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NBCPG200 (R1)

A NBC PG 200 (R1) de 21 de novembro de 2019 estabelece diretrizes para contadores empregados, abordando a aplicação da estrutura conceitual da contabilidade e a identificação de conflitos de interesse. A norma enfatiza a importância da ética e da objetividade na prática contábil, detalhando requisitos e procedimentos para mitigar ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais. Além disso, a norma orienta sobre a comunicação com responsáveis pela governança e a avaliação de ameaças no ambiente de trabalho.

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NBCPG200 (R1)

A NBC PG 200 (R1) de 21 de novembro de 2019 estabelece diretrizes para contadores empregados, abordando a aplicação da estrutura conceitual da contabilidade e a identificação de conflitos de interesse. A norma enfatiza a importância da ética e da objetividade na prática contábil, detalhando requisitos e procedimentos para mitigar ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais. Além disso, a norma orienta sobre a comunicação com responsáveis pela governança e a avaliação de ameaças no ambiente de trabalho.

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NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE, NBC PG 200 (R1), DE 21 DE NOVEMBRO DE

2019

Dá nova redação à NBC PG 200, que dispõe


sobre contadores empregados (contadores
internos).

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e


regimentais e com fundamento no disposto na alínea “f” do Art. 6º do Decreto-Lei n.º 9.295/1946,
alterado pela Lei n.º 12.249/2010, alinhado com o processo de convergência das Normas
Brasileiras de Contabilidade e conforme acordo firmado com a International Federation of
Accountants (Ifac) autorizando o CFC a traduzir, reproduzir e publicar as normas internacionais
em formato eletrônico, faz saber que foi aprovada em seu Plenário a seguinte Norma Brasileira de
Contabilidade (NBC), em consonância com a sua equivalente internacional Part 2 of the CODE da
Ifac:

NBC PG 200 (R1) – CONTADORES EMPREGADOS (CONTADORES INTERNOS)

Sumário Item
SEÇÃO 200 – APLICAÇÃO DA ESTRUTURA CONCEITUAL – 200.1 – 200.10A1
PROFISSIONAL DA CONTABILIDADE EM EMPRESA
SEÇÃO 210 – CONFLITOS DE INTERESSES 210.1 – 210.9A1
SEÇÃO 220 – PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES 220.1 – 220.11A3
SEÇÃO 230 – ATUAÇÃO COM COMPETÊNCIA SUFICIENTE 230.1 – 230.5A1
SEÇÃO 240 – INTERESSE FINANCEIRO, REMUNERAÇÃO E INCENTIVO 240.1 – 240.3A4
RELACIONADO COM O RELATÓRIO FINANCEIRO E A TOMADA DE
DECISÃO
SEÇÃO 250 – INCENTIVO, INCLUINDO PRESENTES E AFINS 250.1 – 250.15A3
SEÇÃO 260 – RESPOSTA À NÃO CONFORMIDADE COM LEIS E 260.1 – 260.27A1
REGULAMENTOS
SEÇÃO 270 – PRESSÃO PARA A VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS 270.1 – 270.4A1
FUNDAMENTAIS
VIGÊNCIA

SEÇÃO 200 – APLICAÇÃO DA ESTRUTURA CONCEITUAL – PROFISSIONAL DA


CONTABILIDADE EM EMPRESA

Introdução

200.1 Esta Norma apresenta os requisitos e o material de aplicação para os contadores


empregados (contadores internos) que aplicam a estrutura conceitual descrita na Seção
120 da NBC PG 100. Ela não descreve todos os fatos e circunstâncias, incluindo
atividades profissionais, interesses e relacionamentos, que poderiam ser encontrados
pelos contadores empregados (contadores internos) que criam ou podem criar ameaças
ao cumprimento dos princípios fundamentais. Portanto, a estrutura conceitual requer
que os contadores empregados (contadores internos) estejam atentos para esses fatos
e circunstâncias.

200.2 Investidores, credores, organizações empregadoras e outros setores da comunidade


empresarial, bem como governos e o público em geral, podem confiar no trabalho dos
contadores empregados (contadores internos). O profissional da contabilidade em
empresas pode ser o único responsável ou responsável solidário pela preparação e
apresentação de informações financeiras e outras informações, nas quais tanto suas
organizações empregadoras quanto terceiros podem confiar. Eles podem também ser
responsáveis por fazer administração financeira efetiva e prestar consultoria competente
sobre diversos assuntos relacionados com os negócios.

200.3 O profissional da contabilidade em empresas pode ser empregado, contratado, parceiro,


diretor (executivo ou não executivo), gerente-proprietário ou voluntário de organização
empregadora. A forma legal da relação do profissional da contabilidade com a
organização empregadora não tem qualquer relação com as responsabilidades éticas
atribuídas ao profissional da contabilidade.

200.4 Nesta Norma, o termo “profissional da contabilidade” refere-se:


(a) ao profissional da contabilidade em empresas; e
(b) à pessoa física que é profissional da contabilidade na prática pública que
desenvolve atividades profissionais de acordo com a sua relação com a sua firma,
seja como contratado, empregado ou proprietário. Mais informações sobre quando
esta Norma é aplicável aos contadores que prestam serviços (contadores externos)
estão apresentadas no item R120.4 da NBC PG 100 e nos itens R300.5 e 300.5A1
da NBC PG 300.

Requisitos e material de aplicação

Geral

R200.5 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais descritos


na Seção 110 da NBC PG 100 e aplicar a estrutura conceitual descrita na Seção 120 da
NBC PG 100 para identificar, avaliar e tratar as ameaças ao cumprimento dos princípios
fundamentais.

200.5A1 O profissional da contabilidade tem responsabilidade de promover os objetivos legítimos


da sua organização empregadora. Esta Norma não tem a intenção de impedir o
profissional da contabilidade de cumprir com essa responsabilidade, mas trata das
circunstâncias nas quais o cumprimento dos princípios fundamentais pode estar
comprometido.

200.5A2 Os profissionais da contabilidade podem promover a posição da organização


empregadora ao favorecer as metas e objetivos legítimos de suas organizações
empregadoras, desde que as declarações feitas não sejam falsas ou enganosas. Essas
ações geralmente não criariam ameaça de defesa do interesse do cliente.

200.5A3 Quanto mais alto o cargo do profissional da contabilidade, maior será a capacidade e a
oportunidade de obter as informações e de influenciar as políticas, as decisões e ações
tomadas pelos outros envolvidos com a organização empregadora. Na medida em que
conseguem fazer isso, levando em conta seu cargo e tempo de serviço na organização,
o profissional da contabilidade deve incentivar e promover, na organização, uma cultura
baseada na ética, de acordo com o item 120.13A3 da NBC PG 100. Exemplos de ações
que podem ser tomadas incluem a introdução, implementação e supervisão de:
• educação e programas de treinamento sobre ética;
• processos de gestão e avaliação de desempenho e critérios de recompensa que
promovam uma cultura ética;
• políticas de ética e de delação; e
• políticas e procedimentos planejados para prevenir a não conformidade com leis e
regulamentos.

200.5A3 Quanto mais alto o cargo do profissional da contabilidade, maior será a capacidade e a
oportunidade de obter as informações e de influenciar as políticas, as decisões e ações
tomadas pelos outros envolvidos com a organização empregadora. Na medida em que
conseguem fazer isso, levando em conta seu cargo e tempo de serviço na organização,
o profissional da contabilidade deve incentivar e promover, na organização, uma cultura
baseada na ética. Exemplos de ações que podem ser tomadas incluem a introdução,
implementação e supervisão de:
• educação e programas de treinamento sobre ética;
• políticas de ética e de delação; e
• políticas e procedimentos planejados para prevenir a não conformidade com leis e
regulamentos. (Alterado pela Revisão NBC 24)

Identificação de ameaças

200.6A1 As ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais podem ser criadas por vasta
gama de fatos e circunstâncias. As categorias das ameaças estão descritas no item
120.6A3. Exemplos de fatos e circunstâncias em cada uma dessas categorias que
podem criar ameaças para profissional da contabilidade ao desenvolver a atividade
profissional incluem:
(a) ameaças de interesse próprio
• o profissional da contabilidade que detém interesse financeiro na organização
empregadora ou que recebe empréstimo ou garantia da organização
empregadora;
• o profissional da contabilidade que participa de acordos de remuneração com
base em incentivos oferecidos pela organização empregadora;
• o profissional da contabilidade que tem acesso aos ativos corporativos para uso
pessoal;
• o profissional da contabilidade que recebe a oferta de presente ou tratamento
especial de fornecedor da organização empregadora;
(b) ameaças de autorrevisão
• o profissional da contabilidade que determina o tratamento contábil apropriado
para a combinação de negócios após conduzir o estudo de viabilidade que apoia
a decisão de compra;
(c) ameaças de defesa do interesse do cliente
• o profissional da contabilidade que tem a oportunidade de manipular informações
em prospecto a fim de obter financiamento favorável;
(d) ameaças de familiaridade
• o profissional da contabilidade que é responsável pelo relatório financeiro da
organização empregadora quando familiar imediato ou próximo empregado pela
organização toma decisões que afetam o relatório financeiro da organização;
• o profissional da contabilidade que tem longa associação com pessoas que
influenciam as decisões comerciais;
(e) ameaças de intimidação
• o profissional da contabilidade ou familiar imediato ou próximo que enfrenta a
ameaça de demissão ou substituição em decorrência de desentendimento sobre:
o a aplicação de um princípio contábil;
o o modo como as informações financeiras devem ser apresentadas;
• a pessoa que tenta influenciar o processo de tomada de decisão do profissional
da contabilidade, como, por exemplo, com relação à concessão de contratos ou
à aplicação de princípio contábil.

