UBER
Um fato que se observa em toda grande história empreendedora é que startups surgem para
melhorar algo que, digamos, não está bom no mundo. A maioria das grandes empresas, que já
foram muito pequenas, surgiram com a intenção de melhorar a vida das pessoas, melhorar a
experiência delas em relação a algo. Em meio a isto uma delas tem me chamado bastante
atenção ultimamente: a Uber. Resolvi então pesquisar sobre a história dessa startup que já
vale mais de US$ 50 bilhões e que tem causado polêmicas por onde passa devido a “disputas”
com taxistas.
Como não poderia deixar de ser a Uber também surgiu através de uma necessidade. Imagine:
Estavam em Paris, em uma noite fria e com nevasca, Travis Kalanick e Garret Camp, ambos
recém-milionários. Travis havia vendido por US$ 20 milhões o RedSwoosh, um serviço de
compartilhamento de arquivos e Garret vendeu por US$ 75 milhões o site de buscas
StumbleUpon. Eram amigos e na ocasião participavam de um evento de tecnologia e
empreendedorismo na cidade. Como não conseguiam encontrar um táxi, eis que surgiu a
grande ideia: imaginaram um serviço onde poderia ser possível chamar um carro com
motorista particular, apenas com um toque no celular.
Os amigos então voltaram para San Francisco e “amadureceram” a ideia e em março de 2009
fundaram a empresa que no começo se chamava UberCab. O aplicativo que informava a
localização do passageiro através do GPS e estava disponível para iPhone e Android foi
oficialmente lançado em Julho do seguinte ano. O plano inicialmente era oferecer apenas
carros executivos (como o Mercedes-Benz S550 e Cadillac Escalade), o serviço seria
semelhante a um táxi de luxo.
/A empresa não possui nenhum carro, sequer motoristas contratados. Ela trabalha com
parceiros cadastrados no serviço, mas não pense que é fácil se tornar um, existe uma série de
exigências como: possuir uma carteira de habilitação especial, atestado de antecedentes
criminais, possuir um veículo dos modelos pré-estabelecido, possuir seguro para uso comercial
do carro e passar por horas de entrevistas. Além disso os motoristas são ensinados sobre
práticas de direção segura e boas maneiras, como exemplo, abrir e fechar a porta para o
passageiro, perguntar se o ar-condicionado está agradável, se o passageiro prefere o som
ligado ou desligado e qual estilo de música prefere escutar, oferecer água e manter o carro
limpo. Os motoristas ainda são avaliados pelo passageiro e vice-versa, só continuam com a
parceria aqueles que alcançarem uma média de 4,6 em uma escala de 0 a 5. O colaborador
(motorista) é remunerado com 80% do valor pago em cada corrida.