sombra veloz surge diante dele. Bluu
aparece repentinamente e desfere um soco devastador, fazendo o rosto de Multi virar
bruscamente para o lado.

Bluu: JACU, FOGE!

Jacu: FUGIR? QUEM É VOCÊ?

Do céu, inúmeros raios despencam com estrondo, iluminando a planície como se o próprio
firmamento estivesse em guerra. Cada relâmpago rasga a escuridão e, ao tocar o solo, não
deixa apenas marcas de fogo, dele surgem figuras sombrias.

Dos clarões, erguem-se vários gêmeos sombrios, moldados pela vontade da entidade.

Jacu olha em volta e vê vários disparos sombrios vindo contra ele

Jacu: Desgraça!!!!!!

Ele pula e com maestria, desvia dos disparos que não paravam de vir

Bluu: Se cuida ae!

Ele puxa sua agulha de ouro

Multi (virando o rosto): Você já me atrapalhou demais

Ele puxa o cajado e com um movimento rápido, ele conjura uma labareda de fogo que força
Bluu a recuar

Multi puxa o cajado e, com um movimento rápido, conjura uma labareda de fogo que obriga
Bluu a recuar alguns passos.

Bluu: Tudo que você começou acaba hoje!

Num piscar de olhos, Bluu se teleporta e surge atrás de Multi, desferindo uma estocada
certeira. Mas os instintos de Multi são afiados como lâminas: em um reflexo quase
sobrenatural, ele ergue o cajado e trava a espada de Bluu.
Com uma rápida canalização, uma explosão de fogo irrompe ao redor de Multi, lançando seis
esferas flamejantes, cinco delas vão em direção a Bluu. As bolas de fogo cortam o ar como
meteoros, iluminando a planície em clarões ardentes.

Mas Bluu não é atingido. Ele se teleporta e retorna, desaparece e surge novamente,
movendo-se em todos os lugares ao mesmo tempo e, paradoxalmente, em lugar nenhum. Sua
figura cintila como um espectro, confundindo a visão, tornando impossível prever onde estará
no próximo instante.

Multi (olhando em todas as direções, tentando encontrar um padrão): Seu verme…

Ele ergue o cajado, os olhos fixos no vazio.

Multi: Previsível…

Com um gesto firme, o cajado libera um raio de fogo, disparado exatamente na direção em que
Bluu se preparava para atacar.

Bluu, em vez de recuar, avança contra a rajada flamejante. O raio de fogo atravessa seu corpo
como se fosse apenas vento, sem causar dor ou queimadura. As chamas se desfazem ao seu
redor, incapazes de tocar sua essência.

Multi: O QUE!

Bluu avança lentamente pelas chamas que não o tocam, como se o fogo fosse apenas uma
ilusão. Seus movimentos são calmos, quase elegantes, mas carregam uma força inevitável.

Com delicadeza mortal, ele desfere um golpe vertical. A lâmina rasga o ar e corta o rosto de
Multi, abrindo um corte profundo em seu olho

Multi: Você é diferente mesmo

Ele se afasta com a mão no olho

Bluu: Você deveria ter acertado meu coração aquela vez…

Multi começa a rir

Bluu: O que foi, Está arrependido?

Multi: É que minha habilidade solta seis bolas de fogo, e você só desviou de cinco…

Bluu escuta um som cortando o ar atrás de si. Ao virar rapidamente, seus olhos se fixam em
uma esfera flamejante que avança em sua direção, ardendo como um meteoro prestes a colidir.

Bluu, sem alternativas, ativa seu gêmeo sombrio. A sombra se ergue diante dele o deixando
invencível, a bola de fogo atinge sem causar dano
Mas o efeito se desfaz tão rápido quanto surgiu. A invencibilidade se dissolve, e diante de Bluu
surge Multi, avançando com olhar de ódio. Em suas mãos, uma carga explosiva pulsa vibrando
como um coração prestes a explodir.

Multi libera a carga explosiva. O brilho da energia se intensifica e, em um instante, a explosão


consome o espaço entre eles.

Bluu, sem tempo para escapar, ergue apenas o braço direito como defesa desesperada. A
carga atinge em cheio, detonando com um estrondo ensurdecedor. O impacto explode em seu
braço, lançando-o para longe.

Ele bate a cabeça em uma árvore e cai no chão.

Bluu (cuspindo sangue): D-desgraçado…

Bluu, ainda atordoado pela explosão, leva o olhar para o lado direito do corpo. O que vê é
brutal: seu braço havia sido destroçado pela carga explosiva. Ossos quebrados, carne rasgada
e o membro arrancado pelo impacto, lançado para longe no meio da poeira e das chamas.

Bluu: Meu… braço

Multi: Acho que a melhor coisa que eu já fiz foi ter tirado ele fora, espero que desse jeito você
pare com seus teleportes

O resto do grupo chega vendo a situação, vários gêmeos sombrios e Multi e Bluu lutando

Stheverson: BLUU!!!!!!!!!!!!

Ele corre, desesperado, ao ver seu chefe caído no chão, mutilado, sem o braço direito. O
sangue mancha a terra, e o estrondo da explosão ainda ecoa ao redor.

Laura vira o olhar e vê Jacu.

Laura: O QUÊ?! O QUE ESTÁ ACONTECENDO?!

Souza, firme, responde sem hesitar:

Souza: Ele tá do nosso lado, Laura.

Ela se vira, confusa, os olhos percorrendo a cena caótica, tentando compreender a realidade
que se desfazia diante dela.

Mas Souza não perde tempo. Com um movimento rápido, corre para frente de Bluu.

Souza: Se você quiser matar ele, vai ter que passar por cima de mim!
Bluu (cuspindo mais sangue): Souza…

Souza: Eu não vou te deixar com toda a diversão, não é?

Ele puxa sua lança gorgon.

No mesmo instante, do outro lado da planície, Claire, Kioto e Con surgem entre os ventos da
tempestade.

Bob, ao vê-los, não consegue conter a alegria.

Bob: PESSOAL!

Kioto dispara em direção à entidade, correndo com determinação.

Kioto (gritando): Nós temos um plano!

Ele desvia dos disparos dos gêmeos sombrios com agilidade, até se posicionar diretamente
sob a Entidade que pairava no céu.

Kioto: Executioner, faz seu nome!

Um raio corta os céus, e dele emerge um gêmeo sombrio. Quando Executioner aparece, a
tempestade se intensifica, trovões rugem e uma voz colossal ecoa pelo firmamento.

Entidade: Vocês acham que podem usar meu poder contra mim?

Mas algo inesperado acontece. Executioner fica paralisado, imóvel diante da presença
esmagadora.

Executioner (tentando resistir): M-... Me desculpe… Kioto.

A camada sombria que o envolvia se desfaz como fumaça, revelando sua forma original.

Executioner: Eu pensei que poderia ir contra a entidade… eu fui tão idiota…

Ele se vira para Kioto. Estava igual ao momento em que lutaram na câmara, mas agora seus
olhos haviam desaparecido, no lugar deles, apenas vazio.

