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CFP Modulo 3

O documento aborda o Módulo III do curso de Certificação CFP, focando no planejamento da aposentadoria e suas exigências para o exame. Ele detalha os regimes de previdência pública e complementar, incluindo regras, benefícios e tributação, além de ressaltar a importância do planejamento financeiro para a aposentadoria. O módulo também enfatiza a necessidade de conhecimento sobre os diferentes instrumentos de aposentadoria e suas características.

Enviado por

Yae Miko
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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CFP Modulo 3

O documento aborda o Módulo III do curso de Certificação CFP, focando no planejamento da aposentadoria e suas exigências para o exame. Ele detalha os regimes de previdência pública e complementar, incluindo regras, benefícios e tributação, além de ressaltar a importância do planejamento financeiro para a aposentadoria. O módulo também enfatiza a necessidade de conhecimento sobre os diferentes instrumentos de aposentadoria e suas características.

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2 Certificação CFP

Recado do Professor Daniel Falcão Rozenwald, CFP®:

Bem vindos ao Módulo III – Planejamento da


Aposentadoria – (proporção: de 09% a 13% do exame).
Serão exigidas 18 questões no exame, com um tempo
de prova de 55 minutos, onde você deve acertar, no
mínimo, 9 questões para sua aprovação no módulo
completo ou 13 questões no exame modular.

Este é um módulo que vai testar seus conhecimentos


aprendidos nos módulos I e II de matemática financeira
e produtos de investimentos, fazendo sempre seu
paralelo com o planejamento de aposentadoria com o
foco em previdência complementar.

Lembre-se da necessidade e importância do


planejamento precoce e consistente para a
aposentadoria, mantendo sempre na mente o conceito
de valor do dinheiro no tempo, os riscos envolvidos em
cada operação, os fatores que alteram a rentabilidade e
seus efeitos no logo prazo.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 3


SUMÁRIO

1. PREVIDÊNCIA PÚBLICA E SEUS BENEFÍCIOS 9


1.1 Previdência RGPS (Regime Geral de Previdência Social) 9
1.2 Regras válidas antes da reforma da previdência 12
1.2.1 Aposentadoria por Tempo de Contribuição 12
[Link] Cálculo da Aposentadoria por Tempo de Contribuição 14

2. NOVA PREVIDÊNCIA 17
2.1 Idade mínima e tempo de contribuição 17
2.2 Cálculo do benefício 18
2.3 Novas Alíquotas 18
2.4 Pensão por morte 19
2.5 Novo limite para acúmulo de benefício 20
2.6 Auxílio-doença 20
2.7 Regras de Transição 21
2.7.1 RPPS da União – Servidores Federais 23

3. REGIME DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR 25

4. TRIBUTAÇÃO 30
4.1 Resgate total ou parcial 31
4.2 Se transformar em Beneficio 32
4.3 O
 participante que possui moléstia grave pode efetuar o
resgate com isenção do Imposto de Renda? 32
4.4 Tributação 34
4.4.1 VGBL Programado (Vida Gerador de Benefício Livre Programado) 36
[Link] Em previdência complementar aberta 38
4.5 Planos coletivos de previdência complementar aberta 41
4.5.1 Características de plano de previdência complementar 41
4.6 Previdência Fechada 47

5. TESTE DE CONHECIMENTO 50

4 Certificação CFP
INTRODUÇÃO

Recentemente um grande jornal publicou uma simulação de aposentadoria. Nela, uma pessoa com
25 anos, que desejasse contribuir com R$ 1.000,00, (se aposentando com 65 anos e com uma ex-
pectativa de vida de 85 anos) teria os seguintes benefícios:

• INSS: R$ 1.050,00;
• Poupança: R$ 2.500,00;
• Previdência privada: R$ 3.500,00;
• LFT: R$ 4.800,00.

Levando em consideração apenas essas informações, seria melhor aplicar na LFT, mas a previdên-
cia é um seguro, que traz alguns benefícios. Esse plano só iria funcionar se a pessoa vivesse exata-
mente 85 anos. Aos 90 anos as rendas seriam:

• INSS: R$ 1.050,00
• Poupança: R$ 0,00
• Previdência privada: R$ 3.500,00
• LFT: R$ 0,00

Se falecesse antes, aos 75 anos, deixaria um patrimônio de herança tanto se aplicar na LFT como
na Poupança.

Este modo lhe fara aprender as principais características e detalhes dos principais instrumentos de
aposentadoria do Brasil. As 18 questões da prova envolverão análises de valores a serem contribuí-
dos para aposentadoria; cálculos de renda no período de gozo da aposentadoria, além da escolha
do plano mais adequado; considerações sobre benefícios públicos do INSS e análise da tributação.
Como se trata de um investimento de longo prazo, os detalhes de cada investimento e as projeções
usadas de juros e inflação são de suma importância e podem fazer toda a diferença. Nosso módulo,
portanto, estará dividido em:

1. Previdência pública e seus benefícios;


2. Tributação;
3. Características da previdência complementar;
4. Tipos de planos e benefícios de previdência aberta;
5. Tipos de planos e benefícios de previdência fechada.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 5


Planejamento de aposentadoria é um dos temas mais relevantes no mercado de investimento e to-
das as pessoas precisam ter um plano. A prova focará principalmente na aposentadoria via planos
de previdência complementar.

A população brasileira vem em um ritmo de envelhecimento e já temos um resultado negativo há


alguns anos na previdência pública.

6 Certificação CFP
No Brasil existem três regimes previdenciários. Dois deles são compulsórios, isto é, obrigatórios. O
terceiro consiste da previdência complementar facultativa, no qual a participação pessoal depende
exclusivamente do interesse do indivíduo em contribuir para um plano privado de aposentadoria,
que pode ser aberta ou fechada.

Os dois sistemas obrigatórios são operados por órgãos públicos, que recolhem a contribuição e pa-
gam benefícios aos aposentados e pensionistas. Um dos sistemas compulsórios é o Regime Geral
de Previdência Social (RGPS), responsável pela substituição da renda do trabalhador contribuinte
quando ele perde a capacidade de trabalho, seja por doença, invalidez, idade avançada, morte,
desemprego involuntário, por maternidade ou reclusão.

O terceiro regime é o da previdência privada, de caráter complementar e opcional, integrada por


dois segmentos distintos:

• Previdência complementar fechada: conhecida como fundos de pensão;

As Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs): também conhecidas como fun-


dos de pensão são patrocinadas por empresas ou associações e oferecem planos de previdência
somente para os seus empregados ou para profissionais de uma mesma categoria. Elas são admi-
nistradas por fundações ou por sociedades civis.

• Previdência complementar aberta: formada por empresas com fim único de operar nesse
segmento, ou por seguradoras que criam e administram planos de benefícios previdenciários.

As Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPCs) estão autorizadas a instituir planos


de previdência complementar aberta, que podem ser vendidos para qualquer pessoa por bancos,
corretores, seguradoras e outras instituições.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 7


REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL - RPPS
A segunda forma de previdência oficial é o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), também
obrigatória. Destina-se exclusivamente para os funcionários públicos (federais, estaduais, muni-
cipais e do Distrito Federal). No lugar de contribuírem para o Regime Geral da Previdência Social
(RGPS) esses funcionários contam com um sistema próprio de contribuição. Por isso, eles têm cál-
culo próprio (diferenciado) de benefícios.

Alguns estados e, principalmente, municípios optam pela adesão ao RGPS ao invés de constituir um
Regime Próprio, por dificuldades financeiras ou em função da quantidade elevada de segurados
subordinados à administração pública.

No entanto, os novos servidores públicos federais, (titulares de cargos efetivos, suas autarquias e
fundações, inclusive funcionários da União vinculados ao poder judiciário, ao Ministério Público e
ao Tribunal de Contas), deverão contribuir para a previdência complementar se quiserem ter uma
aposentadoria condizente com o salário que recebem na ativa. Em maio de 2012, entrou em vigor
a Lei nº 12.618 que instituiu um novo regime de previdência complementar para o funcionalismo
federal. A gestão da nova previdência será de responsabilidade do Fundo de Previdência Comple-
mentar do Servidor Público Federal (Funpresp) e cada um dos poderes da União terá o seu próprio
fundo. Os três Funpresps ainda estão em fase de criação, inclusive de elaboração de regulamentos
e estatutos.

8 Certificação CFP
1 PREVIDÊNCIA PÚBLICA
E SEUS BENEFÍCIOS

A Previdência Pública é um seguro social.

A previdência social possui natureza pública e é de iniciativa governamental; a participação da


massa de trabalhadores é universal e compulsória. Estrutura-se na modalidade de benefício defi-
nido, sob o regime financeiro de repartição simples (mutualismo), em que os benefícios são pagos
com as contribuições arrecadadas, não havendo acumulação e capitalização de recursos em con-
tas individualizadas, acarretando um pacto social entre gerações, em que os ativos financiam os
inativos.

1.1 PREVIDÊNCIA RGPS (REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL)

O INSS é um seguro social que garante renda para o trabalhador e sua família em casos de doença,
invalidez, acidente, prisão, morte e velhice; além de proteção à maternidade e ao desempregado
involuntário.

Para fazer parte do RGPS e ter acesso aos vários benefícios, é necessário ser inscrito no INSS e
manter em dia o pagamento da contribuição mensal.

A inscrição fica registrada no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), sendo atribuído o
Número de Identificação do Trabalhador (NIT) na previdência social.

DIREITOS DOS SEGURADOS


O segurado e seus dependentes têm direito a vários serviços e benefícios oferecidos pelo Regime
Geral de Previdência Social. Embora os mais conhecidos sejam a aposentadoria e a pensão por
morte, o sistema oferece muitos outros.

Para o segurado:

• Aposentadoria por tempo de contribuição/idade;


• Aposentadoria especial;
• Aposentadoria por invalidez;
• Aposentadoria especial a pessoas com deficiência;
• Auxílio-doença;
• Auxílio-acidente;
• Salário-família;

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• Salário-maternidade.

Para os dependentes:

• Pensão por morte;

• Auxílio – reclusão.

Para o segurado e os dependentes:

• Abono anual ou décimo terceiro salário.

Serviços:

• Reabilitação profissional;
• Serviço social;
• Benefício assistencial ao idoso e ao deficiente (BPC-LOAS);
• Perícia médica.

Regras da antiga previdência

10 Certificação CFP
Regras da antiga previdência

PLANO SIMPLIFICADO
Desde abril de 2007, o segurado da previdência social que trabalha por conta própria, sem vínculo
empregatício; o microempreendedor individual; e o segurado facultativo de baixa renda, sem ren-
dimentos próprios, e ocupado exclusivamente com os afazeres domésticos de sua residência, têm
a opção de contribuir para o INSS com alíquotas reduzidas de 20% do salário recebido (quando for
o caso) para 5% ou 11% de um salário mínimo, dependendo da categoria a qual pertence. O paga-
mento pode ser mensal ou trimestral.

Tabela para Empregado, Empregado Doméstico e Trabalhador Avulso 2019

Salário de Contribuição (R$) Alíquota

Até R$ 1.751,81 8%

De R$ 1.751,82 a R$ 2.919,72 9%

De R$ 2.919,73 até R$ 5.839,45 11%

Os segurados do INSS que aderirem ao Plano Simplificado, no entanto, só terão direito a receber
um salário mínimo ao se aposentarem. No plano tradicional, com alíquota de 20%, a aposentadoria
pode ser acima do mínimo.

A opção pelo Plano Simplificado dá acesso a todos os benefícios previdenciários, abrindo mão do
direito à aposentadoria por tempo de contribuição.

Para o segurado poder se aposentar com o Plano Simplificado ele deverá preencher os requisitos
de idade mínima e tempo de contribuição.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 11


1.2 REGRAS VÁLIDAS ANTES DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

1.2.1 APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

Benefício devido ao cidadão que comprovar o tempo total de 35 anos de contribuição, se homem, ou
30 anos de contribuição, se mulher.

Existem três regras para esse tipo de benefício:

REGRA 1: 85/95 PROGRESSIVA


• Não há idade mínima;
• Tempo mínimo de contribuição de 30 anos para as mulheres, 35 anos para homens;
• Total resultante da soma da idade e do tempo de contribuição deve ser de 86 pontos para
as mulheres e de 96 pontos para os homens no ano de 2019 e nos próximos anos seguindo
a sequência:
• 2019 e 2020: 96 pontos para homens e 86 pontos para mulheres.
• 2021 e 2022: 97 pontos para homens e 87 pontos para mulheres;
• 2023 e 2024: 98 pontos para homens e 88 pontos para mulheres;
• 2025 e 2026: 99 pontos para homens e 89 pontos para mulheres;
• 2027 em diante: 100 pontos para homens e 90 pontos para mulheres;
• Carência de 180 contribuições mensais.
• Aplicação do fator previdenciário para o cálculo desse benefício é opcional;
• Teto do benefício é a média dos 80% dos maiores salários limitados R$ 5.839,45 tabela de
2019

12 Certificação CFP
REGRA 2: 30/35 ANOS DE CONTRIBUIÇÃO (SEM ATINGIMENTO DA PONTUAÇÃO 85/95)
• Não há idade mínima;
• Tempo mínimo de contribuição de 30 anos para as mulheres e 35 anos para os homens;
• Aplicação do fator previdenciário para o cálculo desse benefício é obrigatória;
• Teto do benefício é a média dos 80% dos maiores salários limitados R$ 5.839,45 tabela de
2019.

APOSENTADORIA POR IDADE


Regra: 70% do valor do “Salário de Benefício” acrescido de 1% para cada grupo de 12 contribuições
(cada ano completo de trabalho) até o limite de 100% do “Salário de Benefício”. Cálculo previsto
no artigo 50 da Lei 8.213/91 com um complemento através do artigo 7º da Lei 9.876/99 (opção da
aplicação do fator previdenciário). Caso essa Aposentadoria seja requerida com base na Lei Com-
plementar 142/2013 (na condição de deficiente físico), a aplicação do Fator Previdenciário será
opcional.