Avaliação das ameaças


200.7A1 As condições, políticas e procedimentos descritos nos itens 120.6A1 e 120.8A2 da NBC
PG 100 podem afetar a avaliação quanto a se uma ameaça ao cumprimento dos
princípios fundamentais está em nível aceitável.

200.7A2 A avaliação do profissional da contabilidade do nível de uma ameaça também é afetada


pela natureza e escopo da atividade profissional.

200.7A3 A avaliação do nível de ameaça pelo profissional da contabilidade pode ser afetada pelo
ambiente de trabalho dentro da organização empregadora e seu ambiente operacional.
Por exemplo:
• liderança que enfatiza a importância do comportamento ético e a expectativa de que
os empregados agirão de forma ética;
• políticas e procedimentos para autorizar e incentivar os empregados para que
comuniquem aos níveis superiores assuntos éticos que os preocupam sem medo de
represália;
• políticas e procedimentos para implementar e monitorar a qualidade do desempenho
dos empregados;
• sistemas de supervisão corporativa ou outras estruturas de supervisão e controles
internos robustos;
• procedimentos de recrutamento que enfatizam a importância de empregar pessoal
competente de alto nível;
• comunicação tempestiva das políticas e dos procedimentos, incluindo quaisquer
mudanças neles, para todos os empregados, e treinamento e formação adequados
sobre essas políticas e procedimentos;
• políticas de ética e código de conduta.

200.7A4 Os profissionais da contabilidade podem considerar a obtenção de assessoria jurídica


quando acreditarem que comportamento ou ações antiéticas por parte de outros tenham
ocorrido, ou continuarão a ocorrer, dentro da organização empregadora.

Tratamento das ameaças

200.8A1 As Seções de 210 a 270 desta Norma descrevem certas ameaças que podem surgir
durante o curso do desenvolvimento de atividades profissionais e incluem exemplos de
ações que podem tratar dessas ameaças.

200.8A2 Em situações extremas, se as circunstâncias que criaram as ameaças não podem ser
eliminadas e as salvaguardas não estão disponíveis ou não podem ser aplicadas para
reduzir a ameaça a nível aceitável, o profissional da contabilidade pode considerar
apropriado o seu desligamento da organização empregadora.

Comunicação com os responsáveis pela governança

R200.9 Ao se comunicar com os responsáveis pela governança, o profissional da contabilidade


deve determinar as pessoas apropriadas dentro da estrutura de governança da
organização empregadora com as quais se comunicar. Se o profissional da
contabilidade se comunicar com o subgrupo dos responsáveis pela governança, ele
deve determinar se a comunicação com os responsáveis pela governança também é
necessária para que eles sejam adequadamente informados.

200.9A1 Ao determinar com quem se comunicar, o profissional da contabilidade pode considerar:


(a) a natureza e a importância das circunstâncias; e
(b) o assunto a ser comunicado.

200.9A2 Exemplos de subgrupo dos responsáveis pela governança incluem o comitê de auditoria
ou membro dos responsáveis pela governança.
R200.10 Se o profissional da contabilidade se comunica com pessoas que tenham
responsabilidades administrativas assim como responsabilidades pela governança, ele
deve estar satisfeito que a comunicação com essas pessoas informa, de forma
adequada, a todos os que exercem papel de governança com os quais ele, de outra
forma, se comunicaria.

200.10A1 Em algumas circunstâncias, todos os responsáveis pela governança estão envolvidos


na administração da organização empregadora, como, por exemplo, empresa de
pequeno porte na qual um único proprietário administra a organização e nenhuma outra
pessoa tem papel de governança. Nesses casos, se os assuntos são comunicados às
pessoas que têm responsabilidades de administração, e essas pessoas também têm
responsabilidades de governança, o profissional da contabilidade atendeu à exigência
de se comunicar com os responsáveis pela governança.

SEÇÃO 210 – CONFLITOS DE INTERESSES

Introdução

210.1 Os profissionais da contabilidade devem cumprir com os princípios fundamentais e


aplicar a estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar,
avaliar e tratar ameaças.

210.2 Um conflito de interesses cria ameaças ao cumprimento do princípio da objetividade e


pode criar ameaças ao cumprimento de outros princípios fundamentais. Essas ameaças
podem ser criadas quando:
(a) o profissional da contabilidade realiza atividade profissional relacionada com um
assunto em particular para duas ou mais partes cujos interesses com relação a
esse assunto estão em conflito; ou
(b) o interesse do profissional da contabilidade com relação ao assunto em particular e
os interesses de uma parte para a qual ele realiza uma atividade profissional
relacionada com o assunto estão em conflito.
Uma parte pode incluir organização empregadora, fornecedor, cliente, credor, acionista
ou outra parte.

210.3 Esta Seção descreve os requisitos específicos e o material de aplicação pertinentes


para a aplicação da estrutura conceitual a conflitos de interesses.

Requisitos e material de aplicação

Geral

R210.4 O profissional da contabilidade não deve permitir que conflito de interesses comprometa
o julgamento profissional ou comercial.

210.4A1 Exemplos de circunstâncias que podem criar conflito de interesses incluem:


• servir em cargo de administração ou de governança para duas organizações
empregadoras e obter informações confidenciais de uma organização que podem ser
usadas pelo profissional da contabilidade em benefício ou detrimento da outra
organização;
• desenvolver uma atividade profissional para cada uma das duas partes em uma
sociedade em que ambas as partes empregam o profissional da contabilidade para
auxiliá-las a dissolver a sociedade;
• preparar informações financeiras para certos membros da administração da
organização empregadora do profissional da contabilidade que estão tentando
realizar a compra do controle acionário;
• ser responsável pela seleção de fornecedor para a organização empregadora
quando familiar imediato do profissional da contabilidade pode se beneficiar
financeiramente com a transação;
• servir na qualidade de membro da governança em organização empregadora que
está aprovando certos investimentos para a empresa na qual um desses
investimentos aumentará o valor da carteira de investimentos do profissional da
contabilidade ou de familiar imediato.

Identificação de conflitos

R210.5 O profissional da contabilidade deve tomar providências razoáveis para identificar


circunstâncias que podem criar conflito de interesses e, portanto, ameaça ao
cumprimento de um ou mais dos princípios fundamentais. Essas providências devem
incluir a identificação:
(a) da natureza dos interesses pertinentes e dos relacionamentos entre as partes
envolvidas; e
(b) a atividade e sua implicação para as partes pertinentes.

R210.6 O profissional da contabilidade deve permanecer atento às mudanças no decorrer do


tempo na natureza das atividades, interesses e relacionamentos que podem criar
conflito de interesses enquanto desenvolve uma atividade profissional.

Ameaças criadas pelos conflitos de interesses

210.7A1 Em geral, quanto mais direta for a conexão entre a atividade profissional e o assunto
sobre o qual os interesses das partes estejam em conflito, maior é a probabilidade de
que o nível da ameaça não seja aceitável.

210.7A2 Um exemplo de medida que pode eliminar as ameaças criadas por conflitos de
interesses é retirar-se do processo de tomada de decisão relacionado com o assunto
que deu origem ao conflito de interesses.

210.7A3 Exemplos de ações que podem ser salvaguardas no tratamento das ameaças criadas
por conflitos de interesses incluem:
• reestruturar ou segregar certas responsabilidades e funções;
• obter supervisão apropriada, por exemplo, atuando sob a supervisão de diretor
executivo ou não executivo.

Divulgação e consentimento

Geral

210.8A1 Geralmente é necessário:


(a) divulgar a natureza do conflito de interesses e a forma como as ameaças criadas
foram tratadas para as partes pertinentes, incluindo para as alçadas apropriadas
dentro da organização empregadora afetada por conflito; e
(b) obter consentimento das partes pertinentes para que o profissional da contabilidade
realize a atividade profissional quando salvaguardas são aplicadas para tratar a
ameaça.

210.8A2 O consentimento pode ser implícito pela conduta de uma parte em circunstâncias nas
quais o profissional da contabilidade tem evidências suficientes para concluir que as
partes conhecem as circunstâncias iniciais e aceitaram o conflito de interesses se elas
não fizerem objeção à existência do conflito.

210.8A3 Se tal divulgação ou consentimento não for por escrito, o profissional da contabilidade
deve documentar:
(a) a natureza das circunstâncias que deram origem ao conflito de interesses;
(b) as salvaguardas aplicadas para tratar as ameaças, quando aplicável; e
(c) o consentimento obtido.

Outras considerações

210.9A1 Ao tratar conflito de interesses, o profissional da contabilidade deve buscar orientações


de dentro da organização empregadora ou de outros, tais como órgão profissional,
assessor jurídico ou outro profissional da contabilidade. Ao fazer essas divulgações ou
compartilhar informações dentro da organização empregadora e buscar orientações de
terceiros, o princípio de confidencialidade se aplica.