Kioto: Mas você falou…

Exe ergue o braço e desfere um soco na cara de Kioto, o soco faz Kioto voar longe e cair na
grama

Claire: O que vamos fazer agora?


Kioto se levanta, sangue escorrendo de sua boca

atualmente, 10 dias antes da morte de um membro da BAC:

Kioto: Não sei, Claire. Só sei que não tem mais volta agora, temos que lutar.

O olhar de Kioto se perde na vastidão da planície. Ele vê Souza firme, protegendo Bluu com o
corpo, mesmo diante da ameaça. A alguns metros, Laura, Light, Stheverson e Bob observam,
cada um tomado por tensão e medo, mas também pela chama da resistência.

Mais longe, a cena se torna ainda mais aterradora: Multi, erguido em poder e ódio, e acima
dele, a grande Entidade pairando no céu, colossal, envolta em tempestade e relâmpagos, como
se fosse a própria personificação do fim.

Capítulo 13 - Uma chama infinita


Anos atrás, na cabana dos nascidos na tormenta, o som da chuva batendo no telhado se
misturava ao estalar da madeira na lareira. Em uma mesa simples, Con e Bluu discutiam.

Conspiracy (visivelmente irritado): Por mais quanto tempo você vai se enganar?

Bluu bate na mesa

Bluu: Você vai fugir então? É isso que você vai fazer?

Con se levanta da cadeira

Conspiracy: É o que eu vou fazer!

Ele pega uma cartela de cigarros

Conspiracy: Vocês estão loucos se acham que podem parar aquela coisa

Antes que Con pudesse abrir a porta, a porta se abre sozinha, claramente o poder de Bluu.

Conspiracy se vira

Conspiracy (irônico): É óbvio que você consegue abrir portas com o poder da mente….

Bluu dá uma leve risada

Conspiracy: O resto do pessoal sabe pelo menos a sua idade?

Bluu: Não…
Conspiracy: Você está fissurado nessa coisa

Con sai da cabana e fecha a porta

A cena avança para até o momento atual

Con via o caos se instaurando no local. O vento da tormenta carregava o cheiro de sangue e
fumaça, e cada relâmpago iluminava a cena como um pesadelo vivo.

À direita, em meio à floresta, Bluu estava caído, mutilado, sem o braço. À sua frente, Souza
permanecia firme.

Mais adiante, Multi erguia seu cajado de crânio de dragão, a energia pulsando em torno dele
como se fosse a própria essência da destruição.

Um pouco mais atrás, Jacu lutava desesperadamente, encurralado pelos gêmeos sombrios que
avançavam sem piedade, cada golpe vindo de todas as direções.

E diante de tudo isso, Kioto, Claire, Bob, Light, Stheverson e Laura se posicionavam à frente da
entidade e de Executioner.

Con nunca foi de lutar, porém, nesse momento, ele não tinha mais muita escolha

Conspiracy (puxando seu grimório): Isso não me parece nada bom…

Executioner grita

Executioner: Entreguem aquele druida e ninguém precisará se machucar

Kioto encara Exe com desgosto

Kioto: Você sabe a minha resposta….

Exe puxa seu martelo

Kioto: Eu te derrotei uma vez, posso te derrotar de novo

Ele avança como um raio, sua lâmina gorgon arrastando pelo chão. No meio do avanço, Kioto
ergue a mão e bebe um suco monstro, o líquido descendo como combustível para sua fúria.

Porém, quando está prestes a alcançar o inimigo, a grande entidade no céu balança o braço. O
movimento é lento, mas devastador, e em seguida desfere um golpe contra o chão.

O impacto é colossal. A mão daquela entidade era do tamanho de uma cidade inteira, e o
ataque varre a arena como uma onda de destruição. A terra se rompe, pedaços de rocha e
raízes são arrancados, e Kioto é lançado para longe, arrastado pela força brutal que o golpe
carrega.

Ele bate contra uma árvore e cai no chão.

Kioto (agonizando de dor): AAAAAAAH!

Ele sente seu ombro esquerdo quebrado

Kioto (tentando se levantar): E-... eu não esperava que aquela coisa poderia fazer isso…

Ao longe, Claire vê Kioto jogado entre a floresta

Claire: KIOTO!!!

Quando Claire tenta ajudar ele, Kioto nega

Kioto (finalmente levantando): E- EU NÃO PRECISO DE AJUDA… foque nele!

Ele aponta para a entidade e Exe.

Mesmo com a fala de Kioto, Claire corre até Kioto.

Claire: Cala a boca que você precisa de ajuda sim!

Ela ajuda Kioto a levantar.

Kioto finalmente se levanta.

Kioto: Eu disse que n-...

Claire coloca o dedo nos lábios de Kioto. Ela olha em seus olhos

Claire: Você tá bem? Aquela coisa varreu o terreno

Kioto: Eu acho que quebrei o ombro.

Um pouco mais afastado dali, Stheverson, Bob, Laura, Light e Con observavam em silêncio,
horrorizados com o poder daquela entidade. O golpe havia sido tão devastador que parecia
impossível qualquer ser resistir.

Light: O-.... O QUE FOI ISSO!!!!!!!

Stheverson fica visivelmente assustado

Stheverson: Talvez eu devêssemos ter ficado na cabana….

Bob intervém
Bob: Não… vocês não deviam

Ele puxa sua adaga de osso

Bob: Estamos aqui para resolver isso de uma vez por todas

Bob encara Exe

Bob: Não há como voltar atrás

Light ainda fica meio indeciso

Light: É… você está certo

Ele puxa sua espada que tudo vê

Stheverson: Que sejá!

Sthe puxa seu cajado dos malditos.

Laura fica um pouco mais pra trás.

Con observa os três indo pra cima de Exe

Laura: Eu preciso ajudar o Gian… ou o que é que seja aquilo!

Laura corre para a direção de Multi e Jacu

Laura: GIAN!

Ele corre através dos gêmeos sombrios da entidade

Laura: O que aconteceu com você? Por que você virou o Jacu?

Jacu se vira e pega Laura pelo pescoço

Jacu: GIAN? ele não existe mais!

Ele aperta o pescoço dela

Jacu: Eu finalmente estou tomando o controle

Laura: N-não…

Antes que Jacu pudesse apertar mais, um gêmeo da entidade acerta suas costas com um
disparo sombrio.

Ele solta Laura


Jacu (gemendo de dor): Entidade nojenta

Jacu coloca a mão no rosto, como se ainda sentisse o Gian

Laura: Eu preciso que você volte!

Antes que Jacu pudesse falar, a entidade ergueu o braço colossal e desferiu um golpe em
direção aos dois. O ar se comprimiu, o chão tremeu, e por um instante parecia que nada
poderia impedir que fossem esmagados.

Mas, antes que a mão descesse sobre eles, uma rajada de fogo imensa atravessou a planície.
As chamas envolveram a mão da entidade, forçando-a a desviar o ataque. O impacto fez o
golpe errar o alvo e atingir o solo, arrancando uma parte da terra e levantando uma nuvem de
poeira e rochas.