Exemplo 1: o cidadão homem possui 30 anos de contribuição e 65 anos de idade.

• “Salário de Benefício” = R$ 4.000,00;


• Fator previdenciário = 0,896 = R$ 3.584,00 (não foi aplicado por não ser vantajoso);
• Multiplicação pela alíquota de 0,70 + 0,30 (30 anos completos de trabalho) = R$ 4.000,00 x
1,00;
• Renda Mensal Inicial = R$ 4.000,00

Exemplo 2: o cidadão homem possui 15 anos de contribuição e 65 anos de idade.

• “Salário de Benefício” = R$ 4.000,00;


• Fator previdenciário = 0,436 = R$ 1.744,00 (não foi aplicado por não ser vantajoso);
• Multiplicação pela alíquota de 0,70 + 0,15 (15 anos completos de trabalho) = R$ 4.000,00 x 0,85;
• Renda Mensal Inicial = R$ 3.400,00

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[Link] CÁLCULO DA APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

O cálculo da Aposentadoria por Tempo de Contribuição será feito de acordo com o tempo total
apurado, ou seja, se o cidadão possui tempo de contribuição proporcional, integral, de professor
ou na condição de deficiente físico.

Caso essa Aposentadoria seja requerida com base na Lei Complementar 142/2013 (na condição
de deficiente físico), a aplicação do Fator Previdenciário será opcional. Vejamos como é feito o
cálculo de acordo com cada caso:

PROPORCIONAL
Regra: 70% do valor do “Salário de Benefício” (multiplicado pelo Fator Previdenciário), acrescido
de 5% por ano de contribuição que supere a soma do tempo mínimo previsto na legislação, até
o limite de 100%. Cálculo previsto no artigo 9º da Emenda Constitucional 20/1998, o qual também
estipula a soma do tempo mínimo a ser considerado, tempo normal com adicional.

Exemplo 1: supondo que em 16/12/1998 possuía 20 anos de contribuição.

• Tempo mínimo necessário = 34 anos;


• “Salário de Benefício” = R$ 1.500,00;
• Fator previdenciário 0,679 = R$ 1.018,50;
• Multiplicação pela alíquota de 0,70 + 0,00 (não possui anos completos de trabalho além do
mínimo necessário) = R$ 712,95;
• Renda Mensal Inicial = R$ 998,00;

*Neste exemplo, houve a chamada equiparação ao valor do salário mínimo, uma vez que, mesmo
somando a parcela de 70% do salário de benefício com a parcela de acréscimo por tempo de trabalho,
o valor final ainda assim ficou abaixo no salário mínimo vigente, que é de R$ 998,00 em 2019.

Exemplo 2: supondo que em 16/12/1998 possuía 25 anos de contribuição.

• Tempo mínimo necessário = 32 anos;


• “Salário de Benefício” = R$ 2.000,00;
• Fator previdenciário 0,679 = R$ 1.358,00;
• Multiplicação pela alíquota de 0,70 + 0,10 (2 anos completos além do mínimo necessário) =
R$ 1.086,40;
• Renda Mensal Inicial = R$ 1.086,40.

INTEGRAL

Regra: 100% do valor do “Salário de Benefício” multiplicado pelo Fator Previdenciário. Cálculo
previsto no artigo 29 da Lei 8.213/91.

Exemplo 1: o cidadão homem possui 35 anos de contribuição e 55 anos de idade.

• “Salário de Benefício” = R$ 1.000,00;

14 Certificação CFP
• Fator previdenciário 0,700 = R$ 700,00;
• Renda Mensal Inicial = R$ 998,00.

*Neste exemplo, houve a chamada equiparação ao valor do salário mínimo, uma vez que o valor
do salário de benefício multiplicado pelo fator previdenciário será menor que o salário mínimo em
vigor em 2019.

Exemplo 2: o cidadão homem possui 37 anos de contribuição e 60 anos de idade.

• “Salário de Benefício” = R$ 2.000,00;


• Fator previdenciário 0,902 = R$ 1.804,00;
• Renda Mensal Inicial = R$ 1.804,00.

FATOR PREVIDENCIÁRIO
Com a publicação da Lei 9.876/99, também foi criado o chamado “Fator Previdenciário”. A aplica-
ção do fator previdenciário pode, conforme o caso, aumentar ou diminuir o valor do “salário de
benefício”.

Na aposentadoria por tempo de contribuição, inclusive na categoria de professor, sua aplicação é


obrigatória e nas aposentadorias por idade, por idade do deficiente físico e tempo de contribuição
do deficiente físico; ela é opcional, ou seja, o fator previdenciário somente será aplicado, se for mais
vantajoso para o cidadão. Tais verificação e aplicação são feitas de forma automática.

A obtenção do índice do fator previdenciário se dará a partir da seguinte fórmula matemática:

Sendo que:

• f = fator previdenciário;
• Es = expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria;
• Tc = tempo de contribuição até o momento da aposentadoria;
• Id = idade no momento da aposentadoria;
• a = alíquota de contribuição correspondente a 0,31.

Resumindo: fator previdenciário não passa de uma fórmula matemática que inclui o tempo
de contribuição do trabalhador, a idade e a expectativa de vida no momento da concessão da
aposentadoria.

A aplicação do fator previdenciário é um desestímulo aos pedidos chamados “precoces” de apo-


sentadoria, quanto menor a idade do segurado na data da aposentadoria e maior a expectativa de
sobrevida, menor é o valor do benefício.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 15


Em outras palavras, quanto mais velho e mais tempo o trabalhador contribuir para a previdência
social, maior será o valor que ele receberá de aposentadoria.

Mulheres e professores têm condições diferenciadas na aplicação do fator previdenciário, que per-
mitem adicionar de cinco a dez anos ao tempo de contribuição ao INSS, assim distribuídos:

• Cinco anos para as mulheres;


• Cinco anos para os professores que comprovarem efetivo exercício do magistério no ensino
básico, fundamental ou médio;
• Dez anos para as professoras que comprovarem efetivo exercício do magistério no ensino
básico, fundamental ou médio.

O INSS também não utiliza o fator previdenciário para o cálculo de pensão por morte; auxílio
doença, acidente e reclusão; licença maternidade; e aposentadorias por invalidez e especial.

16 Certificação CFP
2 NOVA PREVIDÊNCIA

A Nova Previdência entrou em vigor na data de publicação da emenda constitucional nº 103 no


Diário Oficial da União, 13 de novembro de 2019. As novas regras valem para segurados do Re-
gime Geral de Previdência Social (RGPS) e do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da União.

2.1 IDADE MÍNIMA E TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

No Regime Geral de Previdência Social (RGPS), para trabalhadores da iniciativa privada e de mu-
nicípios sem sistema previdenciário próprio, entre outros, a regra geral de aposentadoria passa a
exigir, das mulheres, pelo menos 62 anos de idade e 15 anos de contribuição.

No caso dos homens, 65 anos de idade e 20 anos de contribuição;

O tempo mínimo de contribuição permanecerá em 15 anos somente para os homens que estive-
rem filiados ao RGPS antes de a emenda constitucional entrar em vigor;

Para servidores públicos federais, que contribuem para o Regime Próprio de Previdência Social
(RPPS) da União, a nova regra geral exigirá 62 anos de idade para mulheres e 65 para os homens;
com pelo menos 25 anos de contribuição, 10 anos de serviço público e 5 anos no cargo em que se
dará a aposentadoria.

A Nova Previdência prevê regras diferentes para algumas categorias profissionais. Para os profes-
sores, por exemplo, são 25 anos de contribuição e idade mínima de 57 anos para as mulheres, e de
60 anos para os homens. Essa regra somente se aplicará aos professores que comprovarem, exclu-
sivamente, tempo de efetivo exercício nas funções de magistério na educação infantil, no ensino
fundamental ou no ensino médio.

Policiais, tanto homens quanto mulheres, poderão se aposentar aos 55 anos de idade, desde que
tenham 30 anos contribuição e 25 anos de efetivo exercício da função. Essa regra se aplicará aos
cargos de agente penitenciário, agente socioeducativo, policial legislativo, policial federal, policial
rodoviário federal, policial ferroviário federal e policial civil do Distrito Federal.

Para a aposentadoria de trabalhadoras e trabalhadores rurais: ficam mantidos o tempo de contri-


buição de 15 anos e as idades mínimas de aposentadoria de 55 anos para as mulheres e de 60 anos
para os homens.

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2.2 CÁLCULO DO BENEFÍCIO

Ao atingir a idade e o tempo de contribuição mínimos, os trabalhadores do RGPS poderão se apo-


sentar com 60% da média de todas as contribuições previdenciárias efetuadas desde julho de 1994.

Cada ano a mais de contribuição, além do mínimo exigido, serão acrescidos dois pontos percen-
tuais aos 60%. Assim, para ter direito à aposentadoria no valor de 100% da média de contribuições,
as mulheres deverão contribuir por 35 anos e os homens, por 40 anos.

O valor das aposentadorias não será inferior a um salário mínimo, nem poderá ultrapassar o teto
do RGPS (atualmente R$ 5.839,45 por mês). O percentual do benefício recebido poderá ultrapassar
100% para mulheres que contribuírem por mais de 35 anos e para homens que contribuírem por
mais de 40 anos – sempre limitado ao teto do RGPS.

• A Nova Previdência muda a forma de calcular a aposentadoria;


• O valor será definido levando em consideração todas as contribuições feitas pelo segurado
desde julho de 1994;
• Atualmente, o cálculo era feito com base nas 80% maiores contribuições efetuadas nesse
mesmo período.

Para os servidores públicos federais, que ingressaram na carreira a partir de 1° de janeiro de 2004,
o cálculo do benefício será semelhante ao do Regime Geral − com 20 anos de contribuição, 60% da
média de todas as contribuições, aumentando dois pontos percentuais a cada ano a mais de con-
tribuição (tanto homens quanto mulheres).

Para os que ingressaram no serviço público até 31 de dezembro de 2003, ficará mantida a integra-
lidade − o valor da aposentadoria será o do último salário, desde que atendidos os requisitos das
regras de transição.

2.3 NOVAS ALÍQUOTAS

As alíquotas passarão a ser progressivas, ou seja, quem ganhar mais pagará mais;

• Para o RGPS:
• Até um salário mínimo: 7,5%;
• Entre um salário mínimo e R$ 2 mil: 9%;
• Entre R$ 2 mil e R$ 3 mil: 12%;
• Entre R$ 3 mil e o teto do RGPS: 14%.

• Para servidores públicos federais no RPPS da União:


• Até um salário mínimo: 7,5%;
• Entre um salário mínimo e R$ 2 mil: 9%;
• Entre R$ 2 mil e R$ 3 mil: 12%;
• Entre R$ 3 mil e o teto do RGPS: 14%;
• Entre o teto do RGPS e R$ 10 mil: 4,5%;
• Entre R$ 10 mil e R$ 20 mil: 16,5%;
• Entre R$ 20 mil e o teto constitucional: 19%;
• Acima do teto constitucional: 22%.

18 Certificação CFP
*As novas alíquotas somente entrarão em vigor em março de 2020, isto é, no quarto mês subsequente
ao da data da publicação da emenda.

2.4 PENSÃO POR MORTE

A Nova Previdência muda as regras para quem vai receber pensão por morte. O pagamento será
de 50% do valor da aposentadoria acrescido de 10% para cada dependente:

• 1 dependente: 60% da aposentadoria do(a) falecido(a);


• 2 dependentes: 70%;
• 3 dependentes: 80%;
• 4 dependentes: 90%;
• 5 ou mais dependentes: 100%.

Para os dependentes inválidos ou com deficiência grave, o pagamento será de 100% do valor da
aposentadoria no Regime Geral, sem exceder o teto. No caso de servidores públicos da União, do
valor que exceder o teto será pago 50% mais 10% por dependente.

Cônjuges ou companheiros de policiais e de agentes penitenciários, que morrerem por agressão


sofrida em decorrência do trabalho, terão direito à pensão integral – valor correspondente à remu-
neração do cargo.

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2.5 NOVO LIMITE PARA ACÚMULO DE BENEFÍCIO

Nos casos em que a lei permitir acúmulo de benefício, serão pagos 100% do benefício de maior
valor ao que a pessoa tem direito, adicionado a um percentual da soma dos demais.

Esse percentual vai variar de acordo com o valor do benefício:

• 100% do valor até um salário mínimo; 60% do valor que estiver entre um e dois salários
mínimos;
• 40% do que estiver entre dois e três salários;
• 20% entre três e quatro salários mínimos;
• 10% do que ultrapassar quatro salários mínimos.

2.6 AUXÍLIO-DOENÇA

Com a nova lei, a média de contribuições para calcular o auxílio-doença será de 100% e não de 80%,
como é hoje.

• Para obter o benefício, estão mantidos os procedimentos atuais: agendar perícia médica e
esperar o resultado a que o segurado tem direito.

Exemplo: uma mulher que receba aposentadoria de R$ 2.500 mensais e fique viúva do marido que
recebia aposentadoria de R$ 3.000. A viúva é a única dependente. Nesse caso, a aposentada conti-
nuaria recebendo integralmente a aposentadoria de R$ 2.500 (benefício de maior valor).

Aplicando-se a nova regra da pensão por morte, seu valor passaria a ser de R$ 1.800,00 (60% do
valor da aposentadoria do marido). Sobre esse valor são aplicadas as cotas de acúmulo do benefí-
cio, conforme explicado abaixo:

1. Aposentadoria: R$ 2.500,00 (benefício mais vantajoso, pois tem valor maior que a pensão;
continuará recebendo integral);
2. Pensão: R$ 3.000,00 x 60% = R$ 1.800,00 → R$ 998,00 (100% do salário mínimo) + (R$ 802,00
x 60%) = R$ 998,00 + R$ 481,20 = R$ 1.479,20;
3. Na somatória dos dois benefícios, receberá: R$ 3.979,20 (R$ 2.500,00 + R$ 1.479,20).