SEÇÃO 220 – PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES

Introdução

220.1 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais e aplicar a


estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar, avaliar e
tratar ameaças.

220.2 A preparação ou a apresentação de informações pode criar uma ameaça de interesse


próprio, de intimidação ou de outras ameaças ao cumprimento de um ou mais dos
princípios fundamentais. Esta Seção descreve os requisitos específicos e o material de
aplicação pertinentes para a aplicação da estrutura conceitual nessas circunstâncias.

Requisitos e material de aplicação

Geral

220.3A1 O profissional da contabilidade de todos os níveis em organização empregadora está


envolvido na preparação ou na apresentação de informações dentro e fora da
organização.

220.3A2 As partes interessadas para as quais, ou pelas quais, essas informações são
preparadas ou apresentadas incluem:
• administração e responsáveis pela governança;
• investidores e mutuantes ou outros credores;
• órgãos reguladores.
Essas informações podem auxiliar as partes interessadas a entender e avaliar os
aspectos da situação da organização empregadora e nas tomadas de decisões a
respeito da organização. As informações podem incluir informações financeiras e não
financeiras que podem vir a público ou ser usadas para fins internos.
Os exemplos incluem:
• relatórios operacionais e de desempenho;
• análises de apoio a decisões;
• orçamentos e projeções;
• informações fornecidas para os auditores internos e externos;
• análises de risco;
• demonstrações contábeis para fins gerais e para propósitos específicos;
• declarações de impostos;
• relatórios protocolados junto a órgãos reguladores para fins legais e de
conformidade.

220.3A3 Para fins desta Seção, a preparação ou apresentação das informações incluem o
registro, a manutenção e a aprovação das informações.

R220.4 Ao preparar ou apresentar as informações, o profissional da contabilidade deve:


(a) preparar ou apresentar as informações de acordo com a estrutura de relatório
relevante, quando aplicável;
(b) preparar ou apresentar as informações de forma que não haja a intenção de
distorcer a informação ou influenciar resultados contratuais ou regulatórios de
maneira inapropriada;
(c) exercer o julgamento profissional para:
(i) representar os fatos de maneira precisa e completa em todos os aspectos
relevantes;
(ii) descrever de forma clara a verdadeira natureza das transações ou atividades
comerciais; e
(iii) classificar e registrar as informações de forma tempestiva e correta; e
(d) não omitir nada com a intenção de fazer com que as informações se tornem
enganosas ou influenciem os resultados contratuais ou regulatórios de forma
inapropriada.
(e) evitar influência indevida ou confiança indevida em pessoas, organizações ou
tecnologia; e (Incluída pela Revisão NBC 24)
(f) estar ciente do risco de comportamento tendencioso. (Incluída pela Revisão NBC 24)

220.4A1 Um exemplo de influenciar o resultado contratual ou regulatório de forma inapropriada é


o uso de estimativa irrealista com a intenção de evitar a violação de exigência contratual
como contrato de dívida ou de exigência regulatória como exigência de capital para
instituição financeira.

Uso de critério na preparação ou apresentação das informações

R220.5 A preparação ou a apresentação das informações pode exigir o uso de critérios para se
fazer julgamento profissional. O profissional da contabilidade não deve usar esse critério
com a intenção de distorcer a informação outros ou influenciar resultados contratuais ou
regulatórios de forma inapropriada.

220.5A1 Exemplos de maneiras nas quais o critério pode ser mal utilizado para se alcançarem
resultados inapropriados incluem:
• determinar estimativas, como, por exemplo, determinar as estimativas do valor justo
a fim de distorcer o resultado;
• selecionar ou alterar política ou método contábil entre duas ou mais alternativas
permitidas nos termos da estrutura de relatório financeiro aplicável, como, por
exemplo, selecionar uma política para a contabilização de contratos de longo prazo a
fim de distorcer o resultado;
• determinar o momento das transações, como, por exemplo, realizar a venda de ativo
próximo ao fim do exercício fiscal a fim de distorcer a informação;
• determinar a estruturação das transações, como, por exemplo, estruturar transações
de financiamento a fim de distorcer os ativos e passivos ou a classificação dos fluxos
de caixa;
• selecionar divulgações, como, por exemplo, omitir ou ocultar informações
relacionadas com risco financeiro ou operacional a fim de distorcer a informação.

R220.6 Ao desenvolver atividades profissionais, especialmente aquelas que não requerem a


observância de estrutura de relatório relevante, o profissional da contabilidade deverá
exercer o julgamento profissional a fim de identificar e considerar:
(a) a finalidade para a qual as informações devem ser usadas;
(b) o contexto no qual as informações são fornecidas; e
(c) o público ao qual elas se destinam.

220.6A1 Por exemplo, ao elaborar ou apresentar relatórios, orçamentos ou projeções pró-forma,


a inclusão de estimativas, aproximações e premissas relevantes, quando apropriado,
permitiria que aqueles que podem confiar nessas informações formassem seu próprio
julgamento.
220.6A2 O profissional da contabilidade também pode considerar o esclarecimento do público,
do contexto e da finalidade pretendidos das informações a serem apresentadas.

Confiança no trabalho de outros

R220.7 O profissional da contabilidade que pretende confiar no trabalho de outros outras


pessoas, seja dentro ou fora da organização empregadora, deve exercer o julgamento
profissional para determinar quais ações ele deve tomar, se houver, para cumprir com
as responsabilidades descritas no item R220.4.

R220.7 O profissional da contabilidade que pretende confiar no trabalho de outras pessoas, seja
dentro ou fora da organização empregadora, ou outras organizações, deve exercer o
julgamento profissional para determinar quais ações ele deve tomar, se houver, para
cumprir com as responsabilidades descritas no item R220.4. (Alterado pela Revisão NBC
24)

220.7A1 Os fatores a serem considerados para determinar se a confiança nos outros é razoável
incluem:
• a reputação e a competência da outra pessoa ou da outra organização e os recursos
que ele tem disponíveis;
• se outra pessoa está sujeito às normas profissionais e de ética aplicáveis.
Essas informações podem ser obtidas a partir da associação prévia com outra pessoa
ou organização ou de consulta com outros sobre essa pessoa ou organização.

Tratamento de informações que são ou podem ser enganosas

R220.8 Quando o profissional da contabilidade sabe ou tem razões para acreditar que as
informações com as quais ele está associado são enganosas, ele deve tomar as ações
apropriadas para buscar uma solução para o assunto.

220.8A1 As ações que podem ser apropriadas incluem:


• a discussão com o superior do profissional da contabilidade e/ou alçadas apropriadas
da administração dentro da organização empregadora do profissional da
contabilidade ou com os responsáveis pela governança, sobre as preocupações
quanto a se as informações são enganosas, e a solicitação para que essas pessoas
tomem as ações apropriadas para solucionar o assunto. Essa ação pode incluir:
o fazer com que as informações sejam corrigidas;
o se as informações já tiverem sido divulgadas para os usuários pretendidos,
informá-los das informações corrigidas;
• consultar as políticas e os procedimentos da organização empregadora (por
exemplo, política de ética ou de delação) referente à forma de tratar desses assuntos
internamente.

220.8A2 O profissional da contabilidade pode determinar que a organização empregadora não


tomou a medida apropriada. Se o profissional da contabilidade continuar a ter motivos
para acreditar que as informações são enganosas, as seguintes ações adicionais
podem ser apropriadas desde que o profissional da contabilidade permaneça atento ao
princípio de confidencialidade:
• consultar:
o órgão profissional pertinente;
o auditor interno ou externo da organização empregadora;
o assessor jurídico;
• determinar se há exigências de comunicar a:
o terceiros, incluindo os usuários das informações;
o autoridades reguladoras e de supervisão.
R220.9 Se, após esgotar toda as opções possíveis, o profissional da contabilidade determinar
que as ações apropriadas não foram tomadas e que há motivos para acreditar que as
informações ainda são enganosas, ele deve recusar ser ou permanecer associado com
as informações.

220.9A1 Nessas circunstâncias, o profissional da contabilidade pode considerar apropriado o seu


desligamento da organização empregadora.

Documentação

220.10 O profissional da contabilidade deve documentar:


• os fatos;
• os princípios contábeis ou outras normas profissionais pertinentes envolvidas;
• as comunicações e as partes com as quais os assuntos foram discutidos;
• os cursos das ações considerados;
• como o profissional da contabilidade tentou tratar o assunto. (Renumerado de 220.10
para 220.10A1 pela Revisão NBC 24)

220.10A1 O profissional da contabilidade deve documentar:


• os fatos;
• os princípios contábeis ou outras normas profissionais pertinentes envolvidas;
• as comunicações e as partes com as quais os assuntos foram discutidos;
• os cursos das ações considerados;
• como o profissional da contabilidade tentou tratar o assunto. (Renumerado de
220.10 para 220.10A1 pela Revisão NBC 24)

Outras considerações

220.11A1 Quando as ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais relacionadas com a


preparação ou a apresentação das informações resultam de interesse financeiro,
incluindo a remuneração e os incentivos relacionados com o relatório financeiro e a
tomada de decisões, os requisitos e o material de aplicação descritos na Seção 240 se
aplicam.

220.11A2 Quando as informações enganosas podem envolver a não conformidade com leis e
regulamentos, os requisitos e o material de aplicação descritos na Seção 260 se
aplicam.