Multi estava lá, com seu cajado apontado para o braço da entidade, ele tinha acabado de
salvar os dois

Multi: Eu disse para você se cuidar! Eu preciso de você vivo!

Na frente de Multi, Souza grita

Souza: Se concentre em mim! Você é meu oponente

Multi se vira

Multi: Você é corajoso mesmo…

Ele dispara como um raio na direção de Souza, o cajado em mãos brilhando com energia
flamejante.

Souza: Você mexeu com a pessoa errada.

Num instante, Multi surge diante dele e lança um raio de fogo com o cajado de crânio de
dragão. As chamas cortam o ar, mas Souza, com reflexos sobre-humanos, desvia e aparece ao
lado de Multi.

Multi: Você é rápido…

Souza aproveita a brecha e desfere uma estocada precisa, a lança avançando em direção ao
peito de Multi. O golpe quase o atinge, mas Multi salta para trás, desviando por pouco

Souza: Eu não vou deixar você capturar Jacu!!

Ele avança com fúria, girando sua lança com uma velocidade insana, como se fosse um disco
mortal.
Souza: Técnica de ataque… MIL ROTAÇÕES POR SEGUNDO!

A lança gorgon de Souza gira tão rápido que cria um vórtice de vento, sugando poeira, pedras
e raízes do chão. O solo ao redor começa a se despedaçar, como se estivesse sendo triturado
pela força do giro. O ar se torna pesado, difícil de respirar, e a energia liberada pela técnica
transforma o espaço em um campo de destruição.

Multi: Mas que…

Ele se afasta rapidamente, os olhos arregalados diante da técnica devastadora.

Multi: O que você está fazendo?

Com raiva, ergue o cajado de crânio de dragão e dispara um enorme raio de fogo, um feixe
incandescente que rasga o ar em direção a Souza.

Mas Souza não recua. Ele avança em linha reta, desviando do raio com movimentos precisos,
cada passo acompanhado pelo giro frenético de sua lança. A arma, girando em mil rotações
por segundo, destrói tudo pelo caminho.

Multi: Que sujeito interessante… Nunca tinha visto uma técnica assim.

Souza: Você não vai arrancar o braço do meu amigo e sair impune!

Com fúria, Souza se posiciona à frente de Multi e golpeia com sua lança girando como um
disco mortal.

Souza: MORRA!

Multi ergue o cajado para bloquear, mas a força da lança é tão brutal que o cajado voa longe,
arrancado de suas mãos.

Multi: Que força…

Sem perder tempo, Souza avança e acerta o giro da lança exatamente na barriga de Multi. O
impacto é devastador, e Multi é lançado para trás, arrastando-se pela planície.

Ele se levanta e revela ter usado um gêmeo sombrio para anular o dano do golpe

Multi: Que maestria…

Souza de longe observa Multi se levantar

Souza: Você ainda não viu nada!

Multi: Se eu não tivesse usado o gêmeo, provavelmente eu morreria…


Pensamentos do Souza: “Eu consegui acertar em cheio, já gastei um dos gêmeos dele… Ele
não vai nem perceber o que o derrotou. Minhas técnicas são 100% originais, ele não vai
conseguir prevê-las”

Multi sai correndo em direção ao cajado que havia saído voando

Souza: Não vai não! INVOCAR ARANHA

Um raio verde cai na lança dele e com um movimento feroz, Souza gira sua lança ainda mais
rápido, a velocidade aumentando até que o som se torna um rugido metálico. Então, com toda
a força acumulada, ele arremessa a lança como um disco mortal.

O projétil corta o ar em espiral, avançando em direção a Multi com uma precisão implacável. O
chão vibra com a passagem da arma, e a energia do giro cria um rastro de vento.

Multi: Que porcaria é essa!

Multi se agacha no último segundo, o disco mortal passa por cima dele.

Ele se logo se levanta

Multi: Isso quase me acertou…

Souza de longe vê a situação

Souza: Isso ainda não acabou!

Multi escuta um barulho atrás de si. Ao se virar, seus olhos se arregalam: o disco mortal da
lança gorgon estava voltando, como um bumerangue, cortando o ar em espiral com uma força
devastadora.

Multi: E isso volta!???

No instante em que o disco iria atingi-lo em cheio, ele ativa mais um dos gêmeos sombrios. A
habilidade, tornando-o imune ao impacto. A lança o acerta com força colossal, mas em vez de
despedaçá-lo, o golpe é absorvido pela energia sombria, desviando para outro lado e
destruindo parte da planície.

Ele olha para Souza de longe.

Multi (ofegante): Que truques são esses…

Souza: Você não percebeu?

Quando Multi tenta correr até o cajado, seus pés ficam presos em algo pegajoso. Ele olha para
baixo e percebe que estava envolto em um monte de teias grossas e resistentes,
impossibilitando sua corrida.
Souza: Eu invoquei minha aranha em cima da lança, e quando eu a arremessei, ela caiu atrás
de você.

Multi: O que…??

Ele olha para trás e percebe a Aranha de Souza

Souza: Eu acho essa técnica de aranha secreta!

Multi: Mas que droga!

Multi tenta escapar das teias.

Souza: Todos os meus ataques até agora foram apenas pra te deixar desse jeito!

Ele corre em disparada na direção de Multi, cada passo levantando poeira e tremores no solo.
No meio da corrida, Souza recupera sua lança gorgon e a ergue com firmeza, gritando com
toda a força de sua voz:

Souza: TÉCNICA SECRETA MORTAL!!! LÁGRIMAS DE GORGON!

A lâmina começa a pingar um veneno diferente, denso e escuro, cada gota caindo no chão e
corroendo a terra como ácido

Multi: O que você está fazend-...

Antes que pudesse terminar a frase, Souza passa por ele em um movimento fulminante e
perfura sua barriga com a lança gorgon. O veneno se espalha imediatamente para dentro do
corpo de Multi, queimando suas entranhas como fogo líquido.

Ele para atrás de Multi

Souza: Essa batalha acabou!

Multi finalmente se liberta das teias, mas cambaleia para frente, sentindo o veneno correndo
em suas veias. Sua respiração fica pesada, o corpo enfraquecido, e cada passo parece um
esforço sobre-humano.

Multi: O que está acontecendo…

Souza encara com firmeza, a lança ainda pingando o veneno mortal.

Souza: Essa é minha técnica mortal. Eu tive que consumir minha própria vitalidade e energia
para produzir esse veneno. É impossível qualquer ser suportar essa toxina.

Multi cai de joelhos no chão

Multi (babando sangue): Não… não pode ser… o que é você?


Souza se aproxima e aponta a lança para o rosto de Multi

Souza: Esse é seu vergonhoso fim!

Multi cospe sangue e começa a chorar.

Souza: Você me subestimou…

Multi coloca a mão no rosto, lágrimas escorrendo, e chora ainda mais.