*A Nova Previdência respeita os direitos adquiridos, portanto as regras para quem já recebe o
benefício permanecerão as mesmas.

20 Certificação CFP
2.7 REGRAS DE TRANSIÇÃO

A Nova Previdência também traz regras de transição para quem já está no mercado de trabalho, e
é possível escolher a forma mais vantajosa de aposentadoria.

No Regime Geral de Previdência Social, haverá cinco regras de transição: quatro por tempo
de contribuição e uma por idade. Para os servidores públicos da União, haverá duas opções de
transição.

Vamos as regras do RGPS:

TRANSIÇÃO POR SISTEMA DE PONTOS


Essa regra soma o tempo de contribuição com a idade.

• Mulheres poderão se aposentar a partir de 86 pontos e homens, de 96, já em 2019;


• O tempo mínimo de contribuição de 30 anos, para elas, e de 35 anos, para eles, deverá ser
respeitado;
• A cada ano será exigido um ponto a mais, chegando a 105 pontos para os homens, em 2028,
e 100 pontos para as mulheres, em 2033.

*O valor do benefício seguirá a regra geral de cálculo da Nova Previdência: 60% da média de todas
as contribuições registradas desde julho de 1994, mais dois pontos percentuais a cada ano de
contribuição que exceder 15 anos, para as mulheres, e 20 anos, para os homens.

• Os professores da educação básica que comprovarem, exclusivamente, exercício da função


de magistério na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio terão redução de
cinco pontos. Assim, de imediato, as professoras poderão pedir aposentadoria a partir da
soma de 81 pontos, desde que tenham o mínimo de 25 anos de contribuição, e os profes-
sores, com 91 pontos e no mínimo, 30 anos de contribuição. Os pontos subirão até 92, para
elas, e até 100, para eles.

TRANSIÇÃO POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO E IDADE MÍNIMA


• Por essa regra, as mulheres poderão se aposentar aos 56 anos, desde que tenham pelo me-
nos 30 anos de contribuição, em 2019;
• Já para os homens, a idade mínima será de 61 anos e 35 anos de contribuição;
• A idade mínima exigida subirá seis meses a cada ano, até chegar aos 62 anos de idade para
elas, em 2031, e aos 65 anos de idade para eles, em 2027;

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• O valor do benefício seguirá a regra geral de cálculo da Nova Previdência: 60% da média de
todas as contribuições efetuadas desde julho de 1994, mais dois pontos percentuais a cada
ano de contribuição que exceder 15 anos para as mulheres, e 20 anos para os homens.
• Os professores da educação básica que comprovarem, exclusivamente, exercício da função
de magistério na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio terão redução de
cinco anos na idade e no tempo de contribuição.

TRANSIÇÃO COM FATOR PREVIDENCIÁRIO − PEDÁGIO DE 50%


• Segundo essa regra, as mulheres com mais de 28 anos de contribuição e os homens com
mais de 33 anos de contribuição poderão optar pela aposentadoria sem idade mínima, desde
que cumpram um pedágio de 50% sobre o tempo mínimo que faltava para se aposentar (30
anos para elas e 35 anos para eles).

Por exemplo, uma mulher com 29 anos de contribuição poderá se aposentar sem idade mínima,
desde que contribua por mais um ano e meio (desse um ano e meio, um ano corresponde ao pe-
ríodo que originalmente faltava para a aposentadoria; o meio ano adicional corresponde ao pedá-
gio de 50%).

* O valor do benefício será calculado levando em consideração a média de todas as contribuições


desde julho de 1994, sobre ela aplicando-se o fator previdenciário.

TRANSIÇÃO COM IDADE MÍNIMA E PEDÁGIO DE 100%


Essa regra estabelece uma idade mínima e um pedágio de 100% do tempo que faltava para atingir
o mínimo exigido de contribuição (30 anos para elas e 35 anos para eles).

• Para mulheres, a idade mínima será de 57 anos e, para homens, de 60 anos.

Por exemplo, uma mulher de 57 anos de idade e 28 anos de contribuição terá de trabalhar mais
quatro anos (dois que faltavam para atingir o tempo mínimo de contribuição, mais dois anos de
pedágio), para requerer o benefício.

• Para trabalhadores vinculados ao RGPS, o valor da aposentadoria será de 100% da média de


todos os salários de contribuição desde julho de 1994;
• Professores da educação básica que comprovarem, exclusivamente, exercício da função de

22 Certificação CFP
magistério na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio terão redução de cinco
anos na idade e no tempo de contribuição (52 anos de idade e 25 de contribuição para mu-
lheres, e 55 anos de idade e 30 de contribuição para homens).

TRANSIÇÃO – APOSENTADORIA POR IDADE (RGPS)


A regra da aposentadoria por idade exige idade mínima de 65 anos para homens. Ou seja, no caso
deles, nada muda.

• Para as mulheres, a idade mínima começa em 60 anos, em 2019, e sobe seis meses a cada
ano, até chegar aos 62 anos em 2023;
• Em ambos os casos é exigido tempo de contribuição mínima de 15 anos;

• O valor do benefício seguirá a regra geral de cálculo da Nova Previdência: 60% da média de
todas as contribuições, mais dois pontos percentuais a cada ano de contribuição que exce-
der 15 anos para mulheres, e 20 anos para homens.

2.7.1 RPPS DA UNIÃO – SERVIDORES FEDERAIS

TRANSIÇÃO POR SISTEMA DE PONTOS E IDADE MÍNIMA


• Servidores federais também poderão se aposentar pelo sistema de pontos, que exigirá 86
pontos para mulheres e 96 pontos para homens (em 2019), desde que cumpram também o
requisito de idade mínima, que começa em 56 anos para as mulheres e em 61 anos para os
homens, em 2019 – passando para 57 e 62 anos, respectivamente, em 2022. A cada ano será
exigido mais um ponto, chegando a 105 para os homens, em 2028, e a 100 para as mulheres,
em 2033.
• O tempo de contribuição mínimo será de 30 anos, para servidoras, e de 35 anos para servi-
dores. Todos deverão ter, pelo menos, 20 anos de serviço público e 5 anos no cargo em que
se dará a aposentadoria.

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• Poderão se aposentar com o valor integral do último salário na ativa as mulheres que tive-
rem completado 62 anos e os homens a partir dos 65 anos, desde que tenham ingressado
na carreira até 31 de dezembro de 2003.
• Para os que tiverem ingressado a partir de 2004, o cálculo seguirá a regra geral da Nova Pre-
vidência: 60% da média de todas as contribuições mais dois pontos percentuais a cada ano
de contribuição que exceder 20 anos (tanto homens quanto mulheres).
• Professores da educação básica terão redução de cinco anos na idade e no tempo de con-
tribuição, e a pontuação partirá de 81 pontos para a professora e de 91 para o professor,
aumentando um ponto, até atingir 92 para mulheres e 100 para homens.
• Para isso, esses professores deverão comprovar, exclusivamente, tempo de efetivo exercício
das funções de magistério na educação infantil ou nos ensinos fundamental e médio.

TRANSIÇÃO COM IDADE MÍNIMA E PEDÁGIO DE 100%


Essa regra estabelece uma idade mínima e um pedágio de 100% do tempo que faltar para atingir o
tempo mínimo de contribuição (30 anos para elas e 35 anos para eles).

• Para servidoras, a idade mínima será de 57 anos e para os servidores, de 60 anos. Também
será necessário comprovar 20 anos no serviço público e 5 anos no cargo em que se dará a
aposentadoria.

• O benefício será equivalente à última remuneração, para quem tiver ingressado na carreira
até 31 de dezembro de 2003, ou a 100% da média de todos os salários desde julho de 1994,
para os que ingressaram a partir de 2004.
• Professores da educação básica que comprovarem, exclusivamente, exercício da função de
magistério na educação infantil ou no ensino fundamental e médio terão redução de cinco
anos na idade e no tempo de contribuição.

24 Certificação CFP
3 REGIME DE PREVIDÊNCIA
COMPLEMENTAR

GLOSSÁRIO
• Apólice = contrato
• Aporte = aplicação esporádica; contribuição = aplicação regular (mensal)
• Assistido = quem vai receber o dinheiro
• Beneficiário = quem foi indicado na apólice para receber, em caso de falecimento.
• Portabilidade = transferência do dinheiro.
• Proponente = investidor
• Período de diferimento = prazo do contrato
• Assistido: pessoa física em gozo do benefício sob a forma de renda.
• Contribuição: o valor pago à entidades de previdência complementar para o custeio do
plano contratado.
• FIE: o fundo de investimento especialmente constituído ou o fundo de investimento em
quotas de fundos de investimento especialmente constituídos, cujos únicos quotistas se-
jam, direta ou indiretamente, sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência
complementar ou, no caso de fundo com patrimônio segregado, segurados e participantes
de planos
• EAPC: entidade aberta de previdência complementar e sociedade seguradora autorizada a
operar planos de previdência complementar aberta.
• EFPC: As entidades fechadas de previdência complementar conhecidas popularmente como
fundos de pensão, são organizadas por empresas e associações com o objetivo de garantir
a seus empregados ou associados uma complementação à aposentadoria oferecida pelo
Regime Geral de Previdência Social.
• Evento gerador: a ocorrência da morte ou invalidez do participante durante o período de
cobertura (coberturas de risco), ou a sua sobrevivência ao final do período de diferimento
(cobertura por sobrevivência).
• Tábua biométrica: É o instrumento que mede a duração da vida humana (também conhe-
cida como tábua de mortalidade) ou a probabilidade de entrada em invalidez (pode ser de
dois tipos: tábua de entrada em invalidez e tábua mortalidade de inválidos) e é um parâme-
tro utilizado para tarifar os planos de previdência complementar aberta.
• Período de Carência: período, contado a partir da data do início de vigência, durante o
qual, na ocorrência do evento gerador, o participante ou os beneficiários não terão direito à

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percepção dos benefícios contratados. Na cobertura por sobrevivência, é o período em que
não serão aceitas solicitações de resgate ou de portabilidade por parte do participante.
• Período de Cobertura: período, contado a partir do início de vigência, durante o qual o par-
ticipante ou os beneficiários farão jus aos benefícios contratados, observado o período de
carência, se houver.
• Período de Diferimento: compreendido entre a data de início de vigência da cobertura por
sobrevivência e a data contratualmente prevista para início do pagamento do benefício.
• Período de Pagamento do Benefício: período em que o assistido (ou assistidos) fará(ão)
jus ao pagamento do benefício, sob a forma de renda, podendo ser vitalício ou temporário.
• Vesting: conjunto de cláusulas constante do contrato entre a entidade aberta de previdência
complementar e a instituidora, a que o participante, tendo expresso e prévio conhecimento
de suas disposições, está obrigado a cumprir para que lhe possam ser oferecidos e postos a
sua disposição os recursos da provisão (ou provisões) decorrentes das contribuições pagas
pela instituidora.
• É o conjunto de cláusulas que envolvem condições como mínimos de idade, anos de
serviço ou de vinculação ao plano e podem não dar direito à totalidade das contribui-
ções da patrocinadora ou instituidora. As cláusulas variam de plano para plano.

Exemplo de cláusulas de vesting:

Os planos destinados exclusivamente a segurados, classificados como qualificados, somente po-


derão oferecer FIEs destinados a investidores qualificados e os planos destinados a segurados,
não classificados como qualificados, somente poderão oferecer FIEs que não sejam destinados a
investidores qualificados ou profissionais. Nos termos estabelecidos na Instrução CVM, dispõe so-
bre o assunto. (Parágrafo incluído pela Circular Susep nº 585/2019) Continuação da Circular Susep
n.º 564, de 2017, Fl. 33.

O Regime de Previdência Complementar – RPC tem por finalidade proporcionar ao trabalhador


uma proteção previdenciária adicional àquela oferecida pelo Regime Geral de Previdência So-
cial – RGPS ou pelo Regime Próprio de Previdência Social – RPPS, para os quais as contribuições
dos trabalhadores são obrigatórias.

No RPC o benefício de aposentadoria será pago com base nas reservas acumuladas ao longo dos

26 Certificação CFP
anos de contribuição, ou seja, o que o trabalhador contribui hoje formará a poupança que será
utilizada no futuro para o pagamento de seu benefício. Esse sistema é conhecido como Regime de
Capitalização.

Definições:

• O Vida Gerador de Benefícios Livre – VGBL, é um seguro de pessoas com cobertura por
sobrevivência, estruturado no Regime de Capitalização Financeira e na Modalidade de Con-
tribuição Variável.
• Os PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) são planos por sobrevivência que, após um
período de acumulação de recursos (período de diferimento), podem proporcionar aos
investidores (participantes) a escolha de um benefício (PGBL) é um plano de previdência
complementar.

O RPC é composto por dois segmentos:

• Aberto, operado pelas Entidades Abertas de Previdência Complementar – EAPC.


• Fechado, operado pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar – EFPC.

Cada qual com suas especificidades e características próprias, sendo fiscalizadas por órgãos de
governo específicos para cada segmento: o fechado pela Superintendência Nacional de Previdência
Complementar – Previc, o aberto pela Superintendência de Seguros Privados – Susep.

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As EFPC administram planos de benefícios de caráter previdenciário para indivíduos que possuam
vínculo empregatício ou associativo com empresas, órgãos públicos, sindicatos e/ou associações
representativas. Já o segmento aberto oferece planos de benefícios de caráter previdenciário, con-
cedidos em forma de renda continuada ou pagamento único, acessíveis a quaisquer pessoas físicas.

OS PLANOS DE ACUMULAÇÃO TÊM RISCO?


A segurança da aplicação é uma das primeiras indagações do investidor. É mais do que razoável
querer saber qual é a garantia de preservação do capital investido e que, no momento do resgate
dos recursos, os valores terão sido corrigidos adequadamente.

Quando se trata de planos de previdência complementar ou de acumulação, a questão da segurança


tem importância mais relevante ainda, porque o investimento é de longo prazo (10, 20, 30 anos).
O principal risco desses planos é o de insolvência da seguradora ou da entidade aberta de previ-
dência complementar.

