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Resumo Micro

O sarampo é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus do sarampo, caracterizada por sintomas como febre, tosse e manchas vermelhas na pele. A transmissão ocorre principalmente por via aérea, e a prevenção é feita através da vacinação, essencial para controlar surtos. Não há tratamento específico, mas a administração de vitamina A é recomendada para reduzir complicações.

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Resumo Micro

O sarampo é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus do sarampo, caracterizada por sintomas como febre, tosse e manchas vermelhas na pele. A transmissão ocorre principalmente por via aérea, e a prevenção é feita através da vacinação, essencial para controlar surtos. Não há tratamento específico, mas a administração de vitamina A é recomendada para reduzir complicações.

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
CURSO DE LICENCIATURA E BACHARELADO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
DISCIPLINA: MICROBIOLOGIA
DOCENTE: MÁRCIA ADELINO
DISCENTES:
DISCENTES:VITÓRIA KAROLLYNE ALMEIDA
DA MEDEIROS,
MEDEIROS
TATIANE LIMA DA SILVA,
NATHÁLIA RODRIGUES ALVES DA SILVA
SILVA,,
RAPHAELA DE LIMA COSTA
JÚLIA LEITE FELIX FLORÊNCIO

RESUMO SOBRE O SARAMPO

CAMPINA GRANDE, PB
2026
2

1. Agente Etiológico
O sarampo é uma doença infecciosa aguda causada pelo vírus do sarampo, um vírus de RNA
de fita simples, sentido negativo, envelopado, pertencente ao gênero Morbillivirus, da família
Paramyxoviridae. O vírion apresenta morfologia esférica, com diâmetro aproximado entre
120 e 250 nm, e possui um nucleocapsídeo helicoidal. O genoma viral é não segmentado, com
cerca de 15.900 a 16.000 nucleotídeos, codificando proteínas estruturais e não estruturais
essenciais para a replicação e patogenicidade viral. Entre as principais proteínas estruturais
destacam-se a hemaglutinina (H) e a proteína de fusão (F), responsáveis pela adesão do vírus
às células hospedeiras e pela fusão do envelope viral com a membrana celular, permitindo a
entrada do nucleocapsídeo no citoplasma. O vírus apresenta tropismo principalmente por
células do epitélio respiratório e por células do sistema imune, como linfócitos e macrófagos,
utilizando receptores celulares como CD150 (SLAM) e CD46. Após a infecção inicial no
trato respiratório, ocorre disseminação sistêmica por meio de viremia, com replicação em
órgãos linfóides, como baço, linfonodos e medula óssea, contribuindo para a imunossupressão
característica da doença.

2. Sintomas
Sintomas iniciais: febre com tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido, falta de
apetite e mal-estar intenso.
Nesse período podem ser observadas, na parte interna das bochechas, manchas brancas que
são características da doença. Em 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como
manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo.
Após o aparecimento das manchas vermelhas, a persistência da febre é um sinal de alerta e
pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade.

3. Vias de transmissão
A transmissão do sarampo ocorre de pessoa para pessoa, principalmente por via aérea, por
meio de gotículas respiratórias e aerossóis eliminados quando a pessoa infectada tosse,
espirra, fala ou respira. O vírus se instala inicialmente na mucosa do nariz e das vias
respiratórias, onde se multiplica, e pode permanecer suspenso no ar por um período,
facilitando a infecção mesmo sem contato direto com o doente, especialmente em ambientes
fechados e pouco ventilados. A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde 4 a 6 dias antes
do aparecimento das manchas vermelhas na pele até 4 dias após o surgimento do exantema.
Devido à sua alta capacidade de disseminação, uma única pessoa com sarampo pode infectar
até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas, o que explica a rápida propagação
da doença em locais com aglomeração, como escolas, creches e unidades de saúde.

4. Prevenção
A prevenção do sarampo é feita exclusivamente pela vacinação, que é segura, eficaz e
oferecida gratuitamente pelo SUS, através da vacina Tríplice Viral (SCR), que protege contra
sarampo, caxumba e rubéola. Manter a carteira de vacinação atualizada é crucial para criar
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imunidade coletiva e proteger os mais vulneráveis, sendo necessário atingir altas coberturas
vacinais (acima de 95%) para controlar a doença.
Como funciona a vacinação:
Doses: A primeira dose é geralmente aos 12 meses, e um reforço aos 15 meses de idade.
Público-alvo: Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto também
devem se vacinar.
Vacinas disponíveis: Além da Tríplice Viral (sarampo, caxumba, rubéola), existe a Tetraviral
(com varicela).
Onde se vacinar: Em qualquer posto de saúde do SUS.
Importância da vacinação Individual: Protege contra uma doença grave que pode levar a
complicações sérias (pneumonia, encefalite, cegueira, morte) e sequelas.
Coletiva: (Imunidade de Rebanho): Ao vacinar a maioria, protege quem não pode ser
vacinado, como bebês muito novos ou pessoas com problemas de saúde.
Combate a surtos: Altas coberturas vacinais são necessárias para interromper a circulação do
vírus e evitar o ressurgimento da doença.

5. Tratamento
Não existe tratamento específico para a infecção por sarampo. O uso de antibiótico é
contraindicado, exceto se houver indicação médica pela ocorrência de infecções secundárias.
Para os casos sem complicação, devem-se manter a hidratação e o suporte nutricional, e
diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o
estado nutricional. Recomenda-se a administração do palmitato de retinol (vitamina A),
mediante avaliação clínica e/ou nutricional por um profissional de saúde, em todas as crianças
com suspeita de sarampo, para redução da mortalidade e prevenção de complicações pela
doença, nas dosagens indicadas.

6. Curiosidades
- O vírus do sarampo pode permanecer suspenso no ar por até 2 horas, mesmo após a
saída da pessoa infectada do ambiente.
- O sarampo é uma das doenças mais contagiosas do mundo: uma pessoa infectada pode
transmitir o vírus para até 90% das pessoas não imunizadas ao seu redor.
- O último surto de sarampo no Brasil em 2025 começou no estado do Tocantins, no
município de Campos Lindos, em julho de 2025, associado ao retorno de pessoas
infectadas da Bolívia, resultando em vários casos confirmados. Casos também foram
relatados no Maranhão e em Mato Grosso naquele ano, ligados a esse surto. Esse
surto foi considerado um episódio localizado, não uma transmissão endêmica contínua
em todo o país, já que o Brasil foi re-verificado como país livre da circulação
endêmica do sarampo em novembro de 2024 — o que significa que o vírus não estava
circulando de forma sustentada no território como antes.
- Amnésia de outras doenças: Quando você pega sarampo, o vírus "apaga" a memória
do seu sistema imunológico sobre outros germes, vírus e bactérias que você já
combateu antes. É como se ele deletasse o histórico de proteção do seu corpo.
4

Referências Bibliográficas

BRASIL. Ministério da Saúde. Sarampo: sintomas, prevenção, causas, complicações e


tratamento. Biblioteca Virtual em Saúde – MS, [s. l.], 1970. Disponível em:
[Link]
tratamento/. Acesso em: 03 fev. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Measles – Fact sheet.

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Measles – Causes


& Transmission.

BRASIL. Ministério da Saúde. Situação Epidemiológica do Sarampo.

HAGEN, Ashley. Measles and Immune Amnesia. American Society for Microbiology, 18
mai. 2019 (atualizado em 7 fev. 2024). Disponível em:
[Link] Acesso em: 03 fev. 2026.

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