Multi: Não era pra ser assim…

Souza ergue sua lança, pronto para finalizar o adversário.

Souza: Está arrependido?

De repente, o choro de Multi se transforma em uma risada sombria.

Multi: Você acha mesmo que eu realmente não estava conseguindo pegar o cajado?

Souza: O QUÊ!?

Ele desfere o golpe final, mas antes que a lâmina o atinja, o cajado de Multi, que antes estava
caído longe no chão, aparece em sua mão como se tivesse sido invocado.

Num instante, o cajado libera uma explosão colossal de energia, que atinge Souza em cheio e
o lança ao chão, derrubando-o com brutalidade.

Souza (assustado): COMO É POSSÍVEL

Multi se levanta com um sorriso no rosto

Multi: Seu veneno é de fato muito forte….

Ainda no chão, Souza começa a se arrastar para trás

Souza: Isso não… ISSO NÃO PODE SER POSSÍVEL, ESSE É O VENENO MAIS FORTE QUE
EU CONSIGO FAZER

Multi: Realmente… essa sua técnica poderia acabar com qualquer um…. menos eu

Ele ergue seu cajado crânio de dragão

Multi: Eu tenho mais de cem anos. Já adaptei meu corpo para todo tipo de coisa. Em qualquer
outro corpo esse veneno poderia funcionar… mas em mim, só cócegas.

Ele aponta o cajado para Souza


Multi: Foi uma brincadeira divertida…

Ele ergue o cajado de crânio de dragão e dispara um raio colossal em direção a Souza. O feixe
flamejante atinge em cheio, envolvendo-o em uma torrente de fogo que começa a queimar seu
corpo por inteiro.

Souza tenta desesperadamente erguer a lança gorgon para se defender, mas a energia é
avassaladora. O metal da arma esquenta, vibra, e mesmo assim não consegue conter o poder
do raio.

Souza (gritando de dor): AAAAH…

Ele continua cremando Souza

Multi: Que cheirinho de carne assada

De repente, um som corta o ar atrás dele. Multi se vira e vê uma espada mágica avançando em
sua direção, reluzindo com energia própria. Antes que pudesse atingi-lo, ele estende a mão e a
segura firmemente, interrompendo o ataque com um movimento frio e calculado.

Ele ergue a visão e vê bluu, que tinha acabado de tentar acertar ele pelas costas. Multi para de
atacar Souza e se vira completamente para Bluu

Bluu (ainda cambaleando): Deixa o Souza em paz

Bluu olha para o estado de Souza, que com um ataque, foi completamente queimado

Não muito longe dali, estava Laura e Jacu.

Laura: Eu sei que o Gian ainda está aí!

jacu ainda desviando dos tiros de gêmeos

Jacu: EU JÁ DISSE, GIAN MORREU!

Ele avança em direção a laura, seu cajado brilhando dourado

Laura: Eu não queria fazer isso

Ela puxa a lança aranha e espera.

Jacu dispara várias energias de seu cajado, fazendo Laura desviar com maestria.

Jacu: Por que você ainda tenta!?

Laura avança, desviando de todos os disparos.

Ela se aproxima de Jacu e desfere um golpe de sua lança que faz ele cair no chão
Laura: Porque eu ainda acredito em você… GIAN!

Quando Laura fala “GIAN”, uma coisa parece mudar em sua expressão, como se algo quisesse
sair do peito de Jacu

Jacu: Laura… é você?

Laura se ajoelha na frente de Jacu

Laura: Sim, Gian! Está conseguindo me ouvir?

A expressão no rosto de Jacu desaparece

Jacu: Não me chame de Gian… Nós somos Jacu!

Ele dá um salto para trás, percebendo que a Entidade colossal está prestes a atacar.

Laura ergue os olhos e vê a gigantesca mão descendo para esmagá-la.

Laura: Eu ainda acredito em você, G-...

A gigante mão esmaga Laura.

Jacu observa o local onde Laura estava

Jacu: Ela… morreu…

Jacu coloca a mão na cabeça, algo parecia querer sair dali.

Ele olha pra cima vendo que aquele golpe da Entidade era em direção a ele

Jacu: EU VOU TE MATAR!

Um pouco mais longe dali estava Bob, Con, Light, Sthe, lutavam contra Exe

Bob: Talvez se derrotarmos o Executioner, poderemos tirar ele do controle da entidade.

Light: Você tem certeza disso?

Bob: É nossa melhor chance! Fiquem na retaguarda!

Light: Ok!

Stheverson: Ok!

Bob avança em direção a Exe.

Light se vira para Con


Light: Você vai ajudar?

Conspiracy: Eu não vou fugir dessa vez!

Light não parece muito confiante, mas logo volta a olhar para Exe.

Bob está avançando com muita fúria na direção de Exe

Executioner (com voz grave e sarcástica): Olha quem está vivo…

Antes que pudesse avançar, Bob surge diante dele e desfere um soco poderoso, carregado de
energia. Mas Executioner, com reflexos monstruosos, segura o punho de Bob no ar.

Executioner: Eu não vou fugir dessa vez… eu vou lutar com todas as minhas forças

Ele bebe um tônico de invulnerabilidade e sua defesa aumenta muito

Executioner: Agora morra!

Ele aperta a mão de Bob com força brutal, esperando ouvir ossos se partirem. Mas algo
estranho acontece: Bob não apenas resiste ao aperto, como sua mão não se quebra.

Mais estranho ainda, Bob começa a segurar a mão de Executioner de volta, firme, como se não
quisesse soltar.

Executioner: O que você tá fazendo!?

Bob: Estou te prendendo…

De repente, Light e Sthe aparecem correndo, Light correndo junto de seu clone de bruxo, Sthe
usando sua magia de alto mago para criar esferas de energia de fogo e escuridão.

Os dois pulam em direção a Executioner e desferem um golpe com toda a força, o rosto de Exe
se ilumina com o impacto, porém ele nem se move

Executioner: Eu poderia ter ativado meu gêmeo… MAS UM ATAQUE INÚTIL DESSES NÃO
MERECE SER DEFENDIDO POR UM

Com um soco, Exe arremessa Bob para longe.

Light olha assustado

Light: O que foi isso… ele aguentou nosso ataque combinado no peito como se não fosse
nada.

Sthe após a poeira abaixar percebe que Exe nem saiu do lugar

Stheverson: O QUE!?
Pensamentos de Stheverson: “Aquele nosso ataque combinado busca causar o maior dano
possível… e ele nem se mexeu… nós nunca vamos conseguir derrotar esse cara”

Executioner: Eu cansei de brincar… ONDA TROVEJANTE!

Seu corpo é envolto por uma energia verde pulsante. O céu se abre em um estrondo, e três
raios descem violentamente, cada um mirando Bob, Sthe e Light.

Light (assustado): Droga!

Num reflexo rápido, ele ativa seu gêmeo sombrio, e a sombra o envolve, desviando o impacto
do raio.