220.11A3 Quando as ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais relacionadas com a


preparação ou a apresentação das informações resultam de pressão, os requisitos e o
material de aplicação descritos na Seção 270 se aplicam.

SEÇÃO 230 – ATUAÇÃO COM COMPETÊNCIA SUFICIENTE

Introdução

230.1 Os profissionais da contabilidade devem cumprir com os princípios fundamentais e


aplicar a estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar,
avaliar e tratar ameaças.

230.2 Atuar sem competência suficiente cria uma ameaça de interesse próprio ao
cumprimento do princípio de competência profissional e devido zelo. Esta Seção
descreve os requisitos específicos e o material de aplicação pertinentes para a
aplicação da estrutura conceitual nessas circunstâncias.
Requisitos e material de aplicação

Geral

R230.3 O profissional da contabilidade não deve, de forma intencional, enganar a organização


empregadora quanto ao nível de competência ou experiência que ele tem.

230.3A1 O princípio de competência profissional e devido zelo requer que o profissional da


contabilidade somente realize tarefas significativas para as quais ele tenha, ou possa
obter, treinamento ou experiência suficientes.

230.3A2 Uma ameaça de interesse próprio ao cumprimento do princípio da competência


profissional e devido zelo pode ser criada se o profissional da contabilidade tiver:
• tempo insuficiente para executar ou concluir as tarefas pertinentes;
• informações incompletas, restritas ou de outra forma inadequadas para executar as
tarefas;
• experiência, treinamento e/ou formação insuficientes;
• recursos inadequados para a execução das tarefas.

230.3A3 Os fatores relevantes na avaliação do nível dessa ameaça incluem:


• até que ponto o profissional da contabilidade está trabalhando com outros;
• o tempo de serviço relativo do profissional da contabilidade na empresa;
• o nível de supervisão e de revisão aplicado ao trabalho.

230.3A4 Exemplos de ações que podem ser salvaguardas no tratamento dessa ameaça de
interesse próprio incluem:
• obter assistência ou treinamento de alguém com a competência necessária;
• assegurar que há tempo adequado disponível para executar as tarefas pertinentes.

R230.4 Se uma ameaça ao cumprimento do princípio de competência e devido zelo não pode
ser tratada, o profissional da contabilidade deve determinar se ele deve se recusar a
executar as tarefas em questão. Se o profissional da contabilidade determinar que a
recusa é apropriada, ele deve comunicar os motivos.

Outras considerações

230.5A1 Os requisitos e o material de aplicação na Seção 270 se aplicam quando o profissional


da contabilidade é pressionado a agir de forma que pode levar à violação do princípio
da competência profissional e devido zelo.

SEÇÃO 240 – INTERESSE FINANCEIRO, REMUNERAÇÃO E INCENTIVO RELACIONADO COM


O RELATÓRIO FINANCEIRO E A TOMADA DE DECISÃO

Introdução

240.1 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais e aplicar a


estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar, avaliar e
tratar ameaças.

240.2 Ter interesse financeiro, ou ter conhecimento de interesse financeiro detido por familiar
imediato ou próximo pode criar uma ameaça de interesse próprio ao cumprimento dos
princípios de objetividade ou confidencialidade. Esta Seção descreve os requisitos
específicos e o material de aplicação pertinentes para a aplicação da estrutura
conceitual nessas circunstâncias.

Requisitos e material de aplicação


Geral

R240.3 O profissional da contabilidade não deve manipular informações ou usar informações


confidenciais para ganho pessoal ou para o ganho financeiro de outros.

240.3A1 O profissional da contabilidade pode ter interesses financeiros, ou pode ter conhecimento
de interesses financeiros de membros da família imediatos ou próximos, que, em
determinadas circunstâncias, pode criar ameaças ao cumprimento dos princípios
fundamentais. Os interesses financeiros incluem aqueles decorrentes de acordos de
remuneração ou incentivos relacionados com o relatório financeiro e a tomada de
decisão.

240.3A2 Os exemplos de circunstâncias que podem criar ameaças de interesse próprio incluem
situações nas quais o profissional da contabilidade ou familiar imediato ou próximo:
• tem motivo e oportunidade para manipular informações sensíveis a preços a fim de
obter ganho financeiro;
• detém interesse financeiro direto ou indireto na organização empregadora e o valor
desse interesse financeiro pode ser diretamente afetado por decisões tomadas pelo
profissional da contabilidade;
• tem direito a bônus vinculado ao lucro e o valor desse bônus pode ser diretamente
afetado pelas decisões tomadas pelo profissional da contabilidade;
• tem, direta ou indiretamente, direitos diferidos a bônus em ações ou opções de ações
na organização empregadora, sendo que o seu valor pode ser afetado por decisões
tomadas pelo profissional da contabilidade;
• participa em acordos de remuneração que preveem incentivos para o alcance de
metas ou para o apoio a esforços para maximizar o valor das ações da organização
empregadora. Um exemplo de tal acordo pode ser por meio da participação em
planos de incentivo que estão vinculados ao atendimento de certas condições de
desempenho.

240.3A3 Os fatores relevantes na avaliação do nível dessa ameaça incluem:


• a importância do interesse financeiro. O que constitui interesse financeiro importante
depende de circunstâncias pessoais e da materialidade do interesse financeiro para
a pessoa;
• políticas e procedimentos para o comitê independente da administração para
determinar o nível ou a forma de remuneração da alta administração.
• de acordo com quaisquer políticas internas, divulgação aos responsáveis pela
governança de:
o todos os interesses pertinentes;
o todos os planos para exercer direitos ou negociar ações pertinentes;
• procedimentos internos e externos de auditoria que são específicos para tratar
questões que dão origem ao interesse financeiro.

240.3A4 Ameaças criadas por acordos de remuneração ou incentivos podem ser formadas por
pressão explícita ou implícita de superiores ou colegas (ver Seção 270).

SEÇÃO 250 – INCENTIVO, INCLUINDO PRESENTES E AFINS

Introdução

250.1 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais e aplicar a


estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar, avaliar e
tratar ameaças.

250.2 A oferta ou a aceitação de incentivos pode criar uma ameaça de interesse próprio, de
familiaridade ou de intimidação ao cumprimento dos princípios fundamentais,
particularmente dos princípios de integridade, de objetividade e de comportamento
profissional.

250.3 Esta Seção descreve os requisitos e o material de aplicação pertinentes para a


aplicação da estrutura conceitual em relação à oferta e à aceitação de incentivos na
realização de atividades profissionais que não constituem não conformidade com leis e
regulamentos. Esta Seção também requer que o profissional da contabilidade cumpra
com as leis e regulamentos pertinentes ao oferecer ou aceitar incentivos.

Exigências e material de aplicação

Geral

250.4A1 Incentivo é o objeto, a situação ou a ação que é utilizada como meio de influenciar o
comportamento de outra pessoa, mas não necessariamente com a intenção de
influenciar o comportamento desse indivíduo de maneira inadequada. Os incentivos
podem variar de atos afins de menor relevância entre parceiros comerciais a atos que
resultam em não conformidade com leis e regulamentos. O incentivo pode tomar várias
formas diferentes, como, por exemplo:
• presentes;
• afins;
• entretenimento;
• doações políticas ou beneficentes;
• apelos à amizade ou à lealdade;
• oportunidades de emprego ou outras oportunidades comerciais;
• tratamento preferencial, direitos ou privilégios.

Incentivo proibido por lei e regulamento

R250.5 Em muitas jurisdições, existem leis e regulamentos, como aqueles relacionados com
suborno e corrupção, que proíbem a oferta ou a aceitação de incentivos em
determinadas circunstâncias. O profissional da contabilidade deve obter entendimento
das leis e regulamentos pertinentes e cumprir com eles quando se encontrar nessas
circunstâncias.

Incentivo não proibido por lei e regulamento

250.6A1 A oferta ou a aceitação de incentivos que não são proibidas por leis e regulamentos
pode ainda criar ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais.

Incentivo com a intenção de influenciar comportamento de maneira inadequada

R250.7 O profissional da contabilidade não deve oferecer, nem encorajar outros a oferecer,
qualquer incentivo que seja feito, ou que ele considera que um terceiro informado e
prudente provavelmente concluiria que tenha sido feita, com a intenção de influenciar de
maneira inadequada o comportamento do receptor ou de outra pessoa.

R250.8 O profissional da contabilidade não deve aceitar, nem encorajar outros a aceitar,
qualquer incentivo que ele concluir que é feito ou considere que um terceiro informado e
prudente provavelmente concluiria que é feita, com a intenção de influenciar de maneira
inadequada o comportamento do receptor ou de outra pessoa.

250.9A1 Considera-se que o incentivo influencia de maneira inadequada o comportamento do


indivíduo se ela faz com que o indivíduo atue de maneira antiética. Essa influência
inadequada pode ser direcionada tanto ao receptor como a outra pessoa que tenha
alguma relação com o receptor. Os princípios fundamentais constituem um quadro de
referência apropriado para o profissional da contabilidade na consideração do que
constitui comportamento antiético por parte do profissional da contabilidade e, se
necessário, por analogia, por parte de outras pessoas.

