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Sakura

O poema 'Sakura' explora a beleza efêmera das flores e a complexidade das emoções humanas, refletindo sobre inseguranças, anseios e a busca por significado. Através de metáforas, o texto aborda a dualidade entre a esperança e a dor, utilizando imagens de transformação e fragilidade. A narrativa culmina em um encontro emocional, onde a protagonista expressa a falta de sentimentos e a espera por resolução.

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Sakura

O poema 'Sakura' explora a beleza efêmera das flores e a complexidade das emoções humanas, refletindo sobre inseguranças, anseios e a busca por significado. Através de metáforas, o texto aborda a dualidade entre a esperança e a dor, utilizando imagens de transformação e fragilidade. A narrativa culmina em um encontro emocional, onde a protagonista expressa a falta de sentimentos e a espera por resolução.

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‘’Sakura’’ parte 01

Folhas são levadas pela ventania

O tempo muda sem espera

Existe uma flor

Sutil, voando junto ao vento

Bela e viva

Graciosa com gestos leves

Encantadora com suas cores

Girando

Flutuando

Vagando

Tempo fica lento

Com pétalas a voar

Todas juntas fazem um só desenho

Onde elas iram parar?

O perfume, o som do vento

Nuança de cores

O sol a faz brilhar

O orvalho por ela dança

Com seu tempo

Passeia no presente

Pequena cortês

Suave e efêmera

Com seus traços


Complexos, harmônicos e simples

Pequena e especial.

‘’Sakura’’ Parte 02

Beleza é uma arte

Pragmática e abstrata

Não é simples

Sensível com amplas conotações

Vem e volta

Com explicações confusas

Esclarece e ofusca

Não se pode entender

Repertorio contraditório

Com ambíguas impressões

Olhos que dizem

Os sentimentos

Nobres e melancólicos

A insegurança

Anseios e devaneios

Com esperança

Sorrisos simpáticos

Gestos e afeições

Que brilham junto

Com suas joias


‘’Sakura’’ parte 3

Procurando definições

Como será o dia

Como se pode resolver

Preocupado com as situações

O que se tem para conhecer?

Sendo um bom aprendizado

Dividir, esperar, moderar e decidir

Por quais intensidades?

Quais são as esperanças?

O que se pode consertar?

As partes perdidas de um quebra-cabeça

Incompleto e repleto de defeitos

Está tudo errado outra vez

Conviver com os dias

Esperar pelas horas, de tempos atrasados

Promessas incompletas

Nada é super, é só um anseio

O que realmente importa?

Provas, comprovações

Desculpas e boas maneiras

O que se espera?

Nada aconteceu

A noite pode acalmar

Todos esses sentimentos

No amanhecer

Uma flor pode aparecer


Carvão ou diamante

A mesma composição,

Feitos de carbono, com oposta pressão

Outros valores

Extremamente diferentes

O que seria o coração?

Um diamante que pode virar cinzas

Uma bomba a ponto de ebulição

Um órgão com asas

Meditar

Concentrar

Precipitar

Errar

Fali com muitos acordos

Perdi com contratos

Distorceram os relatos

Inseguro de meus erros

Deixado de lado

Se culpando pelos feitos

Perdi o sentido

Diamante que escureceu

Virou cristal e rachou

O brilho esmoreceu

Em pedaços cinzas se lascou


A dor está fora

Do meu corpo

A qualquer hora

Não sara com sopro

Fiz das palavras

A maneira de ser o remédio

Para as circunstancias

A saída para o tédio

Ganhei a insegurança

Como um presente

Junto com a cobrança

No fundo são equivalentes

O que sobrou?

Com toda essa pressão

Que parte venceu?

Pedaços de carvão

A esperança é fogo

Que coloca o carvão para queimar

É só um breve dialogo

Uso toda minha energia

Já tenho, da situação experiência

Disse tudo que queria

Conheço palavras sinônimos

Me faltaram as concordâncias

Verbos adjetivos e antônimos


Usei todo calor do meu coração

Naquela toda aquela pressão

Consumiu todo o carvão

Houve uma transformação

Ainda há uma breve chama

Que resiste ao vento

Do desprezo

Nem tudo é simples

A insegurança

Com seus males

A esperança

A espera

A esperança

E o apreço

São as cinzas

Que irão restar


Hoje eu te encontrei

Tinha o algo a te contar

Notei seu rosto distante

Vagando com seus pensamentos

Sua respiração estava profunda

Saia buscando um alivio

Percebi e fiz diferente

Deixei que você falasse

Qualquer coisa

Mesmo que não fosse

Os sentimentos do seu coração.

Você quis só falar de forma desconexa

Procurando uma memória alegre

Me deixei escutar

Eu via que o seu universo

Estava frágil, balançado, segurando lagrimas

Contornava-se, fazendo de pequenas situações

Como grandiosa, puxando uma ‘’tal alegria‘’

Por mais que a fala fosse rápida

Emendando um assunto no outro

Os hiatos, cada vez estavam prolongados

Tomados de respirações profundas

E olhares tremidos

Palavras bonitas sobrepondo

As reais emoções

Angustia vista, entre palavras forçadas

Uma corda estava

Ali segurando seu universo


Enquanto cai uma chuva de meteoros

Estrelas cadentes hoje sem pedido

Assim como o espaço estava sem som

Que mesmo com todo o cosmos

Cores e fenômenos

Não estava nada suficiente

Seus mundos estavam colidindo

Poeira nébula não deixou nada ser visto

O Sol estava distante dessa vez

Depois de muito tempo

Esfriou, veio vento, silencio

Pediu para ser acolhido

Calada por longos momentos

Sentido o sopro gelado

Levar suas tímidas lagrimas

Todo aquele clima

Se construiu

Parecendo uma rosa deixando cair suas pétalas

Entortando seus caules

Da maneira mais dolorida

O que pude sentir

Um carrinho de montanha russa

Dando voltas em um furacão

Onde chovia granizo

Com o chão estava coberto de lava

Enquanto ouvia um discurso ‘’terremotiado’’

O qual deixou impressões

Mas não floresceu por completo

Onde escutei a resposta que me comoveu


-Hoje nada sinto, nada tenho, só o tempo pode me resolver.

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