Bob, firme e concentrado, também ativa seu gêmeo. Com maestria, no exato momento em que
o raio desce, sua energia se expande e o protege, anulando completamente o dano.

Stheverson, tomado pelo medo, tenta invocar seu gêmeo, mas suas mãos tremem e sua mente
se perde no pânico. O céu rasga em trovões, e o raio desce com força devastadora.

Ele não consegue reagir a tempo. O raio atinge seu corpo diretamente, queimando-o por
inteiro. A energia percorre cada fibra, cada nervo, deixando um clarão que ilumina o campo por
alguns segundos.

Stheverson: AHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Stheverson cai de joelhos, o cajado escorregando de suas mãos e batendo no chão com um
som seco. Seu corpo ainda fumega do raio que o queimou, e sua respiração é um gemido
desesperado.

Executioner (com desprezo, caminhando lentamente): Vocês são tão patéticos…

Ele ergue sua esmagadora forjada na guerra. Com um movimento vertical, ele desfere o golpe
mirando a cabeça de Stheverson.

O impacto é devastador. O som metálico da arma contra o crânio ecoa como um trovão. A testa
de Sthe é esmagada em um único golpe, ossos e carne se despedaçando sob a força brutal. O
corpo dele convulsiona por um instante, antes de cair sem vida, inerte, diante de todos.

Light emocionalmente morreu ali mesmo, ele acabara de ver o corpo do seu melhor amigo ser
destroçado

Light: STHEVERSONNNN!!!!!!!!!!!!

Light se enche de raiva, ele ergue sua espada das mil mentiras e vai pra cima de Exe

Executioner: Patético…
Ele ergue o martelo, pronto para esmagar, mas antes que pudesse atacar, Bob aparece num
movimento rápido e agarra Light, arrastando-o para longe da zona de impacto.

Bob (irritado, gritando): VOCÊ QUER MORRER POR ACASO?!

Light (ofegante, em fúria): EU VOU MATAR ELE!!!

Bob (segurando firme): Se acalma, porra!

Light (respiração pesada, olhos ardendo): Como eu vou me acalmar?!

Antes que Bob pudesse responder, Executioner gira o corpo e lança seu martelo com força
titânica. A arma atravessa o ar como um trovão e acerta em cheio as costas de Bob.

O impacto é devastador, o martelo explode em energia, lançando Bob para longe.

Bob se levanta um pouco debilitado

Bob (gritando): SE VOCÊ CONTINUAR ASSIM, MAIS PESSOAS VÃO MORRER

Light se aproxima de Bob

Light: O que vamos fazer então!!!?

Antes que Bob pudesse falar, Con grita

Conspiracy: Executioner! Eu estou aqui, seu desgraçado

Exe se vira para olhar Con

Executioner: E você luta por acaso..? Está tremendo de medo

Con corre na direção de Exe

Executioner: Vamos ver do que você é capaz…

Conspiracy: FOGO SOMBRIO!!

Uma explosão surge de Con, dessa explosão saem diversas bolas de fogo sombrio

As esferas de fogo voam em direção a Executioner, que defende elas usando sua habilidade de
guerreiro de elite, tudo ao redor explode e o fogo se dissipa.

Con continua correndo

Conspiracy: Achou que era só isso?

Con carrega uma carga explosiva e lança contra ele.


Ele carrega uma carga explosiva e a lança contra Executioner. As cargas voam em arco,
prestes a atingir, mas Executioner ativa seu gêmeo sombrio. As explosões acontecem em
sequência, iluminando o campo, mas não causam nenhum dano.

Executioner: Só sobraram seus ataques básicos…

Con fica frente a frente com Exe

Conspiracy: Era isso mesmo que eu queria…

Ele puxa seu grimório, tomo das areias

Conspiracy: Ataques normais não fazem efeito em você… mas meu grimório não é normal!

Executioner pensa: “Desgraçado! Ele sabe a fraqueza das grandes armaduras… o grimório
pode ignorá-las”

Con dispara diversas adagas mágicas de seu grimório, as adagas fincam na armadura e fazem
ele sangrar.

Executioner se ajoelha de dor

Executioner: PORRA!

Bob vê de longe a cena

Bob: ELE CONSEGUE CAUSAR DANOS! TEMOS QUE DAR SUPORTE A ELE

Claire e Kioto(ainda com o ombro quebrado) voltam para lutar com Exe

Bob: Kioto e Claire! Nós temos uma chance!

Kioto ainda meio machucado fala

Kioto: Se acalme…

Executioner se levanta e vê vários em volta dele, em sua frente estava Con, a sua esquerda
estava Bob e light, na sua direita estava Claire e Kioto.

Bob: Acaba com ele, Con!

Con ergue sua adaga mágica

Executioner: Vocês subestimam a entidade…

De repente, o céu ruge com uma força sobrenatural. As nuvens se rasgam e uma chuva de
raios negros começa a cair sobre a planície. Cada raio atinge o solo com violência,
despedaçando o terreno, abrindo crateras e rachaduras que se espalham como cicatrizes pela
terra.

Dos raios, figuras começam a emergir: vários gêmeos sombrios se materializam, cada um
carregando a mesma aura maldita que envolve Executioner.

Um dos gêmeos dispara contra a barriga de Con, fazendo ele sair voando e cair pra longe.

Após a poeira abaixar, todos percebem o terreno cheio de gêmeos.

Kioto vai até Bob

Kioto: Proteja o Con! A gente segura esse gigante!

Antes que Bob fosse até onde Con caiu, Kioto o para

Kioto: Pega isso!

Kioto entrega um frasco de água umbraniana

Kioto (explicando com urgência): Se você fizer o Exe beber, ele vai perder o efeito do tônico.
Mas cuidado… ele pode tomar outro e voltar a ficar invulnerável. Você precisa usar isso no
momento certo!

Bob: Ok…

Bob sai correndo para ver o estado de Con.

Kioto se vira para Exe

Kioto: Estamos contra de novo…

Executioner: E eu estou em maior número…

Exe abre os braços e revela um exército de gêmeos sombrios.

De repente, o céu se rasga em trovões. Executioner abre os braços e revela um exército de


gêmeos sombrios, cada um emergindo das fendas negras que se espalham pela planície.

Claire, Kioto e Light ficam paralisados por um instante, o medo estampado em seus rostos. O
campo de batalha agora parece um pesadelo vivo: dezenas de gêmeos sombrios cercando-os,
prontos para atacar.

Claire: Vamos ver quem sai melhor!

Um clarão dourado irrompe de seu corpo, e como um raio ela atravessa a horda de gêmeos
sombrios. Cada movimento é um corte preciso: sua lâmina perfura, rasga e despedaça inimigos
sem parar, deixando um rastro de destruição enquanto avança.
Em segundos, Claire surge diante de Executioner, olhos fixos nele.

Claire: Tente me pegar…

Ela começa a se mover em torno de Executioner com a agilidade de uma serpente, deslizando
em círculos, mudando de direção a cada instante. Seus passos são tão rápidos que deixam
rastros de luz dourada no ar. Executioner gira o corpo, tentando acompanhar, mas seus olhos
não conseguem seguir a velocidade dela.