O dinheiro dos participantes dos planos VGBL e do PGBL é aplicado em cotas de fundos de inves-
timento especialmente constituídos (FIEs), que é um fundo exclusivo, com CNPJ próprio e submeti-
dos a critérios que os separam da empresa administradora dos planos e da gestora dos recursos
financeiros.

No entanto, os fundos exclusivos dos planos de previdência complementar ou de acumulação es-


tão sujeitos, em maior ou menor grau, às oscilações do mercado financeiro e à eficiência do gestor
de recursos, já que nesses planos não há garantia de rentabilidade. Essa é mais uma razão para se
ter um acompanhamento constante da rentabilidade dos investimentos.

PLANOS QUE POSSUEM BENEFÍCIO FISCAL:


• PGBL – Principal;
• FGB e FAPI mais antigos;
• PAGP, PRGP, PRSA e PRI;

São planos de previdência complementar, que permitem com que os participantes, (que utilizam
o modelo completo de declaração de ajuste anual do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF),
possam deduzir as contribuições do respectivo exercício, no limite máximo de 12% de sua renda
bruta anual.

*Paga-se IR sobre o valor resgatado.

PLANOS QUE NÃO POSSUEM BENEFÍCIO FISCAL:


• VGBL – Principal;
• VAGP, VRGP, VRSA e VRI;
• Não dedutível do IR;

São seguros de pessoas com cobertura por sobrevivência.

28 Certificação CFP
*Paga-se IR somente sobre o ganho.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 29


4 TRIBUTAÇÃO

Em planos de previdência há duas tabelas de tributação que o contribuinte pode optar e será apli-
cada no resgate ou em cima do benefício.

Tabela anual:

Tabela mensal:

30 Certificação CFP
Tabela Regressiva:

4.1 RESGATE TOTAL OU PARCIAL

Se a opção for a tabela regressiva, no resgate, é aplicada a regra “Primeiro que Entra, Primeiro que
Sai” (PEPS) de modo que a alíquota incidente sobre as contribuições mais antigas é menor que so-
bre as mais novas. Assim, todas as contribuições serão computadas e taxadas conforme a tabela.
A alíquota efetiva será a média das alíquotas ponderada pelas contribuições. Como se observa na
tabela, quanto mais tempo postergar o saque, menos imposto será pago.

Se for optada a tabela progressiva, o sistema é diferente: o resgate é inicialmente tributado à alí-
quota padrão de 15% e a diferença (para mais ou menos) será acertada na sua declaração de ajuste
do IR no ano seguinte. Assim, se sua renda o coloca na alíquota de 27,5%, pagará 15% sobre a re-
serva no momento do saque e, no ajuste, pagará mais 12,5%, pois o valor recebido integrará a base
de cálculo de sua renda tributável. Se está na faixa de 7,5% terá restituição de 7,5%.

Portanto, para os que estão ou esperam estar nas alíquotas de 15%, 22,5% e 27,5% e pretendem
contribuir por longo período, vale a pena escolher a tabela regressiva cuja taxação mínima é de
10%. Lembre-se que tal opção deve ser exercida até o último dia útil do mês subsequente ao do
ingresso no plano e é irretratável (Lei 11.053, de 29/12/2004). Pode-se realizar portabilidade dos
recursos de um plano para outro, sendo que somente é permitida a mudança da tributação de
progressiva para regressiva, uma vez mudada para regressiva, começa contagem do tempo e não
poderá retornar a tributação progressiva.

No caso de falecimento de participante inscrito no regime regressivo de Imposto de Renda, o be-


neficiário irá receber o montante, descontado o Imposto de Renda, conforme a alíquota da tabela
regressiva, considerando o período de acumulação contado por tempo de plano e de cada contri-
buição. Caso o participante venha a falecer nos seis primeiros anos de contribuição, incide alíquota
de 25% sobre o montante, aplicando-se as demais alíquotas da tabela para períodos subsequentes.

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4.2 SE TRANSFORMAR EM BENEFICIO

Se o participante optou pela tabela regressiva do imposto de renda, a tributação da renda vitalí-
cia e da renda temporária segue o método chamado “Prazo Médio Ponderado” (PMP). O PMP é o
resultado da ponderação dos prazos de cada contribuição pelos seus valores. A alíquota da tabela
regressiva será aplicada conforme o PMP do seu plano e não conforme o prazo da contribuição
mais antiga (regra PEPS).

A taxação pelo PMP significa que, mesmo que o participante tenha contribuído por mais de 10
anos, é possível que ele seja tributado a alíquotas mais altas que 10%, pelo menos no início do pe-
ríodo de recebimento da renda mensal. No caso muito comum em que as pessoas aumentam os
valores de contribuição ao longo da vida.

Exemplo:

Suponha que o poupador invista por 10 anos e escolha fazer o resgate total no 12° mês (um ano)
depois de ter cessado as contribuições. Isto posto, as primeiras 12 contribuições terão entre 10 e
11 anos, as 12 seguintes, entre 9 e 10 anos, e assim por diante até as últimas 12, que terão entre 1 e
2 anos. A alíquota será de 22,5% (média de 10%, 15%, 15%, 20%, 20%, 25%, 25%, 30%, 30% e 35%).

Note que se postergado o saque para 6 anos depois de ter cessado as contribuições, a alíquota cai
para 13% (média de 10%, 10%, 10%, 10%, 10%, 10%, 15%, 15%, 20% e 20%). Portanto, quanto mais
tempo postergar o saque, menos imposto será pago.

4.3 O PARTICIPANTE QUE POSSUI MOLÉSTIA GRAVE PODE EFETUAR O RESGATE


COM ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA?

Portadores de doenças graves, reconhecidas por legislação específica, são isentos do Imposto de
Renda nos valores recebidos de aposentadoria do INSS. Essas doenças estão listadas no artigo 5º,
inciso XII da Instrução Normativa SRF nº 15, de 2001, e no artigo 1º, da Lei 11.052, de 2004.

O resgate dos recursos dos planos de previdência complementar, por sua vez, está excluído da
isenção, por não ser assemelhado ao benefício recebido pela Previdência Social. Portanto, o parti-
cipante só será isento do Imposto de Renda no recebimento do benefício. A lei não prevê isenção
do imposto no resgate.

TRIBUTAÇÃO - ESTUDO DE CASO


Edson fez um plano de previdência 15 anos atrás, do tipo VGBL e agora começou a retirar renda,
que será vitalícia, no valor de R$ 8.000 bruto. Ele fez contribuições que, somadas chegam a R$ 1.400
mil, e teve mais R$ 600 mil de rendimentos. Com relação à tributação, considere que Edson não
possui outras fontes de renda.

Independente do regime tributário escolhido, no VGBL ele pagaria imposto sobre o valor do ren-
dimento, que é 30% do total (R$ 600 mil / 2 milhões), portanto, o imposto devido é sobre R$ 2.400
(30% da renda, que é proveniente dos rendimentos).

Se a opção fosse pela tabela regressiva, o IR seria de 10%, ou seja, R$ 240,00, o que daria a ele uma
renda líquida de R$ 7.660. Esse IR é descontado na fonte e a tributação é definitiva.

Se a opção fosse pela tabela progressiva, esse cliente pagaria 7,5% de imposto retido na fonte so-
bre os R$ 2.400, menos os R$ 142,80 de dedução do IRPF. Fazendo a conta chegaríamos a um IR de
R$ 37,20, ou seja, ele receberia bruto R$ 7.962,80. Ele ainda fará o acerto na declaração de ajuste de

32 Certificação CFP
IR, podendo restituir ou ter imposto a pagar, pois deverá somar com as demais rendas e deduzir
despesas com médico e educação.

Repare que a tabela progressiva foi mais vantajosa. Não é só o prazo que deve ser analisado, mas
também o valor da renda tributada. Estão valendo isenções. Se ele for isento de IR, também será
isento se optar pela tabela progressiva. Repare que se a parcela tributável da renda fosse menor
que R$ 1.900 ele seria isento de IR. Apenas rendas muito elevadas no VGBL valem a pena para se-
rem tributadas pela tabela regressiva.

* As tabelas serão disponibilizadas na prova

TRIBUTAÇÃO - ESTUDO DE CASO


Supondo no mesmo caso, Edson decida resgatar os R$ 2 milhões ao invés de transformar em renda.

Se a opção fosse pela tabela regressiva, o IR seria de 10% sobre os R$ 600 mil de rendimento, ou
seja, R$ 60.000, o que daria um resgate líquido de R$ 1.940.000. Esse IR é descontado na fonte e a
tributação é definitiva.

Se a opção fosse pela tabela progressiva, a tributação máxima seria de 27,5% sobre os R$ 600 mil
de rendimento, sendo 15% na fonte R$90.000,00 + 12,5% = R$ 75.000,00 na declaração de ajuste
anual sendo o imposto máximo a pagar de R$ 165.000,00 se ele só descontar a parcela a deduzir
do imposto ele pagaria IR de R$ 154.567,68 total e valor líquido resgatado após o ajuste seria de
R$ 1.845.432,32 sendo que ele receberia da previdência R$ 1.910.000,00 e na declaração de ajuste
anual deverá descontar as despesas dedutíveis na declaração de ajuste anual, podendo reduzir
esse imposto pago ou como no nosso exemplo ter um imposto substancial para pagar.

Nesse caso a tabela regressiva foi mais vantajosa, pois o valor dos rendimentos no caso do resgate
foi muito elevado. É muito importante, no momento da aplicação, o cliente já saber se irá sacar
renda (provavelmente será mais vantajosa a tabela progressiva, exceto para rendas onde a parcela
tributável seja superior a R$ 4 mil mensais e o prazo seja superior a 4 anos), ou se irá resgatar (pro-
vavelmente será mais vantajosa a tabela regressiva).

TRIBUTAÇÃO - ESTUDO DE CASO


Agora vamos seguir o mesmo caso, mas com o PGBL. Edson fez um plano de previdência 15 anos
atrás do tipo PGBL e agora começou a retirar renda, que será vitalícia, no valor de R$ 8.000 bruto.
Ele fez contribuições que somadas chegam a R$ 1.400 mil e teve mais R$ 600 mil de rendimentos.
Com relação à tributação.

Independente do regime tributário escolhido, no PGBL ele pagaria imposto sobre todo o valor da
renda, no caso, sobre os R$ 8 mil.

Se a opção fosse pela tabela regressiva, o IR seria de 10%, ou seja, R$ 800,00, o que daria a ele uma
renda líquida de R$ 7.200. Esse IR é descontado na fonte e a tributação é definitiva.

Se a opção fosse pela tabela progressiva, esse cliente pagaria 27,5% de imposto retido na fonte
sobre os R$ 8.000,00 (R$ 2.200), menos os R$ 869,36 de dedução do IRPF. Fazendo a conta, chega-
ríamos a um IR na fonte de R$ 1.330,64, ou seja, ele receberia liquido R$ 6.669,36. Ele ainda fará
o acerto na declaração de ajuste de IR, ou até restituir o imposto a ser pago, pois deverá deduzir
outras despesas, como médico e educação.

Repare que a tabela regressiva foi mais interessante. No PGBL, as rendas superiores a R$ 4 mil

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 33


serão mais interessantes na tabela regressiva (desde que também tenham prazos mais longos).

Aparentemente, para este cliente, seria melhor o VGBL, pois ele pagaria menos imposto. No en-
tanto, não se esqueça de que ele teve benefício fiscal, ou seja, fez essa previdência com o dinheiro
que deveria ter pagado de imposto de renda no passado.

TRIBUTAÇÃO - ESTUDO DE CASO


Da mesma forma, agora Edson fez um plano de previdência há 15 anos, do tipo PGBL e deseja res-
gatar os R$ 2 milhões.

Se a opção fosse pela tabela regressiva, o IR seria de 10% sobre os R$ 2 milhões, ou seja, R$ 200.000,
o que daria um resgate líquido de R$ 1.800.000. Esse IR é descontado na fonte e a tributação é
definitiva.

Se a opção fosse pela tabela progressiva, a tributação seria de 15% na fonte sobre os R$ 2 milhões
de saldo ( 300.000,00 ), e na declaração anual de imposto de renda pararia até 12,5% 250.000,00
menos deduzindo a parcela de R$ 10.432,32 e outras possíveis deduções. Ele pagaria IR no máximo
de R$ 539.567,68. O valor líquido resgatado no dia do resgate seria de R$ 1.700.000,00 mas após a
declaração de IR sobraria R$ 1.460.432,32. Ele ainda poderá descontar outras despesas dedutíveis
na declaração de ajuste anual, podendo reduzir esse imposto pago mas sendo muito difícil que ele
restitua tudo.

Novamente, mais vantajosa seria a tabela regressiva.

4.4 TRIBUTAÇÃO

Como se vê na tabela abaixo, a opção resgate é a mais escolhida pelos participantes. Natural que,
em 2005, no início de desenvolvimento dos PGBL e VGBL, o volume de rendas (benefícios) tenha
sido baixo como percentual das contribuições e das provisões. O que chama atenção é que tais
percentuais continuaram reduzidos de 2005 a 2018.

Fonte: SES/SUSEP. (*) de seguros com cobertura de sobrevivência e de previdência complementar aberta, em junho de cada ano.