250.9A2 A violação ao princípio fundamental de integridade surge quando o profissional da


contabilidade oferece ou aceita, ou encoraja outros a oferecerem ou aceitarem,
incentivo em que haja intenção de influenciar de maneira inadequada o comportamento
do receptor ou de outra pessoa.

250.9A3 A determinação de se há intenção real ou percebida de influenciar o comportamento de


maneira inadequada requer o exercício de julgamento profissional. Os fatores
relevantes a serem considerados podem incluir:
• a natureza, a frequência, o valor e o efeito cumulativo do incentivo;
• o momento em que o incentivo é oferecido em relação a qualquer ação ou decisão
que possa influenciar;
• se o incentivo é uma prática habitual ou cultural nas circunstâncias, como, por
exemplo, oferecer um presente por ocasião de feriado religioso ou casamento;
• se o incentivo é parte acessória da atividade profissional, como, por exemplo,
oferecer ou aceitar almoço vinculado à reunião de negócios;
• se a oferta do incentivo é limitada ao receptor individual ou se está disponível para
um grupo mais amplo. O grupo mais amplo pode ser de dentro ou de fora da
organização empregadora, tais como outros clientes ou fornecedores;
• os papéis e as posições das pessoas que fazem ou recebem a oferta de incentivo;
• se o profissional da contabilidade sabe, ou tem motivo para acreditar, que a
aceitação do incentivo violaria as políticas e os procedimentos da organização
empregadora da contraparte;
• o nível de transparência com a qual o incentivo é oferecido;
• se o incentivo foi exigido ou solicitado pelo receptor;
• o comportamento ou a reputação prévia conhecida do ofertante.

Consideração de ações adicionais

250.10A1 Se o profissional da contabilidade tomar conhecimento de incentivo oferecido com a


intenção real ou percebida de influenciar comportamento de maneira inadequada,
ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais podem ainda ser criadas mesmo
se os requisitos nos itens R250.7 e R250.8 forem atendidos.

250.10A2 Exemplos de ações que podem ser salvaguardas no tratamento dessas ameaças
incluem:
• informar a alta administração ou os responsáveis pela governança da organização
empregadora do profissional da contabilidade ou o ofertante sobre a oferta;
• alterar ou encerrar a relação comercial com o ofertante.

Incentivo sem a intenção de influenciar comportamento de maneira inadequada

250.11A1 Os requisitos e o material de aplicação descritos na estrutura conceitual se aplicam


quando o profissional da contabilidade tiver concluído que não há nenhuma intenção
real ou percebida de influenciar de maneira inadequada o comportamento do receptor
ou de outra pessoa.

250.11A2 Se esse incentivo é trivial e inconsequente, quaisquer ameaças criadas estarão em nível
aceitável.

250.11A3 Exemplos de circunstâncias em que a oferta ou aceitação desse incentivo pode criar
ameaças, mesmo se o profissional da contabilidade tiver concluído que não há
nenhuma intenção real ou percebida de influenciar o comportamento de maneira
inadequada, incluem:
• ameaças de interesse próprio:
o o profissional da contabilidade recebe a oferta de emprego de meio período de
fornecedor;
• ameaças de familiaridade:
o o profissional da contabilidade regularmente leva cliente ou fornecedor a eventos
esportivos;
• ameaças de intimidação:
o o profissional da contabilidade aceita afins cuja natureza poderia ser percebida
como sendo inadequada caso fosse divulgada publicamente.

250.11A4 Os fatores relevantes na avaliação do nível dessas ameaças criadas pela oferta ou pela
aceitação desse incentivo incluem os mesmos fatores descritos no item 250.9A3 para a
determinação da intenção.

250.11A5 Exemplos de ações que podem eliminar as ameaças criadas pela oferta ou pela
aceitação desse incentivo incluem:
• declinar ou não oferecer o incentivo;
• transferir a responsabilidade por qualquer decisão relacionada com negócios
envolvendo a contraparte para outra pessoa que o profissional da contabilidade não
tem motivo para acreditar que seria ou que seria percebido como sendo influenciado
de maneira inadequada na tomada de decisão.

250.11A6 Exemplos de ações que podem ser salvaguardas no tratamento dessas ameaças
criadas pela oferta ou pela aceitação desse incentivo incluem:
• ser transparente com a alta administração e com os responsáveis pela governança
da organização empregadora do profissional da contabilidade ou da contraparte
sobre a oferta ou a aceitação de incentivo;
• registrar o incentivo em diário mantido pela organização empregadora do profissional
da contabilidade ou da contraparte;
• fazer com que um revisor apropriado, que não está de outra forma envolvido na
realização da atividade profissional, revise qualquer trabalho realizado ou as
decisões tomadas pelo profissional da contabilidade com relação à pessoa ou à
organização da qual o profissional da contabilidade aceitou o incentivo;
• doar o incentivo para instituição beneficente após o recebimento e divulgar a doação
de maneira adequada, como, por exemplo, aos responsáveis pela governança ou à
pessoa que ofereceu o incentivo;
• reembolsar o custo do incentivo recebido, como, por exemplo, afins;
• assim que possível, devolver o incentivo, como presente, depois de ter sido
inicialmente aceita.

Familiar imediato ou próximo

R250.12 O profissional da contabilidade deve permanecer atento a potenciais ameaças ao


cumprimento pelo profissional da contabilidade dos princípios fundamentais criadas pela
oferta de incentivo:
(a) por familiar imediato ou próximo do profissional da contabilidade para contraparte
com a qual ele tem a relação profissional; ou
(b) para familiar imediato ou próximo do profissional da contabilidade por contraparte
com a qual ele tem relação profissional.

R250.13 Quando o profissional da contabilidade toma conhecimento de incentivo que está


sendo oferecido para familiar imediato ou próximo, ou por este, e conclui que há
intenção de influenciar de maneira inadequada o comportamento do profissional da
contabilidade ou da contraparte, ou considera que um terceiro informado e prudente
provavelmente concluiria que essa intenção existe, o profissional da contabilidade deve
aconselhar o familiar imediato ou próximo a não oferecer nem aceitar o incentivo.
250.13A1 Os fatores descritos no item 250.9A3 são relevantes para determinar a existência de
intenção real ou percebida de influenciar de maneira inadequada o comportamento do
profissional da contabilidade ou da contraparte. Outro fator relevante é a natureza ou a
proximidade da relação entre:
(a) o profissional da contabilidade e o familiar imediato ou próximo;
(b) o familiar imediato ou próximo e a contraparte; e
(c) o profissional da contabilidade e a contraparte.
Por exemplo, a oferta de emprego fora do processo normal de recrutamento, para o
cônjuge do profissional da contabilidade por contraparte com a qual ele está negociando
contrato significativo, pode indicar essa intenção.

250.13A2 O material de aplicação no item 250.10A2 também é relevante no tratamento de


ameaças que podem ser criadas quando há intenção real ou percebida de influenciar de
maneira inadequada o comportamento do profissional da contabilidade ou da
contraparte, mesmo se o familiar imediato ou próximo tiver seguido o conselho dado, de
acordo com o item R250.13.

Aplicação da estrutura conceitual

250.14A1 Quando o profissional da contabilidade toma conhecimento de incentivo oferecido nas


circunstâncias tratadas no item R250.12, ameaças ao cumprimento dos princípios
fundamentais podem ser criadas quando:
(a) o familiar imediato ou próximo oferece ou aceita o incentivo em desacordo com o
conselho do profissional da contabilidade, de acordo com o item R250.13; ou
(b) o profissional da contabilidade não tem motivo para acreditar que há intenção real
ou percebida de influenciar de maneira inadequada o seu comportamento ou da
contraparte.

250.14A2 O material de aplicação nos itens de 250.11A1 a 250.11A6 é relevante para fins de
identificar, avaliar e tratar essas ameaças. Os fatores relevantes na avaliação do nível
de ameaças nessas circunstâncias também incluem a natureza ou a proximidade dos
relacionamentos descritos no item 250.13A1.

Outras considerações

250.15A1 Se o profissional da contabilidade recebe a oferta de incentivo da organização


empregadora relacionada com interesses financeiros, remuneração e incentivos
associados a desempenho, os requisitos e o material de aplicação descritos na Seção
240 se aplicam.

250.15A2 Se o profissional da contabilidade se depara com incentivos que podem resultar na não
conformidade ou suspeita de não conformidade com leis e regulamentos por outras
pessoas que trabalham para a organização empregadora ou sob sua direção, ou toma
conhecimento delas, os requisitos e o material de aplicação descritos na Seção 260 se
aplicam.

250.15A3 Se o profissional da contabilidade enfrenta pressão para oferecer ou aceitar incentivos


que podem criar ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais, os requisitos e
o material de aplicação descritos na Seção 270 se aplicam.

SEÇÃO 260 – RESPOSTA À NÃO CONFORMIDADE COM LEIS E REGULAMENTOS

Introdução

260.1 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais e aplicar a


estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar, avaliar e
tratar ameaças.

260.2 A ameaça de interesse próprio ou de intimidação ao cumprimento dos princípios de


integridade e comportamento profissional é criada quando o profissional da
contabilidade toma conhecimento da não conformidade ou da suspeita de não
conformidade com leis e regulamentos.