Executioner: Vocês são como baratas!

Exe bate seu martelo no chão, criando uma explosão que força Claire a recuar

Executioner: GÊMEOS!

De repente, todos os gêmeos sombrios ao redor erguem as mãos e disparam rajadas de


energias sombrias. O céu se enche de clarões negros, e dezenas de disparos teleguiados
avançam em direção a Kioto e Light, cercando-os por todos os lados.

Light: Eu não sei se vou conseguir desviar por muito tempo!

Light começa a correr entre os disparos, mas cada vez mais sem saída

Kioto: Aguenta aí!

Kioto se move com grande velocidade entre os disparos, mas ainda era muito difícil se
aproximar de Exe.

Dentro daquela nuvem de energias, estava Claire.

Executioner: Vejo que agora você não tem para onde correr…

Longe disso, Bob tinha ido ver o estado de Con, que estava jogado na grama

Bob: Você está bem???

Con estava com a barriga machucada, porém estava bem

Conspiracy: Eu disse que ia ajudar…

Bob: O que você tá falando?

Con se levanta

Conspiracy: Nada não…

Con olha e vê aquele exército de gêmeos


Conspiracy: Nós não vamos conseguir desse jeito… precisamos matar a fonte

Antes que Con pudesse falar mais, ele escuta passos vindo de trás.

Quando ele se vira ele vê Dark Soldier completamente destroçado

Dark Soldier:... V-VOCÊ!

Bob: Cruz credo! ISSO É UM ZUMBI?

Con (pensativo): Como ele ainda está vivo…?

Con olha para a espada de Dark Soldier, que parecia ter vida própria.

Pensamentos de Con: “O Exe falou de uma tal energia sombria para derrotar a Entidade… e eu
lembro do Dark Soldier falando dessa tal espada amaldiçoada… EU TIVE UMA IDEIA”

Conspiracy (animado): EU PRECISO DESSA SUA ESPADA.

DK parecia ter um semblante de tristeza

Dark Soldier: Se eu largar ela, eu vou morrer…

Conspiracy: Nós precisamos matar aquela coisa!

Con aponta para o céu

Dark Soldier: Eu desperdicei minha vida correndo atrás de objetivos vazios…

DK olha para cima

Dark Soldier: Talvez eu possa fazer algo de útil…

Com força, ele finca a espada amaldiçoada no chão. No instante em que solta a lâmina, sua
conexão vital se rompe. O corpo de Dark Soldier cai sem vida, pesado, como se toda sua
essência tivesse sido sugada pela arma.

A espada permanece cravada, vibrando com energia sombria, como se tivesse absorvido a
alma de seu portador.

Bob: O que você quer com essa espada…?

Conspiracy pega a espada, a fatiadora amaldiçoada

Conspiracy: O Executioner falou que uma grande energia sombria poderia colapsar a
entidade… e isso aqui parece ter bastante

Bob: Mas quem vai conseguir avançar contra a Entidade…?


Conspiracy: Essa parte eu não sei…

Enquanto isso, na nuvem de clones, Claire lutava desesperadamente. Seu corpo já estava
coberto de ferimentos, sangue escorrendo, e seus movimentos tornavam-se cada vez mais
lentos. Executioner havia limitado seu espaço de desvio, cercando-a com gêmeos sombrios e
ataques brutais.

Sem saída, Claire é acertada na perna por um martelo e cai no chão

Executioner: Seu joguinho acabou…

Porém, Executioner sente uma energia estranha, no local onde Con havia caído, ele estava
empunhando uma espada que pulsava energia sombria.

Executioner (assustado): Ele não pode usar aquilo!

Exe sai correndo pelo mutirão de gêmeos e barra o caminho de Bob e Con

Executioner: Me passem essa espada e eu poupo a vida de vocês…

Pensamentos de Con: “Ele realmente quer isso… minha teoria deve estar certa!”

Conspiracy: Bob, pega a espada e corre até o Kioto!

Con ergue a mão para entregar a espada, mas nesse instante, a Entidade no céu também
sente a energia sombria. Com fúria colossal, ela desce um soco devastador contra os dois.

O impacto é tão violento que força Bob e Con a se jogarem para lados opostos, cada um
desviando para sobreviver. O chão se despedaça, abrindo uma cratera gigantesca entre eles,
separando-os.

Conspiracy tenta se levantar, mas antes que consiga, Executioner lança seu martelo. A arma
explode no impacto, e a força da explosão faz a fatiadora amaldiçoada voar para longe.

Conspiracy (gritando, desesperado): DROGA!

Ele dispara em corrida, cada passo carregado de urgência, até alcançar a espada. Seus dedos
se fecham sobre o cabo.

Mas quando Con se vira, encontra Executioner já diante dele, a sombra colossal bloqueando
toda a luz.

Executioner (rugindo, com ódio): EU ACABAR COM VOCÊ!


Con tenta desviar, recuar, correr em qualquer direção, mas Executioner, mesmo lento, move-se
com precisão monstruosa. No último segundo, sua mão gigante agarra o braço de Con que
está com a espada.

Executioner (insano): VOCÊ NÃO VAI ESCAPAR!

Ele ergue o braço esquerdo, o martelo pronto para esmagar Con. Mas antes que pudesse
desferir o golpe, Bob surge como um raio, agarrando o braço de Executioner com toda a força
que possui.

O impacto é colossal: Bob trava os músculos, veias saltando, enquanto tenta impedir que o
martelo desça. O chão treme sob o peso da disputa.

Bob usa cada grama de energia para segurar o braço esquerdo, enquanto o braço direito de
Executioner continua preso ao braço de Conspiracy, que luta desesperadamente para se soltar.

Bob começa a fraquejar, seus músculos tremendo sob a pressão colossal de Executioner.

Bob (gritando, desesperado): DROGA!!!

Mas Conspiracy, tomado pela determinação, explode em fúria.

Conspiracy (rugindo): EU NÃO SOU UM FRACOTE, EU NÃO VOU FUGIR DESTA VEZ!

Com um movimento rápido, ele puxa sua adaga mágica e corta violentamente o próprio braço
fora que Executioner estava segurando. O golpe é preciso e brutal: A mão logo solta a lâmina
que cai no chão

No instante em que o braço se abre, a espada amaldiçoada cai no chão. Con não hesita, se
abaixa imediatamente e a agarra com o outro braço.

Conspiracy (gritando para Bob): BOB, SEGURA ELE!!

Con ainda que cambaleando, sai correndo

Bob (tentando segurar Exe): É AGORA

Com um movimento bem rápido, ele quebra o frasco de água umbraniana na boca de Exe, que
logo perde os efeitos da defesa.

Exe até tenta perseguir Con, porém Bob o segura

Bob: Se lembra o que te disse, Exe? EU VOU TE MATAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Quando Exe se vira, Bob acerta um soco no rosto de Exe que faz ele cambalear

Bob: Eu não vou deixar você perseguir o Conspiracy!