34 Certificação CFP
Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 35
• Investimentos EAPC

• Investimos EFPC

4.4.1 VGBL PROGRAMADO (VIDA GERADOR DE BENEFÍCIO LIVRE PROGRAMADO)

Para designar planos que, durante o período de diferimento, tenham a remuneração da provisão
matemática de benefícios a conceder, baseada na rentabilidade da(s) carteira(s) de investimentos
de FIE(s), no(s) qual (is) esteja(m) aplicada(s) a totalidade dos respectivos recursos; sem garantia de
remuneração mínima e de atualização de valores, sempre estruturados na modalidade de contribui-
ção variável, e que ofereçam a possibilidade de contratação, durante o período de diferimento, de
pagamentos financeiros programados na forma definida no Regulamento e na Nota Técnica Atuarial;

Outros planos em seguros de pessoas com cobertura de sobrevivência:

• Vida com Remuneração Garantida e Performance (VRGP) – garante, durante o período


de diferimento (tempo decorrido entre a data da contratação do plano e o início do rece-
bimento do benefício ou fase de acumulação), remuneração do montante acumulado por
taxa de juros e índice de inflação previstos no regulamento do plano. Já a distribuição de
excedente financeiro à época da concessão do benefício é facultativa.
• Vida com Atualização Garantida e Performance (VAGP) – garante, durante o período de
diferimento (fase de acumulação de recursos), remuneração do montante acumulado por

36 Certificação CFP
índice de inflação previsto no regulamento do plano. A distribuição de excedente financeiro
à época da concessão do benefício também é facultativa.
• Vida com Remuneração Garantida e Performance sem Atualização (VRSA) – garante,
durante o período de diferimento (fase de acumulação de recursos), remuneração do mon-
tante acumulado por taxa de juros, prevista no regulamento do plano. A distribuição de
excedente financeiro à época da concessão do benefício também é facultativa.

Analogamente, em fins de 2017, foram criadas duas novas modalidades dessa mesma família:

• Vida com renda imediata (VRI) – garante, mediante contribuição única, o pagamento de
benefício por sobrevivência sob a forma de renda imediata. Também neste caso a apuração
de excedente financeiro é facultativa.
• Vida com Desempenho Referenciado (VDR) – garante, durante o período de diferimento,
taxa mínima de rentabilidade, segundo critérios definidos no plano, e reversão parcial ou
total de resultados financeiros, sendo estruturado na modalidade de contribuição variável.

TIPOS DE PLANO COM BENEFÍCIO FISCAL


O principal é o PGBL no qual os participantes, que utilizam o modelo completo de declaração de
ajuste anual do Imposto de Renda da Pessoa Física – IRPF podem deduzir as contribuições do res-
pectivo exercício, no limite máximo de 12% de sua renda bruta anual. Os prêmios/contribuições
pagos a planos VGBL não podem ser deduzidos na declaração de ajuste anual do IRPF, portanto,
este tipo de plano seria mais adequado aos consumidores que utilizam o modelo simplificado de
declaração de ajuste anual do IRPF, ou aos que já ultrapassaram o limite de 12% da renda bruta
anual para efeito de dedução dos prêmios e ainda desejam contratar um plano de acumulação
para complementação de renda.

• PGBL - Plano Gerador de Benefícios Livre


• PRGP - Plano com Remuneração Garantida e Performance
• PRSA - Plano com Remuneração Garantida e Performance sem Atualização
• PAGP - Plano com Atualização Garantida e Performance
• PRI - Plano de Renda Imediata
• FAPI e FGB – Antigos

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 37


[Link] EM PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA:

• Plano com Remuneração Garantida e Performance (PRGP) – garante, durante o período


de diferimento (tempo decorrido entre a data da contratação do plano e o início do rece-
bimento do benefício ou fase de acumulação), remuneração do montante acumulado por
taxa de juros e índice de inflação previstos no regulamento do plano. Já a distribuição de
excedente financeiro à época da concessão do benefício é facultativa.
• Plano com Atualização Garantida e Performance (PAGP) – garante, durante o período de
diferimento (fase de acumulação de recursos), remuneração do montante acumulado por
índice de inflação, previsto no regulamento do plano. A distribuição de excedente financeiro
à época da concessão do benefício também é facultativa.
• Plano com Remuneração Garantida e Performance sem Atualização (PRSA) – garante,
durante o período de diferimento (fase de acumulação de recursos), remuneração do mon-
tante acumulado por taxa de juros prevista no regulamento do plano. A distribuição de ex-
cedente financeiro à época da concessão do benefício também é facultativa.

Em fins de 2017, foram criadas duas novas modalidades dessa mesma família:

• Plano de renda imediata (PRI) – garante, mediante contribuição única, o pagamento de


benefício por sobrevivência sob a forma de renda imediata. Também neste caso a apuração
de excedente financeiro é facultativa e
• Plano com Desempenho Referenciado (PDR) – garante, durante o período de diferimento,
taxa mínima de rentabilidade, segundo critérios definidos no plano, e reversão parcial ou
total de resultados financeiros, sendo estruturado na modalidade de contribuição variável.

38 Certificação CFP
QUAL É A RENTABILIDADE DO VGBL E DO PGBL? EXISTE GARANTIA DE RENTABILIDADE
MÍNIMA?
Uma das principais características, tanto do VGBL quanto do PGBL, é a ausência de rentabilidade
mínima, garantida durante a fase de acumulação dos recursos (período de diferimento), sendo a
rentabilidade idêntica à do fundo onde os recursos estão aplicados.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 39


COMO É FEITO O CÁLCULO DA RENDA MENSAL?
Para o cálculo do valor a ser pago na forma de renda mensal, a empresa considerará o montante
acumulado na provisão, ao término do período de acumulação, as tábuas biométricas de sobrevi-
vência, (tabelas que informam a probabilidade de sobrevivência, de acordo com a idade) e a taxa
de juros contratadas.

O valor do benefício pago sob a forma de renda será atualizado anualmente pelo indexador ado-
tado no regulamento do plano, podendo haver, durante o período de pagamento da renda, o re-
passe de excedentes financeiros (valores dos rendimentos obtidos com a aplicação da provisão ma-
temática de benefícios concedidos que superem a tábua biométrica e a taxa de juros contratadas).

COMO E QUANDO É FEITA A REVERSÃO DO RESULTADO FINANCEIRO?


A reversão de resultados financeiros, caso contratada, dar-se-á a partir da data de concessão do
benefício, pelo prazo que for estabelecido no regulamento do plano.

O saldo da provisão técnica de excedentes financeiros (observados à época a periodicidade e o


prazo de duração convencionados no regulamento do plano) será pago: diretamente ao assistido;
ou revertido à provisão matemática de benefícios concedidos, de maneira a proporcionar aumento
ao benefício pago sob a forma de renda.

A periodicidade de reversão não pode ultrapassar 5 (cinco) anos civis consecutivos. Por fim, em
relação aos resultados financeiros, deve-se observar se o plano prevê a reversão dos resultados
financeiros, e qual o percentual de reversão e a respectiva periodicidade, sendo mais vantajoso o
plano que possuir maior percentual de reversão, com menor periodicidade de repasse.

OS PLANOS VGBL E PGBL PERMITEM RESGATE OU PORTABILIDADE DOS RECURSOS


ACUMULADOS?
Sim. Durante o período de acumulação, é possível solicitar, independentemente do numero de
prêmios/contribuições pagos, o resgate (saque) ou a portabilidade (transferência para outro plano),
parcial ou total, dos recursos acumulados na provisão matemática de benefícios a conceder, respei-
tados os prazos de carência e os intervalos previstos no regulamento.

Destaca-se que as portabilidades só poderão ser feitas entre planos da mesma espécie – entre
planos de seguro de pessoas com cobertura por sobrevivência ou entre planos previdenciários,
não sendo possível a portabilidade de um plano VGBL para um PGBL, ou vice-versa, por exemplo.

Deverá ser observado, adicionalmente, que a portabilidade somente se dará entre planos que es-
tejam sujeitos a um mesmo regime tributário – entre planos estruturados no regime de tabela
progressiva ou regressiva, não sendo possível a portabilidade entre planos que possuam regimes
distintos.

40 Certificação CFP
4.5 PLANOS COLETIVOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA

Formas de Pagamento:

• Planos individuais
São as contribuições realizadas pelo participante que podem ser feitas através de: débito
bancário, boleto ou cartão de credito, sempre seguindo o combinado no contrato.

• Planos coletivos
Para a contribuição do empregado, poderá ser recolhimento pela empresa instituidora ou
averbadora via folha de pagamento e posterior repasse à EAPC ou paga diretamente.

A previdência complementar aberta garante benefícios previdenciários a pessoas físicas vincula-


das, direta ou indiretamente, a empresas ou associações ou entidades de classe (pessoa jurídica).
Os participantes são na condição de pessoas físicas.

Eles podem pertencer a categorias específicas de empregados de um mesmo empregador ou ser


membros de associações profissionais, abrangendo cônjuges ou companheiros e dependentes
econômicos

A pessoa jurídica que contrata um plano de previdência aberta para seus funcionários é chamada
de instituidora quando tem participação total ou parcial no seu custeio.

A denominação passa a ser averbadora quando a pessoa jurídica que contratou o plano não parti-
cipa do seu custeio, ficando o participante totalmente responsável pelo mesmo.

4.5.1 CARACTERÍSTICAS DE PLANO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

TAXA DE ADMINISTRAÇÃO
É a taxa cobrada pela empresa administradora do fundo de investimento. É descontada da renta-
bilidade diária do fundo. A rentabilidade divulgada em jornais e outros meios de comunicação já é
líquida, isto é, com dedução dessa taxa.

Nos planos VGBL e PGBL, esse custo hoje pode variar de 0,2% a 3% ao ano, com cobrança diária.

E em casos de fundos mais conservadores costumam haver taxas menores que fundos moderados
ou agressivos.

A taxa de administração deve estar definida no regulamento do plano, em caráter anual, sendo cal-
culada sobre o patrimônio líquido do fundo. Diariamente é feito o cálculo da taxa de administração
sobre o patrimônio líquido de fechamento do dia anterior.

CARREGAMENTO
• O percentual de carregamento aplicado à parcela do prêmio destinado a compor o saldo da
provisão matemática de benefícios a conceder.
• Não poderá superar o limite de 5% (cinco por cento), no caso de cobrança antecipada, e de
10% (dez por cento), no caso de cobrança postecipada.
• Caso o carregamento seja cobrado de forma antecipada e postecipada, a soma dos percen-
tuais não poderá superar o limite de 10% (dez por cento).
• Para os planos estruturados na modalidade de benefício definido, o valor do carregamento

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 41


não poderá superar 30% (trinta por cento) do prêmio efetuado.

• CIRCULAR SUSEP - 564 de 24 de dezembro de 2017

É vedada à sociedade seguradora receptora a cobrança de carregamento sobre o valor dos recursos
portados.

O QUE É TÁBUA ATUARIAL?


É uma tabela com as probabilidades de sobrevivência e morte de uma população. Com base nela é
que são calculados os benefícios de renda mensal.

Para se ter uma ideia da utilização da tábua e da sua influência no benefício de renda mensal, ob-
serve no quadro abaixo a expectativa de sobrevida de algumas tábuas atuariais para os indivíduos
que nasceram nos anos das respectivas tábuas, bem como a expectativa de vida das pessoas com
a idade de 60 e 65 anos que tiverem seus benefícios de renda mensal calculados com base nas
respectivas tábuas:

Note que, quanto menor é o ano da tábua, menor será a expectativa de vida das pessoas. Assim,
em consequência, o mesmo valor de reserva acumulada vai resultar em valores diferentes de be-
nefícios mensais. Quanto menor o ano da tábua, menor a expectativa de vida e maior o valor do
benefício a receber. Assim, a tábua AT-1949 resulta em benefício maior que a AT-1983, que resulta
em valor de benefício, maior que o calculado com a tábua AT-2000 que é maior que a BR-EMSsb.

As seguradoras brasileiras patrocinaram a construção da tábua denominada “Experiência do Mer-


cado Segurador Brasileiro” (BR-EMSsb) com dados de 2004, 2005 e 2006, fornecidos por 23 delas
representando 95% do mercado nacional de vida e previdência complementar. A versão de 2010
da BR-EMSsb estabelece para homens com 60 anos uma expectativa de vida ainda maior, de 25,5
anos e, para mulheres, 29 anos.

O aumento da longevidade no Brasil e no mundo e a tendência das seguradoras de utilizar tábuas


biométricas cada vez mais atualizadas significam que as rendas vitalícias tendem a diminuir de va-
lor, pois a duração estimada da vida do participante tende a aumentar.

Veja que a tábua AT (Annuity Table) 1949, calculada para os Estados Unidos, fixava em 19,98 anos a
expectativa de vida de uma pessoa com 60 anos de idade, a AT-1980, em 22,12 anos e a AT-2000,
em 23,14 anos.

Mesmo que você tenha preferência pela renda mensal vitalícia, deve comparar o valor obtido com
o que obteria nas opções de renda mensal por prazo certo, resgate bimensal planejado e renda
mensal temporária, essas três por prazo igual a sua expectativa de sobrevida.

O contratante também pode analisar o tipo de risco que estará correndo nas aplicações.

42 Certificação CFP
Os planos podem ser dos tipos:

• Somente Títulos Públicos de Renda Fixa - investimentos em títulos do Tesouro Nacional e/ou
Banco Central;
• Renda Fixa Crédito Privado - investimentos em títulos do Tesouro Nacional e/ou Banco Cen-
tral e outro de renda fixa;
• Multimercado incluindo Renda Variável - investimentos em renda variável eram limitados a
49% do patrimônio do fundo.

Além do risco das aplicações, note que existe o risco da seguradora, se ficar insolvente, não pagará
os benefícios. Já houve casos assim no passado, como no Aerus, da Varig.

Os planos PGBL e VGBL oferecem essas três modalidades de investimento, com amplo desdobra-
mento em variações de cada uma delas. Por isso, esteja atento à composição da carteira do fundo,
porque é ela que determina o perfil de investimento dos recursos do plano.

QUAIS SÃO AS REGRAS DE DIVERSIFICAÇÃO APLICÁVEIS AOS PLANOS DE ACUMULAÇÃO?


As seguradoras e as entidades abertas de previdência complementar, nas aplicações de recursos
de planos de acumulação (VGBL, PGBL etc), cujas remunerações estejam calcadas na rentabilidade
de carteiras de investimentos durante o prazo de diferimento, devem respeitar os seguintes limi-
tes, estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN):

• Ativos de renda fixa (títulos da dívida pública, certificados de depósitos bancários etc): até
100%;
• Ativos de renda variável (ações): até 70%;
• Imóveis: até 20%;
• Investimentos Sujeitos à Variação Cambial: até 10%;
• Outros ativos: até 20%.

