0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações42 páginas

ACD2

O documento aborda os fundamentos da eletrocardiografia, destacando a importância de entender a fisiologia do coração e os vetores elétricos. Explica como a energia elétrica gerada pelo coração é captada por eletrodos e como isso fornece informações sobre sua anatomia e funcionamento. Além disso, discute a análise do traçado do eletrocardiograma e os critérios para determinar o ritmo cardíaco, incluindo a frequência cardíaca.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações42 páginas

ACD2

O documento aborda os fundamentos da eletrocardiografia, destacando a importância de entender a fisiologia do coração e os vetores elétricos. Explica como a energia elétrica gerada pelo coração é captada por eletrodos e como isso fornece informações sobre sua anatomia e funcionamento. Além disso, discute a análise do traçado do eletrocardiograma e os critérios para determinar o ritmo cardíaco, incluindo a frequência cardíaca.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

De forma geral, o maior obstáculo ao aprendizado da eletrocardiografia é a dificuldade em entender os aspectos básicos

envolvidos, como a fisiologia, conceitos sobre vetores, eixo elétrico, entre outros.

Para iniciar, há três conceitos fundamentais a serem compreendidos:

 coração é capaz de produzir energia elétrica;

 A energia elétrica gerada pelo coração pode ser captada na superfície do corpo por eletrodos;

 A energia captada pode dar informações sobre a anatomia e o funcionamento do coração.

Conceito: fluxo de elétrons entre duas soluções produz energia


elétrica.

No estágio basal, a membrana celular é pouco permeável a estes


íons
processo de potencial de ação é composto por cinco fases (0, 1, 2, 3, 4). O eletrocardiograma registra a soma dos potenciais de
ação das células musculares das aurículas e dos ventriculares.
O potencial de ação é um processo elétrico que precede a contração mecânica das células musculares.
Como saber para onde a ambulância está indo no escuro se não
é possível enxergá-la?
Aplicando a analogia da ambulância ao coração, poderíamos concluir desta maneira:
A partir do momento que o estímulo elétrico é gerado pelo nó sinusal, a onda de ativação sai desta estrutura e propaga-se para a
estrutura mais próxima. Posteriormente o estímulo atinge estruturas mais distais.

Vetores gerados pela


ativação do átrio
direito e do átrio
esquerdo a partir do
estímulo gerado pelo
nó sinusal.
Ponto importante sobre eletrocardiografia de forma geral: quando temos dois vetores ocorrendo de forma simultânea, pode-se
calcular o resultado da interação de suas forças. Em outras palavras é o que vemos na imagem 2.

Como assim? E se tivermos 2 vetores a fazerem o mesmo percurso. Como fica?


E como ficaria o traçado do eletrocardiograma durante a ativação (despolarização) dos
átrios, nó AV, ventrículos e a sua repolarização?
E como ficaria o traçado do eletrocardiograma durante a ativação (despolarização) dos
átrios, nó AV, ventrículos e a sua repolarização?
Na primeira aula foi detalhado como se formava o traçado do eletrocardiograma, considerando apenas um único elétrodo.
Contudo, para se obter informações mais completas, o ideal é ter vários elétrodos posicionados pelo corpo do paciente.
Dá-se o nome de derivação eletrocardiográfica à medida da diferença de potencial entre dois elétrodos.
ECG normal mostrando complexo QRS negativo em V1 .
ECG alterado com complexo QRS positivo em V1. Isto mostra que a ativação ventricular está
deslocada para a frente. Trata-se de um caso de estenose mitral, doença a qual classicamente
sobrecarrega o ventrículo direito.
O que é, afinal, o eixo cardíaco ?
R: em palavras simples, nos mostra o caminho que o estimulo esta a usar, ou seja a direção do estimulo.
Outro aspectos importante para podermos calcular o eixo é lembrarmos das aulas que muitos com certeza não gostavam, falo das
aulas de física e da decomposição dos vetores. Mas não precisas entrar em pânico. Aqui está a solução de todos os seus problemas,
de forma simplificada!
Analise matemática ou quantitativa.

 O primeiro passo para localizar o


eixo é olhar para DI e a VF

 Depois é preciso somar ou subtrair

 Identificar o quadrante

 Determinar a orientação em grau


Identificação do paciente
► Idade
► Gênero
► Peso
► Altura
segundo passo: checar a padronização do ECG.
 Há situações em que os complexos QRS do paciente possuem voltagem elevada e isto pode fazer com que o traçado não
caiba no papel do ECG ou com que um QRS fique se sobre pondo ao outro.
 Nestes casos, pode-se alterar a padronização
 Por outro lado, nos casos de complexos de baixa voltagem
 Pode-se, ainda, em determinadas situações, alterar a
velocidade do papel para 50 mm/s.
Normalmente, o ritmo cardíaco é determinado por um estímulo elétrico que tem origem no nó sinusal.

A simples presença de onda P não é suficiente para afirmarmos que o ritmo é sinusal?
quais o critérios para se definir que o ritmo é sinusal?
► Morfologia e orientação de P normal (entre O e +90°), ou seja, onda P positiva em quase todas as derivações do plano frontal
especialmente em DI, D11 e aVF e negativa em aVR;
► Ondas P com a mesma morfologia na mesma derivação
► A cada onda P, se segue de um complexo QRS.
 Orientação vetorial de 30º a 90º
Definido o ritmo, passaremos para a análise da frequência cardíaca.
Há basicamente duas formas de se fazer isso:
A primeira forma é mais precisa, contudo, mais trabalhosa: podemos dividir 1.500 pelo número de milímetros (contar número de
quadrados pequenos) entre 2 complexos QRS (intervalo R-R).
CÁLCULO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA
FC em ritmos regulares
FC = 1500 / RR (bpm) (Inserir dados em mm) Se dividirmos a cada 5mm (1 quadradão), temos:
• 1500/5 = 300
• 1500/10 = 150...
A segunda forma, menos precisa, contudo mais prática e rápida:
Dividir 300 pelo número de quadrados grandes (de 5 mm) entre os R-R
FC em ritmos irregulares
Não é possível calcular a FC precisa, já que ela
varia.
FC = Nº QRS em 30 quadradões x 10 ou FC = Nº
QRS em 15 quadradões x 20

Você também pode gostar