Exe até tenta o golpear, porém Bob desvia e desfere mais um poderoso soco

Exe percebe que não era mais possível perseguir Con, então ele diz

Executioner: ONDA TROVEJANTE!

Bob pula para cima de Exe e começa a nocautear ele com socos sem parar.

Con estava quase chegando na vista de Kioto, que estava lutando entre os gêmeos.

Porém, Con olha pra cima e vê o céu se abrindo

Conspiracy (pensando, com um sorriso triste): Eu espero ter ajudado… Bluu.

Com velocidade desesperada, ele arremessa a espada amaldiçoada na direção de Kioto.

Conspiracy (gritando com todas as forças): USE A ESPADA!!!

No instante seguinte, um gigantesco raio verde despenca do céu e atinge Con em cheio. O
impacto é devastador: seu corpo é queimado vivo, a energia o desintegra quase que
completamente, deixando apenas um corpo de carne.

Kioto escuta o aviso e vê a espada caída no chão

Kioto: Con…

Kioto se enfia no meio dos gêmeos e tenta passar por eles, porém logo após sair, ele é atingido
na barriga e quase cai no chão.

Kioto pega a espada

Kioto: Eu não vou conseguir usar…

Ele olha Jacu ao longe

Kioto: JACU!

Ele sai correndo na direção dele

Kioto: JACU, USE ISSO!!!!

Ele arremessa a espada na direção dele.

A espada finca no chão à frente de Jacu. Jacu pega a espada

Jacu: EU VOU ACABAR COM ESSA COISA


No mesmo instante, a Entidade desfere um golpe colossal, sua mão gigante descendo para
esmagar Jacu como um inseto.

Mas Jacu salta com agilidade surpreendente, passando entre os dedos da criatura. Em um
movimento ousado, ele aterrissa em cima da mão da Entidade.

Sem hesitar, Jacu começa a correr pelo braço da criatura

De repente, tudo para Jacu fica preto, a gigante entidade estava pairando em sua frente

Entidade sem rosto: Eu só estou aqui para mostrar o caminho certo…

Jacu: E eu te conheço por acaso?

Entidade sem rosto: Me finalizar traria enormes consequências para esse mundo…

Jacu: EU NÃO ESTOU NEM AÍ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Com muita força, Jacu arremessa a espada em direção a entidade, a espada parece se atrair
até o rosto da entidade, em um instante, a espada entra dentro da face daquele ser.

O corpo da entidade começa a colapsar, como se quisesse explodir.

Entidade sem rosto: Eu tentei, rei… mas a chama é eterna…

A escuridão começa a desaparecer, e o céu começa a voltar ao normal, a entidade


começa a emanar uma enorme aura de energia escura, de repente, uma explosão
sombria colossal se expande, cobrindo todo o mundo. O chão treme, montanhas se
despedaçam, e o horizonte é engolido por uma onda de destruição.

O corpo de Jacu é engolido pela onda de energia, e no meio do caos, algo inesperado
acontece: sua forma se divide. Entre clarões, dois corpos distintos caem ao chão, lado a lado:
Jacu e Gian.

Ambos machucados

0 Dias antes da morte de um membro da BAC:

Kioto, Light e Claire viam a cena, enquanto mais longe, Bob e Exe lutavam

Ambos dois estavam cansados

Executioner avança com um soco devastador, mas Bob intercepta o ataque, segurando o
punho no ar. Pela primeira vez, alguém não apenas resiste, mas domina a força do colosso.
Bob começa a apertar o punho de Exe, esmagando lentamente sua resistência.
Num movimento brutal, Bob gira o braço do inimigo e o torce até o limite. O som seco do pulso
se quebrando ecoa pelo campo. Aproveitando a abertura, Bob desfere um soco poderoso no
rosto de Executioner.

O impacto é tão intenso que o gigante é lançado ao chão, o solo rachando sob o peso da
queda. Pela primeira vez, Executioner é derrubado pela força pura de outro guerreiro.

Bob (ofegante): Eu disse.. seu desgraçado…

Executioner percebe que seu corpo não está mais no controle da entidade.

Ele olha para o céu e vê uma grande energia sendo expelida .

Executioner: Vocês conseguiram…

O corpo dele começa a virar escuridão

Exe pensa: “Se a entidade morrer… eu também vou…”

Executioner: Bob… você conseguiu… obrigado!

Exe desaparece em meio as chamas negras

Bob: Eu venci… EU VENCI!!!!!!!

Longe deles, Multi observava a entidade desaparecendo

Multi: E não é que eles conseguiram mesmo…

À frente, Multi ergue o olhar e vê Bluu, completamente exausto, o corpo arqueado, respirando
com dificuldade, mas ainda firme, encarando-o com determinação.

Atrás de Multi, Souza tentava se levantar. Seu corpo estava marcado pelas queimaduras.

Multi: Desistam…

Souza se levanta

Souza: NUNCA!

Multi: Eu não tenho mais papel aqui, eu quero é aquele druida!!

Multi corre em direção a onde Gian caiu

Multi: Quem diria que tudo daria certo

Ele pega o corpo de Gian e caminha para a floresta.


Souza olha para Bluu, que apenas olha Multi carregando Gian

Souza: VOCÊ NÃO VAI FAZER NADA?

Bluu: Souza… nós conseguimos… paramos a entidade… não tem mais nada que possamos
fazer

Souza (tossindo sangue): COMO ASSIM, AINDA TEMOS QUE PARAR ELE

Bluu (chorando): Ela ganharia de nós todos juntos… aquele druida já não é mais nosso
problema

Souza: QUE MERDA VOCÊ TÁ FALANDO!

Bluu: NÓS PERDEMOS, PORRA! É ISSO, NÃO IMPORTA O QUANTO NÓS TENTARMOS,
NUNCA VAMOS MATAR AQUELE DEMÔNIO!!

Souza: Você não é o Bluu que eu conheço

Mesmo machucado, Souza corre em direção onde Multi foi

Bluu (falando consigo mesmo): Por que…?

Light, Bob, Kioto, Claire aparecem ao lado de Bluu

Kioto (ainda com a barriga e ombro machucados): O que aconteceu…?

Bluu: O Multi pegou o amigo de vocês… ele foi pra lá!

Ele aponta para onde Souza estava correndo.

Bob, Kioto e Claire vão correndo em direção ao ponto.

Light fica para conversar com seu chefe

Light: Você não vai?

Bluu: Eu não iria… mas o Souza… aquele maluco

Bluu solta um risada

Light: Não podemos perder tempo!

Bluu: É melhor você ir também… eu te ultrapasso em um piscar de olhos

Light: Eu sempre esqueço disso!

Ele sai correndo atrás do trio.