Tais limites são alargados nos casos dos chamados “Participantes Qualificados”, isto é, agentes
autônomos de investimento e pessoas naturais ou jurídicas que possuam investimentos financei-
ros superiores a R$ 1.000.000,00 e que, adicionalmente, tenham atestada sua condição perante a
Comissão de Valores Mobiliários (CVM):

• Ativos de renda fixa: até 100%;


• Ativos de renda variável (ações): até 100%;
• Imóveis: até 40%;
• Investimentos Sujeitos à Variação Cambial: até 10%;
• Outros ativos: até 40%.

*O Art. 6º não permite a utilização de fundos cujos regulamentos permitam a realização de


operações que possam resultar em patrimônio líquido negativo. Pode-se entender que essa
restrição se aplica exclusivamente ao uso de derivativos em exposição tal que gere a possibilidade
de perda superior ao valor do patrimônio líquido do fundo?

Resposta: Não. Todo o fundo de investimento cujo regulamento permita a realização de operações
que possam resultar em patrimônio líquido negativo será desconsiderado.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 43


Portanto, pode-se investir em fundos que tenham em seu regulamento o descritivo da possibili-
dade de resultar em patrimônio líquido negativo, mas que não permitam na sua Política de Inves-
timentos alocar em derivativos com exposição tal que gere a possibilidade de perda superior ao
valor do patrimônio líquido do fundo (essa alteração viabilizaria a aplicação em FIPs e FIEEs, por
exemplo)?

Resposta: Não. Todo o fundo de investimento cujo regulamento permita a realização de operações
que possam resultar em patrimônio líquido negativo será desconsiderado.

RESGATE
• Cumprido o prazo de carência, ao ser solicitado o resgate, seu cálculo será realizado no 2º dia
útil posterior à data determinada pelo participante. Já o pagamento deve ser efetivado até o
5º dia útil a partir do pedido do participante.
• O prazo máximo para o pagamento do resgate poderá ser estendido até o 180° dia útil, ex-
clusivamente para planos destinados a proponentes qualificados;
• Existem três opções, cada uma com vantagens e desvantagens dependendo do plano con-
tratado, do prazo de distribuição, de sua escolha sobre herança e da forma de tributação
que escolheu.

As opções são as seguintes:

• Resgate total (saque de uma só vez);


• Resgates parciais - em prazo e montante que o próprio contratante determina;
• Conversão da reserva (provisão) em renda, que pode ser por prazo certo, temporária ou
vitalícia.

Nos planos com capitalização exclusivamente financeira, na ocorrência de invalidez ou morte do


segurado, durante o período de diferimento, os saldos da provisão matemática de benefícios a
conceder e da provisão de excedentes financeiros, mediante solicitação devidamente instruída e
registrada na sociedade seguradora, serão postos à disposição do segurado ou beneficiário(s), con-
forme definido pelo Continuação da Circular Susep n.º 564, de 2017, Fl. 11. segurado na proposta de
contratação ou, no caso de planos coletivos, na proposta de adesão, para recebimento à vista ou
para pagamento de renda, sem qualquer período de carência.

BENEFÍCIOS
No PGBL o evento gerador do pagamento do benefício (no VGBL o pagamento do capital segurado)
será sempre a sobrevivência do participante ao período de diferimento contratualmente previsto.
Desde que previsto no regulamento do plano, o participante poderá contratar modalidades de
renda, dentre as quais destacam-se:

• Renda mensal vitalícia;


• Renda mensal temporária;
• Renda mensal vitalícia com prazo mínimo garantido;
• Renda mensal vitalícia reversível ao beneficiário indicado;
• Renda Mensal vitalícia reversível ao cônjuge com continuidade aos menores;
• Renda Mensal por prazo certo.

44 Certificação CFP
QUAIS SÃO OS TIPOS DE RENDA DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA?
O regulamento do plano, obrigatoriamente, prevê os tipos de renda disponíveis para contratação.
No momento da contratação, o participante escolhe a modalidade de renda que deseja, podendo
alterá-la antes da data de saída do plano. Atualmente, os produtos mais comercializados (PGBL e
VGBL) podem prever seis tipos de renda.

O benefício de renda será atualizado anualmente com base no índice de preço constante do regu-
lamento do plano. O critério de atualização do benefício deverá constar da proposta de inscri-
ção, do regulamento e, no caso de plano coletivo, do contrato.

Renda por sobrevivência é renda a ser paga ao participante do plano que sobreviver ao prazo de
diferimento contratado. Os principais tipos são:

• Renda Mensal Vitalícia: consiste em uma renda paga vitaliciamente ao participante a par-
tir da data de concessão do benefício. O pagamento da renda cessa com o falecimento do
participante.
• Renda Mensal Temporária: consiste em uma renda paga temporária e exclusivamente ao
participante. O pagamento da renda cessa com o falecimento do participante ou ao fim da
temporariedade contratada, o que ocorrer primeiro.
• Renda Mensal Vitalícia com Prazo Mínimo Garantido: consiste em uma renda paga vita-
liciamente ao participante a partir da data da concessão do benefício, sendo garantido aos
beneficiários um prazo mínimo de recebimento.
• Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Beneficiário indicado: consiste em uma renda paga
vitaliciamente ao participante a partir da data de concessão do benefício. Ocorrendo o fale-
cimento do participante, durante a percepção desta renda, um percentual do seu valor, es-
tabelecido na proposta de inscrição, será revertido vitaliciamente ao beneficiário indicado.
Na hipótese de falecimento do beneficiário antes do participante e durante o período de per-
cepção da renda, a reversibilidade do benefício estará extinta sem direito a compensações
ou devoluções dos valores pagos. No caso de o beneficiário falecer após ter sido iniciado o
recebimento da renda, o benefício estará extinto.
• Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Cônjuge com Continuidade aos Menores: consiste
em uma renda paga vitaliciamente ao participante a partir da data de concessão do bene-
fício escolhida. Ocorrendo o falecimento do participante durante a percepção desta renda,
um percentual do seu valor estabelecido na proposta de inscrição será revertido vitalicia-
mente ao cônjuge e, na falta deste, reversível temporariamente ao(s) menor (es) até que
complete(m) a idade para maioridade estabelecida no regulamento (18, 21 ou 24 anos).

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 45


Existem planos que oferecem benefícios como pecúlio por morte ou por invalidez, pensão por
morte e renda por invalidez.

São coberturas chamadas benefícios de risco, que podem ser contratadas isoladamente ou em
conjunto com o plano de previdência complementa ou plano de acumulação.

As coberturas de risco garantem o pagamento de benefício ao(s) beneficiário(s) indicado(s), no caso


de morte do participante, ou ao próprio participante, no caso de sua invalidez total e permanente.
É importante verificar se existe período de carência e quais são os riscos excluídos.

• Renda por Invalidez: renda a ser paga ao participante, em decorrência de sua invalidez
total e permanente, ocorrida durante o período de cobertura e após cumprido o período de
carência estabelecido no plano.
• Pensão por Morte: renda a ser paga ao(s) beneficiário(s) indicado(s) na proposta de inscri-
ção, em decorrência da morte do participante ocorrida durante o período de cobertura e
após cumprido o período de carência estabelecido no plano.
• Pecúlio por Morte: importância em dinheiro, paga de uma só vez ao(s) beneficiário(s) indica-
do(s) na proposta de inscrição, em decorrência da morte do participante ocorrida durante o
período de cobertura e após cumprido o período de carência estabelecido no plano.
• Pecúlio por Invalidez: importância em dinheiro, paga de uma só vez ao próprio partici-
pante, em decorrência de sua invalidez total e permanente ocorrida durante o período de
cobertura e após cumprido o período de carência estabelecido no plano.

Exemplo:

Suponha um participante do sexo masculino, de 60 anos de idade, casado, com esposa de 58 anos
e filho de 10 anos, tendo um PGBL ou VGBL cujas bases técnicas são tábua biométrica AT 2000 e
taxa de juros de 3% ao ano e um saldo acumulado de R$ 1.000.000. Pela tábua AT 2000, a expecta-
tiva de sobrevida do participante é de 23 anos.

• Renda mensal temporária bruta, pela expectativa de sobrevida (23 anos): R$ 5.819,05;
• Renda mensal vitalícia bruta: R$ 5.141,30;
• Resgate bimensal bruto por 23 anos (expectativa de sobrevida) e ganho esperado da re-
serva no fundo de investimento de 3% ao ano: R$ 9.998,90 a cada dois meses ou R$ 4.999,45
por mês.
• Renda mensal por prazo certo bruta por 23 anos (expectativa de sobrevida): R$ R$ 5.020,16;
• Renda mensal vitalícia bruta, por prazo mínimo garantido de 23 anos (expectativa de so-
brevida): R$ R$ 4.490,83;
• Renda mensal vitalícia, com reversão de 100% ao cônjuge e 100% ao filho menor: R$ 4.204,64.

PREVIDÊNCIA - ESTUDO DE CASO


Uma cooperativa de crédito vem oferecendo a seus clientes um plano de previdência um pouco
diferente do oferecido pelos bancos. A carência é de 10 anos, e a própria cooperativa deposita
30% do seu lucro nesse plano de previdência, proporcional ao valor que cada um tem aplicado na
previdência. Entretanto, caso o cliente saque os recursos e não converta em benefício, perde toda
a parte depositada pela cooperativa.

As normas são similares a um plano de previdência fechada, a cooperativa é uma patrocinadora e


o prazo de carência é muito superior ao exigido dos grandes bancos. Isso porque o cliente de uma

46 Certificação CFP
cooperativa na realidade é um associado, portanto, a cooperativa pode elaborar um plano de pre-
vidência com as regras da Previc, e não da Susep, aos seus clientes.

Repare que essa previdência segue a regra vesting, tem carência superior e “patrocinadora ou
instituidora”.

4.6 PREVIDÊNCIA FECHADA

A previdência complementar fechada integra o sistema de previdência social brasileiro e consti-


tui importante instrumento de proteção adicional ao trabalhador e mecanismo de formação de
poupança interna de longo prazo, necessário para ampliar a capacidade de investimento do país e
diversificar as fontes de financiamento do crescimento econômico.

A criação de uma entidade fechada de previdência complementar está condicionada a motivação


do patrocinador ou instituidor em oferecer aos seus empregados ou associados planos de benefí-
cios de natureza previdenciária, razão pela qual são acessíveis, exclusivamente:

• aos servidores ou aos empregados dos patrocinadores;


• aos associados ou membros dos instituidores.

As entidades fechadas de previdência complementar (EFPC), conhecidas popularmente como fun-


dos de pensão, são organizadas por empresas e associações com o objetivo de garantir a seus
empregados ou associados uma complementação à aposentadoria oferecida pelo Regime Geral de
Previdência Social (operacionalizado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS), por meio
da administração de planos de benefícios.

Os planos de benefícios administrados por estas entidades podem garantir, além da complemen-
tação à aposentadoria, proteção contra eventos não programados como morte, doença, invalidez,
dentre outros a depender do regulamento do plano.

De uma forma resumida, os Planos de Benefícios oferecidos pelas EFPC podem ser de três tipos:
Contribuição definida (CD), Benefício Definido (BD), Contribuição Variável (CV):

Quantidade de planos previdenciais por modalidade

Quantidade
Modalidade Plano Porcentagem
de planos

Benefício Definido - BD 306 28,431%

Contribuição Definida - CD 437 40,43%

Contribuição Variável - CV 338 31,27%

Total 1.081 100,00%

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 47


CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA (CD)
Neste tipo de plano, decide-se o tamanho da contribuição a ser efetuada ao plano, e o benefício do
participante é definido no momento da aposentadoria, com base no montante de recursos que o
participante tenha contribuído durante o período que trabalhou.

BENEFÍCIO DEFINIDO (BD)


Neste tipo de plano, o valor do benefício do participante é decidido no momento de sua adesão e
suas contribuições vão variar à medida de sua vida de trabalho para alcançarem o valor estipulado
inicialmente.

CONTRIBUIÇÃO VARIÁVEL (CV)


Nesta classificação entram aqueles planos que tem presentes características de ambos os tipos de
planos citados acima. Trata-se de uma mistura entre contribuição e benefício definidos.

Por se tratar de contratos de longo prazo, as entidades de previdência complementar estão sujei-
tas a alguns riscos, que podem ou não se refletir na empresa que contratou o plano. Por isso, é
necessário entender os impactos desses riscos de acordo com o tipo de plano escolhido (benefí-
cio definido, contribuição definida ou contribuição variável) e conforme a entidade de previdência
complementar escolhida (aberta ou fechada).

OS PRINCIPAIS RISCOS SÃO FINANCEIRO, ATUARIAL E FISCAL.


O risco financeiro diz respeito à possibilidade de o plano perder dinheiro ou não conseguir a
rentabilidade necessária para suportar os compromissos assumidos em decorrência da oscilação
do patrimônio, principalmente no tocante aos preços dos títulos do mercado financeiro onde está
aplicada grande parte dos recursos do plano.

O risco atuarial decorre da utilização de tábua biométrica inadequada, projetando uma expecta-
tiva de vida inferior à realidade dos participantes do plano. Como as pessoas estão vivendo mais
que o projetado nas tábuas atuariais, isto resulta no esgotamento prematuro das reservas que
deveriam ser suficientes para suportar o pagamento do benefício até a morte do participante.

O risco fiscal decorre da utilização pela empresa do plano de benefícios não como um plano de
previdência complementar, que confere incentivos fiscais, mas como uma forma disfarçada de pa-
gamento de salário indireto sem o pagamento dos encargos sociais. Se, numa fiscalização pelos
órgãos reguladores, isto ficar evidenciado, a empresa terá de recolher os impostos que foram de-
duzidos indevidamente e pagar o INSS sobre as contribuições para o plano.