260.3 O profissional da contabilidade pode se deparar com a não conformidade ou com a


suspeita de não conformidade ou tomar conhecimento da mesma no decorrer do
desenvolvimento das atividades profissionais. Esta Seção orienta o profissional da
contabilidade na avaliação das implicações do assunto e dos possíveis cursos de ação
para responder à não conformidade ou à suspeita de não conformidade com:
(a) leis e regulamentos geralmente reconhecidos por terem efeito direto na
determinação dos valores e divulgações relevantes nas demonstrações contábeis
da organização empregadora; e
(b) outras leis e regulamentos que não têm efeito direto na determinação dos valores e
divulgações relevantes nas demonstrações contábeis da organização empregadora,
mas cujo cumprimento pode ser fundamental para os aspectos operacionais dos
negócios da organização empregadora, para a sua capacidade de manter os seus
negócios ou para evitar multas significativas.

Objetivos do profissional da contabilidade com relação à não conformidade com leis e


regulamentos

260.4 Uma marca característica da profissão contábil é a aceitação da responsabilidade de


agir no interesse público. Ao responder à não conformidade ou à suspeita de não
conformidade, os objetivos do profissional da contabilidade são:
(a) cumprir com os princípios de integridade e comportamento profissional;
(b) ao alertar a administração ou, quando apropriado, os responsáveis pela governança
da organização empregadora, procurar:
(i) permitir que eles sanem, reparem ou mitiguem as consequências da não
conformidade identificada ou suspeita; ou
(ii) impedir a não conformidade quando ela ainda não tiver ocorrido; e
(c) tomar as ações adicionais, conforme apropriado, no interesse público.

Requisitos e material de aplicação

Geral

260.5A1 A não conformidade com leis e regulamentos (não conformidade) consiste em ações de
omissão ou de cometimento, intencionais ou não intencionais, que são contrários às leis
ou aos regulamentos vigentes, praticados pelas partes a seguir:
(a) a organização empregadora do profissional da contabilidade;
(b) os responsáveis pela governança da organização empregadora;
(c) a administração da organização empregadora; ou
(d) outras pessoas que trabalham para a organização empregadora ou sob sua
direção.

260.5A2 Exemplos de leis e regulamentos abordados por esta Seção incluem aqueles que
tratam de:
• fraude, corrupção e suborno:
• lavagem de dinheiro, financiamento a terroristas e produtos de crime;
• mercados e negociação de títulos;
• produtos e serviços bancários e outros produtos e serviços financeiros;
• proteção de dados;
• obrigações e pagamentos fiscais e de pensão;
• proteção ambiental;
• saúde e segurança pública.

260.5A3 A não conformidade pode resultar em multas, litígio ou outras consequências para a
organização empregadora que podem afetar suas demonstrações contábeis de forma
relevante. Consideravelmente, essa não conformidade pode ter implicações de
interesse público mais abrangentes em termos de possível prejuízo significativo para
investidores, credores, empregados ou para o público em geral. Para fins desta Seção,
a não conformidade que causa prejuízo significativo é aquela que resulta em
consequências adversas graves para qualquer uma dessas partes em termos
financeiros ou não financeiros. Os exemplos incluem o cometimento de fraude que
resulta em perdas financeiras significativas para os investidores e violações de leis e
regulamentos ambientais que põem em perigo a saúde ou a segurança dos
empregados ou do público.

R260.6 Em algumas jurisdições, há dispositivos legais ou regulatórios que regem o modo como
o profissional da contabilidade deve tratar a não conformidade ou a suspeita de não
conformidade. Esses dispositivos legais ou regulatórios podem diferir das disposições
nesta Seção ou ir além delas. Ao se deparar com a não conformidade ou suspeita de
não conformidade, o profissional da contabilidade deve obter entendimento desses
dispositivos legais ou regulatórios e cumprir com eles, incluindo:
(a) qualquer exigência de comunicar o assunto para autoridade competente; e
(b) qualquer proibição de alertar a parte pertinente.

260.6A1 A proibição de alertar a parte pertinente pode surgir, por exemplo, de acordo com a
legislação antilavagem de dinheiro.

260.7A1 Esta Seção se aplica independentemente da natureza da organização empregadora,


incluindo se ela é, ou não, entidade de interesse público.

260.7A2 O profissional da contabilidade que se depara, ou toma conhecimento, com assuntos


que são visivelmente inconsequentes não tem que cumprir com esta Seção. Para
decidir se o assunto é visivelmente inconsequente, ele deve ser julgado de acordo com
a sua natureza e seu impacto financeiro, ou outro impacto, na organização
empregadora, nas suas partes interessadas e no público em geral.

260.7A3 Esta Seção não trata de:


(a) má conduta pessoal que não está relacionada com as atividades comerciais da
organização empregadora; e
(b) não conformidade pelas partes que não aquelas especificadas no item 260.5A1.
O profissional da contabilidade pode, no entanto, achar a orientação nesta Seção útil
quando tiver que considerar o modo de responder a essas situações.

Responsabilidade da administração e dos responsáveis pela governança da organização


empregadora

260.8A1 A administração da organização empregadora, sob a supervisão dos responsáveis pela


governança, é responsável por assegurar que as atividades comerciais da organização
empregadora sejam conduzidas de acordo com as leis e os regulamentos. A
administração e os responsáveis pela governança também são responsáveis por
identificar e tratar qualquer não conformidade por parte de:
(a) organização empregadora;
(b) pessoa responsável pela governança da organização empregadora;
(c) membro da administração; ou
(d) outras pessoas que trabalham para a organização empregadora ou sob sua
direção.

Responsabilidades de todos os profissionais da contabilidade


R260.9 Se houver protocolos e procedimentos dentro da organização empregadora do
profissional da contabilidade para tratar da não conformidade ou da suspeita de não
conformidade, o profissional da contabilidade deve considerá-los ao determinar o modo
de responder a essa não conformidade.

260.9A1 Muitas organizações empregadoras estabeleceram protocolos e procedimentos


referentes ao modo de identificar a não conformidade ou a suspeita de não
conformidade internamente. Esses protocolos e procedimentos incluem, por exemplo,
política de ética ou mecanismo interno de delação. Esses protocolos e procedimentos
podem permitir que assuntos sejam comunicados anonimamente por meio de canais
indicados.

R260.10 Quando o profissional da contabilidade toma conhecimento de assunto ao qual esta


Seção se aplica, as providências que ele tomará para cumprir com esta Seção deverão
ser tomadas de forma tempestiva. Para a tomada de providências tempestivas, o
profissional da contabilidade deve considerar a natureza do assunto e o possível
prejuízo aos interesses da organização empregadora, dos investidores, dos credores,
dos empregados ou do público em geral.

Responsabilidade do profissional da contabilidade sênior em empresa

260.11A1 O profissional da contabilidade sênior em empresa (profissional da contabilidade sênior)


é conselheiro, diretor, ou alto empregado capaz de exercer influência significativa e
tomar decisões sobre a aquisição, utilização e controle de recursos humanos,
financeiros, tecnológicos, físicos e intangíveis da organização empregadora. Há uma
expectativa maior de que essas pessoas tomem qualquer medida que seja apropriada
no interesse público para responder à não conformidade ou à suspeita de não
conformidade do que os outros profissionais da contabilidade dentro da organização
empregadora. Isso se deve aos papéis, posições e esferas de influência do profissional
da contabilidade sênior dentro da organização empregadora.

Obtenção de entendimento do assunto

R260.12 Se, no decorrer do desenvolvimento das atividades profissionais, o profissional da


contabilidade sênior tomar conhecimento de informações relativas à não conformidade
ou à suspeita de não conformidade, ele deve obter entendimento do assunto. Esse
entendimento deve incluir:
(a) a natureza da não conformidade ou da suspeita de não conformidade e as
circunstâncias nas quais ela ocorreu ou pode ocorrer;
(b) a aplicação das leis e dos regulamentos relevantes para as circunstâncias; e
(c) a avaliação das consequências em potencial para a organização empregadora,
investidores, credores, empregados ou para o público em geral.

260.12A1 O profissional da contabilidade sênior deve aplicar o conhecimento e a competência e


exercer julgamento profissional. Entretanto, não se espera que o profissional da
contabilidade tenha um nível de entendimento de leis e regulamentos maior do que
aquele que é exigido para o papel do profissional da contabilidade dentro da
organização empregadora. Se um ato constitui não conformidade, é, em última
instância, um assunto a ser determinado por tribunal ou outro órgão adjudicatório
apropriado.

260.12A2 Dependendo da natureza e da importância do assunto, o profissional da contabilidade


sênior pode fazer, ou tomar as providências apropriadas para que façam o assunto ser
investigado internamente. O profissional da contabilidade pode também consultar, de
forma confidencial, outras pessoas dentro da organização empregadora ou órgão
profissional ou assessores jurídicos.
Tratamento do assunto

R260.13 Se o profissional da contabilidade sênior identificar ou suspeitar de que ocorreu, ou


pode ocorrer, a não conformidade, ele deve, sujeito ao item R260.9, discutir o assunto
com o seu superior imediato, se houver. Se o superior imediato do profissional da
contabilidade parecer estar envolvido no assunto, o profissional da contabilidade deve
discutir o assunto com a autoridade imediatamente superior dentro da organização
empregadora.

260.13A1 A finalidade da discussão é a de permitir que se determine a forma de tratar o assunto.