Bluu (repetindo para si mesmo): Em um piscar de olhos…

Em uma cabana isolada, Multi entra lá dentro e coloca Gian em um tonel de água

Multi: É pra isso funcionar

Ele conecta os tubos do tonel no portal

Multi: Agora é só esperar sugar toda a energia vital dele

O portal começa a se ligar

Multi: Está funcionando…

Ele escuta algo

Multi: Eles estão vindo…

Multi sai para fora da cabana

Souza, Claire, Kioto e Bob aparecem

Multi: Chegaram tarde, eu vou matar cada um…

Bob: Não se eu te matar primeiro!

Bob com velocidade extrema, ele dispara para frente, desaparecendo em um piscar de olhos.
Usando sua habilidade de ladino, Bob se move como uma sombra, contornando o adversário
em um salto ágil.

Multi: Inútil…

Seu corpo brilha e de repente uma enorme coluna de fogo surge, destruindo tudo e
arremessando Bob pra longe

Após o fogo se dissipar, Kioto aparece na frente de Multi, o surpreendendo

Kioto: Não esperava que Bob era apenas uma distração, não é?

Kioto perfura a barriga de Multi com a lâmina gorgon.

Souza aparece também e finca a lança no peito de Multi

Souza: ACABOU!

Multi: M-.. muito bem… FOGO DE FÊNIX!!


Kioto e souza são arremessados para longe e várias chamas começam a curar Multi

Multi (rindo): Vocês não sabem nada sobre mim!

Ele ergue seu cajado

Kioto: O que é você…?

Multi: Eu estou a centenas de anos à frente de vocês…

Kioto cai no chão, sentindo sua barriga e ombro

Kioto: Eu…. não consigo… meu corpo não aguenta

Claire fica na frente de Kioto

Claire: Deixa comigo!

Ela puxa sua adaga

Claire: Souza e Bob! Quero que vocês soltem todas suas cargas explosivas, em momentos
diferentes um do outro… ele não conseguir defender todas

Antes que Multi pudesse recuar, Bob aparece e começa a rodear ele rapidamente.

Claire: AGORA BOB!

No comando, Bob libera suas cargas explosivas em sequência, cada explosão ecoando como
trovões ao redor de Multi. O chão se despedaça, a fumaça sobe em colunas, e o som
ensurdecedor faz a floresta tremer.

Souza logo se junta, explodindo cargas logo depois das de Bob

Claire: Ele precisa morrer, ELE TEM QUE MORRER!

Claire ativa sua habilidade de ladino e corre em volta de Multi, soltando cargas em momentos
diferentes.

Após a poeira abaixar… Multi estava de pé, sem nenhum machucado.

Kioto olha ao longe e percebe que as cargas foram redirecionadas e lançadas em souza, que
estava caído no chão.

Kioto: COMO!???

Multi: Eu aperfeiçoei as cargas explosivas ao máximo, eu às controlo

Bob cai no chão, exausto


Claire também cai exausta no chão

Kioto: Isso… é impossível

Multi: Vocês nunca tiveram chance

Ele se vira para Kioto

Multi: Morra…

Ele ergue seu cajado e dispara um raio de fogo colossal, porém, o raio não acerta Kioto… no
último segundo, algo entra na frente.

O raio abre as costas desta pessoa, deixando na carne viva.

Kioto abre os olhos e vê Claire ajoelhada em sua frente

Claire (com sangue escorrendo de sua boca): Viu… você precisava de proteção…

Ela cai no chão

Kioto (chorando): CLAIREEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ele agarra o corpo sem vida da amiga

Multi observa a cena e enquanto ele observa, Bob avança contra ele

Bob: SEU DESGRAÇADO

Ele pega Multi pela cintura e leva com velocidade até a cabana, jogando-o lá dentro.

Multi cai no chão e se levanta com raiva

Multi: Que ataque inútil!

Ele solta um raio na direção de Bob, que cai no chão queimado.

Antes de voltar a lutar, ele olha para trás e vê o portal completamente ligado

Multi: EU CONSEGUI!

Ele caminha até o portal.

Aquele portal brilhava com uma energia estranha, um roxo vivo.

Quando Multi coloca o dedo, seu dedo é desintegrado

Multi: Como assim… o portal deu errado?


Ele olha para o tonel e percebe, chocado, que quem estava lá não era Gian, mas Bluu.

Multi: O quê…?

Bluu desaparece do tonel e surge bem diante dele, com uma aura vibrante e determinada.

Bluu: Enquanto você lutava com eles… eu entrei aqui dentro e troquei o meu corpo com o de
Gian, assim usando meu corpo para ligar a máquina. Você disse que eu era um erro… MEU
PORTAL TAMBÉM É!

Com toda a força de sua convicção, Bluu empurra Multi em direção ao portal. O braço dele é
dilacerado pela energia instável, rasgando carne e sombra ao mesmo tempo. Multi grita, mas
resiste ao empurrão, cravando os pés no chão e impedindo que seu corpo seja tragado pelo
vórtice.

Multi: SEU DESGRAÇADO!

Ele solta uma bola de fogo contra ele que o faz voar longe

Multi: Achou que iria me matar…?

Ele dá um passo à frente, mas de repente uma mão sai do portal e segura seu ombro com
firmeza. Era um braço coberto por uma armadura azul e preta

Multi: O quê…?

A força do braço começa a puxá-lo para dentro do portal, rasgando sua carne e sombra. Multi
grita em fúria:

Multi: VOCÊ ESTÁ MORTO!

Uma voz ecoa do interior do portal, profunda e ameaçadora:

Dark Jr: Você vai estar também…

Com um puxão brutal, o braço arrasta Multi para dentro do portal. Em segundos, seu corpo é
engolido pelo vórtice, e o portal se fecha com um estrondo, deixando apenas silêncio e vazio…

Bluu observa ao lado de Gian, que ele tinha tirado do tonel

Bluu: Está acabado…

Bob sai da cabana, ainda ferido, apoiando-se nas paredes para se manter de pé.

Bob: Porra…

Ao olhar em volta, ele vê Kioto ajoelhado, chorando sobre o corpo sem vida de Claire.
Kioto: NÃO DEVIA SER ASSIM… SUA IDIOTA! EU NÃO PRECISAVA DE AJUDA!

Com lágrimas escorrendo, ele coloca a cabeça no peito dela, como se buscasse ouvir um
último suspiro.

Kioto: Claire… eu te amo…

O silêncio que se segue é pesado, quebrado apenas pelo choro de Kioto.

Pensamentos de Kioto: “A única que acreditou em mim… a única que foi verdadeira comigo…
o que eu fiz… eu merecia estar no lugar dela”.

Um pouco longe de Kioto, Light havia chegado e estava cuidando de Souza, que estava
gravemente ferido

Bob na varanda da cabana começa a chorar.

Bob: Eu só queria ver a BAC unida de novo….

Gian se levanta e vai pra fora da cabana

Gian_butuca: Claire… Laura… vocês não mereciam isso…

Bob se assusta ao ver Gian.

Gian olha para o céu, que estava completamente preto e cheio de energia sombria.

Gian_butuca: Tempos ruins virão…

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