Para evitar o risco fiscal, basta seguir a legislação. Esta concede incentivos fiscais às empresas que
contribuem para os planos de previdência complementar. Entretanto, para gozar desses incenti-
vos, o plano contratado numa entidade fechada de previdência complementar não pode ter caráter
discriminatório e deve ser obrigatoriamente oferecido para todos os empregados e dirigentes da
empresa patrocinadora do plano.

Caso o plano seja de Benefício Definido (BD), os riscos são da entidade de previdência, que deverá
utilizar as reservas de contingência para amortecer os impactos dos prejuízos.

Não havendo mais reservas para suportar os prejuízos, no caso de entidade aberta ou seguradora,
os custos são assumidos pelos acionistas da entidade aberta ou seguradora.

No caso de entidade fechada, a empresa patrocinadora do plano, seus participantes ativos e assis-
tidos é que deverão assumir os custos pelos desvios sofridos pelo plano.

48 Certificação CFP
Por outro lado, se o plano for de Contribuição Definida (CD) ou Contribuição Variável (CV), durante
a fase de acumulação (contribuição para o plano), o risco é inteiramente dos participantes – já
que o valor do benefício será calculado em função do saldo acumulado na data da concessão do
benefício.

E quanto menor o saldo, menor será o benefício que o participante irá receber. Entretanto, se o par-
ticipante já estiver recebendo o benefício, os prejuízos serão suportados do mesmo modo descrito
para os planos BD.

NA FASE DE ACUMULAÇÃO, SUPONDO QUE A EMPRESA TAMBÉM CONTRIBUA PARA


O PLANO, OS RECURSOS APORTADOS AO FUNDO PERTENCEM À EMPRESA OU AO
FUNCIONÁRIO?
• Os recursos aportados pela empresa num plano de previdência jamais retornam ao caixa
da empresa;
• Eles ficam atrelados ao plano de previdência, em geral vinculados aos nomes dos participan-
tes, aguardando que estes cumpram as cláusulas do regulamento/contrato que lhes permi-
tem ter acesso a esses recursos.
• Se o participante se desligar do plano antes do cumprimento de tais regras, chamadas
de vesting, o saldo patronal será revertido em favor do plano, para a quitação de contri-
buições futuras da empresa, melhoria dos benefícios ou reversão para os participantes
remanescentes.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 49


5 TESTE DE CONHECIMENTO

PERGUNTAS

1. Alcimar tem 45 anos e está buscando um plano de previdência. Ele dispõe, para as contribuições
mensais, de R$ 2.000,00 até completar 65 anos. Alcimar recebeu 4 propostas com as mesmas ca-
racterísticas de carteira que, para efeito de cálculo, projetamos uma rentabilidade bruta de 0,5%
ao mês até a sua aposentadoria. Qual das alternativas abaixo terá o melhor resultado financeiro?

a) Taxa de Administração Financeira de 1,5% ao ano e Taxa de Carregamento de 0%.


b) Taxa de Administração Financeira de 1% ao ano e Taxa de Carregamento de 0,5%.
c) Taxa de Administração Financeira de 0,8% ao ano e Taxa de Carregamento de 1%.
d) Taxa de Administração Financeira de 0,5% ao ano e Taxa de Carregamento de 2%.

2. Josué possui R$ 120.000,00 de renda bruta anual proveniente de imóveis, não possui vínculo com
a previdência oficial, declara o Imposto de Renda no formulário COMPLETO, pretende fazer uma
única contribuição em um plano de previdência no valor de R$ 10.000,00. Ele pretende utilizar todo
o recurso em até 3 anos. Das opções abaixo qual a mais interessante para Josué considerando uma
rentabilidade no período de 7% ao ano?

a) PGBL no Regime Tributário Regressivo.


b) VGBL no Regime Tributário Progressivo.
c) VGBL no Regime Tributário Regressivo.
d) PGBL no Regime Tributário Progressivo.

3. Analise os riscos abaixo e assinale a resposta que contenha os principais riscos do cliente quando
ele contrata um VGBL:

I. Risco de crédito da Entidade de Previdência;

II. Risco de crédito do AAI distribuidor do VGBL;

III. Risco de mercado dos ativos que compõem a carteira do fundo.

a) Apenas III
b) I e III

50 Certificação CFP
c) II e III.
d) I, II e III.

4. Afonso é autônomo e gostaria de iniciar um plano de previdência complementar com uma apli-
cação inicial e aportes mensais de R$ 500,00. Escolheu por um VGBL com tábua atuarial BR-MS e
2% de carregamento. Após 13 anos, a uma rentabilidade de 0,6% ao mês, qual o valor esperado por
Afonso na sua reserva de aposentadoria? Considerando que irá transformar em renda vitalícia de
R$ 1.000,00, não tendo outras rendas tributáveis, qual o melhor regime de Tributação?

a) R$ 127.228,22 no Regime Tributário Progressivo.


b) R$ 129.824,71 no Regime Tributário Progressivo.
c) R$ 127.228,22 no Regime Tributário Regressivo.
d) R$ 129.824,71 no Regime Tributário Regressivo

5. Daniel tem 45 anos e pretende se aposentar aos 65 anos com uma reserva de R$ 5.000.000,00
em VGBL que, para o seu planejamento, será suficiente para manter seu padrão de vida. Atual-
mente possui aplicado em um VGBL no valor de R$ 604.192,28. Daniel acaba de vender uma de suas
empresas e pretende fazer um único aporte em sua previdência. Qual o valor do aporte necessário
para atingir seu objetivo? Considere uma rentabilidade mensal de 0,50%

a) R$ 1.189.747,04.
b) R$ 549.554,76.
c) R$ 1.510.480,71.
d) R$ 906.288,43.

6. Thiago está perto do fim de seu período de diferimento e seu plano de aposentadoria lhe apre-
senta algumas opções de Benefícios. Thiago gostaria que, caso venha a faltar, durante o recebi-
mento de seu benefício, sua esposa possa receber a renda em seu lugar. Qual o tipo de renda
Thiago deverá escolher que apresente a característica desejada?

a) Renda Mensal Vitalícia.


b) Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Cônjuge.
c) Renda Mensal Temporária.
d) Renda Mensal Vitalícia tendo sua esposa como beneficiária no período de diferimento.

7. Felipe, após 18 anos de investimentos mensais em seu PGBL com regime de tributação Progres-
sivo, possui um valor de R$ 800.000,00 sendo que deste valor R$ 200.000,00 são referentes às suas
aplicações e R$ 600.000,00 de rentabilidade. Qual o valor do IR que Felipe pagará na fonte caso
resgate o valor total?

a) R$ 220.000,00.
b) R$ 120.000,00.
c) R$ 80.000,00.
d) R$ 90.000,00.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 51


8. Um aplicador, que possui investido R$ 500.000,00, gostaria de ter renda mensal perpétua de R$
20.000,00 daqui a 20 anos. Para efeito de cálculo utilize rentabilidade líquida e real de 0,25% ao
mês. Qual o valor mensal pelos próximos vinte anos este investidor deve aplicar para realizar seu
objetivo?

a) R$ 8.000.000,00
b) R$ 24.367,81
c) R$ 21.594,81
d) R$ 910.377,50

9. Manoel fez um aporte de 100 mil em um PGBL com cobrança de taxa de carregamento na saída
(postecipada) de 5 %, caso resgate ou transfira o plano antes de 60 meses. Devido a problemas
de saúde Manoel irá solicitar o resgate integral de seus recursos. Sabendo que os valores ficaram
investidos por 5 meses a uma rentabilidade média de 6% ao ano e regime de tributação Definitivo.
Qual valor de resgate líquido?

a) R$ 66.597,43.
b) R$ 61.597,43.
c) R$ 95.000,00.
d) R$ 63.347,43.

10. Rosana, ao se aposentar da empresa que trabalhou a vida toda, possuía o saldo total de
R$1.000.000,00 em seu plano de previdência. Ela decidiu contratar um benefício de renda vitalícia
reversível ao cônjuge no valor de R$ 7.000,00. Após 1 ano recebendo benefício, Rosana teve um
problema de saúde e solicita à Entidade de Previdência um resgate de R$ 100.000,00. Em relação a
esta solicitação de resgate de Rosana, o que a Entidade de Previdência fará?

a) Informará à Rosana que somente poderá ser solicitada a retirada total dos recursos.
b) Negará a solicitação de Rosana porque o saldo foi cedido à entidade que tem apenas o com-
promisso com o pagamento da renda.
c) Irá cancelar o plano e colocará o saldo remanescente à disposição de Rosana.
d) Pagará o resgate solicitado por Rosana.

11. Em um plano de previdência empresarial, na fase de acumulação, em que a empresa também


contribua para o plano, os recursos aportados ao fundo pela empresa, caso o participante se desli-
gar do plano antes do cumprimento das regras chamadas de vesting, o saldo patronal será perten-
cem à empresa ou ao funcionário?

a) Os recursos aportados pela empresa no plano de previdência irão retornam ao caixa da


empresa.
b) Os recursos aportados pela empresa no plano de previdência irão ser disponibilizados ao
participante.
c) Os recursos aportados pela empresa no plano de previdência irão ficar atrelados ao plano
de previdência, vinculados aos nomes dos participantes.
d) Os recursos aportados pela empresa no plano de previdência irão ser revertido em favor
do plano, para a quitação de contribuições futuras da empresa, melhoria dos benefícios ou
reversão para os participantes remanescentes.

52 Certificação CFP
12. Ao longo de sua vida Elisabeth realizou aportes e mantem saldo aplicado em três planos de
previdência em entidades distintas. Para facilitar seu controle e acompanhamento ela gostaria de
unificar seus investimentos. Das alternativas de portabilidade listadas abaixo, levando em conta as
características tributárias distintas de cada plano selecione a única opção que não pode ocorrer:

a) Transferência do PGBL para o FAPI.


b) Transferência do PGBL para o VGBL.
c) Transferência do PGBL para o PGBL.
d) Transferência do FGB (tradicional) para o PGBL.

13. Um investidor realizou 3 aportes de R$ 100.000,00, R$ 200.000,00 e R$ 300.000,00 nas datas


01/03/2018; 01/06/2018 e 01/09/2018 respectivamente. Em 01/06/2019 necessitou realizar o resgate
total de suas aplicações. Sabendo que o valor bruto resgatado foi de R$ 700.000,00 e se tratava de
um VGBL no regime de tributação Regressivo, qual será o valor resgatado liquido de IR?

a) R$ 665.000,00
b) R$ 685.000,00
c) R$ 455.000,00
d) R$ 595.000,00

14. Todos os planos de previdência de modalidade PGBL, FGB e FAPI:

a) São indicados para pessoas que fazem declaração pelo modelo simplificado.
b) Oferecem a possibilidade de abatimento das contribuições da base de cálculo do imposto
de renda.
c) Não oferecem garantia de rentabilidade.
d) Oferecem garantia de rentabilidade.

15. Miguel acaba de fazer 60 anos de idade e possui um saldo de R$ 5.000.000,00 aplicado em um
plano VGBL no Regime Tributário Progressivo. Sabendo que este saldo foi construído com aportes
mensais de R$ 5.000,00 durante vinte anos. E seu plano possui uma taxa de carregamento na saída
(postecipada) de 1%. Caso Miguel solicite o resgate total de seu plano de previdência para a compra
de um imóvel, qual será o valor liquido resgatado?

a) R$ 4.430.000,00.
b) R$ 4.431.800,00.
c) R$ 4.419.800,00.
d) R$ 4.418,000,00.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 53


16. Sofia possui um plano VGBL no Regime Tributário Definitivo, ela iniciou suas contribuições há 3
anos e possui um valor investido de R$ 85.000,00. Sofia falece e deixa a sua filha como única bene-
ficiaria. Sabendo que o regime Tributário do seu plano é o Regressivo qual percentual de imposto
de renda será cobrado do saldo deixado por Sofia?

a) 15% de imposto de renda.


b) 35% e 30% de imposto de renda dependendo do prazo
c) 25 % de imposto de renda.
d) 27,5% de imposto de renda no total, sendo 15% na fonte e 12,5% no ajuste anual.

17. Shirleny aplicou R$ 500,00 por mês durante 25 anos em um plano de VGBL. Ela pretende realizar
um resgate no valor total de seu plano, considere que ela teve um rendimento retilíneo de 0,25%
ao mês já descontados as taxas do plano. Qual o valor da base de cálculo para imposto de renda?

a) R$ 223.003,91.
b) R$ 73.003,91.
c) R$ 223.561,42.
d) R$ 73.561,42.

18. Osmar passou em um concurso público de uma instituição financeira ligada ao governo. Na sua
efetivação lhe é proposto um plano de previdência complementar com participação da empresa.
Em caso de algum problema na administração desse plano quem Osmar deve Procurar?

a) CVM.
b) BACEN.
c) PREVIC.
d) SUSEP.

19. Laís fez um único aporte eu seu VGBL no valor de R$ 300.000,00, hoje após 12 anos de investi-
mento possui R$ 700.000,00 aplicado. Laís transformou seu saldo em renda vitalícia de R$ 3.500,00
bruto por mês. Sabendo que inicialmente seu VGBL era no regime progressivo porem após 3 anos
mudou para o Regressivo qual será o valor liquido de sua renda em seu primeiro benefício?

a) R$ 3.150,00.
b) R$ 3.200,00.
c) R$ 2.975,00.
d) R$ 3.335,00.

20. Sergio realiza sua declaração de ajuste anual do imposto de renda pelo modelo completo e pos-
sui uma renda bruta anual de R$ 320.000,00 referente ao seu trabalho de Juiz de Direito. Em sua
última declaração de ajuste anual do imposto de renda pagou um alto valor de imposto e gostaria
de investir em um PGBL para se beneficiar do incentivo fiscal proporcionado. Caso Sergio aplique
12% da sua renda bruta anual qual será valor de postergação de imposto que conseguirá obter em
um ano?

a) R$ 38.400,00.

