‘’Sakura’’ parte 01
Folhas são levadas pela ventania
O tempo muda sem espera
Existe uma flor
Sutil, voando junto ao vento
Bela e viva
Graciosa com gestos leves
Encantadora com suas cores
Girando
Flutuando
Vagando
Tempo fica lento
Com pétalas a voar
Todas juntas fazem um só desenho
Onde elas iram parar?
O perfume, o som do vento
Nuança de cores
O sol a faz brilhar
O orvalho por ela dança
Com seu tempo
Passeia no presente
Pequena cortês
Suave e efêmera
Com seus traços
Complexos, harmônicos e simples
Pequena e especial.
‘’Sakura’’ Parte 02
Beleza é uma arte
Pragmática e abstrata
Não é simples
Sensível com amplas conotações
Vem e volta
Com explicações confusas
Esclarece e ofusca
Não se pode entender
Repertorio contraditório
Com ambíguas impressões
Olhos que dizem
Os sentimentos
Nobres e melancólicos
A insegurança
Anseios e devaneios
Com esperança
Sorrisos simpáticos
Gestos e afeições
Que brilham junto
Com suas joias
‘’Sakura’’ parte 3
Procurando definições
Como será o dia
Como se pode resolver
Preocupado com as situações
O que se tem para conhecer?
Sendo um bom aprendizado
Dividir, esperar, moderar e decidir
Por quais intensidades?
Quais são as esperanças?
O que se pode consertar?
As partes perdidas de um quebra-cabeça
Incompleto e repleto de defeitos
Está tudo errado outra vez
Conviver com os dias
Esperar pelas horas, de tempos atrasados
Promessas incompletas
Nada é super, é só um anseio
O que realmente importa?
Provas, comprovações
Desculpas e boas maneiras
O que se espera?
Nada aconteceu
A noite pode acalmar
Todos esses sentimentos
No amanhecer
Uma flor pode aparecer
Carvão ou diamante
A mesma composição,
Feitos de carbono, com oposta pressão
Outros valores
Extremamente diferentes
O que seria o coração?
Um diamante que pode virar cinzas
Uma bomba a ponto de ebulição
Um órgão com asas
Meditar
Concentrar
Precipitar
Errar
Fali com muitos acordos
Perdi com contratos
Distorceram os relatos
Inseguro de meus erros
Deixado de lado
Se culpando pelos feitos
Perdi o sentido
Diamante que escureceu
Virou cristal e rachou
O brilho esmoreceu
Em pedaços cinzas se lascou
A dor está fora
Do meu corpo
A qualquer hora
Não sara com sopro
Fiz das palavras
A maneira de ser o remédio
Para as circunstancias
A saída para o tédio
Ganhei a insegurança
Como um presente
Junto com a cobrança
No fundo são equivalentes
O que sobrou?
Com toda essa pressão
Que parte venceu?
Pedaços de carvão
A esperança é fogo
Que coloca o carvão para queimar
É só um breve dialogo
Uso toda minha energia
Já tenho, da situação experiência
Disse tudo que queria
Conheço palavras sinônimos
Me faltaram as concordâncias
Verbos adjetivos e antônimos
Usei todo calor do meu coração
Naquela toda aquela pressão
Consumiu todo o carvão
Houve uma transformação
Ainda há uma breve chama
Que resiste ao vento
Do desprezo
Nem tudo é simples
A insegurança
Com seus males
A esperança
A espera
A esperança
E o apreço
São as cinzas
Que irão restar
Hoje eu te encontrei
Tinha o algo a te contar
Notei seu rosto distante
Vagando com seus pensamentos
Sua respiração estava profunda
Saia buscando um alivio
Percebi e fiz diferente
Deixei que você falasse
Qualquer coisa
Mesmo que não fosse
Os sentimentos do seu coração.
Você quis só falar de forma desconexa
Procurando uma memória alegre
Me deixei escutar
Eu via que o seu universo
Estava frágil, balançado, segurando lagrimas
Contornava-se, fazendo de pequenas situações
Como grandiosa, puxando uma ‘’tal alegria‘’
Por mais que a fala fosse rápida
Emendando um assunto no outro
Os hiatos, cada vez estavam prolongados
Tomados de respirações profundas
E olhares tremidos
Palavras bonitas sobrepondo
As reais emoções
Angustia vista, entre palavras forçadas
Uma corda estava
Ali segurando seu universo
Enquanto cai uma chuva de meteoros
Estrelas cadentes hoje sem pedido
Assim como o espaço estava sem som
Que mesmo com todo o cosmos
Cores e fenômenos
Não estava nada suficiente
Seus mundos estavam colidindo
Poeira nébula não deixou nada ser visto
O Sol estava distante dessa vez
Depois de muito tempo
Esfriou, veio vento, silencio
Pediu para ser acolhido
Calada por longos momentos
Sentido o sopro gelado
Levar suas tímidas lagrimas
Todo aquele clima
Se construiu
Parecendo uma rosa deixando cair suas pétalas
Entortando seus caules
Da maneira mais dolorida
O que pude sentir
Um carrinho de montanha russa
Dando voltas em um furacão
Onde chovia granizo
Com o chão estava coberto de lava
Enquanto ouvia um discurso ‘’terremotiado’’
O qual deixou impressões
Mas não floresceu por completo
Onde escutei a resposta que me comoveu
-Hoje nada sinto, nada tenho, só o tempo pode me resolver.