R260.14 O profissional da contabilidade sênior também deve tomar as providências apropriadas


para:
(a) fazer com que o assunto seja comunicado aos responsáveis pela governança;
(b) cumprir com as leis e regulamentos aplicáveis, incluindo dispositivos legais ou
regulatórios que regem a comunicação da não conformidade ou suspeita de não
conformidade à autoridade competente;
(c) fazer com que as consequências da não conformidade ou suspeita de não
conformidade sejam sanadas, reparadas ou mitigadas;
(d) reduzir o risco de nova ocorrência; e
(e) procurar impedir o cometimento de não conformidade quando ela ainda não tiver
ocorrido.

260.14A1 A finalidade da comunicação do assunto aos responsáveis pela governança é a de


obter sua concordância com relação às ações apropriadas a serem tomadas para
responder ao assunto e permitir que eles cumpram com suas responsabilidades.

260.14A2 Algumas leis e regulamentos podem estipular um período no qual a não conformidade
ou a suspeita de não conformidade deve ser comunicada à autoridade competente.

R260.15 Além de responder ao assunto de acordo com as disposições desta Seção, o


profissional da contabilidade sênior deve determinar se a divulgação do assunto ao
auditor externo da organização empregadora, se houver, é necessária.

260.15A1 Essa divulgação seria de acordo com o dever ou a obrigação legal do profissional da
contabilidade sênior de fornecer todas as informações necessárias para permitir que o
auditor realize a auditoria.

Determinação da necessidade de ações adicionais

R260.16 O profissional da contabilidade sênior deve avaliar a adequação da resposta dos seus
superiores, se houver, e dos responsáveis pela governança.

260.16A1 Os fatores pertinentes a serem considerados na avaliação da adequação da resposta


dos superiores do profissional da contabilidade sênior, se houver, e dos responsáveis
pela governança incluem se:
• a resposta é tempestiva;
• eles tiverem tomado ou autorizado as ações apropriadas para tentar sanar, reparar
ou mitigar as consequências da não conformidade ou para impedir a não
conformidade, se ela ainda não tiver ocorrido;
• o assunto tiver sido divulgado para a autoridade competente quando apropriado e,
em caso afirmativo, se a divulgação parece adequada.

R260.17 Em vista da resposta dos superiores do profissional da contabilidade sênior, se houver,


e dos responsáveis pela governança, o profissional da contabilidade deve determinar se
ações adicionais são necessárias no interesse público.
260.17A1 A determinação da necessidade de ações adicionais e da natureza e extensão delas
depende de vários fatores, incluindo:
• a estrutura legal e regulatória;
• a urgência da situação;
• a disseminação do assunto por toda a organização empregadora;
• se o profissional da contabilidade sênior continua a ter confiança na integridade dos
seus superiores e dos responsáveis pela governança;
• se for provável que a não conformidade ou a suspeita de não conformidade ocorrerá
novamente;
• se há evidências confiáveis de atual ou potencial prejuízo real aos interesses da
organização empregadora, dos investidores, dos credores, dos empregados ou do
público em geral.

260.17A2 Exemplos de circunstâncias que podem fazer com que o profissional da contabilidade
sênior não tenha mais confiança na integridade dos seus superiores e dos responsáveis
pela governança incluem situações nas quais:
• o profissional da contabilidade suspeita ou tem evidências de seu envolvimento ou
envolvimento pretendido em qualquer não conformidade;
• contrariamente às exigências legais ou regulatórias, eles não comunicaram e nem
autorizaram a sua comunicação do assunto para a autoridade competente em
período razoável.

R260.18 O profissional da contabilidade sênior deve exercer o julgamento profissional para


determinar a necessidade de ações adicionais e a sua natureza e extensão. Ao fazer
essa determinação, o profissional da contabilidade deve levar em consideração se for
provável que um terceiro informado e prudente concluiria que ele agiu de forma
adequada no interesse público.

260.18A1 As ações adicionais que o profissional da contabilidade sênior pode tomar incluem:
• informar a administração da controladora sobre o assunto se a organização
empregadora for membro de grupo;
• divulgar o assunto para autoridade competente mesmo quando não houver exigência
legal ou regulatória nesse sentido;
• desligar-se da organização empregadora.

260.18A2 Desligar-se da organização empregadora não substitui a tomada de ações adicionais


que podem ser necessárias para alcançar os objetivos do profissional da contabilidade
sênior nos termos desta Seção. Em algumas jurisdições, entretanto, pode haver
limitações quanto às ações adicionais disponíveis para o profissional da contabilidade.
Nessas circunstâncias, o desligamento pode ser o único curso de ação disponível.

Busca por aconselhamento

260.19A1 Como a avaliação do assunto pode envolver análises e julgamentos complexos, o


profissional da contabilidade sênior pode considerar:
• fazer uma consulta interna;
• obter assessoria jurídica para entender as suas opções e as implicações
profissionais ou legais de se tomar qualquer curso de ação em particular;
• consultar, de forma confidencial, órgão regulador ou profissional.

Determinação quanto a divulgar o assunto para autoridade competente

260.20A1 A divulgação do assunto para uma autoridade competente não seria possível se tal ato
fosse contrário à lei ou ao regulamento. De outra forma, a finalidade da divulgação é a
de permitir que a autoridade competente faça com que o assunto seja investigado e a
medida seja tomada no interesse público.

260.20A2 A determinação de se fazer essa divulgação depende, particularmente, da natureza e


da extensão do prejuízo real ou potencial que é, ou pode ser, causado pelo assunto
para os investidores, credores, empregados ou para o público em geral. Por exemplo, o
profissional da contabilidade sênior pode determinar que a divulgação do assunto para
a autoridade competente é o curso de ação apropriado, se:
• a organização empregadora estiver envolvida em suborno (por exemplo, suborno de
funcionários do governo local ou estrangeiro para a obtenção de grandes contratos);
• a organização empregadora for regulada e o assunto for tão importante que ameaça
a sua licença para funcionar;
• A organização empregadora for entidade listada e o assunto puder resultar em
consequências adversas para a negociação justa e organizada dos títulos da
organização empregadora ou apresentar risco sistêmico para os mercados
financeiros;
• for provável que a organização empregadora venda produtos que são nocivos para a
saúde ou segurança pública;
• a organização empregadora estiver promovendo esquema para os seus clientes para
ajudá-los a sonegar impostos.

260.20A3 A determinação de se fazer essa divulgação também depende de fatores externos, tais
como:
• se há autoridade competente que pode receber as informações e fazer com que o
assunto seja investigado e que uma medida seja tomada. A autoridade competente
depende da natureza do assunto. Por exemplo, a autoridade competente seria um
órgão regulador de títulos, no caso de relatório financeiro fraudulento, ou uma
agência de proteção ambiental, no caso de violação de leis e regulamentos
ambientais;
• se há proteção sólida e confiável contra responsabilização civil, criminal ou
profissional ou retaliação permitida por legislação ou regulamento, como, por
exemplo, regulamento ou legislação sobre denúncia;
• se há ameaças reais ou potenciais à segurança física do profissional da
contabilidade sênior ou de outras pessoas.

R260.21 Se o profissional da contabilidade sênior determinar que a divulgação do assunto para a


autoridade competente é o curso de ação apropriado nas circunstâncias, essa
divulgação é permitida, de acordo com o item R114.1(d) da NBC PG 100. Ao fazer essa
divulgação, o profissional da contabilidade deve agir de boa-fé e exercer cautela ao
fazer declarações e afirmações.

Violação iminente

R260.22 Em circunstâncias excepcionais, o profissional da contabilidade sênior pode tomar


conhecimento de conduta real ou pretendida a qual ele tem motivos para acreditar que
constituiria violação iminente de lei ou regulamento que prejudicaria, de forma
significativa, investidores, credores, empregados ou o público em geral. Após
considerar, primeiramente, se a discussão do assunto com a administração ou com os
responsáveis pela governança da organização empregadora seria apropriada, o
profissional da contabilidade deve exercer o julgamento profissional e determinar se
divulga o assunto imediatamente para a autoridade competente a fim de prevenir ou
mitigar as consequências dessa violação iminente. Se a divulgação for feita, ela é
permitida nos termos do item R114.1(d) da NBC PG 100.

Documentação

260.23A1 Com relação à não conformidade ou à suspeita de não conformidade que se enquadra
no alcance desta Seção, o profissional da contabilidade sênior deve documentar os
seguintes assuntos:
• o assunto;
• os resultados das discussões com os superiores do profissional da contabilidade, se
houver, e com os responsáveis pela governança e outras partes;
• o modo como os superiores do profissional da contabilidade, se houver, e os
responsáveis pela governança responderam ao assunto;
• os cursos de ação que o profissional da contabilidade considerou, os julgamentos
feitos e as decisões tomadas;
• de que forma o profissional da contabilidade está convencido de que cumpriu a
responsabilidade descrita no item R260.17.

Responsabilidade do profissional da contabilidade que não o profissional da contabilidade


sênior

R260.24 Se, no decorrer do desenvolvimento das atividades profissionais, o profissional da


contabilidade tomar conhecimento de informações relativas à não conformidade ou à
suspeita de não conformidade, ele deve obter entendimento do assunto. Esse
entendimento deve incluir a natureza da não conformidade ou da suspeita de não
conformidade e as circunstâncias nas quais ela ocorreu ou pode ocorrer.