54 Certificação CFP
b) R$ 10.560,00.
c) R$ 6.720,00.
d) R$ 0,00 - Pois Sergio não pode usufruir desse incentivo fiscal.

21. Camila, 58 anos, é aposentada pelo INSS e recebe R$ 5.000,00 por mês de benefício e faz sua
declaração de ajuste anual de imposto de renda pelo modelo completo. Pretende investir em um
PGBL através de um único aporte de R$ 20.000,00 que será sacado integralmente quando ela com-
pletar 70 anos. Considere que Camila possua uma renda bruta anual de R$ 300.000,00 e a rentabili-
dade esperado no período seja 0,45% ao mês já descontados taxas do banco. Qual a será o resgate
líquido de Camila na melhor alternativa de aplicação?

a) R$ 34.360,86.
b) R$ 36.360,86.
c) R$ 32.451,92.
d) R$ 31.582,56.

RESPOSTAS

1. Alcimar tem 45 anos e está buscando um plano de previdência. Ele dispõe, para as contribuições
mensais, de R$ 2.000,00 até completar 65 anos. Alcimar recebeu 4 propostas com as mesmas ca-
racterísticas de carteira que, para efeito de cálculo, projetamos uma rentabilidade bruta de 0,5%
ao mês até a sua aposentadoria. Qual das alternativas abaixo terá o melhor resultado financeiro?

a) Taxa de Administração Financeira de 1,5% ao ano e Taxa de Carregamento de 0%.


b) Taxa de Administração Financeira de 1% ao ano e Taxa de Carregamento de 0,5%.
c) Taxa de Administração Financeira de 0,8% ao ano e Taxa de Carregamento de 1%.
d) Taxa de Administração Financeira de 0,5% ao ano e Taxa de Carregamento de 2%.

2. Josué possui R$ 120.000,00 de renda bruta anual proveniente de imóveis, não possui vínculo com
a previdência oficial, declara o Imposto de Renda no formulário COMPLETO, pretende fazer uma
única contribuição em um plano de previdência no valor de R$ 10.000,00. Ele pretende utilizar todo
o recurso em até 3 anos. Das opções abaixo qual a mais interessante para Josué considerando uma
rentabilidade no período de 7% ao ano?

a) PGBL no Regime Tributário Regressivo.


b) VGBL no Regime Tributário Progressivo.
c) VGBL no Regime Tributário Regressivo.
d) PGBL no Regime Tributário Progressivo.

3. Analise os riscos abaixo e assinale a resposta que contenha os principais riscos do cliente quando
ele contrata um VGBL:

I. Risco de crédito da Entidade de Previdência

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 55


II. Risco de crédito do AAI distribuidor do VGBL.

III. Risco de mercado dos ativos que compõem a carteira do fundo

a) Apenas III
b) I e III
c) II e III.
d) I, II e III.

4. Afonso é autônomo e gostaria de iniciar um plano de previdência complementar com uma apli-
cação inicial e aportes mensais de R$ 500,00. Escolheu por um VGBL com tábua atuarial BR-MS e
2% de carregamento. Após 13 anos, a uma rentabilidade de 0,6% ao mês, qual o valor esperado por
Afonso na sua reserva de aposentadoria? Considerando que irá transformar em renda vitalícia de
R$ 1.000,00, não tendo outras rendas tributáveis, qual o melhor regime de Tributação?

a) R$ 127.228,23 no Regime Tributário Progressivo.


b) R$ 129.824,71 no Regime Tributário Progressivo. Esqueceu o carregamento
c) R$ 125.982,32 no Regime Tributário Regressivo. Esqueceu do valor inicial
d) R$ 128.553,39 no Regime Tributário Regressivo. Esqueceu os 2

5. Daniel tem 45 anos e pretende se aposentar aos 65 anos com uma reserva de R$ 5.000.000,00
em VGBL que, para o seu planejamento, será suficiente para manter seu padrão de vida. Atual-
mente possui aplicado em um VGBL o valor de R$ 604.192,28. Daniel acaba de vender uma de suas
empresas e pretende fazer um único aporte em sua previdência. Qual o valor do aporte necessário
para atingir seu objetivo? Considere uma rentabilidade mensal de 0,50%

a) R$ 1.189.747,04.
b) R$ 549.554,76.
c) R$ 1.510.480,71. Esqueceu de tirar o valor inicial
d) R$ 906.288,43.

6. Thiago está perto do fim de seu período de diferimento e seu plano de aposentadoria lhe apre-
senta algumas opções de Benefícios. Thiago gostaria que, caso venha a faltar, durante o recebi-
mento de seu benefício, sua esposa possa receber a renda em seu lugar. Qual o tipo de renda
Thiago deverá escolher que apresente a característica desejada?

a) Renda Mensal Vitalícia.


b) Renda Mensal Vitalícia Reversível ao Cônjuge.
c) Renda Mensal Temporária.
d) Renda Mensal Vitalícia tendo sua esposa como beneficiária no período de diferimento.

56 Certificação CFP
7. Felipe, após 18 anos de investimentos mensais em seu PGBL com regime de tributação Progres-
sivo, possui um valor de R$ 800.000,00 sendo que deste valor R$ 200.000,00 são referentes às suas
aplicações e R$ 600.000,00 de rentabilidade. Qual o valor do IR que Felipe pagará na fonte caso
resgate o valor total?

a) R$ 220.000,00.
b) R$ 120.000,00.
c) R$ 80.000,00.
d) R$ 90.000,00.

8. Um aplicador, que possui investido R$ 500.000,00, gostaria de ter renda mensal perpétua de R$
20.000,00 daqui a 20 anos. Para efeito de cálculo utilize rentabilidade líquida e real de 0,25% ao
mês. Qual o valor mensal pelos próximos vinte anos este investidor deve aplicar para realizar seu
objetivo?

a) R$ 8.000.000,00
b) R$ 24.367,81
c) R$ 21.594,82
d) R$ 910.377,50

20.000,00/0,0025= 8.000.000,00

500.000,00 no futuro 910.377,50

8 kk - 910.377,50 = 7.089.622,50 = FV

9. Manoel fez um aporte de 100 mil em um PGBL com cobrança de taxa de carregamento na saída
(postecipada) de 5 %, caso resgate ou transfira o plano antes de 60 meses. Devido a problemas
de saúde Manoel irá solicitar o resgate integral de seus recursos. Sabendo que os valores ficaram
investidos por 5 meses a uma rentabilidade média de 6% ao ano e regime de tributação Definitivo.
Qual valor de resgate líquido?

a) R$ 66.597,43.
b) R$ 61.597,43.
c) R$ 95.000,00.
d) R$ 63.347,43.

0,486755057 = i

102.457,58 = FV

97.457,58 = base de calculo de IR

R: 63.347,43

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 57


10. Rosana, ao se aposentar da empresa que trabalhou a vida toda, possuía o saldo total de
R$1.000.000,00 em seu plano de previdência. Ela decidiu contratar um benefício de renda vitalícia
reversível ao cônjuge no valor de R$ 7.000,00. Após 1 ano recebendo benefício, Rosana teve um
problema de saúde e solicita à Entidade de Previdência um resgate de R$ 100.000,00. Em relação a
esta solicitação de resgate de Rosana, o que a Entidade de Previdência fará?

a) Informará à Rosana que somente poderá ser solicitada a retirada total dos recursos.
b) Negará a solicitação de Rosana porque o saldo foi cedido à entidade que tem ape-
nas o compromisso com o pagamento da renda.
c) Irá cancelar o plano e colocará o saldo remanescente à disposição de Rosana.
d) Pagará o resgate solicitado por Rosana.

11. Em um plano de previdência empresarial, na fase de acumulação, em que a empresa também


contribua para o plano, os recursos aportados ao fundo pela empresa, caso o participante se desli-
gar do plano antes do cumprimento das regras chamadas de vesting, o saldo patronal será perten-
cem à empresa ou ao funcionário?

a) Os recursos aportados pela empresa no plano de previdência irão retornam ao caixa da


empresa.
b) Os recursos aportados pela empresa no plano de previdência irão ser disponibilizados ao
participante.
c) Os recursos aportados pela empresa no plano de previdência irão ficar atrelados ao plano
de previdência, vinculados aos nomes dos participantes.
d) Os recursos aportados pela empresa no plano de previdência irão ser revertido em
favor do plano, para a quitação de contribuições futuras da empresa, melhoria dos
benefícios ou reversão para os participantes remanescentes.

12. Ao longo de sua vida Elisabeth realizou aportes e mantem saldo aplicado em três planos de
previdência em entidades distintas. Para facilitar seu controle e acompanhamento ela gostaria de
unificar seus investimentos. Das alternativas de portabilidade listadas abaixo, levando em conta as
características distintas de cada plano selecione a única opção que não pode ocorrer:

a) Transferência do FAPI para o PGBL.


b) Transferência do PGBL para o VGBL.
c) Transferência do PGBL para o PGBL.
d) Transferência do FGB (tradicional) para o PGBL.

13. Um investidor realizou 3 aportes de R$ 100.000,00, R$ 200.000,00 e R$ 300.000,00 nas datas


01/03/2018; 01/06/2018 e 01/09/2018 respectivamente. Em 01/06/2019 necessitou realizar o resgate
total de suas aplicações. Sabendo que o valor bruto resgatado foi de R$ 700.000,00 e se tratava de
um VGBL no regime de tributação Regressivo, qual será o valor resgatado liquido de IR?

a) R$ 665.000,00
b) R$ 685.000,00
c) R$ 455.000,00
d) R$ 595.000,00

58 Certificação CFP
14. Todos os planos de previdência de modalidade PGBL, FGB e FAPI:

a) São indicados para pessoas que fazem declaração pelo modelo simplificado.
b) Oferecem a possibilidade de abatimento das contribuições da base de cálculo do
imposto de renda.
c) Não oferecem garantia de rentabilidade.
d) Oferecem garantia de rentabilidade.

15. Miguel acaba de fazer 60 anos de idade e possui um saldo de R$ 5.000.000,00 aplicado em um
plano VGBL no Regime Tributário Progressivo. Sabendo que este saldo foi construído com apor-
tes mensais de R$ 5.000,00 durante vinte anos. E seu plano possui uma taxa de carregamento na
saída(postecipada) de 1%. Caso Miguel solicite o resgate total de seu plano de previdência para a
compra de um imóvel, qual será o valor liquido resgatado?

a) R$ 4.430.000,00.
b) R$ 4.431.800,00. Esqueceu de tirar o carregamento
c) R$ 4.419.800,00.
d) R$ 4.418,000,00.

5.000.000,00 – 12.000,00 – 1.200.000,00

IR =568.200,00

16. Sofia possui um plano VGBL no Regime Tributário Definitivo, ela iniciou suas contribuições há 3
anos e possui um valor investido de R$ 85.000,00. Sofia falece e deixa a sua filha como única bene-
ficiaria. Sabendo que o regime Tributário do seu plano é o Regressivo qual percentual de imposto
de renda será cobrado do saldo deixado por Sofia?

a) 15% de imposto de renda.


b) 35% e 30% de imposto de renda dependendo do prazo
c) 25 % de imposto de renda.
d) 27,5% de imposto de renda no total, sendo 15% na fonte e 12,5% no ajuste anual.

17. Shirleny aplicou R$ 500,00 por mês durante 25 anos em um plano de VGBL. Ela pretende realizar
um resgate no valor total de seu plano, considere que ela teve um rendimento retilíneo de 0,25%
ao mês já descontados as taxas do plano. Qual o valor da base de cálculo para imposto de renda?

a) R$ 223.003,91. Esqueceu de tirar o valor inicial


b) R$ 73.003,91.
c) R$ 223.561,42.
d) R$ 73.561,42.

Rede do Conhecimento | Instituto de Formação Bancária 59


18. Osmar passou em um concurso público de uma instituição financeira ligada ao governo. Na sua
efetivação lhe é proposto um plano de previdência complementar com participação da empresa.
Em caso de algum problema na administração desse plano quem Osmar deve Procurar?

a) CVM.
b) BACEN.
c) PREVIC.
d) SUSEP.

19. Laís fez um único aporte eu seu VGBL no valor de R$ 300.000,00, hoje após 12 anos de investi-
mento possui R$ 700.000,00 aplicado. Laís transformou seu saldo em renda vitalícia de R$ 3.500,00
bruto por mês. Sabendo que inicialmente seu VGBL era no regime progressivo porem após 3 anos
mudou para o Regressivo qual será o valor liquido de sua renda em seu primeiro benefício?

a) R$ 3.150,00.
b) R$ 3.200,00.
c) R$ 2.975,00.
d) R$ 3.335,00.

20. Sérgio realiza sua declaração de ajuste anual do imposto de renda pelo modelo completo e pos-
sui uma renda bruta anual de R$ 320.000,00 referente ao seu trabalho de Juiz de Direito. Em sua
última declaração de ajuste anual do imposto de renda pagou um alto valor de imposto e gostaria
de investir em um PGBL para se beneficiar do incentivo fiscal proporcionado. Caso Sergio aplique
12% da sua renda bruta anual qual será valor de postergação de imposto que conseguirá obter em
um ano?

a) R$ 38.400,00.
b) R$ 10.560,00. (320.000,00*12%)*27,5%
c) R$ 6.720,00.
d) R$ 0,00 Pois Sergio não pode usufruir desse incentivo fiscal.

21. Camila, 58 anos, é aposentada pelo INSS e recebe R$ 5.000,00 por mês de benefício e faz sua
declaração de ajuste anual de imposto de renda pelo modelo completo. Pretende investir em um
PGBL através de um único aporte de R$ 20.000,00 que será sacado integralmente quando ela com-
pletar 70 anos. Considere que Camila possua uma renda bruta anual de R$ 300.000,00 e a rentabili-
dade esperado no período seja 0,45% ao mês já descontados taxas do banco. Qual a será o resgate
líquido de Camila na melhor alternativa de aplicação?

a) R$ 34.360,86.
b) R$ 36.360,86.
c) R$ 32.451,92.
d) R$ 31.582,56.

60 Certificação CFP
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4004-0435 - ramal 4505

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