260.24A1 É esperado que o profissional da contabilidade aplique conhecimento, competência e


julgamento profissional. Entretanto, não se espera que o profissional da contabilidade
tenha um nível de entendimento de leis e regulamentos maior do que aquele que é
exigido para o papel do profissional da contabilidade dentro da organização
empregadora. Se um ato constitui não conformidade, é, em última instância, um assunto
a ser determinado por tribunal ou outro órgão adjudicatório apropriado.

260.24A2 Dependendo da natureza e da importância do assunto, o profissional da contabilidade


pode também consultar, de forma confidencial, outras pessoas dentro da organização
empregadora ou órgão profissional ou assessores jurídicos.

R260.25 Se o profissional da contabilidade identificar ou suspeitar de que ocorreu, ou pode


ocorrer, a não conformidade, ele deve, sujeito ao item R260.9, informar o superior
imediato para que este tome as ações apropriadas. Se o superior imediato do
profissional da contabilidade parecer estar envolvido no assunto, o profissional da
contabilidade deve informar o fato à autoridade imediatamente superior dentro da
organização empregadora.

R260.26 Em circunstâncias excepcionais, o profissional da contabilidade pode determinar que a


divulgação do assunto para a autoridade competente é o curso de ação apropriado. Se
o profissional da contabilidade assim o fizer, de acordo com os itens 260.20A2 e A3,
essa divulgação é permitida de acordo com o item R114.1(d) da NBC PG 100. Ao fazer
essa divulgação, o profissional da contabilidade deve agir de boa-fé e exercer cautela
ao fazer declarações e afirmações.

Documentação

260.27A1 Com relação à não conformidade ou à suspeita de não conformidade que se enquadra
no alcance desta Seção, o profissional da contabilidade deve documentar os seguintes
assuntos:
• o assunto;
• os resultados das discussões com o superior do profissional da contabilidade, com a
administração e, quando aplicável, com os responsáveis pela governança e outras
partes;
• o modo como o superior do profissional da contabilidade respondeu ao assunto;
• os cursos de ação que o profissional da contabilidade considerou, os julgamentos
feitos e as decisões tomadas.
SEÇÃO 270 – PRESSÃO PARA A VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Introdução

270.1 O profissional da contabilidade deve cumprir com os princípios fundamentais e aplicar a


estrutura conceitual descrita na Seção 120 da NBC PG 100 para identificar, avaliar e
tratar ameaças.

270.2 A pressão exercida sobre o profissional da contabilidade, ou por ele exercida, pode criar
uma ameaça de intimidação ou outra ameaça ao cumprimento de um ou mais dos
princípios fundamentais. Esta Seção descreve os requisitos específicos e o material de
aplicação pertinentes para a aplicação da estrutura conceitual nessas circunstâncias.

Requisitos e material de aplicação

Geral

R270.3 O profissional da contabilidade não deve:


(a) permitir que a pressão de outros resulte em violação ao cumprimento dos princípios
fundamentais; ou
(b) pressionar outros que o profissional da contabilidade sabe ou tem motivo para
acreditar que fariam com que outras pessoas violassem os princípios fundamentais.

R270.3 O profissional da contabilidade não deve:


(a) permitir que a pressão de outros resulte em violação ao cumprimento dos
princípios fundamentais; ou
(b) pressionar outros que o profissional da contabilidade conhece ou tem motivo
para acreditar que fariam com que outras pessoas violassem os princípios
fundamentais. (Alterada pela Revisão NBC 24)

270.3A1 O profissional da contabilidade pode enfrentar pressão que cria ameaças ao


cumprimento dos princípios fundamentais, como, por exemplo, ameaça de intimidação,
ao realizar uma atividade profissional. A pressão pode ser explícita ou implícita e pode
vir de:
• dentro da organização empregadora, como, por exemplo, de colega ou superior;
• indivíduo ou organização externa, como fornecedor, cliente ou credor;
• metas e expectativas internas ou externas.

270.3A2 Exemplos de pressão que podem resultar em ameaças ao cumprimento dos princípios
fundamentais incluem:
• pressão relacionada com conflitos de interesse:
o pressão de familiar que está participando de licitação para atuar como fornecedor
da organização empregadora do profissional da contabilidade para ser
selecionado em detrimento de outro possível fornecedor;
Ver também Seção 210.
• pressão para influenciar a preparação ou apresentação de informações:
o pressão para comunicar resultados financeiros enganosos para atender às
expectativas de investidores, analistas ou credores;
o pressão de funcionários públicos sobre profissional da contabilidade do setor
público para fazer falsas declarações sobre programas ou projetos a eleitores;
o pressão de colegas para distorcer receitas, despesas ou taxas de retorno com o
intuito de influenciar tomadas de decisão sobre projetos e aquisições de capital;
o pressão de superiores para aprovar ou efetuar gastos que não são despesas
comerciais legítimas;
o pressão para suprimir relatórios internos de auditoria que contenham
constatações adversas;
Ver também Seção 220.
• pressão para atuar sem competência suficiente ou devido zelo:
o pressão de superiores para reduzir, de forma inadequada, a extensão do trabalho
realizado;
o pressão de superiores para executar uma tarefa sem habilidades ou treinamento
suficientes ou com prazos irrealistas;
Ver também Seção 230.
• pressão relacionada com interesses financeiros:
o pressão de superiores, colegas ou outros como, por exemplo, aqueles que podem
se beneficiar da participação em acordos de remuneração ou incentivo para
manipular indicadores de desempenho;
Ver também Seção 240.
• pressão relacionada com incentivos:
o pressão de outros, seja de dentro ou fora da organização empregadora, para
oferecer incentivos para influenciar, de forma inadequada, o julgamento ou o
processo de tomada de decisão de pessoa ou de organização;
o pressão de colegas para aceitar suborno ou outro incentivo, como, por exemplo,
aceitar presentes ou entretenimento inapropriados de possíveis fornecedores em
processo de licitação;
Ver também Seção 250.
• pressão relacionada com a não conformidade com leis e regulamentos:
o Pressão para estruturar uma transação para evadir impostos.
Ver também Seção 260.
• pressão relacionada ao nível de honorários:

o Pressão exercida por um profissional da contabilidade sobre outro profissional da


contabilidade para prestar serviços profissionais a um nível de honorários que não
permite recursos (incluindo recursos humanos, tecnológicos e intelectuais)
suficientes e apropriados para prestar os serviços de acordo com normas técnicas
e profissionais.
Ver também Seção 330 da NBC PG 300. (Incluído pela Revisão NBC 24)

270.3A3 Os fatores relevantes na avaliação do nível de ameaças criadas por pressão incluem:
• a intenção da pessoa que exerce a pressão e a natureza e a extensão da pressão;
• a aplicação de leis, regulamentos e normas profissionais às circunstâncias;
• a cultura e a liderança da organização empregadora, incluindo à medida que elas
refletem ou enfatizam a importância do comportamento ético e a expectativa de que
os empregados atuam de forma ética. Por exemplo, uma cultura corporativa que
tolera o comportamento antiético pode aumentar a probabilidade de que a pressão
resulte em ameaça ao cumprimento dos princípios fundamentais;
• políticas e procedimentos, se houver, estabelecidos pela organização empregadora,
tais como políticas de ética ou de recursos humanos que tratam de pressão.

270.3A4 Discutir as circunstâncias que criam a pressão e consultar outros sobre essas
circunstâncias pode ajudar o profissional da contabilidade a avaliar o nível da ameaça.
Essa discussão e essa consulta, que exigem atenção ao princípio de confidencialidade,
podem incluir:
• discutir o assunto com a pessoa que está exercendo a pressão para buscar uma
solução;
• discutir o assunto com o superior do profissional da contabilidade, se o superior não
for a pessoa que está exercendo a pressão;
• estender o assunto dentro da organização empregadora, incluindo, quando
apropriado, a explicação dos possíveis riscos consequentes para a organização,
como, por exemplo, com:
o os níveis mais altos da administração;
o os auditores internos ou externos;
o os responsáveis pela governança;
• divulgar o assunto de acordo com as políticas da organização empregadora,
incluindo políticas de ética e delação, usando qualquer mecanismo estabelecido,
como linha direta confidencial para questões de ética;
• consultar:
o colega, superior, pessoal de recursos humanos ou outro profissional da
contabilidade;
o órgãos profissionais ou reguladores ou associações setoriais pertinentes; ou
o assessores jurídicos.

270.3A5 Um exemplo de medida que pode eliminar ameaças criadas pela pressão é a solicitação
por parte do profissional da contabilidade de reestruturação ou segregação de certas
responsabilidades e funções de forma que ele não esteja mais envolvido com a pessoa
ou com a entidade que exerce a pressão.

Documentação

270.4A1 O profissional da contabilidade deve documentar:


• os fatos;
• as comunicações e as partes com as quais esses assuntos foram discutidos;
• os cursos de ação considerados;
• como o assunto foi tratado.

Vigência

Esta Norma entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1º de
janeiro de 2020, e revoga a NBC PG 200, publicada no DOU, Seção 1, de 25/3/2014.

Brasília, 21 de novembro de 2019.

Contador Zulmir Ivânio Breda


Presidente
Ata CFC n.º 1.057.

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